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O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, revelou suspeitas de fraude envolvendo o Banco Master na tentativa de liberação de cerca de R$ 2 bilhões em empréstimos consignados. Segundo ele, o INSS abriu investigação sobre milhares de contratos da instituição financeira após identificar graves irregularidades.

Em entrevista ao portal g1, Waller Júnior contou que em setembro do ano passado o INSS decidiu não renovar o acordo com o Banco Master. “Pela quantidade de reclamações e pela quantidade de irregularidades que a gente vislumbrava do Banco Master, o INSS não renovou e proibiu o Banco Master em setembro do ano passado de fazer novos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas”, afirmou. Mesmo assim, o banco ainda possuía uma carteira de 254 mil contratos, que somavam mais de R$ 2 bilhões em crédito descontados mensalmente dos beneficiários.

Ao solicitar cópias dos contratos, o INSS se surpreendeu com as falhas encontradas. “O contrato não é claro, ele não está de acordo com a instrução normativa do INSS, não tem taxa de juros, não tem custo efetivo”, disse o presidente. Ele também destacou problemas nas assinaturas: “A assinatura do nosso segurado vinha como se fosse uma assinatura eletrônica, mas sem o QR Code para a gente confirmar aquela assinatura”.

Diante disso, o INSS bloqueou a liberação dos valores e condicionou qualquer pagamento à comprovação da autenticidade das assinaturas. “Nós não liberamos esse recurso mais para o Banco Master ou para quem ele cedeu o crédito, até a comprovação de que a assinatura foi feita pelo nosso aposentado e pensionista”, explicou. Segundo Waller Júnior, caso a autenticidade não seja confirmada, “a ideia que a gente tem é cancelar esse consignado e devolver para o nosso aposentado e pensionista”, orientando ainda que os segurados façam denúncias na ouvidoria para auxiliar nas apurações.

*Metro1
Foto: Reprodução/INSS e Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil


Nesta quinta-feira (15), horas após determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal (PF) para o 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade que integra o Complexo Penitenciário da Papuda e é conhecido como Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse ter feito “o que tinha que fazer”.

A fala foi proferida durante a formatura da 194ª turma de Direito da Universidade de São Paulo, que aconteceu no Teatro Vibra São Paulo, em Vila Almeida, na Zona Sul da capital paulista. No momento em que deu a declaração, Moraes, que foi patrono da turma, comentava a duração das falas proferidas no evento.

– Vocês percebem que ninguém cumpriu os três minutos, quase tive que tomar algumas medidas. Mas me contive hoje, acho que hoje já fiz o que tinha que fazer – disse, em fala que foi recebida com gritos de empolgação e aplausos do público presente ao evento.

Algumas horas antes, o ministro determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse transferido da sede da Polícia Federal, em Brasília, para o batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), mais conhecido como Papudinha.

Preso na Superintendência desde novembro do ano passado, o político conservador vinha reclamando das condições da cela, principalmente pelo barulho do ar-condicionado que o impedia de dormir. A PF chegou a lhe entregar um tampão de ouvido para abafar o ruído e, dias depois, concordou em desligar o equipamento no período da noite.

Fora isso, a defesa do ex-presidente também solicitava prisão domiciliar, por entender que o estado de saúde de Bolsonaro exige acompanhamento constante. Mas, ao contrário do pedido, Moraes decidiu enviá-lo ao batalhão da PM-DF, onde outros condenados por tentativa de golpe de Estado também estão presos.

Assim, Bolsonaro passará a cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão onde estão o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. Ao decidir pela transferência, inclusive, Moraes chegou a usar um tom sarcástico em relação ao líder conservador ao dizer que o cumprimento de pena não era “uma estadia hoteleira” ou uma “colônia de férias”.

– Ressalte-se, entretanto, que essas condições absolutamente excepcionais e privilegiadas não transformam o cumprimento definitivo da pena de Jair Messias Bolsonaro, condenado pela liderança da organização criminosa na execução dos gravíssimos crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito e suas instituições, em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias – disse Moraes.

*Pleno.News
Foto: Reprodução/Print Instagram Toy Formaturas


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um novo inquérito para investigar o suposto vazamento de dados fiscais de ministros da Corte, possivelmente ocorrido por meio de órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal.

A apuração, relatada pelo próprio Moraes, foi instaurada sem provocação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal (PF), um procedimento considerado incomum, embora autorizado pelo Regimento Interno do STF. A investigação tramita sob sigilo e teve sua existência revelada pelo portal Poder360, com confirmação da Agência Brasil.

A iniciativa ocorre após reportagens apontarem relações entre familiares de ministros do Supremo e o Banco Master, instituição envolvida em um escândalo de fraude financeira que também é objeto de investigação no STF, sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

Entre as informações divulgadas, está a venda de participação em um resort no Paraná por irmãos e primos de Toffoli a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado e sócio de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Ambos já foram alvo de mandados de busca e de prisão temporária no âmbito do inquérito conduzido pelo próprio Toffoli.

Em dezembro, o jornal O Globo revelou ainda que o escritório de advocacia administrado por Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, firmou um contrato de R$ 129 milhões para representar o Banco Master, antes de o escândalo vir a público. Moraes suspeita que detalhes dessas relações tenham sido vazados a partir do Coaf ou da Receita Federal.

O ministro nega ter atuado em favor do Banco Master junto ao Banco Central. Segundo ele, uma reunião com o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, tratou exclusivamente da Lei Magnitsky, aplicada pelo governo dos Estados Unidos contra o magistrado.

No dia 27 de dezembro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes e sua esposa no caso envolvendo o Banco Master. Para Gonet, há “absoluta ausência de lastro probatório mínimo” que sustente as acusações.

Segundo o procurador-geral, as reportagens não apresentaram elementos concretos ou indícios materiais que confirmem a tese de intimidação, permanecendo no campo das suposições. Em relação ao contrato firmado entre o escritório de Viviane Barci e o banco, Gonet afirmou não haver, a princípio, qualquer indício de ilegalidade que justifique intervenção.

“A representação fundamenta-se estritamente em matérias jornalísticas – fontes secundárias destituídas de confirmação probatória autônoma – e carece de diligências prévias que lhes confiram consistência jurídica”, concluiu.

Apesar das críticas de membros do Ministério Público, juristas e especialistas, a abertura de inquéritos de ofício por ministros do Supremo está prevista no Regimento Interno da Corte. O Artigo 43 estabelece que, ocorrendo infração penal na sede ou dependências do Tribunal, o presidente pode instaurar investigação ou delegar a atribuição a outro ministro.

Atualmente, Alexandre de Moraes exerce interinamente a presidência do STF, em razão do recesso do Judiciário e da ausência do presidente Edson Fachin. As revelações relacionadas ao caso Banco Master levaram Fachin a defender a criação de um código de conduta para ministros de tribunais superiores.

Em discurso de encerramento do ano de 2025, o ministro afirmou que o tema está entre as prioridades do Supremo para este ano.

*Metro1
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil


Trio composto por soja, milho e arroz foi o grande motor desse crescimento; veja números

Foto: Ministério da Agricultura/Divulgação

O agronegócio brasileiro atingiu um marco histórico em 2025, fechando o ano com uma produção recorde de 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (15) pelo IBGE, o resultado representa um salto de 18,2% em relação ao desempenho de 2024.

O trio composto por soja, milho e arroz foi o grande motor desse crescimento, respondendo por quase 93% de tudo o que foi colhido no país.

A soja, principal produto da pauta, atingiu o patamar inédito de 166,1 milhões de toneladas, enquanto o milho teve o crescimento mais expressivo entre os grandes grãos, avançando 23,6%.

Destaques da produção por cultura em 2025:
– Soja: 166,1 milhões de toneladas (alta de 14,6%).
– Milho: 141,7 milhões de toneladas (alta de 23,6%).
– Arroz: 12,7 milhões de toneladas (alta de 19,4%).
– Algodão: 9,9 milhões de toneladas (alta de 11,4%).
– Sorgo: 5,4 milhões de toneladas (alta de 35,5%).

Projeções para 2026

Apesar do otimismo com o fechamento de 2025, o IBGE prevê uma leve retração de 1,8% para a safra de 2026, com uma colheita estimada em 339,8 milhões de toneladas. Essa redução de cerca de 6,3 milhões de toneladas reflete ajustes de área e produtividade esperados para o próximo ciclo.

Uma novidade importante para as estatísticas deste ano é a inclusão da canola e do gergelim no grupo oficial de cereais e oleaginosas do instituto. Embora ainda restritas a poucas regiões do país, essas culturas apresentaram crescimento acelerado e passam a compor o monitoramento oficial da safra nacional devido à sua crescente importância econômica.

Informações Bahia.ba


O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido nesta quinta-feira (15) da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar – PMDF, conhecido como Papudinha.
A transferência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que cuida da execução da pena do ex-presidente. O batalhão fica localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, também o Distrito Federal. Bolsonaro deverá ser alocado em uma sala de Estado-maior no local.
Segundo o STF, a cela ocupada por Bolsonaro é igual a que Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, cumprem pena. O espaço comporta 4 pessoas, mas será usada exclusivamente para o ex-presidente.
Anderson Torres e Silvinei Vasques dividem outra unidade semelhante a que o ex-presidente está custodiado.
Moraes também determinou que Bolsonaro tenha “assistência integral, nas 24 (vinte e quatro) horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”.
O ministro também autorizou que o deslocamento imediato de Bolsonaro para os hospitais em caso de urgência, com a obrigação de comunicação ao STF no prazo máximo de 24 (vinte quatro) horas da ocorrência.

Bolsonaro também poderá realizar sessões de fisioterapia nos horários e dias da semana indicados pelos médicos, com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao STF.
O ex-presidente receberá diariamente alimentação especial, devendo a defesa indicar o nome da pessoa que ficará responsável pela entrega das refeições.
Além disso, Moraes também autorizou:
atendimento médico em tempo integral pelo sistema penitenciário, em regime de plantão, 24h por dia;
visitas semanais da esposa e filhos;
assistência religiosa de bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni;
autorização para leitura;
grades de proteção e barras de apoio na cama;
instalação de aparelhos de fisioterapia, como esteira e bicicleta.

Bolsonaro também deve ser submetido à junta médica oficial, composta por médicos da própria PF, para avaliação de seu quadro clínico.
O ministro também rejeitou o pedido da defesa de Bolsonaro de acesso à smart TV.
Como é a Papudinha?
O edifício fica a poucos metros das unidades da Papuda para presos comuns, no Jardim Botânico, e tem capacidade para 60 presos. Até o começo de novembro, 52 pessoas cumpriam pena no 19º BPM.
O batalhão tem oito celas, todas no formato de alojamentos coletivos, compostos por banheiro com box, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala.

Segundo a Polícia Militar, todas essas instalações foram reformadas em 2020.

Todos os presos podem receber itens de higiene, limpeza, enxoval e roupas definidos pela administração penitenciária, de forma igual para todos.

Também é permitido acesso a televisores e equipamento de ventilação mecânica, de acordo com o regramento da unidade prisional.

*g1
Foto: Pablo Porciuncula/AFP


Coffee Break apura desvios em contratos de materiais didáticos em licitações no interior paulista

ex-nora de Lula PF
Polícia Federal deflagrou nova fase de operação nesta quinta-feira, 15 | Foto: Divulgação/ PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 15, a terceira fase da Operação Coffee Break, que mira a ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do petista, é suspeita de receber propinas do empresário André Gonçalves Mariano. Este, por sua vez, seria o pivô do esquema.

A operação busca aprofundar as investigações sobre supostas fraudes em licitações. O foco são contratos de materiais didáticos em prefeituras do interior de São Paulo.

Nesta etapa da Coffee Break, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão em São Paulo. A corporação também executou medidas de constrição patrimonial. A corporação afirma que o esquema de corrupção e desvio de recursos da Educação opera desde, pelo menos, 2021. 

O relatório parcial aponta que agentes públicos, lobistas, doleiros e um empresário formaram uma “organização criminosa estruturada”, com atuação em diferentes prefeituras. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S.Paulo.

A PF afirma que recursos do Ministério da Educação foram desviados por meio de direcionamento e superfaturamento. Os crimes incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

Envolvimento da ex-nora de Lula

Na fase anterior da operação, em 13 de novembro, a PF prendeu seis pessoas por suspeita de fraudes em licitações em Sumaré e Hortolândia. Entre os presos estava o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB). 

As investigações se concentram na empresa Life Tecnologia Educacional, que recebeu cerca de R$ 70 milhões para fornecer kits e livros escolares a três prefeituras.

Segundo os investigadores, André Mariano, dono da Life, contratou Carla Ariane Trindade para obter vantagens no governo federal. Em uma agenda apreendida, o nome de Carla aparece com o apelido “Nora”, em referência ao antigo vínculo familiar com o presidente.

Os investigadores apontam indícios de que a ex-nora do presidente atuou em Brasília para viabilizar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) à Life. A PF também cita Kalil Bittar, ex-sócio de um dos filhos de Lula.

Carla Ariane foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Kalil Bittar é irmão de Fernando Bittar, proprietário do sítio de Atibaia investigado na Lava Jato, e foi sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na empresa Gamecorp.

Informações Revista Oeste


Norma começa a valer a partir do dia 21 de janeiro

(Imagem ilustrativa) Foto: Pleno.News / Ana Luiza Menezes

O Departamento de Estado dos Estados Unidos suspendeu o processamento de solicitação de vistos para 75 países, incluindo o Brasil. A informação foi publicada pela Fox News Digital. Segundo o jornal, a suspensão terá início na próxima quarta-feira (21), e continuará por tempo indeterminado. O objetivo é coibir solicitantes aos vistos considerados propensos a se tornarem um gasto público.

Um memorando do Departamento de Estado, ao qual a Fox News teve acesso, orienta os funcionários consulares a recusarem vistos de acordo com a legislação vigente, enquanto a pasta reavalia os procedimentos de triagem e verificação.

O jornal não divulgou todos os países afetados pela medida, mas afirmou que, além do Brasil, Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen também estão na lista

A Fox News já havia divulgado, em novembro do ano passado, que o Departamento de Estado orientou os consulados a aplicarem novas regras de triagem baseadas na disposição de “encargo público” da lei da imigração. Com isso, os funcionários foram instruídos a negarem vistos a candidatos que provavelmente dependerão de benefícios públicos, com base em fatores variados, como saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e possível necessidade de cuidados médicos de longo prazo.

Ainda segundo o jornal, candidatos idosos ou com sobrepeso tinham chances de ter seus pedidos negados.

– O Departamento de Estado usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano – disse o porta-voz da pasta, Tommy Piggott, em comunicado divulgado pela Fox News.

– A imigração desses 75 países será suspensa enquanto o Departamento de Estado reavalia os procedimentos de processamento de imigração para impedir a entrada de estrangeiros que se beneficiariam de programas de assistência social e benefícios públicos.

*AE


Na ausência de testamento, Suzane e o irmão teriam prioridade sobre os primos na sucessão da herança do médico Miguel Abdala Netto

Suzane Richthofen
A desconfiança marcou o histórico de tensão entre Suzane e Miguel, pois o médico temia que a sobrinha tentasse acessar o patrimônio da família | Foto: Reprodução/Twitter/X 

A disputa judicial por uma herança de R$ 5 milhões opõe Suzane Magnani (ex-Richthofen), condenada pelo assassinato dos pais, e Silvia Magnani, prima de primeiro grau do médico Miguel Abdala Netto. 

O caso ganhou contornos ainda mais dramáticos quando, no fim de semana, ambas tentaram obter a liberação do corpo do médico no Instituto Médico Legal (IML) e na delegacia. Silvia conseguiu liberar o cadáver e realizar o enterro em Pirassununga (SP), nesta terça-feira 13.

O sepultamento ocorreu conforme o desejo de Miguel, que queria repousar ao lado da mãe e dos avós. O enterro foi discreto, sem a presença de outros familiares. 

“Só estava eu no cemitério”, declarou Silvia, que manteve um relacionamento de cerca de 14 anos com Miguel, segundo relatou ao jornal O Globo. Até o momento, apenas Silvia e Suzane demonstraram interesse direto pela herança.

Relações familiares e ressentimentos

Silvia destacou que Miguel tinha ressentimento contra a sobrinha.

“Quero que se faça justiça ao Miguel, pois, no tempo que passamos juntos, ele falava horrores da Suzane, porque ela matou a irmã dele e deixou o sobrinho destruído emocionalmente”, afirmou. “Se a Justiça entender que a herança deva ficar com ela, que assim seja feito.”

O desfecho da partilha dependerá da existência de testamento. Sem filhos, pais ou irmãos vivos, os sobrinhos são herdeiros prioritários, conforme a legislação. 

Caso não haja testamento, Suzane e Andreas, irmão dela, estariam à frente dos primos na sucessão. 

Silvia tentou localizar Andreas, mas não obteve sucesso, já que ele vive atualmente em local desconhecido no litoral paulista. 

Suzane, por sua vez, já acionou judicialmente para pedir a tutela do cadáver e se habilitar como inventariante.

Circunstâncias da morte e disputa pela residência

Miguel foi encontrado morto na própria casa, no bairro Campo Belo, na madrugada de sábado 10. 

O corpo estava em avançado estado de decomposição, sentado em uma poltrona no quarto. 

Um vizinho, João Batista da Silva, percebeu a ausência do médico e, ao verificar a casa, encontrou o cadáver. 

A Polícia Civil trata a morte como suspeita, mas uma fonte do IML informou ao jornal O Globo que o cenário mais provável é ataque cardíaco, devido ao inchaço do coração e à ausência de sinais de violência.

A residência de Miguel também virou foco de disputa. Suzane e Silvia tentaram obter a chave com o vizinho responsável, que declarou só entregá-la mediante ordem judicial.

Silvia foi enfática ao comentar sobre Suzane: “A Suzane está pagando pela pena dela, mas nem por isso vai deixar de ser assassina”.

Relação de Suzane e tio foi marcada por desconfiança 

A desconfiança marcou o histórico de tensão entre Suzane e Miguel, pois o médico temia que a sobrinha tentasse acessar o patrimônio da família.

Andreas, irmão de Suzane, herdou cerca de R$ 10 milhões depois que a Justiça considerou Suzane indigna de receber a herança dos pais.

Miguel também não confiava nas intenções de Suzane, inclusive questionando sua gravidez como possível estratégia para se reaproximar dos bens familiares. 

A tentativa de Suzane de liberar o corpo para proteger o patrimônio do filho não teve sucesso.

Informações Revista Oeste


Agentes cumpriram 42 mandados de busca e apreensão durante a segunda fase da Operação Compliance Zero

Compliance Zero
As suspeitas contra Vorcaro surgiram na primeira fase da operação, deflagrada em novembro de 2025 | Foto: Reprodução/PF 

Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 14, a segunda fase da Operação Compliance Zero. Os agentes cumpriram 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e confiscaram uma série de bens de alto valor, incluindo carros, celulares, uma arma e pelo menos 20 relógios de grife.

As diligências ocorreram nos Estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. A operação mira suspeitas de fraudes financeiras envolvendo nomes ligados ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Além da apreensão de bens físicos, o STF determinou o sequestro e bloqueio de ativos que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. O alvo principal da investigação é um possível esquema de venda de carteiras de crédito sem lastro ao Banco de Brasília (BRB), no valor de R$ 12 bilhões.

“As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações”, informou a Polícia Federal.  

PF cumpre 42 mandados nesta quarta-feira, 14 | Foto: Reprodução/PF
Pistola apreendida durante operação | Foto: Reprodução/PF
Carro de luxo apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero | Foto: Reprodução/PF
Carro de luxo apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero | Foto: Reprodução/PF
Carro de luxo apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero | Foto: Reprodução/PF
PF apreende relógios de grife | Foto: Reprodução/PF
PF apreende artefatos de luxo | Foto: Reprodução/PF

Ministro do STF viajou com advogado ligado ao Master

As suspeitas contra Vorcaro surgiram na primeira fase da operação, deflagrada em novembro de 2025. Segundo os investigadores, o banqueiro também teria articulado a entrada do BRB como sócio no Master — transação que foi vetada pelo Banco Central.

O inquérito passou a tramitar sob sigilo máximo por decisão do ministro Dias Toffoli, do STF. Ele assumiu o caso no fim do ano passado e recolheu os autos para análise em gabinete.

Pouco depois, veio à tona que o ministro viajou para o Peru, onde acompanhou a final da Copa Libertadores a bordo de um avião compartilhado com um advogado ligado ao Master.

Informações Revista Oeste


Informações reveladas por Ullisses Campbell, do jornal O Globo, mostram que a briga judicial começou antes do enterro do médico Miguel Abdala Netto e envolve a ex-companheira dele e questões sucessórias ainda indefinida


Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos próprios pais, Suzane von Richthofen volta ao centro de uma disputa judicial, agora envolvendo a herança deixada pelo tio Miguel Abdala Netto. O patrimônio do médico é estimado em cerca de R$ 5 milhões e já provoca um embate familiar que teve início antes mesmo do sepultamento. As informações foram reveladas pelo jornalista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, responsável por antecipar os detalhes do caso.

A disputa opõe Suzane a Silvia Magnani, prima de primeiro grau de Miguel e ex-companheira dele por mais de uma década. No fim de semana, as duas tentaram, de forma paralela, obter a liberação do corpo tanto na 27ª Delegacia de Polícia quanto no Instituto Médico Legal, em São Paulo. De acordo com a apuração publicada por O Globo, Silvia conseguiu autorização primeiro e assumiu os trâmites do enterro.

Miguel Abdala Netto foi sepultado na terça-feira (13), em Pirassununga, cidade de origem da família. Segundo Silvia, a cerimônia não refletiu o desejo do médico, que queria ser enterrado ao lado da mãe e dos avós. O enterro foi simples e marcado pela ausência de familiares. “Só estava eu no cemitério”, relatou ela, em declaração reproduzida pelo jornal.

Até agora, apenas Suzane e Silvia se apresentaram como interessadas diretas na herança. A prima afirma que Miguel nutria forte ressentimento em relação à sobrinha. “No tempo em que vivemos juntos, ele falava horrores da Suzane, porque ela matou a irmã dele e deixou o sobrinho, o Andreas, destruído emocionalmente”, disse Silvia, segundo o relato de Ullisses Campbell. Ainda assim, afirmou que aceitará a decisão judicial. “Se a Justiça entender que a herança deva ficar com ela, que assim seja feito.”

O desfecho da disputa pode mudar caso exista um testamento. Pela legislação brasileira, metade do patrimônio pode ser destinada livremente, enquanto a outra metade é reservada aos herdeiros necessários. Como Miguel não tinha filhos, pais ou irmãos vivos, os sobrinhos aparecem à frente dos primos na ordem de sucessão. Na ausência de testamento, Suzane e Andreas von Richthofen seriam, em tese, os herdeiros legais.

Silvia tentou localizar Andreas nos últimos dias, mas não conseguiu. Ele estaria vivendo em endereço incerto no litoral de São Paulo. Com isso, a disputa prática ficou concentrada entre as duas mulheres e deve avançar agora no Judiciário. Suzane já entrou com uma ação pedindo a tutela do cadáver, movimento que pode levá-la à condição de inventariante dos bens.

Miguel Abdala Netto foi encontrado morto dentro da própria casa, no bairro do Campo Belo, zona sul de São Paulo, na madrugada de sábado (10). Um vizinho estranhou a ausência de contato por cerca de dois dias, pulou o muro e encontrou o corpo sentado em uma poltrona no quarto. O cadáver estava em avançado estado de decomposição, com inchaço no corpo e no coração.

A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e aguarda os laudos periciais. Uma fonte do IML, ouvida por O Globo, afirmou que a hipótese mais provável é de um ataque cardíaco fulminante, já que não havia sinais aparentes de violência no local.

Notícias ao Minuto.

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