Voltou a circular nas redes uma entrevista do empresário José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que por muitos anos foi um dos manda-chuvas da TV Globo, sobre o possível fim da concessão pública para o funcionamento da Rede Globo no Brasil. Desde que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito, o tema passou a ‘assombrar’ os bastidores da emissora.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em setembro do ano passado, o ex-diretor deixou claro que “não acha possível” que a Globo perca a concessão. A permissão do governo federal para o funcionamento da emissora expira no dia 5 de outubro do ano que vem.
– Cassação de empresa de televisão de rádio no Brasil só aconteceu na ditadura, com a Excelsior e a Tupi. Não acho possível cassar a TV Globo pela penetração que ela tem, pelo respeito que as pessoas têm e pelo serviço que ela prestou – argumentou.
Marca representa 44% da população com mais de 18 anos
O Brasil superou nesse sábado (26) a marca de 70 milhões de pessoas imunizadas com a primeira dose das vacinas contra a covid-19, divulgou o Ministério da Saúde. Segundo a pasta, 71,152 milhões de brasileiros receberam a primeira dose. O total equivale a 45% das 158,095 milhões de pessoas com mais de 18 anos no país.
Um total de 25,583 milhões de brasileiros receberam a primeira e a segunda dose da vacina ou a dose única da Janssen, completando o ciclo de imunização. Isso equivale a 16,2% da população vacinável no país e a 36,2% do total de pessoas que receberam a primeira dose.
As informações estão no painel de vacinação do LocalizaSUS , plataforma do Ministério da Saúde que registra o andamento da campanha de imunização contra a covid-19. Os dados estão atualizados até ontem.
Ao todo, 96,736 milhões de doses, distribuídas entre primeira dose, segunda e dose única, foram aplicadas desde o início da vacinação, em janeiro. Nas últimas 24 horas, foram aplicadas 1,158 milhão de doses.
Distribuição
O Ministério da Saúde distribuiu 129,720 milhões de doses às unidades da Federação, desde o início da campanha de imunização. Até a semana passada, o Brasil contava apenas com vacinas de duas doses para conclusão do ciclo vacinal. Eram os imunizantes AstraZeneca, CoronaVac e Pfizer. Desde a última terça-feira (22), no entanto, o Brasil também passou a receber a vacina da Janssen, de dose única.
Mais de 1,8 milhão de doses da Janssen foram antecipadas no contrato de 38 milhões de unidades da pasta com a farmacêutica. As unidades estavam previstas para chegar somente a partir de outubro. Na última sexta-feira (25), mais 3 milhões de doses da Janssen foram doadas pelo governo dos Estados Unidos para a imunização da população brasileira.
Mais um lote com 936 mil doses de vacinas contra a covid-19, fabricadas pela Pfizer/BioNTech, chegou ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na manhã deste domingo (27).
Com essa entrega, o laboratório completa 2,4 milhões de imunizantes fornecidos ao Brasil em menos de uma semana. Na terça-feira (22), foram 529 mil doses entregues e outras 936 mil chegaram na quinta (24).
Segundo o Ministério da Saúde, até a atualização mais recente, mais de 10,6 milhões de doses da Pfizer já tinham sido distribuídas para estados e o Distrito Federal. A previsão é de que o novo lote siga para as unidades da Federação nos próximos dias.
As doses fazem parte do contrato do Ministério da Saúde com a farmacêutica, que prevê a entrega de 100 milhões de doses até setembro. Mais 100 milhões de doses, fruto de uma segunda negociação, estão previstas para serem entregues entre setembro e dezembro, totalizando 200 milhões de doses da Pfizer neste ano.
Ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso diz que recebeu “com satisfação” a manifestação de 11 partidos contra o voto impresso e pela manutenção do atual sistema de votação. Representantes do PSDB, DEM, PP, MDB, PSD, PSL, Avante, Republicanos, PL, Solidariedade e Cidadania se reuniram virtualmente e garantiram que irão procurar Barroso para ‘fortalecer’ a relação.
Defensor ferrenho das urnas eletrônicas sem a impressão do voto, Barroso afirma estar disposto a “mostrar a segurança, a transparência e a auditabilidade do sistema brasileiro de votação eletrônica”. Barroso disse ainda que é prerrogativa do Congresso debater o tema.
– Recebo com satisfação a manifestação dos partidos e continuo à disposição para mostrar a segurança, transparência e auditabilidade do sistema brasileiro de votação eletrônica – disse Barroso.
‘VOTO IMPRESSO NÃO CONTRIBUI PARA A DEMOCRACIA’, DIZ MORAES Próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Alexandre de Moraes criticou o projeto, em debate no Congresso Nacional, de implementação do voto impresso.
Ninguém acertou as dezenas – 09, 13, 22, 25, 26 e 31 – do Concurso 2.384 da Mega-Sena, sorteadas nesse sábado (26) à noite no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo.
O próximo concurso, quarta-feira (30), deve pagar R$ 20 milhões a quem acertar sozinho os seis números.
A quina teve 57 ganhadores e cada um levará R$ 28.668,57. As 3.781 apostas ganhadoras da quadra receberão o prêmio individual de R$ 617,41.
A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 4,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) do dia do concurso, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, convocou os 4 milhões de brasileiros que já têm direito, mas ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a covid-19, a procurar um posto de saúde e atualizar o esquema vacinal. “As vacinas são seguras e devem ser utilizadas”, disse o ministro em entrevista ao programa Brasil em Pauta que vai ao ar neste domingo, às 20h30. “Vocês devem confiar nas vacinas”, afirmou.
Sobre os brasileiros que estariam escolhendo o imunizante, Queiroga disse que “vacina boa é a que está disponível no posto e é aplicada em cada um dos brasileiros”. O ministro lembrou que todos os imunizantes disponíveis para vacinação no Brasil receberam o aval da Anvisa e, portanto, são seguros e eficazes.
Marcelo Queiroga reiterou que, até setembro deste ano, todos os brasileiros com idade acima de 18 anos já terão tomado a primeira dose da vacina e, até dezembro, a segunda. “O Ministério da Saúde tem trabalhado fortemente para antecipar as doses de vacinas para fazer nossa campanha acelerar”. Segundo ele, já são mais de 600 milhões de doses contratadas, e o ministério já está se preparando para 2022.
Gestantes
O ministro falou também sobre a vacinação de gestantes pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). Segundo ele, já foram aplicadas mais de 87 mil doses em grávidas em todo o Brasil. Queiroga lembrou que o Ministério da Saúde ainda recomenda que se vacinem apenas as gestantes com comorbidades, mas adiantou que a pasta deverá ter um posicionamento para a vacinação de grávidas sem comorbidades nas próximas semanas.
A imunização de gestantes que não são do grupo de risco foi interrompida em maio deste ano, após o falecimento de uma grávida que tomou a vacina da Oxford/AstraZeneca. Ainda não se sabe se realmente foi o imunizante que provocou a morte da mulher. Depois desse episódio, a vacinação com a AstraZeneca em grávidas foi interrompida.
De acordo com Queiroga as vacinas com o vírus inativo são seguras para as gestantes. “Hoje, a orientação é vacinar [as grávidas] com Pfizer e Coronavac”, afirmou o ministro. Segundo ele o PNI, por meio da Secretaria de Vigilância, acompanha as gestantes que fazem o uso da vacina. Queiroga disse que grávidas que tomaram a vacina da AstraZeneca antes da suspensão poderão tomar a segunda dose após o puerpério (45 dias depois do nascimento do bebê).
Estratégia diversificada
O ministro destacou as diversas frentes que o governo brasileiro vem adotando para a aquisição de vacinas. Entre elas estão a adesão ao mecanismo Covax Facility, a parceria com farmacêuticas do exterior como Pfizer e Janssen, o contrato firmado com o Instituto Butantan, que produz a CoronaVac e, sobretudo, o mecanismo de transferência de tecnologia firmado entre a Fiocruz e a AstraZeneca. “Isso resultou numa vacina segura, eficaz, efetiva e custo-efetiva, então o preço da vacina é bastante interessante, um preço menor que US$ 4 por dose”, disse.
Estudos
No programa, Queiroga comentou os estudos com vacinas que estão sendo realizados em Botucatu (SP) e Paquetá (RJ), que contam com o apoio do Ministério da Saúde. “Mostrando o compromisso do governo brasileiro com a pesquisa, a ciência e a evolução da medicina de uma maneira geral e o fortalecimento do nosso complexo industrial da saúde”.
Trabalhadores informais nascidos em setembro recebem hoje (27) a terceira parcela da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.
O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.
No último dia 15, a Caixa anunciou a antecipação do pagamento da terceira parcela. O calendário de depósitos, que começaria no último dia 20 e terminaria em 21 de julho, foi antecipado para o período de 18 a 30 de junho.
Ao todo 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos (veja guia de perguntas e respostas no último parágrafo) para ter direito à nova rodada.
Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.
O pagamento da terceira parcela aos inscritos no Bolsa Família começou no último dia 17 e segue até o dia 30. O auxílio emergencial somente será depositado quando o valor for superior ao benefício do programa social.
Em todos os casos, o auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.
Prazo de entrega das vacinas prontas gira em torno de 15 a 20 dias
Chegou hoje (26), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, um avião da China com 6 mil litros de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) para a produção de mais 10 milhões de doses da vacina Coronavac contra a covid-19.
A matéria-prima foi enviada pela biofarmacêutica Sinovac, parceira internacional do Instituto Butantan no desenvolvimento da vacina contra o novo coronavírus. A previsão é que as doses fabricadas com essa quantidade de insumos sejam distribuídas para a população em julho.
A produção em São Paulo envolve processos de envase, rotulagem, embalagem e um rigoroso controle de qualidade antes do fornecimento das doses ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. O prazo de entrega das vacinas prontas gira em torno de 15 a 20 dias.
Segundo o governo estadual de São Paulo, além da entrega de 3 mil litros de IFA em maio, São Paulo recebeu outros 3 mil litros em abril. Em março, uma remessa de 8,2 mil litros, correspondente a cerca de 14 milhões de doses, chegou ao Butantan. Mais 11 mil litros foram desembarcados em fevereiro. No final de 2020, o Butantan já havia recebido IFA para a produção de 3,8 milhões de vacinas.
De acordo com as informações, já foram entregues ao PNI, pelo Butantan, 52,21 milhões de vacinas contra a covid-19, como parte de dois contratos firmados com o Ministério da Saúde. O total de doses dos dois acordos totalizam 100 milhões de doses, com previsão de conclusão para o dia 30 de setembro.
“A partir de dezembro, o Butantan deverá passar a produzir a matéria-prima da vacina contra a covid-19 em uma nova fábrica em São Paulo. A construção da unidade deve ser concluída em setembro, com capacidade para fabricação local de 100 milhões de doses do imunizante por ano”, disse o governo estadual.
Usuários de redes sociais voltaram a se unir, neste sábado (26), em mais uma manifestação de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. No Twitter, apoiadores levantaram a #BolsonaroAte2026 e levaram a tag a ser uma dos assuntos mais comentados na rede social.
A manifestação ocorre no mesmo dia em que Bolsonaro realizou uma “motociata” em Chapecó, Santa Catarina.
Nas publicações, usuários elogiaram o presidente e reafirmaram o apoio à reeleição.
Alguns também dispararam críticas contra os adversários políticos de Bolsonaro.
Telejornal vem sofrendo para não naufragar no Ibope
Jornal Nacional está patinando na audiência Foto: Reprodução
O Jornal Nacional está próximo de atingir um recorde negativo histórico de audiência neste ano. Com ampla cobertura sobre a pandemia, o telejornal de maior alcance do país perdeu público e está à beira da audiência alcançada em 2015, quando bateu de frente com a novela bíblica Os Dez Mandamentos, da RecordTV, considerada um fenômeno de audiência.
De acordo com dados do site Notícias da TV, naquele ano, William Bonner e Renata Vasconcellos “suaram” para alcançar uma média anual de 24,7 pontos no Painel Nacional de Televisão (PNT) – que lista os índices das 15 principais regiões metropolitanas do Brasil. A média é considerada baixa para o telejornal.
Ainda em 2015, o JN fechou o ano com menos de 40% dos televisores do mercado nacional sintonizados no telejornal – o share foi de 39,7%. Antes disso, o pior índice tinha sido registrado em 2014, quando o JN teve média de 25,5 e share de 43,6%.
De 2016 a 2020, a média de televisores sintonizados foi de 42% e pelo menos 27,7 pontos no PNT. 2017 foi ano em que o telejornal teve mais público, como 29,3 de Ibope no PNT.
DIFICULDADES EM 2021 O Jornal Nacional começou a enfrentar dificuldades em abril deste ano, quando chegou ao fim a novela inédita Amor de Mãe e entrou no ar a reprise de Império. Em maio, os índices naufragaram de vez quando o Big Brother Brasil, que ultrapassava os 30 pontos de audiência, se encerrou.
O telejornal sente os efeitos da falta de programação inédita no canal. Até 22 de junho, Bonner e Renata alcançaram média de 25,5 pontos – que só não é menor do que no ano de 2015 – e share de 38,7%, este sim o pior de todos os tempos.
Parte da perda de audiência é explicada pela novela Gênesis, da RecordTV, que deixou de assistir à reprise de Império e trocou o canal pela emissora do bispo Edir Macedo. No entanto, a migração não é o suficiente para ameaçar o domínio do JN, mas, sim, incomodar.
Além disso, o telejornal ainda não vê grandes perdas de público nas capitais, o que é um bom sinal para a TV Globo, que consegue manter o espaço comercial do Jornal Nacional como um dos mais caros da emissora.