A CPI da Covid retirou nesta terça-feira (7) o sigilo de mensagens e áudios que estavam no celular do policial militar Luiz Paulo Dominguetti. O aparelho foi retido para perícia na última quinta-feira (1), quando Dominguetti prestou depoimento à comissão.
Segundo o G1, o recolhimento do celular foi motivado por dúvidas da CPI sobre o contexto de um áudio atribuído ao deputado Luis Miranda (DEM-DF), citado e reproduzido por Dominguetti durante a fala à comissão.
O policial diz que Miranda tentou negociar aquisição de vacinas contra a Covid diretamente com a Davati. Ao ouvir o áudio, no entanto, senadores apontaram que essa interpretação não estava explícita – e chegaram a questionar se o arquivo teria sido “plantado” para atrapalhar os trabalhos.
A decisão de retirar o sigilo foi tomada nesta terça pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), em resposta a um requerimento do senador Rogério Carvalho (PT-SE).
Parte do material capturado pela CPi no celular de Dominguetti foi divulgado. O material ainda está sob perícia, mas uma análise preliminar já identificou cerca de 900 caixas de diálogos nos aplicativos de mensagem. Segundo os investigadores, algumas conversas indicam que Dominguetti negociava por dose de vacina uma comissão de vinte e cinco centavos de dólar.
Segundo presidente da Fundação Palmares, o cineasta americano é um “hipócrita que defende vagabundos e pretos racistas”
Spike Lee chama Bolsonaro de gângster, e Camargo rebate Foto: EFE/EPA/SEBASTIEN NOGIER e Reprodução
O presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, usou as redes sociais nesta terça-feira (6) para rebater as declarações do cineasta americano Spike Lee, que chamou o presidente Jair Bolsonaro de “gângster” durante a cerimônia de abertura da 74ª edição do Festival de Cannes.
– Spike Lee lançou um curta em apoio aos saques, atos de vandalismo, agressões e assassinatos do Black Lives Matter, movimento que finge combater o racismo. É um hipócrita que defende vagabundos e pretos racistas. Qualquer ataque dele a Bolsonaro soa como elogio. Ele é um bandido – escreveu Camargo, no Twitter.
Lee, que preside o júri da 74ª edição do festival, também criticou o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
– Este mundo é governado por gângsteres, o Agente Laranja [Trump], o cara do Brasil [Bolsonaro] e [Vladimir] Putin. Eles são gângsteres e farão o que quiserem. Eles não têm moral nem escrúpulos. Este é o mundo em que vivemos, e nós temos que falar publicamente contra gângsteres como esses – disse o cineasta.
Eduardo Saverin é o maior bilionário brasileiro na atualidade Foto: Reprodução/Instagram
Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, acaba de se tornar o brasileiro mais rico do mundo. O bilionário alcançou o posto nesta segunda-feira (5), após ultrapassar Jorge Paulo Lemann, acionista da multinacional de bebidas Anheuser-Busch InBev.
De acordo com o ranking da Forbes, Saverin, de 39 anos, tem uma fortuna de 19,5 bilhões de dólares (cerca de R$ 100,6 bilhões) frente aos 19,2 bilhões (cerca de R$ 99,1 bilhões) de Lemann.
Grande parte da fortuna de Saverin vem de sua participação no Facebook, do qual foi fundador juntamente com Mark Zuckerberg e outros três colegas de Harvard, em 2004.
Em 2016, o bilionário lançou o fundo de risco B Capital, ao lado do economista Raj Ganguly. Segundo a Forbes, a empresa já levantou 766 milhões de dólares e investe em empresas de tecnologia na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos.
Eduardo Saverin nasceu em São Paulo em 1982 e foi criado nos EUA desde 1992. Em 2012, ele renunciou à cidadania norte-americana, mudando-se para Singapura, onde vive até o momento. Em 2020, ele chegou a ocupar a quarta posição entre os mais ricos do país asiático.
O Ministério da Saúde incluiu os bancários no PNI (Plano Nacional de Imunização) contra a Covid-19. Em reunião com o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), o ministro Marcelo Queiroga se comprometeu a enviar as doses necessárias aos estados para imunizar a categoria a partir da próxima semana. O informe técnico com detalhes sobre a vacinação será publicado até o fim desta semana.
Segundo o Sindicato dos Bancários, a luta agora é para que os demais funcionários das agências, como vigilantes e prestadores de serviços, sejam incluídos do PNI.
Na Bahia, a entidade já se articula para que a CIB (Comissão Intergestores Bipartite) inclua a categoria no grupo prioritário e os municípios iniciem a vacinação.
Desde o início da imunização no país, o Sindicato solicitava a inclusão dos trabalhadores no PNI. Vários ofícios foram enviados ao Ministério da Saúde. Paralelamente, em âmbito estadual, fez reuniões com as prefeituras e o governo da Bahia. Alguns municípios, inclusive, vacinaram a categoria.
A entidade também procurou o Ministério Público do Trabalho e o Ministério da Economia.
Em reunião ministerial realizada nesta manhã de terça-feira (6) no Palacio da Alvorada, Jair Bolsonaro disse aos ministros segundo o jornal O Globo que vai mesmo indicar André Mendonça, chefe da AGU, para a vaga de Marco Aurélio Mello no STF. “Todos sabem que é a minha vontade”.
O anúncio oficial e o encaminhamento do nome de Mendonça ao Senado devem acontecer na segunda quinzena de julho, mas Bolsonaro não falou em prazos durante a reunião de hoje. Marco Aurélio se aposenta no dia 12.
A propósito, Mendonça está neste momento no Senado trabalhando pelos votos que precisa para virar ministro do Supremo.
Bolsonaro cumpriu a promessa de indicar não só um nome “terrivelmente evangélico”, mas também alguém que, como ele disse no mês passado, pudesse “tomar cerveja comigo”. Mendonça, apesar de pastor presbiteriano, costuma dizer que bebe cerveja.
O presidente Jair Bolsonaro cobrou, na segunda-feira (5), que a CPI da Covid ouça o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR). Personagem central da CPI desde que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) disse aos senadores que o presidente atribuiu irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin a um “rolo” de Barros, o líder do governo teve o depoimento adiado. Bolsonaro afirmou que a CPI é uma comissão marcada por um “jogo de poder” de gente “idiota” e não serve para nada.
– Olha aqui, o Ricardo Barros quer falar. A CPI não quer mais ouvir ele. Deixa ele falar! Estão acusando que ele fez algo de errado. Deixa ele depor na CPI. Interessa ouvir [só] o que interessa a eles – criticou Bolsonaro na noite desta última segunda-feira, em conversa com apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada.
O deputado Luis Claudio Miranda e o servidor público Luis Ricardo Fernandes Miranda denunciaram à CPI um suposto esquema de corrupção envolvendo a compra de 20 milhões de doses da Covaxin.
Chefe de importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Luis Ricardo afirmou que sofreu “pressão atípica” para agilizar a liberação da vacina prevista no contrato intermediado pela Precisa Medicamentos, representante da indiana Bharat Biotech. A desconfiança aumentou quando o Ministério da Saúde recebeu uma “invoice” (nota fiscal) cobrando a antecipação de US$ 45 milhões para o primeiro lote de imunizantes.
Os irmãos Miranda disseram ter avisado Bolsonaro da suspeita de cobrança de propina na aquisição da vacina durante reunião no Palácio da Alvorada, no dia 20 de fevereiro. Foi então que, segundo eles, o presidente teria responsabilizado Ricardo Barros, ministro da Saúde no governo de Michel Temer.
O depoimento de Barros estava marcado para a próxima quinta-feira (8), mas foi adiado. O deputado entrou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo para ser ouvido “o quanto antes”. Alegou “abuso de poder da CPI” e foi às redes sociais.
– A CPI não pode sequestrar a minha honra – afirmou Barros no Twitter.
O relator do pedido de Barros no Supremo é o ministro Ricardo Lewandowski.
Bolsonaro disse, mais uma vez, não ter conhecimento de tudo o que ocorre no governo.
– São 22 ministros; um orçamento enorme. Como é que tenho conhecimento de tudo o que acontece? Agora, quando acontece alguma coisa, toma providência. Pode haver corrupção? Pode. Sempre falei isso aí. Agora, acusar de corrupção… Não foi comprado nada, não foi gasto um centavo, [a empresa] não recebeu nada – repetiu o mandatário.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou em reunião ministerial nesta terça-feira (6) que indicará o advogado-geral da União, André Mendonça, para a vaga que será aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima segunda (12), com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.
“Todos sabem que é a minha vontade”, disse Bolsonaro.
Mendonça está no Senado, na tarde de hoje, trabalhando pelos votos que precisa para virar ministro do Supremo.
Recentemente, Bolsonaro disse a ministros da Corte que já tinha tomado a decisão – mas, a pedido do presidente do Supremo, Luiz Fux, ficou de anunciar o nome oficialmente somente depois que Marco Aurélio deixasse a cadeira. Entre os nomes aventados por Bolsonaro para o STF, Mendonça é o preferido.
Bolsonaro cumpre, então, a promessa de indicar não só um nome “terrivelmente evangélico”, mas também alguém que, como ele disse no mês passado, pudesse “tomar cerveja comigo”.
Deputado federal pede que o colegiado mantenha o depoimento dele nesta quinta ou que determine nova data
Deputado federal Ricardo Barros Foto: Agência Brasil/Wilson Dias
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na segunda-feira (5), que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia se manifeste sobre o pedido do deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados, para depor ao colegiado. A comissão tem um prazo de cinco dias para responder a solicitação.
Barros havia sido convocado para depor nesta quinta-feira (8), mas o depoimento foi adiado pelos senadores. O deputado então ingressou com um mandado de segurança na Suprema Corte pedindo que o interrogatório seja mantido ou que a CPI determine nova data para que ele seja ouvido.
Em seu posicionamento, a defesa do parlamentar alegou que “o adiamento indefinido e imotivado do depoimento do impetrante viola seu direito fundamental à ampla defesa, constitui abuso de poder da CPI e é viciado, ainda, pela absoluta falta de fundamentação”.
Barros foi citado durante o depoimento do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) à CPI, no dia 25 de junho, ocasião em que o parlamentar disse que o presidente Jair Bolsonaro havia apontado Barros como “dono do rolo” envolvendo a compra da vacina Covaxin.
Na ocasião, Miranda afirmou que, em reunião no Palácio da Alvorada em 20 de março, ele e seu irmão, Luis Ricardo Miranda, chefe de importação do Ministério da Saúde, contaram a Bolsonaro que havia supostas irregularidades no processo de compra do imunizante indiano contra o coronavírus.
Lucas Paquetá volta a ser decisivo e garante triunfo de 1 a 0
Foto: Lucas Figueiredo/ CBF/ Direitos Reservados
O Brasil garantiu a classificação para a final da Copa América após derrotar o Peru por 1 a 0 (graças a um gol de Lucas Paquetá) na noite desta segunda-feira (5) no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.
Agora, a equipe comandada pelo técnico Tite aguarda o confronto de Argentina e Colômbia, na noite da próxima terça-feira (6) no estádio Mané Garrincha, em Brasília, para saber quem será o seu adversário na grande decisão.
A seleção brasileira fez uma ótima apresentação na etapa inicial, pressionando a equipe peruana e criando inúmeras oportunidades. A primeira saiu, logo aos 7 minutos, dos pés do camisa 10 Neymar, que bateu para fora após receber de Richarlison.
O Brasil continuou a ter boas oportunidades com Casemiro, Everton e Richarlison, mas foi dos pés de Paquetá que saiu o gol da vitória. Aos 34 minutos Neymar avançou pela ponta esquerda, se livrou de dois marcadores e cruzou rasteiro para o meio da área, onde o camisa 17 chegou batendo de primeira para superar o goleiro Gallese.
Após o intervalo, a seleção peruana até melhorou, mas foi insuficiente para criar maiores problemas para o time comandado por Tite, que agora aguarda para saber quem será seu adversário na grande final da Copa América, programada para acontecer no próximo sábado (10), a partir das 21h (horário de Brasília), no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha (GLP) sobem nesta terça-feira (6) nas refinarias. De acordo com a Petrobras, a gasolina aumenta, em média, R$ 0,16 (6,3%), fazendo com que o litro do combustível saia de R$ 2,53 e chegue a R$ 2,69.
O diesel tem médio de R$ 0,10 (3,7%) por litro, e passa a custar R$ 2,81 nas refinarias da Petrobras. O gás de cozinha (GLP) para as distribuidoras sobe R$ 3,60 por quilograma (kg), refletindo um aumento médio de R$ 0,20 por kg.
Segundo a Petrobras, os reajustes acompanham a elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo e derivados.
A empresa informa também que evita repassar imediatamente a volatilidade externa aos preços do mercado interno, mas busca o equilíbrio de seus valores com o mercado internacional e a taxa de câmbio.
Segundo a estatal, tal alinhamento “é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes setores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileira”.
Até chegar aos consumidores finais, os preços cobrados nas refinarias da Petrobras na venda às distribuidoras são acrescidos de impostos, custos para a mistura obrigatória de biocombustível, margem de lucro de distribuidoras e revendedoras e outros custos.
“Para o GLP especificamente, conformeDecreto nº 10.638/2021, estão zeradas as alíquotas dos tributos federais PIS e Cofins incidentes sobre a comercialização do produto quando destinado para uso doméstico e envasado em recipientes de até 13 kg”, explica a Petrobras, que acrescenta que, no caso do GLP, o preço final é acrescido do custo de envase nas distribuidoras.