Ministro da Saúde afirmou que a falsa notícia objetivou “desestabilizar” o governo

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde do governo Bolsonaro Foto: Walterson Rosa/MS

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se pronunciou em coletiva de imprensa sobre os boatos de que ele teria pedido demissão nesta quinta-feira (2). O ministro negou a falsa notícia sobre sua exoneração e garantiu que não possui o intuito de deixar o governo.

– Eu nem pedi demissão, nem vou pedir demissão, estarei aqui no Ministério da Saúde até o dia em que o presidente da República entender que eu sou útil à nação brasileira. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos – citou o slogan do governo Bolsonaro.

O nome do ministro se tornou um dos assuntos mais comentados do Twitter nesta tarde, após um site sustentar que ele havia pedido exoneração por estar “profundamente dividido em meio à crise” e que não conseguia “impor sua autoridade”. O ministro, por sua vez, assegurou que a fake news teve apenas o intuito de “desestabilizar” a gestão federal.

– Eu não sei a quem interessa essa indústria de boatos, de fake news, somente para desestabilizar, desestabilizar não, para tentar desestabilizar o governo, inventando divisões do Ministério da Saúde – assinalou.

Em seguida, o ministro reforçou sua posição contrária ao passaporte de vacinação contra a Covid-19.

– Eu já falei diversas vezes. Concordo integralmente com a fala do presidente da República. São passaportes inúteis, até porque a população brasileira acima de 18 anos vai estar vacinada com a 1ª dose agora em setembro e com a 2ª dose no final de outubro. Vamos em frente, pessoal. Vamos construir o Brasil que nós queremos. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos – repetiu o slogan.

Informações Pleno News


AstraZeneca
Foto: Reuters/ Ramzi Boudina/ Direitos Reservados

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou hoje (2) que fará suas próximas entregas de vacinas contra a covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) a partir da semana de 13 a 17 de setembro.

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da fundação produz a vacina Oxford/AstraZeneca a partir de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado, enquanto não conclui o processo de transferência de tecnologia para nacionalizar a produção do insumo.

A Fiocruz explica que as próximas entregas serão daqui a duas semanas porque a chegada mensal de IFA programada para agosto ocorreu apenas no fim do mês, nos dias 25 e 30. Como a produção e o controle de qualidade das doses exigem três semanas, as vacinas produzidas ainda não estão disponíveis para liberação.

O IFA que chegou em 25 de agosto já foi totalmente usado na fabricação de doses, assim como parte do que foi entregue em 30 de agosto. Segundo a Fiocruz, 6,1 milhões de doses estão na etapa de controle de qualidade.

Bio-Manguinhos vai receber amanhã (3) mais um lote do insumo, que é produzido pelo laboratório chinês WuXi Biologics e trazido ao país de avião. O IFA que desembarcará amanhã no Brasil deve permitir a produção de mais 4,5 milhões de doses, que serão entregues ainda este mês ao PNI.  

Até o momento, a previsão da fundação é entregar 15 milhões de doses da vacina em setembro, o que pode ser reajustado se novas remessas de IFA chegarem ao país.

A Fiocruz afirma que a AstraZeneca tem garantido entregas mensais de lotes de IFA, conforme acordado. “No entanto, a Fiocruz tem buscado acelerar o envio das remessas junto à farmacêutica de forma a garantir entregas semanais ininterruptas”.

Desde o início do ano, a Fiocruz já entregou 91,9 milhões de doses ao Ministério da Saúde, sendo 87,9 milhões produzidas por Bio-Manguinhos e 4 milhões importadas prontas da Índia.

Informações Agência Brasil


Polícia Federal genérica
Foto: Arquivo Agência Brasil

A Polícia Federal informou que prendeu na manhã de hoje (2), em Maringá (PR), um homem suspeito de planejar ataques terroristas. O suspeito foi detido após a PF deflagrar a Operação Trastejo, que investiga possíveis atos preparatórios de terrorismo. Também foram apreendidos uma espingarda calibre 32 e muitos simulacros de arma.

De acordo com a PF, as investigações apontam para o recrutamento e radicalização por meio virtual de um jovem, que passou a assumir uma visão religiosa extremista e violenta, com potencial para provocar atos definidos em lei como terrorismo.

A PF disse ainda que o indivíduo vinha mantendo contato direto com radicais islâmicos no exterior, manifestando intenção de viajar para outros países, como o Iraque, e incorporar-se a organizações terroristas.

“A investigação constatou que o preso possui treinamento para o manuseio e emprego de armas, além de motivação (radicalismo religioso) e meios (armas e munições), podendo a qualquer momento ou oportunidade fechar o ciclo para a consumação de ato terrorista”, informou a polícia.

Segundo a PF, o preso possui extenso histórico de registros criminais, incluindo posse de entorpecente, ação penal pela prática do crime de homicídio qualificado e condenação por posse irregular de arma de fogo e outra por tentativa de roubo.

A polícia disse ainda o investigado chegou a circular vídeos em grupos na internet, em que exibia, encapuzado, armas, munição, rádio comunicador, cédulas de dólares americanos, dentre outros itens, proferindo conteúdo extremista e manifestando desejo de executar mortes de inocentes em uma ação suicida.

A PF disse que o suspeito foi detido com base na previsão da Lei de Enfrentamento ao Terrorismo sobre a prática de atos preparatórios ao terrorismo com o propósito inequívoco de consumar tal delito. As penas previstas na lei chegam a 30 anos de reclusão.

A Operação Trastejo é uma referência a um defeito no braço do instrumento de corda que provoca problemas na emissão do som. O nome foi dado devido ao investigado se apresentar nas redes sociais como professor de música.

Informações: Agência Brasil


Foto: Marcos Corrêa/PR

Ao sancionar a lei que revoga a Lei de Segurança Nacional (LSN), o presidente Jair Bolsonaro decidiu vetar alguns trechos específicos. No entanto, de acordo com a colunista Carolina Brígido, do portal Uol, o Supremo Tribunal Federal (STF) pode derrubar os vetos do presidente caso o Congresso não o faça.

A lei que acaba com a LSN foi aprovada pelos senadores no dia 10 de agosto e, como já havia passado pela Câmara, seguiu para sanção do presidente Jair Bolsonaro. O texto também estabelece crimes contra o Estado Democrático de Direito, trazendo punições para quem tentar dar golpe de estado ou tentar impedir as eleições no país, por exemplo.

Ao sancionar a lei, Bolsonaro vetou quatro artigos: o que trata do financiamento de fake news no processo eleitoral; o que trata de ação penal privada subsidiária em casos de crimes contra o funcionamento das instituições democráticas no processo eleitoral; o que trata de crimes contra a cidadania; e o que aumenta a pena nos crimes previstos na lei, se forem cometidos por funcionários públicos ou militares ou “com violência grave”.

A colunista informou que os ministros do Supremo pretendem esperar o Congresso decidir sobre os vetos antes de algum outro tipo de ação por parte deles. Caso os parlamentares decidam manter os pontos vetados por Bolsonaro, o mais provável é que a oposição acione a Corte.

Ela explicou que a tendência é o Supremo acatar o pedido de opositores do presidente e derrubar os vetos. A medida seria uma forma de dar uma espécie de respaldo ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito das fake news.

O Congresso deve analisar o assunto em 30 dias.

Confira os trechos vetados por Bolsonaro:

Art. 359-O: Promover ou financiar, pessoalmente ou por interposta pessoa, mediante uso de expediente não fornecido diretamente pelo provedor de aplicação de mensagem privada, campanha ou iniciativa para disseminar fatos que sabe inverídicos capazes de comprometer o processo eleitoral: Pena: Reclusão de 1 (um) a 5 (cinco) anos e multa.

Art. 359-Q: Para os crimes previstos neste Capítulo [dos crimes contra o funcionamento das instituições democráticas no processo eleitoral], admite-se ação privada subsidiária, de iniciativa de partido político com representação no Congresso Nacional, se o Ministério Público não atuar no prazo estabelecido em lei, oferecendo a denúncia ou ordenando o arquivamento do inquérito.

Art. 359-S: Impedir, mediante violência ou grave ameaça, o livre e pacífico exercício de manifestação de partidos políticos, de movimentos sociais, de sindicatos, de órgãos de classe ou de demais grupos políticos, associativos, étnicos, raciais, culturais ou religiosos: Pena — reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. § 1º Se resulta lesão corporal grave: Pena — reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos. § 2º Se resulta morte: Pena — reclusão, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos.

Art. 359-U: Nos crimes definidos neste Título [dos crimes contra o estado democrático de Direito], a pena é aumentada: I — de 1/3 (um terço) se o crime é cometido com violência ou grave ameaça exercidas com emprego de arma de fogo; II — de 1/3 (um terço), cumulada com a perda do cargo ou da função pública, se o crime é cometido por funcionário público; III — de metade, cumulada com a perda do posto e da patente ou da graduação, se o crime é cometido por militar.

Informações: Pleno News


As tentativas de suicídio por adolescentes aumentaram desde o início da pandemia. É o que apontam os dados do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em Feira de Santana, que destacam o impacto do isolamento social na saúde mental.

Somente este ano, 86 jovens foram atendidos por tentativa de suicídio, o que representa um aumento de 95% em comparação com o ano passado – quando foram registradas 44 ocorrências.

Segundo a coordenadora da Rede de Saúde Mental, Fernanda Botto, a quantidade de atendimentos por suspeitas de tentativas de suicídio entre adolescentes de 11 e 17 anos, especificamente entre meninas, também começou a aumentar.

“São diversos motivos que podem levar uma pessoa a cometer o suicídio, entre os mais comuns estão a solidão e ansiedade, além de dificuldades para se relacionar. No caso das meninas, o abuso sexual é o principal fator para cometer este ato”, associa.

Neste mês dedicado à prevenção ao suicídio, Setembro Amarelo, a Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vai realizar palestras, rodas de conversas e ações educativas sobre a temática.
“O nosso objetivo é chamar a atenção dos familiares e amigos a identificar os problemas que levam ao suicídio. Demonstrar interesse e ser aberto ao diálogo são os principais caminhos de prevenção, além de contar com a ajuda de especialistas da área da saúde mental”, explica Fernanda Botto.

Em Feira de Santana, cerca de 38 mil pessoas recebem atendimento psicológico nas unidades Caps, motivados por transtornos mentais, como ansiedade, depressão e distúrbios comportamentais provocados pelo uso de substâncias psicoativas (álcool e outras drogas). Os serviços são gratuitos, ofertados pelo SUS, para as pessoas que se encontram nessa condição.

O atendimento especializado é prestado por uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fonoaudiólogos e psiquiatras. Além destes equipamentos, as pessoas podem procurar ajuda nas Unidades Básicas de Saúde, de Saúde da Família, UPA’s, SAMU 192 e hospitais.

Secom


Foto: Agência Senado/Edilson Rodrigues

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), acionou a Polícia Legislativa para encontrar o lobista Marconny Albernaz, da Precisa Medicamentos, e levá-lo à comissão. Aziz também pediu ao Supremo Tribunal Federal que Alvernaz seja conduzido coercitivamente ao Senado.

Marconny deveria prestar depoimento nesta quinta-feira (2), mas não se apresentou. Os advogados informaram à CPI que não conseguiram localizar seu cliente.

O senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da comissão, informou que Marconny vinha sendo monitorado desde ontem. O lobista, apontado como intermediador do contrato entre a Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde, chegou a apresentar um atestado médico para que não fosse depor.

Randolfe Rodrigues também propôs a expedição de um pedido de prisão, caso o lobista não apareça.

– Caso a gente não consiga localizá-lo, para conduzi-o ao depoimento no dia de hoje, irei requisitar a prisão preventiva dele – afirmou o senador.

A CPI quer questionar Marconny sobre seu papel nas tratativas entre a Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde, cujo contrato previa a compra vacina indiana Covaxin por uma quantia bilionária.

A negociação foi cancelada após as suspeitas sobre o contrato tornarem-se públicas.

Informações: Pleno News


Palocci registrou boletim de ocorrência Foto: Lula Marques/Folhapress

Antonio Palocci Filho, ex-ministro nos governos Lula e Dilma (PT), recebeu cinco parcelas de R$ 600 do auxílio emergencial, entre os meses de julho e novembro de 2020, conforme consta no Portal da Transparência. O político alega ter sido “alvo de fraude por um terceiro que se apropriou de seus dados” e disse que os valores foram devolvidos à União.

O Portal da Transparência aponta que Palocci foi classificado como “extracad”, ou seja, seu nome não consta no Cadastro Único (CadÚnico), sistema do governo federal para famílias de baixa renda, beneficiárias de programas sociais. O auxílio, portanto, foi solicitado por meio do aplicativo da Caixa.

Palocci diz ter tomado conhecimento do fato por meio da imprensa e registrou boletim de ocorrência na tarde desta quarta-feira (1°), junto à Polícia Civil de São Paulo (PCSP).

– Ele jamais recebeu auxílio emergencial e, tão logo soube da fraude, registrou a ocorrência perante a autoridade policial – afirmou Tracy Reinaldet, advogado do ex-ministro, ao portal Metrópoles.

A prorrogação do benefício foi negado, pois o governo identificou que os rendimentos tributáveis de Palocci superaram os R$ 28.559,70, em 2019, além de incluir propriedades e direitos que somam mais de R$ 300 mil.

O ex-ministro, contudo, possui dívidas acumuladas e segue com os bens bloqueados judicialmente, após condenação por corrupção e lavagem de dinheiro, em 2017. O advogado de Palocci afirma, porém, que “obviamente, em hipótese alguma, isso o faria pleitear o auxílio emergencial”.

CONFIRA A NOTA DA DEFESA DE PALOCCI:
Na data de hoje, chegou ao conhecimento da defesa que o canal do Ministério da Cidadania para a consulta ao auxílio emergencial acusa o recebimento do benefício por Antônio Palocci Filho em 2020. Como milhares de outros brasileiros, Palocci foi vítima de uma fraude por um terceiro que se apropriou de seus dados. Ele jamais recebeu auxílio emergencial e, tão logo soube da fraude, registrou a ocorrência perante a autoridade policial.

Informações: Pleno News


Indenização se aplica quando há divulgação sem consentimento

Internet Aplicativos de mensagem
Foto: Marcello Casal Jr

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que divulgar conversas de Whatsapp sem o consentimento dos participantes ou autorização judicial gera o dever de indenizar sempre que for constatado dano.

O entendimento foi alcançado no julgamento do recurso de um homem que fez captura de tela de conversa de um grupo do qual participava no WhatsApp e divulgou as imagens. Ele já havia sido condenado nas instâncias inferiores a pagar R$ 5 mil para um dos participantes que se sentiu ofendido.

O caso ocorreu em 2015 e envolve um ex-diretor do Coritiba. Na época, o vazamento provocou uma crise interna ao divulgar conversas com críticas à então administração do clube de futebol. Para tentar reverter o dever de indenizar no STJ, ele argumentou que o conteúdo das mensagens era de interesse público, e que não seria ilegal registrá-las.

Votos

Relatora do caso, a ministra Nancy Andrighi concordou que o simples registro de uma conversa por um dos participantes, seja por meio de uma gravação ou de um print screen(termo inglês para captura de tela), não constitui, em si, um ato ilícito, mesmo que outros participantes do diálogo não tenham conhecimento. O problema encontra-se na divulgação de tais registros, frisou a magistrada.

Isso porque as conversas via aplicativos de mensagem estão protegidas pelo sigilo das comunicações, destacou a ministra. “Em consequência, terceiros somente podem ter acesso às conversas de WhatsApp mediante consentimento dos participantes ou autorização judicial”, afirmou.

A relatora disse em seu voto que “ao enviar mensagem a determinado ou a determinados destinatários via WhatsApp, o emissor tem a expectativa de que ela não será lida por terceiros, quanto menos divulgada ao público, seja por meio de rede social ou da mídia”.

“Assim, ao levar a conhecimento público conversa privada, além da quebra da confidencialidade, estará configurada a violação à legítima expectativa, bem como à privacidade e à intimidade do emissor, sendo possível a responsabilização daquele que procedeu à divulgação se configurado o dano”, afirmou a ministra.

Ela foi acompanhada integralmente pelos outros quatro ministros da Terceira Turma – Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva, Marco Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro.

A única exceção, nesses casos, é quando a exposição das mensagens visa resguardar um direito próprio de um dos participantes da conversa, num exercício de autodefesa, decidiram os ministros do STJ. Tal análise, no entanto, deverá ser feita caso a caso pelo juiz. No caso julgado pela Terceira Turma, foi mantida a condenação à indenização.

Informações Agência Brasil


Foto: Agência Senado/Roque de Sá

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), perdeu a paciência com o advogado Alan Ornelas, que está acompanhando o motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva. Funcionário da VTCLog, Ivanildo presta depoimento na Comissão nesta quarta-feira (1º), pois seu nome apareceu em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Durante a sessão, Aziz se irritou com as constantes orientações do advogado ao motoqueiro.

– O senhor não toca mais no microfone. Deixe ele responder – disse Aziz, apontando que o advogado tirava o microfone da direção do depoente, de forma “capciosa”.

– Aí onde você está, filhinho. Não quero ser indelicado. Você não acha nada aqui. Quem acha aqui sou eu – disparou Aziz.

Depois o senador se dirigiu a Ivanildo, assegurando-lhe de que aquilo não era algo pessoal e que ele seria tratado com dignidade ali.

– O senhor [Ivanildo] vai ser tratado com toda a dignidade. Nada é contra o senhor. Não temos nada contra o senhor. Agora, se vocês [da VTCLog] [se] dispuseram a trazer a testemunha para depor, é porque ele está preparado para depor. Ninguém é tolo aqui, doutor – disse Aziz.

O motoboy foi ouvido nesta quarta-feira (1º), em uma mudança de última hora. A expectativa era de que a CPI ouvisse o empresário e advogado Marcos Tolentino, mas ele informou aos senadores que teve um mal-estar na noite anterior e que estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, devido a sequelas da Covid-19.


Vacinação em massa contra a covid-19 de moradores do Complexo da Maré.
Foto: Fernando Frazão

O mês de agosto termina registrando o dia com a menor média móvel de casos de covid-19 do ano. De acordo com o Ministério da Saúde, os 25,7 mil casos registrados ontem (31) foi a menor média móvel de casos de 2021. A pasta aponta a vacinação como o principal motivo para a queda, que vem sendo registrada desde junho, quando chegou-se a notificar 74,79 mil casos da doença.

“Isso representa uma redução de 65% em pouco mais de dois meses”, informou o ministério, em nota, ao esclarecer que a média móvel é um balanço do número de casos registrados nos últimos 14 dias. O levantamento aponta também queda na média móvel de mortes. Ontem, o Brasil registrou 701 mortes, o que representa o menor índice desde 6 de janeiro, quando foi registrada uma média de 696,71 mortes por covid-19.

O ministro Marcelo Queiroga tem reiterado o compromisso de vacinar, até o fim de setembro, toda a população com idade acima de 18 anos, com pelo menos a primeira dose. Esse montante equivale a 160 milhões de pessoas. O ministério contabiliza que, no fim de agosto, 80% da população adulta já havia sido vacinada com a primeira dose. “Agora, a meta é completar o ciclo vacinal de todos os brasileiros adultos até o fim de outubro”, segundo nota da pasta, ao ressaltar que, até o momento, foram distribuídas 233,2 milhões de vacinas para todas as unidades federativas.

Ao todo, 130 milhões de pessoas já foram vacinadas com a primeira dose, o que corresponde a 81,2% da população. A segunda dose (ou a dose única) já foi aplicada em 61,4 milhões de pessoas, o que corresponde a 38,3% da população.

Informações: Agência Brasil