Em seu último ano de mandato, o presidente Jair Bolsonaro prevê atualizar o salário mínimo pela inflação. O novo valor deve ficar em R$ 1.169 no próximo ano, segundo a proposta de Orçamento de 2022 apresentada nesta terça-feira (31) pela equipe econômica. O valor representa um aumento de 6,2%, ou R$ 69 em relação ao piso atual, de R$ 1.100. O reajuste, se aprovado pelo Congresso, começará a valer em janeiro de 2022. O novo valor é maior do que os R$ 1.147 previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), enviada ao Congresso. Mas ele ainda pode mudar nos próximos meses, durante a discussão no Congresso Nacional. O próprio governo já reconheceu que pode enviar uma mensagem modificativa para atualizar despesas e parâmetros, incluindo inflação e salário mínimo.
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usada para calcular o piso de 2022, ainda pode ser revista pelo governo. A estimativa oficial é de 6,2% de alta, mas economistas já projetam variações maiores, ao redor de 8%, para o INPC este ano, o que elevaria o salário mínimo em termos nominais, apesar da ausência de ganho real de poder de compra.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (31) que a taxa de desemprego do país recuou para 14,1% no segundo trimestre deste ano. Mesmo com a redução, o Brasil ainda registra 14,4 milhões de pessoas sem trabalho. Pelas estatísticas oficiais, um trabalhador é considerado desocupado quando não está atuando e segue em busca de novas oportunidades, com ou sem carteira assinada.
Segundo o IBGE, a retração na taxa de desemprego foi influenciado pelo aumento no número de pessoas ocupadas. O contingente avançou 2,5%, para 87,8 milhões —mais 2,1 milhões de integrantes.
Com isso, o nível de ocupação subiu 1,2 ponto percentual, para 49,6%. Isso indica que, mesmo com o avanço, menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.
Na Bahia, o índice obteve leve queda no segundo trimestre de 2021 e chegou a 19,7%.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado vai dedicar a reunião desta terça-feira (31) à votação de requerimentos. Na reta final dos trabalhos e com previsão de apresentação do relatório final pelo relator do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), no dia 21 de setembro, a mudança da pauta veio depois que o motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva, que prestou serviço à VTCLog, empresa responsável pela armazenagem e distribuição de medicamentos do Ministério da Saúde, ganhou na Justiça o direito de não comparecer ao depoimento marcado para hoje.
O habeas corpus foi concedido ontem (30) à noite pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas segundo o relator do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), a comissão vai recorrer da decisão e insistir na vinda de Ivanildo.
A convocação de Ivanildo, considerada fundamental pelo comando da CPI, foi aprovada após um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicar que o motoboy teria sacado cerca de R$ 4,7 milhões a serviço da empresa de logística. Segundo a CPI, ao todo, a VTClog teria movimentado de forma suspeita R$ 117 milhões nos últimos dois anos.
Plano B Diante da decisão de Nunes Marques, a CPI tentou, sem sucesso, um plano B de depoimento para hoje. A diretora-executiva da VTCLog, Andréia Lima, que teve a convocação aprovada pelos senadores em 7 de julho foi chamada ontem as 22h para vir a Brasília hoje.
Com a convocação feita em cima da hora, a empresária informou aos integrantes da Comissão que teria “compromissos inadiáveis” e que, por isso, não poderia comparecer à sessão de hoje.
Bolsonaro e seus aliados têm mobilizado apoiadores para ato no feriado da Independência
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) garantiu que os atos em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que estão sendo organizados para o dia 7 de Setembro não buscam uma ruptura institucional.
“O que vai ocorrer em 7 de Setembro, independente da quantidade de gente que for à rua, será mais uma manifestação de apoio, não buscando ruptura institucional”, disse Mourão, ao chegar a seu gabinete, em Brasília, nesta segunda-feira.
Bolsonaro e seus aliados têm mobilizado apoiadores para uma manifestação de apoio no feriado da Independência do país. O próprio presidente já avisou que deve participar dos atos em Brasília e em São Paulo.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na manhã desta segunda-feira (30), que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “aguarda o momento” para “aplicar uma sanção restritiva” contra ele. A declaração foi dada em uma entrevista concedida à Rede Fonte de Comunicação, de Goiás.
– O ministro Alexandre de Moraes me colocou no inquérito das fake news; o inquérito do fim do mundo; inquérito sem participação do Ministério Público. O que eles querem com isso aí? Aguardar o momento para me aplicar uma sanção restritiva, quem sabe quando eu deixar o governo, lá na frente – afirmou.
A fala foi proferida por Bolsonaro após ele ser questionado sobre sua declaração, no último sábado (28), de que via três opções para o seu futuro: “Estar preso, ser morto ou a vitória”. Sobre sua inclusão no inquérito das fake news feita pelo próprio Moraes, Bolsonaro acusou o ministro do STF de estar “ameaçando os outros”.
– Isso não é um trabalho que se faça. Você não pode ficar ameaçando os outros. Não pode um ministro, apenas ele, ser o dono do inquérito. Ele investiga, ele julga e ele condena. Isso não pode acontecer. Se quer fazer isso comigo, imagina o que estão fazendo com outras pessoas – completou.
O Jornal Grande Bahia (JGB) recebeu de fonte, nesta segunda-feira (30/08/2021), relato e cópia de documentos que comprovam que o vereador Fernando Dantas Torres (PSD), presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana (CMFS), responde a três processos judiciais na Justiça Federal em decorrência de possíveis dívidas fiscais.
A União, Fazenda Nacional e a Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) são os autores dos processos judicias, inscritos na categoria de Execução Fiscal, ou seja, quando o contribuinte possivelmente deixa de pagar impostos, taxas e multas.
Os processos receberam as numerações 11371-92.1997.4.01.3300; 16957-49.2007.4.01.3304 e 6816-24.2014.4.01.3304.
O parlamentar Fernando Torres jacta-se de ser uma pessoa de posses financeiras e patrimoniais.
Os tributos pagos ao Fisco Federal servem para manutenção do Estado e atendimento à população através de serviços e assistência social, além, é claro, do pagamento dos vencimentos do próprio edil.
A apropriação de recursos que deveriam ser destinados ao pagamento de tributos é uma das formas que pessoas utilizam para aumentar o patrimônio pessoal, haja vista que a carga tributária no país atinge cerca de 35%.
O Instituto Butantan entregou hoje (30) mais 10 milhões de doses da vacina contra a covid-19 CoronaVac, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Essa foi a maior entrega do instituto ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Desde janeiro, o Butantan disponibilizou 92,8 milhões de doses da vacina para serem distribuídas a todo o país pelo Ministério da Saúde. O instituto se aproxima agora de cumprir os contratos com o governo federal para o fornecimento total de 100 milhões de doses do imunizante.
O primeiro contrato, que previa a entrega de 46 milhões de doses, foi concluído em maio. Desde então, o Butantan trabalha para fornecer as 54 milhões de doses estipuladas no segundo termo.
A estimativa era que a entrega fosse finalizada amanhã (31). Porém, segundo o diretor do Butantan, Dimas Covas, o instituto está “reprogramando as entregas”. Segundo ele, a conclusão do contrato vai ocorrer em meados de setembro, dentro do prazo acordado.
A mudança no cronograma do instituto acontece, de acordo com Covas, porque foram feitos contratos para fornecimento a outros países e o Ministério da Saúde sinalizou que não pretende incluir a CoronaVac na vacinação com terceira dose no país.
Terceira dose O Ministério da Saúde informou que iniciará, na segunda quinzena de setembro, a aplicação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 a todos os indivíduos imunossuprimidos após 28 dias da segunda dose e para as pessoas acima de 70 anos vacinados há 6 meses.
Segundo o ministério, a imunização deverá ser feita, preferencialmente, com uma dose da Pfizer ou, de maneira alternativa, com a vacina de vetor viral Janssen ou AstraZeneca.
O Brasil atingiu a marca de 80% da população acima de 18 anos vacinada com a primeira dose da vacina contra a covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde. Isso significa que mais de 128 milhões de brasileiros receberam a primeira dose
A pasta estima que até o dia 15 de setembro serão distribuídas vacinas suficientes para aplicar a primeira dose a toda a população brasileira com mais de 18 anos, o que representa um total de 160 milhões de pessoas.
Para ter a proteção, é preciso completar o esquema vacinal. A maior parte das vacinas aplicadas no Brasil precisa de uma segunda dose para atingir a potência máxima. Ao todo, até o momento, 60 milhões de brasileiros, o equivalente a 37% da população adulta, estão com o esquema vacinal completo.
Estudos divulgados recentemente mostram que as vacinas reduzem significativamente o risco de morte, de internações e de infecções causadas pelo vírus, mas não evitam completamente que a pessoa se contagie nem que leve o vírus para outras pessoas.
O Ministério da Saúde ressalta que, mesmo com a vacina, os cuidados individuais, como o uso de máscara, álcool em gel e o distanciamento social, são importantes para evitar o contágio. “O cuidado é de cada um, mas o benefício é para todos”, diz em nota.
A partir de hoje, o Ministério da Saúde anunciou que irá enviar aos estados mais 3 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 voltadas para a segunda aplicação. São 2 milhões de doses da vacina Astrazeneca/Fiocruz e 1 milhão de doses da Pfizer/Biontech.
Na distribuição, a pasta tem como base dois critérios: as vacinas para a primeira dose já enviadas para cada estado, desde o começo da campanha, e a estimativa da população acima de 18 anos de cada unidade da Federação.
Também neste domingo chegaram ao Brasil mais 2,1 milhões de doses de vacinas da Pfizer. A remessa, segundo a pasta, chegou em dois voos, um que desembarcou às 7h30 e outro às 16h15.
Depois de recebidos, os imunizantes passam por rigoroso controle de qualidade antes de seguir para os estados. A nova remessa chegará aos estados e municípios nos próximos dias.
A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) criticou neste, sábado (29), as tentativas de relacionar as manifestações do próximo dia 7 de setembro com “narrativas de golpe” e “afronta à democracia” . De acordo com a parlamentar, discursos do tipo apenas “fortalecem” o presidente Jair Bolsonaro.
– Os formadores de opinião cismaram que precisam tirar o presidente e, a partir daí, decidiram construir uma narrativa: de golpe, fake news, afronta à democracia… Arrumaram meia dúzia de influenciadores para twittar essas mesmices. Acreditem: isso só fortalece Bolsonaro! – escreveu em seu Twitter.
A parlamentar afirma que tem percebido, durante suas viagens, que mesmo pessoas que não apoiam o presidente ao redor do Brasil avaliam que ele tem sido alvo de “implicância”.
– Tenho visitado várias cidades, recebido muitas pessoas, gostando ou não do Presidente, a maioria reconhece que a implicância com ele é sem precedentes! Não concordo com todos os seus atos e divirjo de grande parte de suas falas, mas ele tem agido de acordo com a Constituição – declarou.
Janaina também considera “desproporcional” punir policiais que desejem marcar presença à paisana nos atos pró-governo.
– Compreendo preocupações com convocações feitas por comandantes para participar de manifestações, sejam contrárias ou favoráveis a A ou B. Mas julgo desproporcional querer identificar e punir policiais que, em folga, sem farda e sem arma, individualmente, queiram se manifestar – avaliou.
Presidente também criticou decisão do TSE de desmonetizar canal de apoiadores de seu governo
Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos
Durante o Encontro Fraternal de Líderes Evangélicos, em Goiânia (GO), no sábado (28), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre o momento político atual vivido no país. Na ocasião, o chefe do Executivo disse que não tem a intenção de “provocar rupturas”, mas que tudo teria “um limite”.
– Temos um presidente que não deseja e nem provoca rupturas, mas tudo tem um limite em nossas vidas. Não podemos continuar convivendo com isso. É impressionante como alguns querem evitar esse movimento espontâneo do povo, desse povo que, movimentos outros, quando participou, sempre imperou a ordem, a disciplina – afirmou.
O presidente também criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que resultou na desmonetização de canais do YouTube de apoiadores do governo. Segundo ele, a atitude “não é democracia” já que “a liberdade de expressão tem que valer para todos”.
– Quando o Tribunal Superior Eleitoral desmonetiza páginas de apoiadores do governo, ele abre brechas para que presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais façam a mesma coisa para defender o seu respectivo governador. Isso não é democracia. A liberdade de expressão tem que valer para todos – completou.