Auxílio Brasil deve beneficiar 17 milhões de pessoas Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr
O Auxílio Brasil, programa de transferência de renda que deve substituir o Bolsa Família em novembro, deve beneficiar perto de 17 milhões de pessoas, e ficar na média em R$ 300 ao mês, reafirmou na noite deste domingo (17) o ministro da Cidadania, João Roma, em entrevista à TV Brasil, garantindo que o governo terá “zelo fiscal” na implementação da medida. Os dois números são maiores do que o programa atual, que atende 14,6 milhões de pessoas, com pagamento mensal de R$ 190 na média.
Mesmo tendo que ampliar os gastos do governo para bancar o aumento do benefício a população de menor renda, uma das bandeiras de Jair Bolsonaro para as eleições de 2022, o ministro afirmou que o governo não vai perder o controle das despesas.
– Precisa ter muito cuidado e muito zelo na responsabilidade no quesito fiscal – disse ele.
A maior dificuldade do governo é conseguir fontes de recursos para bancar o novo programa. Roma ressaltou que se discute no Congresso duas formas de financiamento e a expectativa é que sejam aprovadas. São elas a PEC dos Precatórios, que pretende liberar parcela de recursos dentro do teto para bancar o gasto maior, e a Reforma do Imposto de Renda (IR).
– A pandemia está passando, mas efeitos sociais da pandemia não estão passando. É natural que estado brasileiro dê essa resposta. O Auxílio Brasil é uma evolução dos programas de renda executados no governo federal – afirmou o ministro.
AUXÍLIO BRASIL X BOLSA FAMÍLIA Roma destacou que o novo programa vai integrar políticas públicas para a população de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade, com transferência de recursos e capacitação profissional.
Uma das principais diferenças do novo programa com o Bolsa Família, segundo ele, é oferecer proteção social e a possibilidade de transformação social, via capacitação das pessoas para acesso ao mercado de trabalho. Para isso, o governo deve ter apoio do Sistema S, que inclui o Sesc e o Senac.
Para estimular que as pessoas se capacitem sem medo de perder o benefício, o ministro da Cidadania disse que o novo programa deve ter uma regra de permanência em que a beneficiário do auxílio, mesmo conquistando um emprego, possa ficar com o benefício por até dois anos, disse no programa da TV Brasil.
De acordo com o ministro, o novo programa vai interligar ferramentas do Estado e integrar políticas públicas para a população de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade.
Foto: Divulgação
Anunciado em agosto deste ano, o novo programa de transferência de renda, o Auxílio Brasil, deve substituir o Bolsa Família em novembro.
De acordo com o ministro, o novo programa vai interligar ferramentas do Estado e integrar políticas públicas para a população de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade.
Segundo ele, o principal diferencial do Auxílio Brasil é oferecer não apenas proteção social, mas também a possibilidade de transformação social que se dará por meio da capacitação para acesso ao mercado de trabalho. Roma diz que, para isso, contará com o apoio do Sistema S.
O programa também trará mecanismos para proteção da primeira infância e de segurança alimentar com o aperfeiçoamento de iniciativas já existentes como o Criança Feliz e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Com o objetivo de estimular as pessoas a buscarem novos caminhos sem medo de perder o benefício, está sendo viabilizado, segundo Roma, uma regra de permanência em que a pessoa, mesmo conquistando um emprego, por exemplo, possa permanecer por até dois anos sem perder o auxílio.
A ideia é que o valor possa ser reajustado, passando dos atuais R$ 190 para cerca de R$ 300. O auxílio, que hoje comtempla cerca de 14 milhões de famílias, deve passar a atender 17 milhões.
O ministro falou também sobre outros programas da pasta como o Brasil Fraterno, que combate a insegurança alimentar e nutricional, e o Bolsa Atleta, auxílio essencial para cerca de 7 mil atletas brasileiros.
Categoria pretende ‘pressionar’ o governo, sobretudo pela alta do diesel
Caminhoneiros esperam a diminuição do preço do diesel Foto: Reprodução/CNN
Depois de declararem “estado de greve” a partir deste sábado (16), representantes de caminhoneiros afirmam que uma eventual paralisação ocorrerá “principalmente” em Santos, caso não haja resposta do governo acerca de reivindicações, principalmente a queda do preço do diesel.
– Se não houver resposta concreta [do governo] em cima dos direitos dos caminhoneiros autônomos, no dia 1º de novembro o Brasil todo [ficará] parado, principalmente Santos – disse o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), Luciano Santos, em pronunciamento no encerramento de encontro nacional da categoria.
No fim de julho, transportadores da região interromperam as atividades durante um dia, sem impactos à operação do Porto de Santos.
De acordo com representantes dos transportadores rodoviários, a categoria vai iniciar paralisação nacional em 1º de novembro, caso o governo federal não atenda às reivindicações do setor em 15 dias, contabilizados a partir deste sábado.
– Tem de haver resposta concreta para o caminhoneiro. A resposta está na mão do governo – disse o presidente do Sindicam.
A decisão foi tomada durante assembleia no 2º Encontro Nacional dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, realizado no Rio de Janeiro.
– Estado de greve significa dizer para o governo Bolsonaro que o prazo de três anos que ele teve para desenvolver e melhorar a vida do transportador autônomo não foi cumprido. Ainda serão dados mais 15 dias para que a pauta de reivindicações seja aplicada para os caminhoneiros – afirmou também em discurso no evento o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Carlos Alberto Litti Dahmer.
No pronunciamento, Litti disse que a pauta da categoria já é de conhecimento “há muito tempo” do ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e do governo Bolsonaro.
– A categoria passa por momento de dificuldade nunca visto como em três anos de desgoverno Bolsonaro. É esse chamamento que tem respaldo de 1 milhão de trabalhadores e da sociedade que virá conosco – afirmou Litti.
O encontro foi organizado pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e pela CNTTL Segundo as lideranças, o encontrou contou com a presença de sindicatos, cooperativas e federações de todo o país.
A discussão de uma possível paralisação não estava na pauta do encontro. O mote do evento era “em prol da unificação da categoria, e em busca de melhorias para o setor de transporte de cargas e logística brasileiro”.
Caso ocorra a paralisação em 1º de novembro, será o primeiro movimento em conjunto destas entidades desde a greve de maio de 2018.
A família Bolsonaro celebrou neste domingo (17) o aniversário de 11 anos de Laura, filha do presidente Jair Bolsonaro e da primeira-dama Michelle Bolsonaro. O casal presidencial fez um churrasco no Palácio da Alvorada para comemorar o aniversário, que na verdade é nesta segunda-feira (18). Participaram da festa a primeira filha de Michelle, Letícia Firmo, de 19 anos, e o senador Flávio Bolsonaro. Nos registros nas redes sociais, é possível ver outras crianças no encontro familiar.
O churrasco foi comandado pelos irmãos Joas do Padro Pereira e Josias. Joas é conhecido como Tchê, e ficou famoso nas redes sociais como ‘Churrasqueiro dos Artistas’. Recentemente ele virou funcionário oficial do Alvorada.
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), adiou em um dia a leitura do relatório final do colegiado. Prevista inicialmente para ocorrer na terça-feira (19), a leitura será feita na quarta-feira (20). Já a votação do relatório, elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), está marcada para a terça-feira da semana seguinte, dia 26. A decisão pelo adiamento foi do presidente da comissão.
Os integrantes da CPI ainda terão mais um dia de oitivas amanhã (18). Pela manhã, será ouvido o integrante do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Nelson Mussolini. À tarde, serão ouvidas pessoas que perderam amigos e parentes para a covid-19. Todas as regiões do país serão representadas entre os depoentes.
Ao longo de seis meses de duração, a CPI ouviu integrantes do governo federal e alguns de seus apoiadores, empresários, ex-ministros da Saúde, deputados, médicos e cientistas. O objetivo da CPI é apontar as responsabilidades, tanto do governo federal quanto de empresas que atuaram no combate à pandemia, em eventuais omissões que provocaram mortes.
O presidente Jair Bolsonaro reagiu ao fato de Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, pedir seu indiciamento por ao menos onze crimes no relatório final.
Além de ironizar o parlamentar, Bolsonaro disse que chamar Renan de bandido seria um elogio.
– Sabia que eu fui indiciado hoje por homicídio? Alguém está sabendo aí? A CPI me indiciou por homicídio. O Renan Calheiros me indiciou por homicídio. Onze crimes. O Renan me chama de homicida. Um bandido daquele. Bandido é elogio para ele – disse ao conversar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.
Bolsonaro também apontou que o colegiado deveria apontar eventuais falhas cometidas por governadores e responsabilizá-los.
O relatório final da CPI da Covid deve indiciar o presidente Jair Bolsonaro por pelo menos 11 crimes: charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; prevaricação; genocídio de indígenas; epidemia com resultado morte; infração de medida sanitária preventiva; emprego irregular de verbas públicas; crime contra a humanidade; crime de violação de direito social; e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo.
Na manhã deste sábado (16), o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que ainda não há consenso entre os senadores sobre as conclusões no relatório de Renan Calheiros.
Apesar de o sorteio de sábado ter tido ganhador, próximo concurso poderá pagar a bolada de R$ 17 milhões
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Uma única aposta, feita em Santos, faturou o prêmio de R$ 11,5 milhões da Mega-Sena. O sorteio do concurso 2419 foi feito no sábado, quando caíram as bolinhas de número 10 – 35 – 43 – 48 – 50 – 53. Não foi divulgado se a aposta vencedora foi individual ou feita por meio de bolão.
Apesar de o sorteio de sábado ter tido ganhador, próximo concurso tem um rateio estimado em R$ 17 milhões. O sorteio acontece na terça-feira (17).
Segundo a Caixa Econômica Federal, 31 apostas acertaram a quina e levarão R$ 83.364,16 cada uma. Já a quadra teve 3.078 apostas ganhadoras, que receberão R$ 1.199,42.
Carregamento com 1,3 milhão de doses deve chegar no domingo (17)
Foto: Ascom/ GovBA
Chegou neste sábado (16) ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), mais um lote de 4,5 milhões de doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer. Os imunizantes do laboratório norte-americano chegaram em dois voos no início da manhã. Mais um carregamento com 1,3 milhão de doses está previsto para chegar amanhã (17).
Os lotes fazem parte do contrato assinado com o Ministério da Saúde para fornecimento de 100 milhões de doses da vacina até dezembro. A farmacêutica já fez a entrega de 100 milhões de doses previstas no primeiro termo assinado com o governo brasileiro.
O Ministério da Saúde já distribuiu 310,5 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus de quatro laboratórios para serem aplicadas em todo o país. Até o momento, 101,3 milhões de pessoas foram completamente imunizadas contra a doença com duas doses ou vacina de dose única.
Isabelle Castro era a única candidata trans do concurso
Isabelle Castro (à dir.) ao lado de Micael Brito (à esq.), ganhador na categoria masculina Foto: Instagram/Vídeo Isabelle Castro
Isabelle Castro, uma transssexual de 27 anos, venceu a edição de 2021 do Miss Cuiabá CNB, tornando-se a primeira trans a ganhar o título na capital mato-grossense.
No evento, que ocorreu na noite de quinta-feira (14), Isabelle era a única concorrente trans. No entanto, assegura que não sofreu qualquer tipo de preconceito das outras participantes, tampouco da organização do concurso, sendo muito bem recebida na disputa pelo título.
Já muitos internautas pensam de forma diferente e encheram a página do concurso com críticas. Usuários questionaram o fato de o concurso ser estritamente feminino e não direcionado a transexuais.
Alguns comentários mais ríspidos foram considerados transfóbicos e serão encaminhados à Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos. A organização do concurso pediu investigação e punição dos autores dos comentários.
Isabelle Castro, que começou seu processo de transição com 16 anos, afirma que sua função agora será “dar voz a outras mulheres trans e ajudar a combater o preconceito”.
– Agora, eu sou uma porta-voz de toda uma comunidade que não é minoria, mas que vive às margens da sociedade. Porque, de modo geral, a sociedade é preconceituosa, machista e patriarcal. Vou usar esse título para dar voz a essas pessoas, mostrar que podemos estar em todos os lugares por direito – declarou.
O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), criticou as declarações do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), sobre suas conclusões no relatório final.
– Eu acho deselegante estar vazando acho que faltou respeito, pelo menos ao G7 (ala majoritária da comissão). Então, não é legal – disse o senador em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
Aziz também afirmou que discorda de parte do conteúdo que tem sido divulgado pelo relator à imprensa.
– Eu não acho que tenha genocídio, tem que se provar isso. E eu não estou aqui para fazer cavalo de batalha em relatório não. A gente vai votar aquilo que é correto. Ninguém vai votar absolutamente nada com estômago aqui – declarou.
– Não presidi uma CPI seis meses para chegar o relatório e achar que o fígado vai me vencer.
Aziz declarou que não existe um consenso ou uma articulação entre os senadores em torno do relatório.
– Não conversei com Renan sobre relatório nenhum. Aliás, ele não conversou com ninguém dos senadores. Nenhum desses crimes, eu não sei. Ele vai ter de dizer por quê – completou.