O presidente também criticou possível aliança do petista com Geraldo Alckmin
Presidente Jair Bolsonaro afirmou ter sido alvo de comentários “maldosos” Foto: PR/Alan Santos
O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar a eventual eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (12), o presidente afirmou que reeleger o petista seria como “reconduzir um criminoso” à “cena do crime”.
Bolsonaro também criticou uma possível aliança entre o líder do PT e Geraldo Alckmin, ex-adversário político de Lula pode ser vice na chapa do ex-presidente.
– Um só delator devolveu R$ 100 milhões. Da onde veio a grana? E querem reconduzir à cena do crime o criminoso, juntamente com Geraldo Alckmin? É isso que queremos para nosso Brasil? – questionou.
Bolsonaro também elogiou o trabalho de seus ministros e afirmou que eles fazem uma “cota de sacrifício” estando no governo, quando poderiam ser melhor remunerados na iniciativa privada.
– A maioria de vocês poderia estar muito bem fora, mas está aqui, dando sua cota de sacrifício, ajudando este Brasil a vencer a crise [em] que se encontra no momento e [a] fazer com [a nação] que não volte à mão de bandidos, canalhas que ocupavam este espaço para assaltar o país, por um projeto de poder cujo ato final seria roubar nossa liberdade – declarou.
A vacina brasileira contra a covid-19 deu um importante passo hoje (13), data em que inicia o primeiro estudo clínico que aplicará o imunizante em 90 voluntários com idades entre 18 e 55 anos de idade. A fase 1 do estudo escolherá, de forma randomizada, a dose mais segura e o regime de dose que estimula resposta durável de anticorpos que neutralizam o organismo contra o novo coronavírus.
“Vamos agora medir a resposta imunológica específica e avaliar a imunidade celular dos participantes”, explicou o médico infectologista Roberto Badaró, responsável pela pesquisa e pelo desenvolvimento da vacina, em cerimônia ocorrida na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Salvador.
A expectativa do pesquisador é de que a primeira fase do estudo seja concluída em três meses, e que, se tudo der certo, em um ano ou pouco mais a vacina já esteja disponível.
Na fase 2, que terá a participação de 400 voluntários, será testada a eficiência da vacina; e a fase 3 é a da administração em larga escala.
Primeira aplicação O primeiro a receber a dose da vacina brasileira foi o técnico de segurança patrimonial Wenderson Nascimento Souza, de 34 anos de idade. A aplicação do imunizante foi feita pelo secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (Sepef/MCTI), Marcelo Morales.
Presente na cerimônia, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse que o 13 de janeiro de 2022 é um “dia histórico” tanto para a ciência no Brasil como para os brasileiros. “Neste ano do bicentenário da independência do Brasil, damos partida na independência do Brasil na produção de vacinas. Estamos em um ponto de inflexão na história do Brasil”, disse, ao destacar o papel de resgate que a ciência teve em vários momentos difíceis da humanidade.
Pontes lembrou que existem três tipos de vacinas, as importadas, as licenciadas e as nacionais, aquelas feitas por cientistas brasileiros. “É importante para o país ter soberania, autossuficiência e independência na produção de itens tão importantes para a vida dos brasileiros”, disse.
“Daqui para a frente, a gente pode dizer, de forma reduzida, que se o planeta não pode vender vacinas para o Brasil, o Brasil pode vender vacinas para o planeta”, acrescentou.
Vacina A vacina RNA MCTI CIMATEC HDT é composta de duas partes, que são misturadas antes da aplicação: uma molécula de replicon de RNA (repRNA) e uma emulsão composta por água e um tipo especial de óleo e moléculas magnéticas, chamada de Lion, que ajuda a proteger a molécula do repRNA e faz o transporte até as células alvo.
Uma vez dentro das células, o repRNA é reconhecido como RNA mensageiros pelos ribossomos, que são estruturas que produzem as proteínas, com as instruções trazidas pelo RNA. Os ribossomos fabricam inicialmente o replicon, que gera várias cópias de si mesmo e, depois, as proteínas do coronavírus, que são quebradas em pequenos pedaços e expostas a nosso sistema imunológico. O organismo então identifica os fragmentos como algo estranho e passa a produzir anticorpos contra o novo coronavírus.
Segundo o infectologista Roberto Badaró, a vacina brasileira, que é de terceira geração, apresenta alguns benefícios específicos, como o uso de um número menor de componentes, podendo ser aplicada em doses mais baixas e sem a necessidade de imunizações seguidas. “Poderemos, em um sequenciamento e com a capacidade de sintetizar em uma única proteína as cinco variantes, ter uma vacina com as cinco variantes, no futuro. Portanto, podemos ter a vacina que rotineiramente será utilizada”, explicou o médico infectologista.
O desenvolvimento pré-clínico e clínico da vacina tem a participação dos Estados Unidos, Brasil e Índia, por meio de parceria entre as empresas HDT BioCorp. (Estados Unidos), Senai Cimatec (Brasil) e Gennova Biopharmaceuticals (Índia). No Brasil, a parceria conta com o apoio da RedeVírus e com o financiamento do MCTI.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse hoje (13) que a campanha de imunização infantil contra covid-19 será monitorada para identificar possíveis reações adversas às vacinas. No entanto, o ministro ponderou que a vacina da Pfizer já foi aplicada em milhões de crianças em outros países e não tem apresentado problemas.
Chegaram hoje (13) no Aeroporto de Viracopos, no interior paulista, 1,24 milhão de doses da vacina contra a covid-19 para crianças do laboratório norte-americano Pfizer. O carregamento é o primeiro de três lotes que devem chegar ao Brasil até o fim do mês. Até o fim de março, o governo federal espera receber 20 milhões de doses de vacinas pediátricas.
A aplicação do imunizante da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos foi autorizada em dezembro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O governo federal incluiu, na semana passada, o público dessa faixa etária na campanha de vacinação contra a covid-19.
Queiroga destacou que, apesar de recentes, essas vacinas têm sido aplicadas nos principais sistemas de saúde do mundo. “Essa aplicação começou no mês de novembro, sobretudo nos Estados Unidos. Mais de 8 milhões de doses foram aplicadas nos Estados Unidos, nas crianças de 5 a 11 anos, e não têm sido notificados eventos adversos maiores. Portanto, até o que sabemos, no momento, existe segurança atestada não só pela Anvisa, mas por outras agências regulatórias, para aplicação dessas vacinas”, disse, ao receber o primeiro lote de vacinas contra a covid-19 para crianças, no centro do distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP).
Variantes Queiroga também destacou que a vacinação dos brasileiros contra a covid-19 deixa o país preparado para enfrentar a variante Ômicron do coronavírus e outras que possam surgir no futuro. “Países que estão fortemente vacinados, como o Brasil, tem mais possibilidades, de passar pela variante Ômicron e outras variantes que surjam desse vírus que tem uma grande capacidade de gerar mutações”, afirmou.
Redução de mortes e internações Queiroga destacou a importância da vacinação para evitar internações e agravamento da doença. “Aqueles que se internam nos hospitais e nas unidades de terapia intensiva, a grande maioria são de indivíduos não vacinados”, enfatizou. “Nós assistimos no Brasil, nos últimos seis meses, queda muito significativa de óbitos, fruto das políticas públicas e da campanha de vacinação”, acrescentou.
Por isso, o ministro pediu para aqueles que ainda não tomaram a segunda dose ou a de reforço para que procurem os pontos de imunização. “É necessário reafirmar a orientação para aqueles que não tomaram a segunda dose ou a dose de reforço, que procurem a sala de vacinação para completar o esquema de vacinal”, ressaltou.
O técnico Tite divulgou nesta quinta-feira (13) os nomes dos 26 jogadores convocados para a Seleção Brasileira nos dois primeiros jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo. Neymar está fora da lista devido a uma lesão no tornozelo.
Os jogadores irão enfrentar a Seleção do Equador no dia 27 de janeiro e a do Paraguai no dia 1º de fevereiro. Dois dos nomes escalados, porém, Fabinho e Lucas Paquetá, ficarão de fora da primeira disputa por terem recebido o terceiro cartão amarelo na última partida, contra a Argentina.
Neymar se lesionou no dia 28 de novembro, quando sofreu um entorse no tornozelo, e desde então, não joga. Veja a seguir a lista completa de convocados.
LATERAIS Alex Sandro (Juventus) Alex Telles (Manchester United) Emerson Royal (Tottenham) Daniel Alves (Barcelona)
ZAGUEIROS Thiago Silva (Chelsea) Eder Militão (Real Madrid) Gabriel Magalhães (Arsenal) Marquinhos (PSG)
MEIO-CAMPISTAS Bruno Guimarães (Lyon) Fred (Manchester United) Casimiro (Real Madrid) Philippe Coutinho (Aston Villa) Everton Ribeiro (Flamengo) Gerson (Olympique de Marselha) Lucas Paquetá (Lyon) Fabinho (Liverpool)
ATACANTES Antony (Ajax) Gabriel Babrosa (Flamengo) Gabriel Jesus (Manchester City) Matheus Cunha (Atlético de Madri) Raphinha (Leeds) Vinicius Junior (Real Madrid) Rodrygo (Real Madrid)
Bares e restaurantes de São Paulo não podem vender café adocicado. É isso mesmo. Na maior metrópole do país, os comerciantes são obrigados a oferecer aos clientes café amargo, “deixando-lhes a opção do uso de adoçante ou açúcar, podendo os estabelecimentos comercializá-lo nas duas maneiras”.
Exercício lógico: se os bares e restaurantes oferecerem os dois tipos de café, mas o amargo acabar antes, isso significa que o café adocicado terá de ser retirado do cardápio, porque a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) entende que as duas opções devem ser oferecidas ao mesmo tempo.
A Lei 10.297 foi promulgada em 29 de abril de 1999. Se não fosse o Estado, quem ofereceria café amargo aos clientes?
Depois de acumular prejuízos, a TAP decidiu que vai fechar a empresa de Manutenção e Engenharia do Brasil, adquirida no início do século e que tem cerca de 500 trabalhadores. “Como parte do plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia no dia 21 de dezembro de 2021, o Grupo TAP decidiu encerrar as operações da TAP Manutenção e Engenharia Brasil S.A. (“TAP ME”)”, diz o comunicado enviado nesta quarta-feira (12).
À Lusa, Christine Ourmières-Widener afirmou:” Depois de uma análise aprofundada e muitos estudos, a TAP decidiu fechar a Manutenção & Engenharia no Brasil e encerrar de forma gradual a operação no Brasil e hoje vamos discutir com os trabalhadores, claro, que são a principal prioridade, mas também discutir com os nossos clientes”.
A TAP assegura que a medida “não interfere na operação de transporte aéreo de passageiros da companhia”, que é o seu principal mercado exterior. A transportadora esclarece que “o Brasil representa entre 25% e 30% da receita da TAP, que continua a aumentar a oferta naquele mercado, com presença em 11 capitais e expectativa de expansão dos voos semanais”.
Apesar de ter decidido vender, a transportadora assegura que “os serviços de manutenção referentes a aeronaves já contratadas e/ou em andamento serão realizados normalmente, de acordo com os contratos entre a TAP ME e seus clientes”. Mas esclarece que a empresa brasileira não aceitará novos pedidos para prestação de serviços de manutenção.
A TAP ME só encerrará as suas atividades quando todos as operações de manutenção em curso estiveram concluídas.
Agência diz que a recomendação leva em conta o cenário epidemiológico atual
Cruzeiro ancorada na cidade do Recife (Imagem de arquivo) Foto: EFE/Carlos Ezequiel Vannoni
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu, nesta quarta-feira (12), uma recomendação ao Ministério da Saúde e à Casa Civil da Presidência da República onde pede a suspensão definitiva da temporada de cruzeiros no Brasil. Atualmente, três navios seguem parados no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, após confirmações de casos de Covid-19 a bordo.
De acordo com a agência, o documento encaminhado ao ministério e à Casa Civil contém a apresentação do cenário epidemiológico de Covid-19 nas embarcações de cruzeiro que operam a temporada 2021-2022, incluindo as intercorrências, por embarcação, desde o início de suas operações em território nacional.
A Anvisa ainda aponta que os protocolos que a instituição definiu para a operação dos navios de cruzeiro no Brasil trouxeram dispositivos que permitiram acompanhar o cenário epidemiológico nas embarcações durante quase dois meses, e foram fundamentais para se identificar rapidamente a alteração no número de casos a bordo na penúltima semana epidemiológica de 2021.
Foi diante disso que, no final de 2021, devido ao aumento exponencial de casos, especialmente entre tripulantes, a Anvisa recomendou a suspensão temporária dos cruzeiros, preventivamente, até que houvesse mais dados disponíveis para a avaliação do cenário epidemiológico. Desde a recomendação, a agência diz que vem avaliando a evolução do cenário epidemiológico.
Com base nas informações apuradas é que a agência diz entender que o cenário atual é desfavorável à continuidade das operações dos navios de cruzeiro e, fundamentada no princípio da precaução, a instituição aponta que a suspensão definitiva da temporada de cruzeiros seria a ação necessária à proteção da saúde da população.
Chegaram ao Brasil, às 4h45 desta quinta-feira (13), as primeiras vacinas contra covid-19 destinadas a crianças de 5 a 11 anos. Remessa com 1,2 milhão de doses do imunizante da Pfizer foi descarregada no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (São Paulo).
O lote será distribuído a estados e municípios para iniciar a aplicação. A previsão é que o Brasil receba em janeiro um total de 4,3 milhões de doses da vacina. A remessa é a primeira de três que serão enviadas ao país.
Segundo o Ministério da Saúde, durante o primeiro trimestre devem chegar ao Brasil quase 20 milhões de doses pediátricas, destinadas ao público-alvo de 20,5 milhões de crianças. Em fevereiro, a previsão é que sejam entregues mais 7,2 milhões, e em março, 8,4 milhões.
Na semana passada, o ministério anunciou a inclusão dos imunizantes pediátricos no plano de operacionalização do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Segundo a pasta, a criança deve ir aos postos de vacinação acompanhada dos pais ou responsáveis ou levar uma autorização por escrito. O esquema vacinal será de duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações.
A distribuição será feita na seguinte proporção (confira o percentual da população de 5 a 11 anos por estado):
Ex-presidente da Câmara diz que ex-ministro “não engana ninguém”
Deputado federal Rodrigo Maia alfinetou o ex-juiz Sergio Moro Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo/José Cruz
O deputado federal Rodrigo Maia (PSD-RJ) usou as redes sociais, nesta terça-feira (11), para alfinetar o ex-ministro Sergio Moro. Em seu Twitter, o ex-presidente da Câmara dos Deputados desenhou, ao estilo do programa “Paint”, um ‘nariz grande’ em uma foto do pré-candidato do Podemos, em referência ao personagem Pinóquio.
Na publicação, Maia compartilha uma notícia em que o ex-juiz afirma ter aceitado o convite para o Ministério da Justiça para “evitar maluquices” do presidente Jair Bolsonaro. A declaração de Moro foi feita à rádio Metrópoles, da Bahia.
Maia rebateu a declaração do ex-ministro afirmando que ele “não engana ninguém”.
– Foi pro governo Bolsonaro com a promessa de uma vaga no STF. Não engana ninguém. Um nariz de Pinóquio pra ele – escreveu Maia.
Sergio Moro foi alvo de deboche de Rodrigo Maia Foto: Reprodução Twitter
Identificado em 2020, organismo impõe ameaça à saúde, diz Anvisa
Foto: CDC/Dr. Leanor Hailey/Direitos reservados
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que foi notificada sobre a terceira infecção pelo fungo Candida auris. O caso foi diagnosticado em um hospital da cidade do Recife, em Pernambuco. O fungo foi identificado por análise do laboratório central Gonçalo Moniz, da Bahia.
Segundo a Anvisa, foram adotadas ações pelas autoridades de saúde para prevenção e combate à disseminação do organismo, como protocolos de segurança no hospital onde estava internado o paciente infectado.
A Coordenação Estadual de Prevenção e Controle de Infecção de Pernambuco realizou uma visita técnica ao hospital e conforme a Anvisa está monitorando o caso e as ações para controle de novas infecções.
Candida Auris
O organismo é chamado de superfungo pela resistência que possui a antibióticos e outras formas de tratamento. De acordo com a Anvisa, o fungo também permanece no ambiente por longos períodos, que podem chegar a meses, e resiste a diversos tipos de desinfetantes.
Por essas razões, casos de infecções pelo fungo trazem risco de surto e demandam monitoramento e medidas de prevenção e controle para impedir a disseminação em outros pacientes.
Conforme nota de alerta da agência, o Candida auris “pode causar infecção na corrente sanguínea e outras infecções invasivas, podendo ser fatal, principalmente em pacientes imunodeprimidos ou com comorbidades.”
O primeiro caso foi registrado em dezembro de 2020, da Bahia. Após ser notificada, a Anvisa emitiu uma nota de alerta destacando que o fungo significa uma ameaça à saúde global.