Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Apesar do conflito na Ucrânia, os embarques aumentaram

Pelo menos 24 navios transportando fertilizantes da Rússia para o Brasil devem chegar aos portos do país nas próximas semanas. A soma das cargas se aproxima de 680 mil toneladas.

De acordo com a Reuters, 11 dos 24 navios já deixaram os portos, incluindo São Petersburgo e Murmansk. A agência teve acesso a dados compilados pela Agrinvest Commodities. A maior parte carrega cloreto de potássio, fundamental nos campos de soja e milho.

Os agricultores brasileiros ocupam o primeiro lugar na produção mundial de soja e a terceira colocação na colheita de milho. Respectivamente, essas safras devem atingir 125 milhões de toneladas e 114 milhões de toneladas, conforme as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Fertilizantes russos para o Brasil

Conforme a Revista Oeste revelou, a importação de fertilizantes da Rússia para o Brasil voltou a crescer em março de 2022. O resultado ocorreu apesar dos temores de que o suprimento pudesse ser interrompido por sanções causadas pela invasão à Ucrânia.

No mês passado, os russos desembarcaram 700 mil toneladas do insumo no Brasil. A quantidade supera em 10% as remessas no mesmo período de 2021, segundo os números do Ministério da Economia. Desse modo, o número ainda superou em um terço a importação de fevereiro, quando houve a redução de 40% sobre o mesmo período de 2021.

Ainda assim, a quantidade acumulada no primeiro trimestre de 2022 é cerca de 20% menor, em comparação a igual período do ano anterior.

Informações Terra Brasil Notícias


Quando o cinema se supera e produz filmes pelos quais ninguém estava esperando, ganhamos todos. Ganhamos os críticos, que ao menos por algum tempo não somos forçados a tornar às mesmas queixas nunca atendidas; ganha o mercado, que se renova e atinge novos públicos; e ganha ele, o distinto público, que se abre para novas perspectivas. Em ganhando tanta gente, sendo bastante otimista, acaba se favorecendo a sociedade como um todo, uma vez que demandas inéditas vêm a lume, mundos nunca antes imaginados passam a ser conhecidos e pessoas que, tenha a certeza, existem na esfera do real, mas jamais tiveram a oportunidade de se manifestar, se fazem ouvir. Sobretudo no Brasil, pródigo em reproduzir modinhas pseudoartísticas ou repisar temas sem dúvida importantes, como os que se espraiam sobre diversos aspectos da ignominiosa ditadura militar que sequestrou os sonhos de toda uma nação por mais de duas décadas, mas que têm de ceder espaço justamente ao sonho, à fantasia, à loucura, por que não? A arte se presta exatamente a esse papel, resgatar no homem seu lado obscuro, iluminando-o e o fazendo tão necessário a si e aos outros que renuncia a sua natureza meramente lúdica e torna-se cura.

Eduardo Nunes chegou em boa hora ao embolorado panorama cinematográfico nacional. 2017 foi um ano especialmente profícuo para a história do cinema brasileiro. Produções como o drama “Gabriel e a Montanha”, dirigido por Fellipe Gamarano Barbosa, sobre um estudante determinado a viver uma aventura perigosa, e o suspense “O Crime da Gávea”, de André Warwar, que tenta esclarecer um assassinato tão macabro quanto nebuloso, tiveram relativo destaque — o destaque que geralmente têm filmes brasileiros num mercado que luta para se desamarrar de cruéis padrões estrangeiros, mas se vê presa constante dos onipresentes conglomerados de estúdios norte-americanos, detentores do interesse dos donos de salas de projeção. Afora todo o cenário desfavorável, esses longas (e ressalve-se que são lançados mais de oitocentos curtas por ano no Brasil) põem o nariz fora d’água, ainda que por um período reduzido, como se não fossem mesmo para o bico de qualquer um. Sorte de quem os consegue assistir.

E “Unicórnio” não é um filme para todos. Evitando o curso fluido da narrativa, mas apresentando outras opções que suprem a necessidade de tornar o enredo inteligível, mas sem maiores facilidades, e flertando desabridamente com o realismo fantástico, o roteiro de Nunes, baseado nos contos “O unicórnio” e “Matamoros”, da escritora paulista Hilda Hilst (1930-2004), elabora um todo que escorre lentamente, explorando possibilidades recusadas pelo dito cinema comercial pelos motivos errados. A vida de Maria não tem nada de especial. A protagonista, vivida por Bárbara Peixoto, segue até um poço, de onde tira água todos os dias, e faz daquele espaço o seu mundo particular, sem limites diante de uma existência quase precária. Maria concede permissão para que um único intruso habite esse seu universo paralelo, o pastor interpretado por Lee Taylor, cuja importância o diretor vai acentuando aos poucos. É como se cada um defendesse a própria história diante do outro e frente ao mundo que os cerca, que passa a ser só deles. Todos os outros habitantes daquele pedaço de paraíso — que a fotografia de Mauro Pinheiro Júnior, cheia do verde cintilante das montanhas de Minas Gerais, salpicado aqui e ali por pedras cinzentas — somem quando apreciada a força da subtrama conduzida por Peixoto e Taylor, mesmo a presença sempre encantadora de Patrícia Pillar no papel da mãe de Maria, lembrando vagamente a estética da personagem de “O Quatrilho” (1995), levado à tela por Fabio Barreto (1957-2019) e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, marco da retomada da produção cinematográfica brasileira em escala industrial após 21 anos de regime militar. Durante a repressão, os filmes engajados do Cinema Novo de Glauber Rocha (1939-1981) disputavam literalmente a tapa um lugar ao sol, isso quando a preguiçosa censura dormia no ponto, o que, em verdade, era mais ou menos corriqueiro — isso para não falar do desmonte da Embrafilme, responsável por garantir alguma salvaguarda à produção audiovisual brasileira, no governo Fernando Collor de Mello (1989-1992).

O unicórnio do título, tal como o pretendia Hilst, deixa de habitar apenas o imaginário de Maria, e ganha o mundo real, em contraponto a seu pai, interpretado pelo sempre ótimo Zécarlos Machado, uma figura nitidamente messiânica, que faz de tudo para trocar o invencível desajuste com o mundo real pela mudança terminante para uma terra exclusivamente onírica. Nunes bate nessa tecla sem cessar, inclusive na sequência em que a personagem de Ines Peixoto, onipresente nos filmes de roça, toca uma sanfona como só uma legítima sertaneja o faria, malgrado os demais atores em cena se embriaguem de aguardente. “Unicórnio” é exatamente isso, a junção da dureza da vida, em especial a do brasileiro, tanto faz se nos rincões ou nas megalópoles, a sua peleja por um naco de poesia.


Filme: Unicórnio
Direção: Eduardo Nunes
Ano: 2017
Gêneros: Drama/Fantasia
Nota: 10

Informações Revista Bula


O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão de julgamento sobre limite para compartilhamento de dados fiscais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou hoje (20) pela condenação do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) a 8 anos e 9 meses de prisão em regime fechado. Moraes também determinou a perda do mandato e suspensão dos direitos políticos após o fim dos recursos. 

Após o voto de Moraes, que é relator do caso, o julgamento continua para a tomada dos votos dos demais ministros. 

A Corte julga nesta quarta-feira a ação penal aberta em abril do ano passado contra o parlamentar, que virou réu e passou a responder ao processo criminal pela acusação de ameaçar e proferir agressões verbais aos ministros do STF, incitar animosidade entre as Forças Armadas e o Supremo. Os fatos ocorreram em 2020 e 2021, por meio das redes sociais. 

No início da sessão, o advogado Paulo César de Faria, representante de Silveira, pediu a absolvição do parlamentar e disse que o deputado fez “críticas ásperas” contra os ministros, conduta que, segundo ele, está coberta pela imunidade parlamentar. 

Faria também disse que não houve ameaças reais contra os ministros, invasão da Corte e qualquer ruptura institucional. 


Ex-presidente ainda está no topo da corrida eleitoral, mas o viés de Bolsonaro é de alta e, neste momento, não há favoritos

Foto: REUTERS/Ian Cheibub 

O líder das pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva, está vendo pelo retrovisor a moto de Jair Messias Bolsonaro cada vez mais próxima, buzinando e pedindo passagem. A margem que separa os dois é cada vez menor e já não se pode mais falar em favoritismo. Um empate técnico pode surgir em pouco tempo.

No final do ano passado, Lula parecia caminhar folgadamente para um terceiro mandato como presidente da República, e Bolsonaro parecia destinado a voltar ao condomínio Vivendas da Barra.

Com o início efetivo da corrida eleitoral, o presidente tem mostrado uma força e uma resiliência que não estavam nos planos petistas nem no radar de muitos analistas.

O país continua com sérios problemas sociais, o tripé macroeconômico está manco, mais de 650 mil brasileiros morreram de “gripezinha”, o Ministério da Saúde e o da Educação (MEC), os mais ricos da Esplanada, convivem com suspeitas de corrupção.

O centrão nunca teve tanto poder, assim como figuras grotescas que saíram das redes sociais direto para o centro da política e, mesmo assim, o eleitorado de Jair Bolsonaro não apenas se mantém como dá sinais claros de crescimento e engajamento, como em 2018.

A tão incensada terceira via não disse a que veio e já não assusta mais os dois principais concorrentes ao Planalto.

O que pode explicar o fenômeno Bolsonaro e uma eventual reeleição?

Separei dez pontos para você ficar atento:

  1. Lula voltou a falar como sindicalista radical e retrógrado, afastando muitos eleitores de centro e social-democratas que temem um retrocesso. O tom revanchista também não ajuda a quem quer formar uma “Frente Ampla”. Elogios à ditadura nicaraguense, acenos à censura da imprensa, ataques ao teto de gastos e à tímida reforma trabalhista formam um conjunto nada bom para quem quer vencer uma eleição majoritária. O Brasil de 2022 parece ter vencido a pandemia, a economia começa lentamente a se recuperar, e um certo otimismo de um país sem memória não combina com mau humor e radicalismo ideológico.
  2. Lula não tem mais Duda Mendonça e João Santana, assim como uma assessoria de comunicação profissional que saiba apelar ao eleitor médio, como em 2002. O mais influente dos seus auxiliares na área hoje é Franklin Martins, alguém que dificilmente conseguirá ampliar o discurso para fora da bolha lulista. Lula perdeu estrategistas como Márcio Thomaz Bastos, Antonio Palocci e José Dirceu, que ainda é aliado mas está praticamente fora de combate. Com Gleisi Hoffmann, Franklin Martins e Jilmar Tatto no núcleo duro da estratégia de campanha, Lula terá problemas adicionais.
  3. Bolsonaro é o político que mais sabe usar as redes sociais no Brasil. A lógica das campanhas eleitorais de 20 anos atrás, quando Lula venceu duas eleições presidenciais no segundo turno, é tão distinta que o septuagenário ex-presidente dá sinais de não mais conseguir entender a nova realidade. Seu festejado gênio político em tempos analógicos não está se adaptando bem ao mundo digital.
  4. Bolsonaro não é um tucano, é um opositor de verdade. Lula se acostumou a vencer eleições de social-democratas que não tinham uma diferença ideológica significativa com ele, divergindo apenas sobre meios e métodos. O candidato Bolsonaro é um opositor explícito de tudo que Lula representa e o eleitor já entendeu isso. Bolsonaro coloca a disputa em termos morais, do bem contra o mal, e foca numa pauta de costumes que agrada o eleitor médio e causa asco na elite progressista, que é pouco aparelhada para entender e discutir esses temas fora de abstrações acadêmicas ou sem defender pautas impopulares.
  5. Bolsonaro acabou com o teto de gastos para se reeleger. O governo atual tirou todos os freios para pisar fundo nos gastos públicos, como o calote em precatórios e o orçamento secreto de R$ 16 bilhões, que colocaram na rua a mais poderosa máquina eleitoral já vista na história do país. Todos os pacotes de bondade, de auxílios a reajustes para o funcionalismo público, já começaram a surtir efeito nas pesquisas.
  6. O Centrão está com Bolsonaro. Por mais que o Centrão pense em aderir a Lula numa eventual vitória, no governo Bolsonaro este grupo político formado por representantes do Progressistas, Republicanos, União Brasil, PL, PTB, Podemos, PSC, Avante, entre outros, nunca teve um acesso tão facilitado e privilegiado aos cofres públicos. Ciro Nogueira, Ricardo Barros, Arthur Lira, estão em casa neste governo e cada vez mais seduzidos pelo bolsonarismo.
  7. A Lava Jato maculou a imagem de Lula para sempre. Por mais que o judiciário tenha revertido as decisões principais motivadas pela Operação Lava Jato, o Brasil foi exposto a uma série inédita de escândalos, um conjunto impossível de se apagar da memória. Lula ficou 580 dias preso e sua soltura, no país da impunidade para crimes de colarinho branco, não muda a história. Mesmo quem defende Lula convive mal com Mensalão, Petrolão e outras manchas indeléveis no currículo petista.
  8. Lula, aos 76 anos, está desgastado. A marquetagem do PT e o próprio ex-presidente tentam vender a imagem de um Lula forte, energético e até viril, mas seu aspecto é de alguém que sofreu muito com o passar do tempo, a prisão e os dissabores da vida. Ao falar, ele parece magoado, rabugento e até vingativo, contra um Bolsonaro que tira fotos rindo, cercado de fiéis fanáticos, praticando esportes e ativo.
  9. Lula tem, em Ciro Gomes, um forte opositor dentro da esquerda. Entre os que se identificam com teses de esquerda, Lula nunca teve uma oposição real e que ameaçasse sua posição como principal líder da esquerda brasileira. Ciro Gomes é um opositor raivoso e que contratou João Santana como marqueteiro, um profissional que não apenas sabe tudo de eleição como de lulismo. Como se não bastasse, os identitários representam uma nova esquerda que suporta Lula, mas não o ama. A incompatibilidade do discurso socialista e trabalhista clássicos com o da nova esquerda identitária quebra a coesão interna em pontos fundamentais e pode gerar sérios problemas de comunicação.
  10. Lula não acena para o futuro, mas para um revisionismo do passado. O discurso petista não traz novidades, uma visão renovada de Brasil, apenas um repúdio aos pequenos avanços econômicos e sociais conquistados em outros governos e um sentimento de vingança contra opositores reais ou imaginários. Se essa falta de propostas não é suficiente para tirar o apoio dos jovens a Lula, pode tirar a energia deles para militar, fazer campanha nas ruas e conquistar votos.

Lula ainda está no topo da corrida eleitoral, mas o viés de Bolsonaro é de alta e, neste momento, não há favoritos. O atual presidente conseguiu resistir até a pandemia, que impediu a reeleição de seu ídolo Donald Trump nos EUA, e que devastou a economia e matou mais de meio milhão de brasileiros em dois anos, e dificilmente perderá a fatia atual de eleitores fanáticos que possui.

Se a eleição fosse hoje, Lula venceria, mas ela é só em outubro. Até lá, o petismo terá que trabalhar muito para reverter a atual tendência que mostra seu principal opositor crescendo cada vez mais e com disposição clara para ficar mais quatro anos no Planalto. Alguns dos itens listados podem ser revertidos pelo lulismo, mas nem todos. Com o andamento da campanha e o eleitor se interessando mais por política, sai de cena o recall e entra a decisão baseada numa leitura do momento atual. E esse momento não é bom para Lula.

Informações CNN Brasil


Economia, Moeda, Real,Dinheiro, Calculadora
Foto: Marcello Casal Jr.

O atraso na liberação do sistema e a falta de uma fonte de compensação fizeram o governo adiar o prazo de adesão ao parcelamento especial de negócios inscritos no Simples Nacional. A data, que acabaria no fim de abril, passou para 31 de maio.

A decisão foi anunciada hoje (20) pelo Comitê Gestor do Simples Nacional. Esse é o terceiro adiamento. Originalmente, o prazo para aderir ao Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional (Relp) acabaria no fim de janeiro. A data foi transferida para o fim de março e, mais tarde, para 30 de abril.

O Comitê Gestor também adiou, para 31 de maio, o prazo de regularização das dívidas que impedem as micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais a entrarem no Simples Nacional. A entrega da Declaração Anual do Microempreendedor Individual (DASN-Simei), que iria até o fim de maio, foi prorrogada para 30 de junho.

Sistema
Em nota, o Comitê Gestor do Simples informou que o adiamento foi necessário porque o governo ainda não encontrou uma fonte para compensar a perda de arrecadação com o parcelamento especial, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. Enquanto o problema não é resolvido, a Receita Federal não pode lançar o sistema que permite a adesão dos devedores.

“O adiamento da adesão ao Relp se tornou necessário para adequação do calendário, até que seja definida a sua fonte de compensação, conforme exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A Receita Federal já está com tudo pronto para dar operacionalidade ao parcelamento”, informou o órgão.

Por meio do Relp, as micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais afetados pela pandemia de covid-19 podem renegociar dívidas em até 15 anos. O parcelamento prevê descontos de até 90% nas multas e nos juros de mora e de até 100% dos encargos legais. Também haverá um desconto na parcela de entrada proporcional à perda de faturamento de março a dezembro de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. Quem foi mais afetado pagará menos.

Vetada pelo presidente Jair Bolsonaro no início do ano, a renegociação especial de débitos com o Simples Nacional foi restabelecida pelo Congresso, que derrubou o veto no início de março. Alguns dias depois, o Diário Oficial da União publicou a lei complementar que estabeleceu o Relp.

*Agência Brasil


Agência da Caixa Econômica Federal
Foto: Marcelo Camargo

No feriado da Inconfidência Mineira, nesta quinta-feira (21), não haverá atendimento nas agências bancárias de todo o país.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as áreas de autoatendimento ficarão disponíveis para os clientes, assim como os canais digitais e remotos de atendimento como internet e mobile banking.

Contas de consumo como água, energia e telefone, por exemplo, que vencerem no dia 21 de abril, poderão ser pagas no dia 22, sem acréscimo de juros. Nesta sexta-feira (22), as agências reabrirão com atendimento normal aos clientes.

*Agência Brasil


Foto: Felipe Sampaio/STF

ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, levantou suspeitas sobre as intenções da Corte em relação à recuperação dos direitos políticos do ex-presidente Lula (PT). Em debate nesta terça-feira (19), o magistrado aposentado sugeriu que o tribunal “ressuscitou” o petista politicamente com um possível objetivo de tentar frear a reeleição do presidente Jair Bolsonaro, no pleito deste ano.

– Tivemos um caso de processos findos em que se aceitou a incompetência territorial do órgão julgador e se ressuscitou um candidato, quem sabe, para fazer frente a uma candidatura à reeleição. Ressuscitou-se alguém que já estava, inclusive, cumprindo pena – declarou Marco Aurélio, no evento promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).

Lula teve seus direitos políticos reavidos quando o ministro Luiz Edson Fachin decidiu anular as condenações referentes aos casos do tríplex, do Guarujá, e do sítio de Atibaia. O magistrado não julgou se Lula era inocente ou culpado, apenas considerou que a 13ª Vara Federal de Curitiba não possuía a competência necessária para tratar dos casos.

Fachin determinou, então, que os processos recomeçassem do zero, na 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal. Entretanto, as ações acabaram arquivadas por prescrição. Não haveria tempo de julgá-las novamente e reaplicar uma possível condenação, devido à idade do ex-presidente, que é 76 anos.

A decisão arbitrária de Fachin passou posteriormente pelo plenário do STF, que formou maioria de 8 votos contra 3 e manteve a nulidade dos processos.

Ainda, no debate desta terça-feira, Marco Aurélio Mello reprovou falas de Lula envolvendo a classe média, a revogação da reforma trabalhista e a regulação dos meios de comunicação.

– Penso que um candidato que se diz de um partido dos trabalhadores já cogitou uma marcha à ré quanto à reforma implementada. Como também cometeu um ato falho quando disse que nós, da classe média, temos mais do que merecemos. Como também cometeu um ato falho quando cogitou o controle da mídia. Como? Controlar a mídia? Só se quisermos ter no Brasil uma visão totalitária, maior do que a que se diz que pode estar a reinar no cenário hoje em dia – declarou.

*Pleno.News


Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ex-juiz Sérgio Moro afirmou, nesta quarta-feira (20), que pode “não concorrer a nada” nas eleições deste ano, após o União Brasil, partido no qual se filiou recentemente, anunciar a pré-candidatura do presidente da sigla, Luciano Bivar, à presidência da República.

“Me coloquei numa situação de desprendimento para a união nacional, para vencer extremos. Não está descartada nenhuma situação, posso inclusive não concorrer a nada. Não vivo da política, estava fora do Brasil e voltei para ajudar na construção de algo que possa vencer extremos políticos”, disse o ex-juiz em conversa com o CNN Brasil.

“O União Brasil definiu o Luciano Bivar como pré-candidato à Presidência e a partir daí tenta construir esse centro, para que ele possa chegar junto com forças, com estrutura partidária, tempo de TV, recursos financeiros”, continuou. “Eu vim para ajudar a construir esse centro. Qual vai ser o meu papel, isso é algo que está em definição”.

“Eu somente com meu capital político não daria certo, daí a necessidade de fazer um movimento. Todo mundo cobrava dos candidatos da terceira via esse desprendimento. Ninguém recuava e fazia nada, e essa situação permanece. A gente tem que construir algo diferente”, opinou.

Mesmo assim, Moro rejeitou a ideia de que tenha “desistido” oficialmente da candidatura, dizendo que seu objetivo principal é de “gerar condições necessárias para vencer a polarização”.

*Bahia.ba


Presidente compartilhou imagem em que aparece em momento descontraído durante programa da Band em 2013

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Presidência da República/Carolina Antunes

O presidente Jair Bolsonaro publicou, nesta terça-feira (19), um tuíte em que ironizou a notícia de que a escola de samba Gaviões da Fiel terá a encenação de um “Bolsonaro gay” no desfile deste ano. Na postagem, o líder compartilhou a foto de uma participação dele no programa Agora é Tarde, da Band, em 2013, em que participou de uma brincadeira com os humoristas Evandro Santo e Léo Lins.

No quadro, que era comandado por Lins e se chamava “Dois brasileiros que nunca se encontrariam para tomar um café”, o então deputado federal se arriscou em uma partida de Twister com o polêmico deputado. Em determinado momento do jogo, na foto que foi publicada no Twitter do presidente, Bolsonaro deu um tapinha no bumbum de Evandro Santo como parte da brincadeira.

Bolsonaro ironiza enredo da Gaviões da Fiel Foto: Reprodução/Twitter

A POLÊMICA
Uma notícia divulgada nesta terça-feira (19) pelo site F5, da Folha de São Paulo, apontou que a escola de samba Gaviões da Fiel trará para a avenida uma sátira ao presidente Jair Bolsonaro(PL), que será interpretado pelo cabeleireiro Neandro Ferreira, na ala Governantes e Generais. A informação foi revelada ao veículo pelo próprio Ferreira.

– Vou vir como um Bolsonaro bem gay, bichíssima, dando muita pinta – disse ele.

O cabeleireiro ainda prometeu que irá levantar, na avenida, uma placa com a frase “Fora Bolsonaro”. Neandro também afirmou que o desfile terá uma imitação da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que será interpretada pela cabeleireira Gisele Porto.

– Ela vai ser muito bem tratada, reverenciada e cortejada pelo presidente que vou interpretar. Vou fazer tudo exatamente ao contrário da maneira como ele faz. É realmente um manifesto contra o machismo, o fascismo e o preconceito – declarou Neandro.

CRÍTICAS
Para usuários do Twitter, em uma tentativa de ofender o presidente da República, a escola paulista estaria sendo ainda mais ofensiva aos homossexuais. As tags “Bolsonaro gay”, “Gaviões da Fiel” e “homofobia” ficaram entre os assuntos mais comentados na noite desta terça-feira.

– Então, a Gaviões da Fiel acha que representar Bolsonaro gay é algo pejorativo? Achei isso bem homofóbico da parte deles – escreveu um perfil.

– Gaviões da Fiel irá representar Bolsonaro Gay no desfile desse ano. Não entendi, então a escola de samba acha pejorativo representar alguém como gay? Virou ofensa? – questionou outro.

Informações Pleno News


Ex-ministro do STF participou de debate no Centro Brasileiro de Relações Internacionais

Marco Aurélio Mello, ex-ministro do STF Foto: STF/SCO/Nelson Jr.

Em debate nesta terça-feira (19), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, manifestou-se contra medidas cautelares impostas ao deputado federal Daniel Silveira por parte de seu ex-colega na Corte, o ministro Alexandre de Moraes. Ele também expressou preocupação em relação a falas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e sugeriu que a Suprema Corte pode ter “ressuscitado” o petista politicamente visando tentar frear a reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

As declarações de Marco Aurélio Mello ocorreram em evento promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI). Na ocasião, ele considerou que as medidas cautelares contra Silveira representam um “desrespeito” à imunidade parlamentar.

– Vejo, no processo crime aludido ao deputado federal, um obstáculo muito sério de desrespeito à imunidade, como, por exemplo, a tornozeleira que lhe foi imposta. Não foi como pena, foi uma medida cautelar a um congressista. É difícil de conceber – avaliou, segundo informações do Metrópoles.

O ex-magistrado também expressou sua visão sobre a recuperação dos direitos políticos do ex-presidente Lula.

– Tivemos um caso de processos findos em que se aceitou a incompetência territorial do órgão julgador e se ressuscitou um candidato, quem sabe, para fazer frente a uma candidatura à reeleição. Ressuscitou-se alguém que já estava, inclusive, cumprindo pena – declarou ele.

Ele ainda reprovou falas de Lula envolvendo a classe média, a revogação da reforma trabalhista e a regulação dos meios de comunicação, proposta considerada pelo ex-ministro como “totalitária”.

– Penso que um candidato que se diz de um partido dos trabalhadores já cogitou uma marcha à ré quanto à reforma implementada. Como também cometeu um ato falho quando disse que nós, da classe média, temos mais do que merecemos. Como também cometeu um ato falho quando cogitou o controle da mídia. Como? Controlar a mídia? Só se quisermos ter no Brasil uma visão totalitária, maior do que a que se diz que pode estar a reinar no cenário hoje em dia – pontuou.

Informações Pleno News