Doria foi preterido pelo próprio partido, mas até o momento não abriu mão da pré-candidatura Imagem: Agência Brasil
Apesar de já ter encaminhado um consenso para apoiar a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) à Presidência, como representante da terceira via, o PSDB ainda não tem uma solução para o impasse criado com o ex-governador de São Paulo João Doria. O tucano renunciou ao governo paulista na expectativa de sair candidato ao Planalto, mas perdeu apoio e foi preterido na disputa pela vaga.
Nomes da cúpula do partido, consultados pelo UOL, avaliam que Doria não conseguirá impor sua candidatura com base na vitória nas prévias da sigla, realizadas em novembro do ano passado. Não se sabe, por outro lado, que alternativa pode ser oferecida ao ex-governador. Foi cogitada a ideia de que ele seja vice na chapa de Tebet, mas parte das lideranças prefere outros nomes, como o do senador Tasso Jereissati (CE).
A percepção dos políticos tucanos é que Doria ficou com pouca margem para negociar uma saída vantajosa para o impasse, especialmente após a carta aberta que enviou à cúpula, no último sábado, chamando de “tentativa de golpe” a articulação do PSDB com MDB e Cidadania pela campanha de Tebet. Após o atrito com Bruno Araújo, presidente da sigla, o isolamento de Doria se agravou.
No momento, o ex-governador contesta o resultado da pesquisa encomendada pelos três partidos, revelada na quarta-feira (18), que aponta Tebet como a melhor opção da terceira via. Uma das possibilidades de Doria é ir à Justiça para fazer valer o resultado das prévias, mas o partido não acredita neste desfecho.
Pesquisas de partidos da terceira via apontam Tebet para liderar chapaImagem: Agência Brasil
“Ele [Doria] já tinha notícia, antes de sair do governo de São Paulo, que sua situação não era mais razoável. Apesar dos esforços, sua campanha ficou travada, e agora estamos diante dessa situação. Eu acho que tem que haver conversas e busca por soluções políticas, para evitar o caminho judicial”, avalia o ex-senador José Aníbal (PSDB-SP), quadro histórico da legenda.
Em reunião na última terça, em Brasília, a Comissão Executiva do PSDB tomou a decisão de marcar uma reunião pessoal com Doria, para que vários colegas de partido falem a ele diretamente sobre os prejuízos de se manter a candidatura. Até o momento, porém, o tucano alegou motivos de agenda para evitar a reunião, que pode acontecer na próxima segunda-feira (19), em São Paulo.
“É preciso ter uma conversa franca com o Doria, para ponderar uma série de coisas. A pesquisa diz que mais de 50% dos eleitores no país não querem a polarização, o que abre espaço para uma candidatura. Mas a pesquisa indica que a terceira via precisa se unir em uma candidatura única, não adianta ter várias. Então é preciso ouvir o Doria para buscar um entendimento, uma solução conjunta”, diz o líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas (SP), que é pré-candidato ao governo do Distrito Federal.
No final da tarde de ontem, os três partidos divulgaram uma nota conjunta, afirmando que o resultado das prévias do PSDB, que elegeram Doria, esteve sempre “vinculado a uma aliança mais ampla”, e que o ex-governador tem a “compreensão de que estávamos tratando de algo maior do que uma escolha partidária”.
Atrito
Bruno Araújo, Doria e Eduardo Leite após anúncio da vitória do governador de de SP nas préviasImagem: Reprodução
Doria aparece como postulante ao Planalto desde que venceu, no final de novembro do ano passado, as prévias do PSDB para a escolha da candidatura. Em uma eleição tumultuada, marcada por hostilidades e problemas no aplicativo de votação, Doria teve o apoio de 53,99% dos filiados e derrotou o então governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Nos meses seguintes, todavia, o tucano ficou estagnado nas intenções de voto para presidente. Conforme mostra o agregador de pesquisas do UOL, ele tem oscilado entre 2% e 5% nas pesquisas e não consegue ir além do quarto lugar nas sondagens. A falta de perspectiva no crescimento de Doria levou o PSDB, já dividido, a procurar alternativas.
Desde o início do ano, os tucanos vêm buscando legendas de centro, como o MDB e o União Brasil, para tratar de uma possível aliança para as eleições. Com uma destas siglas, o Cidadania, o PSDB formará uma federação partidária, o que unirá as legendas não apenas na campanha, mas também durante os quatro anos seguintes.
As conversas com o MDB, por sua vez, já estavam avançadas no final de março, quando uma manobra de Doria aumentou as tensões. De última hora, o tucano ameaçou desistir da pré-candidatura e se manter no governo de São Paulo se não recebesse “apoio explícito” da cúpula tucana em torno de seu nome para a Presidência.
A jogada irritou parte dos aliados de Doria, que já contavam com a renúncia dele ao cargo para que o vice, Rodrigo Garcia, assumisse o Palácio dos Bandeirantes. O partido tem como prioridade a recondução de Garcia ao governo paulista. No fim das contas, Doria deixou o cargo como combinado, mas os atritos não se dissiparam desde então.
Terceira via
Assim como outros postulantes a candidato da terceira via, Doria tem sofrido com a falta de espaço entre eleitores de Jair Bolsonaro (PL). O tucano, que pediu o voto “Bolsodoria” em 2018, passou a se afastar do presidente ainda no primeiro ano de governo.
A ruptura se consolidou com a chegada da pandemia de covid-19 ao Brasil, no início de 2020. Enquanto Bolsonaro combatia as medidas de contenção do vírus, Doria adotou um tom moderado e agiu para que São Paulo começasse a fabricar vacinas antes das primeiras importações do governo federal.
Hoje, o tucano tenta conquistar um eleitorado que, em tese, segue antipetista como em 2018, mas arrependeu-se do voto em Bolsonaro. Nas pesquisas de momento, essa fatia está em disputa entre ele, Tebet e outros nomes.
Um deles, o ex-ministro Sergio Moro, vinha despontando como favorito da terceira via até o final de março, quando abandonou a pré-candidatura já acertada ao Podemos e se filiou ao União Brasil, resultado da fusão do DEM com o PSL. No momento, contudo, a legenda afirma que lançará como candidato o deputado Luciano Bivar (PE), outro antigo aliado de Bolsonaro.
Elon Musk vem ao Brasil e vai se reunir com Bolsonaro e ministros Imagem: ANDREW KELLY/REUTERS
Elon Musk, o homem mais rico do mundo, tem chegada no Brasil prevista para esta sexta-feira (20) de manhã. Na hora do almoço, ele deve se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro (PL) em um hotel no interior de São Paulo. As informações foram publicadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo e confirmadas pelo UOL.
NOTA A convite do ministro das Comunicações, Fábio Faria, o empresário @elonmusk chega ao Brasil nessa sexta-feira para tratar com o governo brasileiro sobre Conectividade e Proteção da Amazônia.
O encontro está previsto para ocorrer no hotel Fasano Boa Vista. Outros ministros e empresários foram convidados para o almoço.
Até a confirmação de Faria, a reunião era mantida em sigilo pelo Palácio do Planalto, mas já havia indícios do provável assunto do encontro entre Musk e Bolsonaro.
Em abril, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), disse no Twitter que o bilionário “demonstrou interesse em trazer a SpaceX para cá e vamos trabalhar para consolidar esse negócio”.
Além de não abrir mão dos empregos gerados na ZFM, seguimos trabalhando para atrair novos investimentos. @elonmusk demonstrou interesse em trazer a SpaceX para cá e vamos trabalhar para consolidar esse negócio. Venham conhecer a Amazônia! A Amazônia está chamando vocês.
A SpaceX fabrica sistemas aeroespaciais, transporte espacial e comunicações. Dentro da empresa, há o projeto Starlink para desenvolver satélites de baixo custo para integrar sistemas de internet.
Chefe do Poder Executivo criticou decisão do presidente do TSE de trazer 100 observadores internacionais: “Eles vão observar o quê?”
Durante a sua live semanal, Jair Bolsonaro voltou a questionar a lisura das eleições e criticou, mais uma vez, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Edson Fachin.
“Você não discutir as coisas, não pode ser aperfeiçoado? Igual às urnas. Discutir a urna é um crime. É um ato que está atentando contra o Estado Democrático de Direito, atentando contra a democracia: ‘[dizem] é golpista’”, declarou o presidente da República, ao comentar as acusações de que ele divulga notícias falsas sobre o pleito de 2022.
Ele ainda classificou como inócua a decisão de Fachin de trazer aproximadamente 100 observadores internacionais ao Brasil para monitorar as eleições. Bolsonaro tem criticado constantemente a iniciativa de Fachin de trazer órgãos da Europa e dos Estados Unidos para acompanhar o pleito de 2022.
“E aqui a gente vê uma notícia completamente inócua: o nosso ministro Fachin, diz que as eleições de 2022 podem contar com mais de 100 observadores internacionais. Podem botar um milhão de observadores aqui. Eles vão observar o quê? Eles vão ter acesso ao código fonte [das urnas]? Vão estar na sala secreta para ver como é a apuração? Qual é conhecimento deles de informática?”, disse Bolsonaro.
Gol e Azul confirmaram que voltarão a oferecer serviço a partir do primeiro dia; Na Latam, será disponibilizado em 1º de junho
Foto: Divulgação/GOL
O serviço de alimentação a bordo de aviões será liberado em voos domésticos neste domingo (22) após uma determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As companhias Gol e Azul informaram que retomarão o serviço já no domingo, enquanto a Latam voltará a oferecê-lo em 1º de junho.
Apesar da liberação do serviço de bordo, a Anvisa manteve a obrigatoriedade do uso de máscaras em aviões e áreas restritas de aeroportos. A decisão foi tomada pela diretoria da agência na última quinta-feira (12).
“É o cúmulo”, avaliou o pároco, que deixou a cerimônia logo após a assinatura dos papéis
Cerimônia ocorreu em Nova Olinda Foto: Arquivo Pessoal
Um casamento terminou de forma inesperada na Paróquia São Sebastião, em Nova Olinda, Ceará, no último sábado (14). Acontece que o padre responsável pela cerimônia, César Retrão, se desagradou com o fato de os noivos, Antônio Eliwelton Rodrigues da Silva e Brenda Jamille, terem escolhido dois cães como pajens, e encerrou a cerimônia sem conceder a bênção final.
Segundo relato de Antônio ao portal G1, após a entrada dos cachorros com as alianças, o pároco mudou de humor e classificou o ocorrido como “o cúmulo”, surpreendendo o casal. O líder religioso pediu então aos noivos e padrinhos que assinassem os papéis necessários e logo deixou a igreja, sem nem dizer o tradicional “eu vos declaro marido e mulher” e promover o aguardado beijo dos recém-casados.
– A bênção final, a parte mais esperada do casamento não aconteceu, pois ele saiu do local logo depois da gente assinar os papéis. Aí ficamos lá, constrangidos – contou Antônio, que também explicou ter pagado antecipadamente uma taxa R$ 310 pela realização da cerimônia.
Segundo o noivo, ele e sua parceira tinham pedido autorização prévia ao secretário paroquial para a entrada dos cães na igreja.
– Para evitar qualquer imprevisto perguntamos para o secretário paroquial se tinha algum problema. Ele afirmou que não tinha nenhum problema, pois o padre não iria achar inconveniente. Ficou um clima ruim demais. Na hora que os cães entraram, ele disse que era inaceitável, um cúmulo dois cachorros entrarem com alianças e estarem ali naquele ambiente – prosseguiu o noivo.
Cerimônia ocorreu em Nova Olinda Foto: Arquivo Pessoal
Contatada, a Diocese de Crato informou que promoverá uma reunião para avaliar o caso junto ao bispo e do Colégio dos Consultores e só então se pronunciará sobre o ocorrido.
INSTITUTO LILICA Os cães Scooby e Pipoca, responsáveis por levar as alianças, não são os únicos especiais na vida do casal Antônio e Brenda. Os recém-casados possuem um instituto focado em cuidar de animais desabrigados. No momento, a organização beneficia 130 cachorros e 40 gatos.
Scooby foi resgatado pelo instituto após ser atropelado e ter uma das patas feridas. Já Pipoca foi encontrada em um terreno baldio com uma doença que a deixou temporariamente cega. Ambos receberam tratamentos veterinários por vários meses e se recuperaram.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) surpreendeu a todos e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ao conceder-lhe um abraço nesta quinta-feira (19/5). Antes de cumprimentá-lo Bolsonaro faz o ministro do STF se levantar.
Enquanto ia diplomar os novos ministros do Superior Tribunal do Trabalho (TST), Bolsonaro cumprimentou Moraes com um abraço. Antes da ação, ele estava sentado ao lado do presidente do TST olhando apenas para frente. O ministro estava sentado a esquerda.
Nos últimos dias os dois estão em um verdadeiro pé de guerra relacionado, especialmente às eleições e a processos que o ministro é relator no Supremo Tribunal Federal (STF), como o das fake news.
Na segunda-feira (16/5), Bolsonaro ingressou no STF com uma notícia crime contra Alexandre de Moraes por abuso de autoridade .
“Ajuizei ação no STF contra o Ministro Alexandre de Moraes por abuso de autoridade, levando-se em conta seus sucessivos ataques à Democracia, desrespeito à Constituição e desprezo aos direitos e garantias fundamentais”, escreveu Bolsonaro.
Na quarta-feira (18/5), o prosseguimento da denúncia chegou ao fim. O ministro do Supremo Dias Toffoli afirmou que os argumentos do chefe do Executivo “não constituem crime e que não há justa causa para o prosseguimento do feito” e rejeitou a ação.
Ford anunciou ontem acordo para venda da fábrica de Taubaté para a mesma construtora que adquiriu a unidade de São Bernardo Imagem: Eduardo Knapp/Folhapress
A produção de veículos sai de cena para dar lugar a empreendimentos imobiliários. Esse é o destino desenhado para ao menos duas das quatro fábricas que a Ford mantinha em operação no Brasil.
Ontem (18), a empresa norte-americana anunciou acordo para a venda da unidade de Taubaté (SP) à Construtora São José, que em 2020 já tinha adquirido por R$ 550 milhões, em conjunto com a FRAM Capital, o terreno e as edificações da antiga sede da Ford em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo.
Desativada em 2019, a fábrica do ABC Paulista será transformada em um centro logístico, enquanto Taubaté, que fechou as portas no ano passado, deve seguir o mesmo caminho. UOL Carros conversou com especialistas para saber por que nenhuma outra montadora comprou as instalações industriais que a Ford fechou.
Segundo fontes, a alta capacidade ociosa das fábricas de veículos já instaladas no Brasil, que hoje está em torno de 50%, combinada com a desatualização e o grande porte da maioria das linhas de produção da Ford, afugentaram potenciais compradores – dentre as companhias do setor automotivo.
Vale destacar que as unidades de Camaçari (BA) e Horizonte (CE), onde era montado o jipe Troller T4, ainda não foram vendidas. Da mesma forma que Taubaté, ambas encerraram as atividades em 2021, após a Ford anunciar o término da fabricação de veículos no País para comercializar apenas modelos importados.
“As fábricas de São Bernardo do Campo e Taubaté eram muito grandes para o tamanho atual do mercado de veículos. Não faz sentido manter uma linha com produção muito inferior à sua capacidade, pois custa dinheiro mantê-la parada e a conta não fecha”, analisa Flavio Padovan, sócio da consultoria MRD Consulting e ex-executivo de montadoras como a própria Ford, além de Volkswagen e Jaguar Land Rover.
Padovan destaca que uma eventual compradora teria de gastar uma fortuna para atualizar e adaptar as instalações paulistas e, com isso, retomar a fabricação de automóveis e componentes automotivos nessas unidades.
O consultor acrescenta que o fato de a Ford ter colocado as fábricas à venda após anunciar que seriam desativadas não colaborou para atrair outras marcas de carros.
“Ativo se vende quando ainda está em uso. Depois, começa a se deteriorar e perder o valor. Dessa forma, diminuiu bastante o interesse pelas fábricas e restou vendê-las ao setor imobiliário”.
‘É possível que mais fábricas de veículos fechem’
Cassio Pagliarini, sócio da consultoria Bright Consulting e ex-diretor de Renault e Hyundai, faz coro ao colega quanto ao momento desfavorável.
“As fábricas da Ford eram grandes demais e hoje temos excesso de capacidade produtiva. No auge, o Brasil chegou a ser capaz de produzir 4,8 milhões de unidades, entre automóveis e comerciais leves. Com a parada de algumas fábricas [por falta de demanda ou de componentes], essa capacidade está em torno de 4,5 milhões, ainda muito superior aos 2,3 milhões produzidos atualmente”, diz Pagliarini.
Segundo ele, “é possível que mais fábricas fechem ou operem de forma pouco econômica” devido a essa ociosidade.
As instalações de São Bernardo chegaram a entrar na mira da Caoa, que admitiu oficialmente o interesse, mas recuou ainda no início de 2020.
Em relação à unidade de Camaçari, que é uma fábrica muito mais moderna do que as outras três, mais uma vez o entrave seriam suas avantajadas dimensões. Já a linha da Troller seria pequena demais, com o agravante de que a Ford se nega a vender a marca e os direitos para produzir o T4 – só oferta o terreno e os ativos nele instalados.
“Pode até aparecer montadora disposta a comprar a fábrica de Camaçari, mas a capacidade para fabricar até 250 mil carros por ano limita bastante os possíveis interessados”, pondera Flavio Padovan.
‘Não será shopping’
Fábrica da Ford em Taubaté (SP) produzia motores e transmissões e tinha cerca de 830 funcionários diretosImagem: Divulgação
Sócio-fundador da Construtora São José, Mauro Silvestri aguarda a conclusão do processo de venda do terreno da Ford em Taubaté, que depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e deve ser concluído no prazo de 60 a 90 dias.
O executivo revela que a empresa ainda vai bater o martelo sobre o que será construído no lugar da fábrica, que ocupa um terreno de 970 mil m².
“Faremos um diagnóstico para saber as carências e a vocação da região na área de logística e também para algum empreendimento comercial”, diz Silvestri.
Questionado, ele nega que esse empreendimento comercial será um shopping center.
“Não será shopping, já existe um ao lado do terreno. Nosso intuito também não é construir um condomínio residencial. Como em São Bernardo, avaliamos erguer em Taubaté um centro logístico, voltando às origens da nossa empresa, e, possivelmente, um hospital ou posto de saúde de pequeno porte”, afirma o executivo em entrevista a UOL Carros.
Segundo Mauro Silvestri, esse hospital seria privado e construído de acordo com a modalidade “built to suit”, na qual o imóvel é feito sob encomenda para locação, seguindo as especificações e as necessidades do futuro locatário.
“Qualquer decisão será tomada somente após o aval da prefeitura, como fazemos em todos os municípios onde temos empreendimentos. Esse hospital atenderia os futuros funcionários do centro logístico e também a população em geral”, diz o empresário.
De acordo com ele, a expectativa é de gerar cerca de 2,5 mil vagas de emprego em Taubaté, mais aproximadamente 500 postos durante a fase de construção.
Silvestri acrescenta que as instalações da Ford no Vale do Paraíba hoje contam com 130 mil m² de área construída – distribuídos em dois blocos de galpões “em excelente estado”, totalizando 105 mil m², mais outros três blocos que, somados, chegam a 25 mil m² – e necessitam de reforma.
Se a transação de Taubaté for confirmada, será o terceiro imóvel pertencente à Ford vendido à Construtora São José, que há pouco mais de dez anos inaugurou o Mooca Plaza Shopping na capital paulista, no terreno onde ficava outra fábrica da montadora norte-americana.
Centro logístico no ABC deve ficar pronto no fim de 2025
Demolição da fábrica da Ford em São Bernardo; apenas 10% das instalações originais serão aproveitadosImagem: André Paixão/Primeira Marcha
Mauro Silvestri diz, ainda, que está em análise a construção de outro hospital no terreno de São Bernardo do Campo, também na modalidade “built to suit”, porém maior. Ainda não está definido qual cliente iria operar os futuros hospitais, esclarece.
A projeção é de que o centro logístico no ABC gere 4,5 mil empregos, além de outros 500 postos durante as obras na área de 1 milhão de m².
Sócio-diretor da PIB Incorporadora, parceira da São José no empreendimento de São Bernardo do Campo, Carlos Carbone informa que a obra já tem alvará de construção emitido pela prefeitura e deve começar em julho.
“Serão seis etapas e a primeira tem conclusão prevista para meados de 2023, já com o início da locação dos respectivos galpões. A previsão é de que a sexta etapa termine no fim de 2025”.
Carbone informa, ainda, que a construção terá 480 mil m² de área e vai aproveitar cerca de 10% dos galpões originais – o restante está na etapa final de demolição.
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (19), que a punição para motoristas que se recusam a fazer o teste do bafômetro é constitucional. Hoje quem rejeita o exame recebe multa de R$ 2,9 mil e responde a um processo de suspensão da carteira de habilitação.
Os ministros também mantiveram proibida a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais. Neste ponto, o único a votar contra foi Kassio Nunes Marques.
A maioria concluiu que as políticas para coibir o consumo de álcool pelos motoristas reduziram as mortes no trânsito e devem ser integralmente mantidas. O relatório mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre segurança no trânsito, divulgado em 2018, coloca o Brasil entre os países com as legislações mais efetivas na área.
O plenário analisou em conjunto três ações que poderiam flexibilizar pontos da Lei Seca e do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). As decisões têm repercussão geral, ou seja, valem de baliza para julgamentos em todo o País.
Conheça os processos julgados:
– Recurso do Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS) para reverter uma decisão da Justiça do Estado que anulou a multa aplicada a um motociclista de Cachoeirinha (RS) que se recusou a fazer o teste de alcoolemia. O motorista alegou que não havia nenhum outro sinal de embriaguez e que a obrigatoriedade de se submeter ao teste fere o direito de não se autoincriminar;
– Ações movidas pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e pela Associação Brasileira das Empresas de Gastronomia, Hospedagem e Turismo para derrubar a proibição à comercialização de bebidas alcoólicas em rodovias federais. As entidades alegam que a restrição viola a livre concorrência.
O ministro Luiz Fux, presidente do STF, é o relator das duas ações e abriu os votos na sessão de ontem defendendo tolerância zero para o álcool no volante.
– Não há um nível seguro de alcoolemia na condução dos veículos. Assim, todo condutor de veículo que dirige tendo ingerido álcool deixa de ser considerado um motorista responsável – disse.
Para Fux, o teste do bafômetro é fundamental para desincentivar os motoristas a dirigirem após beber.
– O risco de ser fiscalizado tem uma capacidade de dissuasão, o que torna a tolerância zero ainda mais efetiva (…) O condutor possui a plena noção do que não deve fazer antes de dirigir e, se o fizer, conhece as devidas consequências. Aqui há segurança jurídica – afirmou.
Ele foi acompanhado integralmente pelos ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
Isolado na divergência, o ministro Kassio Nunes Marques concordou com a punição para motoristas que se recusam a fazer o teste de alcoolemia, mas foi contra as restrições para a venda de bebidas alcoólicas às margens das rodovias federais.
Ele disse que a medida prejudica “pequenos comércios varejistas em zonas isoladas”.
– São inúmeras e diversificadas as situações que podem gerar a realidade altamente arriscada de um indivíduo dirigir o veículo sob efeito de álcool. Ao escolher essa hipótese, ou seja, a venda de bebida as margens de rodovias federais em áreas rurais, enfatizando o lugar da venda, o legislador agiu de modo irracional e, portanto, inconstitucional, cerceando a liberdade econômica de alguns, em sua grande maioria, pequenos empresários – criticou.
Nunes Marques também afirmou que o Congresso não fundamentou devidamente a medida. Em sua avaliação, não há uma relação de causa e efeito entre entre a venda de bebida alcoólica nas rodovias federais e os acidentes de trânsito provocados pelo consumo de álcool.
– Na verdade não há qualquer tipo de estudo que tenha justificado racionalmente a medida – destacou.
O governo federal alterou para cima a previsão da inflação deste ano. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que em março era estimado em 6,55% para o ano, agora teve a previsão elevada para 7,9%. A estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu de 6,7% para 8,10%, e a do Índice Geral de Preços (IGP-DI), de 10,01% para 11,4%. A estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 1,5%. Os dados, divulgados hoje (19), são do Boletim Macro Fiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.
Para 2023, o governo federal manteve também a previsão do PIB e aumentou a da inflação. O PIB, segundo a estimativa, deverá fechar 2023 com alta de 2,5% (a mesma previsão do último boletim, divulgado em março). Já o IPCA deverá encerrar 2023 em 3,6% (a previsão de março era alta de 3,25%); o INPC, em 3,7% (3,5% era a estimativa em março); e o IGP-DI, em 4,57% (4,42%).
“A expectativa para a taxa de inflação [IPCA] aumentou de 6,55% para 7,90% em 2022 e de 3,25% para 3,60% em 2023. A partir de 2024, espera-se convergência da inflação [IPCA] para a meta de 3%. Em relação ao INPC, a projeção para 2022 elevou-se de 6,70% para 8,10%”, diz o texto do documento.
Segundo o boletim, a melhora no desempenho do PIB brasileiro tem ocorrido em razão da retomada no setor de serviços e ampliação dos investimentos, o que, de acordo com o documento, tem refletido na recuperação do mercado de trabalho. O texto destaca que o setor de serviços cresceu 1,8% no primeiro trimestre de 2022, atingindo o maior patamar desde maio de 2015.
“A estimativa de crescimento do PIB brasileiro para 2022 foi mantida em 1,5%. De 2023 em diante, as estimativas permaneceram em 2,5%. Desde março, em linha com as projeções da SPE, pode-se notar uma revisão altista das expectativas de mercado para a atividade econômica”, diz o texto.
O casamento do ex-presidente Lula (PT) com a socióloga Rosângela Silva, a Janja, em um casa de eventos na Avenida Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, não passou sem uma pitada de tom político na noite desta quarta-feira (18). Durante o evento, a canção Sem Medo de Ser Feliz, jingle eleitoral de Lula lançado no início de maio, foi apresentada em um telão.
Na lista de convidados estiveram políticos como a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, o pré-candidato a vice na chapa de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), e o deputado federal Marcelo Freixo (PSB).
Já entre os artistas e famosos, marcaram presença nomes como o cantor Gilberto Gil, as cantoras Duda Beat e Daniela Mercury, os advogados Augusto de Arruda Botelho e Cristiano Zanin Martins, a apresentadora Bela Gil e o ex-BBB Gilberto, o Gil do Vigor.
O casamento foi celebrado pelo bispo dom Angélico Sândalo Bernardino. Na cerimônia, houve apenas os votos católicos tradicionais. O cardápio teve massas e carne no bufê. A parte musical, por sua vez, foi feita por uma banda e por um DJ que tocou músicas de artistas como Ludmilla, Marina Sena, Lady Gaga, Molejo e Raça Negra.
Além dos convidados oficiais, um penetra, vestindo terno e gravata, teria participado da festa, de acordo com o site Metrópoles. Às 23h42, os seguranças tiraram o homem da casa de eventos onde a cerimônia aconteceu. Não foi informado como o penetra entrou, quanto tempo ele ficou na festa, nem quem era. Os seguranças pediram o documento dele, fizeram a checagem e o liberaram.