O Brasil registrou mais de um milhão de novas armas particulares desde que Jair Bolsonaro (PL) assumiu a Presidência, em 2019, A informações foram divulgadas pelo Uol e os dados obtidos são da Polícia Federal e do Exércit por meio daLei de Acesso à Informação (Lai).
Segundo a publicação, até novembro de 2021 havia no país um total de 2,3 milhões de armas registradas (os institutos ainda não obtiveram números de 2022). Trata-se de um aumento de 78% em relação a 2018, último ano da gestão de Michel Temer (MDB), quando havia 1,3 milhão de armas contabilizadas.
Discussão começou quando o ex-prefeito da capital mineira foi questionado pelo entrevistador conhecido como DJ Veneno sobre dívidas de suas empresas
Alexandre Kalil (PSD) discutiu com entrevistador durante entrevista no interior mineiro YouTube/Reprodução
O ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo de Minas GeraisAlexandre Kalil (PSD)discutiu ao vivo, neste sábado (4), com um entrevistador, durante transmissão feita pela TV Capelinha, da cidade de Capelinha (MG), no Vale do Jequitinhonha.
A discussão começou quando o ex-prefeito da capital mineira foi questionado pelo entrevistador conhecido como DJ Veneno sobre dívidas de suas empresas. Irritado, Kalil afirmou ter sido convidado para o programa para tratar de política.
“Você me convidou aqui para falar de política, para melhorar a vida do povo. Minha dívida ela já tinha quando eu estava na prefeitura [de Belo Horizonte]. A diferença é que eu mexi com R$ 124 bilhões. E eu continuo devendo tudo”, disse Kalil.
“A minha vida pessoal tem que ser respeitada, tenho 63 anos de idade. Estou tentando pagar minhas dívidas, sim. Devo igual a você que está me assistindo. Sempre devi. Agora, eu queria que você lesse aí uma matéria de corrupção, de Cemig, de botou a mão em dinheiro público. Então, não venha mexer com a vida de um homem honrado, de 63 anos, não. Você não tem nem idade para isso”, afirmou o ex-prefeito da capital mineira.
“Eu devo mesmo. Fui um empresário, tenho 12 empresas, rapaz, eu devo mesmo. Sou igual qualquer brasileiro. Esse país está quebrado, eu não tenho vergonha de dever, não, eu dei coisa em garantia.”
Quando questionado sobre a situação do Brasil, Kalil novamente se irritou com DJ Veneno.
“Não grite comigo, rapaz. Não grite comigo, seu irresponsável, molecote. Está querendo aparecer em cima de mim. Quem é você? Não sei nem seu nome, nunca te vi.”
Após a intervenção do apresentador do programa, DJ Veneno encerrou os questionamentos e Kalil buscou, então, explicar suas dívidas.
Posteriormente, o apresentador pediu que o foco da entrevista fosse o Vale do Jequitinhonha.
De acordo com a última pesquisa RealTime Big Data para o governo de Minas Gerais, Kalil está em segundo lugar com 29% das intenções de voto, atrás do atual governador Romeu Zema (Novo), que chega a 43%.
Confira a discussão no vídeo abaixo:
Debate
A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.
No dia da votação final da Proposta de Emenda à Constituição dos Precatórios, em 15 de dezembro de 2021, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), deu um recado com endereço certo: “É uma maneira de dizer ao Senado que a Câmara, quando assume compromissos, ela cumpre com a maior tranquilidade, sem alarde e com discussão. A oposição continua votando contra, mas a base continua maior”. Uma alfinetada direta à Casa vizinha, o Senado Federal, que nos últimos anos trava projetos e arquiva todos os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em dois anos, o responsável por ampliar a gaveta de arquivos é Rodrigo Pacheco (PSD-MG). De todos os projetos em tramitação no Senado, Oeste analisou as propostas consideradas pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) como prioritárias para 2022. No Senado, os passos para a aprovação dessas matérias são vagarosos.
De um total de 45 propostas, 11 tramitam no Senado. Até o momento, o única aprovada na Casa é a que reduz a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços dos combustíveis
O Ministério da Saúde informou neste sábado (4) que subiu para seis o número de casos suspeitos de varíola dos macacos no Brasil.
Dois casos estão em investigação em Rondônia, um em Mato Grosso do Sul, um no Ceará, um em Santa Catarina e um no Rio Grande do Sul.
No Twitter, o ministro Marcelo Queiroga disse mais cedo que não há casos confirmados no país.
“O governo federal segue reforçando a política de testagem para que possamos otimizar a confirmação diagnóstica da doença. Gostaria de trazer tranquilidade para a população brasileira, porque o governo está vigilante e atento. O Brasil está preparado para atender nossa gente.”
Líder do governo na Câmara dos Deputados também afirmou estranhar desejo de Lula em regulamentar a mídia, já que ‘os jornalistas são de ideologia de esquerda, em sua maioria’
Um dia após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter novamente defendido a regulamentação da mídia, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), falou sobre o tema, dizendo estranhar a posição do petista.
“De um modo geral, os jornalistas são de ideologia de esquerda, em sua maioria. A maioria foi forjada em universidades públicas com forte doutrinação à esquerda. A mídia dominante é pró-esquerda e tem batido muito no governo Bolsonaro, sempre criticando qualquer coisa. Tivemos essa semana notícia de recorde de empregos e 1% de PIB e o noticiário não faz nenhuma modificação, continua crítico permanente ao governo”, diz Barros.
Para o parlamentar, Lula se contradiz ao defender regulação da mídia. “Os formadores de opinião hoje, na maioria são de esquerda. Quando ele fala em regular a mídia, nosso ex-presidente não tem muito sentido. A mídia que sustenta o bolsonarismo é a rede social, por isso o empenho tão grande do TSE e do ministro Alexandre de Moraes em impor a todos medo de publicar qualquer coisa, porque, se for considerado fake news, o candidato via ser cassado”, disse Barros.
“Está claro que há um esforço muito grande dos adversários do presidente em calar as redes sociais, que são o espaço onde ele consegue divulgar as suas ideias e engajar sua campanha”, continuou o líder do governo. Barros também diz não ver possibilidade de um golpe eleitoral. Para ele, os brasileiros terão clareza na eleição.
“Nós temos visto pesquisas muito dispares. E eu tenho perguntado ao ministro Alexandre de Moraes se pesquisa errada não é fake news. Então o que é fake news? Se o candidato pode divulgar uma pesquisa cujo o resultado não bate com o da urna, isso é uma fake news legítima. Nunca houve punição a qualquer um que divulgasse uma pesquisa que não confere na abertura das urnas”, finaliza.
Chamadas duram menos de três segundos e desligam logo depois que a pessoa atende
Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou nesta sexta-feira (3) a publicação de uma medida cautelar que proíbe os robocalls — aquelas ligações telefônicas feitas por robôs que desligam logo depois que a pessoa atende. A intenção é tentar combater o telemarketing abusivo.
Na medida, a agência ordena que as operadoras bloqueiem números que façam mais de 100 mil ligações por dia, em chamadas que duram menos de 3 segundos. Esse perfil, segundo a Anatel, configura um comportamento incompatível com o de um ser humano.
As operadoras têm 30 dias para bloquear chamadas de robôs, e dez dias para enviarem à Anatel uma lista de números que fazem ligações curtas em massa. O bloqueio poderá ser suspenso se a empresa ou pessoa que faz chamadas automáticas parar com a prática.
A Anatel também estabeleceu uma multa de R$ 50 milhões às operadoras que não obedecerem à nova regra.
A medida deve ser publicada no Diário Oficial da União na próxima segunda-feira (6), quando começa a contar o prazo estipulado para as operadoras. A proibição não se aplica aos serviços de emergência e utilidade pública.
Robocalls são programas produzidos por empresas de tecnologia para realizar determinadas ordens, como ligações em massa. As chamadas que duram menos de 3 segundos, segundo a Anatel, servem apenas para confirmar linha — se você atende, o robô sabe que a linha está ativa para receber outras chamadas de telemarketing.
Muitos desses robocalls usam números de telefone “piratas”, que não são atribuídos a um CPF ou CNPJ. A medida cautelar da Anatel também ordena que as operadoras bloqueiem chamadas desses números sem identificação.
É razoável imaginar que, com o aumento do preço dos combustíveis, muitas pessoas deixem de se deslocar de carro e recorram ao transporte público. Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) resolveram investigar a questão de forma mais aprofundada e criaram modelos matemáticos que permitiram provar essa relação com base na realidade de Curitiba.
Segundo os cálculos dos pesquisadores, os ônibus de trânsito rápido (BRT) da capital paranaense lidam com um aumento de 5 mil passageiros mensais cada vez que o litro da gasolina sobe R$ 0,10.
As conclusões foram publicados na revista Sustainability, referência internacional em pesquisas interdisciplinares sobre sustentabilidade ambiental, cultural, econômica e social. O estudo reuniu informações relativas a um intervalo de dez anos. Dois modelos matemáticos foram criados e aplicados para analisar as variações no preço dos combustíveis, nas tarifas do transporte público, no número de passageiros e no volume de veículos nas ruas entre janeiro de 2010 e dezembro de 2019.
Segundo o pesquisador Luis André Wernecke Fumagalli, do Grupo de Pesquisas em Cidade Digital Estratégica da PUC-PR e um dos autores do estudo, as pessoas levam em conta diversos fatores quando definem como vão se deslocar. Entre os fatores, estão a duração da viagem, a segurança e o conforto. O custo também exerce influência determinante. “Se os preços do combustível e da tarifa do transporte público ficarem estáveis, a tendência é que as pessoas mantenham sua opção.”
As variações no número de passageiros foram apuradas a partir do histórico das seis linhas do BRT de Curitiba, que cruzam e conectam a capital paranaense em várias direções e representam quase 30% do total de usuários transportados diariamente na cidade.
O estudo revela que cada carro na rua representa, em média, 25 passagens a menos vendidas no transporte público da capital paranaense. Fumagalli observa que muitas pessoas fazem sua escolha conforme a situação de momento. “O proprietário não vende o carro e começa a andar de ônibus. Ele deixa na garagem. E aí, quando ele volta a achar que vale mais a pena usar o carro, ele para de se locomover por transporte público.”
Esse cenário, no entanto, geralmente não ocorre com o motociclista. De acordo com Fumagalli, aqueles que adquirem uma motocicleta tendem a não voltar a usar o transporte público. Diante desse movimento, o volume de motocicletas nas ruas vem aumentando consideravelmente.
“Em Curitiba, isso se observa no dia a dia o tempo inteiro”, afirma Fumagalli.
Gestão estratégica
Obter conclusões que contribuam para pensar uma gestão estratégica da cidade foi uma das principais preocupações dos pesquisadores. Para Fumagalli, a partir dos dados levantados, é possível discutir melhores práticas para a administração pública, envolvendo, por exemplo, a alocação de recursos.
“O município precisa investir no transporte público, na estrutura viária, na gestão do trânsito para acomodar, por exemplo, as motocicletas. Com maior número de motocicletas nas ruas, normalmente, ocorrem mais acidentes. No caso do transporte público, o número de passageiros é cada vez menor. E o serviço precisa ser viável economicamente”, observa o pesquisador.
Ele ressalta que não se pode imaginar que tirar pessoas dos ônibus é bom. “Com menos passageiros, a passagem vai precisar ser mais cara para manter o funcionamento [do transporte público. E carro demais também é problema, porque passa a ter muito engarrafamento.”
Um dos desafios dos municípios é avaliar como o aumento do preço dos combustíveis impacta na sustentabilidade do transporte público. Isso porque o serviço passa a ter simultaneamente mais despesas, para abastecer os veículos, e maior arrecadação, com o aumento do número de passageiros que passam a deixar o carro na garagem. Para os pesquisadores, não é possível fazer generalizações, já que cada cidade lida de forma diferente com o sistema de transporte público. Ainda que a operação seja realizada por concessionárias privadas na maioria das grandes cidades, muitas vezes, elas recebem subsídios municipais.
“Em Curitiba, quando o preço do combustível sobe, há uma compensação feita pela prefeitura. Eventualmente, alguns aumentos acabam sendo repassados para o usuário nos reajustes da tarifa, mas não é algo linear”, pontua Fumagalli. Segundo o pesquisador, a série histórica das tarifas revela que estas não acompanham a frequência de aumentos do preço dos combustíveis.
Para permitir o aprofundamento das análises, o estudo terá continuidade. A próxima etapa pretende incluir as bicicletas na equação.
De acordo com Fumagalli, a bicicleta é uma solução ecológica e sustentável do ponto de vista ambiental, mas a ampliação das ciclovias pode acabar gerando impactos sociais e econômicos, se resultar, por exemplo, na subtração de passageiros de ônibus. “O desafio de gerenciamento é encontrar uma união ótima entre o ônibus, o carro, a bicicleta, que se complementam”, conclui.
Viralizou nesta quinta- feira (2) um vídeo em que o ministro Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), aparece sendo hostilizando por um homem nos EUA. Barroso está em Harvard neste momento para palestras. Apesar da coincidência, não se sabe a data do vídeo.
Presidente Bolsonaro também reforçou pautas ideológicas como aborto, ideologia de gênero e armamento
O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar indiretamente ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante discurso em Umuarama (PR) nesta sexta-feira (3/6), o chefe do Executivo falou em problemas internos no Brasil e chamou apoiadores à guerra contra o que chamou de “ladrões que querem roubar nossa liberdade”. A declaração ocorreu durante visita a trecho da Estrada Boiadeira (BR-487).
“Como se não bastassem os problemas no país, nós todos aqui temos problemas internos no Brasil. Hoje, temos não mais os ladrões de dinheiro do passado. Surgiu uma nova classe de ladrão, que são aqueles que querem roubar a nossa liberdade. Eu peço que vocês cada vez mais se interessem por esse assunto. Se precisar, iremos à guerra. Mas eu quero um povo ao meu lado consciente do que está fazendo e de por quem está lutando”, bradou.
Bolsonaro disse ainda que não cabe às Forças Armadas e à população defender o país. “Temos que nos informar e nos preparar”, afirmou.
“Nós todos aqui não podemos chegar lá na frente 2023, 24, 25, ver a situação que se encontra o Brasil e falar: ‘O que nós não fizemos em 2022 para que nossa Pátria chegasse à situação que se encontra?’ Todos nós temos um compromisso com o nosso Brasil, não apenas os militares que fizeram o juramento de defender a Pátria com sacrifício da própria vida. Todos nós temos que nos informar e nos preparar. Porque não podemos deixar que o Brasil siga o caminho de alguns outros países aqui na América do Sul”, afirmou, citando a Venezuela e a Argentina.
“Creio que vocês bem sabem do que estou falando. É a verdade. Até pouco tempo, o povo brasileiro não estava acostumado a ouvir a verdade. Eu não digo o que vocês querem ouvir, eu digo o que vocês devem ouvir”, continuou, sendo ovacionado por apoiadores.
O pré-candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a falar em regulação da mídia. Ele discursou na última quinta-feira, 2, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, onde esteve reunido com o setor da Cultura do Estado.
O ex-presidente defendeu a transmissão de shows regionais nas televisões locais e afirmou que o Brasil deveria criar condições para que todas as artes tenham chance na vida. Lula falou que o povo precisa apenas saber, assistir e ouvir para começar a gostar de determinadas expressões artísticas, citando a regulação da mídia.
“Você vê que toda vez que a gente fala em regular os meios de comunicação, fica uma indústria de meteoros contra a gente. Mas veja um negócio: se cada Estado fizesse uma televisão com pelo menos com a obrigação de ter quatro horas de produção estadual, não apenas aquela meia hora do noticiário, meia hora de manhã, meia hora à noite, meia hora à tarde…”, comentou Lula.
O pré-candidato citou que outros eventos, como o Carnaval, não são escolhidos pelas emissoras por meio de licitação. Ao levantar a ideia da regulação da mídia, Lula previu que enfrentaria críticas e ressaltou:
“É preciso fazer muito debate. Eu estou falando isso e, amanhã, vocês vão ver na internet uma carga de porrada que eu vou tomar. Uma carga. Mas acho que alguém tem que falar. Mais porrada do que eu já tomei? E estou aqui vivo”.
Lula vem falando da regulação da mídia nas últimas semanas, desejo antigo do Partido dos Trabalhadores. Nenhum outro pré-candidato ao Planalto é favorável à proposta.