Líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou, nesta terça-feira (28), o requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades no Ministério da Educação, relacionadas ao chamado “gabinete paralelo do MEC”.
“Acabamos de protocolar o requerimento de instalação da CPI do MEC. Isso acontece diante de várias denúncias de corrupção, desvios de recursos e interferências do Governo Federal no Ministério da Educação, que têm causado diversos prejuízos à população brasileira”, informou o parlamentar, por meio das redes sociais.
Em meio a acusações de interferência do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Polícia Federal, Randolfe afirmou que a CPI dará à PF e ao Ministério Público “a tranquilidade de fazer a investigação sem nenhum tipo de interferência política”. “Vamos passar a limpo toda a corrupção desse governo e proteger o dinheiro público!”, concluiu o senador, que foi vice-presidente da CPI da Pandemia.
A reunião de assinaturas para protocolar o pedido para abertura da CPI do MEC ganhou força após a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro e dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, que foram soltos em seguida. Durante as investigações, a PF apura suspeitas de interferência de Bolsonaro, que telefonou para Ribeiro e disse ter um “pressentimento” de que ele poderia ser alvo de busca e apreensão.
Após uma primeira tentativa sem êxito em abril e o recente empenho da base do governo – incluindo o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente – para barrar a Comissão Parlamentar de Inquérito, agora Randolfe Rodrigues conseguiu colher 29 assinaturas das 27 mínimas necessárias para a instalação. Cabe, então, o posicionamento do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para iniciar a CPI.
Apesar de avaliar que o calendário eleitoral atrapalhe as investigações, Pacheco disse a interlocutores na segunda-feira (27) que vai ler o requerimento e instalar a Comissão Parlamentar caso o pedido cumpra os requisitos legais.
A advogada de 28 anos foi morta, na madrugada deste domingo (26), enquanto tentava apartar a briga de um casal e impedir um caso de violência doméstica, no município de Bagé, no Rio Grande do Sul. De acordo com informações da RBS TV, ela foi ferida com seu próprio revólver de calibre .38, após o homem conseguir desarmá-la e usar o objeto contra ela.
A discussão teve início diante da casa da advogada, que se chamava Ana Laura Borralho Borba. Segundo o boletim de ocorrência, Ana Laura e mais outras duas pessoas decidiram tentar interromper a briga, mas o homem teria se irritado e as atacado.
A advogada, então, teria retornado para dentro de casa e pegado seu revólver. O homem, porém, conseguiu desarmar Ana Laura em meio à briga, e disparou cinco tiros contra o grupo. Ana Laura foi atingida por um dos disparos e não resistiu.
O homem foi preso em flagrante e levado à Delegacia da Mulher de Bagé. Um inquérito foi instaurado na Deam (Delegacia da Mulher de Bagé). Ele está na fase da oitiva de testemunhas e aguarda por laudos periciais.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Bagé emitiu uma nota de pesar em razão do caso.
– Manifestamos o mais profundo sentimento de consternação pelo falecimento da colega advogada Ana Laura Borba, que sucumbiu no cumprimento do seu dever de cidadã em defesa de uma mulher vítima de violência doméstica. Nossa Subseção se solidariza com o sofrimento dos familiares e amigos, diante desta perda irreparável para toda a sociedade – destacou o órgão.
Em evento nessa segunda-feira (27), Paulo Guedes afirmou que Joe Biden está seguindo a “trilha” de Jair Bolsonaro na gestão da economia.
“Os senhores estão vendo o presidente dos EUA seguindo a trilha do nosso presidente. Pedindo a redução dos impostos federais primeiro e pedindo aos estados que também reduzam os impostos estaduais”, disse o ministro da Economia, ao lado do presidente.
“E ainda vão mandar para o Congresso. Nós já mandamos, já foi julgado, já foi aprovado no Congresso e estamos agora na instância final, lá com o Supremo”, prosseguiu Guedes. “Então nós estamos à frente deles também na política monetária. Estamos à frente deles no ajuste fiscal”, acrescentou.
Bolsonaro respondeu: “Tem o JB brasileiro e o JB norte-americano. O norte-americano, há poucas semanas, mandou alguém da ONU conversar com o [Vladimir] Putin sobre fertilizantes. O JB brasileiro mandou quatro meses atrás”, disse o presidente.
Começam hoje (28) as inscrições para o segundo processo seletivo de 2022 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os candidatos às vagas que serão oferecidas pelas instituições públicas de ensino superior deverão ficar atentos porque o prazo é curto, e terminará no dia 1º de julho.
A consulta para as vagas neste segundo processo seletivo teve início no dia 15, por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Para acessá-lo, clique aqui.
Por meio da consulta, é possível visualizar as vagas ofertadas por modalidade de concorrência, cursos e turnos, instituições e localização dos cursos. Também é possível acessar a íntegra do documento de adesão de cada uma das instituições que aderiram ao Sisu.
O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação (MEC) no qual as instituições públicas de educação superior, sejam elas federais, estaduais ou municipais, oferecem vagas a serem disputadas por candidatos inscritos em cada edição da seleção.
Exigência
Para participar do Sisu será exigido do candidato que tenha realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição de 2021, obtido nota superior a zero na prova de redação e não tenha participado do Enem na condição de treineiro.
O resultado do processo seletivo será divulgado no dia 6 de julho. A matrícula ou registro acadêmico devem ser feitos de 13 a 18 de julho. Já o prazo para os interessados manifestarem interesse em participar da lista de espera será de 6 a 18 de julho.
Os candidatos são selecionados para as opções de cursos indicados no ato de inscrição, de acordo com a melhor classificação de nota obtida na edição mais recente do Enem, que, nesta edição, será a de 2021.
O presidente Jair Bolsonaro falou, neste domingo (26), sobre a conversa que teve com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o jantar promovido pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na última quarta-feira (22). Em entrevista ao programa 4 por 4, no YouTube, Bolsonaro afirmou que a conversa durou cerca de cinco minutos e que foi Moraes quem falou durante a maior parte do tempo. O chefe do Executivo disse ainda que propôs que os dois conversassem por mais tempo em outra ocasião.
– Ele falou 90% do tempo, e eu falei 10%. Mais ou menos uns cinco minutos de conversa. E eu falei para ele para conversarmos na semana com mais tempo e pode ser em qualquer lugar – disse Bolsonaro.
O presidente também declarou que seu objetivo é chegar a um entendimento com Moraes e que, pelo que conseguiu captar da conversa, o ministro do STF não consegue entendê-lo.
– [O objetivo da conversa é] ver se a gente chega em um entendimento. [É] ver se eu consigo entendê-lo e ele me entender também, porque, [pelo] que ele falou ali, ele não me entende – apontou.
Bolsonaro ainda afirmou que busca o “diálogo, respeito à Constituição e liberdade” no Brasil e reforçou que tem feito “o que é possível para que haja conciliação” entre os Poderes da República.
– Eu quero é o diálogo, o respeito à Constituição, à liberdade, é partirmos para uma normalidade no Brasil. Se é possível, eu não sei. Eu tenho tentado fazer tudo o que é possível para que haja conciliação – concluiu.
Presidente confirmou a escolha pelo nome do general e elogiou a atuação dele no governo
Presidente Jair Bolsonaro e o general Walter Braga Netto Foto: Clauber Cleber Caetano/PR
O presidente Jair Bolsonaro declarou, na noite deste domingo (26), que irá anunciar o ex-ministro Walter Braga Netto como candidato a vice pela sua chapa presidencial “nos próximos dias”. Ao confirmar a opção pelo general, o chefe do Executivo também elogiou outros nomes que chegaram a ser cotados para a função, como a ex-ministra Tereza Cristina e o ministro Augusto Heleno.
– Pretendo anunciar nos próximos dias o general Braga Neto como vice. Temos outros excelentes nomes como a Tereza Cristina. O general Heleno quase foi meu vice lá atrás, entre tantos nomes de pessoas maravilhosas, fantásticas que vinham sendo trabalhados ao longo do tempo – afirmou.
Ao falar sobre Braga Netto, Bolsonaro elogiou a atuação do general nas Forças Armadas, lembrando seus 45 anos de serviço na caserna e as passagens do general pela intervenção na segurança do Rio de Janeiro e no governo.
– [Braga Netto] foi interventor por um ano aproximadamente no Rio de Janeiro, veio para o nosso governo, pegou a difícil missão da Casa Civil durante a pandemia, foi para o Ministério da Defesa e se desincompatibilizou para poder ficar livre aí para disputar um cargo eletivo. Então, é uma pessoa que eu admiro muito – completou.
Cantora reclamou de manifestações políticas realizadas durante apresentação em Salvador
Elba Ramalho interrompeu show durante gritos pró-Lula Foto: Reprodução/Twitter
Durante um show realizado neste domingo (26) em uma festa de São João na cidade de Salvador, na Bahia, a cantora Elba Ramalho repreendeu parte do público por causa de gritos de cunho político entoados durante sua apresentação.
Gente? Elba Ramalho fala que não vai fazer política em seu show em Salvador após multidão cantar “Olê Olá Lulá”. pic.twitter.com/1ayc0W7mRg
Enquanto a artista falava da pandemia de Covid-19e se preparava para apresentar um clipe sobre o assunto, uma parte da plateia começou a gritar contra o presidente Jair Bolsonaro e a favor do ex-presidente Lula. Elba então disse que sua apresentação não era “um comício”.
– Isso é um show de São João, não é um comício – declarou.
Enquanto os gritos continuavam, Elba Ramalho declarou: “A plateia está se manifestando. Como a gente vive em um país democrático, tem que deixar. Cada um tem o presidente que merece”. Após o público interromper os gritos, a artista continuou com o show.
Na última sexta-feira (24), a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou, por seis votos a três, a regra que liberava o direito ao aborto legal no país. A medida reverte a histórica decisão Roe versus Wade, de 1973, e determina que, a partir de agora, não há mais um direito constitucional federal ao aborto no território norte-americano.
A ex-ministra da Família do Ministério dos Direitos Humanos, Damares Alves, usou as redes sociais neste domingo (26) para celebrar a decisão e para destacar nomes que estão entre os signatários de uma petição aceita pela Suprema Corte dos EUA.
Entre os nomes citados por Damares estão os da secretária da Pasta, Angela Gandra Martins. Além dela, outros 18 brasileiros assinam a petição, incluindo o jurista Ives Gandra.
– Que notícia maravilhosa! Dr. Ives Gandra, Dra. Angela Gandra, Dr. Thiago Rafael Vieira, Dr. Jean Marques Regina e outros 15 juristas brasileiros foram parte importante para que a política pública de morte que já perdurava nos EUA, há 50 anos, fosse derrubada – escreveu Damares, no Instagram.
A defesa do procurador Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, preso na última quinta-feira (23) após espancar a procuradora-geral de Registro, no interior de São Paulo, Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39, alega que o homem sofre com “problemas de ordem psiquiátrica”, que a condição era de conhecimento dos colegas de trabalho e que a situação o levou a pedir exoneração do cargo.
O advogado de Demétrius, Marcos Modesto, disse que as agressões da última segunda-feira (20), que foram filmadas e repercutiram nacionalmente, são sinais de um “novo episódio psicótico” do procurador, a quem defende o encaminhamento para tratamento médico adequado.
O advogado ressaltou que não são justificáveis as agressões, mas reforçou que o procurador já havia tido um “quadro psicótico” em 2020, que, inclusive, o motivou a pedir exoneração [demissão da função pública] e o manteve longe do cargo por sete meses, até conseguir retomá-lo por decisão judicial.
Na ocasião, segundo Modesto, Demétrius teve comprovados os quadros de “surtos psicóticos e delírios persecutórios”. Com base no histórico médico do agressor, portanto, o advogado diz acreditar que Demétrius “lamentavelmente veio a cometer os atos de lesão corporal que merecem o absoluto repúdio da sociedade”.
O advogado de defesa do procurador aponta, ainda, que “em virtude de seu quadro de saúde mental, fragilizado devido a problemas de ordem pessoal, às pressões naturais do cargo, bem como à animosidade que sentia em seu ambiente de trabalho, ele solicitou mudança de setor, e esse pedido não foi atendido por seus superiores hierárquicos”.
Modesto acredita, portanto, que, assim como no primeiro surto, em 2020, Demétrius agiu com “falta de consciência de seus atos”. O defensor disse ainda que a agressão não foi por misoginia ou em discriminação a mulher, mas “em decorrência da deterioração de sua saúde mental, a qual merece e deve ser tratada, e não ser ainda mais prejudicada”.
Atestado de saúde ocupacional
Um documento assinado por um médico do trabalho em 9 de dezembro de 2020, que considera Demétrius inapto a dar sequência às atividades na Procuradoria Geral de Registro, tinha anexado um laudo com uma avaliação da médica psiquiátrica Roberta Airoldi, com a data do dia anterior.
Após avaliar o procurador a profissional apontou que Demétrius, à época, apresentava: “sintomas sugestivos de transtorno de estresse pós-traumático e episódio agudo de paranoia, que teve remissão após uso de medicação adequada. Após o episódio de estresse agudo, apresentou amnésia lacunar [perda de memória repentina e transitória], por aproximadamente 24 horas e delírios persecutórios. Neste momento, não apresenta-se capaz de tomar decisão sobre sua exoneração, que deve ser imediatamente adiada”.
A médica, por fim, sugeriu que o Procurador fosse afastado das atividades por 15 dias.
Exonerado e retorno ao cargo
A Prefeitura de Registro confirmou que antes de o procurador Demétrius espancar a chefe e procuradora-geral, ele havia pedido exoneração do cargo e deixado as funções em 25 de novembro de 2020 devido a problemas de relacionamento com as colegas. Ele ficou afastado por mais de sete meses.
Segundo a administração, além de relatar dificuldades no convívio com a equipe da procuradoria, Demétrius teria dito que sofria assédio moral da chefe na época.
Ainda segundo a prefeitura, o procurador retornou ao cargo por decisão da Justiça no dia 28 de junho de 2021.
O procurador seguiu em exercício até segunda-feira (20), dia em que agrediu Gabriela. Na terça (21), a Prefeitura de Registro determinou no Diário Oficial a suspensão preventiva de Macedo e, na quarta (22), a Justiça decretou a prisão preventiva do procurador, que foi preso na do dia seguinte.
Macedo passou por audiência de custódia na quinta (23). Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) alegou que diante dos elementos apresentados no processo, não foi verificada ilegalidade no cumprimento do mandado de prisão do acusado. Por isso, ele seguirá preso.
Claudio Castanho, pai da atriz Klara Castanho, se manifestou, de forma singela, após a filha revelar que teve um bebê fruto de um estupro que sofrera e o entregou para doção. Por meio do stories em seu perfil no Instagram, Claudio demonstrou apoio à decisão da ex-atriz mirim.
– Estarei com vocês até o fim da minha vida! – escreveu em uma foto na qual ele está na praia com Klara e o filho mais novo.
Klara Castanho se viu no olho do furacão neste fim de semana, após Antonia Fontenelle falar sobre seu caso – sem citar seu nome – levando internautas a especulações, colocando o nome da atriz nos treding topics do Twitter.
Fontenelle chegou a dizer que o colunista Leo Dias, do site Metrópoles, havia descoberto a história. Klara Castanho teria pedido ao colunista para não revelar o caso. Na noite deste sábado (25), a atriz acabou fazendo a revelação, por meio de uma carta aberta nas redes sociais.