Contra a classe média poder ter benefícios, o petista Lula se hospedou na melhor suíte presidencial do hotel Meliá de Brasília nos dois dias que passou na capital federal nesta semana, fazendo contatos políticos e participando de eventos públicos, informa o Estadão.
A suíte tem 183 metros quadrados e é reservada na internet por uma diária de R$ 6 mil. O espaço tem dois quartos, duas salas, uma cozinha completa, dois banheiros, um lavabo, dois halls e uma sala de jantar para oito pessoas. Segundo o Meliá, ela é destinada a hóspedes que irão se “sentir especiais” em Brasília.
Segundo o Estadão, a mulher de Lula, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, se hospedou com o ex-presidente, e a conta do hotel deve sair do fundo partidário.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), fez uma dura revelação sobre o ”apagão” que aconteceu na última terça-feira (12), durante votação da PEC dos Benefícios.
A Polícia Federal foi até a Casa Legislativa e investiga se houve interferência da oposição para tentar atrapalhar a votação da PEC.
Presidente contou a apoiadores que recebeu na Câmara o guarda municipal e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, assassinado no último sábado
Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, nesta quarta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro (PL) contou que, em 2017, teve encontro com o petista Marcelo Arruda, guarda municipal assassinado por Jorge Guaranho, policial penal, no último sábado (9).
Bolsonaro dá a entender na conversa que chegou a atender um pedido feito por Arruda, que na época atuava como diretor do Sindicato de Servidores Públicos de Foz do Iguaçu, no Paraná, votando favorável à reivindicação do petista na Câmara dos Deputados.
“Por coincidência, resgatamos uma foto agora, de 2017, eu com o irmão deles que morreu”, disse, referindo-se aos irmãos de Arruda, José e Luiz, com quem conversou na terça-feira (12).
A foto foi divulgada na segunda-feira (11) por Tony Cleverson Correa, colega de Marcelo Arruda e que era presidente da Associação dos Guardas Municipais de Foz do Iguaçu. Em entrevista para a Folha de S. Paulo, Correa contou que ele e Arruda vieram a Brasília na época em que se debatia no Congresso Nacional a reforma da Previdência. Eles queriam reivindicar a inclusão dos guardas municipais na reforma da aposentadoria policial.
Apesar de Facebook liderar seguido por Instagram e YouTube, poder do Twitter de estabelecer debates deve ser considerado, dizem especialistas
A edição 2022 da pesquisa “A cara da democracia” perguntou sobre o consumo de informações sobre política nas redes sociais, e o Facebook, apesar de outras redes sociais fazerem muito barulho nos debates sobre o tema, lidera de longe nas repostas dos entrevistados: 33%. Segundo dados da sondagem analisados pelo Pulso, mais de três quartos dos entrevistados usam as redes para se informar sobre o tema.
Enquanto o Facebook foi citado por um terço dos entrevistados como sua principal rede usada para se informar sobre política, a plataforma é seguida pelo Instagram (16%, que é do mesmo grupo, a Meta), por YouTube (12%) e WhatsApp (10%, também da Meta), empatados no limite da margem de erro. O Twitter, amplamente usado por políticos e por meios de comunicação, acumula somente 3% das citações, ligeiramente à frente de TikTok e Telegram. No cenário geral, 22% disseram ter nas redes sociais seu principal meio de informação sobre política — atrás apenas do noticiário de televisão, que acumula 38% das preferências.
A quantidade de pessoas que citou ter preferência por consumir informações sobre política em alguma das redes sociais apresentadas soma 76% dos entrevistados (a pergunta de múltipla escolha só permitia uma resposta). Dentre estes entrevistados, 63% citaram ainda ter ao menos uma segunda rede preferida para este fim. Enquanto isso, 21% disseram não ter redes sociais ou não usá-las de modo algum para se informar sobre política.
A política nas redes sociais, segundo a pesquisa ‘A cara da democracia’ — Foto: Arte / O Globo
Informação sobre política nas redes vai muito além de qual delas é mais usada
Algumas redes que são frequentemente utilizadas no debate público por cidadãos e políticos, como Twitter e Telegram, foram pouco citadas pelos entrevistados como sendo de sua preferência para consumir informações sobre política. No entanto, especialistas indicam que esta relação é muito mais complexa do que uma escolha de A ou B, e que é mais importante entender como a internet funciona de forma dinâmica, capaz de criar formas muito difusas de influência.
O caso do Twitter é um exemplo que chama a atenção. Mesmo que citado por somente 3% como sua principal rede usada para consumir política, é usado por toda gama de políticos para se comunicar com eleitores e cidadãos de forma geral. Segundo especialistas do tema, é considerado inclusive uma rede com alta capacidade de “agendamento” (ou seja, potencial de moldar coberturas jornalísticas).
— As plataformas têm diferentes funções e diferentes audiências. O Twitter tem outras funções importantes. Uma delas é a capacidade de agendamento da imprensa. Outra é a possibilidade de entrar em discussão direta com atores políticos, gerando assim uma visibilidade que não é possível em outras redes sociais — explica Marisa von Bülow, professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), sobre as diferentes possibilidades de interação dentro da rede. — No caso do Twitter, pesa bastante o fato de terem forte presença ali os políticos, jornalistas e acadêmicos, com os quais é possível pelo menos tentar interagir diretamente.
Segundo a especialista, outro exemplo da importância de se olhar para esse dinâmico ecossistema de redes (para além de plataforma A ou B) inclui o fato de que informações fluem facilmente de uma rede para outras. Inclusive, em grande parte das vezes isto já vem sendo feito de forma coordenada, e não apenas espontânea.
O médico Giovanni Quintella Bezerra foi isolado, longe de outros detentos, em uma cela da galeria F da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8. Segundo uma reportagem do g1, ele seguirá isolado e sem previsão de contato com os outros presos por medida de segurança.
Ainda de acordo com a reportagem, a cela tem 36 metros quadrados – seis metros de largura por seis metros de profundidade. Ela foi projetada para mais de uma pessoa mas, por precaução, Giovanni ficará sozinho. A unidade é destinada, principalmente, aos detentos com ensino superior.
A TV Globo mostrou que, após ter a prisão em flagrante convertida em preventiva, quando o suspeito chegou ao local, detentos começaram a sacudir as grades, vaiar e xingar o anestesista.
O preso é investigado pelo estupro filmado de uma mulher na mesa de parto e outros cinco possíveis crimes semelhantes cometidos nas unidades em que trabalhou, entre elas o Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti.
Tendo como foco os municípios que fazem parte da Região Metropolitana de Feira de Santana, o pré-candidato a deputado federal Zé Chico (UB – foto ilustração) tem o projeto de criar um Centro Industrial Metropolitano. Lamentando o fechamento do Centro Industrial do Subaé, Zé Chico acredita que é preciso ir além. “Implantar um Centro Industrial Metropolitano é fundamental, um projeto que vai criar mais empregos, mais oportunidades para os jovens que se formam, mais opções de novos cursos técnicos, mais vendas para os produtores rurais, mais cargas para empresas ou profissionais autônomos de transporte”, avalia. O pré-candidato ressalta que núcleos estarão distribuídos entre as cidades que fazem parte da Região Metropolitana de Feira de Santana, “avançando todo o potencial e chegando a mais pessoas”, conforme salienta.
A Câmara dos Deputados espera aprovar, nesta quarta-feira (12/7), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que turbina auxílios e programas sociais, e cria novos benefícios a serem pagos este ano, em razão de um estado de excepcionalidade provocado pela escalada da inflação e pela crise nos preços de combustíveis.
A matéria já recebeu a aprovação dos deputados em um primeiro turno de votação. É necessário, porém, que a PEC seja submetida a um segundo turno de deliberação para, enfim, ir à sanção.
A PEC dos Auxílios, um dos vários nomes que recebeu ao longo de sua tramitação no Congresso Nacional, tem custo estimado de R$ 41,25 bilhões, que serão despendidos na forma de gastos extraordinários, fora do limite previsto pelo teto de gastos públicos.
Todas as propostas previstas na PEC tem caráter temporário e limitado ao exercício deste ano. Ou seja, os benefícios previstos por ela só terão validade até dezembro.
Veja os benefícios previstos na PEC:
Auxílio Brasil de R$ 600 (o benefício atual é de R$ 400 e a proposta prevê aumento de R$ 200);
Vale-gás no valor de um botijão por bimestre;
Auxílio financeiro de R$ 1 mil para caminhoneiros autônomos de carga;
Auxílio financeiro para motoristas de táxi (valor ainda não definido).
A PEC ainda se propõe a zerar a fila de beneficiários que ainda aguardam a inclusão no programa social.
A União também tem o intuito de ressarcir estados que aderirem à gratuidade para idosos nas passagens de transporte público.
Presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) Imagem: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que vai pedir à Polícia Federal (PF) e ao Ministério da Justiça que apurem a queda de internet na Casa nesta terça-feira, 12. O problema técnico gerou insegurança sobre a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) “Kamikaze”, que concede uma série de benefícios sociais às vésperas da eleição e decreta estado de emergência nacional.
“A apuração será rigorosa e dura com essa coincidência na Câmara dos Deputados”, disse Lira. Segundo o presidente da Câmara, dois servidores de internet caíram ou “foram cortados” ao mesmo tempo. Na visão dele, o problema tecnológico é “grave” e “não é usual”. Mesmo assim, após uma força-tarefa do governo para mobilizar a base e estratégias de Lira no plenário, a PEC foi aprovada em primeiro turno.
O líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ), chegou a falar em “fraude” e “ataque à democracia”, mas Lira negou que a votação no painel do plenário tenha sido fraudada.
Em nota, a Câmara classificou o ocorrido como “grave”: “A área técnica da Câmara dos Deputados verificou instabilidade no sistema de votação remota a partir das 19 horas. A situação se agravou rapidamente, suspendendo qualquer possibilidade de votação à distância, inclusive com a queda da rede wi-fi. Foram interrompidos simultaneamente os dois links de Internet, fornecidos por empresas distintas. Trata-se de uma ocorrência grave e sem precedentes. Para assegurar que todos os deputados exerçam seu legítimo direito de voto, foi suspensa a sessão e determinada a investigação imediata das causas e responsabilidades da pane do sistema”.
Emendas somam R$ 16,5 bi no Orçamento de 2022, mas podem chegar a R$ 19 bi no ano que vem.
A sessão do Congresso Nacional desta terça-feira (12) terminou com a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023, além da aprovação de Projetos de Lei do Congresso (PLN) referentes a créditos suplementares. A LDO determina as metas e prioridades para os gastos públicos e oferece os parâmetros para elaboração do projeto de lei orçamentária do ano que vem. Sua votação era necessária até o dia 17 de julho, para possibilitar que os parlamentares entrassem em recesso no dia 18 em caráter oficial.
O texto-base do projeto de lei da LDO foi aprovado com 324 votos a favor contra 110, na Câmara dos Deputados, e 46 votos a favor contra 23, no Senado Federal. O projeto apresentado pelo governo prevê que no próximo ano as contas públicas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) deverão fechar 2022 com déficit primário de até R$ 65,91 bilhões e estabelece salário mínimo de R$ 1.294 para o ano que vem.
O principal ponto da LDO aprovada hoje diz respeito à execução das chamadas emendas do relator-geral do Orçamento (RP9), que somam R$ 16,5 bilhões no Orçamento deste ano, mas podem chegar a R$ 19 bilhões no ano que vem. Inicialmente, o projeto trazia a obrigatoriedade da execução dessas emendas, mas desde a sessão de segunda (11), várias críticas a essa obrigatoriedade fizeram o relator, senador Marcos Do Val (Podemos-ES), mudar de ideia. “Então, eu estou suprimindo, de pronto, o art. 81-A, do parecer da Comissão, relativo à impositividade da RP-9”, declarou Do Val ainda na sessão de ontem, após ouvir parlamentares, assessores e consultores. A decisão do relator agradou a oposição e abriu caminho para aprovação da LDO no início desta tarde.
A maior divergência a respeito das emendas RP9, de acordo com seus críticos, sempre esteve na falta de transparência em relação a quem as recebe e qual o valor repassado. Na prática, essas emendas podem ser usadas como moeda de troca de favores políticos, como votações a favor de projetos ou até mesmo no apoio a chapas para presidência da Câmara ou do Senado. Deputados ou senadores que recebem dinheiro de emendas devem investi-lo nos estados em municípios, como, por exemplo, em construção de escolas, reforma de rodovias ou hospitais.
Do Val incluiu no texto medidas para conferir mais transparência e controle das RP 9. A partir de 2023, as indicações e a ordem de prioridade das emendas de relator serão estabelecidas também pelo presidente da Comissão Mista de Orçamento, e não apenas pelo relator. Todas as indicações deverão trazer o nome do parlamentar solicitante, mesmo que a indicação seja fruto de uma demanda de agentes públicos ou representantes da sociedade civil.
A LDO aprovada ainda permite, por exemplo, que o Congresso Nacional utilize a projeção mais atualizada para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 2022, com o objetivo de corrigir o cálculo do teto de gastos da União para 2023, que no projeto da LDO é estimado em R$ 1,711 trilhão. Dessa maneira, não será mais necessário utilizar a projeção que deve ser informada pelo Ministério da Economia em 22 de novembro.
O texto aprovado também autoriza a reestruturação e recomposição salarial da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penitenciária, além das polícias Civil e Militar e bombeiros militares do Distrito Federal.
Também foi autorizado o provimento de cargos e funções relativos aos concursos vigentes dessas carreiras, até o montante das quantidades e dos limites orçamentários da lei orçamentária para 2023. A proposta proíbe reajuste do auxílio-alimentação ou refeição e da assistência pré-escolar em percentual superior à variação acumulada do IPCA desde a última revisão de cada benefício.
Nesta terça-feira (12), o presidente Jair Bolsonaro conversou com Luiz Arruda, irmão do tesoureiro do PT de Foz de Iguaçu (PR), Marcelo Arruda, que foi assassinado no último domingo durante uma festa em que comemorava seus 50 anos.
O chefe do Executivo deu os pêsames ao parente da vítima e repudiou atos de violência, segundo informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
De acordo com Guilherme Amado, colunista do Metrópoles, os irmãos de Arruda são apoiadores de Bolsonaro. Eles foram convidados pelo presidente a participar de uma coletiva de imprensa a ser realizada na próxima quinta-feira (15). Embora não tenham deixado claro se aceitaram o convite, eles disseram a Bolsonaro que não querem que o caso seja explorado politicamente.