Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) disse que não há registro sobre objetos desse tipo em território nacional
O Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) do Brasil informou nesta segunda-feira (13) ao R7 que desconhece o sobrevoo de qualquer balão chinês nos céus do país.
Segundo o departamento, não houve “nenhum reporte” sobre tipo de objeto estranho algum sobre o território brasileiro. Ainda de acordo com o Decea, não foi identificado nenhum balão como o abatido pelos Estados Unidos na última semana.
O governo americano informou que o objeto teria origem chinesa e seria utilizado com fins de espionagem. Pequim, por sua vez, rebateu ao dizer que aquele balão era de uso meteorológico e acabou se desviando do curso programado por causa dos ventos.
A Colômbia, país vizinho ao Brasil, informou que também identificou um balão similar ao que os Estados Unidos derrubaram. Mais uma vez, a China assumiu a origem do objeto e descartou qualquer possibilidade militar sobre o artefato.
De acordo com Washington, os balões chineses operaram nos cinco continentes, apesar de não haver registros divulgados por mais nações.
Francine Carvalho Ferreira se apresentou como Rainha de Bateria da X-9 em Santos. Ao g1, ela contou também ser musa da Gaviões da Fiel, da capital, há nove anos.
Figurino trai rainha de bateria da X9 Pioneira, e Musa da Gaviões acaba mostrando demais em desfile em Santos — Foto: A Tribuna Jornal
A rainha de bateria da escola de samba X-9, de Santos, no litoral de São Paulo, acabou ‘mostrando demais’ durante o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. Na imagem, obtida pelo g1 nesta segunda-feira (13), é possível ver a parte do figurino que cobria a parte íntima de Francine Carvalho Ferreira, que também é musa da Gaviões da Fiel, da capital, ‘descolar’ do corpo durante o samba.
A escola, uma das mais tradicionais do carnaval santista e que deu origem a X-9 paulistana, se apresentou na Passarela Dráuzio da Cruz, em Santos (SP), na madrugada do último sábado (11). Durante o desfile, o figurino ‘traiu’ a rainha de bateria enquanto ela sambava.
A reportagem entrou em contato com Francine, por telefone, em busca de mais informações sobre o ocorrido, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.
Rainha da X-9 de Santos (SP) também é musa da Gaviões da Fiel — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Ao g1, ela relatou, antes da apresentação, a felicidade por retornar ao local após dois anos de interrupção do evento devido à pandemia de Covid-19. “Hoje parece meu primeiro desfile. Meu coração está fora do peito”. Ela contou, ainda, ser musa da Gaviões da Fiel, de São Paulo, há nove anos.
Francine também falou sobre a responsabilidade por ser rainha da escola e voltar à passarela. “É uma honra, uma gratidão muito grande, estar à frente da bateria. Quero entregar para vocês, para a nossa escola, o melhor desfile”.
Carnaval em Santos (SP)
Os desfiles aconteceram entre sexta-feira (10) e domingo (12), na Passarela Dráuzio da Cruz, na Avenida Afonso Schmidt, no bairro Castelo, em Santos (SP). A TV Tribuna, emissora afiliada à Rede Globo na Baixada Santista e Vale do Ribeira, transmitiu as apresentações do Grupo Especial.
Estudantes registraram o ataque do docente à figura religiosa
Um professor do ensino médio da escola estadual Telina Barbosa da Costa, no bairro Messejana, em Fortaleza, escreveu na lousa: “Jesus é vagabundo e idiota”. O caso veio à tona durante um pronunciamento da deputada Dra. Silvana (PL), na Assembleia Legislativa do Ceará, na semana passada.
“Nunca vi um conteúdo tão asqueroso e terrível”, disse a parlamentar. “Esse professor é um infeliz, um desqualificado, que não pode afrontar a fé de toda uma classe. Não existe nenhuma justificativa lógica para um professor escrever algo assim.” O homem vai ser enquadrado em injúria religiosa, segundo Silvana.
Os alunos registraram o momento e denunciaram o docente aos pais. Segundo os estudantes, o acadêmico alegou que o intuito da aula era de “provocar discussões pertinentes ao conteúdo”.
A Secretaria Estadual de Educação do Ceará informou que a Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza, responsável pelas escolas da região, está apurando o ocorrido.
“Na rede pública estadual de ensino, o ambiente escolar é um espaço de respeito aos direitos humanos, de construção de cidadania e promoção da cultura de paz”, observou a Seduc. “Portanto, são repudiados atos de intolerância e discriminação religiosa. Denúncias devem ser feitas à Ouvidoria do Estado, pela Central 155.”
O Ministério Público do Ceará também foi acionado. O órgão comunicou que, por meio das promotorias de Justiça da Educação de Fortaleza, aliadas ao Centro de Apoio Operacional da Educação, analisará as ofensas do professor, segundo as quais Jesus era “vagabundo”.
Jamille Daltro e Filipe Silveira curtindo o Carnaval em 2020 e em 2023 Imagem: Arquivo pessoal
O que é melhor: pegação ou amor no Carnaval? Para o casal Jamille Daltro, 25, e Filipe Silveira, 35, que estão juntos há quase quatro anos, o melhor é aproveitar a folia momesca de Salvador acompanhado.
Curtindo pela terceira vez o bloco De Hoje a Oito (Dhja8), no Santo Antônio Além do Carmo, eles contam que oficializaram a união na quarta-feira de cinzas, em um dos arrastões de Léo Santana, em 2019.
“Começamos a ficar no início do Carnaval daquele ano e, no último dia, ele me pediu em namoro. Ele tava bêbado e claro que eu não aceitei”, contou Jamille.
Passado o efeito do álcool, Filipe diz que fez o pedido novamente e ela aceitou.
“O casal é carnavalesco desde sempre. É um amor de carnaval, foi assim que começou e a gente manteve a tradição”, disse o o folião.
“Nunca tivemos uma situação grave de ciúme, graças a Deus a gente se respeita, curte o Carnaval juntos e é o que importa”, afirma a namorada.
Fantasiados de coelhos e com a frase “quem namora no Carnaval é o coelho”, o casal fala sobre a escolha dos adereços de cada ano.
“A ideia foi minha. Jamille queria uma fantasia de internet, mas eu disse que queria que fosse uma ideia nossa. Até que eu tive essa ideia, ela gostou e saímos assim”, conta.
No último ano, eles saíram com o tema “cerveja”.
“É uma briga. Até concordar demora um pouquinho, mas a gente sempre entre em consenso e sai divertido”, brinca Filipe.
Carnaval 2023: Blocos desfilam por Salvador com clima ensolarado
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Leonardo, Wilian, Júnior, Matheus se fantasiaram de boiadeiras, em homenagem à música da Ana CastelaLari Couto / UOL
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Com inspiração no Fred Desimpedidos, do BBB 23, Fred de Salvador foi vestido de ‘Boco Roso’Lari Couto / UOL
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Lorena, Muricy, Antônio, Célia Brito já passaram dos 50 anos mas continuam comemorando o Carnaval com ‘fervo’Lari Couto / UOL
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Inspirados pela música “Deixa Eu Botar Meu Boneco”, os amigos Igor, Raphael e Anderson apostam que esse será o hit do CarnavalLari Couto / UOL
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Ariel entrou no clima dos memes e foi vestido de ‘correspondente da Choquei’Lari Couto / UOL
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O casal Jamille e Filipe criaram sua própria fantasia para o CarnavalLari Couto / UOL
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Foliões Deco e Michel fazem piada com rombo das Lojas Americanas em fantasiaLari Couto / UOL
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Foliões no Bloco De Hoje a Oito em Salvador Lari Couto / UOL
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Foliões no Bloco De Hoje a Oito em Salvador Lari Couto / UOL
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Foliões no Bloco De Hoje a Oito em Salvador Lari Couto / UOL
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Bloco De Hoje a Oito em SalvadorLarissa Couto/UOL
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Moradores de Santo Antônio Além do Carmo durante o Bloco De Hoje a Oito em SalvadorLarissa Couto/UOL
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Moradores de Santo Antônio Além do Carmo durante o Bloco De Hoje a Oito em SalvadorLarissa Couto/UOL
Amazonino Mendes, ex-governador do Amazonas, morreu neste domingo (12), aos 83 anos. Ele disputou sua última eleição no ano passado, quando tentou se eleger ao cargo de governador do estado pela quinta vez.
No sábado, Amazonino sofreu uma piora no quadro de saúde provocado por uma infecção bacteriana. O ex-governador foi internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, em novembro, quando foi diagnosticado com broncopneumonia e diverticulite.
No mês seguinte, ele voltou a ser internado em razão de problemas respiratórios. O ex-governador do Amazonas era filiado ao Cidadania e deixa três filhos.
Foto: Reprodução/Instagram do Coronel André Henrique.
O Instituto AOCP, banca responsável pelo concurso para escrivão da Polícia Civil de Goiás, decidiu anular uma questão da prova que se referia a policiais militares como “milicianos”.
De acordo com a banca, a decisão foi motivada pelo fato do enunciado “trazer contextualização e termo inadequados para o ambiente das forças de segurança”, considerando o sentido que o termo tem atualmente.
O termo foi utilizado seguindo o verbete presente em dicionários, que indicam milicianos como sendo um conjunto de forças militares, tropa ou organização militar.
Apesar da descrição nos dicionários, o termo ganhou outro significado, sendo associado a grupos de policiais que cometem crimes.
O uso da palavra provocou polêmica na época e chegou a ser alvo de uma declaração de repúdio por parte da Polícia Militar de Goiás (PMGO).
Na questão utilizada no concurso é dito que um delegado de polícia no plantão noturno recebe uma pessoa presa em flagrante por crime ambiental. Em seguida, o texto diz que, após ouvir oficialmente os “milicianos”, o investigador iniciou o interrogatório da pessoa presa. O termo “milicianos” foi utilizado para se referir aos policiais que acompanhavam a pessoa presa.
O termo ainda é usado uma segunda vez no texto que compõe a questão.
A prova foi aplicada no em 15 de janeiro deste ano. Na ocasião, o comando da PMGO se referiu ao texto como um “disparate inescrupuloso”.
“Nos ofendem gratuitamente, e devem, ao mínimo, uma severa retratação. Isso, entretanto, não eximirá a busca do caminho judicial, para que não mais subjuguem não só a PMGO, mas todos aqueles, policiais militares homens e mulheres, que pelo país afora, prestam serviços com seu próprio suor e sangue em benefício da preservação da ordem pública”, escreveu o coronel André Henrique.
Resposta e anulação
Em resposta à polêmica, o Instituto AOCP lamentou que o elaborador tenha utilizado “termo inapropriado”, “embora a palavra ‘milícia’ seja utilizada nos dicionários de língua portuguesa para denominar o conjunto de forças militares, tropa ou organização militar – o significado adotado pela banca foi usado, inclusive, em acórdãos expedidos recentemente pelo Poder Judiciário de Goiás”.
“Apesar das definições da língua, o Instituto AOCP pede desculpas à Polícia Militar do Estado de Goiás e demais organizações policiais, militares e de segurança pública. Atuamos em diversos concursos da área de segurança pública em todo o território nacional, incluindo a Polícia Militar de outros estados, e temos respeito e admiração pelo trabalho exercido por esses profissionais”, declarou.
Em parecer divulgado na última semana, o AOCP comunicou aos candidatos que em relação aos recursos interpostos, “a questão será anulada por trazer contextualização e termo inadequados para o ambiente das forças de segurança, considerando o sentido que, na atualidade, a mídia e as redes sociais (meios de comunicação em geral) têm conferido ao vocábulo utilizado na elaboração da questão”.
“Assim, a pontuação desta questão será atribuída a todos os candidatos, inclusive aos que não tenham interposto recurso. Portanto recurso deferido”, concluiu.
O que é milícia?
Miliciano é um termo usado para grupos armados irregulares, formados muitas vezes por integrantes e ex-integrantes de forças de segurança, como policiais, bombeiros e agentes penitenciários.
Os milicianos assumem por meio da força armada o controle territorial de áreas ou mesmo bairros inteiros e coagem moradores e comerciantes, segundo definições traçadas pelos pesquisadores Ignácio Cano e Thais Duarte no estudo “No Sapatinho: a evolução das milícias no Rio de Janeiro (2008-2011)”, publicado em 2012.
Um médico foi flagrado fumando cigarro eletrônico, conhecido como vape, durante um procedimento de transplante capilar. As imagens passaram a circular no “Tik Tok” nesta semana e viralizaram em diversas redes sociais.
Na publicação original, que acumula mais de 5 milhões de visualizações, o profissional aparece de máscara abaixada e conversando com outros membros da equipe enquanto faz o uso do dispositivo. Ao mesmo tempo, uma outra funcionário realiza a operação no paciente.
No post, o perfil afirma que o caso teria acontecido na clínica Dr. Marcio Ravagnani, localizada em Alphaville, na Grande São Paulo. Os advogados do médico, entretanto, emitiram uma nota, disseram que o episódio aconteceu há dois anos e alegam que “medidas jurídicas” foram tomadas na ocasião.
“Oportunamente, ficará esclarecida e comprovada toda a realidade dos fatos, incluindo quem estava no local, quem realizou a gravação, onde a gravação foi realizada, a verdadeira intenção por trás das postagens e quem era o profissional médico responsável pelo bloco cirúrgico no momento da gravação”, diz o documento feito pelos advogados de Marcio.
“Ressalta-se que, nos vídeos publicados, em momento algum é possível identificar a presença do médico, tampouco a sua conivência com a situação. “Os vídeos são recortes da realidade, sem informações imprescindíveis para a identificação do local, do procedimento supostamente realizado, da data da fatídica gravação e principalmente das pessoas envolvidas para a imputação de responsabilidades”, acrescenta.
Na web, alguns citam que o profissional que aparece nas imagens se chama Hugo, e não Márcio. Veja o vídeo abaixo.
Para a relatora do processo, a presidente do STF Rosa Weber, Jefferson fez uma suspeição provocada, quando se tenta forçar o afastamento do juiz
Foto: Felipe Menezes/PTB Nacional
O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o pedido da defesa do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) para declarar suspeição do ministro Alexandre de Moraes nos inquéritos das fake news e das milícias digitais.
A defesa de Jefferson justificou que Moraes já venceu dois processos de indenização contra o ex-deputado.
Para a relatora do processo, a presidente do STF Rosa Weber, Jefferson fez uma suspeição provocada, quando se tenta forçar o afastamento do juiz. Isto é, o ex-deputado escrevia constantemente ofensas ao ministro Alexandre de Moraes através das redes sociais.
A ação foi negada na sexta-feira (10) pela Suprema Corte. O ex-parlamentar é investigado em dois inquéritos e segue preso em regime fechado desde outubro do ano passado. Ele estava em prisão domiciliar e recebeu policiais federais a tiros, quando foram prendê-lo para voltar ao regime fechado.
Em 2021, lei de Rondônia proibiu uso da linguagem neutra na grade curricular, no material didático de instituições de ensino locais e em editais de concursos públicos.
O plenário do Supremo Tribunal Federal — Foto: Nelson Jr./SCO/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu julgamento e derrubou uma lei de Rondônia que proíbe o uso da chamada linguagem neutra nas escolas do estado.
O julgamento, realizado no plenário virtual, em que os ministros inserem seus votos no sistema do STF, terminou às 23h59 desta sexta-feira (10).
A ação analisada foi apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee). A entidade contestou lei de 2021 de Rondônia que proibiu a linguagem neutra na grade curricular e no material didático de instituições de ensino locais, públicas ou privadas; e em editais de concursos públicos.
Os 11 ministros da Corte declararam que a lei estadual fere a Constituição uma vez que cabe à União legislar sobre normas de ensino.
Relator do caso, o ministro Luiz Edson Fachin afirmou que uma “norma estadual que, a pretexto de proteger os estudantes, proíbe modalidade de uso da língua portuguesa viola a competência legislativa da União”(leia mais detalhes abaixo).
O voto de Fachin foi acompanhado na íntegra pelos ministros Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Gilmar Mendes.
Os ministros Nunes Marques e André Mendonçaconcordaram com o relator em relação à inconstitucionalidade da lei de Rondônia. Mas apresentaram pequenas ressalvas quanto à tese a ser fixada pela Corte.
André Mendonça, por exemplo, propôs uma redação mais genérica: “Norma estadual ou municipal que disponha sobre a língua portuguesa viola a competência legislativa da União”.
Na ação que propôs, a Contee afirmou que lei de Rondônia é inconstitucional porque, além de caber à União legislar sobre normas de ensino, a medida atenta contra os princípios fundamentais do país.
A entidade também disse que a linguagem neutra não é moda e não está ligada a partido político ou ideologia.
“Quem se der ao elementar e necessário cuidado de buscar entender a linguagem neutra, a partir de sua inserção na realidade social, patente, viva e insuscetível de ser aprisionada, claro, sem a couraça da intolerância, do ódio e da negação da diversidade, com certeza, chegará à conclusão de que ela nada contém de modismo, de caráter partidário e ideológico”, diz a ação apresentada em 2021.
No processo no STF, tanto a Advocacia-Geral da União (AGU) quanto a Procuradoria-Geral da República se manifestaram pela derrubada da lei estadual por também considerarem competência da União legislar sobre ensino.
No seu voto, Fachin afirmou que a norma estadual não pode contrariar as diretrizes básicas estabelecidas pela União.
Segundo Fachin, embora os Estados possam legislar de forma conjunta sobre educação, “devem obedecer às normas gerais editadas pela União”.
“Cabe à União estabelecer regras minimamente homogêneas em todo território nacional”, escreveu o relator.
Em relação ao conteúdo da lei, o ministro afirmou que a chamada “linguagem neutra” ou ainda “linguagem inclusiva” visa combater preconceitos linguísticos, retirando vieses que usualmente subordinam um gênero em relação a outro.
“A sua adoção tem sido frequente sobretudo em órgãos públicos de diversos países e organizações internacionais”, acrescentou.
“Finalmente – e talvez ainda de forma mais grave – a norma impugnada tem aplicação no contexto escolar, ambiente no qual, segundo comando da Constituição, devem imperar não apenas a igualdade plena, mas também ‘liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber'”, completou o ministro.
O que é linguagem neutra?
‘Menine’, ‘todxs’, ‘amigues’ são exemplos da linguagem ou dialeto neutro, que é conhecido também como linguagem não-binária.
Cada vez mais comum nas redes sociais e entre membros da comunidade LGBTQIA+, essa linguagem tem como objetivo adaptar o português para o uso de expressões neutras, a fim de que as pessoas não binárias (que não se identificam nem com o gênero masculino nem com o feminino) ou intersexo se sintam representadas.
Reprodução de propaganda antiga da Varig: Companhia aérea possuía excelência no serviço de bordo Imagem: Reprodução
Por corte de custos e medidas de segurança, muita coisa mudou na aviação. Uma delas é a alimentação, que teve uma transformação radical desde a década de 1950 até os dias atuais. Era muito mais sofisticada, e agora fica cada vez mais simples.
No Brasil, uma empresa se destacava pelo serviço de bordo, reconhecido internacionalmente: a Varig. Veja mais abaixo o que seu menu de luxo oferecia.
Camarão
Caviar
Churrasco
Ganso
Lagosta
Queijos franceses
Veado
Entre as bebidas, eram servidas:
Champanhe Dom Perignon
Champanhe Moet Chandon
Licor Cointreau
Licor Drambuie
Vinho Châteauneuf-du-Pape
Vodka Solichnaya
Mesmo na classe econômica, era servido filé mignon. Na década de 1990, a empresa chegou a oferecer 25 mil refeições diariamente aos passageiros.
Entre os pratos, se destacavam:
Bife Wellington
Canapés quentes e frios
Cascata de camarão
Langouste en Bellevue
Supremo de faisão
Sushi
Variados hors d’oeuvre
As refeições tinham entrada, prato principal, salada, sobremesa, queijos e café. Eram servidos almoço, jantar e café da manhã nos voos. Todas elas eram preparadas antes de embarcar para facilitar o serviço a bordo.
A maior parte dos pratos era servida em porcelana japonesa Noritake. Os copos eram de cristal ou vidro e os talheres de aço inox.
A cozinha no RJ
No começo da década de 1990, a cozinha da Varig no aeroporto do Galeão era a maior da empresa e tinha números surpreendentes:
Dez mil refeições por dia
6.000 sobremesas diárias
1.100 funcionários
Trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana
Qual a história desse requinte?
O presidente da Varig na década de 1950, Ruben Berta, queria melhorar o serviço de bordo. Nessa época, começaram os voos da companhia para Nova York (EUA) com o avião Constellation.
Berta convidou o chef austríaco Max von Stuckart, que havia fugido da Segunda Guerra Mundial e vindo ao Brasil. Desde então, os pratos alcançaram outro patamar, concorrendo com aqueles servidos em restaurantes e outras empresas aéreas.
Os menus eram dos mais variados, e continham diversas opções, não apenas o “carne ou massa” de hoje em dia. Veja imagens de alguns pratos do serviço de bordo da Varig de antigamente: