Jornal criticou decisão de Dias Toffoli de suspender multas de empresas envolvidas na Lava Jato
Plenário do STF Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Em um editorial crítico ao Supremo Tribunal Federal (STF) publicado neste sábado (3) com o título “O STF insulta os brasileiros”, o jornal O Estado de São Paulo questionou as decisões recentes do ministro Dias Toffoli de suspender multas aplicadas às empresas envolvidas na Operação Lava Jato.
No texto, o veículo declarou em tom irônico que, no que depender da Suprema Corte e do ministro Toffoli, “falta muito pouco para que milhões de brasileiros passem a acreditar que, talvez, no auge da Operação Lava Jato, tenham vivido uma espécie de surto coletivo”. O jornal afirmou ainda que Toffoli parece estar em uma “missão de mostrar à sociedade” que a Lava Jato não passou de “conspiração”.
– Toffoli parece seguir imparável no que se revela como uma autoatribuída missão de mostrar à sociedade que as investigações da Operação Lava Jato, as revelações da imprensa profissional e as confissões de centenas de executivos envolvidos em tramoias com agentes públicos (…) não passaram de uma conspiração urdida nos corredores do Poder Judiciário e do Ministério Público Federal em Curitiba – disse o editorial.
O Estadão ainda chama de “exótica” a interpretação feita pelo ministro da suposta coação sobre os executivos da Odebrecht já que, para o jornal, seriam “necessárias doses generosas de candura ou boa vontade para acreditar que uma das maiores empresas privadas do país, assessorada, portanto, por uma equipe de advogados de primeira linha, poderia ser forçada a assinar o que quer que fosse”.
– Que constrangimento ilegal ou abuso de autoridade seriam esses que, ora vejam, só serviriam para sustar os ônus do acordo de leniência, mantendo íntegros os bônus do pacto? Não faz sentido – indaga o veículo.
O jornal encerra questionando o fato de que, até agora, nenhuma das decisões monocráticas de Toffoli sobre as multas tenham sido submetidas ao Plenário do Supremo e diz esperar que “os outros dez ministros” possam dar “ao menos dar um sinal à sociedade de que o Supremo ainda é um tribunal colegiado” derrubando a decisão do magistrado, apesar disso raramente acontecer no STF.
SOBRE AS DECISÕES DE TOFFOLI Toffoli suspendeu na última quinta-feira (1°) o pagamento das multas do acordo de leniência da Novonor (antiga Odebrecht) no âmbito da Operação Lava Jato e autorizou a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) a renegociarem os termos do acordo.
Na decisão, Toffoli afirmou que, diante das conversas que mostram o suposto “conluio” entre autoridades e procuradores da Lava Jato, há “dúvida razoável” sobre o requisito de voluntariedade da Novonor ao firmar o acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF).
– A declaração de vontade no acordo de leniência deve ser produto de uma escolha com liberdade – ressaltou o ministro.
Em setembro do ano passado, Toffoli já havia anulado todas as provas obtidas a partir do acordo de leniência celebrado pela Odebrecht. Na ocasião, o ministro disse que a Lava Jato foi um erro histórico e que promoveu um “pau de arara do Século 21”. Na decisão desta quinta, Toffoli apontou semelhanças entre as premissas adotadas então e no presente caso.
– Deve-se oferecer condições à requerente para que avalie, diante dos elementos disponíveis coletados na Operação Spoofing, se de fato foram praticadas ilegalidades – disse o ministro.
Em dezembro, também com base na Spoofing, Toffoli suspendeu o pagamento da multa de mais de R$ 10 bilhões prevista no acordo de leniência da J&F, até que a empresa conseguisse analisar o conteúdo de todos os diálogos apreendidos.
O jornalista Cristiano Gomes teria sofrido a violência em 1987, quando tinha 11 anos
Cristiano acredita que chegou a hora de falar publicamente sobre o caso, que guardou em segredo até da própria família, em razão das recentes denúncias contra Júlio Lancellotti | Foto: Reprodução/Instagram
A Arquidiocese de São Paulo quer ouvir o jornalista Cristiano Gomes, de 48 anos, que afirmou ter sofrido assédio sexual do padre Júlio Lancellotti. A cena teria ocorrido em 12 de maio de 1987, quando o então coroinha da Paróquia de São Miguel Arcanjo, na Mooca (SP), tinha 11 anos.
A decisão segue as normas da Igreja Católica, que determina a investigação de possíveis abusos cometidos por seus líderes. A Cúria Metropolitana de São Paulo é o órgão responsável por analisar esse tipo de denúncia.
Em documento obtido com exclusividade por Oeste, o padre Everton Fernandes Moraes, chanceler do Arcebispado de São Paulo, manifesta interesse em ouvir Cristiano. No texto, o líder religioso considera “tomar as medidas pertinentes”.
Na missa de sétimo dia da avó, Cristiano estava com familiares na Paróquia São Miguel Arcanjo, na zona leste de São Paulo. Depois da celebração fúnebre, o então jovem foi à sacristia para chorar. Num primeiro momento, foi acolhido pelo pároco de plantão. Depois, no entanto, percebeu que aquilo não era apenas um mero consolo fraternal.
“O religioso passou a pressionar seu corpo contra o de Cristiano, a fazer carícias e a encostar a sua barba no rosto do garoto”, descreve o editor-assistente Anderson Scardoelli. “Assustado e percebendo a excitação do algoz, conseguiu escapar e saiu da igreja para nunca mais voltar. Jamais esqueceu o que passou, muito menos o autor do assédio: o padre Júlio Renato Lancellotti.”
Cristiano acredita que chegou a hora de falar publicamente sobre o caso, que guardou em segredo até da própria família, em razão das recentes denúncias contra Júlio Lancellotti. Mesmo com medo de pôr sua segurança em risco, Cristiano demonstra indignação com a rede de apoio ao padre, que reúne setores da imprensa e da esquerda. Para ter uma ideia, o Partido dos Trabalhadores (PT) quer premiar o pároco como Nobel da Paz.
O aumento do número de sites de apostas online tem apresentado um efeito colateral: apostadores cada vez mais jovens estão procurando ajuda para tratar a compulsão por jogos.
O que aconteceu
Grupo J.A. (Jogadores Anônimos) reúne pessoas que contam os problemas ocasionados pelas apostas. O UOL esteve em um encontro virtual, com cerca de 60 participantes de diversas regiões do Brasil, e ouviu histórias de jogadores que perderam contato com familiares, assumiram grandes dívidas e até pensaram em suicídio.
“Conheci [o jogo] por um influencer”, diz um deles. “Com todos esses influenciadores é difícil manter a distância”, comenta outro.
O perfil mais frequente em apostas online é jovem e masculino. Segundo o Datafolha, 30% dos jovens de 16 a 24 anos e 25% das pessoas entre 25 e 34 anos relataram já ter feito alguma aposta pela Internet.
Perdi o contato com meu filho por causa disso. Parei de pagar pensão e assumi dívida com agiota, que me cobra até hoje. Me vi numa situação que era melhor me matar e tentei suicídio. R., 27 anos, em depoimento ao grupo
R. enviou o filho, de 8 anos, para morar com parentes em outro estado por conta do seu vício. Ele conta que, “quando aceitou que era fraco perante o jogo, tudo mudou” e passou a frequentar o J.A..
Diariamente, de duas a três pessoas procuram ajuda do J.A. por vício em jogo —a ludopatia. Segundo o grupo sem fins lucrativos, com a expansão dos sites de apostas online, o número de jogadores que enfrentam o vício também cresceu.
Houve uma explosão no número de pessoas com problemas com jogo. Já aconteceu até de menores de idade, de forma isolada, procurarem o grupo. Grupo J.A. (Jogadores Anônimos)
Média de idade inferior a 35 anos
Pessoas cada vez mais jovens estão procurando tratamentos. A média está agora abaixo de 35 anos; antes passava dos 40. Isso se deve principalmente às bets, as apostas fáceis na Internet. Hermano Tavares, psiquiatra especializado em Transtorno do Jogo
Eu acredito que o número de casas de apostas na internet influencia muito. Os jogos de maquininha e bingo geralmente atingem outro tipo de jogadores, mais velhos. Agora está vindo uma nova onda, esses jogadores mais jovens que têm mais contato com o meio digital, a internet. Rachel Takahashi, psiquiatra do IPq
Os relatos anônimos no grupo de ajuda
“Difícil não é parar, mas manter a abstinência”. Entre a maioria dos depoimentos, um padrão se repetiu: quem estava ali diz que se perdeu graças à facilidade oferecida pelas apostas online, atraído por famosos da internet.
T., 35 anos, conta que perdeu emprego, se afastou dos filhos e teve que morar de favor após viciar na ‘roletinha’ online. “Sigo alguns influencers, e vi uma influenciadora fazendo propaganda. Eu fiz aposta online movida por uma necessidade financeira. Achava que seria tranquilo, várias promessas de ganhos altos… E depois que vi os influencers, falei: ‘cara, é uma oportunidade’.”
Jogadores com mais idade (em relação à média registrada) também são atraídos.
Durante a época da pandemia, como não tinha nada para fazer, eu jogava online. Antes eu jogava fisicamente. O que eu perdia, ”none W., 40 anos
Para a irmandade, cada história é única. Na reunião do J.A. — que durou duas horas e meia, numa noite de terça-feira — códigos e formalidades são importantes para lembrar a particularidade de cada caso. Uma breve apresentação, uma oração da serenidade e instruções de como se posicionar marcaram o encontro: “O segredo está sempre na próxima reunião”.
Perdi todos os meus amigos. Até minha namorada se afastou de mim, devido ao descontrole. Depois que decidi entrar para o J.A., nossa relação melhorou. Hoje o meu dinheiro fica com ela. L., 28 anos
No encontro, jovens com menos de 30 anos foram os que relataram maior dificuldade e vergonha em pedir ajuda. Com agradecimentos a padrinhos e madrinhas —pessoas próximas que incentivam mais pessoas a procurar auxílio—, os participantes se sentem acolhidos na roda virtual. Nesse ambiente não há julgamento. Todo mundo ali já enfrentou problemas por conta de apostas.
Trabalho com confeitaria, e todo o dinheiro que tinha acabava gastando. Quando não tinha mais, ia para os cartões de crédito, estourei todos. Aí ia atrás de dinheiro emprestado. Devo até hoje. Ecomo eu ia contar isso para alguém? E a vergonha? H., 24 anos
“Só por hoje, mais 24h”. O lema do J.A. indica como deve ser o tratamento para o transtorno. Especialistas, consultados pelo UOL, explicam que o processo é semelhante ao trabalho feito com dependentes químicos. É preciso buscar psicoterapia e fortalecer laços em grupo, com pessoas que passaram pelas mesmas dores.
Compulsão é doença, diz psiquiatra
A compulsão por jogo é considerada uma doença. De acordo com Hermano Tavares, coordenador do Programa Ambulatorial do Transtorno do Jogo do IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), o viciado acaba perdendo o controle da vida, prejudicando suas relações sociais, o trabalho e a saúde.
Você tem de estabelecer uma ética de publicidades das apostas. Tem influencers dizendo que o jogo é complemento de renda. Não é. ”
Jogo, na melhor das hipóteses, é uma diversão, e você paga para isso. Eventualmente, você tem um retorno. Mas o mais provável é você perder dinheiro. Hermano Tavares, psiquiatra especializado em Transtorno do Jogo
Membros do J.A. (no grupo, chamados de irmãos) e psiquiatras explicam que a presença da família é essencial. Segundo eles, estar sozinho dificulta ainda mais o processo. Familiares também podem participar das reuniões.
Tavares comenta que o dinheiro deve ser conduzido para criação de um setor específico para o problema do jogo.
OSUS tem o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), que tem subtipos: geral, infantil, álcool e drogas… Deveria ter um Caps ADJO: Álcool, Drogas, Jogos e outros. Se vai legalizar mesmo e favorecer ainda mais o acesso, então precisa muito mais dessa renda para investir no Ministério da Saúde para a capacitação da atenção primária a saúde, na rede pública. Hermano Tavares, psiquiatra especializado em Transtorno do Jogo
A gente tem serviços como no IPq, mas não tem estrutura no SUS para receber essas pessoas. O sistema não tem a expertise. Precisaria de um serviço especializado. Psiquiatra Rachel Takahashi, psiquiatra do IPq
O que dizem os órgãos públicos de saúde
O Ministério da Saúde explica que, por se tratar de um problema atual, ainda não há dados precisos sobre o aumento do número de pessoas buscando ajuda na rede pública. No entanto, por ser uma questão de saúde mental, o SUS recepciona casos através da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).
O tratamento para dependência em jogos de azar não tem uma política específica no âmbito do SUS. No entanto, essa questão pode ser abordada no contexto mais amplo da saúde mental, uma vez que o referido hábito pode estar relacionado a causas como compulsões e depressão, por exemplo. Como o hábito pode estar ligado a outras condições de saúde mental, não é possível calcular o número de pessoas tratadas exclusivamente por esse motivo. Ministério da Saúde
A secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informa que não faz registro desses casos, pois geralmente os pacientes com Transtorno de Jogo também carregam sintomas de outras doenças, como depressão e ansiedade. Com isso, a pessoa não é catalogada numa ficha para a compulsão, e sim para outras comorbidades. Já Secretaria de Saúde de SP disse que os casos que chegam são registrados na rede municipal, através da atenção básica.
Médico, produtor rural e membro de uma família influente em Goiás, Ronaldo Caiado iniciou sua trajetória política almejando altos cargos. Em 1989, aos 40 anos, candidatou-se à Presidência pelo PSD, enfrentando figuras renomadas como Lula, Leonel Brizola, Mario Covas e Ulysses Guimarães. Apesar de terminar em décimo lugar com 0,68% dos votos, não desistiu da política. Em 1990, conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados, onde permaneceu por cinco mandatos, e posteriormente foi eleito senador em 2014. Notabilizou-se como defensor de pautas conservadoras, opondo-se à esquerda e ao PT, destacando-se como articulador do impeachment de Dilma Rousseff. Eleito governador de Goiás em 2018 e 2022, já manifestou seu desejo de concorrer à Presidência em 2026.
Contudo, sua ambição enfrenta obstáculos, principalmente dentro de seu próprio partido, o União Brasil, que enfrenta rachas internos. Apesar de possuir 59 deputados e sete senadores, a legenda equilibra-se entre diferentes correntes ideológicas, abrigando tanto antipetistas quanto ministros do governo Lula. Davi Alcolumbre, aliado de Lula e apoiador do governo, pode representar um desafio interno para as pretensões de Caiado.
Ciente das dificuldades, o governador tem trabalhado internamente para consolidar seu projeto. Participou ativamente na troca de comando do União, buscando alinhar a legenda com seus ideais. No entanto, a missão de combinar sua candidatura com o eleitorado também se mostra desafiadora, exigindo uma abordagem nacional. Com uma aprovação de 81% em Goiás, Caiado foca em nacionalizar sua imagem, planejando abrir escritórios em São Paulo e Brasília, além de assumir a presidência do Consórcio Brasil Central. O governador também pretende participar de debates nacionais, especialmente na área de segurança.
Em um cenário político onde possíveis candidatos da centro-direita evitam exposição prematura, Caiado destaca-se ao assumir a dianteira na corrida presidencial, desafiando o PT desde já. Seu alinhamento com Bolsonaro e sua atuação em Goiás são trunfos, mas o caminho até 2026 permanece longo e incerto.
Agora, Mario Gazziro acredita em história cinematográfica: criminosos teriam contratado um sósia do padre e construído um estúdio idêntico à residência do pároco para gravar as cenas
O padre Júlio Lancellotti se ampara na revista Fórum para rebater a denúncia | Foto: Reprodução/Instagram
O perito Mario Gazziro, contratado pela revista Fórum para analisar o vídeo pornográfico do padre Júlio Lancellotti, mudou sua versão e agora admite que as cenas são verdadeiras. A nova conclusão descarta a validade da perícia anterior, que via indícios de deepfake na gravação.
A versão atualizada do documento trabalha com a seguinte teoria: criminosos teriam contratado um sósia do padre, construído um estúdio idêntico à sua residência e gravado as cenas. “Diminuíram ao máximo a exposição do impostor no vídeo, para evitar quaisquer aspectos que possibilitassem identificar a fraude de forma simples”, justificou Gazziro.
O perito da Fórum acredita que o vídeo foi divulgado nos porões da internet e posteriormente vendido para políticos rivais do padre.
No documento mais recente, Gazziro admite que os peritos Reginaldo e Jacqueline Tirotti analisaram as imagens de maneira adequada. “O novo material não apresentou indícios de edição ou montagem”, ressaltou.
A versão anterior sobre Júlio Lancellotti
No primeiro laudo, Gazziro constatou montagens no vídeo que mostra o padre se masturbando para um menor de idade. O perito da Fórumanalisou as mesmas cenas que agora diz serem verdadeiras, mas alega que o arquivo verificado anteriormente era outro. É o que justificaria a mudança de versão.
O vídeo analisado no primeiro laudo é o mesmo que circulou na internet em 2020. À época, o perito Onias Tavares de Aguiar já havia atestado a veracidade do conteúdo. Seu relatório foi usado pelo então deputado estadual Arthur do Val, que apresentou uma denúncia ao Ministério Público. Oeste interpelou o órgão sobre o motivo do arquivamento do caso. Não houve resposta.
Uma briga chamou atenção durante o GP da Cidade do México, da Fórmula 1nas arquibancadas entre os torcedores. Ainda não há informações sobre o que motivou o entrevero.
Nas filmagens, é possível ver uma mulher tentando impedir a chegada de um homem, que parte para cima de outra pessoa, que possivelmente estava com a moça.
Ambos começaram a trocar socos e rapidamente o restante do público começou a tentar apartar a briga, mas sem sucesso. Outras pessoas também começaram a ter desavenças durante a confusão, que virou generalizada.
Tudo termina com o surgimento de um homem de boné, que consegue imobilizar um dos principais envolvidos na briga e ela termina.
Em um evento realizado nesta sexta-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o início das obras do túnel imerso que conectará os municípios de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. A solenidade, marcada também pela celebração dos 132 anos do Porto de Santos, revelou detalhes do projeto inserido no Novo Programa de Aceleração do Crescimento, com previsão de investimentos na ordem de R$ 5,8 bilhões por meio de uma parceria público-privada.
O túnel Santos-Guarujá, com extensão de 860 metros entre as margens, será uma estrutura pioneira na América Latina, situando-se sob o fundo do canal entre os dois municípios a uma profundidade de 21 metros.
De acordo com a Presidência da República, mais de 5 milhões de pessoas serão beneficiadas com essa iniciativa, abrangendo 1,6 milhão de habitantes da Baixada Santista, além dos mais de 4 milhões de turistas que visitam Guarujá e o litoral norte paulista anualmente. Atualmente, a travessia entre as cidades é realizada por meio de balsas, que transportam aproximadamente 23 mil veículos diariamente, ou pela rodovia Cônego Domenico Rangoni.
Segundo comunicado oficial, “todos os dias, 80 mil pessoas cruzam o canal. Atualmente, a espera nas filas para cruzar o canal pode se alongar por horas e, com o túnel, as travessias vão demorar menos de dois minutos. A obra também irá proporcionar mais segurança às embarcações que escalam o porto santista para realizar operações”.
O túnel imerso Santos-Guarujá não apenas promete otimizar a mobilidade, reduzindo tempos de deslocamento, mas também visa contribuir para a segurança e eficiência logística na região, fomentando o desenvolvimento econômico e aprimorando a qualidade de vida dos habitantes da Baixada Santista.
No final do ano passado, uma matéria da revista VEJA expôs que a conselheira do Tribunal de Contas do Piauí, Rejane Dias, esposa do ministro do Desenvolvimento Social, o petista Wellington Dias, enfrentava uma denúncia por corrupção passiva em um caso que corria em sigilo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso envolve locadoras de carros, contratos superfaturados e pagamento de propina. De acordo com o Ministério Público, durante o período de 2015 a 2018, enquanto Rejane ocupava o cargo de secretária de Educação do Piauí, com o marido governando o estado, ela teria recebido vantagens financeiras de uma empresa que prestava serviços de transporte para alunos carentes. VEJA agora teve acesso ao processo completo, revelando detalhes constrangedores. Além da esposa, a Polícia Federal identificou evidências de envolvimento na trama por parte da filha do ministro, do cunhado e do próprio ministro.
O extenso relatório da PF e do Ministério Público, com 979 páginas, descreve o que parece ser uma parceria criminosa entre o governo do Piauí e as empresas prestadoras de serviço. O enredo típico envolve autoridades beneficiando amigos, correligionários e financiadores de campanha com contratos públicos, seguido pela partilha dos lucros. O início do esquema remonta a 2008, quando o governador nomeou o professor Luiz Carlos Magno para a superintendência institucional da Secretaria de Educação, responsável por estruturar o transporte de estudantes. O professor, militante do PT, tornou-se empresário em empresas de locação de veículos após deixar o governo em 2009. Em 2014, durante o mandato de senador, Wellington Dias e Rejane usaram os serviços de uma das empresas do ex-professor em suas campanhas, lançando mão de uma mesma artimanha na prestação de contas eleitorais.
Em 2015, Wellington Dias reassumiu o governo, e Rejane, eleita deputada federal, licenciou-se para ocupar a Secretaria de Educação do estado. Nesse período, segundo a PF, o esquema foi intensificado. Concursos manipulados na Secretaria de Educação garantiam sucesso às empresas do ex-professor, que faturaram 200 milhões de reais nos anos seguintes. Uma fiscalização da Controladoria-Geral da União detectou indícios de superfaturamento, e a Polícia Federal foi acionada para investigar, levando à denúncia de mais de 40 pessoas por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro. Os desvios estimados alcançaram 120 milhões de reais.
A parte mais constrangedora surgiu durante buscas nos endereços dos envolvidos, quando foram apreendidos livros, pen drives e computadores nas empresas do ex-professor. Os dados revelaram que a parceria entre os criminosos e a família do governador existia desde a campanha de 2014. Os registros indicaram que veículos utilizados na campanha de Wellington Dias foram registrados como “cortesias” da empresa, sem custos. A análise policial concluiu que o dinheiro destinado ao pagamento da locação dos veículos tinha como finalidade “desviar recursos públicos em favor das empresas investigadas e da própria acusada”. Mensagens nos computadores da locadora mostraram que a então ex-primeira-dama, Rejane Dias, recebia presentes e “empréstimos” em dinheiro. Após a posse do marido, ela passou a utilizar dois carros de luxo, presentes da empresa, avaliados em 331 mil reais. A locadora ainda disponibilizou dois carros e transferiu 100 mil reais para o cunhado do governador, dinheiro que, segundo a PF, tinha Rejane Dias como a verdadeira destinatária. A conselheira do TCE foi denunciada por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro no final do ano passado. Em depoimento, ela negou as acusações e alegou ilegalidade na investigação.
O nome do ministro Wellington Dias é citado diversas vezes no relatório da Polícia Federal. Além das “cortesias” e nomeações suspeitas, os investigadores encontraram uma coincidência curiosa relacionada ao governador. Pelos dados de geolocalização de um dos criminosos, descobriu-se que ele seguia um roteiro semelhante nas datas de pagamento dos contratos. O trajeto incluía visita ao banco, saque de dinheiro, ida à empresa e, posteriormente, à sede do governo do Piauí. O ministro não é um dos investigados no caso e, ao ser procurado, optou por não se pronunciar. O Brasil, na terça-feira, foi classificado na 104ª posição em um ranking de percepção de corrupção em 180 países divulgado pela Transparência Internacional.
O programa Voa Brasil está oficialmente cancelado, conforme apurado por fontes de alto escalão do setor aéreo. A promessa do governo Lula de oferecer passagens baratas não se concretizará, sendo inviável economicamente de acordo com executivos das companhias aéreas. A proposta, que visava disponibilizar passagens aéreas com valor máximo de R$ 200 para determinadas categorias de pessoas, esbarrou na falta de comprometimento do governo em reduzir o preço do querosene de aviação (QAV), facilitar o acesso ao crédito para as empresas e resolver os persistentes litígios judiciais enfrentados pelas companhias. O excesso de processos judiciais, que gera custos bilionários, e a falta de avanço nas condições acordadas levaram ao cancelamento do Voa Brasil. O uso do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) como garantia de empréstimos também foi cogitado, mas essa alternativa não se concretizou. Além disso, a situação de recuperação judicial da Gol contribui para um cenário desfavorável no setor.
A troca da antena parabólica tradicional pode ser feita de forma gratuita na Bahia para o novo modelo digital. O benefício é garantido para famílias de menor renda, inscritas em algum programa social do Governo Federal, e que tenham uma parabólica tradicional em funcionamento.
O fornecimento de sinal para o modelo antigo das antenas já foi suspenso em 132 cidades baianas, a previsão é do sinal ser cortado totalmente até 30 de junho de 2025. De acordo com a Siga Antenado, uma iniciativa criada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mais de 1,8 milhão de instalações da nova parabólica digital já foram realizadas desde julho do ano passado em todo país.
Essa mudança acontece por causa da ativação da nova geração da internet móvel, o 5G, que opera em faixas de frequência próximas à do sinal da parabólica antiga e pode causar interferências. A faixa é como uma “estrada” no ar, por onde os sinais trafegam. Com o fim do sinal antigo, uma alternativa será usar a nova parabólica, que funciona em outra faixa.
Para realizar a troca da antena, o beneficiário deve procurar a iniciativa “Siga Antenado” pelo site ou telefone (0800 729 2404). É necessário estar com NIS (Número de Identificação Social) ou CPF em mãos para o atendimento. Caso opte pelo site, o usuário deve procurar a opção “Distribuição de Kits” e seguir os passos, para combinar o agendamento para a instalação junto a organização e receber o técnico em casa.