O ex-procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, aposentado do cargo desde 2018, não poupou palavras ao dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “tinha que estar na cadeia”. Conhecido como “decano” da Lava Jato, Lima deu a declaração em uma entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.
– Lula é inocente? Não. Ele é inocente pela presunção da inocência decorrente da anulação de todos os processos pelo Supremo Tribunal Federal. Mas, se eu lembro bem, o TRF-4 disse que ele era culpado. Então, para mim, Lula tinha que estar na cadeia – declarou.
O ex-procurador participou de maneira intensa dos primeiros anos da Lava Jato e, como membro mais experiente da força-tarefa montada pelo Ministério Público Federal em Curitiba, foi um dos responsáveis pelas estratégias que se tornaram célebres na operação, como os acordos de delação e leniência.
Lima também foi signatário daquela que, provavelmente, é uma das denúncias mais famosas da operação, a que levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à condenação e à prisão por suspeita de receber propinas da OAS na forma de um apartamento tríplex em Guarujá. Posteriormente, a condenação foi revertida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na entrevista ao Estadão, além de defender a prisão de Lula, o ex-procurador também comentou a postura do STF em relação à operação. Na opinião dele, o Supremo estaria no centro do desmonte da operação e virou “fonte de insegurança jurídica”.
– É um jogo muito pesado os colaboradores investirem contra a colaboração. Alguns estão fazendo isso porque não querem pagar as multas. E o que está acontecendo hoje é que existem estruturas dentro do Judiciário jogando a favor da impunidade, jogando a favor da destruição da Lava Jato – resumiu.
O pastor Anderson Silva perdeu mais de 17 mil seguidores no Instagram desde o último sábado (9), quando publicou uma foto ao lado do ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, e do Secretário de Comunicação Institucional, Maneco Hassen.
No último sábado, o religioso tinha 318 mil seguidores na rede social. Nesta quarta-feira (13), o número está em 298 mil. A conta do pastor está trancada; o acesso era livre, anteriormente; e apenas quem o seguir poderá acompanhar o conteúdo publicado.
Silva foi candidato a deputado federal pelo Partido Liberal (PL) em 2022 e uma das principais vozes de apoio à reeleição de Jair Bolsonaro (PL) naquele ano. Porém, no final de fevereiro, o pastor gravou um vídeo dizendo estar arrependido da “bolsonarização” de seu ministério, pois isso prejudicou sua missão pastoral.
– Eu quero me arrepender da bolsonarização do meu ministério. Eu alertei sobre isso e preguei sobre isso. Eu sou bolsonarista, mas não sou bolsominion (…) se a gente esquerdizar ou bolsonarizar, a gente estará perdendo o Evangelho e, mesmo fazendo esse alerta, perdi gente. Eu não posso ser um pastor bolsonarista, eu sou um pastor – declarou.
Depois de confessar seu arrependimento, Anderson Silva passou a fazer lives confrontando o apoio de cristãos ao ex-presidente e dias depois aceitou se encontrar com representantes do governo Lula.
Ao comentar sobre o encontro, o pastor disse que pôde expor suas ideias e que acredita na pacificação dos três lados: Igreja, esquerdismo e conservadorismo. Anderson também declarou que conversou sobre a forma como o governo Lula ataca as igrejas com as críticas a Israel e com pautas morais e que, se o governo não ponderar essas falas, não será possível que a Igreja pondere as delas.
A escola Beacon School, localizada na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo, suspendeu por tempo indeterminado seis estudantes do 9º ano do ensino fundamental por atos antissemitas contra um aluno judeu, matriculado na mesma instituição. Todos os envolvidos estão na mesma turma e têm entre 13 e 14 anos.
De acordo com a assessoria da escola, os responsáveis pelas agressões teriam desenhado a suástica, símbolo usado pelo movimento nazista, no caderno da vítima. O colégio soube do caso pelos pais do estudante que foi alvo dos insultos.
– Tão logo tomou conhecimento sobre o episódio de antissemitismo na escola, a Beacon School adotou, imediatamente, uma série de medidas, incluindo o afastamento dos alunos agressores e acolhimento à família afetada – disse a escola, em nota.
A instituição não determinou uma data para o retorno dos seis alunos, e informou que está colhendo mais detalhes do episódio para determinar como dará seguimento ao caso.
– A Beacon está investigando cuidadosamente os fatos, para que as sanções sejam aplicadas de forma responsável – informou o comunicado.
O antissemitismo é a prática de ofender, agredir e discriminar preconceituosamente pessoas de origem judaica. A suástica, desenhada no caderno do estudante, é um símbolo usado pelo movimento nazista que, durante a 2ª Guerra Mundial, perseguiu e matou judeus.
O episódio acontece também em meio aos conflitos entre o Exército de Israel e o grupo terrorista Hamas, na Faixa de Gaza
Na nota, a Beacon School diz repudiar “toda e qualquer manifestação de ódio” e afirma ser contra a todas as “formas de discriminação, tanto dentro, quanto fora do ambiente escolar, seja ela relacionada à nacionalidade, etnia, religião, raça, gênero ou quaisquer outros aspectos”.
Diante do ocorrido, a escola diz que vai fazer mais trabalhos de conscientização com os estudantes sobre a necessidade de não praticar a discriminação, com a inclusão de um grupo de trabalho focado no combate ao antissemitismo.
– A Beacon reitera o compromisso de atuar com celeridade diante de qualquer situação discriminatória, apurando os fatos em detalhe e com firmeza, aplicando as sanções cabíveis, incentivando sempre a reflexão para estimular a aprendizagem com o objetivo de formar cidadãos éticos, conscientes e comprometidos com a construção de uma sociedade mais pacífica e igualitária – destacou a escola no comunicado.
Nesta terça-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que a mulher tenha profissão para comprar produtos como batom e calcinha. A fala foi proferida durante evento que marcou a abertura de 100 novos Institutos Federais de Educação.
Para ele, com salário, a mulher pode ser independente, sem precisar que um homem dê dinheiro para custear esses gastos.
– Quando a mulher tem uma profissão, ela tem um salário, pode custear a vida dela. Não vai viver, comer, com um homem que não goste dela. Não vai viver por necessidade, por dependência, vai viver a vida dela e vai morar com alguém se ela gostar de alguém. Vai ter a opção dela, ela vai escolher. Ela não vai ficar dependente. Não vai ficar “eu preciso do meu pai me dar R$ 5 para comprar um batom, eu preciso do meu pai me dar R$ 10 para comprar uma calcinha” – declarou.
O Instituto Federal oferece cursos técnicos integrados ao ensino médio. Os cursos são focados no público de jovens e adultos. Serão construídos 38 unidades no Nordeste, 27 no Sudeste, 13 no Sul, 12 campi no Norte e 10 no Centro-Oeste.
O indivíduo que sequestrou 17 passageiros por mais de 3 horas na Rodoviária do Rio entregou-se no início da noite de terça-feira (12). De acordo com o porta-voz da PM, Marcos Andrade, todos os reféns a bordo do ônibus foram liberados sem ferimentos e estavam recebendo atendimento do Corpo de Bombeiros no início da noite.
O sequestrador foi identificado como Paulo Sérgio de Lima e será encaminhado para a 4ª DP. Informações iniciais da polícia indicam que ele era residente da Rocinha e tentava escapar para Juiz de Fora.
Durante a ação do sequestrador, duas pessoas foram baleadas, de acordo com a polícia. Uma das vítimas, Bruno Lima de Costa Soares, de 34 anos, levou três tiros no tórax e no abdômen, sendo encaminhado para o Hospital Souza Aguiar. Ele passou por cirurgia e, segundo o hospital, está em risco de vida.
Uma passageira relatou que o sequestro teve início quando o ônibus retornou à rodoviária após percorrer 500 metros, devido à quebra do ar-condicionado. O ônibus estava programado para seguir para Juiz de Fora. Alguns passageiros optaram por desembarcar na rodoviária devido ao calor, momento em que o sequestrador, já a bordo segundo relatos, efetuou os disparos.
Um dos passageiros informou que o ônibus, de dois andares, tinha como destino Juiz de Fora (MG), mas foi rendido pelo criminoso, resultando nos disparos que atingiram Bruno.
“A gente estava dentro do ônibus, mas ele quebrou, não chegou nem a sair, e como estava quente nós descemos. Do nada, um homem começou a atirar de dentro do ônibus e atingiu ele.”
Trinta e sete indivíduos adquiriram bilhetes para o transporte coletivo, sendo que 17 deles chegaram a ser mantidos como reféns. Às 15h, uma equipe do Corpo de Bombeiros foi mobilizada.
Durante as negociações, Paulo Sérgio de Lima disparou dois tiros na direção dos policiais que cercavam o coletivo, sem causar ferimentos. Após o sequestro, uma equipe do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar, foi despachada para o local. A área foi isolada, com a retirada de passageiros e funcionários.
O tráfego na região sofreu congestionamento devido aos bloqueios em diversas vias, especialmente no Centro, Leopoldina e Zona Portuária. A situação foi agravada por um acidente envolvendo um motoboy na Ponte Rio-Niterói, no sentido Niterói.
Dólar também zerou quedas e juros futuros subiram com declarações do petista sobre dividendos da Petrobras O índice Bovespa encerrou o pregão desta segunda-feira, 8, em queda de 0,75%, aos 126,1 mil pontos e atingiu o pior nível desde o início do ano. O indicar foi pressionado pelas ações da Vale, que lideraram o grupo de contribuições negativas, e pela Petrobras, que sofreram com as declarações do de Lula em entrevista ao SBT Brasil.
Segundo o petista, a Petrobras deve pensar não apenas nos acionistas, mas, principalmente, nos brasileiros, e criticou a distribuição de dividendos da empresa encerrando a dúvida sobre a ingerência do Planalto na governança da petroleira. A mudança na distribuição de proventos da petroleira fez com que a empresa perdesse mais de 60 bilhões de reais em valor de mercado em dois dias.
As ações da Petrobras chegaram a registrar alta durante o dia com notícias de uma possível reversão na decisão sobre os dividendos extraordinários, que se mostraram equivocadas com a liberação dos primeiros cortes da entrevista de Lula ao SBT, que vai ao ar às 19h45.
O destaque negativo da sessão, no entanto, ficou com as ações da Vale que acompanharam a queda do minério de ferro na sessão regular, registrando uma perda de 3,11%. O minério de ferro chegou a cair quase 7% durante as negociações.
O efeito Lula também fez o dólar reverter a tendência de queda e fechar próximo à estabilidade, em meio às declarações
E os estragos não pararam por aí, os juros futuros também reduziram o ritmo de queda, com as taxas operando na contramão dos rendimentos dos título norte-americanos às vésperas da divulgação do IPCA (Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de fevereiro no Brasil e do CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.
Vale lembrar que, com o início do horário de verão nos EUA, o pregão regular da B3 passa a ser encerrado às 17h.
O Painel de Monitoramento de Arboviroses informou que 363 mortes por dengue já foram confirmadas no Brasil somente este ano. Além disso, existem ainda 763 óbitos em investigação que podem ter sido causados pela doença. No geral, após dados serem divulgados nesta segunda-feira (11), são totalizadas 1.126 mortes confirmadas e suspeitas até o momento.
Na última atualização de dados na sexta-feira (8), o país contabilizava 1.342.086 casos de dengue e um coeficiente de incidência da doença de 660,9 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Entre os casos prováveis, 55,5% são de mulheres e 44,5% de homens. A faixa etária dos 30 aos 39 anos segue respondendo pelo maior número de ocorrências de dengue no país, seguida pelo grupo de 40 a 49 anos e de 50 a 59 anos.
O estado de Minas Gerais lidera em número absoluto de casos prováveis (464.223). Em seguida, estão São Paulo (238.993), Paraná (128.247) e o Distrito Federal (122.348). Ao se considerar o coeficiente de incidência, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar, com 4.343 casos por 100 mil habitantes, seguido por Minas Gerais (2.260), Espírito Santo (1.270) e Paraná (1.120).
*Metro1 Foto: Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil
O contribuinte que quiser preencher antecipadamente a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2024 poderá baixar o programa gerador a partir desta terça-feira (12). A Receita Federal antecipou a liberação do programa, que inicialmente só seria baixado a partir de sexta-feira (15).
O download antecipado será possível apenas aos contribuintes com conta nível prata e ouro no Portal Gov.br. Os demais terão de esperar até sexta-feira para baixar o programa.
Em nota, o Supervisor Nacional do Programa do Imposto de Renda, José Carlos Fonseca, informou que a antecipação do acesso ao programa permite ao contribuinte a possibilidade de verificar as informações necessárias e, se for o caso, levantar documentações que porventura sejam necessárias.
O prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda começa às 8h da próxima sexta-feira e vai até as 23h59min59s de 31 de maio. Neste ano, o Fisco espera receber 43 milhões de declarações, contra 41.151.515 entregues em 2023.
A declaração deste ano teve algumas mudanças. Por causa do novo limite de isenção, que entrou em vigor no ano passado, os valores de rendimentos isentos e não tributáveis e de patrimônio mínimo para declarar Imposto de Renda subiram . No entanto, os limites de deduções não mudaram.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “um dia a história irá explicar o que aconteceu no final de 2022”. A declaração foi dada durante discurso evento do PL Mulher em Salvador (BA), neste sábado (9).
Bolsonaro falava sobre o atual foco de sua sigla, o Partido Liberal, que são as eleições de 2024.
– Mas nós devemos muitas vezes considerar página virada. É a mesma coisa em casa, quando você tem um problema, se você quiser trazer todo dia aquele problema, você não vai viver feliz. Então, viramos a página de 2022 e temos pela frente eleições – disse, ao lado de sua esposa Michelle Bolsonaro, que é presidente do PL Mulher.
O líder conservador enfatizou que o partido pretende “eleger a maior quantidade proporcional de prefeitos e vereadores” no país. E aproveitou também seu tempo de fala para enumerar alguns feitos de seu governo.
– Buscamos atender a todos os brasileiros independente das questões pessoais de cada um. Trouxemos água para o Nordeste, criamos o Pix, ressuscitamos o modal ferroviário, fizemos uma excelente política externa, valorizamos nosso agronegócio, realmente importante para nossa economia. Tratamos com dignidade os mais humildes, triplicando o valor do Bolsa Família. Ampliamos nosso comércio com o mundo todo. Demos a vocês o legítimo direito à defesa. Passamos a cada vez mais mostrar que defender a família é uma questão de orgulho para todos nós. Fomos para dentro das escolas rejeitando a ideologia de gênero. Valorizamos a propriedade privada. O MST não agiu no meu governo – enumerou.
Sob muitos gritos de “volta, Bolsonaro”, o ex-chefe do Executivo declarou ser “o ex mais amado do Brasil“.
Alexandre de Moraes se baseou nesse dado — errado — para autorizar operação contra o deputado Alexandre Ramagem e outros investigados
Polícia Federal disse que ex-diretor foi ‘flagrado’ no Ceará ao pilotar drone, mas agente nem sequer sabe conduzir o equipamento e não tem habilitação | Foto: Divulgação/Polícia Federal
Ao contrário do que indicou a investigação da Polícia Federal (PF), o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Magno e Melo Rodrigues Alves não pilotou um drone espião nas proximidades da residência oficial do governo do Ceará, em 2021. Na época, Camilo Santana (PT), hoje ministro da Educação, era o governador do Estado.
+ Leia as últimas notícias de Políticano site da Revista Oeste.
Nas investigações sobre a suposta “Abin paralela”, um esquema de espionagem de adversários políticos supostamente existente no governo de Jair Bolsonaro, a Polícia Federal chegou a dizer que Magno foi flagrado ao pilotar um drone perto do Palácio da Abolição.
A Folha de S.Paulo revelou que quem pilotava o drone era um oficial de inteligência que havia sido deslocado de Brasília e uma servidora da Abin lotada na superintendência local.
Segundo o jornal, que teve acesso a documentos da investigação, a dupla foi abordada pela guarda palaciana, por se tratar de uma área de segurança, onde a presença de drones não é permitida. Em seguida, os policiais verificaram a placa do carro, e eles se identificaram como agentes da Abin.
Os agentes de inteligência informaram, então, que o voo era apenas para que a servidora de Fortaleza fosse instruída a usar o equipamento e que não sabiam que estavam perto da sede do governo.
A defesa de Paulo Magno já foi ao inquérito. Numa petição ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados informaram que o ex-diretor estava em Brasília — e não no Ceará — na data em que foi acusado de pilotar um drone para espiar Camilo Santana. Aliás, ele nem mesmo sabe pilotar esse tipo de equipamento, disseram os advogados na petição protocolada em 25 de janeiro, segundo a Folha.
“O peticionário não é piloto de drones da Abin, sequer sabe pilotar esse aparelho e também não tem habilitação. Aliás, Paulo Magno tampouco estava no Ceará no momento em que teria ocorrido tal episódio”, informaram os advogados, no documento. “Tal equivocada informação prestada pela PF induz o Poder Judiciário — e, depois das citadas notícias, a sociedade também — em erro, acarretando graves prejuízos à imagem e à reputação do peticionário.”
A defesa também contesta a afirmação da PF de que Magno seria “gestor do FirstMile”, o programa espião que teria sido usado pela gestão Bolsonaro para espionar adversários políticos.
Moraes determinou operação na Abin com base em informação errada da PF
Moraes fundamentou ordem de busca e apreensão em informação errada da PF | Foto: Antonio Augusto/SCO/STF
A informação da Polícia Federal de que Magno pilotava o drone foi usada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre a Abin, na decisão que autorizou operações de busca e apreensão em janeiro. Segundo o ministro, o episódio comprovaria “a total ilicitude das condutas”.
Foi nessa operação que o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) sofreu operação de busca e apreensão, assim como os outros investigados.
Mais erros da Polícia Federal
Na semana passada, também com documentos obtidos na investigação, a Folha revelou que a suposta tentativa do governo Bolsonaro de vincular Moraes e Gilmar Mendes à facção criminosa PCC — alardeada pela PF — “está amparada na interpretação de dois parágrafos especulativos de um documento que teria sido produzido no gabinete de um deputado federal”.
Na mesma ocasião, a reportagem também mostrou que a PF pediu busca e apreensão no gabinete de um deputado federal, Gilberto Nascimento, mesmo sem ter indícios de sua participação no episódio. O argumento usado foi que a operação seria em benefício do próprio parlamentar, para comprovar cabalmente sua inocência. Moraes, nesse caso, negou a busca.