As investigações revelaram que pelo menos quatro adolescentes sofreram abusos sexuais do padre
As investigações revelaram que pelo menos quatro adolescentes foram abusadas sexualmente pelo padre | Foto: Divulgação/Pexels
Depois de filmar abuso de menores, o padre Paulo Araújo da Silva, de 31 anos, engravidou uma adolescente, forçou o aborto e enterrou feto no quintal da casa de um amigo, em Coari, interior do Amazonas. A Polícia Civil divulgou essas informações na segunda-feira 19. O acusado foi detido no domingo 18, durante uma operação na cidade, segundo o g1.
Gravações de menores que sofreram abusos do padre
As investigações revelaram que pelo menos quatro adolescentes sofreram abusos sexuais do padre. Ele também costumava filmar seus crimes. Entre as vítimas havia uma jovem de 17 anos, que denunciou o caso em 2023. De acordo com seu depoimento à polícia, os estupros começaram quando ela tinha 14 anos.
Desde essa época, o padre já armazenava os vídeos dos atos. O delegado José Barradas relatou que o padre obrigou a adolescente a abortar.
“Nesse contexto, entra a participação de um homem de 34 anos, que está foragido; ele é amigo do padre e foi o responsável por fornecer à adolescente um medicamento, que ela ingeriu e resultou no aborto”, relatou o delegado ao g1.
Segundo ele, o feto foi expelido e enterrado no quintal da casa desse amigo. “Foi possível confirmar o fato tanto por fotos quanto pelo depoimento da vítima”, afirmou Barradas.
Ameaças e outras vítimas
A menina também sofria violência psicológica, pois o padre a ameaçava constantemente, dizendo que “iria acabar com a vida dela, pois ela era sua e de mais ninguém”. Durante a prisão, agentes flagraram o padre na cama com uma jovem que acabara de completar 18 anos. Tudo leva a crer que o envolvimento começou quando ela ainda era menor.
A polícia também descobriu que o padre pedia à jovem que trouxesse amigas para participarem de relações sexuais em grupo. Policiais apreenderam mais de R$ 30 mil em espécie, além de 260 vídeos de cenas de sexo com adolescentes e outras pessoas. A perícia está analisando o material.
Investigação em andamento
As investigações continuam e há indícios de que outras pessoas possam estar envolvidas. Os suspeitos responderão por omissão de assistência a crianças e adolescentes, estupro de vulnerável, abortamento realizado por terceiro e ameaças.
O padre será encaminhado para uma audiência de custódia. Em nota, a Diocese de Coari repudiou qualquer forma de abuso e exploração e expressou solidariedade às vítimas e suas famílias. A igreja também informou que tomou as providências canônicas necessárias, o que inclui o afastamento do pedófilo de suas funções religiosas.
A intimação de Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), feita pela Polícia Federal, movimentou o cenário político nesta quarta-feira, 21. O episódio envolve o vazamento de mensagens de WhatsApp que sugerem um uso “fora do rito” do TSE pelo ministro Alexandre de Moraes para avançar no inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF), evento que ficou conhecido como Vaza Toga.
O depoimento de Tagliaferro está agendado para quinta-feira, 22, às 11h, na Superintendência da PF em São Paulo. Além de Tagliaferro, sua esposa e cunhado também foram intimados a prestar esclarecimentos. O inquérito foi iniciado a pedido de Alexandre de Moraes, que na época era chefe da AEED.
O que é a Vaza Toga?
Mensagens de texto trocadas entre assessores de Alexandre de Moraes sugerem que o TSE foi utilizado “fora do rito” para fornecer informações ao STF, conforme reportagem da Folha de S. Paulo, publicada em 13 de agosto de 2023. Esses dados foram coletados pelo setor de combate à desinformação do TSE e posteriormente encaminhados ao gabinete de Moraes.
A prática foi revelada quando o jornal obteve acesso a mais de 6 gigabytes de mensagens e arquivos. Essas mensagens, trocadas pelo aplicativo WhatsApp, mostraram que o juiz instrutor Airton Vieira, do STF, solicitava informalmente ao funcionário do TSE diversos relatórios, muitos deles contra aliados de Jair Bolsonaro. Esses documentos eram enviados diretamente para o inquérito das fake news no STF.
Qual a Gravidade do Caso de Vaza Toga?
O vazamento de informações entre duas importantes instituições do Judiciário brasileiro levanta questões sobre a autonomia e integridade de ambos os órgãos. A revelação de que o TSE fornecia dados para o STF “fora do rito” institucional pode configurar uma violação dos procedimentos formais para investigações internas e em curso.
Repercussões da Vaza Toga no Judiciário
Paulo Gonet, procurador-geral da República, arquivou uma notícia-crime sobre Alexandre de Moraes apresentada pelo partido Novo. A acusação abrangia falsidade ideológica e formação de quadrilha nesse escândalo. Gonet, que teve apoio de Moraes para ser indicado ao cargo, afirmou que não há evidências de que Moraes, Airton Vieira, ou Eduardo Tagliaferro infringiram a lei.
Segundo Gonet, os documentos enviados do TSE para o STF eram apenas reproduções de conteúdos publicados em redes sociais por perfis que buscavam descredibilizar as instituições eleitorais. Esse argumento tem sido suficiente para manter Moraes afastado de uma possível responsabilidade legal sobre as ações reveladas pela Vaza Toga.
Impacto e Perspectivas Futuras
O escândalo da Vaza Toga trouxe à tona uma série de questionamentos sobre a transparência e ética no manejo de informações sigilosas pelos tribunais superiores no Brasil. A continuidade das investigações por parte da Polícia Federal pode desenrolar novas revelações e ampliar o debate público sobre a governança e procedimentos internos das cortes.
O desfecho do depoimento de Eduardo Tagliaferro e de outros implicados pode determinar novos rumos para o caso. A intimidade das trocas de informações por aplicativos pessoais também coloca em cheque a segurança digital e integridade dos processos investigativos no país.
Acompanhe futuras atualizações deste escândalo que promete influenciar a política e o judiciário brasileiros de formas até então impensadas.
Intimações: Eduardo Tagliaferro, sua esposa e cunhado na Superintendência da PF em São Paulo.
Data de Depoimento: 22 de fevereiro, 11h.
Investidores: Alexandre de Moraes e Airton Vieira.
Quantidade de Mensagens: Mais de 6 gigabytes entre TSE e STF.
Arquivamento: Paulo Gonet, procurador-geral da República.
Empresa é dona do avião que caiu em Vinhedo, no estado de São Paulo, neste mês
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
A empresa aérea Voepass informou nesta terça-feira (20) que irá deixar de operar voos diários para nove destinos até o dia 26 de outubro. Em nota, a companhia disse que a medida é uma readequação das operações após a queda do turboélice ATR 72-500, que fazia o voo 2283 e que caiu em Vinhedo (SP), no último dia 9 deste mês. O acidente matou as 62 pessoas a bordo.
A empresa já havia noticiado que iria suspender a venda de passagens para alguns destinos.
Segundo a Voepass, desde o dia 9, já foram interrompidos os voos com destino a Fortaleza, Belo Horizonte e Porto Seguro (BA). A partir do dia 26 de agosto, deixarão de operar as rotas para Salvador, Natal e Mossoró (RN), e em 2 de setembro, para São José do Rio Preto (SP), Cascavel (PR) e Rio Verde (GO).
“Com uma aeronave a menos em sua frota, a Voepass Linhas Aéreas informa que foi necessário realizar uma readequação em sua malha. A medida objetiva garantir uma melhora significativa na experiência dos passageiros, minimizando eventuais atrasos e cancelamentos”, informa a nota divulgada pela Voepass.
Segundo a empresa, os passageiros que compraram bilhetes dos voos cancelados serão “tratados conforme a base a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)”, que trata das condições para transporte de passageiros.
Em caso de atrasos, cancelamentos e interrupção do serviço de transporte aéreo, a Anac orienta os passageiros afetados a contatarem a companhia aérea responsável pelo voo. A empresa aérea deve cumprir os dispositivos previstos na Resolução nº 400, de 13 de dezembro de 2016.
Segundo a resolução, em caso de interrupção do serviço, a companhia deve oferecer “as alternativas de reacomodação, reembolso e execução do serviço por outra modalidade de transporte, devendo a escolha ser do passageiro”, Rio de Janeiro, onde ficará à disposição da Justiça.
Liminar do ministro será submetida ao crivo da Segunda Turma em sessão virtual
Marcelo Odebrecht é um dos principais alvos da Lava Jato | Foto: Reprodução/X/Twitter
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli que anulou os processos e as investigações contra Marcelo Odebrecht na Lava Jato será julgada pela Segunda Turma. A apuração é da coluna de Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo a publicação, os ministros decidirão sobre a manutenção da liminar, vigente há três meses, entre 30 de agosto e 6 de setembro em plenário virtual.
No julgamento virtual, não há debate direto entre os ministros, já que a votação não ocorre em tempo real. Cada magistrado registra o voto na plataforma on-line, sem a obrigatoriedade de justificativas por escrito. Um pedido de destaque pode transferir o julgamento para o plenário físico.
Toffoli anulou todas as decisões da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba relativas à Odebrecht depois de um pedido da defesa do empresário.
Dias Toffoli decidiu que o empreiteiro Marcelo Odebrecht não cometeu as ilegalidades que confessou em depoimento eternizado num vídeo | Foto: Reprodução/Redes Sociais
O ministro também suspendeu todos os inquéritos e os procedimentos penais contra Marcelo Odebrecht. Ele alegou que houve “conluio processual” entre o ex-juiz Sergio Moro e a força-tarefa de Curitiba, o que violava os direitos do empresário. O acordo de delação, no entanto, foi mantido válido por Toffoli.
Marcelo Odebrecht é réu confesso
Marcelo Odebrecht concluiu a pena por corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro em 2023. A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu da decisão e alegou que a anulação generalizada dos processos é irregular.
O empresário confessou ter pago propinas a vários agentes públicos e políticos de diferentes partidos. Ele era presidente da construtora Odebrecht quando a Lava Jato foi deflagrada, em 2014.
Na tarde deste sábado, as redes sociais dos moradores de Porto Velho foram inundadas por vídeos, fotos e prints de uma briga que ocorreu em uma academia localizada na Avenida Campos Sales, no Bairro Olaria, região central da cidade. A princípio, diversas suposições começaram a circular sobre o ocorrido, mas as informações foram se ajustando aos poucos.
Inicialmente, este site de notícias divulgou os acontecimentos de forma superficial devido à falta de dados concretos. No entanto, após a reportagem ganhar grande repercussão, a mulher agredida na academia entrou em contato com o jornalista através do WhatsApp para esclarecer alguns pontos que, segundo ela, estavam sendo mal interpretados por diversas pessoas.
⏯️Confusão! Mulher invade academia e agride suposta amante do marido
Uma mulher teve um ataque de fúria em uma academia de Porto Velho, Rondônia, na tarde de sábado (17/8), ao encontrar a suposta amante de seu marido. O incidente, ocorrido na Avenida Campos Sales, envolveu… pic.twitter.com/7cqM2yWWRk
Mulher Agredida na Academia conta sua Versão dos Fatos
A mulher, que é aluna da academia e pediu para não ser identificada, afirmou que foi surpreendida quando outra mulher chegou ao local para tirar satisfações. Ambas, de acordo com a aluna, eram amigas e costumavam viajar juntas. No entanto, a agressora estava se envolvendo com um advogado renomado, que é casado.
No final de 2023, mais precisamente em novembro, a amante do advogado encontrou-se com a esposa dele na esquina da academia, resultando em uma luta corporal. Apesar do conflito, o advogado continua casado com sua esposa, que também é advogada. A amante acreditava que a aluna havia revelado informações ao advogado sobre ela, o que, na verdade, foi descoberto por um detetive contratado por ele.
O que motivou a briga na academia?
De acordo com a aluna, o advogado soube de certas revelações sobre a amante através do detetive que contratara. Esses detalhes específicos não foram divulgados, mas a amante, revoltada por ter sido descoberta, foi até a academia para confrontar a aluna, acreditando que ela tivesse contado sobre as descobertas do detetive. Tal mal-entendido resultou em uma luta física, na qual até um personal trainer acabou sendo ferido.
Curiosidades sobre o caso que viralizou nas redes sociais
A briga ocorreu em uma academia bem movimentada, na região central de Porto Velho.
Ambas as mulheres envolvidas eram amigas e frequentavam a academia juntas.
O advogado, que é casado, contratou um detetive para seguir a amante.
Um personal trainer foi arranhado e mordido durante a confusão.
A aluna afirmou à reportagem que não tem envolvimento amoroso com o advogado, de quem é amiga há mais de 13 anos. Ela expressou seu desejo de esclarecer a situação e pediu para que fosse feita uma nova matéria destacando esses pontos. O espaço permanece aberto caso a outra parte envolvida queira se manifestar.
Este incidente destaca como mal-entendidos e suposições podem escalar rapidamente, especialmente em tempos de redes sociais, onde informação pode se espalhar como fogo em rastilho de pólvora. A verdade é que toda história tem dois lados, e ouvir todas as partes envolvidas é fundamental para uma compreensão justa do ocorrido.
Em um movimento polêmico, a troca de mensagens entre assessores do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelada pela Folha de S.Paulo, trouxe à tona uma nova controvérsia envolvendo o ex-deputado federal Alexandre Frota (PDT) e o cantor gospel Davi Sacer. A revelação tem causado diversas reações, especialmente no meio evangélico.
Davi Sacer, cuja conta no Twitter foi bloqueada no dia 15 de novembro de 2022, ainda não recuperou o acesso à sua conta. O bloqueio ocorreu após um diálogo entre o juiz instrutor Airton Vieira e Eduardo Tagliaferro, então chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE. A conversa se concentrava nas publicações de Sacer nas redes sociais.
Davi Sacer: A Figura Central da Polêmica
Eduardo Tagliaferro, durante a troca de mensagens, destacou a importância de Davi Sacer no cenário musical gospel e sugeriu que a ação de bloqueio fosse reconsiderada devido à sua influência. Essa sugestão, porém, não foi suficiente para modificar a decisão inicial.
Tagliaferro afirmou: “Dr. Airton, não sei se é uma boa ir para cima do Davi Sacer. Esse cara é o cantor gospel mais famoso e influente. Vai mobilizar católicos e evangélicos, além de outros cantores. Não seria melhor esperar um pouco?”
O papel de Alexandre Frota na situação foi determinante. Segundo as mensagens reveladas, foi o próprio ministro Alexandre de Moraes quem demandou a ação, que veio após ser abordado pelo ex-deputado Frota. O juiz auxiliar de Moraes, Airton Vieira, deixou clara essa influência: “O problema é que foi o ministro quem passou. Depois recebi pelo Deputado Frota… Paciência. Vamos em frente.”
Resposta de Davi Sacer e Apoio dos Seguidores
Em resposta à polêmica, Davi Sacer usou o Instagram para compartilhar um trecho da reportagem e pediu orações aos seus seguidores. Ele escreveu: “Nossa luta é contra principados e potestades. Orem por mim!!!”. O cantor destacou a luta espiritual que acredita estar enfrentando.
A revelação gerou uma série de reações. No meio gospel, muitos se manifestaram em apoio a Sacer, criticando a ação do STF como uma tentativa de silenciamento. A comunidade evangélica é conhecida por sua unidade e força, e a ação contra um de seus mais proeminentes cantores pode ter consequências amplas.
Consequências Legais e Políticas
Repercussão na mídia evangélica e secular
Debate sobre liberdade de expressão e seu limite
Possível efeito dominó em ações similares contra outras figuras públicas
Essa situação serve como um lembrete do delicado equilíbrio entre ações judiciais e liberdade de expressão, principalmente quando figuras públicas estão envolvidas. A influência de figuras políticas como Alexandre Frota adiciona uma camada extra de complexidade ao caso.
A questão que permeia essa polêmica é: até onde vai o direito de expressão nas redes sociais? A decisão de bloquear a conta de uma figura influente como Davi Sacer levanta debates importantes sobre censura, liberdade religiosa e as repercussões de influências políticas nos processos judiciais.
No dia 24 de janeiro de 2014, um piloto da Gol teve um encontro inusitado durante o voo 9109, que fazia o trajeto de Brasília a Fortaleza. Segundo um documento da Força Aérea Brasileira (FAB) de 2014, disponível no Arquivo Nacional, o piloto avistou um Objeto Voador Não Identificado (Óvni) em velocidade “supersônica”. Para evitar uma colisão iminente, o comandante precisou realizar uma manobra evasiva.
A observação ocorreu por volta das 12h10, quando o avião estava entre 10 mil e 10,6 mil metros de altitude, momento em que se preparava para pousar. De acordo com o relato, o objeto foi visto no Sistema Anticolisão de Tráfego de outro voo, desta vez da Avianca. Um terceiro piloto, em uma rota entre Alagoas e Piauí, também relatou ter feito contato visual com o objeto, descrito como de tamanho médio a grande e de cor branca. Esse objeto mostrou capacidade de realizar movimentos em zigue-zague em alta velocidade.
Relatório da FAB no Arquivo Nacional mostra relato de observação de Óvni — Foto: Reprodução
Avistamento de Óvni na Rota Brasília-Fortaleza
O caso que envolveu o voo 9109 não foi isolado. Outros pilotos também relataram encontros semelhantes no espaço aéreo brasileiro. Por exemplo, o comandante da Gol ficou a apenas 90 metros de distância do óvni, o que forçou a realização de manobras evasivas para evitar uma colisão direta. Essas manobras não foram exclusivas ao piloto da Gol; o comandante da Avianca também precisou executar atitudes semelhantes.
O Arquivo Nacional revelou cerca de 30 documentos com relatos de pilotos brasileiros sobre avistamentos de Óvnis nos céus do país. Todos esses informes foram realizados no último ano aos Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindactas), órgão vinculado à FAB. Esses documentos são fundamentais para entendermos a frequência e a seriedade com que esses eventos são tratados.
Existem Outras Evidências de Avistamentos de Óvnis?
Sim, vários relatos são semelhantes e se repetem ao longo dos anos. Na madrugada do dia 7 de fevereiro de 2023, por exemplo, um piloto relatou ter visto no céu de Navegantes, em Santa Catarina, “uma bola pequena a grande (variando)” a uma velocidade “dez vezes maior que a de um avião comercial”. Ele também afirmou que a ocorrência se assemelha a eventos reportados no ano anterior, no mesmo lugar.
A maioria das fichas de avistamentos remete à região Sul do Brasil, principalmente nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em abril, um aviador que se preparava para pousar no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, comunicou ter visto um óvni estático, que mudava de cor entre branca e alaranjada. O documento ainda descreve que essa foi a quarta vez na semana que o observador avistou o mesmo objeto.
Outros Relatos Importantes
Há ainda outros relatos que destacam a presença de Óvnis com características semelhantes. Um profissional voando em direção a Santa Catarina, enquanto sobrevoava o município de Ilha Comprida, em São Paulo, observou de quatro a cinco objetos com luzes brancas intermitentes. Esses objetos faziam movimentos circulares, formando figuras geométricas e se movendo a uma velocidade impressionante.
Um piloto relatou a observação de uma “bola pequena a grande (variando)” em Navegantes, Santa Catarina.
Outro avistamento revelou um óvni estático com cores variáveis observado em Porto Alegre.
Pilotos sobrevoando Ilha Comprida, São Paulo, relataram a formação circular de múltiplos óvnis.
Esses eventos realmente desafiam nossas compreensões atuais sobre fenômenos aéreos e continuam a intrigar especialistas e entusiastas.
Marcos Paulo da Silva, popularmente conhecido como “Lúcifer”, é uma das figuras mais apavorantes dentro das penitenciárias brasileiras. Com um histórico de transtorno de personalidade antissocial e psicose, ele se gaba de ter cometido 50 assassinatos brutais dentro do sistema prisional de São Paulo.
Originário de um passado criminoso e violento, Marcos Paulo da Silva, ao ser preso pela primeira vez aos 18 anos em 1995, rapidamente se afiliou ao Primeiro Comando da Capital (PCC), onde ganhou notoriedade pela sua brutalidade. Porém, seu trajeto criminal tomou um rumo ainda mais sangrento após sua ruptura com a facção.
Quem é “Lúcifer”?
Marcos Paulo da Silva é uma figura sombria no submundo do crime, especialmente dentro das penitenciárias brasileiras. Após ser preso em 1995, ele rapidamente ganhou destaque dentro do PCC por sua violência extrema.
No entanto, em 2013, ele se desentendeu com a facção, alegando que o PCC havia se desvirtuado de seus princípios originais, focando exclusivamente no lucro e negligenciando a proteção dos presos. A partir desse rompimento, um novo capítulo sangrento se iniciou em sua vida criminosa.
Qual foi a Razão do Rompimento com o PCC?
O rompimento de Marcos Paulo da Silva com o PCC em 2013 foi motivado pelo que ele percebia como uma traição aos princípios originais da facção. Este desacordo abriu caminho para a criação de sua própria organização, a Irmandade de Resgate do Bonde Cerol Fininho.
A facção “Cerol Fininho” recebeu esse nome devido a uma prática cruel: o uso de linhas cobertas com vidro e cola para mutilar inimigos, simbolizando a brutalidade dos atos de seus membros.
Um crime particularmente chocante ocorreu em fevereiro de 2015, quando os guardas penitenciários encontraram corpos mutilados na Penitenciária 1 de Presidente Venceslau, com “Cerol Fininho” escrito nas celas usando o sangue das vítimas.
Quais eram os Métodos de Lúcifer?
Marcos Paulo da Silva tem um histórico de crimes violentos dentro das prisões. Entre os mais notáveis está o massacre de cinco detentos na Penitenciária de Serra Azul em 2011. Durante a ação, ele expressou seu desejo de matar ainda mais, demonstrando sua psicopatia inerente.
Em outro incidente aterrorizante, ele e seus comparsas tomaram vários agentes penitenciários como reféns, utilizando um estilete artesanal para decapitar suas vítimas. Estes atos de extrema violência solidificaram sua reputação como uma das figuras mais temidas dentro das prisões.
Como é a Relação de Lúcifer com Outras Facções?
Mesmo após romper com o PCC, Lúcifer continuou a ter interações com a facção. Em 2017, durante a Operação Echelon, foi descoberto que o PCC tentou contratá-lo para assassinar José Roberto Fernandes Barbosa, líder da Família do Norte (FDN), uma facção rival no tráfico de drogas em Manaus.
Apesar de a tentativa de assassinato ter sido evitada pela intervenção das autoridades, este evento sublinha a temida reputação de Lúcifer dentro do mundo do crime organizado. Atualmente, ele cumpre penas acumuladas de 217 anos e três meses de prisão.
Qual é a Situação Atual de Lúcifer nas Prisões?
A presença de Marcos Paulo da Silva em qualquer penitenciária causa pânico. Ele é constantemente transferido de unidade para unidade como uma tentativa de controlar seu comportamento violento. No entanto, essa estratégia não conseguiu reduzir o impacto de seu reinado de terror.
Mesmo com tais medidas, Lúcifer continua sendo uma figura central no ambiente de medo e violência dentro das prisões brasileiras. Sua trajetória perturbadora é um testemunho sombrio de como a violência pode crescer e persistir no sistema penal.
Em suma, a história de Marcos Paulo da Silva, conhecido como Lúcifer, é uma narrativa perturbadora de crimes brutais e psicopatia. Sua presença inexorável nas prisões brasileiras continua a ser uma fonte de medo e instabilidade.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria utilizado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para investigar pessoas que o insultaram em Nova York, nos Estados Unidos, após as eleições de 2022.
Segundo informações publicadas pela Folha de S. Paulo na segunda-feira, 19 de agosto de 2024, essa investigação é parte da ‘Vaza Toga’ e aconteceu em novembro de 2022. Nos dias 14 e 15 daquele mês, duas semanas após o segundo turno, Moraes participou de um evento organizado pelo ex-governador paulista João Doria em Nova York.
Além de Moraes, os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso e o então ministro Ricardo Lewandowski, atual titular do Ministério da Justiça, também estavam presentes no evento.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Uso do TSE nas Investigações: Uma Questão de Necessidade?
De acordo com a Folha, as mensagens trocadas entre assessores de Moraes no Supremo e membros do grupo do TSE de combate a fake news mostram que a estrutura de combate à desinformação foi usada contra os manifestantes bolsonaristas em Nova York antes mesmo da chegada de Moraes aos EUA.
Após a circulação de publicações sobre o evento e convocatórias para manifestações no local, Moraes acionou o juiz Marco Antônio Vargas, então no gabinete da presidência do TSE. Vargas, por sua vez, requisitou o monitoramento e a produção de um relatório à AEED (Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação) do TSE, liderada por Eduardo Tagliaferro.
Quais Medidas Foram Tomadas pelo Ministro Moraes?
Segundo o relatório, por volta das 21h de 11 de novembro de 2022, Tagliaferro enviou a primeira versão do documento, listando postagens com chamadas para uma caravana rumo a Nova York, incluindo mensagens em aplicativos móveis com ameaças a Moraes.
O relatório detalhava que a manifestação estava programada para 15 de novembro de 2022 em Nova York.
Os manifestantes planejavam protestar contra os ministros do STF que estavam na cidade.
Mensagens anônimas continham conteúdo ameaçador contra Alexandre de Moraes, o que foi comunicado à sua segurança pessoal.
No dia seguinte, Airton Vieira, juiz instrutor de Moraes no STF, enviou novas publicações a Tagliaferro para tentar identificar os responsáveis e produzir relatórios que seriam enviados ao Supremo. As postagens divulgavam o endereço do evento e o hotel onde os ministros estavam hospedados.
Investigações do TSE
A pertinência do uso do TSE para investigar os manifestantes foi questionada por Tagliaferro, já que o tema não estava relacionado diretamente ao trabalho de combate à desinformação do órgão. No entanto, Vieira explicou que o Ministro assinou uma decisão durante a madrugada autorizando a medida.
Como as publicações não foram derrubadas imediatamente após a decisão do STF, Vieira argumentou que a agilidade do TSE seria um fator crucial para a atuação rápida contra os manifestantes.
Tagliaferro questionou a fundamentação a ser usada pelo TSE, já que o tema não envolvia diretamente urnas ou pleitos eleitorais.
Vieira justificou a medida pela agilidade e rapidez proporcionada pela estrutura do TSE.
Relatórios simplificados foram solicitados para agilizar os processos.
Questionado pela Folha de S. Paulo sobre o episódio, o gabinete de Moraes respondeu em nota oficial: “Todos os procedimentos foram oficiais, regulares e estão devidamente documentados nos inquéritos e investigações em curso no STF, com integral participação da Procuradoria-Geral da República.”
Ricardo Stoppe Jr., conhecido como “rei do crédito de carbono”, faturou quase R$ 800 milhões com exploração de terras da união na Amazônia
O médico Ricardo Stoppe Júnior é apontado pela Polícia Federal (PF) como o responsável por fraudar documentos e ocupar ilegalmente terras da União na Floresta Amazônica. A dimensão do território invadido é semelhante ao do Distrito Federal: 538 mil hectares.
O caso foi mostrado neste domingo (18/8) pelo Fantástico. O médico é de Araçatuba, no interior paulista. Segundo a PF, ele vinha atuando na fraude de documentos antigos para grilar terras públicas desde 2004.
Com isso, a investigação calcula que ele teria lucrado R$ 180 milhões com projetos de crédito de carbono e mais R$ 600 milhões com extração ilegal de madeira. Não por acaso, ele ficou conhecido como o “rei do crédito de carbono”.
Para fraudar os documentos, Stoppe Júnior teria feito pagamentos de propina para funcionários de cartórios da região e até para servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Como o esquema funcionava?
Segundo a PF, o médico e seus sócios pagavam para mudar livros de registros antigos de imóveis – alguns, com quase 100 anos. Eles, basicamente, montavam processos ilegais de apropriação de terras públicas, inserindo folhas falsas.
A investigação analisou dois desses livros e identificou indícios de fraude. A propina paga aos funcionários de cartórios – com valor entre R$ 500 mil e R$ 700 mil – era para que eles atestassem a veracidade dos documentos falsos.
Com isso, Stoppe Júnior e os sócios ocuparam áreas públicas, fazendo verdadeira fortuna. Ele, inclusive, ficou famoso e chegou a participar da Conferência do Clima da ONU (COP 28) em Dubai, no fim de 2023, onde falou como “o rei do crédito de carbono”.
De acordo com o delegado da Polícia Federal Thiago Scarpelline, foram analisados 22 documentos, entre informações, relatórios e laudos periciais, que comprovaram que as supostas propriedades do médico estavam, na verdade, “dentro e em cima de área pública da união”.
Prisão e acusação contra o médico
Ricardo Stoppe Júnior foi preso em junho deste ano, mas a investigação contra ele e os sócios continuam em andamento. A PF identificou, pelo menos, 50 integrantes da organização criminosa. O médico é apontado como um dos líderes.
Ele e os sócios vão ser indiciados por desmatamento, corrupção de servidores públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa. No decorrer das investigações, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) informou à PF que os líderes do grupo tiveram movimentação suspeita de quase R$ 1,2 bilhão.
Ao Fantástico, a defesa disse que o médico é inocente e que perícias técnicas e contábeis vão esclarecer todas as acusações. Os advogados disseram, ainda, que a prisão do médico é desnecessária, pois ele é réu primário e sem antecedentes criminais.