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Foto: Rafael Machaddo / ECBahia

O torcedor do Bahia lamentou algo inédito neste sábado (3). Pela primeira vez na história, o tricolor foi derrotado pelo Fortaleza na Copa do Nodeste. O time comandado por Dado Cavalcanti perdeu por 2×1, no estádio Castelão, em jogo válido pela 7ª rodada do regional.  

Superior no primeiro tempo, o Fortaleza teve as melhores chances e abriu o placar com Matheus Jussa. O Bahia teve muita dificuldade de encontrar espaços e chamava a atenção pelas falhas do goleiro Douglas. O tricolor conseguiu chegar ao empate na união dos talentos de Rodriguinho e Gilberto. O camisa 10 serviu e o atacante se isolou na artilharia do regional ao anotar o 5º gol.  

A partida foi definida no segundo tempo por um jogador revelado pelo Vitória. David deu números finais ao placar, garantiu a classificação do Fortaleza às quartas de final e complicou o caminho do Bahia no campeonato. Com o resultado, a equipe baiana permaneceu com 10 pontos e caiu da segunda para a terceira colocação.

Para não sair do G4, o tricolor precisa torcer por tropeços de Sampaio Corrêa e Treze, 4º e 5º colocados respectivamente. A equipe maranhense joga neste sábado contra o ABC. Já a paraibana visita o Vitória, no domingo (4). 

FORTALEZA SUPERIOR

A primeira grande oportunidade do jogo foi do Fortaleza. Os donos da casa tiveram a chance de abrir o placar no Castelão após dois minutos de bola rolando quando Robson escapou pela direita. Wellington Paulista recebeu dentro da área e cruzou para David. O atacante cabeceou e exigiu grande defesa de Douglas. 

O goleiro tricolor evitou que a bola estufasse a rede dessa vez, mas não conseguiu fazer o mesmo aos 24 minutos, quando o Fortaleza produziu a segunda boa investida do jogo e abriu o placar. Após levantamento na área do Bahia, o zagueiro Conti desviou de cabeça e a bola sobrou com Matheus Vargas. Ele levantou a cabeça, tocou para trás e viu o xará marcar um golaço. Matheus Jussa bateu de primeira, com força, e correu para comemorar: 1×0.

Apesar da desvantagem no placar, o Bahia seguiu sem ameaçar o gol do Fortaleza. O time comandado por Dado Cavalcanti teve muita dificuldade para encontrar espaços e se mostrou fragilizado em sequência de falhas individuais de Douglas. 

Aos 34 minutos, o goleiro tricolor não conseguiu afastar o cabeceio de Carlinhos, mas deu sorte porque nenhum jogador do rival chegou para aproveitar o gol vazio. Aos 36, David cruzou na área, Douglas não conseguiu afastar e a bola ficou com Robson, que furou na hora de finalizar. Aos 40, ocorreu a falha mais marcante da etapa inicial. Daniel Guedes chutou e o goleiro do Bahia deixou a bola passar entre as pernas. O Fortaleza só não ampliou porque Conti tirou em cima da linha. 

O Bahia chegou com perigo ao gol adversário pela primeira vez aos 44 minutos e não desperdiçou. Edson passou para Rodriguinho e ele precisou de apenas dois toques na bola para deixar Gilberto de cara para a meta. O atacante deixou a bola quicar, bateu de primeira e igualou o marcador no Castelão: 1×1. 

RIVAL MAIS EFICIENTE

No segundo tempo, jogo bastante movimentado dos dois lados. O Fortaleza teve grande oportunidade quando David avanaçou pela esquerda e deixou Wellington Paulista de frente para a meta, mas o centroavante mandou por cima do travessão.

Depois, Robson teve duas oportunidades. Primeiro, ele chutou cruzado. Na sequência, invadiu a área e encontrou o zagueiro Conti no caminho. O Bahia reagiu com Matheus Bahia, que chutou de fora da área e viu Felipe Alves espalmar.

Robson não conseguiu assinar o segundo gol do Fortaleza, mas foi fundamental para que David anotasse o dele. Aos 14 minutos, ele fez belo lançamento e viu o companheiro revelado pelo Vitória comemorar diante do ex-rival. David dominou no peito, ganhou de Nino na força e chutou: 2×1. Os jogadores do Bahia reclamaram uma falta em cima de Nino, mas a arbitragem validou o gol. Na Copa do Nordeste não há VAR. 

O Bahia chegou perto do empate aos 34 minutos. Rossi cruzou, Lucas Fonseca desviou de cabeça e Gabriel Novaes, sozinho, mandou no travessão. 

FICHA TÉCNICA

Fortaleza 2×1 Bahia – 7ª rodada da Copa do Nordeste

Fortaleza: Felipe Alves, Daniel Guedes (Tinga), Quintero, João Paulo Silveira e Carlinhos; Éderson, Matheus Jussa e Matheus Vargas (Felipe); David (Yago Pikachu), Wellington Paulista (Gustavo Coutinho) e Robson (Romarinho). Técnico: Enderson Moreira.

Bahia: Douglas, Nino, Conti, Lucas Fonseca e Matheus Bahia (Juninho Capixaba); Patrick (Matheus Galdezani), Edson (Thaciano) e Daniel (Gabriel Novaes); Rossi (Alesson), Gilberto e Rodriguinho. Técnico: Dado Cavalcanti.

Estádio: Castelão, em Salvador
Gol: Matheus Jussa, aos 24 minutos, e Gilberto, aos 44, do 1º tempo; David, aos 14 minutos do 2º tempo.
Cartão amarelo: David, Lucas Fonseca, Matheus Jussa, Matheus Bahia, Daniel, Matheus Vargas, Juninho Capixaba e Gilberto.
Arbitragem: Gilberto Rodrigues Castro Junior, auxiliado por Clovis Amaral da Silva e John Andson Alves Ribeiro (Trio de PE).

Informações Correio


Desde o início da pandemia, 813.794 pessoas contraíram a doença e 15.660 tiveram óbito confirmado

Foto: Jefferson Peixoto/SecomPMS
Foto: Jefferson Peixoto/SecomPMS

A Bahia registrou 1.986 casos do novo coronavírus nas últimas 24 horas, conforme o boletim epidemiológico divulgado neste sábado (3) pela Secretaria estadual de Saúde (Sesab). Também foram registradas 61 novas mortes. Apesar de terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro das mortes foram realizadas hoje.

Desde o início da pandemia, 813.794 casos da Covid-19 foram confirmados, 783.065 pacientes já são considerados recuperados, 15.069 estão com o vírus ativo e 15.660 tiveram óbito confirmado. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.132.127casos descartados e 184.304 em investigação. Na Bahia, 45.709 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Conforme a Sesab, a redução do número de novos óbitos da Covid-19 em datas comemorativas e finais de semana ocorre devido à ausência de funcionamento dos serviços de notificação, como o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Núcleo Hospitalar de Epidemiologia, vigilâncias epidemiológicas municipais e outros serviços de saúde competentes.

Desta forma, esse número não demonstra o real quantitativo de óbitos que ocorreram neste período. O reflexo dos óbitos ocorridos só é possível ser visualizado com as devidas notificações nos sistemas de informação e possíveis investigações realizadas que possibilitem o seu encerramento.

Com o retorno do funcionamento dos serviços referidos é possível verificar um aumento significativo de novos óbitos, que não necessariamente ocorreram na data divulgada, ou seja, podem ter ocorrido em dias anteriores.

A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

Regulação

Às 15h desta sábado, 104 solicitações de internação em UTI Adulto Covid-19 constavam no sistema da Central Estadual de Regulação. Outros 58 pedidos para internação em leitos clínicos adultos Covid-19 estavam no sistema. Este número é dinâmico, uma vez que transferências e novas solicitações são feitas ao longo do dia.

Vacinação

Com 1.696.104 vacinados contra o coronavírus (Covid-19), dos quais 328.943 receberam também a segunda dose, até às 15 horas deste sábado, a Bahia é um dos estados do País com o maior número de imunizados.

Informações Bahia.ba


Preocupado com a alta taxa de mortes por Covid-19 em Feira de Santana, o deputado federal Zé Neto (PT) voltou a defender, em caráter de urgência, a criação de um Comitê de Crise para enfrentar o colapso que a rede de saúde vive há mais de 40 dias.

“Apesar de todo o esforço do governador Rui Costa e do secretário Fábio Vilas-Boas em ampliar, nos últimos dias, o atendimento à Covid-19 no Hospital Clériston Andrade, com mais 10 leitos de UTI e 30 leitos clínicos que, ao serem abertos já enfrentam fila de espera, e da população fazer a sua parte, é necessário que o município crie um Comitê de Crise com representações da sociedade e dos Poderes Públicos para combater esse colapso na saúde municipal que persiste há mais de 40 dias. Sobretudo, se levarmos em consideração o crescimento de 9,1% entre 2019 e o final de 2020 (subiu de 4,2% para 13,3) do número de mortes na cidade, que também registrou um aumento de 11% dos óbitos em casa no mesmo período e grande parte deles ocasionados por falta de atendimento especializado. Muitos por insuficiência respiratória que, somados ao significativo número de transferências de pacientes de Feira para a rede hospitalar de Salvador, mostra que essas mortes por Covid-19 podem ser maiores do que os registros oficiais”, alertou.

Durante esse “cenário de guerra”, a população, segundo Zé Neto, deve respeitar o lockdown e evitar aglomerações, principalmente neste feriado da Semana Santa. “Que possamos compreender a necessidade do distanciamento social e não confundir esse momento enfrentamento ao novo coronavírus com um final de semana prolongado. A Covid-19 está matando mais e em todas as faixas etárias, especialmente entre jovens e pessoas sem comorbidades”, afirma o deputado.

Ascom


Foto: Paula Fróes/ Correio

Os clientes sumiram e a noite está vazia. O prazer de uma cidade boêmia se congelou numa madrugada de maresia fria e sem tesão. A equipe do CORREIO ouviu pelo menos 14 profissionais do sexo durante duas noites pela orla de uma Salvador adormecida pela pandemia. Nem todas quiseram gravar entrevista ou tirar foto, mas não deixaram de contar suas histórias e como sobrevivem em tempos de coronavírus. Explicaram como tentam minimizar o risco de pegar a covid-19, apesar do medo da fome ser bem maior do que da doença que já matou mais de 320 mil pessoas no país. De todas as garotas, apenas uma usou a máscara o tempo todo. Comem o que levam em suas bolsas e só podem voltar para casa quando o sol nasce e os ônibus voltam a circular. Durante a reportagem, nenhuma foi abordada pela polícia ou fiscais da prefeitura, mas os jornalistas sim. Depois de apresentarmos o crachá, fomos liberados. Ser profissional do sexo não é crime, mas é condenada moralmente há séculos. É, inclusive, uma grata coincidência que esta reportagem seja publicada no encerramento da Semana Santa. O ápice da Páscoa é a ressurreição de Cristo, que escolheu aparecer primeiro justamente para Maria Madalena, tida por muitos anos como uma prostituta. Antes de iniciar a matéria, lembre-se: Quem não tem pecado, que atire a primeira pedra.
Moysés Suzart e Paula Fróes

Pastoras da noite

De vestidinho vermelho com a estampa do Mickey, Raquel se encosta num poste e acende um cigarro na orla de Salvador. Ela apenas observa as ruas se esvaziando por conta do lockdown parcial. Há pouco mais de um ano, mal conseguia terminar suas tragadas de tantos clientes à sua procura. Como uma pastora da noite, conduzia a madrugada de uma cidade que não sabia dormir cedo. 

Garota de programa, Raquel ganhava mimos, dinheiro, juras de amor. Era comum faturar R$ 500, antes mesmo do sol nascer. Hoje, com a capital precisando adormecer cedo para evitar o aumento de casos da covid-19, o dinheiro ganho num dia mal dá para comprar um maço de cigarro. Como oferecer prazer em tempos de distanciamento social? Nas ruas de Salvador, profissionais do sexo convivem com a falta de clientes e  o risco diário de pegar o coronavírus.

“Já estou há quatro horas aqui e não fiz nenhum programa. Está assim quase todos os dias, nem me preocupo com a contaminação da covid-19, pois não tem cliente. Gasto minha beleza pra nada”, disse Raquel, que trabalha ao lado do marido Val, vendedor ambulante de bebidas  durante a madrugada da orla.

Em 2020, Raquel conseguiu o auxílio emergencial, o que ajudou nas despesas durante a pandemia. Apesar da profissão não ser regulamentada, é reconhecida como ocupação pelo Ministério do Trabalho e Emprego, desde 2002. Contudo, nem todas conseguiram. “Que auxílio emergencial? Umas conseguiram, outras não. Eu não consegui. Gasto dinheiro com aluguel, fico linda e, quando finalmente aparece um cliente, me oferece R$ 20 pelo programa. Não vou. Estou custando menos que uma carne do sol? Já estou pensando em voltar para Recife”, disse a pernambucana Agata, amiga de Raquel. “Meu trabalho diminuiu 90%. Antes da pandemia, não ficava 15 minutos parada aqui”, lembra.

Riscos e fome
Segundo dados da Associação das Prostitutas da Bahia (Aprosba), até o final de 2019 Salvador possuía 820 prostitutas cadastradas, sem contar mulheres trans, como Raquel e Agata. Entre elas, quem mais sofre são as que trabalham nas ruas e becos da cidade, o que atinge 85% da classe.

Sem clientes, algumas passam fome. A Aprosba atende todos os dias garotas de programa sem dinheiro para comer ou sustentar os filhos. “Está muito triste. Meu telefone não para de receber ligações de prostitutas precisando comer ou pagar conta. Ajudamos com cestas básicas e auxiliamos, principalmente em 2020, com o cadastramento do auxilio emergencial. Algumas conseguiram, outras não. Muitas nem possuem CPF”, disse a coordenadora da Aprosba, Fátima Medeiros. 

Desde a última quarta-feira (31), a Aprosba resolveu parar, assim como outras associações, como a de Minas Gerais. Uma espécie de greve para que estado e prefeitura reconheçam profissionais do sexo como grupo com alta vulnerabilidade nesta pandemia, além de serem inseridas na vacinação contra a covid-19.  Contudo, das mulheres que conversaram com o CORREIO, nenhuma aderiu à greve. “Não posso, preciso comer”, disse a garota de programa Luana.

Há 10 anos, Luana se apaixonou, saiu da prostituição, casou e teve três filhos. O final deixou de ser feliz em dezembro de 2020, quando o marido levou uma facada numa briga, foi dar queixa, mas ele próprio acabou sendo preso. Havia um mandado de prisão em seu nome. Marido detido, pandemia, desemprego e três filhos para alimentar. Luana não teve outra saída. “Tentei vender salgado, mas voltava com R$ 10. Meus filhos não tinham mais leite pra beber em casa. Luz cortada, geladeira vazia. Voltei a fazer vida no meio da pandemia. Um sexo oral é mais dinheiro que um dia todo vendendo salgado”.
 
De volta às ruas, Luana se diz assustada com o risco de contrair covid-19. Para minimizar o perigo, ela criou seus próprios protocolos, com uma exigência: sem beijo na boca. “Me apavoro todo dia com o risco de morrer de covid e deixar meus filhos. Assim que entro no carro do cliente,  higienizo as mãos dele com meu álcool em gel. Como eu preciso tirar minha máscara para fazer oral, ele precisa estar o tempo todo com a dele no rosto”, explica. Segundo ela, a tática está dando certo. “Ainda não peguei”, frisa.

Dentro da realidade imposta pela profissão, alguns cuidados são importantes, como prega a Aprosba. Higienizar o local da relação é a primeira medida. Sobre as posições sexuais, vale algumas que evitam o contato face a face. Ter uma muda de roupa para fazer a troca a cada programa também minimiza os riscos. Contudo, o mais importante é evitar o beijo na boca. Como a doença é transmitida pelas vias respiratórias, a máscara se tornou uma espécie de preservativo contra o coronavírus. O problema é que nem todo mundo quer usar. 

Foto: Paula Fróes/CORREIO

“Se o cliente pede para eu beijar, não vou beijar? Claro que vou. Faço tudo, amor. Antes da pandemia, conseguia até R$ 200 por cliente. Hoje com lockdown, depois das 20h quase não passa mais carro aqui na rua e estou aceitando até R$ 100. Se não fizer o que o cliente quer, fico sem trabalhar, morro de fome. Tento me cuidar, evitar beijo na boca, transar de costas, mas se eles pedem, se faz parte do fetiche deles, vou fazer e rezar depois. Preciso comer, pagar aluguel e comprar as coisas que gosto”, disse Bruna, trans de 20 anos, que conversou com o CORREIO despida de máscara e exibindo, com orgulho, os seios volumosos.

Coordenadora do Grupo Gay da Bahia (GGB), a trans Millena Passos assegurou que o momento é crítico para mulheres trans. “Uma prostituta trans que passa dos 35 anos é uma vitoriosa. Poucas chegam a esta idade. Com a pandemia, temo que as coisas fiquem piores.  Elas tentam se cuidar, mas é muito difícil. Se não trabalhar, não come. É desolador”, conta Millena. Na última pesquisa do GGB, realizada em 2019, 329 LGBT+ foram vítimas de morte violenta no país, só naquele ano. As profissionais do sexo foram as que mais morreram entre as ocupações: 11,5%. Ainda não foi feita uma pesquisa sobre trans vítimas de covid-19. “Aquela que não pegou covid-19, é porque não está atendendo”, disse Millena.

Garoto de programa, Rafael Zickman fazia inúmeras viagens para participar de festas e programas pelo Brasil. Seu nome era requisitado. Com a pandemia, os trabalhos sumiram. Agora, tenta complementar a renda como motorista de aplicativo. Ele pegou covid-19 em agosto do ano passado. “Rodo Uber para poder me adaptar financeiramente e faço alguns eventos como Stripper, mesmo com esse lockdown. A clientela está com muito medo! Principalmente o público alvo, que são as pessoas mais velhas, entre 35 e 60 anos. Usar máscaras no ato do sexo pode prejudicar nosso trabalho, ninguém quer nada mecânico”, disse Rafael, de 23 anos.

Outra barreira é o toque de recolher. Mesmo com o decreto, elas burlam a fiscalização. “Não dá pra obedecer ao toque de recolher. Quando o chocolate passa (viatura da Rondesp), corremos, entramos nos becos e ficamos escondidas. Tenho um filho e ele não pode passar fome. Preciso me arriscar para ele comer”, disse Carol, de 25 anos. 

Foto: Paula Fróes/CORREIO

Sexo virtual
Para evitar a pandemia e continuar trabalhando, algumas garotas de programa migraram para o mundo virtual.  Entre sites especializados e plataformas, o queridinho do momento é o OnlyFans. O mecanismo é simples. O usuário paga para ter acesso a conteúdos exclusivos da pessoa, incluindo os eróticos. O site fica com 20% do lucro.

“Me reinventei. Uma solução foi monetizar o nudes. A gourmetização sexual chegou neste formato de conteúdo sexual, igualzinho a uma acompanhante, só que virtual. Com a chegada do Pix e a pandemia, a busca por conteúdo erótico virtual cresceu muito, até mesmo pelo próprio site de acompanhantes.  Onlyfans está na moda. Prefiro fazer chamada de vídeo pelo Zap. Não precisa sair de casa, é só  receber o pix e ligar a câmera. É uma forma de evitar a covid, né? ”, disse Taíse, de 20 anos.

A profissão mais antiga do mundo não possui regulamentação no Brasil. Prostitutas não têm direitos trabalhistas, sequer podem sonhar com aposentadoria. No Brasil, apenas dois projetos de lei foram feitos para regulamentar a profissão, incluindo a do ex-deputado Jean Willys, em 2012. Nunca foram votadas. Se serve de alento, nenhuma das Pastoras da Noite  desta reportagem teve covid-19, segundo as próprias. Elas permanecem sobrevivendo. “Um coração noturno com gritos de súplica, uma pena de amor, gosto de fome nas bocas de silêncio”, como escreveu Jorge Amado no clássico Pastores da Noite, lançado em 1964 (e que virou filme em 1977).

Informações Correio


Foto: Felipe Oliveira/ EC Bahia

Ter dinheiro para analisar o mercado e contratar os melhores e mais caros jogadores é sonho de praticamente dez entre dez clubes de futebol no mundo. Mas no Bahia, a relação entre o valor investido e o rendimento apresentado em campo surtiu pouco efeito nos últimos anos.

Considerando o período desde 2018, quando iniciou o mandato do atual presidente Guilherme Bellintani, jogadores que chegaram ao Esquadrão com pompas e figuram na lista dos mais caros comprados pelo clube deixaram a desejar e ou foram embora pelas portas do fundo ou perderam espaço no elenco.

O caso mais recente foi o do atacante Clayson. No início do ano passado, o tricolor fez investimento de R$ 4 milhões por 40% dos direitos econômicos do jogador, a terceira maior aquisição da história do clube. Clayson chegou ao Bahia referenciado pelas 11 assistências que havia dado pelo Corinthians, em 2019, e pelo título brasileiro com o alvinegro dois anos antes.

Em campo, a expectativa foi frustrada. As boas atuações foram raras, Clayson perdeu espaço no time titular e deixou de ser opção até no banco de reservas na reta final do Brasileirão. O atacante fez somente três gols em 42 jogos. Fora dos planos, ele estava treinando separado do elenco principal e ontem foi emprestado ao Cuiabá até dezembro. O contrato com o Bahia vai até o fim de 2022.

Antes de Clayson, outros dois jogadores contratados a “peso de ouro” (ou petróleo), também foram embora sem deixar saudade. O primeiro deles foi Fernandão. Idolatrado por causa da boa passagem no Esquadrão em 2013, o centroavante voltou ao clube em 2019 arrastando uma multidão ao aeroporto.

Após seis anos entre o futebol da Turquia e Arábia Saudita, a expectativa entre os tricolores era ter em Fernandão o goleador para dividir o trabalho com Gilberto. Para isso, o clube investiu cerca de R$ 4,5 milhões entre dinheiro e o abatimento de uma dívida que o Al Wehda tinha com a equipe baiana pelo empréstimo do meia Régis – o que coloca Fernandão como a segunda compra mais cara na história do Bahia.

Mais uma vez o esperado não aconteceu. No um ano e meio em que ficou no clube, Fernandão não passou nem perto do rendimento que teve em 2013. Ele balançou as redes 16 vezes em 61 jogos e chamou mais atenção pelos problemas físicos. Em setembro do ano passado as partes chegaram a um acordo e rescindiram o contrato – o atacante foi para o Goiás, onde terminou o Brasileirão, e agora está sem clube.

Diferentemente de Fernandão e Clayson, o zagueiro Wanderson não gerou grande expectativa ao chegar ao Bahia. Pouco conhecido por aqui apesar de ser baiano, o defensor foi comprado junto ao Athletico-PR por R$ 1,7 milhão em 2019. Disputou apenas 15 jogos antes de ser emprestado ao Fortaleza, no ano passado.

Por falar em defesa, é de lá que vem o maior investimento da história do Bahia. Também em 2019, o zagueiro Juninho teve 50% dos direitos econômicos adquiridos pelo Esquadrão. O defensor vivia grande fase no próprio Bahia, onde estava emprestado, e o clube decidiu pagar R$ 5,7 milhões ao Palmeiras para ficar com ele em definitivo e assinar até o fim de 2022.

Após efetuar a compra, o Bahia viu o rendimento de Juninho cair de forma drástica. No ano passado o zagueiro abusou das falhas e perdeu a posição de titular durante a temporada. Juninho segue no elenco de Dado Cavalcanti, mas continua perdendo cada vez mais espaço no clube após as chegadas de Luiz Otávio e Germán Conti para reforçar o sistema defensivo.

Paraguaio na área
Nesta quarta-feira (31) o Bahia oficializou mais uma contratação milionária. O atacante paraguaio Oscar Ruiz, de 29 anos, chega do Cerro Porteño para reforçar um setor carente no time. Apesar da diretoria não confirmar os valores, o Esquadrão investiu cerca de 400 mil dólares (R$ 2,3 milhões) para ter o jogador em definitivo.

Ruiz se tornou a quinta maior compra direta da história do Bahia e assinou contrato até o fim de 2023. Ele desembarca hoje em Salvador, onde passará por exames e será incorporado ao elenco na Cidade Tricolor.

Informações Correio


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu pedidos de autorização excepcional de importação e distribuição da vacina russa Sputnik V.

A agência reguladora disse que os pedidos foram feitos durante a semana separadamente por nove estados. Eles foram encaminhados pelos governadores de Bahia, Acre, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Ceará, Pernambuco e Sergipe.

Para que a Anvisa possa tratar os pedidos de importação e esclarecer aspectos técnicos relevantes, foi proposta reunião de trabalho entre os cinco diretores da agência e os governadores. O encontro deve ocorrer na próxima semana.

“A Anvisa permanece comprometida com a disponibilização de vacinas à população em tempo oportuno e com a devida segurança, qualidade e eficácia. Assim, segue atuando conforme os procedimentos científicos e regulatórios necessários à autorização desses produtos.”, disse em nota.

A assessoria de comunicação do governo do Piauí disse, em nota, que esses pedidos de importação são referentes ao contrato realizado pelos governadores do Nordeste com o Fundo Russo de Investimento Direto para a aquisição de 37 milhões de doses.

Os governadores nordestinos tomaram a iniciativa de negociar por conta própria, como fez o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com a Coronavac, no ano passado.

“Os estados do Acre e de Mato Grosso fizeram contrato com o consórcio do Nordeste para entender como participar da compra”, disse a assessoria em nota.

Informações: Bahia Notícias


Não é novidade que o preço do gás de cozinha e dos combustíveis, especialmente a gasolina, têm subido bastante nos últimos meses. Assim como tem acontecido com os alimentos, a alta nos combustíveis tem gerado um impacto grande no orçamento pessoal. E, além disso, forçado uma mudança de comportamento para que continuem cabendo nas contas.

Em 12 meses, a alta do gás e da gasolina em Salvador e Região Metropolitana foi maior do que a média nacional.
De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação acumulada dos 12 meses em Salvador e região gerou uma alta de 22,76% no gás de cozinha, 18,93% na gasolina, 24,15% no etanol e 14,18% no diesel. A média nacional para o gás de cozinha é de 18,26%, enquanto a gasolina ficou em 15,80%.
O aumento dos preços neste ano também tem pesado no bolso dos baianos. O gás aumentou 11,44%, enquanto a gasolina subiu 15% nos três primeiros meses de 2021. Uma rotina que tem feito muita gente mudar costumes e buscar economia para manter o orçamento doméstico em dia.

Informações: G1 Bahia


No dia 9 de janeiro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a Lei Romeo Mion, que criou a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). Um dos trechos da norma retirado pelo Chefe do Executivo brasileiro foi o que dava prazo de 180 dias para a regulamentação em estados e municípios. Sexta-feira, dia 2 de abril de 2021, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, e a Bahia ainda não tem a regulamentação dessa lei.

Com o nome em homenagem ao filho do apresentador de televisão Marcos Mion, que possui transtorno de espectro autista (TEA), a norma prevê que a Ciptea assegure aos portadores “atenção integral, pronto atendimento e prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social”.

Na visão do vice-presidente da Associação de Amigos do Autista da Bahia (AMA-BA), Leonardo Martinez, a implantação da carteira no estado é fundamental. “O autismo é uma deficiência que não tem características físicas. Desde 2012 foi definido como deficiência. Para as pessoas poderem exercer seus direitos, como não tem característica física, se torna mais difícil. A partir da carteira, se torna mais fácil, e evita o preconceito de quem não consegue entender quando aquela pessoa precisa de prioridade na fila, assento no ônibus. Além de outras questões. Banco de dados, informações, características públicas, etc.”, afirmou.

Informações: Bahia Notícias


Necessidade de investimento em pesquisas também foi destacada pelo médico, mestre e doutor em Medicina Interna pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública, pesquisador de pós-doutorado do Departamento de Imagem Cardiovascular no Johns Hopkins Hospital em Baltimore – Estados Unidos, membro titular da Academia de Medicina da Bahia e vice-presidente do Departamento de Imagem Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

A morte tem sido a consequência mais dura da Covid-19 em todo o planeta, mas outra questão também chama a atenção de médicos e cientistas: as sequelas deixadas pela doença. O assunto foi abordado pelo médico cardiologista André Almeida, em audiência pública realizada pela Comissão Especial para Avaliação dos Impactos da Pandemia da Covid-19 da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), nesta quarta-feira (31).

Com o tema “Sequelas cardiovasculares devido à infecção pela Covid-19″, o médico ressaltou que, entre as manifestações provocadas pela doença, estão a microtrombose pulmonar, arritmia, Acidente Vascular Cerebral (AVC), aumento do colesterol, injúria miocárdica e insuficiência cardíaca. E mesmo quem teve apenas sintomas leves e já fechou o ciclo do vírus pode sofrer com alguma sequela no coração.

Sinais como a fadiga e dor no peito devem ser considerados para que a pessoa procure assistência profissional. “Muita gente está saindo da Covid e não faz a avaliação posterior achando que está tudo bem, mas pode não estar. A falta de ar precisa ser investigada, a fisioterapia é importantíssima”, frisou o cardiologista, acrescentando que outra sequela pode ser uma cicatriz no coração, capaz de comprometer o bom funcionamento do órgão. O problema, informou o cardiologista, pode ser identificado com ressonância magnética, que ainda é um exame caro e infelizmente inacessível à maioria da população.

Durante a audiência, que contou também com as participações do presidente da Academia Bahiana de Medicina, Antônio Carlos Lopes, e da médica e professora emérita da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Eliane Azevêdo, também membro da Academia, foram discutidas ainda as sequelas tardias e levantada a possibilidade da ocorrência de uma síndrome pós-Covid. Sobre essas questões, Almeida disse que ainda não há estudos conclusivos e, por isso, é necessário atenção a sinais de alteração no organismo e investimentos em  pesquisas.

A importância da explanação do médico foi destacada pelos colegas e pelo presidente da comissão da Covid na Alba, deputado estadual Angelo Almeida. “A fala do doutor André abriu um horizonte de preocupação oportuno para o futuro”, observou Eliane Azevedo.

“Quando eu soube dessa audiência, eu disse que aprenderia muito e aprendi”, valorizou Antônio carlos Lopes. “Saio dessa audiência muito enriquecido e mais convencido de que precisamos nos unir na busca por vacina e cuidados essenciais, como o uso de máscara e higienização das mãos”, frisou Angelo.

Próximas audiências

Outras duas audiências da comissão da Covid já estão marcadas: no dia 28 de abril, será sobre “A sobrevivência das atividades econômicas no cenário da Covid-19”, com o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), Carlos Andrade; e no dia 5 de maio, sobre o “Aumento do lixo durante a pandemia: impactos e possibilidades de uma vida sustentável”, com a consultora em sustentabilidade, Jurema Cintra, advogada e ativista de direitos humanos.

Para receber o link e participar do debate, as inscrições devem ser feitas pelo WhatsApp 71 99718-2427, enviando nome, cidade, profissão e instituição que representa.Informações por Assessoria

Informações Valter Vieira


(Foto: Divulgação/EC Bahia)

O Bahia oficializou mais um reforço para a temporada 2021. Nesta quinta-feira (1º), o tricolor anunciou a contratação do meia-atacante Thaciano, de 25 anos. O jogador chega emprestado pelo Grêmio e vai defender o clube baiano até o fim do ano. 

Thaciano já está integrado ao elenco do Bahia. Nesta quarta-feira (31), ele passou por exames médicos e fez o primeiro treino na Cidade Tricolor. O Bahia será o quinto clube na carreira do meia, que passou ainda por Porto-PE, Santos, Boa Esporte e Grêmio. 

Apesar de ser meia de origem, Thaciano pode jogar em outras posições do meio-campo. Sob o comando de Renato Gaúcho, ele chegou a jogar de volante, além de lateral direito e ponta. 

Este ano, Santos e Athletico-PR tentaram a contratação do meia, mas as conversas não avançaram. Como vinha atuando pelo time alternativo do Grêmio no Campeonato Gaúcho, a última partida de Thaciano foi no último domingo (28). O jogador já está regularizado e pode estrear com a camisa tricolor. 

Informações Correio

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