O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (MDB), defendeu nesta terça-feira (22) o nome do ex-prefeito da cidade José Ronaldo (UB) como vice na chapa encabeçada por ACM Neto (UB), que disputará o governo da Bahia nas eleições de outubro.
Em entrevista ao Grupo Lomes de Comunicação, Colbert disse que Ronaldo é um nome “extremamente preparado” e uma pessoa que tem um “conhecimento político grande”. “Tem uma experiência como prefeito de Feira de Santana de mais de 16 anos. É uma nome extremamente experiente e que vai compor bem a chapa com ACM Neto”, avaliou.
Colbert Martins afirmou ainda que já está fazendo campanha para ACM Neto em Feira de Santana. “É o melhor para a Bahia neste momento. Tem meu apoio porque é muito preparado e um líder nato”, completou.
As péssimas condições de trabalho da Polícia Civil baiana foi alvo de crítica do deputado estadual Carlos Geilson (PSDB), nesta terça-feira (22). A categoria paralisou as atividades nas delegacias da Bahia.
Os policiais civis estão reivindicando a remoção dos presos com prisão decretada das unidades policiais, a manutenção das viaturas e também a equiparação salarial dos agentes do nível médio e superior.
“A precarização da Polícia Civil é fruto da política atrasada do Governo do Estado. A falta de compromisso com a segurança do povo baiano é algo que beira o absurdo”, criticou o deputado estadual.
A categoria promete encerrar a paralisação somente após o Governo do Estado se pronunciar sobre a transferência dos presos.
O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta terça-feira (22) que é preciso diálogo entre os governos federal e estadual e o Congresso Nacional para buscar uma solução para conter a alta dos combustíveis no país. Em entrevista à rádio Sociedade, ele disse ainda que a Bahia tem uma das maiores alíquotas do ICMS sobre combustíveis do país.
Na entrevista, Neto também falou sobre o diálogo em torno do posto de vice em sua chapa, afirmou que seu foco é na Bahia, voltou a destacar que irá governar com qualquer presidente que seja eleito, criticou a ofensiva do governo sobre prefeitos do PP e ressaltou que pretende visitar 40 cidades por mês a partir de abril, completando 200 municípios até o início da campanha.
“O que eu vejo no Brasil é a falta de diálogo (em torno do preço dos combustíveis). É o governo federal querendo jogar o problema no colo dos governadores e os governadores querendo jogar no colo do governo federal. E aí fica essa guerra e essa disputa de narrativa, e nós estamos pagando R$ 8 (por litro de gasolina). O caminho é sentar à mesa governadores, governo federal e Congresso e cada um vai ter que dar um pouquinho da sua parcela de renúncia”, disse.
“Se todo mundo abrir mão, estados e governo federal, se cada um der a sua contribuição, a gente consegue conter essa alta absurda no preço dos combustíveis. Agora, não pode ser esse jogo de empurra”, completou, destacando ainda sobre o ICMS da Bahia sobre combustíveis: “Em relação à tributação, basta comparar com outros estados do Brasil que você vai ver que a Bahia tem uma mais elevadas do país”.
Definições de vice Sobre o posto de vice, Neto disse não ter pressa e que a prioridade no momento são as definições em torno da janela partidária. Em tese, o nome de vice pode ser apresentado até o período das convenções, entre o final de julho e início de agosto. Questionado sobre diversos nomes, ele falou sobre o ex-prefeito de Feira de Santana Zé Ronaldo (União Brasil), o prefeito de Mata de São João, João Gualberto (PSDB) e os deputados federais Marcelo Nilo (sem partido), Félix Mendonça Jr. (PDT) e Marcio Marinho (Republicanos).
Questionado sobre a disputa pelo Palácio do Planalto, ACM Neto voltou a frisar que seu foco está na Bahia. “Eu não enxergo nenhum postulante ao Palácio do Planalto como adversário. Sou candidato ao governo da Bahia. Caso seja eleito, vou governar com qualquer presidente que o Brasil venha a escolher”, disse.
ACM Neto criticou a ofensiva do governo sobre prefeitos do PP e disse ter sido procurado por gestores municipais do interior de diversos partidos, inclusive de PT e PSD. “O que o governo do estado está fazendo é isso (perseguição). Está ameaçando os prefeitos”, disse. “Sempre trabalhei deixando a política de lado e preservando as minhas obrigações institucionais”, complementou.
“Nós já temos o apoio declarado de 140 prefeitos da Bahia. Quando é que uma candidatura de oposição teve essa largada? Nunca. Nas maiores cidades, nós temos mais da metade ao nosso lado. É um feito extraordinário”, ressaltou.
Passado o período de definição da janela partidária, Neto informou que pretende intensificar as viagens ao interior e pretende visitar ao menos 40 municípios por mês a partir de abril. A ideia é visitar 200 cidades até o início da campanha. “No início de abril começamos de novo a maratona”, frisou.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (DEM), falou em entrevista na tarde desta segunda (21), sobre o compromisso em realizar concursos públicos para policiais e profissionais da segurança pública.
O pré-candidato ao Governo do Estado ACM Neto (União Brasil) voltou a criticar, nesta segunda-feira (21), as gestões petistas na segurança pública e afirmou que mais de 290 municípios da Bahia têm apenas dois policiais, em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Band Bahia. O número representa quase 70% do total de cidades do Estado.
“Mais de 290 municípios da Bahia têm apenas dois policiais, quando não têm ninguém. Imagine o que é uma cidade com extensão territorial grande apenas com dois policiais se revezando para tomar conta do município todo. É impossível. A gente chega em muitos lugares, quem está botando combustível nas viaturas para ela não parar é o prefeito”, disse.
“Então, vai ser preciso ter investimento. Vamos ter que fazer concurso para contratar novos profissionais, vamos ter que melhorar a remuneração dos policiais, trazer tecnologia, olhar no Brasil que está dando certo e trazer pra Bahia. Porque lugar de bandido vai ser na cadeia”, acrescentou o ex-prefeito de Salvador.
Neto voltou a destacar que o governo petista tem transferido responsabilidade na área, ao citar questões nacionais. Contudo, ele pontuou que outros estados conseguiram reduzir os índices de criminalidade, enquanto a Bahia vai na contramão e tem registrado aumento e se mantém na liderança do ranking de homicídios.
Debate – O pré-candidato ainda confirmou sua participação no primeiro debate para a disputa pelo governo, que será realizado pela Band no dia 7 de agosto. “Aproveitar para confirmar que vamos estar aqui nos estúdios da Band fazendo o primeiro debate para o governo do estado. Se tem uma coisa que empolga, que me deixa entusiasmado é debate, porque é a hora que o eleitor tem para confrontar os candidatos, para conhecer mais as ideias”, disse.
Pesquisas – ACM Neto comentou ainda sobre pesquisas de intenção de votos que estão sem realizadas, mas sem citar nomes de institutos. “Vão aparecer várias pesquisas fakes, que a gente tem que desconfiar para ver quem é que está contratando, onde está sendo feita, se o instituto é sério ou se não é sério, tentando iludir, enganar as pessoas. Mas quem está em casa nos assistindo sabe que na verdade a grande pesquisa a gente busca com o sentimento das pessoas nas ruas. Eu tenho andado por toda a Bahia, e só tenho a agradecer o carinho e a acolhida dos baianos”, afirmou.
O ex-prefeito de Feira de Santana e o pré-candidato a vice-governador, José Ronaldo (DEM), acompanhou os festejos em louvor a São José, no distrito de Maria Quitéria.
Estiveram presentes também o pré-candidato a deputado federal, Zé Chico, o deputado estadual Carlos Geilson e os suplentes de vereador Bahia do Ônibus e Aquiles.
Fotos: Tayse Argôlo/Arquivo CORREIO e Embasa/Divulgação)
Um famoso professor de História, que não quero identificar, me faz um relato anedótico que demonstra, para mim, o quão Salvador e Feira de Santana estão cada vez mais próximas. Citando recorrentes viagens à Princesa do Sertão – são 108 km de distância, via rodovia –, conta que ao desembarcar por lá, sempre aparece alguém para perguntar: ‘você é de que interior?’ “Como se eles fossem capital!”, revolta-se.
Entendo a fala do mestre, mas não há motivo para se incomodar, afinal, Feira é, ao menos de maneira informal, a capital do interior, e com potencial para mais! Aliás, aqui mesmo em Baianidades, já colocamos isso em discussão no texto “Feira de Santana é tão parecida com Paris que deveria ser a capital da Bahia”, tese brilhantemente defendida pelo meu parceiro André Uzêda.
Arrisco até comentar que, pensando nisso de forma mais séria, dificilmente você iria estranhar, hoje em dia, Feira como capital oficial da Bahia. E um dos motivos, embora não esteja escrito, vem sendo dito pelas ruas, entre um bonjour e um au revoir: o sotaque das duas cidades está cada vez mais parecido!
Sempre foi assim? Pode ter certeza que não, e é o que motiva este texto, nascido do meu convívio intenso com feirenses, barbarenses, jacuipenses, dos mais antigos aos noviços. Muita coisa mudou na forma de falar por lá, e acho importante explicar o que está acontecendo.
Deita na BR Mas antes de voltar a esse ponto, precisamos viajar algumas décadas atrás para demonstrar que, durante mais de metade da vida, Feira não trocou tanta ideia com Salvador. Emancipada há 188 anos, a alteza sertaneja manteve pequenas interações culturais, sociais e até econômicas com a Roma Negra, como explica o professor de História [dessa vez não é o professor Jaime Nascimento] Rafael Dantas.
Ainda durante a graduação na Ufba, Dantas desenvolveu um projeto de pesquisa intitulado ‘Entre caminhos e encontros no interior baiano’, no qual destacava que antes da inauguração da BR-324, só ocorrida na década de 1940, essas ligações entre a SSA e FSA eram marcadas pelo uso de carroças, carros de boi. E nesse contexto, há diversos relatos sobre a dificuldade de percorrer o itinerário Feira-Salvador-Feira.
“Essas ligações existiam, de forma rudimentar, com os caminhos de terra. E depois, com as ferrovias, muda todo esse contexto”, pontua Dantas, citando a chegada, na segunda metade do século 19, da Bahia and São Francisco Railway, estrada de ferro que vai ligar Salvador a Alagoinhas e, depois, a cidades mais próximas de Feira, como Serrinha.
Relatos de viajantes da era pré-BR, encontrados por Dantas, demonstram a dificuldade dos feirenses primordiais fazerem compras na capital – trajeto que hoje, num Celtinha, se faz em menos de uma hora.
“Há histórias de fazendeiros, por exemplo, que saíam para comprar móveis em Salvador – que era o referencial de comércio mais sofisticado, padrão europeu -, e narram toda essa odisseia de sair a cavalo das fazendas, ir com carroças até o ponto da estação mais próxima, embarcar em um trem, e vir de trem até Salvador. Passavam a semana aqui, compravam as coisas e voltavam”, menciona o professor, dando a dimensão do “isolamento geográfico” anterior à rodovia.
Acento sertanejo Mas tal situação só era referente a Salvador, afinal, um isolamento geral não permitiria que Feira se tornasse a maior cidade do interior baiano, e o maior entroncamento rodoviário da parte de cima do Brasil.
“Feira de Santana é uma cidade que recebe muita migração interna, tanto de cidades da Bahia, principalmente do sertão (região sisaleira, entre outras), como de outros estados do Nordeste. Essa migração interna foi muito intensa entre as décadas de 50 e 80. E esses migrantes trouxeram consigo sua forma de falar que influenciou muito o falar local”, delimita a professora Norma Almeida, professora de Linguística da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), que pesquisa sobre o assunto.
É ela também quem “denuncia” que o sotaque feirense vem perdendo antigas características, e se aproximando cada vez mais do de Salvador, principalmente entre os mais jovens.
“Hoje já percebemos uma diminuição das diferenças, que pode estar relacionada ao maior contato entre os dois locais (BR-324), aos meios de comunicação”, assinala a professora, que também é doutora em Linguística pela Unicamp.
Mas quais são as características marcantes do sotaque feirense que estão caindo numa espécie de desuso por lá? “Um exemplo que pode ser dado é a pronúncia do ‘t’ e do ‘d’ diante do ‘i’. Em Feira, já tivemos mais grupos usando o que chamamos de pronúncia dental, como se pronuncia no sertão, sem o ‘chiado’. Hoje, esse tipo de pronúncia só se percebe entre alguns feirenses mais velhos e nos migrantes de outras regiões”, diz a professora, indicando a quem quiser se aprofundar no assunto o projeto ‘A língua portuguesa falada no semiárido baiano’, sediado na Uefs, com participação dela própria e das prós Zenaide Carneiro, Silvana Araújo e Eliana Pitombo.
Processo Também há diferenças que não são necessariamente relacionadas ao sotaque, como o uso do tu em detrimento do você.
“Essa é uma marca bem feirense, mas que ocorre também em outras cidades do interior. Há uma tese de doutorado sendo feita sobre esse fenômeno e há estudos de mestrado. Esse uso muito disseminado do tu em Feira pode, é uma hipótese, estar relacionado à grande migração de nordestinos”, comenta a especialista, para a qual estamos no meio de uma série de mudanças, que ainda precisam ser melhor analisadas.
Entre elas, também está o apagamento do ‘r’ em final de sílaba, como falar ceveja ao invés de cerveja, o uso do ‘ni’ ao invés da preposição em, também muito comum por lá, entre outras escolhas particulares de cada cidade. “Outras palavras mais comuns em comunidades rurais podem ser encontradas na periferia de Feira, como o uso de ‘em riba’, ‘arrudear’. Seriam formas de falar da periferia influenciada por um falar mais rural”.
Essa percepção é importante, afinal, Feira continua sendo uma zona de influência econômica para 75 municípios, de acordo com pesquisa do professor Sílvio Bandeira de Melo. “Penso que são zonas de mútuas influências linguísticas”, acrescenta Norma Almeida.
Prova de que trocas sociais e culturais mais intensas têm influência no sotaque pode ser observada no caso de Alagoinhas, cidade com perfil semelhante ao de Feira, mas que tinha uma antiga ligação direta com Salvador, pela linha férrea. Fernanda, minha namorada, é alagoinhense, e mesmo que não tivesse ligação direta comigo, poderia ser tranquilamente escalada para atuar em ‘Ó paí, ó’, e ninguém de Salvador jamais perguntaria (como nunca perguntou) de que interior ela veio.
Agora, o Esquadrão tem a Série B e a Copa do Brasil para disputar em 2022. O próximo desafio será pela divisão de acesso, contra o Cruzeiro, no dia 8 ou 9 de abril.
Foto: Rafael Machaddo / EC Bahia
Venceu, mas não levou. O cenário se repete para o Bahia três dias após a eliminação no Campeonato Baiano. Neste sábado (19), o Tricolor não teve dificuldade para vencer o Sergipe por 3 a 1, com gols de Rodallega, Marco Antônio e Ronaldo. No entanto, o Botafogo-PB e Náutico venceram as suas partidas, o que deixou o Tricolor fora das quartas de final da Copa do Nordeste.
Agora, o Esquadrão tem a Série B e a Copa do Brasil para disputar em 2022. O próximo desafio será pela divisão de acesso, contra o Cruzeiro, no dia 8 ou 9 de abril.
A partida decisiva começou com uma grande chance para os donos da casa. Aos três minutos, depois de cobrança de escanteio, a bola sobrou com Matheus de Paula, que cabeceou por cima da meta.
Dentro ou fora de casa, Rodallega tem cheirado a gol. Foi assim mais uma vez. Aos dez minutos, Borel recebeu de Raí na direita, cruzou rasteiro e o colombiano, sempre bem posicionado, bateu de primeira e não deu chances para o goleiro Kennedy.
O Esquadrão quase marcou o segundo gol com 18 minutos. Após boa jogada entre Mugni e Rodallega, Marco Antônio finalizou colocado e a bola passou muito perto. Aos 29, Rodallega recebeu com liberdade pelo lado direito, avançou e finalizou mal, longe do gol.
Aos 36, o Gipão voltou a atacar. De fora da área, Janderson finalizou e obrigou Mateus Claus a fazer uma grande defesa.
Logo no começo da segunda etapa, o Bahia conseguiu ampliar o marcador. Aos oito minutos, Marco Antônio recebeu passe de Daniel na entrada da área, fintou e tocou com tranquilidade para o fundo da rede.
O Sergipe conseguiu diminuir o marcador aos 25. Após cobrança de escanteio, Wendel subiu e conseguiu balançar a rede.
Aos 42 minutos, Rodallega recebeu cruzamento na grande área e empurrou para a rede, mas o bandeirinha acusou impedimento.
O Bahia marcou o terceiro com Ronaldo. Com 47 minutos, Rodallega levantou bola na área e o jovem atacante cabeceou bem para balançar a rede e dar números finais ao jogo.
A enfermeira e estudante de medicina Rebeca Cardoso confirmou, neste sábado (19), o fim do casamento com o prefeito de Salvador, Bruno Reis.
O anúncio foi feito por meio de uma mensagem publicada em uma rede social. No texto, ela diz que eles não estão mais juntos, e que decidiu compartilhar a situação porque tem “recebido muito amor” desde que se tornou uma pessoa pública.
“Recebi palavras de admiração, de alento, de carinho, vindas de pessoas que eu nem bem conhecia, mas que mesmo assim acreditaram nos meus projetos”.
Até o momento o prefeito não se pronunciou sobre a separação.
A Bahia registrou, nas últimas 24h, 947 novos casos de Covid-19 e mais 16 mortes pela doença. O número de casos ativos no estado caiu para 1.698. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde da Bahia (Sesab) neste sábado (19).
Desde o início da pandemia até o momento, 29.582 pessoas morreram por Covid no estado. A ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto está em 23% e a de leitos pediátricos está em 80%.
Vacinação – Até o momento temos 11.419.936 pessoas vacinadas com a primeira dose, 10.454.372 com a segunda dose ou dose única e 4.441.791 com a dose de reforço. Do público de 5 a 11 anos, 744.071 crianças já foram imunizadas com a primeira dose e 69.824 já tomaram também a segunda dose.