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A decisão pela manutenção da taxa já era esperada por economistas e por boa parte do mercado que só consegue enxergar um cenário melhor no segundo semestre

taxa de juros
O Copom destacou em seu comunicado a “incerteza” sobre a versão final do arcabouço fiscal, entregue à Câmara dos Deputados | Foto: Foto: Divulgação/Banco Central 

Em reunião realizada nesta quarta-feira, 03, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. Essa é a sexta vez que a taxa é mantida em 13,75%, maior índice desde início de 2017.

O Copom destacou em seu comunicado a “incerteza” sobre a versão final do arcabouço fiscal, entregue à Câmara dos Deputados, pelo governo lula e classificou que alguns pontos do documento causam receios econômicos o que aumenta o fator de risco para o BC. Além disso, o Comitê ressaltou que a inflação “segue acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta”.

A decisão pela manutenção da taxa de juros, no entanto, já era esperada por economistas e por boa parte do mercado que só consegue enxergar um cenário melhor no segundo semestre. Contudo, o Copom afirma ainda em seu comunicado “que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”.

Pressão política contra a taxa de juros

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, endossou a pressão feita pelo presidente Lula, afirmando que “só temos boas notícias da inflação e recomposição do orçamento”, em outras palavras, haveria um cenário econômico favorável para reduzir a Selic. 

Dessa forma, apesar da pressão o Comitê manteve o valor esperado por agentes financeiros.

Últimas taxas de juros divulgas pelo Banco Central

Informações Revista Oeste

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