O Ministério da Economia bateu o martelo sobre o valor do auxílio emergencial estendido até o fim do ano: R$ 300. A informação é do jornalista Gerson Camarotti. O valor atende ao que o presidente Jair Bolsonaro havia sugerido.
Bolsonaro deve anunciar a novidade ainda nesta sexta-feira (28).
Com esta decisão, a implementação do Renda Brasil, novo programa de assistência social do governo, que deve substituir o Bolsa Família, deve ficar para o ano que vem. A proposta segue suspensa até lá.
Ainda nesta semana, Bolsonaro fez um crítica pública ao projeto criado pelo Ministério da Economia de Paulo Guedes para o Renda Brasil. Um dos pontos negativos era o valor proposto para o benefício, que ficaria entre R$ 240 e R$ 270.
Bolsonaro, no entanto, queria R$ 300 de auxílio continuado.
Guedes afirmou que para chegar a este valor e respeitar o teto de gastos, o país deveria ter que abrir mão de benefícios já existentes como o abono salarial e os descontos do Farmácia Popular.
Na ocasião, Bolsonaro anunciou a suspensão do Renda Brasil e disse: “não posso tirar de pobres para dar a paupérrimos”.
Você gosta de F1? Pois saiba que esse deve ser o último ano da competição de automobilismo na TV aberta brasileira.
Para a tristeza de Galvão Bueno, narrador apaixonado pela modalidade, a Globo já informou as agências de publicidade que não renovou os direitos de transmissão da Fórmula 1 para as próximas temporadas. Resumindo: não terá F1 em 2021 na emissora. Além da audiência em baixa, a emissora não conseguiu patrocinadores suficientes para manter a F1 no canal. Chegou a pedir uma redução nos valores de direitos de transmissão, mas não conseguiu .
Pelo cronograma comercial, a rede deveria já ter no segundo semestre boa parte do pacote de F1 2021 já vendido. Isso não aconteceu.
Globo e Liberty Media, proprietária dos direitos, não chegaram a um acordo e a emissora teve de pular fora. Com isso, a competição deve ficar de fora também dos canais esportivos do grupo, como SporTV.
Se nada mudar, essa será a primeira vez que a Globo não terá os direitos da F1 desde 1980.
Em 40 anos no canal, a competição de automobilismo foi cenário de grandes audiências na TV e da consagração de heróis nacionais como o tricampeão Ayrton Senna.
O pacote de transmissão da Fórmula 1 na Globo foi, ao lado do pacote do futebol, um dos mais valiosos do mercado publicitário brasileiro, com cotas na casa dos R$ 100 milhões (valor de tabela, sem desconto). A falta de interesse do mercado publicitário em renovar cotas ou comprar novas cotas foi determinante para o fim da F1 na Globo.
Foi deflagrada na manhã de hoje (28) a Operação Tris in Idem, um desdobramento da Operação Placebo, que investiga atos de corrupção em contratos públicos do governo do Rio de Janeiro. A ação autorizada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves inclui o afastamento do governador Wilson Witzel por 180 dias.
Participam da operação procuradores do Ministério Público Federal (MPF), policiais federais e auditores da Receita Federal, para cumprir 17 mandados de prisão, sendo seis preventivas e 11 temporárias, e 72 de busca e apreensão em endereços ligados à cúpula do governo fluminense. Além do governador, estão entre os investigados o vice-governador, Cláudio Castro e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerg), André Ceciliano.
Estão sendo cumpridos mandados no Palácio Laranjeiras, no Palácio Guanabara, na residência do vice-governador, na Alerj e em outros endereços nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, de São Paulo, Alagoas, Sergipe e Minas Gerais e no Distrito Federal. Há, ainda, um endereço no Uruguai, local onde estaria um dos investigados que teve prisão preventiva foi decretada.
A investigação aponta que a organização criminosa instalada no governo estadual a partir da eleição de Witzel se divide em três grupos, para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos liderados por empresários. Os grupos teriam loteado as principais secretarias para beneficiar essas empresas.
Em outro inquérito, o ministro do STJ Jorge Mussi autorizou 12 mandados de busca e apreensão no estado do Piauí, relativos a um suposto esquema de funcionários fantasmas no governo fluminense.
O Brasil atingiu 118.649 mortes em função da pandemia do novo coronavírus, conforme a atualização diária do Ministério da Saúde divulgada na noite desta quinta-feira (27). O resultado marca um aumento de 0,8% sobre ontem, quando eram contabilizados 117.665 óbitos desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas, foram registrados 984 novos óbitos.
O estado da Bahia segue na vice-liderança no ranking de infectados por Covid-19 no Brasil. Confira:
Há quatro anos consecutivos a Bahia mantém um pódio infeliz: o de estado com maior número de vítimas de homicídios. O dado é do Atlas da Violência 2020, um documento produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (27). Em 2018, 6.787 pessoas morreram por homicídio no estado e as principais vítimas foram jovens homens negros. Do total de mortos, quase 90% eram pessoas negras.
Desde 2015, a Bahia lidera o índice nacional em números absolutos, à frente de estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que são mais populosos. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes no estado foi a sétima maior, com 45,8. Roraima ocupou o topo com taxa de 71,8.
De 2008 a 2018, houve aumento de 40,8% no número de homicídios por aqui. Nos últimos quatro anos do levantamento, portanto de 2015 a 2018, 27.457 pessoas foram assassinadas, número maior do que toda a população de Amélia Rodrigues, na Região Metropolitana de Feira de Santana.
A Bahia ainda ficou em quinto lugar no rankig de taxa de homicídios de jovens por 100 mil habitantes, com 110,7, atrás de Roraima (142,5), Rio Grande do Norte (119,3), Ceará (118,4) e Amapá (115,7), todos muito acima da média nacional que ficou em 60,4 neste último ano do levantamento. Do total de mortos em 2018, 3.956 foram jovens homens entre 15 a 29 anos de idade.
Antônio Ribeiro Leite, 80 anos, foi o primeiro paciente recuperado da Covid-19 a deixar o Hospital de Campanha, em 6 de junho. Desde essa data, 150 pessoas tiveram alta hospitalar.
“Deus abençoe os médicos e enfermeiras. Fui muito bem tratado aqui. E é por isso, que estou aqui agora. Não tenho como agradecer, mas Deus vai pagar tudo. Vou ficar orando por vocês”. Com essas palavras ele agradeceu a assistência recebida enquanto esteve internado.
No Hospital de Campanha, os pacientes recebem além do tratamento específico contra o coronavírus, acompanhamento psicológico e de assistência social, que viabiliza o contato deles com os familiares por videochamada.
Este serviço faz parte da política de humanização da unidade hospitalar, contabilizando 1.532 contatos realizados com as famílias, sendo 1.501 ligações e chamadas de vídeo.
AMBIENTE SEGURO
Outra preocupação do Hospital de Campanha é em oferecer aos pacientes e funcionários um ambiente seguro. Desta forma, realiza diariamente a higienização adequada, bem como serviços de dedetização e desinfecção, considerados fundamentais para garantir a integridade e a saúde.
OUTROS NÚMEROS
O Hospital de Campanha possui 50 leitos clínicos e 18 leitos de UTI. Desde que foi implantado, em 4 de junho passado, já realizou 14.067 exames de imagem e laboratorial. Foram utilizados 36.017 itens de medicamentos e 44.653 de material hospitalar. 16.034 refeições foram servidas.
A unidade tem 378 funcionários, entre médicos, equipe de enfermagem, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais, fisioterapeutas, administrativos, bem como prestadores terceirizados.
A unidade é gerida pela S3 Estratégias e Soluções, empresa vencedora de licitação pública realizada pela Prefeitura de Feira de Santana.
A tão sonhada harmonia entre os poderes parece não alcançar seu ápice no governo Bolsonaro. Isso porque nesta quinta-feira (27), durante entrevista à rádio Bandeirantes, ocorreu mais um episódio de trocas de farpas. Desta vez, entre o general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que rebateu às afirmações feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, sobre o presidente Jair Bolsonaro.
Na quarta-feira, durante um webinário, Barroso disse que “a democracia vem sendo atacada pelo presidente, mas segue resiliente” e responsabilizou Bolsonaro pelos ataques. Para ele, o Brasil tem um “presidente que defende a ditadura e a tortura, e ninguém defendeu solução diferente do respeito à liberdade de expressão”, disse Barroso.
Rapidamente, nesta manhã, Heleno rebateu às críticas e disse que grupos buscam a queda do presidente, mas não citou Barroso como parte desses setores.
“A gente lamenta uma declaração e não vamos encarar como provocação . A ideia é manter harmonia entre os poderes. Mas não adianta uma parte do país querer derrubar o presidente. O presidente foi eleito de forma limpa. Qualquer tentativa de desilustrar essa eleição é tentativa de derrubar o presidente. É uma pretensão descabida. Tirem isso da cabeça”, disse.
Nesta quinta-feira (27), o Banco Central (BC) afirmou que a nova cédula de R$ 200 terá seu lançamento oficial na próxima quarta-feira (2). A informação foi dada em uma manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A afirmação foi feita em uma ação apresentada ao Supremo pelo PSB, Podemos e Rede Sustentabilidade baseada no posicionamento de 10 organizações anticorrupção. De acordo com as entidades, a nota de R$ 200 iria beneficiar atividades ilícitas como corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, ocultação e evasão de divisas já que a nova cédula favorece “o armazenamento e o transporte de recursos obtidos ilegalmente e dificultando a rastreabilidade das respectivas transações”.
No posicionamento ao STF, o BC informou ainda que impedir o lançamento da nova nota iria acarretar “um sério prejuízo para a execução dos serviços de meio circulante a cargo do Banco Central e para a própria sociedade em si, que vem apresentando demanda crescente por dinheiro em espécie”.
A instituição também informou que 7,2 milhões de notas de R$ 200 já estão prontas e que o número deve aumentar para 20 milhões até o dia do lançamento.
O Brasil atingiu 118.649 mortes em função da pandemia do novo coronavírus, conforme a atualização diária do Ministério da Saúde divulgada na noite desta quinta-feira (27). O resultado marca um aumento de 0,8% sobre ontem, quando eram contabilizados 117.665 óbitos desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas, foram registrados 984 novos óbitos.
Os casos acumulados chegaram a 3.761.391 Entre ontem e hoje as secretarias de saúde enviaram ao Ministério da Saúde informações sobre 44.235 novos diagnósticos de infecção pelo coronavírus. O total marca acréscimo de 1,2% sobre ontem, quando o painel do Ministério da Saúde trazia 3.717.156 casos acumulados.
Ainda de acordo com a atualização, 695.492 pessoas estão em acompanhamento e outras 2.947.250 já se recuperaram.
Um ano depois do maior desastre de vazamento de óleo do país, a Marinha finalizou a primeira parte das investigações sem apontar culpados e sem revelar a origem exata do derramamento que atingiu o litoral de nove estados do Nordeste e dois do Sudeste, totalizando 130 municípios.
Segundo o inquérito, o petróleo foi derramado a uma distância de 700 quilômetros da costa brasileira e trafegou submerso por 40 dias, de acordo com o G1.
De acordo com o diretor do Centro de Comunicação Social da Marinha, contra-almirante João Alberto de Araújo Lampert, a investigação confirmou que o óleo é de origem venezuelana, o que não significa que ele tenha sido lançado por navios ou empresas daquele país.
“É um óleo de origem venezuelana, não querendo dizer que esse óleo foi largado da Venezuela. Nós estudamos algumas hipóteses, como por exemplo a exudação, que é o óleo que vem do solo, que é a saída do petróleo do subsolo marinho. Navios fantasmas, navios que não são fantasmas, naufrágios”, explica o porta-voz.
Segundo a Marinha, a investigação teve início com um universo de cerca de mil navios como possíveis fontes do vazamento de petróleo. E afirma que, hoje, há “alguns suspeitos”.
O relatório final da instituição foi encaminhado na segunda-feira (24) para a Polícia Federal (PF), que conduz o inquérito criminal. A PF informou que a investigação prossegue e que só vai se pronunciar quando os trabalhos forem concluídos.
Como ainda não há identificação dos responsáveis pelo vazamento de óleo que matou animais marinhos, se impregnou em arrecifes, poluiu praias e prejudicou milhares de pescadores, “os custos relativos às atividades de resposta e mitigação serão cobertos pelo poder Executivo Federal”, conforme indica o Plano Nacional de Contingência para incidentes de poluição por óleo em águas sob jurisdição nacional.
Informação obtida pela reportagem da TV Globo e do G1 via Lei de Acesso à Informação (LAI) aponta que trabalhos realizados pelo governo federal, das ações de resposta ao incidente até a investigação, custaram aos cofres públicos R$ 172 milhões.
Somente o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) gastou quase R$ 5,9 milhões com diárias, horas de voo e custos de manutenção e abastecimento. A entidade empregou 200 servidores, dois helicópteros e uma aeronave nos trabalhos que resultaram num relatório técnico ao qual a TV Globo e o G1 tiveram acesso.
O documento não determina o local exato do derramamento de petróleo. “A ausência de detecção de manchas de óleo por todos os sensores utilizados vem demonstrar que o óleo não estava derivando na superfície do mar, e sim em sub-superfície, ficando, portanto, indetectável por sistemas remotos”, diz o relatório.
Para a Marinha, o desastre ambiental deixa ensinamentos para além das responsabilizações que ainda não chegaram. “Esse crime ambiental deixa algumas lições. Uma delas é a necessidade de evoluirmos na nossa capacidade de monitoramento”, admite o contra-almirante João Alberto Lampert.