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Em contrapartida, estudo revela que cidades como Benevento e Rieti são exemplos de destinos italianos onde o turismo não compromete a qualidade de vida dos moradores

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Essas cidades enfrentam impactos críticos na qualidade de vida local e na sustentabilidade dos destinos turísticos | Foto: Freepik 

Um levantamento recente destacou as cidades da Itália mais afetadas pelo excesso de turistas, fenômeno conhecido como overtourism. Entre os municípios estão Rimini, Veneza, Bolzano, Livorno, Trento, Verona e Nápoles, destinos de nível “muito alto” de risco. 

Essas cidades enfrentam impactos críticos na qualidade de vida local e na sustentabilidade dos destinos turísticos. O instituto de pesquisa italiana Demoskopika desenvolveu o Índice Global de Superlotação Turística (Icst) para avaliar a superlotação de turistas com base em cinco indicadores: 

  1. densidade turística;
  2. densidade de hospedagens;
  3. intensidade turística;
  4. utilização bruta; e 
  5. proporção de resíduos urbanos atribuíveis ao setor do turismo.

O índice tem como objetivo ajudar a entender como o turismo afeta diferentes aspectos das cidades. 

Do lado oposto, há as cidades da Itália menos afetadas pelo excesso de turistas. São elas: Benevento, Rieti, Reggio Calabria, Isernia e Campobasso. Nesses locais, a superlotação de turistas é mínima, com impactos limitados na infraestrutura e na vida dos moradores.

Veneza na Itália - um rio com casas em volta e um barco próximo de um cais
Veneza é uma das cidades italianas que sofre com o excesso de turistas | Foto: Reprodução/Freepik

Nesses destinos, classificados no nível “muito baixo” do Icst, o turismo não causa grandes problemas. De acordo com o Demoskopika, a superlotação nesses locais é praticamente inexistente, o que preserva a qualidade de vida dos residentes.

“O excesso de turismo não só ameaça a sustentabilidade dos nossos destinos mais queridos, mas também corre o risco de comprometer a qualidade da experiência dos visitantes e a qualidade de vida dos residentes”, declara Raffaele Rio, presidente do Demoskopika, à Agência Italiana de Notícias. “O overtourism é um alerta que nos chama a agir, promovendo um turismo mais responsável e sustentável.”

Níveis de risco nas cidades da Itália

Cidades como Milão, Savona, Ravenna, Roma, Trieste, Imperia, La Spezia, incluindo as Cinque Terre, Grosseto, Florença, Gorizia, Aosta, Forlì-Cesena estão no nível “alto” de risco. Já Siena, Monza e Brianza, Brescia, Pádua, Gênova, Sassari, Vibo Valentia, Lucca, Pistoia, Como, Bolonha, Pisa, Pesaro e Urbino apresentam um “nível moderado” de risco em razão da superlotação de turistas.

Raffaele Rio acrescenta que é “fundamental” implementar políticas de gestão turística com limitações temporais e numéricas para o acesso aos locais de maior risco.

Segundo ele, também é importante criar estratégias para promover destinos alternativos menos conhecidos, mas “igualmente ricos em cultura e beleza”, além de viagens fora de temporada.

Proposta de soluções para o excesso de turismo

O Demoskopika pretende apoiar os “decisores institucionais” a vários níveis na monitorização do impacto do turismo. Uma das ações é fornecer dados e análises territoriais para ajudar a equilibrar as necessidades econômicas com a sustentabilidade ambiental e social.

Informações Revista Oeste

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