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Em conversa telefônica, ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, manifestou solidariedade ao povo venezuelano

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O venezuelano Nicolás Maduro e o russo Vladimir Putin | Foto: Reprodução/Kremlin

O respaldo da Rússia à Venezuela foi reiterado nesta segunda-feira, 22, diante das restrições impostas pelos Estados Unidos ao trânsito de navios petroleiros em águas venezuelanas. A medida resultou em apreensões recentes de embarcações na região.

Em conversa telefônica, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, manifestou solidariedade ao povo venezuelano e ao presidente Nicolás Maduro, segundo o chanceler Yvan Gil.

“Ele expressou a firme solidariedade da Rússia com o povo da Venezuela e com Nicolás Maduro”, disse Gil. “Reafirmou seu total apoio diante das hostilidades contra nosso país.”

Durante o diálogo, Lavrov também prometeu “todo o respaldo” às iniciativas da Venezuela no Conselho de Segurança da ONU. A China, outro importante aliado, reforçou apoio ao regime de Maduro frente à escalada nas apreensões de navios petroleiros nos arredores do país.

Efetividade do apoio da Rússia e ações dos EUA

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr

Apesar das promessas anteriores de Moscou para ajudar Caracas a enfrentar a pressão militar dos EUA, não houve a divulgação de detalhes concretos dessas ações. A diplomacia russa alertou na semana passada para possíveis “consequências imprevisíveis” no Ocidente, enquanto a Casa Branca minimizou a capacidade russa de apoiar Maduro, por causa do conflito na Ucrânia.

Neste domingo, 21, agências de notícias relataram a interceptação de um terceiro petroleiro próximo à costa venezuelana por forças norte-americanas. Até o momento, o governo Trump não comentou publicamente o episódio.

A Bloomberg identificou a embarcação como Bella 1, com informações de que militares dos EUA já teriam embarcado no navio. Segundo a agência de notícias Reuters, a abordagem ainda não havia sido concluída, embora o petroleiro estivesse sob perseguição.

Esta seria a segunda apreensão de navio no fim de semana e o terceiro em pouco mais de dez dias, numa estratégia norte-americana para intensificar a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro. A Bloomberg informou que o petroleiro navega com bandeira do Panamá e estava a caminho da Venezuela para um carregamento.

De acordo com um oficial dos EUA ouvido pela Reuters, o Bella 1 está sob sanções, utiliza bandeira falsa e pode ser alvo de diferentes formas de interceptação, incluindo aproximação aérea.

Informações Revista Oeste

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