ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Em depoimento à CPMI, Gilberto Waller Júnior afirma que o rompimento com instituição ocorreu por ‘excesso de reclamação do serviço’; ele nega ter se reunido com Daniel Vorcaro

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, afirmou que a decisão de não renovar o acordo de cooperação técnica com o Banco Master foi tomada antes da liquidação da instituição financeira e muito antes de o caso ganhar repercussão pública.

Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Waller Júnior declarou que o rompimento do acordo de cooperação técnica com o Master teve como base o volume elevado de reclamações feitas por beneficiários do instituto: “Algo estava errado”.

“O Master tinha um acordo de cooperação técnica assinado desde 2020, que vigora por cinco anos”, disse. “Esse acordo de 2020 venceu em 18 de setembro. Nós verificamos a quantidade de reclamação dos nossos segurados, entendemos por bem não renovar o acordo de cooperação técnica.”

O presidente do INSS ressaltou que a medida não foi influenciada por investigações externas ou pela atuação de órgãos de controle, mas por uma avaliação interna da autarquia. 

“Detalhe: muito antes da liquidação do Master, de qualquer órgão de controle falar sobre isso, muito antes de sair na imprensa o nome Master”, prosseguiu. “A nossa preocupação com os aposentados e pensionistas, por determinação do presidente da República foi: passe o pente fino, pois há algo de errado com o Master. Não tem como eles continuarem prestando serviço aos aposentados e pensionistas com esse nível de reclamação.”

Ao detalhar o histórico da relação entre o instituto e o banco, Waller Júnior informou que existem 324.849 contratos celebrados com o Master. Desse total, 251 mil não têm comprovação e sequer foram inseridos na plataforma do INSS, o que reforçou a decisão pelo encerramento do acordo.

A CPMI do INSS realiza oitiva do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
A CPMI do INSS realiza oitiva do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Presidente nega reunião com dono do Master

Durante a oitiva, o presidente do INSS também negou qualquer contato direto com o dono do Banco Master Daniel Vorcaro: “Nunca foi ao INSS”. “Eu nunca fiz uma reunião com o Vorcaro.” 

Waller Júnior confirmou, no entanto, que o contrato entre o instituto e o Master vigorou entre 2020 e 2025 para a concessão de empréstimos consignados. Ele disse que com o fim do contrato, representantes da instituição financeira procuraram o INSS para tentar reverter a decisão. 

“A gente verificou que tinha algo errado com o Master”, sinalizou. “A gente entendeu que não tem como eles continuarem prestando serviço aos nossos aposentados e pensionistas com esse nível de reclamação.” 

Segundo ele, o banco tentou firmar um termo de compromisso para sanar as irregularidades, em reuniões realizadas nos dias 31 de outubro e 10 de novembro, mas a proposta não foi aceita.

Por fim, o presidente do INSS também defendeu a atuação do instituto diante do avanço das investigações: “Trabalhamos com transparência e com informação”.

Informações Revista Oeste

Comente pelo facebook:
Comente pelo Blog: