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Ministro do STF determinou uso de tornozeleira eletrônica, proibição de visitas e restrições de comunicação

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O ministro do GSI, Augusto Heleno, durante solenidade no Palácio do Planalto – 12/5/2020 | Foto: Marcos Corrêa/PR

Nesta segunda-feira, 22, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar humanitária ao general Augusto Heleno.

Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Heleno foi condenado pela 1ª Turma do STF a 21 anos de prisão, por suposta tentativa de golpe de Estado.

Conforme Moraes, embora o regime inicial fixado na condenação seja o fechado, “a grave situação de saúde, devidamente comprovada nos autos”, e a idade avançada — 78 anos —, autorizam a concessão excepcional do benefício.

Na decisão, Moraes citou o laudo pericial do Instituto Nacional de Criminalística. De acordo com o documento, Heleno tem Alzheimer em estágio inicial.

Os peritos apontaram que a permanência em ambiente carcerário tende a acelerar o declínio cognitivo, sobretudo pela ausência de estímulos terapêuticos e do convívio familiar.

Moraes argumentou que a Lei de Execução Penal prevê a prisão domiciliar apenas para condenados em regime aberto, mas lembrou que a jurisprudência do STF admite exceções em situações humanitárias. “A preservação da dignidade da pessoa humana impõe a adoção de medidas excepcionais quando comprovada a gravidade do quadro clínico”, escreveu o juiz do STF.

Medidas restritivas a Augusto Heleno

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O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão na 1ª Turma do STF | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Apesar do ato em favor de Heleno, Moraes estabeleceu as seguintes restrições:

Informações Revista Oeste

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