Em evento da ONU, petista questiona prioridades militares dos EUA

O presidente Lula da Silva criticou nesta quarta-feira, 4, a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reconstruir a Faixa de Gaza depois da ofensiva de Israel no território palestino. A declaração foi feita durante a abertura da conferência regional para a América Latina da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Brasília.
Em discurso, Lula questionou se teria “compensado destruir Gaza”, com mortes de mulheres e crianças, para depois apresentar um plano de reconstrução com caráter que, segundo ele, soaria como a criação de um “resort” sobre os escombros e cadáveres deixados pela guerra.
Lula reprova declarações sobre poderio militar
Em janeiro, Trump convidou o presidente brasileiro para integrar um Conselho de Paz voltado ao território. No mesmo período, o líder norte-americano apresentou a proposta de uma “nova Gaza”, com a transformação da área devastada em um complexo de arranha-céus à beira-mar no prazo de três anos.
Em outro trecho do discurso, Lula criticou declarações de Trump exaltando o poderio militar norte-americano. Para o presidente brasileiro, seria mais apropriado que os Estados Unidos destacassem sua capacidade produtiva e de combate à fome, em vez de enfatizar o tamanho de sua frota ou de seu Exército.
A fala ocorreu em meio à defesa de maior protagonismo internacional no enfrentamento da insegurança alimentar e das desigualdades globais. Sem citar diretamente ataques recentes envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, Lula também fez críticas ao papel da Organização das Nações Unidas na mediação de conflitos.
Segundo ele, a entidade estaria perdendo credibilidade por não cumprir integralmente os princípios previstos em sua carta de fundação. O petista mencionou ainda a guerra entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, questionando a demora para uma solução negociada diante de um cenário que, na avaliação dele, já indicaria um desfecho previsível.
Informações Revista Oeste
