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Durante ataque na Praça dos Três Poderes, Francisco Wanderlei Luiz se jogou em cima de um explosivo e morreu no local

Explosões fazem uma vítima na Praça dos Três Poderes, em Brasília
Corpo de Francisco Wanderley Luiz permaneceu na Praça dos Três Poderes, em Brasília, até a manhã da quinta-feira 14 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Um laudo 3D presente em reportagem do Fantástico, da TV Globo, veiculada na noite deste domingo, 17, mostra a extensão dos ferimentos no crânio de Francisco Wanderlei Luiz. Ele atirou bombas na Praça dos Três Poderes e na entrada do Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira, 13, em Brasília. Na sequência, o homem se suicidou com um explosivo. 

O diretor do Instituto Nacional de Perícia da Polícia Federal (PF), Carlos Palhares, explicou que, apesar de semelhanças com um rojão, o artefato que matou Francisco era uma bomba.

Extensão do ferimento causado pela bomba, no caso do suicida de Brasília
Extensão do ferimento causado pela bomba no caso do suicida de Brasília | Foto: Reprodução/TV Globo

“Aquilo não era um rojão, era uma bomba”, afirmou Palhares. “Dentro, tinha o mesmo material utilizado para fazer um rojão. Por isso, a gente vê aquelas explosões luminosas, com efeito pirotécnico, mas ele morreu por conta de uma bomba.”

A reportagem ainda traz a imagem em 3D do crânio do suicida. É possível ver um grande buraco na cabeça do homem. Palhares disse que, além do traumatismo cranioencefálico, o homem apresentou uma queimadura na face. 

“A gente consegue perceber uma queimadura na face e houve um dano muito grande na cabeça dele, que levou à morte”, disse. “Ele morreu de traumatismo crânio encefálico, decorrente de explosão.”

A investigação na casa do suicida de Brasília

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Viaturas na Praça dos Três Poderes, em Brasília — 13/11/2024 | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Carlos Palhares ainda explicou que o órgão já consegue esclarecer algumas variáveis, a partir dos materiais encontrados na quitinete do suicida de Brasília. Ele alugou um local em Ceilândia, na capital federal. 

Segundo Carlos Palhares, os agentes trabalham com a informação de que Francisco Wanderlei Luiz usou a casa para fabricar os artefatos, além de possuir um trailer auxiliar, que mantinha como base. 

Além dos explosivos e dos fogos que ele levou até a Praça dos Três Poderes, seu carro, estacionado próximo ao local, e a casa tinham bombas armadas. Algumas delas chegaram a ser acionadas enquanto os agentes trabalhavam para desarmá-las.

“Com a pericia, a gente consegue conectar as coisas”, disse Palhares. “A gente consegue saber que a quitinete foi utilizada para fabricar os artefatos, sabe que um trailer que tinha do lado do carro era usado como uma base temporária para ele. A gente consegue saber a intenção que muito provavelmente havia de atentar contra o STF, porque os fogos de artifício estavam direcionados para o STF.”

Informações Revista Oeste

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