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Wellington de Oliveira Rodrigues, o Manguaça, foi preso na sexta-feira. Ainda há mandados de prisão contra o filho de Suel, Maxwell Simões Corrêa Júnior, e policial militar Sandro dos Franco, que estão foragidos.

Lessa e Suel — Foto: Reprodução

Lessa e Suel — Foto: Reprodução 

Ronnie Lessa e o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel, presos acusados de participação na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, tiveram novos mandados de prisão decretados pela Justiça. Os novos mandados são pela exploração do gatonet no bairro de Rocha Miranda, Zona Norte do Rio. 

Também foram pedidas as prisões do filho de Suel, Maxwell Simões Corrêa Júnior, e do policial militar Sandro dos Santos Franco. Os dois são considerados foragidos, e o Disque Denúncia fez um cartaz pedindo informações sobre eles. 

Disque-Denúncia fez cartaz pedindo informações sobre Maxwell e Sandro — Foto: Disque Denúncia/Divulgação

Disque-Denúncia fez cartaz pedindo informações sobre Maxwell e Sandro — Foto: Disque Denúncia/Divulgação 

Wellington de Oliveira Rodrigues, o Manguaça, teve um mandado de prisão expedido e foi preso na manhã de sexta-feira (4). 

Maxwell Corrêa, o Suel, com o filho, conhecido como Júnior: o pai está preso e o filho segue foragido — Foto: Reprodução

Maxwell Corrêa, o Suel, com o filho, conhecido como Júnior: o pai está preso e o filho segue foragido — Foto: Reprodução 

Nesta sexta-feira (4), agentes da Polícia Federal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado realizaram operação para cumprir os mandados expedidos pela Vara Especializada de Crime Organizado do Tribunal de Justiça do Rio. Os agentes estiveram em diversos endereços ligados a Suel. 

A Justiça ainda pediu o sequestro de um carro, um Land Rover Discovery Sport, que, segundo as investigações, foi adquirido com os ganhos obtidos pela exploração do gatonet. 

As contas de Suel e de sua mulher, Aline também foram bloqueadas. 

Quando soube que estava sendo procurado na operação de sexta-feira, Sandro fugiu da Polícia Federal e do Ministério Público. 

De acordo com as investigações, havia uma organização criminosa que explorou, pelo menos, entre 2018 até 2023, a instalação de TV a cabo clandestina e internet nos bairros de Rocha Miranda, Colégio, Coelho Neto e Honório Gurgel. 

Suel aparece como responsável pelo serviço. Segundo as investigações, ele estaria a frente da empresa junto com o Lessa. Ele exerceria o comando da organização , recebendo as maiores parcelas. 

Já Lessa, além de sócio financeiro, garantiria a manutenção do serviço através de sua reputação de matador profissional. 

Por isso, era temido mantendo assim o controle dos bairros nos quais a organização criminosa atuava, inclusive com ingerência sobre traficantes de Rocha Miranda. 

Os investigadores descobriram que com a descoberta do envolvimento de Lessa na morte de Marielle e Anderson, o grupo modificou seu funcionamento e estrutura para que Lessa, antes de ser preso, e depois Suel não atuassem diretamente no negócio. 

O filho de Suel, de acordo com as investigações, está presente nos bairros, repassa ordens a subordinados e centraliza o recebimento do dinheiro recolhido dos moradores coagidos para pagar pelo serviço. 

Central de transmissão do sinal de TV clandestino por assinatura — Foto: Reprodução 

Já Wellington e Sandro atuam agora na gerência da “empresa”. Sandro, por exemplo, arrendou o gatonet e passou a explorar através de uma empresa, a Tecsat, que foi alvo de buscas nesta sexta. 

Na denúncia, o MP informa que para adquirir o veículo por R$ 213 mil, Suel e sua mulher usaram dinheiro ganho com o gatonet. O veículo foi registrado em nome de Aline. Ela é investigada por lavagem de dinheiro. 

R$ 70 no pix ou em espécie

Cartão do assinante da empresa Tecsat, que mantinha as atividades da quadrilha — Foto: Reprodução 

Uma anotação de contabilidade apreendida na casa de Suel indicava o vulgo de Wellington, Manguaça, além do lucro de apenas um mês com a atividade de Gatonet: R$ 31 mil. 

Moradores ouvidos pela Polícia Federal relataram que o valor cobrado pela quadrilha, em todo o bairro de Rocha Miranda, era de R$ 70, com pagamento em espécie ou no pix.

Uma foto mostra o cartão da empresa Tecsat, que foi utilizada para a continuidade dos serviços da quadrilha após as prisões de Lessa e Suel.

Informações G1

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