Conselho de Segurança da ONU debateu protestos no país, repressão do regime e risco de escalada internacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “deixou claro que todas as opções estão na mesa para interromper o massacre” do Irã. A afirmação é do embaixador norte-americano Mike Waltz durante a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), nesta quinta-feira, 15.
“O presidente Trump é um homem de ação, não de conversas intermináveis como vemos nas Nações Unidas”, disse Waltz na reunião solicitada por Washington. “Ele deixou claro que todas as opções estão na mesa para interromper o massacre.”
O diplomata rejeitou a acusação do Irã de que os protestos seriam “um complô estrangeiro para dar um precursor à ação militar”. “O mundo precisa saber que o regime está mais fraco do que nunca e, portanto, está apresentando essa mentira por causa do poder do povo iraniano nas ruas”, continuou. “Eles estão com medo. Estão com medo do próprio povo.”
Nas redes sociais, Trump ameaçou intervir para apoiar os maiores protestos em décadas no país contra a teocracia iraniana. Segundo organizações de direitos humanos, a repressão às manifestações já pode ter deixado milhares de mortos no Irã.
Representante do Irã na ONU diz que não quer conflito
O vice-embaixador do Irã na ONU, Gholamhossein Darzi, disse que Teerã não quer escalada ou confronto. Além disso, ele acusou Waltz de recorrer “a mentiras, distorção de fatos e uma campanha deliberada de desinformação para ocultar o envolvimento direto de seu país em incitar a violência no Irã”.
“No entanto, qualquer ato de agressão, direto ou indireto, será respondido com uma resposta decisiva, proporcional e legal”, disse Darzi ao Conselho de Segurança. “Isso não é uma ameaça; é uma constatação da realidade jurídica.”
O embaixador da Rússia na ONU, Vassili Nebenzia, acusou os EUA de convocar a reunião para “justificar a agressão flagrante e a interferência nos assuntos internos de um Estado soberano”. Segundo ele, Washington ameaça “resolver o problema iraniano da sua maneira preferida: através de ataques com o objetivo de derrubar um regime indesejável”.
Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu “máxima contenção neste momento sensível”. Ele convocou “todos os atores a se absterem de quaisquer ações que possam levar a mais perdas de vidas ou desencadear uma escalada regional mais ampla”, segundo a alta funcionária da ONU Martha Pobee.
Informações Revista Oeste
