O WhatsApp está trabalhando em um novo recurso para introduzir canais no aplicativo, segundo o site especializado WaBetainfo. Será uma nova ferramenta de transmissão de mensagens de um usuário para vários outros contratos.
O site diz ter descoberto que a companhia está trabalhando na introdução de canais graças à última atualização beta do WhatsApp para Android 2.23.10.14, lançada na Google Play Store.
Na imagem mostrada pelo site, é possível ver que a guia “Status” vai ganhar o nome de “Atualizações”, e o espaço será dividido entre Status e Canais. Ali aparecerão as atualizações dos canais que o usuário optar por receber as notificaçoes. O recurso lembra a ferramenta de canais já disponíveis no Telegram, um de seus principais rivais.
A imagem mostra, ainda, a mensagem de que será possível se conectar com um número ilimitado de pessoas em cada canal. Diferente dos grupos – tanto no WhatsApp quanto no Telegram – os canais são uma via de contato mais passiva, onde apenas os administradores do espaço podem publicar mensagens. No caso do Telegram, é possível interagir com as postagens, mas o usuário é direcionado para outro espaço no app, fora do canal. Ainda não se sabe se o WhatsApp vai adotar o mesmo modelo.
Ainda, segundo o site, ao criar um canal, a privacidade do usuário será protegida, já que os seguidores do canal não podem ver seu nome, número de telefone, foto de perfil e informações pessoais. Os canais, porém podem permanecer públicos para que qualquer usuário possa encontrá-los em uma pesquisa dentro do app.
Além disso, a plataforma trabalha em uma autenticação identificada por um selo verde ao lado no nome do canal, mas ainda não está claro como a verificação será feita.
A nova ferramenta está em desenvolvimento e deve ser lançada em versão beta em uma futura atualização do aplicativo, afirma o site.
Pandemia, guerra na Ucrânia e alta na taxa de juros global afetaram o lucro das empresas de tecnologia e, por consequência, a fortuna de executivos do setor.
Musk, Zuckerberg e Bill Gates: por que os bilionários da tecnologia estão ‘mais pobres’ em 2023 — Foto: Reprodução
Uma lista da Forbes divulgada no início de abril mostra quem são as pessoas mais ricas do mundo em 2023. Ela também revela que quase metade dos bilionários está perdendo mais dinheiro, incluindo aqueles do setor da tecnologia.
É o caso de Elon Musk (Twitter, SpaceX e Tesla), Jeff Bezos (Amazon), Bill Gates (Microsoft), Steve Ballmer (Microsoft), Larry Page (Google), Sergey Brin (Google) e Mark Zuckerberg (Meta) (veja mais no gráfico abaixo).
Entre esses poderosos, apenas Larry Ellisonganhou mais dinheiro entre 2022 e 2023. Ellison é cofundador da empresa de softwares Oracle e tem, hoje, uma fortuna de US$ 107 bilhões, contra US$ 106 bilhões em 2022.
O setor da tecnologia tem maior capacidade de geração de bilionários, mas ele não está imune às incertezas econômicas. “Os cofres das empresas são afetados quando a economia está ruim e isso também impacta a fortuna de seus executivos. Gera um efeito cascata”, explica Joelson Sampaio, professor de economia da FGV EESP.
Para especialistas consultados pelo g1, três fatores promoveram a queda na fortuna dos bilionários de tecnologia:
🦠 Pandemia de Covid-19: no início da crise sanitária, a digitalização aumentou. Com todo mundo em casa, governos deram auxílios financeiros para as pessoas, que gastaram mais on-line. Com isso, as empresas de tecnologias cresceram e precisaram contratar mais gente para suprir a alta demanda. Mas esse crescimento não se manteve após a flexibilização;
🌍 Guerra na Ucrânia: a Rússia é um dos maiores fornecedores de energia no mundo e, com o início da guerra, o Ocidente deixou de comprar gás e petróleo do país de Vladmir Putin. Mas esse embargo ajudou a elevar a inflação em todo o mundo. “A energia subiu e empurrou a inflação para cima, o que acabou elevando o custo das empresas”, explica o professor de economia e relações internacionais da ESPM Leonardo Trevisan. A economia, já afetada pela pandemia, piorou;
💸 Alta na taxa de juros: os bancos centrais de vários países elevaram a taxa básica de juros para conter essa inflação desenfreada. A medida impactou as vendas, e as empresas reduziram o gasto com anúncios on-line para cortar custos. “Só que a publicidade digital é a principal fonte de receita das ‘big techs'”, diz Trevisan.
Mark Zuckerberg vem perdendo mais dinheiro
Comparando com os números de 2021 da Forbes, é possível identificar que a maioria dos bilionários ganhou mais dinheiro em 2022. Mas uma queda expressiva chama a atenção: Mark Zuckerberg. Ele viu seu patrimônio despencar de US$ 97 bilhões em 2021 para US$ 67,3 bilhões em 2022.
Trevisan lembra que, em valor de mercado, a Meta caiu mais do que as outras empresas. Além dos fatores mencionados acima, a influência do TikTok contribuiu para a baixa na dona do Facebook — o próprio Zuckerberg reconhece que a concorrência interferiu no crescimento de sua empresa.
Ainda segundo o especialista, boa parte dos bilionários ganhou mais dinheiro em 2022 porque os investidores previam um cenário benéfico, o que não aconteceu. As demissões em massa nas “big techs” são um exemplodesse mau momento.
“Todo mundo fez investimento pesado durante a fase dura da pandemia, mas a economia retraiu”, diz Leonardo Trevisan, da ESPM. “Apesar do poder que elas têm, todas são empresas como qualquer outra e passam dificuldades, também”, conclui.
Musk já tinha o desejo de deixar o cargo de CEO do Twitter | Foto: Reprodução/Flickr
O empresário Elon Musk anunciou que deixará o cargo de CEO do Twitter. Em mensagem divulgada nesta quinta-feira, 11, o bilionário disse que será substituído por uma mulher.
“Estou animado para anunciar que contratei um novo CEO para o X/Twitter”, escreveu Musk, sem citar o nome da nova chefe. “Ela vai começar em seis semanas.”publicidade
O bilionário escreveu “X/Twitter” em razão da nova empresa que criou a partir da fusão da rede social, a X Corp.
No anúncio, Musk disse que passará a ser presidente-executivo e diretor de tecnologia da plataforma. Entre as funções está a supervisão de produtos e de softwares.
Musk queria deixar o cargo há tempos
Elon Musk foi um dos fundadores da empresa OpenAI, dona do ChatGPT | Foto: Divulgação / SpaceX
Em 20 de dezembro do ano passado, o empresário disse que renunciaria ao cargo de presidente-executivo da plataforma quando encontrasse um substituto.
Na ocasião, o bilionário criou uma enquete no Twitter para saber a opinião dos usuários sobre sua permanência como CEO da empresa. Cerca de 57% dos 17 milhões de participantes da enquete votaram pela saída de Musk.
“Vou renunciar ao cargo de CEO assim que encontrar alguém tolo o bastante para aceitar o trabalho!”, tuitou Musk, antes de acrescentar que continuaria à frente apenas das equipes de programação e servidores da rede social.
Musk é o dono do Twitter desde 27 de outubro. De lá para cá, provocou diversas polêmicas como presidente-executivo: demitiu metade dos funcionários da empresa, reativou contas banidas na gestão anterior, suspendeu perfis de jornalistas de esquerda e tentou cobrar por serviços que eram gratuitos.
Imagem do ‘carro caranguejo’ | Foto: Foto: Reprodução/HYUNDAI MOBIS/YouTube
A fabricante de veículos Hyundai desenvolveu o protótipo de um “carro caranguejo”, equipado com o novo sistema e-Corner. A tecnologia permite que as rodas girem em 90 graus, possibilitando ao carro andar de lado. Dessa forma, o movimento foi apelidado de “crab walking” (“andar de caranguejo”, em tradução livre).
Em comunicado, a empresa informou que realizou testes em vias públicas, fora de ambientes controlados. “Com o sucesso de um protótipo de carro andando em estradas do mundo real, o sistema está melhorando sua confiabilidade”, disse a Hyundai.
Objetivo da Hyundai com o carro caranguejo
O carro caranguejo pode virar rodas em 90 graus e ajudar os motoristas a terem mais facilidade quando forem estacionar paralelamente a outros carros em espaços estreitos ou conseguirem virar 180 graus para sair de um beco.
Também foi apresentado o “giro zero”, ação em que as rodas dianteiras giram para dentro, enquanto as traseiras giram para fora para executar uma rotação de 360 graus em marcha lenta. “Esse recurso permite que o motorista vire facilmente a direção de um veículo em um espaço limitado com o mínimo de movimento”, informou a empresa
O sistema, desenvolvido pela Hyundai Mobis, é uma aposta da empresa para as demandas futuras de mobilidade. “O sistema é considerado a principal tecnologia de mobilidade para eletrificação e direção autônoma”, disse a companhia. “Essa tecnologia inovadora nunca foi produzida em massa em nenhum lugar do mundo.”
Nesta sexta-feira (5), Felipe Neto usou as redes sociais para cobrar explicações do Google após o algoritmo do site de pesquisa sugerir “corrupção” no lugar de “coroação”, em uma busca sobre o presidente Lula (PT). O youtuber quis saber se a empresa dará explicações.
Lula cumpre agenda na Inglaterra. Felipe Neto disse que soube do erro após ter sido avisado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG).
CNMP vai regulamentar uso do ChatGPT por promotores e procuradores Imagem: Divulgação
O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) deve analisar nas próximas semanas proposta de resolução para regulamentar o uso de ferramentas de inteligência artificial, especialmente o ChatGPT, por parte de promotores e procuradores na produção de peças jurídicas. A proposta está sendo elaborada pelo conselheiro Rodrigo Badaró.
O tema foi levado ao CNMP pelo advogado Fábio de Oliveira Ribeiro, que pediu para serem definidas regras claras para o uso das ferramentas – que hoje, não são autorizadas pela administração pública. O principal risco, segundo o advogado, está no compartilhamento de informações sensíveis em bancos de dados estrangeiros.
Badaró sugeriu a procuradores-gerais e corregedores-gerais do Ministério Público que orientem os membros da instituição, servidores e estagiários a observarem os riscos do uso indiscriminado das ferramentas.
A proposta de resolução terá como base manifestações técnicas produzidas pelas Secretarias de Tecnologia da Informação do Ministério Público sobre os riscos da utilização da inteligência artificial. O conselheiro também pediu que sejam ouvidas três comissões do CNMP: de planejamento estratégico, de direitos fundamentais e de preservação de autonomia do Ministério Público.
Cofundador do aplicativo afirmou que empresa está recorrendo da suspensão do serviço, que começou a valer na noite da última quarta (26).
Aplicativo de mensagens Telegram — Foto: Divulgação/Telegram
O cofundador do Telegram Pavel Durov afirmou nesta quinta-feira (27) que a Justiça brasileira ordenou a entrega de dados “impossíveis” de serem coletados. Em seu canal no aplicativo, ele afirmou que a empresa vai recorrer da decisão.
A mensagem foi recebida por usuários no Brasil nesta tarde, mesmo com o serviço tendo sido suspenso no país porque a empresa não entregou os dados completos, segundo a Polícia Federal, que pediu as informações para usá-las em uma investigação.
“No Brasil, um tribunal solicitou dados que são tecnologicamente impossíveis de obter. Estamos recorrendo da decisão e aguardando a resolução final. Não importa o custo, defenderemos nossos usuários no Brasil e seu direito à comunicação privada”, afirmou Durov.
A Polícia Federal, por sua vez, diz que a demora do Telegram para fornecer os dados permitiu que os grupos neonazistas que estão sob investigação fossem excluídos.
Durov afirmou que, às vezes, quando leis locais vão contra a missão do Telegram, o aplicativo precisa deixar esses mercados.
“No passado, países como China, Irã e Rússia proibiram o Telegram devido à nossa posição de princípio sobre a questão dos direitos humanos. Tais eventos, embora infelizes, ainda são preferíveis à traição de nossos usuários e às crenças nas quais fomos fundados”.
19/04/2023 – Justiça aceita o pedido da Polícia Federal e ordena o Telegram a entregar dados de grupos neonazistas investigados, sob pena de ter o serviço suspenso no Brasil. A empresa tem 24 horas para cumprir a determinação a partir do momento que é notificada.
20/04/2023, 13h11 – Ordem é encaminhada ao Telegram e começa a valer o prazo de 24 horas.
20 de abril, 13h46 – Telegram confirma o recebimento da ordem e pede informações complementares. Essas informações sâo enviadas à empresa às 16h14 do mesmo dia e às 8h06 do dia seguinte.
21/04/2023, 12h33 – Telegram envia apenas os dados do administrador de um grupo neonazista, segundo relatório judicial. A empresa afirma que, no dia 20 de abril, quando recebeu a ordem judicial para entregados os dados, o canal já tinha sido deletado.
Mas que, como a PF de São Paulo havia pedido alguns dados do mesmo grupo no dia 10 de abril, a empresa ainda possuía aquelas informações e as repassou às PF.
A Polícia Federal rebateu, dizendo que o grupo investigado estava ativo às 17h42 do dia 20 de abril, ou seja, depois de o Telegram ter recebido a ordem judicial. Só depois dessa data o grupo foi deletado, segundo PF.
E que, conforme legislação vigente, a empresa fornecedora do serviço deveria manter os registros de acesso ao grupo investigado (IPs de criação e de acessos), os quais, se fornecidos, dariam condições para identificar todos os seus integrantes, inclusive o administrador.
Mesmo assim, o Telegram manteve a justificativa de que a exclusão do grupo impedia repasse de informações para a investigação.
25/04/2023, 19h22 – Justiça determina aumento de multa de R$ 100 mil a R$ 1 milhão para cada dia que Telegram não colaborar totalmente com a investigação.
27/04/2023 – Justiça ordena que operadoras de telefonia e lojas de aplicativos retirem o aplicativo do ar no Brasil. O Telegram para de operar naquela noite.
PF diz que criminosos usaram Telegram para disseminar discurso nazista e de ódio sem que sejam rastreados e plataforma tem se recusado a entregar dados à polícia.
A Polícia Federal descobriu uma articulação de grupos nazistas usando o aplicativo de mensagens Telegram para estimular a violência em escolas. Segundo a polícia, a plataforma permite que usuários ocultem seus dados, sendo difícil rastrear quem adota condutas criminosas. Nesta quinta-feira (26), depois que a plataforma se recusou a entregar dados de integrantes de grupos nazistas, a Justiça determinou a suspensão do Telegram no país.
“O ambiente é tão seguro para ocultação das identidades dos seus usuários que o aplicativo concorre com o também preocupante ambiente proporcionado na ‘dark web’, porém, com o atrativo de ser um aplicativo simples e de fácil manuseio para quem não detém maiores conhecimentos de informática, o que seria necessário para a utilização da deep web”, disse a PF em trecho do inquérito.
A “deep web” (“rede profunda”, em tradução livre) é como é conhecida a parte da internet que não pode ser encontrada em buscadores como Google e Bing, e sim por programas que funcionam como intermediários. A parte anônima da “deep web” é a chamada “dark web” (“rede escura”), que tem desde conteúdos de ativistas políticos até de criminosos virtuais.
A investigação sobre a articulação de grupos com discursos nazistas começou após o ataque em Aracruz, no Espírito Santo, que deixou quatro pessoas mortas. Durante a investigação, a polícia descobriu que o assassino fazia parte de um grupo com conteúdo nazista no Telegram. Além disso, foram encontradas fotos dele momentos antes do crime com uma suástica e um livro de Hitler.
Após a descoberta, a Inteligência da PF pediu à plataforma os dados dos organizadores e integrantes do grupo, mas o Telegram se recusou a entregar. O relatório da polícia, que o g1 teve acesso com exclusividade, explica que o aplicativo de troca de mensagens permite que o administrador de um grupo seja oculto e que integrantes possam ocultar suas informações, incluindo o número de telefone, sendo impossível rastrear os envolvidos. A maneira como a ferramenta funciona, segundo a polícia, tem facilitado a conduta criminosa.
Em pedido, PF diz que Telegram é ‘ambiente seguro para ocultação de identidade de seus usuários’ — Foto: Reprodução
Ao longo da investigação, a PF pôde acompanhar o grupo e percebeu que, após a portaria do Ministério da Justiça que obrigava as redes sociais a remover conteúdo sobre ataques a escolas, o grupo chegou a mudar de nome. Contudo, tanto com a medida quanto com o avanço de operações da PF que chegaram a apreender adolescentes com itens nazistas envolvidos em grupos na internet de estímulo a violência em escolas, a comunidade seguiu ativa no Telegram.
Justiça manda suspender o Telegram e impõe multa de R$ 1 milhão à empresa
Com os dados dos criminosos ocultos, a Justiça pediu à plataforma informações como dados pessoais e número de telefone dos administradores, mas o Telegram havia se recusado. Na última semana, sem retorno, a PF acionou a Justiça que determinou a entrega em 24h sob pena de suspensão do aplicativo no país. A PF chegou a receber uma remessa de informações da empresa, mas os dados não cumpriam as exigências mínimas para a identificação dos envolvidos.
Segundo a PF, a empresa alegou que o grupo que o assassino de Aracruz fazia parte havia sido excluído horas antes do prazo final da decisão judicial, em 20 de abril. O pedido, no entanto, havia sido feito oficialmente a empresa, sem a disputa na Justiça, em 10 de abril.
A polícia ainda diz que a empresa não pode alegar não ter os dados com a desarticulação do grupo, pois há previsão legal de que os registros sejam mantidos por seis meses. E ainda reforça que a postura do Telegram pode manter pessoas envolvidas em assassinatos impunes.
“Identificar os responsáveis pela divulgação de material de extremismo violento é crucial para a investigação. A ocultação de suas identidades contribui para a impunidade e para a disseminação do ódio que resulta na execução de crianças e inocentes. A recusa no fornecimento de dados suficientes para a identificação dos responsáveis é ato que corrobora com a ocultação de criminosos”, diz a PF em trecho do inquérito.
A reportagem acionou o Telegram, mas não obteve o retorno até a publicação. Segundo a polícia, as empresas de telefonia e lojas de aplicativo receberam um ofício nesta quinta-feira para que suspendesse a operação do aplicativo no país, mas ainda não havia prazo para que ele saísse do ar.
ViaSat-3 Américas será lançado esta semana para levar conexão a áreas remotas do Brasil Imagem: Divulgação
O maior e mais moderno satélite de telecomunicações deve ser enviado ao espaço na noite desta quarta-feira (26).
Chamado Visat-3 Américas, cobrirá todo nosso continente com internet de banda larga, incluindo o Brasil.
Ele será transportado pelo foguete mais potente em operação comercial, o Falcon Heavy, da SpaceX, de Elon Musk.
O lançamento acontecerá do Centro Espacial Kennedy, da Nasa, e está previsto para as 20h24 (horário de Brasília).
Tilt estará na Flórida (EUA) para acompanhar ao vivo e de perto.
Constelações de satélite ganham força
Este é o primeiro de três satélites da rede ViaSat-3, de banda Ka de ultra capacidade. O segundo deve ser lançado ainda este ano, para servir Europa, Oriente Médio e África (Emea), e o terceiro em 2024, para a região da Ásia-Pacífico(Apac).
Parece pouco comparado com os números da “constelação” da Starlink (que já soma 3.700 satélites em órbita e cresce a cada mês), da SpaceX, de Elon Musk. Contudo, serão capazes de cobrir todos os continentes e as principais rotas aéreas e marítimas do globo.
Viasat: usa satélites chamados geostacionários, enormes e que ficam muito altos, a mais de 35.000 km de altitude, em órbita geossíncrona (GEO, de geosynchronous equatorial orbit). Por isso, conseguem cobrir grandes áreas.
SpaceX: pequenos satélites da Starlink exploram a chamada órbita baixa terrestre (LEO, do inglês low earth orbit), a cerca de 500 km. Precisa de milhares de equipamentos para fazer o mesmo serviço.
Na imagem abaixo é possível ter uma ideia do tamanho do satélite em comparação com pessoas.
#ICYMI The first of three ViaSat-3 satellites at the @Boeing factory in El Segundo, Calif., completed vibration tests, one of the milestones that qualify a spacecraft for the rigors of launch and harshness of space.
Cada um dos três novos satélites da Viasat tem capacidade de transferência de dados de mais de 1 terabit por segundo (Tbps), o equivalente ao dobro de toda a frota atual da empresa — juntos, o ViaSat-1 e o ViaSat-2, focados nos Estados Unidos, alcançam menos de 500 gigabits por segundo (Gbps).
Quando completa, a rede terá 3 Tbps, o que representa uma evolução de 500%. “Cobriremos mais de 90% da área habitada do planeta. Cada um será responsável por quase um terço do globo. Só os polos ficam de fora”, explica Leandro Gaunszer, diretor-geral da Viasat Brasil.
“Com isso, poderemos melhorar os serviços já existentes, além de alcançar novos territórios e levar conectividade a regiões remotas”, acrescenta.
O projeto, que sofreu atrasos e adiamentos desde 2019, promete aumentar a largura de banda da empresa, permitindo uma conexão com mais qualidade e velocidade, em uma inédita cobertura global, essencial para enfrentar a Starlink em uma corrida cada vez mais acirrada pela internet espacial.
No ano que vem, a Amazon também deve entrar no páreo com um projeto semelhante ao da SpaceX, a rede Kuiper, projetada para ter 3.236 satélites.
Parceria no Brasil
Uma pesquisa recente do Instituto Locomotiva identificou que 33,9 milhões de brasileiros não têm nenhum acesso à internet, e outros 86,6 milhões não conseguem se conectar todos os dias.
De modo geral, os satélites não são a solução direta para tirar famílias de baixa renda da exclusão digital, devido ao custo da mensalidade. Contudo, tecnologias do tipo já são usadas por iniciativas de governo de democratização do acesso, como o uso de conexão satelital em pontos de wi-fi comunitário, dentro do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).
A Viasat opera no Brasil desde 2018, por meio de uma parceria com a estatal Telebras. Ela usa 58% da capacidade do nosso SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Terrestres) para oferecer seus serviços de banda larga para empresas e residências por todo o país, além de wi-fi a bordo — um de seus principais negócios no mundo — nos aviões da Azul Linhas Aéreas.
Em troca, viabiliza mais de 25 mil pontos de conexão de interesse público. Por exemplo, em unidades de saúde e de educação, postos de fronteira, instalações militares e comunidades indígenas. “Cerca de 19 mil escolas rurais que não tinham acesso agora estão conectadas”, diz Gaunszer.
Essas conexões que não dependem de cabos também foram usadas durante desastres e crises humanitárias, como em Brumadinho, no litoral Norte de São Paulo e na Terra Indígena Yanomami. “Em momentos assim, em que as redes ficam fora do ar, os satélites continuam funcionando e têm papel fundamental para a comunicação e os resgates”, completa.
Antenas de internet via satélite transportáveis foram levadas à Terra YanomamiImagem: Dibulgação
Parcerias com o governo brasileiro também são de interesse da SpaceX. Em maio do ano passado, o empresário Elon Musk esteve no Brasil para oficializar acordo com a Starlink. A promessa foi de usar a rede de satélites para conectar 19 mil escolas brasileiras e monitorar a Amazônia (como desmatamentos e incêndios).
O que o Viasat-3 vai trazer para o Brasil?
O Viasat-3 Américas será o primeiro satélite próprio da empresa a operar no país. O diretor, porém, não revelou quanto da capacidade total será dedicada ao Brasil, mas garante que a maior parte da nossa cota (cerca de 80%) será focada nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde estão as áreas rurais com menor penetração de banda larga.
“Para mais da metade dos que contratam nosso serviço, é a primeira banda larga deles. Vai desde pequenas empresas, como um veterinário ou um comércio local, até fazendas do agronegócio, além de casas de campo isoladas”, destaca Gaunszer. “Mas nossos clientes ainda estão mais concentrados no Sudeste e no Nordeste.”
O plano mais barato da ViaSat no Brasil, voltado ao cliente residencial, hoje custa R$ 179 ao mês, com velocidade de download de 10 Mbps e franquia de dados de 25 GB. Com a nova frota, espera-se que a velocidade por usuário ultrapasse 100 Mbps, o que pode tornar o produto mais atrativo.
Representação artística de um exoplaneta. | Foto: Foto: Flickr
Uma equipe de astrônomos descobriu um novo meio, ou o melhor tipo de estrela, para detectarem planetas possivelmente habitáveis. O estudo foi liderado por Anna Shapiro, do Instituto Max Planck de Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha, e publicado na revista Nature Commons, na terça-feira 18.
O estudo informa que, para planetas semelhantes à Terra que orbitam estrelas semelhantes ao Sol, quanto menor o teor de metal, menor o risco de serem expostos aos efeitos nocivos da radiação ultravioleta (UV). “Nossas descobertas indicam que planetas hospedados por estrelas com baixa metalicidade são os melhores alvos para procurar vida complexa em Terra”, explicam os especialistas.
Os cientistas também afirma que, caso a atmosfera de um planeta for rica em oxigênio, ele vai estar mais protegido pela camada de ozônio dos efeitos nocivos da radiação UV.
Cientistas e o meio de encontrar planetas habitáveis
A equipe modelou a rotação de planetas semelhantes à Terra em torno de diferentes tipos de estrelas, alteraram parâmetros como metalicidade, temperatura e poder de radiação ultravioleta, entre outros componentes. Assim, eles conseguiram dados massivos e foram capazes de analisar exatamente como e com que eficiência o ozônio bloquearia a radiação UV prejudicial.
Os especialistas indicaram que os efeitos nocivos dos raios UV foram impedidos de atingir a superfície de um exoplaneta por causa de seu comportamento com compostos de oxigênio.
“Paradoxalmente, enquanto estrelas com maior metalicidade, que apareceram mais tarde na história do Universo, emitem menos radiação UV, em atmosferas planetárias oxigenadas, o espectro radiativo estelar associado permite menos formação de ozônio, o que aumenta a penetração UV, tornando as condições em planetas orbitando essas estrelas menos amigáveis para a biosfera em Terra”, explicam os estudiosos.