LuzIA é a nova inteligência artificial do WhatsApp e do Telegram. A personagem de olhos azuis e cabelos vermelhos que apela para uma comunicação mais orgânica nos aplicativos de smartphone chegou ao Brasil nesta última semana. LuzIA — as letras I e A em caixa alta são uma óbvia referência à sigla da inteligência artificial — é capaz de transcrever áudios, traduzir mensagens e também de gerar imagens sob as orientações do usuário.
O recurso de inteligência artificial já está disponível em conversas comuns pelos aplicativos de mensagens. De acordo com o portal G1, no total, a ferramenta já conta com mais de 4 milhões de usuários ativos em mais de 40 países. Para além do idioma português, a simpática LuzIA está disponível também aos falantes de francês, espanhol e inglês. publicidade
O novo sistema de inteligência artificial integrado aos aplicativos de mensagens — WhatsApp e Telegram — é uma criação do engenheiro espanhol Álvaro Higes, de 36 anos. O profissional da tecnologia tem passagem por gigantes do mercado, como a Amazon; Higes é professor da IE Business School, em Madri. O engenheiro usa o ChatGPT como base para o desenvolvimento do seu trabalho.
A LuzIA é um novo recurso de inteligência artificial disponível para o WhatsApp | Foto: Canva
Como usar a LuzIA?
O usuário interessado em usar o novo serviço de inteligência artificial deve simplesmente adicionar o seguinte número de telefone à sua agenda de contatos: +55 11 97255-3036. Na sequência, é só dar início à conversa com o chatbot por meio do aplicativo de mensagem de preferência, Telegram ou WhatsApp. O usuário também pode acessar a LuzIA diretamente pelo site; ela é completamente gratuita.
O que a LuzIA pode fazer?
A inteligência artificial nos aplicativos de mensagens pode:
Transcrever áudios;
Tirar dúvidas comuns;
Traduzir textos;
Criar imagens conforme descrição dada pelo usuário.
Possível fim do WhatsApp ilimitado pode ter impacto maior do que o previsto; Entenda
Foto: Dado Ruvic/Reuters.
O cenário de comunicação no Brasil pode estar prestes a passar por uma mudança significativa, impulsionada pela economia e avanço tecnológico. As principais operadoras de telecomunicações do país, Vivo, TIM e Claro, estão atualmente em discussão sobre a viabilidade de encerrar a oferta de acesso ilimitado ao WhatsApp em seus planos de dados, devido aos custos crescentes relacionados à implementação da tecnologia 5G. Essa possível alteração poderá impactar diretamente a maneira como as pessoas se comunicam e consomem informações, uma vez que o WhatsApp se tornou uma plataforma central para a troca de mensagens e notícias.
Atualmente, o acesso ilimitado ao WhatsApp tem sido uma opção popular e conveniente para muitos usuários, proporcionando uma maneira rápida e acessível de consumir notícias e se manterem informados. No entanto, essa facilidade de acesso também pode acarretar alguns desafios. A dependência exclusiva desses aplicativos para a obtenção de informações pode limitar a busca por outras fontes e conteúdos verificados, levando a uma possível falta de contexto ou análise mais aprofundada das notícias recebidas.
A combinação das empresas de telefonia com as Big Techs representa uma estrutura sobre a qual se sustentam negócios e também, ultimamente, o espaço cívico.
A discussão sobre o acesso ilimitado ao WhatsApp levanta questões importantes sobre como as mudanças na economia e na tecnologia estão moldando nossos padrões de comunicação e consumo de informações. Três das principais operadoras de telecomunicações do Brasil, Vivo, TIM e Claro, estão debatendo a possibilidade de encerrar a oferta de acesso ilimitado ao WhatsApp em seus planos de dados. A discussão surge em meio a preocupações com os crescentes custos associados à implementação da tecnologia 5G no país. A oferta do WhatsApp ilimitado era uma vantagem competitiva oferecida pelas operadoras, mas agora elas estão avaliando sua sustentabilidade financeira diante do aumento da demanda esperada com a expansão do 5G.
A mudança potencial na oferta de acesso ilimitado ao WhatsApp pode impactar a experiência dos usuários, que se acostumaram a utilizar o aplicativo de mensagens sem se preocupar com limites de dados. A decisão das operadoras de rever essa oferta ocorre devido às complexidades e altos custos envolvidos na implantação da infraestrutura necessária para suportar o 5G, que promete velocidades de conexão significativamente mais rápidas e maior capacidade de dados. Como o uso do WhatsApp é amplamente difundido no Brasil, qualquer alteração nas condições de acesso ao aplicativo pode ter um impacto significativo nas escolhas dos consumidores em relação aos planos de telefonia móvel.
Três das principais operadoras de telecomunicações do Brasil, Vivo, TIM e Claro, estão debatendo a possibilidade de encerrar a oferta de acesso ilimitado ao WhatsApp em seus planos de dados.
Ainda não há uma decisão final sobre o assunto, mas as discussões em andamento entre as operadoras de telecomunicações indicam que a oferta de WhatsApp ilimitado pode ser revista em breve. O cenário reflete o desafio que as empresas enfrentam para equilibrar a oferta de serviços atraentes para os consumidores, ao mesmo tempo em que investem na expansão e aprimoramento de suas redes para atender às crescentes demandas de conectividade trazidas pela tecnologia 5G no Brasil.
Há dois cenários para a informação vindos dessa potencial mudança. Ou as pessoas finalmente ficam mais conscientes ou agora a coisa degringola de vez.
É possível que os consumidores busquem por alternativas para se manterem informados, já que vão pagaro acesso de qualquer jeito. Sem a comodidade do acesso ilimitado, as pessoas podem se voltar para fontes originais de notícias, explorando sites de veículos de comunicação, blogs especializados e outras plataformas que oferecem informações confiáveis e verificadas.
Por outro lado, o fim do acesso ilimitado ao WhatsApp também pode ter um efeito negativo no consumo de notícias. Com muitos consumidores enfrentando restrições financeiras, a falta de recursos para pagar pelo pacote de dados poderia resultar em uma redução do acesso à informação. As pessoas vão trocar menos notícias entre si e não vão checar essas notícias de jeito nenhum porque a ordem é economizar, pensando nesse cenário.
Além do impacto na disseminação da informação, o possível fim do acesso ilimitado ao WhatsApp nos planos de dados também pode ter implicações significativas para os negócios que utilizam a plataforma como ferramenta essencial para suas operações. Hoje em dia, o WhatsApp desempenha um papel crucial no mundo empresarial, sendo utilizado por muitas empresas, grandes e pequenas, para se comunicarem com clientes, fornecedores e parceiros de negócios. A facilidade de comunicação, compartilhamento de informações e a possibilidade de realizar vendas diretamente na plataforma tornaram o aplicativo uma ferramenta indispensável para muitos empreendimentos.
Retrato-falado criado por inteligência artificial a partir do DNA de suspeito de cometer crime ao lado da foto do suspeito preso Imagem: Divulgação/Parabon Nanolabs
Especialistas em genética estão se aliando a forças policiais para gerar “retratos falados” sem ninguém para falar. Em vez de testemunhas, é o material genético do suspeito, encontrado em roupas, cabelos e secreções corporais, que dedura a fisionomia da pessoa. E tudo isso é feito com ajuda da inteligência artificial.
Fundada com dinheiro da Casa Branca, a norte-americana Parabon Nanolabs já usa a técnica para solucionar crimes em todo o mundo. Não sem polêmicas: um dos retratos indicava um jovem, enquanto o criminoso verdadeiro era um idoso; outro, indicando um homem negro, foi apontado como racista por ter sido divulgado pela polícia e exibido na TV. UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e a Polícia Federal trabalham desde janeiro deste ano em um projeto que usa IA para criar imagens de suspeitos por meio de amostras de DNA.
Desde janeiro deste ano, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Polícia Federal recriam imagens de suspeitos com IA por meio de amostras de DNA. O projeto nasceu em 2015, fruto de uma parceria entre PUC-RS e PF.
Líder do projeto, a geneticista Clarice Alho explicou a Tilt que a ideia surgiu porque os bancos de dados internacionais não são adequados às características do Brasil, marcado pela miscigenação. “Eu mesmo tenho DNA mitocondrial indígena”, diz Clarice.
O plano é fazer a iniciativa chegar a uma base com dados de mil voluntários. Já há mais de 500, inicialmente todos do Rio Grande do Sul.
Além da coleta e do estoque de DNAs em construção, o modelo de IA já está pronto.O passo ainda não executado é a execução. Acionada pela reportagem, a PF não respondeu o pedido de entrevista.
A PF não está fazendo [retratos falados por DNA] ainda porque não tem uma legislação de suporte. Não está sendo feito por questões éticas, legais, morais. Estamos fazendo um treinamento de máquina para o futuro, quando for possível. Clarice Alho, geneticistanone
A Justiça brasileira aceita amostras de DNA como provas. A Lei de Execução Penal inclusive permite que suspeitos sejam forçados a prover amostras, em crimes contra a vida, liberdade sexual e vulneráveis.
Não há, porém, legislação sobre “retrato-falado” criado por DNA. Em outra linha, um projeto de lei, o PL 1.496, tenta obrigar a coleta do DNA de todos os condenados por crimes dolosos, com o objetivo de criar uma imensa base de dados.
Os genes falam, mas não tudo
Tecnicamente chamada de fenotipização por DNA, a técnica consiste na reconstrução do aspecto físico -o fenótipo— de um desconhecido, por meio de evidências em seus genes.
Capitaneada pela Parabon Nanolabs, a análise funciona assim:
Informações genéticas achadas em cenas de crime ou outras evidências, como objetos ligados ao suspeito, são levadas à análise.
Essas amostras revelam informações relativamente básicas ligadas aos genes, como sexo, cor de olhos, da pele e dos cabelos. Também mostra a ancestralidade (se tem ascendentes europeus, indígenas, africanos etc) da pessoa e em qual proporção, baseada em variações regionais de diversos genes;
Os dados genéticos alimentam uma inteligência artificial que vasculha um banco de dados contendo os rostos e dados genéticos de milhares de pessoas. A partir da similaridade genética, a IA prevê como seria o rosto do indivíduo.
O resultado é uma imagem como a abaixo:
Imagem: Divulgação/Parabon Nanolabs
A imagem mostra:
A percentual de regiões originárias na composição pessoa – majoritariamente europeia (49,35%), mas com cerca de 37% do material genético vindo de Leste e Sul da África.
A previsão da existência de sardas (“freckles”), de 46,5% (informação com 76% de confiança)
A cor dos cabelos (com chance de 91,1% de estar certa).
A empresa afirma ter ajudado a resolver mais de 230 casos, sem detalhar o número exato por haver vários em andamento.
Quando uma prisão ocorre, a Parabon exibe em seu site a imagem prevista por sua tecnologia e a foto real do suspeito. Há até uma página de pôsteres para isso.
Tecnologia controversa
Nem sempre os resultados batem. Genes não são capazes de determinar a idade, o índice de massa corporal (isto é, o peso) e várias características adquiridas ao longo da vida, como cicatrizes e tatuagens. O formato do rosto também é uma estimativa mais vaga que a cor dos olhos e do cabelo.
Não raro, a ferramenta erra a idade do suspeito.
Imagem: Divulgação/Parabon Nanolabs
Em entrevista a Tilt, Ellen Greytak, diretora de bioinformática da Parabon, reconhece a limitação da tecnologia, mas defende o método.
Uma predição de fenótipo é uma evidência investigativa, como o testemunho de uma vítima. Ajuda os detetives a realizar sua investigação, mas é a comparação tradicional do perfil de DNA que confirma a identidade e é usada para prisão e condenação. O uso primário de fenotipização deveria ser para excluir indivíduos [de uma investigação] que claramente não preenchem a descrição, seguido por priorizar suspeitos que preenchem. Ellen Greytak, diretora de bioinformática da Parabonnone
Críticos, porém, enxergam outros problemas. Para o sociólogo Acácio Augusto, da Universidade Federal de São Paulo, é muito alta a possibilidade de a tecnologia absorver os preconceitos de gênero, raça e classe.
“Quem opera e quem programa essas coisas [AI] são humanos. Não me surpreenderia se, se passássemos a usar esse tipo de tecnologia, ela tivessse um resultado muito parecido com que já é a clientela do sistema de Justiça Criminal: pobre, homem, jovem, negro, basicamente.”
É basicamente como as coisas já estão sendo vistas onde a técnica é usada. A imagem abaixo causou uma crise de relações públicas à Parabon.
Imagem: Divulgação/Parabon Nanolabs
A polícia de Edmonton, no Canadá, procurou a empresa para tentar resolver um caso de estupro ocorrido em 2019. Ao receber a análise da empresa, em outubro de 2022, divulgou a imagem à imprensa e pelo seu site. Era, segundo os policiais, um “último recurso” para encontrar o suspeito. Diante de um turbilhão de acusações de racismo em redes sociais, os policiais tiveram que remover a imagem do site e pedir desculpas. O caso não foi resolvido.
Se chamar um algoritmo de racista soa exagero, é bom lembrar que a divulgações de imagens como a acima não acontece num vácuo, mas num contexto em que racismo é um problema vivo, em particular com forças de repressão.
A fenotipização pode prever coisas muito amplas como gênero, cor dos cabelos, cor dos olhos, talvez altura etc., mas essas tem uma grande variação em previsibilidade. “Isso deixa a polícia na posição de saber (talvez) que estão buscando (por exemplo) um homem negro de 1,78 m. Como isso ajuda? Eles vão tentar interrogar ou investigar cada homem negro de 1,78 m na área? Isso seria uma imensa violação de privacidade e liberdades civis. Calli Schroeder, conselheira da ONG Electronic Privacy Information Center (“Centro de Informações Sobre Privacidade Eletrônica”), apoiada pelo governo dos Estados Unidosnone
Grupos minoritários podem ser particularmente vulneráveis a danos dessa tecnologia, como já são frequentemente e desproporcionalmente alvo de investigações. Isso ainda pode aumentar o preconceito do público e das forças de repressão e tornar grupos vulneráveis propensos a sofrer de vigilantismo [isto é, perseguição justiceira, linchamentos]. Calli Schroedernone
A geneticista Clarice Alho explica que as preocupações com usos racistas da tecnologia fizeram parte da criação do projeto. Para Ellen Greytak, o problema foi a polícia ter divulgado a foto ao público, quando a recomendação da empresa é outra.
A maior parte das agências [policiais] usa as imagens internamente, para excluir suspeitos. Quando uma agência decide soltar a informação publicamente, insistimos que a previsão inteira seja mostrada, não só a composição [isto é, a imagem gerada], para deixar claro que é só uma previsão. Ellen Greytak, diretora de bioinformática da Parabonnone
A pesquisadora da UFRGS concorda: imagens geradas pela tecnologia nunca deveriam gerar cartazes tipo “Procura-se”. “Isso seria totalmente de uso privado da polícia.”
Para os críticos, porém, não se trata de um problema de relações públicas. Toda a tecnologia é um equívoco. Para Acácio, a ferramenta é exemplo de uma espécie de “solucionismo do Vale do Silício”.
Para qualquer problema, inclusive social, surge um app. App para emagrecer, para parar de fumar, agora um app num contexto policial. Acácio Augusto, sociólogo da Unifespnone
As agências de repressão sempre vai se empolgar com as promessas de tecnologias que podem tornar seu trabalho mais fácil. Mas o entusiasmo delas aqui está mal direcionado. Não apenas essa tecnologia dificilmente poderá gerar informação mais precisa sobre suspeitos de crimes, mas ela pode levar a polícia em direções erradas e por em risco pessoas inocentes. Calli Schroeder.
O WhatsApp lançou nesta semana o recurso para enviar mensagens a números que não estão na agenda do usuário. A novidade, que era aguardada há um bom tempo e foi vista nas versões betas, será liberada gradualmente para as bilhões de contas no aplicativo. Por isso, não fique “estressado” se a ferramenta ainda não aparecer para você.
A nova função permitirá que os usuários conversem com outros números sem precisar salvá-los na agenda. Isso facilitará para aquelas ocasiões em que você precisa conversar com um contato em uma ocasião específica, como contatar alguma loja ou clínica. Além do mais, será uma maneira mais segura e mais “privada” de conversar com números desconhecidos.
Como conversar sem adicionar o número no iOS e Android
Para a sorte dos usuários do WhatsApp, as etapas para conversar com um número sem salvá-lo na agenda são iguais para o Android e iOS — que podem ficar com a interface idêntica em breve. E, ainda bem, muito simples de usar.
Basta clicar no ícone de nova conversa (localizado no canto inferior direito), digitar o número desejado e clicar no botão “conversar”, que aparecerá do lado do nome da conta com a qual você deseja abrir um chat — claro, se ela tiver uma conta no WhatsApp.
Recurso de abrir conversa sem salvar contato possui as mesmas etapas para ser usado no Android ou iOS (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog).
Como mostrado na imagem acima, os números que não estão adicionados na sua agenda apareceram sob um menu intitulado “Não estão na sua lista de contatos”. Ao digitar o contato não salvo, as opções já existentes de adicionar contato e compartilhar link de convite continuarão sendo mostradas no WhatsApp.
Para usar esta nova ferramenta do aplicativo, o usuário precisa instalar a versão mais recente do WhatsApp. O recurso será uma mão na roda para entrar em contato com aqueles estabelecimentos que até possuem link para abrir uma conversa sem salvar o número, mas que estão quebrados — acho que todos nós passamos por isso ao buscar o contato de uma clínica, restaurante ou loja.
Os executivos das principais operadoras do Brasil, Tim, Claro e Vivo, estão discutindo o fim do WhatsApp ilimitado. O jornalFolha de S.Paulodivulgou a informação nesta segunda-feira, 17.
Tanto a Tim como a Claro, assim como a Vivo, oferecem acesso ilimitado ao WhatsApp em seus planos. Ou seja, o consumo de internet do aplicativo de mensagens não é considerado no limite de acesso aos pacotes de dados contratados pelos clientes.
A vantagem do WhatsApp ilimitado impulsionou a venda dos planos das principais operadoras em todo o país. Afinal, 62% dos brasileiros acessam a internet somente pelocelular. E, além disso, trocar mensagens peloappé hoje o principal uso desmartphonesno Brasil.
Por que as operadoras podem acabar com o WhatsApp ilimitado
Oferecer WhatsApp ilimitado encare os planos de telefonia, indicam estudos | Foto: Pixabay
José Felix, presidente do grupo Claro Brasil, disse que é um “erro” oferecer WhatsApp ilimitado em um evento de inovações em telecomunicações realizado em junho. Ele disse que a empresaa de telefonia tem gastos milionários para manter o acesso ilimitado a plataformas dasbig techs.
A Claro oferece acesso limitado não só no WhatsApp, mas também ao Waze e às redes sociaisInstagram, TikTok e Facebook. A Tim, por sua vez, dá acesso ilimitado ao WhatsApp e Deezer nos planos pré e pós-pagos, que também oferecem Instagram, Facebook e Twitter ilimitados.
Já a Vivo é a operadora menos generosa com os usuários: só dá acesso ilimitado ao WhatsApp e, em alguns planos, pós-pagos inclui também o Waze.
Felix, daClaro, também acrescentou que a estratégia fere o princípio da neutralidade da rede, determinado pelo Marco Civil da Internet. Nesse sentido, o executivo acredita que o oferecimento do WhatsApp ou outros aplicativos de modo ilimitado precisa ser revisto para que novos acordos considerem “o tamanho díspar das principais empresas de tecnologia, como Meta, Google e Apple”.
O advogado João Vitor Rossi, de 26 anos, viu o próprio rosto ser usado por um perfil estranho e diferente do dele no WhatsApp para pedir dinheiro. Um tio quase emprestou R$ 1.450.
O caso ocorrido no início do ano não passava de um golpe. Mesmo avisado, o WhatsApp manteve no ar a conta, que já mudou a foto para a de outra pessoa – provavelmente, para continuar a aplicar fraudes. Condenados na Justiça a suspender o perfil, os responsáveis pelo aplicativo ignoraram a decisão. Agora, terão de pagar R$ 5 mil a Rossi.
O golpe que usou a foto de Rossi é comum: um criminoso coleta imagens da pessoa nas redes sociais, finge ser ela no WhatsApp e passa a acionar parentes e amigos da para obter dinheiro.
O principal problema é ter a sua imagem e nome vinculados ao golpe/crime. Você fica refém da situação, não pode parar por conta própria o perfil que está usando o seu nome indevidamente para cometer crimes. João Vitor Rossi, advogadonone
Após contato da reportagem, o WhatsApp afirma que não se pronuncia sobre casos específicos.
Rossi conta a Tilt que tentou de tudo para evitar que conhecidos caíssem no estelionato. Conseguiu. Não teve a mesma sorte com o WhatsApp.
Após dois contatos com o serviço de atendimento do app, recebeu como resposta uma mensagem automática, que não solucionava a questão.
O que me deixou mais impactado foi o fato de empresa ser omissa. Mesmo sendo confeccionado o Boletim de Ocorrência, o suporte do aplicativo nada fez para colocar um ponto final nisso, inclusive a minha imagem foi utilizada por mais de um mês. João Vitor Rossinone
Advogado João Vitor Rossi teve foto e nome usado em golpe pelo WhatsApp; ele processou o app e ganhouImagem: Arquivo pessoal/João Vitor Rossi
Indignado, Rossi entrou na Justiça para pedir que a conta do golpista fosse deletada e que ele recebesse indenização por danos morais.
Em resposta ao processo, o WhatsApp argumentou que não poderia atender ao pedido porque “inexiste falha na prestação dos serviços que oferece por ausência de provas de acesso a dados a partir do aplicativo”.
Informou ainda que Rossi confirmou que “os criminosos utilizaram uma outra linha telefônica que é estranha e distinta, sem qualquer relação com sua linha”.
Em janeiro, a Justiça decidiu a favor do advogado e concedeu uma tutela de urgência para que o app bloquear o número do golpista, mas a ordem não foi cumprida.
Em junho, em nova decisão, o juiz Felipe Ferreira Pimenta, do Juizado Especial Cível e Criminal de Santa Adélia (SP), condenou o Facebook por não cumprir a ordem de bloqueio do contato telefônico que aplicava golpes no WhatsApp.
Apesar de atualmente o WhatsApp estar debaixo do guarda-chuva da Meta, o alvo da ação foi o Facebook por existir um precedente do STJ destacando que a rede social responde pelos atos do aplicativo de mensagens.
Para o juiz Pimenta, há uma relação de consumo entre as partes e, por isso, o Código de Defesa do Consumidor deve ser aplicado.
Não se pode esquecer, ainda, de que o nome e a imagem do autor foram utilizados indevidamente, violação que gera o direito à reparação, decorrente do desrespeito a seus direitos de personalidade. E, por fim, que o requerido (Facebook) descumpriu cláusula contratual que ele mesmo propaga. Felipe Ferreira Pimenta, juiznone
O magistrado entendeu ainda que a indenização é devida, pois houve falha na prestação de serviços e violação de direitos de personalidade. A empresa foi condenada a pagar R$ 5 mil a João, mas já recorreu da decisão.
Enquanto isso, a conta do golpista no WhatsApp segue ativa. Tanto que a foto de Rossi já deu lugar à de outra pessoa.
O fato de o perfil continuar no ar me deixa preocupado porque ele pode a qualquer momento utilizar novamente a minha imagem e o meu nome. João Vitor Rossi
Já imaginou como estarão diversos países do planeta Terra no ano 3000? A tarefa é complexa, mas para a Inteligência Artificial (IA), que avança a passos largos, nada parece impossível.
O exercício de futurologia teve início após um inscrito do canal “AI Imaginary World”, no YouTube, sugerir sobre como seria a aparência dos países daqui a um pouco menos de longínquos mil anos. A página, que já conta com outras previsões feitas pela tecnologia, topou a demanda e partiu para o desafio.
À primeira vista, as imagens demonstram cidades futurísticas cada vez mais verticalizadas, quase místicas, cheias de luzes LED ou similares, cúpulas de vidro, veículos voadores desconhecidos e arquiteturas que podem parecer impossíveis para a nossa atual tecnologia.
Enquanto alguns países experimentam um mix entre modernidade, eficiência e meio ambiente, com paisagens tecnológicas cercadas por lagos e florestas urbanas, outros quase não contam mais com o verde das matas. Se isso é um indicador sobre as tão difundidas emergências ambientais, como a mudança climática e o aquecimento global, somente o tempo, baseado nas atitudes presentes e futuras de cada um de seus habitantes, responderá.
Outra característica que salta aos olhos é a falta de habitações e comunidades de baixa renda, mesmo em economias menores, em guerra, assoladas pela fome e seca ou extremamente desiguais.
E aí vai um spoiler: o Brasil parece estar representado pela cidade do Rio de Janeiro, com incontáveis arranha-céus em meio à diversas formações rochosas. Se a IA acertará ou não as previsões feitas nas imagens, o ano 3000 mostrará.
SpaceX alcança valor de mercado de US$ 150 bilhões e se torna empresa aeroespacial mais valiosa do mundo
Foto: Divulgação/SpaceX.
A SpaceX, empresa aeroespacial do bilionário Elon Musk, alcançou valor de mercado de US$ 150 bilhões após uma oferta secundária de ações, conforme noticiou o canal americano CNBC.
Com a operação, a companhia se torna a mais valiosa do seu setor no mundo, superando a Boeing.
A SpaceX tem um acordo com seus investidores para vender até US$ 750 milhões em ações por cerca de US$ 81 o papel, de acordo com uma cópia da oferta de compra enviada pelo CFO Bret Johnsen na quinta-feira (13), obtida pela CNBC.
O novo valor das ações representa um aumento de 5% em relação à última emissão secundária de ações, que precificou o papel em US$ 77, com uma avaliação de US$ 140 bilhões para a empresa.
A companhia de Elon Musk não comentou sobre o assunto. A Bloomberg e o The Wall Street Journal já tinham publicado anteriormente o plano da empresa de vender ações.
A SpaceX tem um acordo com seus investidores para vender até US$ 750 milhões em ações por cerca de US$ 81 o papel, de acordo com uma cópia da oferta de compra enviada pelo CFO Bret Johnsen na quinta-feira (13), obtida pela CNBC.
O novo valor das ações representa um aumento de 5% em relação à última emissão secundária de ações, que precificou o papel em US$ 77, com uma avaliação de US$ 140 bilhões para a empresa.
A companhia de Elon Musk não comentou sobre o assunto. A Bloomberg e o The Wall Street Journal já tinham publicado anteriormente o plano da empresa de vender ações.
Aparelhos de TV box piratas: no centro, a BTV, apontada como ‘iPhone dos TV box’; ao lado, as falsificações da caixinha Imagem: Marcella Duarte
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu criar mais exigências técnicas antes de homologar aparelhos de TV Box no Brasil. Nem todo aparelho do tipo é irregular, mas, sem esse processo, a venda dos dispositivos é ilegal no país.
A decisão é mais um capítulo da batalha travada pela agência desde fevereiro deste ano contra os aparelhos não homologados que permitem piratear sinal de TV paga e de streaming, o chamado “gatonet”.
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As novas medidas foram anunciadas nesta quinta-feira (13), mas constam do Ato nº 9281, de 5 de julho.
O argumento da Anatel é que os novos requisitos servirão para verificar a presença de funções usadas para violar direitos autorais de obras audiovisuais.
Obrigatórios a partir de 11 de setembro, os novos requisitos analisarão se:
existe algum software ou aplicativo instalado por padrão no produto que esteja na lista de equipamentos ou softwares irregulares publicada ou endossada pela Anatel;
há qualquer software, aplicativo, funcionalidade ou instruções que permitem acesso ilícito a conteúdo audiovisual;
o sistema operacional do equipamento é fornecido com modo root habilitado (modo com maiores privilégios para uso e configuração do sistema operacional);
a instalação de softwares ou aplicativos de terceiros não disponibilizados na loja de aplicativos dos equipamentos está habilitada por padrão;
o equipamento possui alguma forma ou serviço de comunicação (porta) não documentada, ou seja, informações ou instruções sobre a utilização, atualização ou instalação de softwares ou aplicativos destinados ao acesso ilícito a conteúdo audiovisual.
Operação gatonet
A Anatel tem como objetivo impedir a pirataria de obras audiovisuais. Além disso, visa também a segurança dos usuários e das redes de telecomunicações.
Isso porque esses aparelhinhos, segundo a agência, comprometem a segurança das pessoas, uma vez que permitem o roubo de dados de outros aparelhos conectados na mesma rede de internet e o uso da rede a que estão conectados para realizar ataques de negação de serviço (interrompendo o funcionamento normal do aparelho, tornando-o indisponível para o usuário). Já foram identificadas quadrilhas que comercializam aparelhos de gatonet ilegais.
Por isso, entre o final de fevereiro e começo de março, a Anatel começou a desativar, de forma remota, os aparelhos piratas que ofereciam acesso gratuito ao sinal de TV paga e aos streamings e implementar requisitos de cibersegurança.
TV Box regulamentadas pela Anatel
Com o início da operação, apenas TV Boxes que homologadas pela Anatel são permitidas. Os principais modelos são:
Apple TV
Google Chromecast
Xiaomi Mi TV
Stick Amazon Fire TV
Roku Express
Como verificar se o seu aparelho é pirata ou não
Para identificar se uma TV Box é ou não pirata, saiba do seguinte:
Vem adesivado: o dispositivo legalizado precisa ter o selo de homologação da Anatel. O adesivo deve estar colado no produto. Se não estiver, o aparelho é considerado pirata pela agência;
Dá para pesquisar: o selo deve conter um número que corresponde ao Certificado de Homologação do modelo do produto. O consumidor também pode usar esse código para consultar na base de dados da agência, o sistema Mosaico/SCH, ou no Painel de Dados Anatel destinado à Certificação de Produto;
Não tem almoço grátis: caso o anúncio do produto informe que ele tem acesso livre e irrestrito (sem autenticação ou taxa de pagamento) a canais e programas pagos, é grande a chance de o aparelho ser pirata, ainda que contenha um código de homologação — até mesmo o código pode ser falsificado.
A Anatel reforça, contudo, que muitos aparelhos conhecidos como “TV Box” são utilizados para transformar uma televisão comum em uma SmartTV — ou seja, ele apenas dá acesso a plataformas de streaming, como Netflix, Globoplay ou Spotify.
Um aparelho é considerado ilegal quando:
não possui homologação
e/ou quando decodifica canais de TV paga, via IPTV, sem autorização.
Essa prática de decodificar canais de TV paga é considerada é crime no Brasil, previsto tanto na Lei Geral de Telecomunicações (Nº 9.472/1997) quanto na Lei de Direitos Autorais (Nº 9610/1998).
Segundo a ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), os dispositivos ilegais estão presentes em cerca de 6 milhões de lares brasileiros. E eles oferecem risco aos usuários, como:
falta de condições de uso das faixas de frequência dos transmissores de radiocomunicação do produto;
incompatibilidade com os demais dispositivos eletrônicos utilizados no ambiente;
falta de segurança elétrica
possíveis vulnerabilidades do produto que possam permitir o acesso indevido, por exemplo, a informações pessoais de seus usuários.
WhatsApp testa criação de abas no aplicativo Imagem: iStock
Se perder entre as conversas do WhatsApp com a família, amigos e pessoas do trabalho pode estar com os dias contados.
A empresa começou a testar um recurso de abas para dividir e filtrar os chats da plataforma para que eles não fiquem todos juntos na mesma tela, segundo o site WaBetaInfo, que costuma antecipar recursos em teste e acertar rumores.
Na captura de tela feita e divulgada pelo site, é possível ver que a criação de três abas no topo da lista de bate-papo do WhatsApp, sendo elas:
Ainda não se sabe se as abas poderão ser renomeadas pelo usuário ou se terão esses nomes por padrão.
Ao que tudo indica, todas as mensagens recebidas ficarão agrupadas na tela inicial do aplicativo, na aba “todas”. O usuário poderá então direcioná-las e navegar pelas outras abas, assim como acontece hoje com a função de mensagens arquivadas.
Quando o recurso será liberado?
A ferramenta está em fase de testes e foi descoberta na versão de testes do WhatsApp para Android.
Ainda não se sabe quando a atualização estará disponível para todos os celulares.
O WhatsApp não costuma comentar sobre rumores de novas funcionalidades.