A vacina contra a dengue, disponível na rede particular desde março de 2023, oferece uma proteção contra o vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Veja abaixo a faixa de valores cobrados.
Preço da vacina da dengue na rede particular
Dose única: entre R$ 390 e R$ 490, variando de acordo com o laboratório, clínica ou farmácia. Esquema vacinal completo (2 doses): entre R$ 780 e R$ 980.
Podem se vacinar na rede particular pessoas entre quatro e 60 anos. Na rede pública, por enquanto, apenas quem tem de dez a 14 anos e reside em cidades com mais de 100 mil habitantes, com uma alta transmissão da dengue – 521 municípios do país.
Cobertura por planos de saúde
Não há obrigatoriedade de cobertura da vacina da dengue por planos de saúde e convênios. A ANS não inclui a vacina da dengue no rol de procedimentos obrigatórios.
Cada plano de saúde possui regras próprias para avaliar a cobertura da vacina. A recomendação é entrar em contato com a operadora do plano para verificar a cobertura específica.
Caso o beneficiário tenha um plano de saúde com cobertura de serviços adicionais que inclua vacinas, ele deverá verificar junto a sua operadora se há cobertura para imunização da dengue ANS em nota.
Álcool afeta vários sistemas do corpo, fazendo com que sintomas da ressaca sejam variados Imagem: Getty Images
Como o álcool realmente afeta o corpo e o cérebro, e o que se sabe sobre as ressacas? Os cientistas não têm certeza do que ocorre nessas ocasiões, mas quem já bebeu muito conhece bem as consequências no dia seguinte.
E, nesta época, muitos abusam na bebida. E se perguntam se é possível beber sem quaisquer efeitos colaterais.
A química das ressacas
O álcool é metabolizado no fígado pelas enzimas álcool desidrogenases. À medida que o etanol se decompõe, ele forma acetaldeído, que é um produto químico tóxico que o corpo precisa eliminar antes que ele comece a causar danos graves.
Estudos demonstraram que os sintomas da ressaca atingem seu pico no momento em que todo o álcool é convertido em acetaldeído. É nesse ponto que o teor de álcool no sangue volta a zero.
Mas não é apenas o álcool que contribui para as ressacas —outros compostos presentes nas bebidas alcoólicas, como os congêneres e os sulfitos, que são particularmente comuns em bebidas mais escuras, como vinhos tintos e uísque, também desempenham o seu papel.
Sintomas e causas
O álcool afeta vários sistemas do corpo, fazendo com que os sintomas da ressaca sejam variados. Aqui está o que já se sabe:
Desidratação: o álcool é um diurético, quer dizer, ele aumenta a necessidade de urinar. Ele suprime a liberação de vasopressina, hormônio que envia um sinal para que os rins retenham líquidos. Essa perda de líquidos leva à desidratação leve, contribuindo para o surgimento de dores de cabeça e fadiga.
Dor de cabeça: dores de cabeça são o sintoma mais marcante das ressacas. Um dos motivos é a desidratação leve, que gera um pequeno encolhimento do cérebro devido à perda de água. Esse encolhimento afasta o cérebro do crânio, arrastando consigo nervos que estão fora do cérebro, o que causa dores. Em segundo lugar, o álcool é um vasodilatador, o que leva a crises de enxaqueca em pessoas mais propensas a sofrer desse mal.
Enjoo: o álcool irrita a mucosa do estômago e aumenta a liberação de ácido estomacal, causando náuseas e dores de estômago.
Fadiga: o consumo de álcool causa sono fragmentado e interrompido, deixando a pessoa cansada e irritadiça no dia seguinte. Além disso, o álcool aumenta a inflamação geral no corpo, que é causada por uma resposta imunológica para eliminar substâncias químicas prejudiciais. Isso contribui para o mal-estar que alguém pode sentir quando está de ressaca, semelhante a quando se está doente.
Casos mais severos podem ter origem genética
É óbvio que beber mais álcool causa ressacas mais fortes, mas a coisa nem sempre é tão simples assim. Há uma grande variedade de experiências pessoais com ressacas: algumas pessoas sofrem desse mal de maneira mais severa que outras, e também com menos álcool.
Uma razão pode ser os genes. Estudos demonstraram que muitas pessoas são menos eficazes em metabolizar o álcool no fígado devido a variações genéticas.
A culpa é de duas enzimas importantes para quebrar o etanol: álcool desidrogenase e aldeído desidrogenase.
Na verdade, cerca de 45% do nível de gravidade de uma ressaca se deve a variações herdadas nos genes que codificam essas enzimas. Variações genéticas que causam sensibilidade ao álcool e ressacas são particularmente comuns em pessoas de ascendência asiática.
Por outro lado, de 10% a 20% dos bebedores relatam não ter ressaca, mesmo depois de consumir grandes quantidades de álcool. Ou eles apenas mentem melhor ou seus fígados podem ser mais eficazes na decomposição do álcool.
Curas para ressaca
Não existe cura de eficácia cientificamente comprovada para uma ressaca. O que existe são muitas “curas” populares, que envolvem ovos crus, café, sexo ou misturas isotônicas, mas nenhuma delas é uma cura definitiva. O que elas fazem é repor nutrientes, líquidos e endorfinas perdidos durante a ressaca. São, portanto, restaurativas, mas não vão fazer uma ressaca desaparecer magicamente.
Mas um estudo descobriu que defecar é uma forma eficaz de acelerar a recuperação.
A razão é que o etanol permanece por muito tempo no estômago e nos intestinos após ser consumido, de onde continua a ser absorvido pela corrente sanguínea. Os autores do estudo chamam isso de “consumo intestinal”.
O intestino absorve o etanol mais rapidamente do que o fígado pode metabolizá-lo, tornando defecar uma forma eficaz de eliminar, do intestino, o etanol que ainda não foi absorvido pelo sangue. O estudo sugere que essa é uma forma eficaz de aliviar os sintomas da ressaca e reduzir o risco de danos ao fígado.
Mas a melhor maneira de evitar uma ressaca continua sendo beber menos —ou, melhor ainda, parar de beber.
Muitas crenças populares sobre saúde são passadas adiante como verdades absolutas, mas a ciência e a razão desmascaram muitos desses mitos. Vamos explorar alguns deles que já foram desmentidos ao longo do tempo.
1. Carboidrato à Noite Engorda: A ideia de que comer carboidratos à noite contribui para o ganho de peso não tem base científica. O que realmente importa é a quantidade total de calorias consumidas ao longo do dia. Se estiver dentro dos limites adequados, não há problema em desfrutar de uma refeição noturna.
2. Oito Copos de Água por Dia: O antigo conselho de beber oito copos de água por dia é mais um mito. As necessidades hídricas variam entre indivíduos e condições específicas, como gravidez ou atividade física intensa. É fundamental ouvir recomendações médicas e hidratar-se conforme a necessidade.
3. Suar Elimina Toxinas: Contrariando a crença comum, suar em excesso não elimina toxinas significativas. O suor é composto principalmente por água, sal e minerais, não sendo o principal meio de expulsar toxinas do corpo. Rins e fígado desempenham papéis cruciais nesse processo.
4. Frio Atrai Resfriado: A associação entre exposição ao frio e resfriados é outro mito. O resfriado é causado por vírus, não pelo clima. Embora manter-se aquecido em temperaturas baixas seja recomendado, não é uma garantia absoluta contra doenças.
5. No Pain, No Gain: A frase “No pain, no gain” é questionada quando se trata de saúde. Sentir dor após o exercício não é indicativo de ganhos musculares, mas sim de desconforto. A dor pode sinalizar problemas, e a abordagem mais eficaz é progredir nos exercícios de forma equilibrada e constante.
Desafiar mitos sobre saúde é essencial para promover hábitos mais informados e saudáveis. Ao questionar essas ideias, podemos adotar práticas baseadas em evidências e compreender melhor o que é verdadeiro e benéfico para o nosso bem-estar.
“Nós nunca chegamos a esse número. Por isso, a preocupação”, explicou, nesta sexta (9/2), Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde
O Ministério da Saúde (MS) estima que o Brasil pode registrar, apenas em 2024, até 4,2 milhões de casos de dengue. Esse número estabeleceria um recorde de infectados pela doença na história do país. Apenas nestes dois primeiros meses do ano, a pasta contabiliza 395.103 casos prováveis.
“A estimativa do Ministério da Saúde é que a gente chegue a 4,2 milhões de casos. Nós nunca chegamos a esse número. Por isso, a preocupação e também pela pressão que isso pode acontecer no serviço de saúde”, explicou Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde.
“Nós estamos vendo uma antecipação dos casos que nós ainda não tínhamos visto nas últimas epidemias de dengue. Em geral, há um crescimento de casos no final de março e começo de abril. Nós começamos a ver o crescimento dos casos [neste ano] já em janeiro”, prosseguiu.
No geral, a dengue apresenta quatro sorotipos. Isso significa que uma única pessoa pode ser infectada por cada um desses micro-organismos e gerar imunidade permanente para cada um deles. Ou seja, é possível ser infectado até quatro vezes Bloomberg Creative Photos/ Getty Images
Os primeiros sinais, geralmente, não são específicos. Eles surgem cerca de três dias após a picada do mosquito e podem incluir: febre alta, que geralmente dura de 2 a 7 dias, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupções cutâneas, náuseas e vômitos Guido Mieth/ Getty Images
No período de diminuição ou desaparecimento da febre, a maioria dos casos evolui para a recuperação e cura da doença. No entanto, alguns pacientes podem apresentar sintomas mais graves, que incluem hemorragia e podem levar à morte Peter Bannan/ Getty Images
Nos quadros graves, os sintomas são: vômitos persistentes, dor abdominal intensa e contínua, ou dor quando o abdômen é tocado, perda de sensibilidade e movimentos, urina com sangue, sangramento de mucosas, tontura e queda de pressão, aumento do fígado e dos glóbulos vermelhos ou hemácias no sangue Piotr Marcinski / EyeEm/ Getty Images
Nestes casos, os sintomas resultam em choque, que acontece quando um volume crítico de plasma sanguíneo é perdido. Os sinais desse estado são pele pegajosa, pulso rápido e fraco, agitação e diminuição da pressão Image Source/ Getty Images
Alguns pacientes podem ainda apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade. O choque tem duração curta, e pode levar ao óbito entre 12 e 24 horas, ou à recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada Getty Images
Apesar da gravidade, a dengue pode ser tratada com analgésicos e antitérmicos, sob orientação médica, tais como paracetamol ou dipirona para aliviar os sintomas Guido Mieth/ Getty Images
Para completar o tratamento, é recomendado repouso e ingestão de líquidos. Já no caso de dengue hemorrágica, a terapia deve ser feita no hospital, com o uso de medicamentos e, se necessário, transfusão de plaquetas Getty Images
A dengue é uma doença infecciosa transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Com maior incidência no verão, tem como principais sintomas: dores no corpo e febre alta. Considerada um grave problema de saúde pública no Brasil, a doença pode levar o paciente a morte Joao Paulo Burini/Getty Images
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Vacinas contra a dengue
A vacinação contra a dengue pelo SUS começou na última semana, mas será restrita devido à baixa quantidade de doses. Na primeira remessa, foram distribuídas 752.184 doses (confira a distribuição por município abaixo). O Ministério da Saúde afirmou que espera fazer a cobertura total da vacina contra a dengue nos 521 municípios, do público-alvo (crianças de 10 a 11 anos), até fim de março.
Para a secretária, o início da campanha de vacinação contra a doença é “uma vitória da ciência”. “Nós, que trabalhamos com a doenças infecciosas, estamos celebrando muito esse dia, com a primeira dose da vacina em um sistema público do mundo”, afirmou.
Ethel Maciel reforça que o cronograma deve ser seguido à risca devido ao número de doses, que, segundo ela, são “contadas”. “Porque se fizermos qualquer coisa fora do que está planejado, isso pode causar um problema em toda nossa operação”.
Além de ter uma população acima de 100 mil habitantes, um dos critérios para definir a prioridade dos municípios — que vão receber um número maior de doses e têm prioridade na lista — foi a elevada circulação do sorotipo 2, capaz de causar doença mais grave.
O primeiro lote já foi enviado ao Distrito Federal e Goiás, nessa quinta-feira (8/2). Nesta sexta (9/2), a capital federal iniciou a campanha de vacinação entre pessoas do grupo prioritário.
De acordo com o ministério, também haverá remessas para municípios da Bahia, Acre, Paraíba, Acre, Paraíba, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Amazonas, São Paulo e Maranhão. O envio para os demais está previsto para acontecer nos próximos dias.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Feira de Santana confirmou mais quatro casos de raiva em morcegos. Os animais infectados foram encontrados em diferentes áreas, sendo dois casos registrados no bairro Novo Horizonte, um no Campo Limpo e um no distrito da Matinha, na localidade Alto do Canuto.
Os morcegos infectados não tiveram contato direto com seres humanos. Apesar disso, a equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) imediatamente mobilizou-se para realizar ações preventivas nas áreas afetadas.
Caso um morcego morto seja encontrado, a orientação é acionar imediatamente o CCZ pelo número (75) 9 9851-8583 para que o animal seja recolhido e submetido a exames para verificar se está infectado com o vírus da raiva ou não.
Pessoas que foram mordidas ou arranhadas por cães e gatos devem procurar atendimento no setor antirrábico no Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Lêda (CSE) para acompanhamento médico adequado.
A raiva é uma doença viral que afeta mamíferos, sendo transmitida, principalmente, pela saliva e mordidas de animais infectados.
A taxa de resultados positivos para testes de covid-19 aumentou no último mês, segundo laboratórios e hospital ouvidos pelo UOL. Às vésperas do Carnaval, especialistas recomendam cuidados.
O que aconteceu
Na rede Albert Einstein, em São Paulo, o número de diagnósticos positivos aumentou 43% na comparação entre janeiro do ano passado e 2024. Ao UOL, o hospital informou que em 2023 foram 707 casos positivos e, agora, 1.013.
Nos laboratórios, a taxa de testes positivos na última semana de janeiro foi de 26% neste ano, segundo a Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica). Em 2023, ficou em 13%. O indicador, entretanto, está distante de 2022 — quando a taxa de positivos foi de 59% dos 330 mil testes realizados. A associação reúne 65% dos laboratórios do país.
As unidades da Dasa, que integra a Abramed, registraram taxa de positividade de 33% na última semana (de 30 de janeiro a 5 de fevereiro). Dos dias 23 a 29 de janeiro, o índice ficou em 29%.
O grupo Fleury afirma que a positividade cresceu 56% de novembro do ano passado até fevereiro.
Para Milva Pagano, diretora-executiva da Abramed, os números podem indicar “melhor uso dos exames”. “Os médicos indicando testes a um número menor de pessoas, mas com maior grau de acerto quanto ao que é ou não covid”, avaliou.
O infectologista Jean Gorinchteyn, ex-secretário da Saúde, disse que novos casos podem ser resultados de infecções por novas variantes do coronavírus. “Nós sabemos e tínhamos a clara percepção de que o surgimento de novas variantes seria algo muito frequente”, afirma.
Graças à vacinação contra o coronavírus, o quadro de saúde é menos grave nos atuais casos positivos, diz o ex-secretário. Com a proximidade do Carnaval, o infectologista recomenda a realização de testes em caso de sintomas gripais antes de sair para a folia.
Segundo a Prefeitura de São Paulo, o número de casos de covid aumentou de dezembro de 2023 para janeiro deste ano. Foram 2.938 e 4.144 diagnósticos positivos, respectivamente. Ao UOL, o prefeito Ricardo Nunes disse que a prefeitura está monitorando os casos, mas não acredita em um surto de covid por causa do carnaval.
Procurado, o governo do estado disse que não houve aumento no número de testes positivos.
Aumento na procura
Redes de farmácias consultadas pela reportagem confirmaram aumento na procura por testes. Na Pague Menos, por exemplo, o aumento foi de 40% na busca por testes em janeiro, na comparação com o mesmo mês em 2023. “Em dezembro tivemos um aumento de 300% comparado ao mesmo período de novembro”, diz a empresa.
Na rede Raia Drogasil, houve aumento de 25% na procura por testes de covid na semana de 30 de janeiro a 6 de fevereiro deste ano. A busca cresceu 55% de janeiro para os primeiros dias de fevereiro.
Sintomas e recomendações
Prefeitura e governo estadual afirmam que monitoram o cenário de doenças respiratórias e recomendam as orientações básicas para evitar contágio. Manter o calendário de vacinas atualizado, incluindo a bivalente, é importante nesse período, indicam os especialistas e autoridades.
Além dos sintomas convencionais, o governo de São Paulo destacou que há casos em que a febre está ausente e pode haver sintomas gastrointestinais, como diarreia. No caso das crianças, além dos sintomas convencionais, é preciso considerar também a obstrução nasal. Já com os idosos, é necessário avaliar “critérios específicos de agravamento, como sincope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência”.
A reportagem procurou o Ministério da Saúde, mas não teve retorno.
O que dizem os especialistas
Se tiver sintomas antes ou depois do Carnaval, não vai beijar os outros, e é importante evitar encontrar parentes idosos e pessoas mais suscetíveis, como diabéticos e cardiopatas. É brincar com responsabilidade. José Eduardo Levi, virologista da Dasa
O Carnaval é conhecido como a festa do beijo, e naturalmente doenças como covid e outros quadros virais podem, sim, acontecer. Pede-se que as pessoas com algum sintoma gripal, dor de garganta, nariz entupido, com febre, não participem desses blocos ou façam de máscara, mas essa é uma condição que prejudicaria o aproveitamento da folia. Jean Gorinchteyn, ex-secretário da Saúde
Por conta da lotação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Queimadinha que está com todos os 14 leitos ocupados, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) orienta que a população, em situação de urgência e emergência, dê prioridade na procura de outras unidades e policlínicas.
Em Feira de Santana, 29 pessoas aguardam transferência para uma unidade hospitalar nesta quarta-feira (07). As vagas são disponibilizadas pelo Sistema de Regulação do Governo do Estado.
No Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, uma criança recém-nascida também aguarda na fila da Regulação Estadual por transferência.
Do total, 14 pacientes aguardam na UPA Queimadinha, sete na UPA Mangabeira e sete nas policlínicas municipais: Parque Ipê (4), Feira X (2) e Rua Nova (1).
Entre os casos que chamam a atenção está o de um homem com cirrose alcoólica que espera transferência há sete dias em uma das unidades de pronto atendimento. Nas Policlínicas, uma idosa com doença hepática está há seis dias aguardando a remoção para um local de alta complexidade a fim de receber o tratamento adequado.
REGULAÇÃO ESTADUAL
O Sistema de Regulação Estadual é uma ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas hospitalares conforme critério de gravidade e não proximidade, visando a democratização do acesso.
Para isso, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência é avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas.
Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.
A volta às aulas é um bom momento para garantir que as crianças carreguem suas mochilas de forma segura e saudável. De acordo com o médico ortopedista, credenciado à rede União Médica, Paulo Cavalcante, é fundamental seguir algumas orientações para evitar excesso de peso e problemas na postura.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o peso da mochila não deve ultrapassar 10% do peso corporal da criança. Como ressalta o Dr. Paulo: “É importante ajustar a altura das alças simetricamente aos ombros e distribuir o peso ao longo de toda a coluna, um pouco acima da linha da cintura.”
Para escolher a mochila ideal, deve-se priorizar aquelas com duas alças reforçadas e acolchoadas, ajustáveis ao corpo da criança e com almofadas para distribuir o peso de forma equilibrada. As mochilas com rodinhas são recomendadas para evitar sobrecarga, especialmente em locais com muitas escadas e quando o peso ultrapassa o recomendado.
O especialista alerta que ao arrumar a mochila, é importante colocar os itens mais pesados junto à parte que fica nas costas do indivíduo, equilibrando o peso entre os lados direito e esquerdo. Outra dica é seguir as recomendações de tamanho da mochila de acordo com a altura da criança.
Ainda segundo o Dr. Paulo, “o uso inadequado de mochilas é uma das principais causas de dores nas costas, afetando até 85% da população.” Portanto, é fundamental seguir as instruções do fabricante e testar diferentes opções para encontrar aquela que se ajusta melhor ao corpo.
Em meio a um aumento de mais de 100% nos casos prováveis de dengue no Brasil nas duas primeiras semanas de 2024 em comparação com 2023, o governo federal anunciou a chegada de 750 mil vacinas para iniciar uma campanha de imunização no país.
O Ministério da Saúde divulgou na quinta-feira (25) que vai iniciar as aplicações em 521 municípios de 16 Estados e do Distrito Federal a partir de fevereiro.
A previsão da pasta é que, até o fim de 2024, o governo receba uma quantidade de vacinas capaz de imunizar 3,2 milhões de brasileiros de 10 a 14 anos com as duas doses necessárias para o ciclo completo — respeitando um intervalo de três meses entre elas.
Esse número é suficiente para proteger o equivalente a cerca de 1,5% da população do país. O governo ainda não tem uma previsão de quando iniciará a imunização de outras faixas etárias da população.
O governo federal se baseou em três critérios para definir os pontos de vacinação: cidades com mais de 100 mil habitantes, com alta transmissão de dengue em 2023 e 2024 e com maior predominância do sorotipo DENV-2, ou subtipo 2 da dengue.
Esse sorotipo é um dos quatro em circulação no país e contra o qual a vacina teve o melhor resultado.
Mas quem tem plano de saúde pode se vacinar numa clínica privada e pedir reembolso? E qual a previsão para vacinar os adultos?
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou nesta quarta-feira (24) que o Brasil tem 51.081.018 de usuários de planos de saúde.
Por meio de nota, a ANS afirmou que os planos de saúde não são obrigados a cobrir vacinas, mas que alguns contratos contemplam imunizações.
“Caso o beneficiário tenha um plano de saúde com cobertura de serviços adicionais que inclua vacinas, ele deverá verificar junto a sua operadora se há cobertura para imunização da dengue”, diz o texto.
Explosão de casos de dengue
O número de casos prováveis de dengue mais que dobrou nas duas primeiras semanas de 2024, em relação ao mesmo período de 2023.
A reportagem encontrou diversas clínicas que já oferecem a vacina Qdenga, fabricada pelo laboratório Takeda, antes mesmo do início da aplicação pelo governo federal. Os valores, identificados pela reportagem por dose aplicada na cidade de São Paulo, variam de R$ 349 a R$ 428.
Procurada, a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) reforçou que os planos de saúde não são obrigados a cobrir a aplicação de vacinas. Por esse motivo, diz o órgão, em geral não é possível pedir reembolso para esse tipo de procedimento.
O órgão alerta, no entanto, que os consumidores devem ficar atentos às exceções, pois alguns contratos preveem esse tipo de reembolso.
“Os convênios podem escolher se oferecem ou não o serviço”, diz o Procon.
Marcos Novais, superintendente-executivo da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), diz que a maior parte dos convênios opta por não reembolsar ou oferecer a vacina porque essa é uma necessidade universal.
“Se o plano de saúde fosse cobrir a vacina, na prática, é o mesmo que pagar por ela. Se eu estou cobrindo a vacina, eu estou cobrando de você. E ainda estaria cobrando mais de uma vez de você porque há uma rotatividade anual de 30% dos beneficiários. Então você estaria vacinando pessoas que entram e saem do convênio o tempo todo”, explica ele.
Ele afirma que, quando há uma despesa em que 100% da população precisará ter acesso, como com as vacinas, o plano de saúde perde sua funcionalidade.
“Internar por dengue não é 100% de certeza de que vai ocorrer. A vacina é 100% de certeza de que você vai usar. Na prática, você vai cobrar de todo mundo. [Nos planos de saúde], tudo passa por estatística e probabilidade”, diz.
Novais explica que algumas operadoras cobrem vacinas porque muitas empresas decidem pagar mais por esse serviço para evitar que seus funcionários faltem por motivos médicos.
O superintendente da Abramge diz ainda que as vacinas custam mais caro na rede particular porque o poder de negociação delas com as fabricantes é inferior ao do governo.
“O governo tem um poder de negociação muito grande. As clínicas pagam muito mais caro e, por conta da rotatividade das carteiras, vai vacinar muita gente”.
“E quem está nesse sistema de saúde suplementar vai pagar essa conta várias vezes. Esse é um tipo de cobertura que não faz sentido estar na cobertura dos planos de saúde”, diz Novais.
Como saber se você está com dengue e se é grave
A vacina contra a dengue conhecida como Qdenga foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) pelo Ministério da Saúde, e a previsão é que comece a ser oferecida a partir de fevereiro de forma gratuita.
As doses podem ser tomadas por pessoas de 4 a 60 anos — não há estudos para avaliar a eficácia e a segurança da vacina fora dessa faixa etária.
Pode receber o imunizante tanto quem já teve dengue e quanto quem nunca foi infectado.
Não podem ser vacinados gestantes, lactantes, pessoas com alergia a algum dos componentes presentes no imunizante, quem tem o sistema imunológico comprometido ou alguma condição imunossupressora.
Qual o nível de proteção oferecido pela vacina da dengue?
A vacina contém vírus vivos atenuados da dengue, que foram enfraquecidos de forma controlada.
Essa técnica permite desencadear uma resposta imunológica eficaz sem causar a doença completa. No futuro, isso possibilita uma reação mais rápida do corpo em casos de exposição real à doença.
A dengue possui quatro sorotipos, e quando alguém é infectado por um deles, adquire imunidade contra aquele tipo específico — mas ainda fica suscetível aos demais.
Embora a empresa responsável pela vacina tenha divulgado uma eficácia global de 80%, esse percentual engloba os resultados de todos os sorotipos.
Ao analisá-los individualmente, a eficácia do imunizante variou para cada sorotipo.
Passados 18 meses após a segunda dose, para o tipo 1, a taxa foi de 69,8%. Para a dengue 2, houve o melhor resultado, de 95,1%, e para o subtipo 3, o menos satisfatório, de 48,9%.
Em relação ao subtipo 4, a Takeda afirmou à BBC News Brasil que a quantidade de casos testados não foi suficientemente alta para chegar a uma conclusão.
Felipe Naveca, pesquisador em saúde pública da Fiocruz, destaca que a eficácia reduzida contra o subtipo 3 e a ausência de dados para o subtipo 4 são desafios do imunizante administrado em um número elevado de pessoas.
Como pano de fundo, está a ressurgência de ambas as variantes da dengue no Brasil após um período prolongado sem novos casos no país — 15 anos sem casos de dengue 3 e cinco anos sem casos de dengue 4.
“Temos uma parcela significativa da população com até 15 anos que não teve exposição principalmente à dengue 3, que apareceu pela última vez em 2008. Isso os torna suscetíveis à infecção por esse vírus”, diz Naveca, que coordena laboratórios de arboviroses e viroses emergentes da Fiocruz.
Os sorotipos 3 e 4 não causam, necessariamente, quadros mais graves.
Na dengue, a gravidade da doença está associada à infecção secundária — ou seja, uma pessoa que teve dengue pela primeira vez, por qualquer sorotipo, corre um risco maior de desenvolver uma forma mais severa ao ser infectada novamente.
Assim, para quem for se vacinar, é importante considerar a proteção menor quando a infecção secundária for por dengue 3 ou 4. Os especialistas ouvidos pela reportagem dizem que, mesmo assim, a vacina é essencial para evitar casos graves e diminuir o risco de morte ao contrair a doença.
O pesquisador destaca a boa eficácia da nova vacina contra a dengue 1 e 2 e a possibilidade de ela reduzir os riscos de uma segunda infecção pela doença, especialmente para populações que vivem em áreas endêmicas.
Como prevenir a dengue?
A vacina é uma das maneiras mais eficazes de prevenir a infecção pela doença, mas como as doses não são suficientes para toda a população e não são todos os grupos que poderão tomar o imunizante, resta a prevenção.
Para isso, deve-se reduzir a infestação de mosquitos que transmitem a dengue por meio da eliminação de criadouros: evite água parada e mantenha cobertos com telas ou tampas reservatórios ou qualquer local que possa acumular água.
Além disso, há formas de proteção individual como usar repelente.
Descubra se é necessário tomar vitamina B12Foto: ozgurkeser
Diversas pesquisas comprovam que suplemento não deve ser tomado por pessoas sem deficiência da vitamina
Você anda se sentindo cansado, esgotado, pra baixo. Em algum lugar da internet lê que o suplemento da vitamina B12 dá energia, força e vitalidade; então, decide tomá-lo. Fez certo?
“Não há benefício comprovado em tomar vitamina B12 para a fadiga, a menos que você tenha uma deficiência que cause anemia”, explica a médica Trisha Pasricha, em coluna publicada no jornal The Washington Post.
Segundo a especialista, apenas pessoas que fizeram exames e comprovaram que têm deficiência da vitamina devem suplementá-la. Em geral, adultos com mais de 65 anos, veganos e vegetarianos são os grupos com maior risco de deficiência da vitamina.
“Para todos os que procuram um aumento de energia, o meu conselho como regra geral na medicina é, sempre que possível, menos é mais. Não tome um suplemento sem um benefício comprovado. Em vez disso, converse com seu médico sobre outras maneiras de ajudar com os níveis de energia, incluindo fazer mudanças no estilo de vida ou fazer exames para descartar possíveis problemas médicos, como doenças da tireoide”, pontua Trisha, que é formada em Harvard.
Quais são os sintomas causados pela falta de B12?
Pessoas que têm deficiência da vitamina normalmente apresentam exaustão como o principal sintoma. Além disso, elas também podem desenvolver certos sintomas neurológicos, como dificuldade para caminhar, dormência ou problemas psiquiátricos.
Quem deve tomar o suplemento de B12?
Já foi comprovado que cerca de 15% dos americanos com mais de 65 anos têm deficiência relacionada com a redução de ácido no estômago, o que torna mais difícil a absorção da vitamina B12 que está naturalmente presente nos alimentos. Os idosos geralmente são capazes de absorver suplementos orais de B12 ou vitamina B12 em alimentos fortificados sem o mesmo problema.
Estes grupos devem fazer uso do suplemento. Não foi comprovada a eficácia do suplemento para tratar dores musculares, artrite, insônia ou fraqueza generalizada (na ausência de anemia).
Onde encontrar B12 naturalmente?
Como o médico endocrinologista Dr. Jionocley Viana já explicou nesta matéria, a vitamina B12 está presente principalmente em alimentos de origem animal como: ovos, leite e derivados, carne, peixe e frango. Conforme o especialista, é necessário ingerir pelo menos 2,4 mcg para pessoas acima de 14 anos. Consumos abaixo dessa medida podem resultar na deficiência do nutriente.
Qual é a melhor forma de absorver a vitamina B12?
“Algumas pessoas preferem uma injeção de vitamina B12, que normalmente é administrada no braço por via intramuscular”, diz a médica Trisha Pasricha, que complementa: “altas doses de vitamina B12 por via oral reabastecem seu sistema tão bem quanto as injeções”.
Se você não possui deficiência de B12 e quer tomar o suplemento mesmo assim, saiba que mesmo doses elevadas – comprimidos vendidos sem receita médica normalmente contêm 1.000 mcg – são geralmente consideradas seguras, porque o nosso corpo absorve apenas uma fração disso.