Na manhã desta segunda-feira, 18, a UPA Estadual de Feira de Santana, gerenciada pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS) foi cenário de uma ação educativa no combate à dengue, através de encenação teatral e distribuição de panfletos educativos. Com a participação ativa dos pacientes e profissionais de saúde, a iniciativa deixou um impacto significativo.
O grupo de teatro da equipe de Educação e Saúde da Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana percorreu enfermarias e corredores. Um salão informativo na recepção da UPA promoveu a interação direta com os pacientes, tornando a mensagem mais acessível e envolvente. A presença do boneco Zé Gotinha chamou a atenção para a vacinação das crianças de 10 a 14 anos, já disponível nos postos de saúde da cidade.
Lucidalva Souza Santos, paciente da UPA Estadual, expressou sua opinião: “Eu achei ótimo porque fica um alerta melhor pra gente, né? Se cuidar e cuidar da casa também.” Sua percepção reflete a importância da conscientização sobre a prevenção da dengue.
A enfermeira Emanuele Cunha, do Grupo de Humanização da UPA, destacou: “Ações como esta são essenciais para conscientizar a comunidade sobre a importância de medidas preventivas contra a dengue. É uma forma eficaz de promover a saúde e o bem-estar de todos.”
O evento foi organizado pelo Grupo de Humanização da UPA Estadual, com o apoio da equipe de Educação e Saúde da Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana. “Essa colaboração entre diferentes órgãos da saúde, demonstra o compromisso coletivo em enfrentar desafios de saúde pública e proteger a comunidade contra doenças como a dengue”, concluiu Emanuele.
Ela afirma ainda que “em meio a informações e orientações, a ação educativa na UPA Estadual de Feira de Santana proporcionou não apenas conhecimento, mas também incentivou a adoção de hábitos saudáveis e a participação ativa na prevenção de doenças transmitidas por mosquitos”.
De acordo com Tercio Michel, Diretor Administrativo da Upa de Feira de Santana, “a ação serviu como um lembrete oportuno da importância de permanecer vigilante e engajados na luta contra a dengue. “Com esforços contínuos e colaborativos como este, podemos fortalecer a luta contra a Dengue. Agradecemos a todos os envolvidos por seu empenho e dedicação na promoção da saúde pública e na proteção de nossas comunidades contra doenças evitáveis”, afirmou.
Ao buscar uma dieta para perder peso, muitas pessoas se dedicam a planejar suas refeições, calcular ingredientes e até preparar marmitas. No entanto, um fator frequentemente esquecido pode estar sabotando seus esforços: os compostos químicos presentes em embalagens plásticas e outros produtos do cotidiano.
Conhecidos como obesogênicos, esses compostos podem afetar o metabolismo e contribuir para o aumento das células adiposas, mesmo sem a ingestão direta de alimentos. Entre eles estão substâncias como ftalatos, bisfenol-A (BPA), parabenos, entre outros, encontrados em plásticos, produtos de higiene, cosméticos e até mesmo no ar que respiramos.
“A obesidade é o excesso de massa gorda, não apenas de peso. Nos últimos anos, evidências mostram que alguns compostos podem desempenhar um papel significativo nesse aumento de peso”, explica a médica nutróloga Sandra Gordilho.
Esses compostos, presentes em produtos industrializados e até mesmo em alimentos não processados devido ao uso indiscriminado de agrotóxicos, podem interferir nos hormônios e no metabolismo, levando ao acúmulo de gordura e contribuindo para o desenvolvimento de doenças metabólicas.
Apesar da dificuldade em evitar completamente a exposição a esses compostos, é possível adotar medidas para reduzir o contato, como optar por alimentos orgânicos, evitar o uso de plásticos na preparação e armazenamento de alimentos, e escolher produtos de higiene e cosméticos livres dessas substâncias.
Embora seja desafiador eliminar completamente esses obesogênicos do cotidiano, a conscientização e a adoção de hábitos saudáveis podem ajudar a minimizar os efeitos negativos na saúde e no processo de emagrecimento.
Neste sábado (16), a Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), intensifica a Campanha de Vacinação contra a gripe Influenza, exclusivamente para os idosos com 60 anos ou mais.
A vacinação ocorrerá no Auditório da própria SMS, das 8h às 16h. Para receber a vacina, os idosos deverão apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação.
A secretária de Saúde, Cristiane Campos, destacou a importância da vacinação para os idosos, que são considerados um grupo de risco por desenvolver formas graves da doença.
“A vacina contra a gripe é uma medida essencial para proteger nossa população idosa, que é mais vulnerável às complicações relacionadas à doença. Estamos empenhados em garantir que todos tenham acesso à vacinação e possam se proteger melhor contra a Influenza”, explicou.
O número de mortes por dengue na Bahia subiu para 14, segundo informações divulgadas pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), na quinta-feira (14). Os dois últimos casos aconteceram em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo da Bahia, e Santo Estevão. O perfil dos pacientes não foram detalhados, nem a data da morte.
São 175 municípios baianos em estado de epidemia de dengue, outros 67 em risco e 18 cidades em alerta. O estado registrou 45.386 casos prováveis da doença até o dia 9 de março, marcando um aumento de 307,7% em comparação ao período homólogo, quando foram notificados 3.918 casos prováveis de chikungunya no estado. Em 2023, foram 4.747 casos prováveis da doença, o que representa uma redução de 17,5%.
Os casos de zika tiveram um incremento de 38,2% em relação ao ano passado, saltando de 335 casos prováveis da doença em 2023 para 463 casos prováveis em 2024. Os dados são da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Sesab.
Além dos casos de Santo Antônio de Jesus e Santo Estêvão, há casos em Jacaraci (4), Vitória da Conquista (3), Barra do Choça (1), Feira de Santana (1), Ibiassucê (1), Irecê (1), Piripá (1). Em 2024, foram registrados dois óbitos por chikungunya nos municípios de Teixeira de Freitas e Ipiaú. Nenhum óbito por zika foi confirmado, conforme pontuou a Sesab.
Vítimas moravam nas cidades de Santo Antônio de Jesus e em Santo Estevão
Foto: Bruno Concha/Secom
A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) confirmou na quinta-feira (14) mais duas mortes por dengue no estado. Segundo a pasta, as vítimas moravam em Santo Antônio de Jesus, no recôncavo, e em Santo Estevão (a 150 km de Salvador). O perfil dos pacientes não foi divulgado.
Ao todo, 175 municípios do estado estão em epidemia, o que representa 41,9% das cidades baianas. Outros 67 estão em risco e 18 em alerta. A maioria dos óbitos foi registrada em cidades da região sudoeste.
Foram contabilizados quase 45.386 mil casos prováveis até o dia 9 de março deste ano, o que corresponde a um aumento de 307,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Veja abaixo as cidades que já registraram mortes por dengue:
Jacaraci, no sudoeste da Bahia (4); Ibiassucê, no sudoeste da Bahia (1); Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia (3); Barra do Choça, no sudoeste da Bahia (1); Piripá, no sudoeste da Bahia (1); Irecê, no norte da Bahia (1); Feira de Santana, a 100 km de Salvador (1); Santo Antônio de Jesus, recôncavo da Bahia (1); Santo Estevão, a 150 quilômetros de Salvado (1)r.
Em Feira de Santana, dois óbitos por suspeita de dengue foram descartados após investigação da Câmara Técnica de Análise de Óbitos do estado. Os pacientes faleceram no mês de fevereiro e os casos estavam em análise por apresentar quadro clínico epidemiológico semelhante a infecção.
Com o laudo negativo para a doença, Feira registra um óbito confirmado por dengue e mais três estão sendo apurados. A conclusão das investigações depende de resultados positivos em amostras de exames laboratoriais específicos analisados pelo LACEN. Em alguns casos, são feitos exames de outras doenças como meningite, Covid-19 e arboviroses, incluindo, chikungunya e zika vírus.
Até essa quarta-feira (13), o município contabilizava 598 casos de dengue, sendo 105 com sinais de alarme e três graves. A recomendação da Vigilância Epidemiológica é que o morador procure a unidade de saúde mais próxima ao notar sintomas, como febre alta maior que 38°C, dor no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.
Nos casos graves, em que nota-se uma piora da doença, apresentando dor na barriga intensa e contínua, vômitos persistentes, queda de pressão, sensação de desmaio, aumento do fígado e sangramento das mucosas como boca, olhos e partes íntimas, o paciente deve procurar imediatamente as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou as policlínicas municipais.
O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) celebra quatro décadas de dedicação à saúde da população de Feira de Santana e região nesta quinta-feira, 14 de março de 2024. Sob o slogan “40 anos de cuidado, faço parte dessa história”, a instituição comemora uma jornada repleta de avanços tecnológicos e conquistas significativas para a comunidade.
Ao longo desses 40 anos, o HGCA se consolidou como a maior unidade pública hospitalar da rede própria do Interior do Estado da Bahia, 100% SUS. Servindo a Macrorregião Centro Leste e seus 126 municípios pactuados, o hospital cobre uma população de 2.227.863 habitantes, entre residentes e flutuantes.
A evolução tecnológica que a instituição possui atualmente é algo que merece destaque. Utilizando o Sistema de Gestão em Saúde (AGHUse), o HGCA é reconhecido por sua modernidade e segurança, com prontuário eletrônico e módulos para gestão clínica e administrativa. Seu Centro de Bioimagem possui equipamentos de ponta, como um tomógrafo com inteligência artificial na captura de imagens e um serviço de ressonância magnética de excelência.
Essa combinação de tecnologia e conhecimento científico resultou em avanços significativos no tratamento de doenças. O HGCA foi pioneiro em diversas cirurgias e procedimentos, como a cirurgia para remoção de tumor cerebral com o paciente acordado, a primeira angiografia intraoperatória da Bahia e a primeira cirurgia de colangioscopia com litotripsia do SUS na Bahia.
No ano de 2023, o HGCA alcançou números impressionantes, realizando um total de 214.736 procedimentos, incluindo 50.472 atendimentos emergenciais e ambulatoriais, além de 164.264 Serviços de Apoio Diagnóstico Terapêutico (SADT). “Temos uma média de 17.500 atendimentos por mês, o que reflete o compromisso contínuo com a saúde da nossa comunidade”, afirmou Cristiana França.
Além disso, o HGCA recebeu o Prêmio Angels Diamante pelo segundo trimestre consecutivo, destacando-se no cenário internacional da saúde. Esse reconhecimento máximo da World Stroke Organization e Sociedade Ibero-americana de Enfermidades Cerebrovasculares evidencia o compromisso em oferecer assistência excepcional ao AVC, reforçando sua missão de qualidade assistencial ímpar.
“Como gestora atuante que sempre fui, eu sei da importância do ensino, pesquisa e do atendimento de excelência. Então, quando penso numa instituição tão respeitada, inclusive internacionalmente – o Prêmio Diamonds assim nos diz – penso no respeito ao paciente e na importância do HGCA ao SUS”, afirmou Cristiana França, diretora-geral do hospital.
O Centro de Hemorragia Digestiva do Interior (CHDI) tem se destacado na utilização de técnicas inovadoras e no uso de equipamentos tecnológicos avançados para tratamentos de doenças gastrointestinais. Os exames endoscópicos que são realizados no CHDI/HGCA no acompanhamento, detecção precoce, tratamento e até mesmo na cura de pacientes com cânceres do aparelho digestivo estão na vanguarda do que existe de mais moderno nesta área. Nesse contexto, os avanços tecnológicos têm desempenhado um papel importante, permitindo um diagnóstico mais preciso e eficiente das lesões. O uso de aparelhos com imagens em 3D e tecnologia de IA (Inteligência Artificial) no diagnóstico de lesões pré-malignas no cólon do reto possuem a capacidade de aproximar e ampliar imagens, permitindo a visualização de detalhes da vascularização que antes não eram visíveis. Em 2023 o CHDI realizou 3.179 procedimentos, um aumento de 439%, quando comparado ao mesmo período do ano passado.
Ainda de acordo com Cristiana França, “olhando para o futuro, o HGCA planeja inaugurar novas instalações de infraestrutura, adquirir mais equipamentos e promover ainda mais a humanização do atendimento”. A diretora-geral aproveitou para agradecer à Secretaria Estadual de Saúde e ao Governo do Estado pelo apoio contínuo à instituição. “Nesses 40 anos, o Hospital Clériston Andrade tem sido um farol de cuidado e inovação, continuando a trilhar seu caminho em prol da saúde e do bem-estar da população. Sei que ninguém faz nada sozinha, por isso parabenizo todo corpo de funcionários e ao Governo do Estado, por todo trabalho que vem desenvolvendo para fazer do HGCA a melhor unidade de saúde do interior do estado.
Se você está buscando uma dieta mais saudável, é essencial estar ciente de que algumas frutas, quando consumidas em excesso, podem contribuir para o ganho de peso. Contudo, é importante destacar que o consumo consciente e equilibrado dessas frutas oferece benefícios significativos para a saúde.
As frutas são ricas em fibras, vitaminas, sais minerais e antioxidantes, proporcionando importantes nutrientes ao corpo. Entretanto, algumas delas apresentam níveis calóricos mais elevados, o que pode impactar os resultados de uma dieta. Algumas frutas a serem consideradas incluem:
Abacate;
Coco;
Açaí;
Banana;
Uva;
Caqui;
Figo;
Manga.
Frutas em calda e frutas secas, como ameixa, uva passa e damasco seco, também têm um valor calórico mais alto devido ao processamento com adição de açúcar.
Como Incorporar Frutas Calóricas sem Comprometer a Dieta: O consumo moderado é a chave para desfrutar dos benefícios nutricionais das frutas sem comprometer seus objetivos de perda de peso. Especialistas recomendam incluir frutas preferencialmente no café da manhã ou no lanche da tarde. Evitar o consumo à noite é aconselhado, já que o metabolismo desacelera, dificultando a queima de calorias.
Diversificar as opções ao longo do dia, escolhendo frutas mais e menos calóricas com base nas preferências e necessidades nutricionais, é uma estratégia eficaz. Além disso, as frutas podem ser incorporadas em receitas criativas, como sucos, smoothies, saladas e sobremesas saudáveis.
Manter uma rotina regular de exercícios físicos também é fundamental, pois contribui para acelerar o metabolismo e auxiliar na queima de calorias acumuladas.
Em resumo, as frutas calóricas não precisam ser excluídas da dieta; o segredo está no equilíbrio e na moderação, aproveitando todos os benefícios nutricionais que elas têm a oferecer.
Duas pessoas moravam em Jacaraci e a outra em Vitória da Conquista
Foto: Jornal da PUC-Campinas
A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) confirmou mais três mortes por dengue nesta sexta-feira (8). De acordo com a Sesab, dois pacientes moravam em Jacaraci e um em Vitória da Conquista, cidades que ficam na região sudoeste. Ainda conforme o órgão, 122 municípios do estado estão em epidemia.
A Sesab não detalhou o perfil dos pacientes que morreram. No entanto, a Secretaria Municipal de Vitória da Conquista informou que o terceiro caso do município foi um idoso de 78 anos, morador do bairro Alto do Candeias.
O idoso deu entrada no Hospital Geral de Vitória da Conquista com quadro suspeito de acidente vascular hemorrágico. Ele ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e morreu no dia 23 de fevereiro.
O g1 tenta contato com a Prefeitura de Jacaraci para buscar mais informações sobre os dois pacientes que tiveram a causa da morte confirmada pela Sesab nesta sexta. O sudoeste concentra o maior número de mortes no estado, com casos em Jacaraci e Barra do Choça, por exemplo.
Relembre as cidades que registraram morte por dengue:
Jacaraci, no sudoeste da Bahia (4); Ibiassucê, no sudoeste da Bahia; Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia (3); Barra do Choça, no sudoeste da Bahia; Piripá, no sudoeste da Bahia; Irecê, no norte da Bahia; Feira de Santana.
Distrito Federal é a região com a maior incidência no país, seguido por Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Goiás
O Brasil registrou 329 mortes por dengue nesta quarta-feira (6), 30 a mais que no dia de ontem. Outros 767 continuam sob investigação. Já são 1.289.897 casos prováveis em todo o país, e a taxa de incidência é de 635,2 casos por 100 mil habitantes. O Distrito Federal é a região com a maior incidência no país, seguido por Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Goiás. A faixa etária mais acometida é a de 30 a 39 anos, seguida por aqueles que têm entre 40 a 49 e 50 a 59. Mulheres são as mais infectadas pela dengue (55,5%).
No sábado (2), durante a mobilização do Dia D contra a dengue, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou que o governo federal vai dar início à vacinação infantil contra várias doenças nas escolas de todo o país, entre elas a dengue, na segunda quinzena deste mês.
O governo federal prepara uma ação para que crianças e adolescentes sejam imunizados nos colégios em que estudam. “Estamos organizando uma ação pelo programa ‘Saúde nas Escolas’, que é uma ação conjunta do Ministério da Saúde com o Ministério da Educação e um programa muito apoiado pelo presidente Lula. A vacinação vai ocorrer, prevista para a segunda quinzena de março. De todas as vacinas.”
Mortes por dengue
O coordenador de vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Rivaldo Venâncio, afirma que as mortes causadas por dengue acontecem por causa de erros e poderiam ser evitadas. Segundo ele, a dengue é uma doença muito bem conhecida, que circula no Brasil há 40 anos e, portanto, “já tem certa intimidade”. Afirmação foi feita durante coletiva de imprensa para divulgação dos últimos dados da doença pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (5).
Venâncio pontua os três erros que podem levar à morte em casos de dengue: 1º – o doente/família subestima a capacidade da doença e não busca atendimento em tempo hábil de cura; 2º – o doente/família conhece o potencial da doença e busca atendimento, mas não consegue acesso ao tratamento/desiste de ser atendido por desorganização da unidade; 3º – o doente/família conhece o potencial da doença e busca atendimento, mas a gravidade do quadro clínico não é percebida pelos agentes ou não se expressou clinicamente ainda.
Sobre o primeiro caso, ele conta que algumas pessoas ignoram os riscos da dengue por conhecerem outras pessoas que tiveram e o caso não evoluiu. “Quando vão [buscar atendimento], muitas vezes não é possível o atendimento pra recuperar, pra salvar a vida dessa pessoa”, relata.
Venâncio afirma que algumas pessoas chegam a ficar horas aguardando, mas acabam desistindo e voltando para casa. “É um segundo tipo de equívo, a não organização da rede em tempo hábil com a recepção, com um acolhimento necessário para que não seja necessário ficar esperando quatro, cinco horas como a gente viu em diversas localidades”, explica.
O coordenador afirma que o terceiro caso é, infelizmente, o mais frequente. “Em coisa de horas, o doente pode piorar e entrar em uma situação crítica. Então, ou essa situação não estava estabelecida, ou ela já existia e não foi identificada”, pontua.
Segundo ele, nesses casos, a pessoa pode ser até liberada para casa, mas retorna dias depois e, caso não seja atendida, volta outro dia. “É raro encontrar uma pessoa que morreu de dengue e foi atendida uma única vez, infelizmente”.