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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) derrubou uma determinação que restringia a doação de sangue por homossexuais do sexo masculino. Segundo a medida agora revogada, homens que mantiveram relações sexuais com outros homens nos últimos 12 meses eram considerados inaptos para doações.

A revogação, publicada em ato no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (8), cumpre decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considera o impedimento discriminatório.

No texto de uma resolução de 2014, referente às “boas práticas do ciclo do sangue” (RDC Nº34), a Anvisa definia que homens que tiveram relação sexual com indivíduos do mesmo sexo deveriam ser impedidos de doar sangue por um ano após a prática sexual. O impedimento se estendia também a eventuais parceiras sexuais desses homens.

Em julgamento realizado em maio, o STF decidiu que a restrição é inconstitucional. Sobre o tema, o ministro Edson Fachin afirmou que o impedimento estava apenas baseado na orientação sexual e no gênero do candidato à doação e não nas chamadas “práticas de risco”. Portanto, ocorria “discriminação injustificada”.


A aplicação de inseticida, com uso de carro fumacê, nos dez bairros que apresentaram maiores índices de infestação predial do aedes aegypti será iniciada nesta quarta-feira, 8, pela Prefeitura de Feira de Santana.

Os veículos circularão pelas ruas do Feira X, George Américo, Tomba, Campo Limpo e Cidade Nova. Na quinta-feira, 9, o serviço será no Papagaio, Sobradinho, Brasília, Conceição, Papagaio e no distrito de Maria Quitéria.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera tolerável menos de 1% a taxa de infestação das residências.

O inseticida será aplicado nas diversas ruas das localidades entre oito e 12 vezes – os veículos farão o trabalho no bairros em cinco vezes. O serviço será concluído no dia 5 de agosto

Além da dengue – neste ano em Feira de Santana já foram contabilizadas 3.331 notificações desta doença, o aedes aegypti é o mosquito da zika, chikungunya – outras 2720 notificações.

O coordenador do Centro de Referência em Endemias, Edilson Matos, disse que inseticida que será aplicado, que tem base a óleo – a base do anterior era a água, é mais eficiente, o que muda a dinâmica do trabalho.

Explica que o novo produto permanece mais tempo circulando no ar – por cerca de três horas, que aumenta a sua ação. Outro fator positivo, diz o coordenador, é a redução no tempo para a sua aplicação.

A velocidade do veículo foi aumentada em 50%, passando de 10 km/h para 15 km/h. O fumacê mata o inseto na fase adulta.

Recomenda-se que as portas das residências sejam abertas no momento em que o veículo passar, bem como colocar animais de estimação em local seguro, onde não haja contato direto com o inseticida.

A grande maioria dos focos de reprodução do aedes é encontrada dentro das residências pelos agentes de endemias, durante as suas visitas de rotina.


Após ser diagnosticado com Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro divulgou, nesta terça-feira (7), um vídeo em que aparece tomando hidroxicloroquina. Mais cedo, ele já havia comentado que está se tratando com a medicação combinada com a azitromicina.

– Bem, estou tomando aqui a terceira dose da hidroxicloroquina. Tô me sentindo muito bem. Tava mais ou menos domingo, mal segunda-feira, hoje, terça, tô muito melhor do que sábado. Então, com toda a certeza, tá dando certo – declarou no vídeo.

Em seguida, Bolsonaro lembra que a substância não tem eficácia comprovada contra a Covid-19, mas que está funcionando com ele.


O número de casos notificados de chikungunya na Bahia, entre dezembro de 2018 e junho de 2019, pulou de 4.365 para 23.311, entre dezembro de 2019 e 2 de junho de 2020, de acordo com informações da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). O que representa um incremento de 434% nas notificações da doença, se comparados os dois períodos. Das três arboviroses provocadas pelo mosquito Aedes aegypti, dengue, zika e chikungunya, esta última vem causando preocupação às autoridades sanitárias do estado.

Não houve nenhum outro país, em todo o mundo, com mais casos de chikungunya em junho que o Brasil, de acordo com o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças, órgão de vigilância da União Europeia. Dentre os mais de 40 mil casos no país, a maioria está na Bahia. De acordo com o Ministério da Saúde, 41,5% das notificações foram registradas em nosso estado.

No total, 261 municípios realizaram notificação para esse agravo, sendo que 85 destes municípios apresentaram incidência de 100 casos/100 mil habitantes e 41 municípios apresentaram incidência de 300 casos/100 mil habitantes. Até o momento, constam três óbitos confirmados laboratorialmente para chikungunya, todos ocorridos em Salvador.

Bahia.ba*


Agência Brasil – O exame laboratorial para detecção do novo coronavírus foi incluído pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no rol de procedimentos obrigatórios de cobertura pelos planos de saúde em março, logo no início da pandemia. Na semana passada, a agência incluiu também o teste sorológico, que identifica os anticorpos do vírus.

Segundo a Resolução Normativa da ANS, o teste deve ser feito quando houver indicação médica e a cobertura vale para clientes de planos de saúde com segmentação ambulatorial, hospitalar ou referência. A orientação da agência reguladora é que o paciente consulte a operadora do plano antes de procurar uma unidade de saúde, para ser orientado sobre onde realizar o exame ou tratamento da doença.

O exame diagnóstico previsto pela ANS é o do tipo pesquisa por RT – PCR, com diretriz de utilização, e deve ser feito em pacientes considerados quadro suspeito ou provável da doença, de acordo com a indicação médica.

Lembrando que os procedimentos para o tratamento de covid-19 também são obrigatórios, como consultas, internações, terapias e exames complementares, de acordo com a cobertura do plano do beneficiário. Internação, por exemplo, não é obrigatória na segmentação ambulatorial.

Anticorpos

Já o teste sorológico para o novo coronavírus, do tipo pesquisa de anticorpos IgA, IgG ou IgM, que detectam a presença de anticorpos produzidos pelo organismo após exposição ao vírus, deve ser feito nos casos em que o paciente apresenta ou tenha manifestado um dos dois quadros clínicos relacionados à covid-19.

O primeiro é a síndrome gripal, com quadro respiratório agudo, sensação febril ou febre, acompanhada de tosse, dor de garganta, coriza ou dificuldade respiratória. O segundo é a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que gera desconforto respiratório ou dificuldade para respirar, pressão persistente no tórax ou saturação de oxigênio menor do que 95% em ar ambiente, podendo ter também coloração azulada dos lábios ou rosto.

Segundo a ANS, o exame é feito com amostras de sangue, soro ou plasma. “Como a produção de anticorpos no organismo só ocorre depois de um período mínimo após a exposição ao vírus, esse tipo de teste é indicado a partir do oitavo dia de início dos sintomas”, alerta a agência.

Este exame foi incluído de forma extraordinária no Rol de Procedimentos da ANS para cumprir uma decisão judicial.

A ANS orientada que as operadoras disponibilizem em seus portais na internet as informações sobre o atendimento e a realização do exame, além de oferecer canais de atendimento específicos para esclarecer seus usuários sobre a doença.

Desde o início da pandemia, a ANS recebeu 6.347 demandas ou reclamações relacionadas à covid-19. Desse total, 44,16% foram referentes a tratamento ou exame, 37,21% sobre outros tipos de assistência afetadas pela pandemia e 18,62% sobre temas não assistenciais. A agência orienta os clientes a procurarem primeiro a operadora para resolver qualquer dificuldade.

Operadoras

Segundo a diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Vera Valente, o setor tem atendido imediatamente as resoluções normativas editadas pela ANS. Porém, as empresas discordam da exigência dos exames de anticorpos.

“As operadoras de planos e seguro de saúde associadas à FenaSaúde consideram que a cobertura dos testes sorológicos IgA, IgG e IgM não é a melhor alternativa para os pacientes com suspeita de covid, tampouco para o sistema de saúde suplementar. Tais testes não têm a mesma precisão do exame RT-PCR, considerado padrão-ouro e já coberto pelas operadoras desde março”.

Vera destaca que o monitoramento da qualidade dos dispositivos diagnósticos publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária indica que dos 85 testes rápidos já liberados pelo órgão regulador, 44,7% não possuem desempenho de acordo com o alegado pelo fornecedor. “Além disso, conforme mostrou a revista científica BMJ, em aproximadamente 34% dos casos os testes rápidos dão falso negativo”, afirma a diretora.


A Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana, órgão da Prefeitura, passa a funcionar para atendimento ao público das 8h às 13h a partir desta terça-feira, 07. Após esse horário terá apenas funcionamento interno. 

Por serem serviços essenciais e indispensáveis a população neste momento de pandemia, as unidades básicas de saúde e de saúde da família, Policlínicas, Unidades de Pronto Atendimento e Hospitais deverão manter o expediente normalmente.

A medida cumpre determinação do decreto de n° 11.634, publicado no Diário Oficial do Município, que dispõe de novas medidas para o enfrentamento da calamidade pública de saúde decorrente do coronavírus e tem validade até o dia 13 de julho, podendo ser renovado ou não.


Agência Brasil – O governo republicou hoje (6), no Diário Oficial da União, dois artigos da lei sancionada na última sexta-feira (3) que torna obrigatório o uso de máscaras de proteção individual em espaços públicos e privados, mas acessíveis ao público, durante a pandemia de covid-19. Com o ato, foram ampliados os vetos à medida.

Independentemente da lei federal, atualmente diversas cidades já têm adotado e regulado o uso obrigatório de máscaras, em leis de alcance local.

Na nova lei aprovada pelo Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro já havia vetado o Artigo 3º-B e alguns de seus parágrafos, que obrigava os estabelecimentos, em funcionamento durante a pandemia de covid-19, a fornecer gratuitamente a seus funcionários e colaboradores máscaras de proteção individual. Com o veto de hoje, ao Parágrafo 5º desse artigo, ele desobriga entidades e estabelecimentos de afixar cartazes informativos sobre a forma de uso correto de máscaras e o número máximo de pessoas permitidas ao mesmo tempo dentro do local.

Em mensagem ao Congresso, que ainda vai analisar os vetos, o governo justifica que, com o veto ao Artigo 3º-B, impõe-se também o veto ao seu parágrafo. Assim, todos os parágrafos do artigo estão agora vetados.

Além disso, segundo a publicação, o fornecimento de proteção individual já vem sendo regulamentado por normas do trabalho, que abordam a especificidade da máscara e a necessidade de cada setor ou atividade, como a Portaria Conjunta nº 20/2020, que traz orientações gerais para os ambientes de trabalho, e a Portaria Conjunta nº 19/2020, que trata especificamente da prevenção na indústria de abate e processamento de carnes. Ambas as portarias são do Ministério da Economia e da Secretara Especial de Previdência e Trabalho.

Outros vetos

Outro dispositivo vetado hoje, o Artigo 3º-F, previa o uso de máscaras de proteção individual nos estabelecimentos prisionais e nos estabelecimentos de cumprimento de medidas socioeducativas. De acordo com o governo federal, caberá aos estados e municípios a elaboração de normas de prevenção que sejam suplementares e que atendam às peculiaridades de cada setor.

Com a republicação dos artigos, agora são 19 dispositivo vetados, no total.

Além de espaços públicos e privados acessíveis ao público, a obrigatoriedade do uso da proteção facial abrange vias públicas e transportes públicos coletivos, como ônibus e metrô, bem como táxis e carros de aplicativos, ônibus, aeronaves ou embarcações de uso coletivo fretados.

A obrigação, entretanto, não se aplica a órgãos e entidades públicos e estabelecimentos comerciais e industriais, templos religiosos, estabelecimentos de ensino e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas. Esses dispositivos também foram vetados pelo presidente Jair Bolsonaro, que argumentou que eles criariam despesas obrigatórias ao Poder Público e poderiam ferir a inviolabilidade do domicílio privado.


Morreu ontem (6), aos 60 anos, o médico cardiologista Rafael Costa Cruz. Ele foi diagnosticado com coronavírus no final de junho. A informação foi confirmada pelo Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, onde Cruz trabalhava como plantonista.

Segundo a assessoria de comunicação da unidade, ele apresentou sintomas da doença em 29 de junho. O médico foi levado para a emergência do Hospital Aliança, em Salvador, onde foi confirmado que estava com coronavírus.

Depois, o cardiologista foi transferido para o Hospital Jorge Valente, onde morreu. Além de médico, ele era também professor universitário e chegou a dar aulas em cursinhos em Feira.


Apesar de ainda apresentarem um patamar relativamente alto de mortes, os dados de óbitos da Covid-19 no Brasil parecem iniciar um cenário de melhora e já mostram uma estabilização nas últimas cinco semanas. As informações são de um levantamento do jornal Metrópoles.

Segundo os números levantados pelo veículo, a quantidade de mortes ficou entre 6,7 mil e 7,2 mil em cada semana do último mês de junho. O resultado pode apontar, por exemplo, a chegada do chamado platô, como aconteceu em outros países onde primeiro estabilizou-se o número de mortes e, depois, observou-se a redução de vítimas fatais.

Já nos casos confirmados, a situação é diferente e a tendência de alta ainda esteve presente ao longo do mês passado. Com uma média de incremento de 35 mil casos a mais entre uma semana e outra, este sábado (4) fechou com 284 mil novos infectados.

Apesar das confirmações crescerem, o numero de curados também tem avançado com muita rapidez e o Brasil mantém a liderança entre os países com mais recuperados da doença.

O Brasil chegou a 1 milhão de curados fato que, de acordo com a instituição, faz com que o país seja o primeiro a atingir tal marco, segundo dados da universidade norte-americana Johns Hopkins, que faz o levantamento dos números da doença no mundo

Até o início da manhã desta segunda-feira (6), por volta das 7h pelo horário de Brasília, o Brasil registrava o número exato de 1.029.245 pessoas recuperadas. Os Estados Unidos, na segunda colocação, apareciam com 906.763 salvos do novo coronavírus.

Quanto aos números em todo o mundo, o total de curados da Covid-19, até esta segunda, registrava a marca de 6.189.108 pessoas. Do total, completam a lista dos cinco primeiros países a Rússia com 453.495, a Índia com 424.433, e o Chile com 261.039 recuperados.

O resultado aponta um grande avanço no ritmo de pessoas curadas no Brasil. Para alcançar os primeiros 500 mil recuperados, por exemplo, o país levou três meses após o primeiro registro de cura. Já os últimos 500 mil aconteceram após apenas três semanas.

Site Pleno News*


Coronavírus: Um novo estudo realizado por membros do Sistema de Saúde do EUA apresentou resultados positivos acerca do uso de hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19. A pesquisa mostrou que o grupo que utilizou a droga teve a taxa de mortalidade reduzida pela metade. O método do estudo, no entanto, foi alvo de críticas no país.

A equipe analisou o quadro clínico de 2.541 pacientes. O médico chefe da divisão de doenças infecciosas do Sistema de Saúde americano revelou que 26% do grupo que não recebeu o tratamento faleceu. Já o grupo que utilizou a droga teve taxa de mortalidade de 13%. Foram analisados todos os pacientes tratados no sistema hospitalar desde o primeiro, ainda em março.

Os resultados vão em direção oposta às conclusões de estudos anteriores, que não encontraram benefícios no uso da droga, além de alertarem para o risco de seu uso em pessoas com problemas cardíacos. Após os estudos iniciais, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA retirou, no início de junho, a autorização para utilização do medicamento em casos emergenciais.

O chefe da divisão de doenças infecciosas afirmou que os pacientes analisados no estudo foram tratados precocemente. A equipe médica acredita que as descobertas podem salvar vidas, mas não descarta ou contradiz os resultados de estudos anteriores.

HIV – Um tratamento inédito desenvolvido por pesquisadores Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) conseguiu resultados promissores no tratamento de pacientes infectados com o vírus do HIV — e, em um dos casos, teria eliminado a doença.

A pesquisa, coordenada por Ricardo Sobhie Dias, que estuda o HIV desde os anos 1980, foi paralisada em função da pandemia do novo coronavírus, mas até o começo deste ano apresentou resultados que o médico considera históricos.

Os testes começaram com 30 pessoas divididas em seis grupos. Foram usadas combinações variadas de remédios além de uma vacina produzida com o DNA de cada paciente.

Dois grupos apresentaram boa resposta, mas um caso específico se destacou e chamou atenção. Após o tratamento, o vírus do HIV não foi mais localizado no paciente, mesmo nos testes com alta precisão de diagnóstico. Ele está com os testes negativos há um ano e meio.

O paciente que teve o resultado animador pediu para não ter sua identidade revelada, mas na primeira entrevista que deu a um veículo de comunicação contou à CNN ter descoberto que era soropositivo há 8 anos.

O paciente relatou que ficou desesperado ao descobrir que tinha sido infectado pela doença. Agora, ele diz que se sente uma liberdade que é até difícil de explicar.

Reportagem extraída do site CNN Brasil

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