Foto: Washington Nery

Feira de Santana não registrou nenhuma morte por Covid-19, nas últimas 24h. Até agora são exatamente 22.580 pacientes recuperados, índice que representa 92,9% dos casos confirmados. Enquanto isso, 379 exames foram negativos e 74 positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 68 pacientes internados no município e 1.252 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta terça-feira (16).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA TERÇA-FEIRA
16 de fevereiro de 2021

Casos confirmados no dia: 74
Pacientes recuperados no dia: 88
Resultados negativos no dia: 379
Total de pacientes hospitalizados no município: 68
Óbito comunicado no dia: 0

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 1.252
Total de casos confirmados no município: 24.280 (Período de 06 de março de 2020 a 16 de fevereiro de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.184
Total de recuperados no município: 22.580
Total de exames negativos: 35.155 (Período de 06 de março de 2020 a 16 de fevereiro de 2021)
Aguardando resultado do exame: 357
Total de óbitos: 448

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 21.458 (Período de 06 de março de 2020 a 16 de fevereiro de 2021)
Resultado positivo: 3.837 (Período de 06 de março de 2020 a 16 de fevereiro de 2021)
Em isolamento domiciliar: 13
Resultado negativo: 17.621 (Período de 06 de março de 2020 a 16 de fevereiro de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana


medida, definida após reunão com prefeitos, será aplicada das 22h às 5h, pelo prazo inicial de sete dias

Foto: Eloi Correa/GOVBA
Foto: Eloi Correa/GOVBA

A Bahia terá toque de recolher a partir desta sexta-feira (19). A informação foi confirmada pelo governo estadual há pouco. A medida será aplicada das 22h às 5h, pelo prazo inicial de sete dias. Foi definida após reunião com prefeitos no final da tarde desta terça-feira (19). Não ocorrerá o toque de recolher no Oeste e nas regiões de Irecê e Jacobina,que apresentam os três menores índices de ocupação de leitos de UTI para Covid-19. Mais informações serão divulgadas ainda nesta noite, durante o programa Papo Correria.

Segundo o governador Rui Costa, o decreto que será publicado nesta quarta-feira (17) proíbe atividades comerciais não essenciais. “É uma medida que precisamos tomar para conter as taxas de contágios e o número de casos ativos que hoje ultrapassam 15 mil. É uma forma de conter o avanço desse número alarmante que, se continuar crescendo, irá levar ao total colapso do sistema de saúde”, declarou .

Na reunião com os prefeitos, técnicos da Secretaria da Saúde mostraram que a Bahia alcançou uma taxa de 74% de ocupação dos leitos de UTI.  “Os dados indicam um risco real de colapso do sistema de saúde e consequente aumento na mortalidade. Nesse momento, apenas medidas de distanciamento social mais severas minimizarão as altas taxas de transmissão do vírus”, afirmou o secretário da saúde, Fábio Vilas Boas.


Informações Bahia.ba


As vacinas seguem agora para o Controle de Qualidade interno de Bio-Manguinhos, onde uma análise minuciosa irá garantir a sua integridade e segurança (foto: Bio-Manguinhos/Fiocruz)

Agência Brasil- O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (16), em Brasília, ter garantido mais 54 milhões de doses da vacina CoronaVac contra a covid-19. Acrescentou ter assinado novo contrato com o Instituto Butantan, que desenvolve o imunizante em parceria com o laboratório Sinovac. 

A previsão, considerando os 46 milhões de doses já contratadas, é distribuir aos estados 100 milhões da vacina até setembro. 

Segundo o ministério, além da CoronaVac, o Brasil receberá mais 42,5 milhões de doses de vacinas fornecidas pelo Consórcio Covax Facility até dezembro. Também foram contratadas mais 222,4 milhões de doses de vacina contra covid-19 em produção pela Fundação Oswaldo Cruz, e parte desses imunizantes já começou a ser entregue mês passado. 

A previsão do Ministério da Saúde é assinar, nos próximos dias, contratos de compra com a União Química. Entre os meses de março e maio, o laboratório deve entregar dez milhões de doses da vacina Sputnik V. 

O ministério também espera contratar da Precisa Medicamentos mais 30 milhões de doses da Covaxin, também entre março a maio.

Como será  

Confira o cronograma de entregas de vacinas:  

Consórcio Covax Facility 

Entregas de 42,5 milhões de doses: 

Março: 2,65 milhões de doses da AstraZeneca 

Até Junho: 7,95 milhões de doses da AstraZeneca  

O consórcio, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), funciona como um centro de distribuição internacional de vacinas. O Brasil receberá, ainda, aproximadamente mais 32 milhões de vacinas contra a covid-19 produzidas por laboratórios de sua escolha até o final do ano, conforme cronogramas estabelecidos exclusivamente por esse consórcio. 

Fundação Butantan – Corodonavac/Sinovac 

Entregas de 100 milhões de doses: 

Janeiro: 8,7 milhões – entregues 

Fevereiro: 9,3 milhões 

Março: 18,1 milhões 

Abril: 15,93 milhões 

Maio: 6,03 milhões 

Junho: 6,03 milhões 

Julho: 13,55 milhões 

Agosto:13,55 milhões 

Setembro: 8,8 milhões 

Fundação Oswaldo Cruz – Oxford/Astrazeneca 

Entregas de 222,4 milhões de doses: 

Janeiro: 2 milhões – entregues 

Fevereiro: 4 milhões 

Março: 20,7 milhões 

Abril: 27,3 milhões 

Maio: 28,6 milhões 

Junho: 28,6 milhões 

Julho: 1,2 milhões  

A partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), a Fiocruz deverá produzir e entregar mais 110 milhões de doses no segundo semestre de 2021.  

União Química – Sputnik V/Instituto Gamaleya 

Entrega de 10 milhões de doses (importadas da Rússia) – Previsão de assinatura de contrato esta semana.  

Março: 800 mil entregues 15 dias após a assinatura do contrato 

Abril: 2 milhões entregues 45 dias após a assinatura do contrato 

Maio: 7,6 milhões entregues 60 dias após a assinatura do contrato 

A partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA, a União Química deverá passar a produzir mais oito milhões de doses por mês. 

Precisa Medicamentos – Covaxin/Bharat Biotech 

Entrega de 20 milhões de doses importadas da Índia – Previsão de assinatura de contrato esta semana. 

Março: 8 milhões – 4 milhões mais 4 milhões de doses entregues entre 20 e 30 dias após a assinatura do contrato 

Abril: 8 milhões – 4 milhões mais 4 milhões de doses entregues entre 45 e 60 dias após a assinatura do contrato 

Maio: 4 milhões entregues 70 dias após a assinatura do contrato


Foto: Washington Nery

1.290 pessoas estão com a doença no município

O último balanço da evolução da pandemia do Coronavírus em Feira de Santana indicou um aumento de novos casos e mortes por Covid-19. Entre os dias 8 a 14 de fevereiro, foram registrados 581 casos positivos e 16 mortes, contra 331 diagnósticos e 12 óbitos da semana anterior, o que, se comparado, representa um aumento de 75% dos casos confirmados e 33% dos óbitos.

No Hospital de Campanha a situação também é preocupante, dos 18 leitos de UTI, 16 estão ocupados. Entre os 35 leitos clínicos, 20 estão com pacientes.

O balanço aponta ainda que, incluindo os hospitais particulares, 65 pessoas estão internadas no município diagnosticadas com a doença.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado neste segunda-feira (15), o município tem 24.206 casos confirmados, destes, 22.492 pacientes estão curados da doença, 448 morreram e 1.290 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença.

A curva de casos de covid-19 subiu a partir de junho de 2020, atingiu seu primeiro pico em julho, com 3.204 casos e começou a cair a partir de setembro. Em dezembro o município registrou a segunda onda, com 4.845 casos registrados no mês, um aumento mais intenso do que no primeiro semestre do ano.

Mesmo com o aumento, Feira de Santana apresenta a menor taxa de morte por Covid-19 a cada 100 mil habitantes entre 28 capitais e municípios do país, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

A taxa de letalidade no município é de 1,68%, índice considerado baixo em comparação a Salvador (2,62%) Bahia (1,71%) e o Brasil (2,4%).

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a população deve continuar com os cuidados de higiene, o distanciamento social e o uso da máscara para reduzir o número de contágio.


São previstas 42,5 milhões de doses pelo Covax Facility

Vacinação dos profissionais de saúde, veterinários e agentes funerários com 60 anos ou mais de idadena Clínica da Família Estácio de Sá, na região central da cidade

Agência Brasil- O cronograma do Ministério da Saúde para as entregas das doses das vacinas contra a covid-19 pelos laboratórios produtores prevê a remessa de 42,5 milhões de doses pelo consórcio Covax Facility, sendo 2,65 milhões da vacina AstraZeneca em março e de mais 7,95 milhões do mesmo imunizante até junho. O Brasil receberá ainda aproximadamente mais 32 milhões de doses de vacinas contra covid-19 produzidas por laboratórios de sua escolha até o final do ano, conforme cronogramas estabelecidos exclusivamente pelo Covax Facility. 

A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Seas) do ministério destacou que o consórcio, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), funciona como um centro de distribuição internacional de vacinas.

Em outras remessas, a Seas informou que a previsão é receber do Instituto Butantan, de São Paulo, 100 milhões de doses da vacina CoronaVac. Em janeiro, conforme a secretaria, foram entregues 8,7 milhões de doses. Em fevereiro serão mais 9,3 milhões. O cronograma tem previsões para os meses seguintes março (18,1 milhões), abril (15,93 milhões), maio (6,03 milhões), junho (6,03 milhões), julho (13,55 milhões), agosto (13,55 milhões) e a última entrega prevista é para setembro (8,8 milhões).

Já da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o cronograma estima o recebimento de 222,4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. Em janeiro, o ministério informou que recebeu 2 milhões de doses. Para fevereiro, a entrega prevista é de 4 milhões. Em março serão 20,7 milhões, em abril mais 27,3 milhões, em maio 28,6 milhões e em junho 1,2 milhão. Conforme a secretaria, a partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA, a Fiocruz deverá produzir e entregar mais 110 milhões de doses no segundo semestre de 2021.

O cronograma prevê ainda a entrega das 10 milhões de doses da vacina Sputnik V do Instituto Gamaleya, importadas da Rússia, pela farmacêutica União Química. De acordo com a Seas, a previsão é de que o contrato seja assinado esta semana. Quinze dias após a assinatura, o ministério deve receber 800 mil doses. Em abril, com 45 dias após a assinatura do contrato, a entrega será de mais 2 milhões. Em maio outros 7,6 milhões, com 60 dias após a assinatura e a partir da incorporação da tecnologia da produção do IFA, a União Química deverá passar a produzir mais 8 milhões de doses por mês.

Já para a vacina Covaxin – Barat Biotech, a previsão é de receber 20 milhões de doses importadas da Índia e o contrato também deve ser assinado nesta semana. Devem chegar ao Brasil 8  milhões de doses com dois lotes de 4,0 milhões com 20 e 30 dias após a assinatura do contrato. Em abril mais 8 milhões também em dois lotes de 4 milhões com 45 e 60 dias após a assinatura do contrato e em maio 4,0 milhões de doses com 70 dias após o contrato assinado.


Leninha Espírito Santo Wagner explica como neutralizar a dor e o medo para ajudar a superar o luto e a depressão

Traumas causados por perdas ou trágicos acontecimentos não são fáceis de serem superados, pois passar por situações como essas exigem força, resiliência e determinação para não deixar que o luto perdure para além do necessário.

O luto traz sensação de vazio, um “oco existencial”, gerador de dor e dúvidas. Trabalhar essas inseguranças, como por exemplo em uma “morte anunciada”, evita maiores perdas e adoecimentos por parte de quem “sobrevive a esse terremoto emocional”.

Esconder os sentimentos que foram sendo criados enquanto o marido adoecia e necessitava de cuidados fez com que a Neuropsicóloga Leninha Espírito Santo Wagner desenvolvesse sua própria enfermidade. “A mente tende a realizar realisticamente o que edificamos subjetivamente no inconsciente. Perdi meu marido no dia 19 de dezembro de 2020, depois de seis longos anos de doação total aos cuidados dele. Talvez, secretamente, eu tivesse medo de perder a saúde, e a perdi”, relatou a profissional.

“Enterrei meu marido dia 19 de dezembro de 2020 e dez dias depois recebi o diagnóstico de ‘Adenocarcinoma Tubular’, que é um câncer de intestino bastante agressivo e de difícil remoção cirúrgica. Naquele momento também fui submetida a uma cirurgia de emergência. Passado o primeiro momento, reflito. Sempre acreditei que precisamos identificar nosso maior ‘medo’. Para neutralizá-lo e não realizá-lo. O que me causava medo era perder a saúde e não conseguir cuidar de meu marido que estava acamado. Secretamente e de forma inconsciente realizei meu maior medo. Cabe a mim agora neutralizá-lo com ações positivas”, comentou.

“Neutralizar” o medo faz parte da técnica utilizada por ela para ajudar pacientes que estão na mesma situação a lidarem com as emoções. “O luto, seja de morte concreta ou subjetiva, tem um tempo singular e atravessa as cinco fases: Negação; Raiva; Negociação; Depressão e Aceitação. A perda de algum objeto amado traz, ainda que momentânea, a fragmentação e desestruturação do sujeito. O luto é um processo de reconstrução e reorganização diante de uma perda, desafio psíquico com o qual o sujeito tem de lidar”, salientou.

“Estou ainda elaborando meu luto, e arregimentando forças extras nesse pós operatório, enfrentando o tratamento e buscando novamente por ações e rotina saudáveis para recuperar minha saúde “, destacou ainda Leninha.

Segundo a neuropsicóloga, para esquecer é preciso lembrar. Neste processo, também é importante contar com a ajuda de amigos e familiares. “Tenha alguém para uma boa escuta, para que se possa esvaziar e deixar escorrer essa dor através de palavras ou lágrimas. Até sentir que pode ter novamente espaço nos pulmões para retornar a respirar vida”, orienta. “Os amigos e familiares precisam respeitar o tempo de cada um, sem negativar a expressão legítima de quem fica mais à flor da pele”, finaliza.

Lidar com as contingências da vida exige minimamente coragem e disciplina. “Coragem para enfrentar emoções negativas, entrar em contato com aquilo que lhe causa dor, pois lá você também encontrará a cura. Revendo posições, ações, interpretações. Se quiser resultados diferentes aja de forma diferente. Disciplina para manter no seu cotidiano hábitos mais saudáveis que possam ser sua nova rotina, criando uma forma mais adaptada, mais bem vinda, podendo ser mais bem aceito e feliz, nesse ineditismo da expressão do seu ser. Tudo o que carregamos na psique atravessa o comportamento, tornando o que é latente em manifesto. Na vida tudo é relação, estamos sempre na esfera do olhar do outro. Somos espelho e reflexo todo tempo”.

“Em Psicologia, utilizamos a escuta para criar espaço de singularidades, ouvindo o sujeito para entendê-lo e explicá-lo para ele mesmo. Criando de forma colaborativa diretrizes que o levem a identificar e modificar padrões de repetições, gerando novos paradigmas emocionais e comportamentais”, define Leninha.

É claro que o diagnóstico de câncer ainda é uma notícia que desestabiliza o emocional de qualquer um, ainda mais em meio a elaboração de um luto tão importante quanto o de um parceiro de vida. “Enfrentar medicação pesada, consultas periódicas, exames constantes e invasivos, anemia provocada pelas hemorragias constantes, baixo peso, queda abrupta de cabelo, que mexe demais com a autoimagem e autoestima, não é tarefa fácil. Mas sou prova viva que é possível!”, destaca.

“Quando transmutamos nosso ambiente emocional interno e secreto, quer dizer a emoção negativa em que um momento adverso foi criado, precisa passar por uma ressignificação, somos alquimistas emocionais. Só a partir do confronto com a verdade da “finitude” é que tomamos coincidência que a solução está na transformação desse momento negativo para um mais positivo. Quero viver antes de morrer. Aproveitando os dias de forma produtiva e positiva”, conta Leninha.

Atualmente, Leninha detalha sua rotina: “Já voltei a correr, a malhar, estou fazendo ozonoterapia e eletroterapia capilar para diminuir ou até evitar a queda do cabelo. Sigo a dieta necessária para manter a saúde do corpo, pois o trato intestinal mudou completamente com a retirada de um pedaço importante do intestino. Há dias difíceis, claro. Mas estou muito disposta a enfrentar o luto e o tratamento do câncer com ações positivas”.

Além disso, otimista, ela detalha sua nova vida neste início de 2021: “Voltei a estudar, continuo trabalhando e me cercando da família e dos amigos queridos. Tenho plena consciência que o jogo ainda não acabou, posso ganhar ou perder. Mas pensar positivo ou negativo, traz o mesmo gasto de energia”.

Diante deste desafio, ela completa: “Então opto por pensar e agir positivamente, a favor de mim mesma e valorizando a minha vida. Meu dia de partir chegará, mas não será agora, muito menos sem luta. A morte vai duelar comigo até o derradeiro suspiro”, finaliza Leninha.

Informações Folha Vitória


Maica/IStock
Imagem: Maica/IStock

Na fase escolar, é comum que algumas crianças e até mesmo jovens apresentem dificuldades para escrever, ler e calcular. Mas, em alguns casos, a situação pode indicar um transtorno específico de aprendizagem, ou seja, quando o cérebro não recebe, processa ou analisa as informações adequadamente. Essas pessoas podem ser chamadas de “preguiçosas” e “desinteressadas”, o que compromete a autoestima desde cedo.

Para Ellen Brandalezi, psicopedagoga da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, os transtornos de aprendizagem comprometem de forma bastante significativa o desempenho acadêmico do aluno. Por isso, ele apresenta resultados muito abaixo do esperado para seu nível intelectual e de escolaridade. “São alterações específicas do neurodesenvolvimento que afetam as habilidades de leitura, escrita e matemática, prejudicando o funcionamento escolar do indivíduo. Isso independe se o ambiente é adequado e favorável para a aprendizagem”.

Vale destacar que os transtornos de aprendizagem não estão associados à deficiência intelectual e diminuição da visão ou audição. Também não ocorrem devido a transtornos mentais, doenças, traumas neurológicos ou problemas sociais.

O cérebro dessas pessoas funciona de uma forma diferente. Para aprendermos, é necessário que ele realize uma série de conexões entre as diversas áreas, que compreende processos como atenção, percepção, memória, simbolização e conceituação. “Para quem tem um transtorno de aprendizagem, há uma ‘falha’ em algum desses processos e a pessoa precisa de ajuda específica para lidar com essa dificuldade”, explica Eliane de Moura, psicóloga, mestre em psicologia da infância e adolescência e professora do curso de psicologia da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná).

A seguir, veja os principais transtornos de aprendizagem e seus sintomas.

Dislexia

Ocorre uma dificuldade de leitura e escrita. A pessoa apresenta problemas para reconhecer as palavras, decodificá-las, não consegue soletrar, troca letras por sons ou grafias parecidas e também há dificuldade em ler em voz alta e compreender o que leu. Por isso, é comum que o diagnóstico ocorra no período de alfabetização. Outros sintomas comuns são: atraso na fala, dificuldade para se expressar e vocabulário reduzido.

Estima-se que a dislexia atinja cerca de 17% da população mundial. É uma condição neurobiológica hereditária, ou seja, é comum que a criança ou jovem tenha um familiar disléxico.

Discalculia

Sabe aquela dificuldade com as operações matemáticas e a compreensão dos números? Pode ser discalculia, um transtorno de aprendizagem que afeta a habilidade de a criança ou jovem realizar cálculos matemáticos. Também atrapalha o entendimento de conceitos numéricos e são comuns as dificuldades para identificar os números.

Outros sintomas e sinais frequentes são: dificuldade de raciocinar quando há números e conceitos matemáticos, não entendem o significado dos números, não conseguem fazer contas simples, apresentam dificuldades para lidar com dinheiro e também para calcular o tempo.

Disortografia

É uma dificuldade de aprendizagem que afeta a capacidade da criança ou do jovem soletrar ou escrever corretamente. A pessoa não consegue escrever sem cometer erros ortográficos. Geralmente, omite ou inverte as letras e as sílabas, esquece as pontuações, substitui letras com sons e formas semelhantes. É comum que não consiga escrever um texto bem estruturado.

Disgrafia

Esse transtorno de aprendizagem também causa problemas na hora de escrever e a principal característica é uma caligrafia ilegível. Por isso, fica bastante difícil entender o que a criança escreveu. É comum que o aluno faça muito esforço para escrever, já que apresenta dificuldade com a ortografia, caligrafia e para conseguir se expressar.

Outros sintomas comuns são: misturar letras maiúsculas e minúsculas, escrever com tamanhos e formas irregulares, espaçamento muito grande entre as letras, não conseguir copiar as palavras, dificuldade para segurar o lápis ou caneta e falar muito enquanto escreve.

Como diferenciar uma dificuldade comum de um transtorno de aprendizagem?

É importante que pais e professores estejam atentos à persistência desses sinais e direcionem a criança para uma avaliação multidisciplinar. Somente desta forma os sintomas poderão ser identificados e definidos (ou não) como transtorno de aprendizagem.

Para Telma Pantano, psicopedagoga do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), o ambiente em que a criança estuda também deve ser levado em conta. “Problemas de aprendizagem são diferentes de transtornos de aprendizagem. O primeiro pode estar associado a questões pedagógicas como alguma deficiência no sistema de ensino aplicado nas escolas; já os transtornos ocorrem devido aos processos cerebrais das crianças, o que dificulta a assimilação de informações”, destaca.

O diagnóstico de um transtorno de aprendizagem geralmente só ocorre após a criança ingressar na escola. Para ele, é realizada uma avaliação neuropsicológica, que pode ser feita por uma equipe multidisciplinar (neuropediatras, psiquiatras, fonoaudiólogos, psicólogos, neuropsicólogos e psicopedagogos). São feitas diversas entrevistas com os alunos e os pais, para se observar o comportamento da criança, o histórico familiar e escolar. Não há exames específicos que determinem se a criança tem ou não um transtorno de aprendizagem, por isso a observação do comportamento é um fator determinante para o diagnóstico correto.

Vale destacar que, pelo fato de ser um transtorno (e não uma doença), não há cura, mas há diversas medidas terapêuticas efetivas que são recomendadas de acordo com a condição da criança ou jovem. “O ideal é ter o acompanhamento de um neurologista, psicopedagogo e/ou fonoaudiólogo, além de um psicólogo para trabalhar com as questões emocionais, como lidar com o sentimento de frustração e de incapacidade, por exemplo”, afirma Brandalezi.

Os pais não devem pressionar as crianças para melhorar o desempenho escolar ou diminuir seus esforços e os progressos. Já os professores, que muitas vezes são os primeiros a notar os sintomas, devem comunicar os pais sobre as dificuldades do aluno e orientá-los a procurar ajuda especializada. Durante as aulas, a recomendação é sempre conversar com o aluno de forma individual, para evitar uma exposição desnecessária.

“Forçar ou brigar só vai afetar ainda mais a autoestima da criança. É importante que os pais identifiquem a forma que seu filho aprende melhor e utilizem estratégias lúdicas como jogos e brincadeiras para deixar as atividades mais leves e prazerosas”, diz Moura.

Informações UOL/ VivaBem


Presidente já estava em conversa com o primeiro-ministro de Israel

Bolsonaro em ligação telefônica com o primeiro-ministro de Israel, na última sexta-feira (12) Foto: Marcos Correa/Palácio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (15), em suas redes sociais, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) receberá em breve um pedido de análise para uso emergencial de um medicamento israelense no combate à Covid-19. O presidente já havia citado a possibilidade de importar a droga, chamada EXO-CD24, na última quinta-feira (11), após conversa por telefone com o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

EXO-CD24 é um spray nasal desenvolvido pelo Centro Médico Ichilov de Israel, com eficácia próxima de 100% (29/30), em casos graves, contra a Covid. Brevemente será enviado à Anvisa o pedido de análise para uso do medicamento – afirmou o presidente.

Acadêmicos israelenses afirmaram que 29 dos 30 pacientes com casos moderados a graves de covid-19, tratados com EXO-CD24, tiveram uma recuperação completa em cinco dias. Mais testes em humanos são necessários para provar que a droga inalada – desenvolvida como um medicamento para combater o câncer de ovário – realmente funciona.

Na postagem, Bolsonaro compartilha a publicação em que o primeiro-ministro de Israel afirma que os dois países devem cooperar para desenvolver medicamentos contra o novo coronavírus.

– Falei ontem, por telefone, com o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que nos parabenizou pelo sucesso da campanha de vacinação em Israel. Concordamos em cooperar no desenvolvimento de medicamentos e vacinas contra o vírus corona. Espero que nos encontremos em breve! – diz a mensagem de Netanyahu, escrita em hebraico e publicada em português por Bolsonaro.

Assim como as vacinas, os estudos de medicamentos são divididos em várias etapas, e, no Brasil, precisam de autorização da Anvisa para acontecerem.

Na lista dos ensaios clínicos autorizados pela Anvisa ainda não consta o spray EXO-CD24. Na Fase 3 de testes clínicos, o medicamento é administrado a uma grande quantidade de pessoas, normalmente milhares, para que seja demonstrada a sua eficácia e segurança.

O presidente Bolsonaro defende que o Brasil participe da 3ª fase de testes do medicamento.

Informações Pleno News


Foto: Washington Nery

Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 66 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 22.492 curados da doença desde o início da epidemia, índice que representa 92,9% dos casos confirmados. Enquanto isso, 122 exames foram negativos e 45 positivos.


O boletim epidemiológico contabiliza ainda 65 pacientes internados no município e 1.266 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais três mortes. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta segunda-feira (15).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA SEGUNDA-FEIRA
15 de fevereiro de 2021

Casos confirmados no dia: 45
Pacientes recuperados no dia: 66
Resultados negativos no dia: 122
Total de pacientes hospitalizados no município: 65
Óbitos comunicados no dia: 3
Datas dos óbitos: 18/09*, 14/02 e 14/02
*O óbito com a data antiga estava atribuído a outro município, após investigação mudou para Feira de Santana.

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 1.266
Total de casos confirmados no município: 24.206 (Período de 06 de março de 2020 a 15 de fevereiro de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.201
Total de recuperados no município: 22.492
Total de exames negativos: 34.776 (Período de 06 de março de 2020 a 15 de fevereiro de 2021)
Aguardando resultado do exame: 432
Total de óbitos: 448

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 21.345 (Período de 06 de março de 2020 a 15 de fevereiro de 2021)
Resultado positivo: 3.828 (Período de 06 de março de 2020 a 15 de fevereiro de 2021)
Em isolamento domiciliar: 11
Resultado negativo: 17.517 (Período de 06 de março de 2020 a 15 de fevereiro de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana


Foto: Mateus Pereira/ Gov BA

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) neste domingo (14), 64% dos leitos destinados no estado para pacientes com a covid-19 estão ocupados. Em relação à ocupação de leitos de UTI, o número é ainda mais elevado: 71%. Pelo menos nove unidades de saúde da Bahia estão com 100% de ocupação de leitos por conta do avanço da doença nas últimas semanas. O cenário é de preocupação entre profissionais de saúde e gestores do estado e do município. 

Os hospitais sem vagas na Bahia são: Hospital Geral Cleriston Andrade (100% de ocupação de leitos clínicos – Feira de Santana), Hospital Santa Helena (100% de ocupação de leitos de UTI adulto – Camaçari), Hospital De Campanha Covid19 Itaigara Memorial (100% de ocupação de leitos clínicos – Salvador), Hospital do Subúrbio (100% de ocupação de leitos clínicos – Salvador), Hospital Regional Dantas Bião (100% de ocupação de leitos clínicos – Alagoinhas), Hospital Regional Costa Do Cacau (100% de ocupação de leitos clínicos – Ilhéus), Hospital Calixto Midlej Filho (100% de ocupação de leitos clínicos – Itabuna), Hospital Manoel Novaes (100% de ocupação de leitos de UTI pediátrica – Itabuna), Hospital São Vicente (100% de ocupação de leitos de UTI adulto – Jequié).

A Bahia já contabiliza 629.849 casos confirmados da doença, 15.392 casos ativos e 10.735 óbitos. Somente neste domingo, 2.584 casos foram registrados e 61 óbitos. A taxa de mortes vem crescendo conforme os dias de 2021 vêm passando. No primeiro dia do ano, foram registrados 30 óbitos diários. No dia 1º de fevereiro, o número subiu para 39. Na última sexta-feira (12), foram 67 mortes.  

A Sesab informou que, na última semana, os números demonstraram uma tendência de crescimento dos óbitos e de quadros clínicos mais graves, o que tem ampliado a taxa de ocupação nas UTIs. “Neste cenário, o Governo da Bahia abriu novos leitos de terapia intensiva nos municípios de Camaçari, Seabra e Barra nos últimos dias e estão previstas ampliações nas cidades de Ilhéus e Porto Seguro, em um esforço para reduzir a pressão na rede assistencial” diz o boletim. 

No sábado, o governador Rui Costa alertou para risco de colapso no sistema de saúde. Segundo ele, a Bahia está hoje com níveis de transmissão iguais aos de agosto de 2020, quando os casos ainda cresciam. A média de pacientes para serem regulados nas unidades de saúde, que alternava entre 30 e 40 na Bahia, chegou a 83.

Para Rui, o cenário indica chances de colapso na rede. “Se continuar esse ritmo de crescimento da doença na Bahia, em duas ou três semanas nós podemos estar pior do que estávamos em julho do ano passado e corremos o risco de ter colapso no sistema de saúde, o que, em nenhum momento nós tivemos desde o início da pandemia”, disse.

O governador fez um pedido à população, para que as pessoas não deixem de usar máscara, de higienizar as mãos e de ter distanciamento social. “Fica o meu apelo a você. E se tiver algum sintoma, não acredite no presidente da República. Não é uma gripezinha, a doença mata”, enfatizou.

Desgaste dos profissionais

De acordo com a médica Ana Rita Freire, presidente do sindicato dos médicos do estado da Bahia (Sindimed), o número de pacientes atendidos e internados vem crescendo desde novembro de 2020, quando teve uma queda significativa. 

“Em setembro, outubro e novembro, nós ficamos bem animados porque a gente reduziu muito os números e, tanto na rede pública quanto privada, foram desmobilizadas alas dedicadas à covid e hospitais de campanha. Mas foi uma esperança que não se concretizou e existe uma sensação de frustração. Hoje, a gente já percebe uma reversão disso. Um dos hospitais em que eu trabalho, já começa a fazer um sistema de contingenciamento de cirurgias eletivas, justamente para que não haja um colapso do sistema. Isso a gente também tem que atribuir às festividades de final de ano e um certo relaxamento da própria população”, explica Ana Rita.

A presidente também ressalta que, além do maior número de casos de covid, há o risco de ainda mais peso ser colocado sobre o sistema de saúde por conta dos atendimentos de outras doenças que deixaram de ser feitos em 2020 por causa da pandemia. “É o somatório de pacientes que estão sendo internados e operados por doenças que não podem mais esperar, porque já esperou quase um ano, e também pacientes dessa nova onda de contaminação de covid. Existe uma apreensão entre a classe médica de que ocorra uma exaustão do sistema, mas a gente torce para que não”, pontua ela.

Mesmo com a vacina já sendo aplicada em idosos e profissionais de saúde, a luz no fim do túnel ainda parece longe. “Em 2020, era uma doença nova, desconhecida, a gente não sabia o que fazer, o que funcionava. Hoje, temos vacina e uma experiência maior. Mas também, por surpresa, temos um desdobramento dessa doença já em crianças, com quadros gastrointestinais e até cardiológicos já sendo acompanhados”, diz a presidente do Sindimed.

A queda dos números entre setembro e novembro de 2020 e o início da vacinação foram sinal de esperança, mas que duraram pouco. Os casos voltaram a subir e o ritmo da imunização é lento. Enquanto isso, profissionais de saúde seguem doando tempo e esforço na linha de frente do combate ao coronavírus. “Não existe a opção de falta de energia, a gente tem que lutar. Os profissionais de saúde, principalmente nesse momento de pandemia, não podem se dar ao luxo de faltar energia, embora a gente tenha um efetivo esgotado, cansado e, sobretudo, mal reconhecido pelos agentes públicos”, finaliza a médica.

Situação na capital

Em Salvador, a situação também é de alerta e preocupação, já que três dos nove hospitais com 100% de ocupação são da capital e ainda há risco de que a cidade tenha que suprir a demanda do interior do estado. De acordo com o boletim deste domingo, 72% dos leitos de UTI adulto exclusivos para covid-19 em Salvador estão ocupados. O índice nessas unidades chegou a cair para perto de 50% em agosto de 2020. 

Procurado pelo CORREIO, o secretário de saúde municipal, Léo Prates, afirmou que a pasta está acompanhando com atenção o quadro da covid-19 na capital. “Apesar de termos fechado sábado com 70% de taxa de ocupação de leitos de UTI, um índice que vem se sustentando ao longo do tempo, a gente sente um aumento da pressão sobre as UPAs. Ontem, nós, com o governo do estado, regulamos cerca de 54 pessoas”, disse o secretário.

Prates destacou ainda que o sistema de saúde está sob pressão e pediu a colaboração da população. “A gente precisa ter atenção, as pessoas precisam redobrar os cuidados porque estamos bem preocupados com essa situação da pressão sobre o sistema de saúde. A demanda por internação nos hospitais vem crescendo, as pessoas precisam entender que a pandemia não acabou”, completou.

Na última sexta-feira (12), o prefeito Bruno Reis (DEM) deu o recado: caso a taxa de ocupação nas UTIs e os números de contaminados pelo coronavírus continuem em ritmo de galope acelerado, adotará novamente medidas mais rígidas de isolamento social para frear a trajetória de crescimento da covid já a partir desta semana.

“O que mais preocupa a gente são os números de novos casos diários, o fator RT (que mede quantos são infectados por alguém contaminado) e a velocidade de aceleração. Então, há risco real de estar circulando outra cepa na cidade, muito mais agressiva, que tem feito os números crescerem, a ponto de trazer grande preocupação”, emendou Reis. 

Hospitais cheios…e ruas também

Moradores do bairro da Barra, em Salvador, vêm registrando cenas de muita aglomeração no local nos finais de semana. Os registros mais recentes são do domingo passado, dia sete de fevereiro. As imagens mostram pessoas juntas, algumas delas sem máscaras, no Porto e no Farol, onde apresentações artísticas atraem soteropolitanos e turistas. 

Na última quarta-feira, um vídeo de um Bell Marques fake puxando um falso trio elétrico na frente do Farol da Barra viralizou nas redes sociais. Apesar da ausência de aglomeração, algumas pessoas dançavam em volta sem máscara. Na ausência do Carnaval, as alternativas têm sido as praias e os bares.

O prefeito Bruno Reis relembrou que nenhuma comemoração está permitida para os dias de Carnaval, independentemente do número de participantes. Decreto do governo do estado só permite que sejam realizadas solenidades, formaturas e casamentos, sem shows ou músicas ao vivo. Já o decreto municipal autoriza somente voz e violão, em bares e restaurantes.  

Informações Jornal Correio