Três dias após a publicação do placar do Estadão sobre a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) passou de 145 para 186 votos declarados na enquete. Candidato defendido pelo governo Jair Bolsonaro, o parlamentar “ganhou” 41 apoios públicos desde sexta-feira, 15, em função de uma mobilização da coordenação da campanha para transformar a opção “não respondeu” em voto no líder do Centrão e evitar casos de infidelidade partidária.
Para se eleger presidente da Casa são necessários 257 votos em primeiro ou segundo turnos, quantia ainda distante tanto de Lira como de seu principal oponente, Baleia Rossi (MDB-SP), escolhido pelo atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ) para fazer frente aos interesses do Palácio do Planalto na pauta legislativa. O emedebista iniciou o placar com 107 votos declarados e tem agora 114.
Integrantes do bloco formal de apoio a Lira, os deputados do PL, Republicanos e do próprio PP foram os que mais procuraram a reportagem para assinalar voto no parlamentar alagoano. Até mesmo aliados que já tinham se manifestado no levantamento fizeram questão de reafirmar sua posição na disputa. Foi o caso, por exemplo, do deputado Júnior Mano (PL-CE): “Meu voto já consta como do Artur Lira no placar do Estadão. Mas tô passando pra reforçar o voto em AL.”
Além de reforçar o voto por meio de declarações à repotagem ou mesmo postagens nas redes sociais, houve parlamentares que também fizeram questão de publicar foto ao lado do candidato para provar a aproximação e apoio, como Cezinha da Madureira (PSD-SP) e Abílio Santana (PL-BA).
No sábado, 16, o candidato do Progressistas disse ao Estadão que estava “focado” em ouvir todos os parlamentares até a data da disputa. “Continuarei trabalhando, ouvindo meus colegas e minhas colegas. O placar que importa é o do dia da eleição.” Baleia também fez questão de mostrar que nada está decidido. “Vamos construir maioria, deputado por deputado, deputada por deputada”, afirmou. A cerca de 15 dias da eleição, ambos têm a estratégia de buscar votos no “varejo”.
Levando-se em conta a somatória dos votos por partido, Baleia teria assegurados os votos necessários para vencer a eleição, já que seu bloco formal reúne 275 votos, mas, numa eleição secreta, como será a da Mesa Diretora da Câmara, o risco de infidelidade partidária aumenta diante de interesses mais locais que partidários. Na lista atual de 186 votos públicos, Lira conta com apoios de parlamenatares do DEM, PSDB, Cidadania e PSL, todos do grupo de Baleia.
Apesar de a adesão do partido não garantir necessariamente todos os votos da sigla, há um esforço de ambas as candidaturas para atrair as únicas duas legendas que ainda não se posicionaram na disputa: PTB e Podemos. Juntas, elas somam 21 votos. Nesta segunda, 18, é esperada uma definição de como e quando se dará a eleição. A expectativa é que pleito seja marcado oficialmente para o dia 2 de fevereiro, mas há dúvidas sobre a forma, se remota ou presencial.
A campanha de Lira questiona a tentativa já declarada de Maia de propor uma eleição híbrida, ou seja, com a possibilidade de voto presencial e também a distância, preferencialmente para deputados idosos e considerados grupo de risco para a covid-19.
No total, a eleição para a presidência da Câmara reúne oito candidaturas. Também disputam votos os deputados Fábio Ramalho (MDB-MG), Alexandre Frota (PSDB-SP), Capitão Augusto (PL-SP), Luiza Erundina (PSOL-SP), André Janones (Avante-MG) e Marcel Van Hattem (Novo-RS).
Em entrevista com o governador do Amazonas, apresentadora tentou imputar culpa ao governo federal
Foto: Reprodução
Pleno News- A condução da entrevista feita com o governador do Amazonas, Wilson Lima(PSC), pela jornalista Rachel Sheherazade, do site Metrópoles, não recebeu boa resposta das redes sociais e foi alvo de duras críticas dos usuários do Twitter.
O motivo, segundo os internautas, foi o tom dado pela apresentadora de tentar fazer com que Wilson colocasse a culpa do colapso na saúde do estado, que inclui a falta de oxigênio para pacientes com Covid-19, no presidente da República, Jair Bolsonaro.
Ao longo da conversa, Sheherazade, em diversas ocasiões, tentou incluir comentários críticos ao governo federal em temas como o uso da hidroxicloroquina, condução da pandemia e responsabilidade da administração do presidente Jair Bolsonaro. Wilson, porém, evitou tecer críticas à gestão federal e chegou até a elogiar a parceria da União.
– Recebemos do Governo Federal equipamentos como bombas e respiradores. Estamos sendo socorridos, nesse momento, com a questão das mini usinas, que estão chegando aqui no estado do Amazonas e serão instaladas nos hospitais. O Governo Federal tem sido um grande parceiro do estado do Amazonas no combate à pandemia – disse Wilson.
Nos comentários sobre a conversa, tanto no vídeo publicado pelo site no YouTube quanto em postagens sobre o tema no Twitter, os internautas não perdoaram a jornalista e a acusaram de tentar “envenenar o governador junto ao governo federal”.
– Jornalista esquerdista demitida do SBT tentando envenenar o governador junto ao governo federal. Porque a senhora não crítica as atitudes do STF responsável por esta bagunça – escreveu um dos internautas.
Documento de 23 de novembro apontou que pasta tinha conhecimento do aumento da demanda
Governador do Amazonas, Wilson Lima Foto: Divulgação/Secom
Pelo menos desde o dia 23 de novembro, a Secretaria de Saúde do Amazonas sabia que a quantidade de oxigênio hospitalar disponível seria insuficiente para atender a alta demanda provocada pela pandemia de Covid-19.
A informação consta de projeto básico, que foi elaborado pela própria pasta, para a última compra extra do insumo, realizada no fim do ano passado. A White Martins informou que, se o contrato tivesse previsto um pedido maior na oportunidade, a empresa teria conseguido atendê-lo.
O contrato original para aquisição de gases medicinais do sistema de saúde é de 2016 e foi assinado com a White Martins, a principal fornecedora no Amazonas, com valor mensal informado de R$ 1,3 milhão. Inicialmente, o acordo previa o atendimento de até dois mil pacientes respiratórios.
Em 2018, ainda antes da pandemia, a secretaria chegou a assinar dois aditivos que, juntos, representavam acréscimo de 3,1% do valor. Como o teto permitido é de até 25% (acumulado) em cada contrato, o Estado ainda tinha uma margem de 21,9% para adquirir insumos em 2020, sem a necessidade de abrir um novo processo de contratação.
Toda essa cota, no entanto, foi usada na última compra extra em novembro. Na ocasião, a pasta ainda informa a inclusão “com urgência” do Hospital Geraldo da Rocha, em Manaus, na lista de unidades atendidas.
O projeto para o aditivo é de 23 de novembro. No documento, a secretaria também admite que os casos do novo coronavírus já estavam em alta na época e que o volume de oxigênio contratado não seria suficiente para dar conta da demanda.
– No Estado do Amazonas os casos de Covid-19, no mês de setembro, vêm apresentando alta crescente de casos confirmados. O percentual de 21,9152% disponível para aumento não atende as necessidades desta Secretaria, a alta crescente nos números de casos confirmados da Covid-19 e o pronunciamento até a presente data da Diretora da FVS (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas) quanto a uma possível 2ª onda da pandemia – dizia a pasta.
Segundo o Portal da Transparência do Amazonas, os itens do aditivo incluíam um total de 307 mil metros cúbicos de oxigênio líquido e 6,1 mil na forma de gás, que são usados para pacientes internados por coronavírus. Também foram comprados outros gases hospitalares para procedimentos médicos diversos.
SECRETARIA DE SAÚDE DIZ QUE COMPROU TODO O INSUMO Questionada sobre quais as medidas foram tomadas para evitar o desabastecimento e se houve tentativa de novas compras emergenciais ou buscas por novos fornecedores no período, a pasta não respondeu às perguntas e disse que “sempre contratou todo o insumo que a White Martins foi capaz de produzir”.
A secretaria afirma, ainda, que “sempre trabalhou” com previsão de maior demanda por oxigênio nesse período por causa da pandemia e da sazonalidade de outras síndromes gripais. Também diz que, até o último dia 7, “desconhecia” que “a capacidade máxima produtiva na planta de Manaus da White Martins era de cerca de 25 mil metros cúbicos por dia.
Ainda conforme a nota, em ofício enviado ao Comitê de Crise do governo, no último dia 9, a White Martins disse que sua planta operava no limite e classificou o momento como “sem precedentes”
WHITE MARTINS DIZ QUE PEDIDO FOI ATENDIDO Questionada se teria capacidade de atender um pedido maior por oxigênio se ele tivesse sido feito em novembro, a White Martins respondeu que possuía a capacidade de buscar formas de viabilizar o aumento da oferta em patamares mais elevados, como está fazendo nesse momento e no período da primeira onda da pandemia.
Em nota, a White Martins explicou que ao longo de 2020 já havia passado por processos de ampliação para aumentar significativamente sua capacidade de produção local.
-É importante esclarecer ainda que, na data de 01/01/21, a planta da White Martins tinha em estoque produto suficiente para abastecer os hospitais da região pelo período de sete a oito dias de acordo com o consumo diário de dezembro de 2020 – detalhou.
Wilson Lima disse que administração federal tem sido parceira do estado
Governador do Amazonas, Wilson Lima Foto: Diego Peres/Secom-AM/Reprodução
Pleno News- O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), afirmou que o governo federalnão foi o culpado pelo colapso da saúde pública do estado por conta da pandemia de Covid-19. Em entrevista concedida para a jornalista Rachel Sheherazade, do site Metrópoles, Lima afirmou que a administração federal tem sido parceira no combate ao vírus.
– Recebemos do Governo Federal equipamentos como bombas e respiradores. Estamos sendo socorridos, nesse momento, com a questão das mini usinas, que estão chegando aqui no estado do Amazonas e serão instaladas nos hospitais. O Governo Federal tem sido um grande parceiro do estado do Amazonas no combate à pandemia – disse.
O gestor estadual atribuiu a parte da sociedade amazonense a culpa pelo aumento de casos e afirmou que as festas clandestinas registradas ao longo dos últimos meses foram determinantes para que os leitos dos hospitais chegassem ao máximo de lotação.
– Veja o que aconteceu agora, em relação às festas clandestinas. As pessoas ali na balada, bebendo, usando às vezes o mesmo copo, aquele copo que passa de boca em boca, e aí essa pessoa acaba levando o vírus para sua casa – afirmou.
Wilson também se defendeu de acusações sobre não ter se planejado para combater a nova onda da pandemia no estado e disse que se preparou “no que era possível”. O governador ainda disse que já acionou na Justiça as empresas que fornecem oxigênio para o estado para que elas sejam responsabilizadas.
– O estado do Amazonas se preparou em tudo aquilo que era possível. Eu recebi o comunicado de que faltaria oxigênio, efetivamente, que as empresas não teriam condições de abastecer na quantidade que a gente necessitava, durante a madrugada. E disseram que, dali cinco horas, teria hospital sem abastecimento – completou.
Segundo o prefeito Colbert, Pablo teve excelente desempenho na Sedeso e na Seprev
Foto: Joaquim Neto/Bom Dia Feira
O Protagonista- Como o Protagonista antecipou (leia mais) na quinta-feira (14), o ex-vereador Pablo Roberto Gonçalves, atual secretário municipal de Desenvolvimento Social (Sedeso), vai deixar a pasta, apesar oi de ter sido nomeado há poucos dias.
A confirmação partiu do prefeito Colbert Filho, nesta sexta (15), durante entrevista ao jornalista Joilton Freitas, no programa Rotativo News.
“Prefeito, eu li no site Protagonista, que o secretário Pablo não ficará na Sedeso. É verdade?”, perguntou Joilton. Colbert respondeu: “estamos fazendo mudanças, sim. Analisando outras mudanças neste momento e no decorrer do ano. Pablo teve excelente desempenho na Sedeso e na Seprev. Acredito que Pablo pode prestar seus serviços em outras áreas”.
Joilton Freitas, então, questionou novamente: “em outra Secretaria?” Colbert respondeu: “vamos ter na Sedeso uma nova alternativa. Porque, também, no nosso governo, as Secretarias mais fortes, como Saúde, Educação e Desenvolvimento Social, ficarão diretamente ligadas ao meu Gabinete”.
No entanto, Colbert não revelou qual secretaria Pablo Roberto deve assumir. O burburinho de bastidores políticos aponta que deverá ser a Agricultura.
Presidente chamou o governador de São Paulo de “calcinha apertada” e mandou ele “virar homem”
Foto: Isac Nóbrega/ PR
Pleno News- O presidente Jair Bolsonaro rebateu, nesta sexta-feira (15), declarações feitas pelo governador de São Paulo, João Doria, sobre sua gestão. Em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Band, Bolsonaro disparou críticas pesadas contra Doria e o chamou de “moleque”, “irresponsável” e “calcinha apertada”.
Mais cedo, Doria havia comentado a atuação do presidente durante a pandemia e o culpou pela situação em Manaus, que enfrentou falta de oxigênio nesta quinta-feira (14). Bolsonaro rebateu as declarações e criticou a “parceria” do governador com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
– Esse cara aí acabou de aumentar, com o apoio de sua assembleia comprada, aumentar o IMCS em quase tudo no estado. Inclusive em agulhas e ampolas para aplicar vacinas. É um irresponsável. E ele se junta com o Rodrigo Maia agora, que está em campanha e quer dar uma de moralista. Foi um dos responsáveis por atrasar a agenda do Brasil por dois anos, por medidas que não botou em votação. Fez caducar várias MPs. E a preocupação dele é ganhar a eleição – disse Bolsonaro
Bolsonaro lembrou que Doria e Maia só “atrasaram” o país.
– Por que o seu Rodrigo Maia como seu João Doria não mostram o que foi feito, ao longo dos últimos dois anos, para depois me criticar. Não fizeram nada, só atrasaram o Brasil – destacou.
Ele também rebateu a ofensa dita pelo governador de São Paulo.
– Com palavras de baixo calão, como esse governador está usando, me chamando de facínora. Isso é coisa de um irresponsável. É um cara que está morto politicamente. Ele não sai na rua em São Paulo, não vai à praia. Agora está num desespero tentando me atingir. João Doria, fechou São Paulo e foi para Miami. Não é exemplo para nada. João Doria, se tem vergonha cara, critique o STF que me proibiu de realizar qualquer ação de combate à Covid (…) Se o Supremo não tivesse me proibido, eu teria um plano diferente do que foi feito (…) E o Brasil estaria completamente diferente – destacou.
Bolsonaro acusou alguns governadores de tentar “quebrar a economia do Brasil para botar na minha conta”.
– É um governador que lamentavelmente se perdeu completamente. E o que fez ele se perder? A ambição da cadeira presidencial. E a passagem por São Paulo dele é o último capítulo da vida política dele (…) Esses governadores, que tem alguns junto a João Doria, queriam quebrar a economia do Brasil para botar na minha conta. Mas se o João Doria tivesse um mínimo de vergonha na cara, esse calcinha apertada, ele falaria que o STF me tirou de combate para as ações contra a Covid – apontou.
O presidente, então falou sobre ações tomadas pelo seu governo para ajudar com a situação em Manaus e disparou mais críticas a Doria.
– Agora vem esse moleque, governador de São Paulo, me acusar de facínora. Seja homem, cara. É duro mexer com quem tem um comportamento como esse cara. Nada contra a opção dele, mas é duro trabalhar com um cara com esse tipo de opção. Um governador medíocre que não sei na rua. Se sair, vai ser linchado. Vão jogar ovo, tudo em cima dele (…) E o tempo todo querendo acusar a mim e achar um responsável pelo seu insucesso em São Paulo – afirmou.
União declara ter repassado quase R$ 900 milhões para o AM, que só declarou R$ 267 milhões
Foto: Divulgação
Pleno News- Diante da grave crise de saúde vivida no Amazonas neste início de ano, em razão da pandemia de Covid-19, muitas pessoas começaram a se questionar sobre o uso dos valores repassados pelo governo federal ao estado para combate ao vírus.
Ao todo, somente durante o ano de 2020, o estado recebeu um total de R$ 8,91 bilhões em recursos transferidos pela União para usos diversos. A capital Manaus, por sua vez, teve acesso a R$ 2,36 bilhões do governo federal. Desses repasses, alguns foram direcionados especificamente para uso na área de saúde.
RECURSOS PARA O COMBATE DA COVID-19 Não apenas o Amazonas, como todas as 27 unidades da federação e os municípios, foram atendidos com o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus, que repassou um total de R$ 60,1 bilhões, abertos por meio de uma medida provisória editada em 4 de junho pelo presidente Jair Bolsonaro.
Os dados que constam no painel do Orçamento do governo federal e no portal da transparência do Amazonas, porém, mostram uma diferença discrepante de mais de R$ 600 milhões entre o valor que foi enviado pela União e o que o estado declara ter recebido.
Em uma consulta feita pelo Pleno.News ao painel do Orçamento Federal, nesta sexta-feira (15), a União registrou que, em 2020, o total de valores pagos ao Amazonas, referentes ao Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus, foi de R$ 884,9 milhões.
União declarou repasse de R$ 884 milhões ao Amazonas Foto: Reprodução
Contudo, no “outro lado da linha”, o portal da Transparência do Amazonas declarou como receita recebida da União um valor completamente diferente. Apesar de dizer que os dados estão atualizados até esta sexta-feira (15), a página diz que o estado recebeu apenas R$ 267 milhões, uma diferença de R$ 617 milhões, ou 69,79%.
Amazonas diz que só recebeu R$ 267 milhões do programa federal Foto: Reprodução
DENÚNCIAS CONTRA O GOVERNADOR DO AMAZONAS Wilson Lima (PSC), atual governador do estado, é do mesmo partido que o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e também esteve envolvido em polêmicas, denúncias de corrupção e pedidos de impeachment durante a pandemia.
Em abril do ano passado, o Sindicato dos Médicos do Amazonas protocolou um pedido de impeachment contra Wilson e seu vice, Carlos Almeida, por acusação de crime de responsabilidade. O pedido, porém, foi arquivado oficialmente na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), por 12 votos a 6, em agosto de 2020.
Em 16 de dezembro do ano passado, o Sindicato dos Médicos protocolou um novo pedido de impedimento contra o governador, ainda não analisado pelos parlamentares. Na ação, a entidade citou “farta comprovação da prática de crime de responsabilidade e improbidade administrativa”.
Entre as polêmicas levantadas contra o gestor estadual, uma chamou a atenção, pela total falta de lógica em um dos contratos do governo do Amazonas, um pagamento de R$ 2,9 milhões a uma loja de vinhos por 28 ventiladores pulmonares para tratar de infectados pelo novo coronavírus.
O valor unitário do item equivalia a até quatro vezes o preço do aparelho visto em lojas no Brasil e no exterior. Além do valor, os equipamentos eram considerados “inadequados” para pacientes de Covid-19, segundo o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam).
O QUE É O PROGRAMA FEDERATIVO O Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus, aprovado pelo Senado, consistiu na prestação de um auxílio financeiro no valor de R$ 119,8 bilhões concedido aos estados, ao DF e aos municípios para o combate à pandemia da Covid-19.
Foram repassados R$ 60 bilhões, divididos em quatro parcelas mensais, sendo R$ 10 bilhões exclusivamente para ações de saúde e assistência social (R$ 7 bilhões para os estados e R$ 3 bilhões para os municípios) e R$ 50 bilhões para uso livre (R$ 30 bilhões para os estados e R$ 20 bilhões para os municípios).
A divisão por estado foi feito em função de uma cesta de índices, que abarcou desde a arrecadação do ICMS até a sua população. O rateio entre os municípios, por sua vez, foi calculado pela divisão dos recursos por estado (excluindo o DF), usando os mesmos critérios.
Além do repasse dos R$ 60 bilhões aos estados, ao DF e aos municípios, o restante do valor total concedido de R$ 119,8 bilhões decorre da suspensão de dívidas.
Presidente esteve no Hospital das Forças Armadas, em Brasília
Foto: Alan Santos/ PR
Pleno News- O presidente da República, Jair Bolsonaro, realizou exames no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, na manhã desta quinta-feira (14). De acordo com o Palácio do Planalto, Bolsonaro está bem de saúde e se submeteu aos exames devido às últimas cirurgias.
Em setembro do ano passado, o presidente se submeteu a um procedimento para a retirada de um cálculo da bexiga. Foi a sexta cirurgia pela qual o presidente da República passou desde que levou uma facada durante a campanha presidencial, em 2018, apesar de a mais recente não estar relacionada ao crime, segundo o próprio chefe do Planalto.
Após os exames, Bolsonaro despachou no Palácio do Planalto conforme a agenda oficial.
Em sua primeira reunião com gestores escolares da Rede Municipal de Educação – diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos, a secretária de Educação, Anaci Paim, tratou de aspectos essenciais para a retomada pedagógica com os estudantes e professores. O encontro aconteceu de forma virtual, na manhã desta quinta-feira, 14, e contou com a participação de 400 profissionais.
Dentre os principais assuntos mencionados no encontro estão a provável oferta de aulas de forma remota aos alunos a partir do mês de fevereiro, com a expectativa de conclusão do ano letivo de 2020 ainda no primeiro semestre de 2021 e a aquisição de ferramenta digital que será oferecida aos estudantes.
“Vamos oferecer aos estudantes o acesso a atividades on-line e off-line a partir do uso de tecnologias aplicadas ao ensino e de mídias interativas diversas. Todos estes recursos devem viabilizar a integralização do ano letivo visando à retomada pedagógica e a conclusão do período”, destaca a secretária Anaci Paim.
De acordo com a secretária, a equipe da Seduc está intensificando o trabalho para que as providências sejam adotadas no mais breve espaço de tempo.
“Precisamos ofertar aos estudantes o acesso à educação digital. Para isso, não vamos medir esforços no sentido de encontrar a melhor alternativa, que pode incluir TV, rádio, internet e até mesmo material impresso, menos adequado nesse momento, mas que pode viabilizar o acesso àqueles estudantes que tenham dificuldade em acessar a internet”, explicou.
A professora Anaci Paim também falou sobre a importância do trabalho dos gestores escolares que representam o elo comunicativo entre os órgãos administrativos da Educação, os docentes e a família dos estudantes neste processo de retomada.
Sobre a sua continuidade no PSL o advogado observou que até o momento não há nada que o leve a deixar o partido.
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade
Acorda Cidade- O presidente da Associação de Defesa do Consumidor do Estado da Bahia, o advogado Magno Felzemburgh, comentou na manhã desta quinta-feira (14), sobre a exoneração do cargo que ocupava na prefeitura de Salvador.
Integrante do PSL, ele acredita que a exoneração aconteceu porque apoiou o prefeito eleito de Feira de Santana Colbert Martins nas eleições para o segundo turno na cidade. A professora Dayane Pimentel (PSL), apresentou o apoio velado ao candidato Zé Neto (PT) e segundo Magno, quem apoiou Zé Neto, acabou sendo absolvido e reconduzido para os seus cargos e quem não apoiou, como foi o caso dele, foi exonerado de suas funções.
O advogado relatou que sabia dos riscos em declarar o apoio a Colbert, mas na opinião dele, política tem lado.
“Ninguém me ligou para me obrigar a nada. Mas, aqueles que acompanharam a deputada votando no PT, foram absolvidos por ela. Eu fui exonerado e não fui reconduzido e é claro que não havia interesse que eu permanecesse no grupo. Eu não podia trair nem a minha família, nem a minha cidade nem as minhas convicções. Permaneço com a minha cabeça erguida e respeitando todos os votos que eu tive na eleição para deputado estadual”, afirmou.
Magno pontuou ainda que houve um candidato do PSL que declarou apoio ao PT em Feira de Santana e foi nomeado em Salvador (ele não citou o nome da pessoa). Sobre a sua continuidade no PSL e o contato com Colbert Martins, o advogado observou que até o momento não há nada que o leve a deixar o partido e que desde que retornou para Feira de Santana, após a exoneração em Salvador, ainda não teve oportunidade de conversar com o prefeito.