O PL vai ter candidatura própria em Luís Eduardo Magalhães. O empresário Antônio Tadeu é o pré-candidato a prefeito da cidade do Oeste baiano onde a legenda teve boa performance em 2022, com expressiva votação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O diretório municipal já se organiza sob o comando do advogado Rogério Peixoto.
Empresário bem-sucedido e líder do grupo Santo Antônio, que emprega 1,2 mil trabalhadores e atua no varejo e distribuição de gás, Tadeu esteve ontem em Brasília, quando a sua pré-candidatura foi avalizada pelo presidente de honra do partido, Jair Bolsonaro, e do nacional, Valdemar Costa Neto. Estava acompanhado de João Roma, que preside o PL na Bahia.
“Antônio Tadeu é uma liderança empresarial de grande prestígio popular que ama Luís Eduardo e deseja, com sua experiência, contribuir pelo desenvolvimento social e econômico da cidade. Ele se encaixa nos propósitos do PL de revelar novos nomes que engrandeçam a política baiana”, diz o presidente estadual do PL, João Roma.
Há 30 anos em Luís Eduardo, cidade onde desenvolveu seus negócios e tem forte ligação com o povo, Antônio Tadeu é admirador do ex-presidente Jair Bolsonaro e se identifica com os valores do PL: liberdade, família e a defesa da livre iniciativa.
“Minha pré-candidatura atende ao apelo da população de Luís Eduardo que me conhece e, com base na minha história na cidade, acredita que, comigo na prefeitura, esse pujante município possa avançar muito mais, principalmente na questão social, que está precária na segurança, educação e, principalmente, na saúde”, afirma Tadeu.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), criticou nesta 3ª feira (29.ago.2023) a criação do Conselho Federativo, proposto pela reforma tributária. Para ele, o colegiado interfere nas competências do Senado.
“Olha bem, senhores senadores, eles só não colocaram ali que vão dissolver o Senado Federal, mas tem todas as iniciativas. Por meio do Conselho Federativo vão controlar todo o repasse, ditar normas para definir a arrecadação, arrecadar e efetuar as compensações”, disse Caiado. “Tudo isso é prerrogativa do Conselho Federativo. Onde é que está o Senado Federal? Precisa de duas Casas então.”
A declaração foi feita durante sessão temática do Senado sobre a reforma tributária. Caiado, assim como outros governadores, indicaram os principais pontos da PEC que afetam seus Estados.
O governador disse que não aceita “receber mesada” e que “cassem” o direito dos governadores de ter autonomia sobre a arrecadação.
“Da maneira que ela foi colocada, isso não é reforma tributária, é concentração de poder”, disse Caiado.
O governador é um crítico do texto aprovado na Câmara. Para ele, não há necessidade do Conselho Federativo porque os Estados já são representados no Senado.
O Conselho Federativo será a instância máxima para o IBS –tributo que deve ser criado para substituir o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). Será composto pelas 27 unidades da Federação. Os 5.568 municípios terão outras 27 cadeiras representativas. Essas vagas municipais terão 13 representantes com base nos votos de cada cidade ponderados pelas respectivas populações.
A Câmara atendeu a uma demanda do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de demais governadores de Sudeste e Sul: definiu como necessidade o voto da maioria dos representantes, que correspondem a mais de 60% da população, para decisões no Conselho.
Ou seja, isso representa mais poder para os Estados do Sudeste. A região concentra 41,8% da população brasileira, segundo os dados do Censo 2022, e reúne alguns dos Estados mais populosos, como São Paulo e Rio de Janeiro.
GOVERNADORES NO SENADO
O Senado realiza nesta 3ª feira (29.ago) uma sessão temática sobre a reforma tributária. Todos os 27 governadores foram convidados.
A sessão foi sugerida pelo líder do PSB, senador Jorge Kajuru (GO), no início de agosto. Segundo ele, a realização da reunião entre governadores e senadores foi um pedido do governador de Caiado.
Eis os representantes dos Estados presentes:
A sessão desta 3ª feira (29.ago) foi marcada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A reforma tributária está sendo analisada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O relator é o senador Eduardo Braga (MDB-AM).
A expectativa dos senadores é votar a reforma no plenário do Senado até meados de outubro. Pacheco quer a promulgação da reforma ainda em 2023.
Essa é uma ambição em comum do presidente do Senado com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O desafio é que uma PEC precisa ter consenso em relação ao texto nas duas Casas. Segundo Pacheco, ele mantém diálogo permanente com Lira para a promulgação ainda neste ano.
O PL vem se estruturando no interior da Bahia para a disputa das eleições municipais do ano que vem. O presidente estadual João Roma tem buscado novos nomes para oxigenar a política baiana. Nesta segunda-feira, o empresário Neto Carigé foi anunciado como pré-candidato a prefeito de Ipirá pelo partido.
“Trata-se de sangue novo! Neto Carigé tem capacidade, garra e disposição para enfrentar os problemas existentes e promover o desenvolvimento social e econômico de Ipirá”, disse Roma.
No encontro na sede do PL, em Salvador, Carigé e Roma conversaram sobre as necessidades de Ipirá e a importância de fortalecer a economia local para a geração de emprego e renda. “Vamos encarar esse desafio ao lado de João Roma”, afirmou o pré-candidato.
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress e Miguel Schincariol/AFP.
O Congresso Nacional elevou a pressão sobre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assegurar medidas de socorro aos municípios, que reclamam da situação de penúria nas finanças a pouco mais de um ano das eleições de 2024.
Deputados querem votar, na próxima terça-feira (29), o projeto de lei que propõe um corte generalizado de alíquotas que as prefeituras recolhem ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) sobre a folha de salários de seus servidores.
A emenda será apresentada pelo líder da União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento (BA), que se inspirou em um projeto do senador Jaques Wagner (PT-BA) —líder do governo no Senado. Ela amplia um benefício já aprovado pelos senadores dentro da proposta que prorroga até o fim de 2027 a desoneração da folha para empresas de 17 setores da economia.
A iniciativa é considerada um “desastre” pelo Ministério da Fazenda, dado o risco de perda de bilhões em receitas num contexto em que o governo federal já enfrenta dificuldades para alcançar a meta fiscal de 2024, que prevê déficit zero.
Deputados avaliam que qualquer projeto favorável a municípios que seja pautado no plenário será aprovado. Nesse ambiente, o Palácio do Planalto tenta desarmar a bomba acelerando outras propostas que possam irrigar os cofres dos municípios sem tanto impacto para a União.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou na quinta-feira (24) que há acordo de líderes para votar a urgência e o mérito do projeto da desoneração na terça, mas disse que ainda não há decisão tomada sobre a questão dos municípios.
Nos bastidores, há uma avaliação política de que, após a aprovação do novo arcabouço fiscal (pauta estratégica para a equipe econômica), a retomada do projeto de desoneração da folha é uma espécie de recado ao governo de que a relação entre Executivo e Congresso não está totalmente pacificada.
Há reclamações relacionadas à liberação de emendas e cargos e à demora na concretização da prometida reforma ministerial —que selará o embarque de PP e Republicanos, do centrão, no primeiro escalão do governo.
Nesse contexto, as demandas dos municípios são centrais, pois mexem com interesses dos parlamentares em seus respectivos redutos eleitorais, além de funcionarem como instrumento de barganha. Nas palavras de um líder, é o mesmo que “juntar a fome com vontade de comer”.
Para parlamentares, é importante que o governo resolva o problema financeiro das cidades não apenas para minimizar a pressão sobre o Congresso, mas para que eles façam gestos às suas bases eleitorais.
Deputados estimam que entre 300 e 350 dos 513 que têm assento na Câmara tenham tendência de decidir pró-municípios.
Segundo levantamento da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), 2.362 cidades registraram déficit primário nos primeiros seis meses de 2023 —ou seja, gastaram mais do que arrecadaram. O número é quase sete vezes o registrado em igual período do ano passado (342).
Por isso, centenas de prefeitos estiveram neste mês em Brasília, em peregrinação por gabinetes de deputados e senadores, em busca de apoio para a aprovação de medidas de socorro financeiro.
A emenda de Elmar Nascimento, que o governo tenta evitar, pode dar um fôlego importante ao caixa das prefeituras —a um custo bilionário para a União. Ele propõe, com base no projeto do PT, cortar a alíquota de 20% que os municípios pagam hoje sobre a folha de salários. A nova cobrança ficaria entre 8% e 18%, a depender da renda per capita do município.
A proposta é mais ampla do que a aprovada no Senado, que previa reduzir a 8% a alíquota para municípios com até 142,6 mil habitantes, o que contemplaria 3.000 prefeituras, a um custo aproximado de R$ 10 bilhões para a União.
Nos últimos dias, Lira culpou o governo por não ter conseguido impedir a inclusão do dispositivo no Senado e disse que é necessário buscar uma solução. “O governo não teve força no Senado para segurar isso numa comissão terminativa, o problema veio para a Câmara”, afirmou o presidente da Câmara na quinta (24).
Na visão da equipe econômica, as negociações no Senado foram feitas à revelia do posicionamento do Ministério da Fazenda. Não passou despercebido o fato de que a liderança do governo na Casa sequer se movimentou para apresentar um recurso que protelaria o avanço da proposta. A preocupação agora é tentar evitar desfecho semelhante na votação dos deputados.
O próprio líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), defende uma resposta para a crise que os municípios enfrentam. Na quinta-feira, ele disse que “o governo está discutindo isso”.
Segundo relatos, Guimarães garantiu que não vai obstruir a votação do projeto da desoneração, manobra regimental que poderia impedir o avanço das discussões no plenário da Casa.
A avaliação no Planalto é que a emenda de Elmar é “muito ruim”, e o trabalho agora é tentar segurar a pressão. O governo costura um cardápio de propostas que atendam aos municípios sem desfalcar as contas do governo federal.
Um dos projetos formaliza o acordo já homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para a União compensar os estados com R$ 27 bilhões pelas perdas causadas pela redução do ICMS sobre combustíveis e energia —medida aprovada pelo Congresso durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Desse valor, 25% caberão aos municípios.
As compensações serão feitas mediante abatimento de dívidas ou repasses diretos, entre 2023 e 2025.
Líder do PT na Câmara, o deputado Zeca Dirceu (PR) foi designado relator do texto na terça-feira (22). A expectativa de membros da articulação política do governo é que o projeto tenha sua urgência e mérito aprovados nesta semana.
Parlamentares também estudam a possibilidade de separar a proposta de mudança na alíquota previdenciária de municípios para tratá-la em um projeto à parte. Eles avaliam, no entanto, que esse movimento é mais difícil e poderá enfrentar resistências na Casa.
Lideranças ouvidas pela reportagem afirmam que, caso a emenda de Elmar seja de fato apresentada, ela deve ser aprovada. Além de ser um parlamentar influente e um dos aliados mais próximos de Lira, os deputados não querem comprar essa briga com prefeitos, uma vez que muitos deles foram eleitos com apoio deles.
“Os municípios estão na UTI. Os pequenos quase em estado terminal. Alguma medida urgente tem que ser tomada. Parabenizo a medida de Elmar”, disse o líder do PSB na Casa, Felipe Carreras (PE).
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a inclusão do tema dos municípios no projeto da desoneração, disse que o governo precisa “abraçar” uma saída para o problema e afirmou que o Congresso precisa ter “responsabilidade” após a aprovação do novo arcabouço fiscal, regra fiscal que vai nortear a condução das finanças do país.
“Não pode ser feito dessa maneira. O fato é o seguinte: Se o Congresso aprovar, o Congresso já tem que mexer na LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] e mexer na meta do resultado primário do próximo ano. Há que se ter coerência”, disse.
O presidente Lula durante discurso em Angola — 25/8/2023 | Foto: Reprodução/Twitter/TV Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou mais uma viagem internacional para mentir sobre o Brasil. Na Angola, o petista espalhou fake newsem relação a voos comerciais do país para o continente africano.
“Quero discutir porque que um país do tamanho do Brasil não tem vergonha de não ter um voo para a África”, disse Lula, durante encontro com o presidente de Angola, João Manuel Lourenço, na sexta-feira 25. “Por que não tem linhas que possam vir para o continente africano?”
Na sequência, o presidente brasileiro afirmou que vai reunir membros de seu governo e representantes de companhias aéreas para entender a questão. De acordo com ele, nenhuma empresa tem voos para nações africanas. Nesse sentido, ele prometeu conversar, inclusive, com a Agência Nacional de Aviação (Anac).
Sobre autoridades convocadas para a resolução do “problema”, chama a atenção a ausência de nomes. Isso porque Lula não cita o ministro responsável justamente pela parte de divisão de Portos e Aeroportos, o socialista Márcio França. Pasta essa recriada em janeiro, assim que o PT voltou ao comando do governo federal.
Será que alguma agência de checagem vai se pronunciar? É mentira. O Brasil tem voos regulares para o continente africano. Fake News! pic.twitter.com/QcaefQkdoU
Rápidas buscas na web mostram, contudo, que o petista está errado e, consequentemente, falou inverdades em solo internacional. A Latam, por exemplo, conta com voos regulares para Joanesburgo, maior cidade da África do Sul.
Também é possível ir para Addis Ababa, capital da Etiópia, a partir do Brasil, por meio de voo comercial da Ethiopian Airlines que parte do aeroporto internacional de Guarulhos (SP). Pela Gol, os brasileiros podem comprar passagens de Guarulhos para Luanda, capital de Angola.
Lula na África: fake news sobre voos e fala sobre agricultura
A fake news sobre a ausência de voos do Brasil para países da África não foi a única frase de destaque de Lula ao visitar Angola. Isso porque o presidente brasileiro prometeu investir na agricultura do país africano. Enquanto isso, o petista acumula séries de críticas ao setor agrícola nacional — inclusive, já se referiu a agricultores como “fascistas”.
O presidente do PL na Bahia, Joao Roma, confirmou na manhã deste sábado (26) que o engenheiro Chico França é pré-candidato do partido a prefeito de Itabuna. “Chico França está com o partido e conta todo o aval do Dr Mangabeira e da executiva do PL no estado da Bahia”, disse Roma, em entrevista à Rádio Interativa FM, de Itabuna.
Roma ressaltou que essa indicação tem já repercutido em Itabuna. “Estamos estruturando o partido na cidade e já temos essa pré-candidatura em curso, e as pessoas têm se reunido. Ainda não marcamos um evento para lançamento do nome de França, mas já fizemos a filiação e estamos construindo as propostas. Ele esteve comigo na última semana e estamos muito alinhados para apresentar uma candidatura viável”, destacou Roma.
O dirigente do PL também comentou a situação difícil das prefeituras durante o governo do PT. “Prefeitos de todo o Brasil estão reclamando pela redução do repasse de recursos e já estão percebendo que o governo Bolsonaro foi o melhor período para os prefeitos de todo o Brasil”, disse Roma, ao recordar que, inclusive em Itabuna, recursos foram enviados em períodos difíceis como das fortes chuvas, sem que a coloração partidária fosse determinante para o envio de verbas emergenciais ou obrigatórias.
O ex-ministro da Cidadania ressaltou a necessidade de que a sociedade baiana e brasileira seja respeitada. “Muitas vezes a população é deixada à margem e não tem recebido apoio do governo. Por isso é importante que participemos da vida pública. Com esse governo do PT, vemos o retorno de impostos, a volta do toma lá dá cá. Aqui na Bahia, o PL está se reunindo para se organizar em torno dessas pautas”, comentou Roma.
Ao comentar sobre a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, Roma apontou que esse fato não define o cenário político para 2026, para quando já se aventa a possibilidade de o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, seja o presidenciável a defender as bandeiras trazidas por Bolsonaro. “Não há nenhuma definição sobre 2026. Mas vemos no governador Tarcísio um trabalho que destoa e que constrange a Bahia, que continua patinando”, comparou o ex-ministro da Cidadania.
Roma reiterou que o grau de perseguição com que o judiciário tem realizado contra Jair Bolsonaro não prejudica somente o ex-presidente, mas a sociedade brasileira que vê crescer a instabilidade que o ativismo judicial provoca, inclusive travando avanços recentes do povo brasileiro. “É um poder judiciário persecutório, com uma sanha para buscar de forma muito objetiva minúcias na tentativa de comprometer um cidadão que fez muito pelo povo brasileiro”, declarou o presidente estadual do PL.
Presidente Lula (PT) conversa com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) Imagem: 3.ago.2023 – Ton Molina/Estadão Conteúdo
A aprovação do arcabouço fiscal sem a principal emenda governista criou um impasse para o governo Lula (PT): para garantir os investimentos, os petistas precisam fazer uma nova barganha com o centrão para a adição de verba no Orçamento de 2024. Com isso, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), concentra mais poder.
O que aconteceu
A Câmara rejeitou a emenda do Senado que adicionaria até R$ 38 bilhões ao Orçamento de 2024 na votação da última terça (22). A mudança incluiria no arcabouço fiscal um mecanismo que acrescentaria ao orçamento anual a inflação projetada.
O governo contava com esse montante no texto para cumprir os projetos sociais anunciados e turbinar o PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento).
Sem o dinheiro extra, o governo articula para que as despesas condicionadas entrem no texto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que está sob relatoria do centrão. Segundo parlamentares, já há acordo para que a possibilidade seja discutida, mas não há garantia de que isso aconteça.
A LDO é estabelecida antes da LOA (Lei Orçamentária Anual), que tem de ser enviada ao Congresso até 31 de agosto.
Deputados da base dizem que não será uma tarefa fácil e preveem que o próprio Lula precisará entrar em campo mais uma vez. Diferentemente do arcabouço, consideram “quase impossível” que o assunto seja resolvido sem antes acontecer a reforma ministerial prometida pelo presidente.
O governo arrasta a entrada de PP e Republicanos na Esplanada desde julho, quando foi anunciada. Havia uma expectativa de que as pastas a serem ocupadas por esses partidos fossem anunciadas antes da ida de Lula à África, mas a mudança acabou não ocorrendo — segundo o Planalto, ainda falta um “desenho” da nova gestão.
Vitória com sabor amargo
O governo comemorou a aprovação do arcabouço fiscal depois de três meses de articulação. Desenvolvido pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) para substituir o teto de gastos, o projeto foi e voltou para a Câmara e sofreu alterações que impactam diretamente no Orçamento do governo.
Inicialmente, a Câmara alterou a projeção de inflação estipulada pelo governo, o que criou uma diferença de cerca de R$ 32 bilhões a menos. No Senado, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP) incluiu uma emenda que garantiria esse gasto a mais —mas ela foi rejeitada na Câmara.
Apesar da aprovação, esse corte pode ser visto como uma derrota dupla do governo na Casa presidida por Arthur Lira (PP-AL).Segundo governistas, por não ter maioria, o governo está sempre refém das barganhas do centrão —e isso deve ocorrer mais uma vez com a LDO.
Vai ser um duelo de titãs. O governo vai ter de conversar, mas vai passar. Paulão (PT-AL), deputado federal, sobre a LDO
Faltam votos
A inclusão das despesas na LDO é tida como provável no Planalto, já que este investimento extra também será realocado em emendas parlamentares, mas a falta de uma base governista sólida na Câmara continua evidente.
Na conjuntura atual, é o centrão, liderado por Lira, que tem capacidade de definir quais propostas são aprovadas. Resta ao governo negociar proposta por proposta. Esta dinâmica exige fazer promessas e atender pedidos de emendas, cargos e até reforma ministerial.
Nas votações dos projetos de interesse do governo, o presidente Lula precisou intervir nas negociações e liberar o pagamento de emendas para garantir a aprovação das propostas.
Alguns deputados avaliam que a Câmara tem cumprido os acordos nas votações, mas criticam que o governo não tem correspondido da mesma forma.
Em entrevista coletiva, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a aprovação do novo arcabouço fiscal sem a emenda que permitia a possibilidade de despesas extras em 2024 dará “mais trabalho” ao Executivo para negociar o tema a cada LDO nos próximos quatro anos. Isso porque, para as despesas serem executadas, é necessário o aval dos parlamentares.
Só Lula guarda a resposta
Tanto governistas como membros do centrão afirmam que os novos cargos resolvem a questão — pelo menos por hora. Com Lula de volta ao Brasil na próxima segunda (28), a expectativa é que as pastas de André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) sejam anunciadas até o meio da semana.
O novo desenho ministerial está sendo guardado a sete chaves por Lula. Diversos ministérios e ministros já foram considerados e descartados para demissão, mas, segundo aliados, só o presidente sabe o que acontecerá e não informou ninguém.
Entre as principais possibilidades cotadas está a criação de um novo ministério, de Micro e Pequenas Empresas, e trocas em Portos e Aeroportos e Ciência e Tecnologia. Até o anúncio, tudo pode mudar, brincam aliados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu um erro de matemática em discurso na Cúpula do Brics, em Joanesburgo, na África do Sul, na quinta-feira (24).
Ao falar sobre seus planos para o futuro, Lula disse que, aos 77 anos, ainda faltavam 33 para completar os 120 anos que ele gostaria de viver.
“Aos 77 anos, faltando pelo menos 33 anos pra eu completar os 120 anos que eu quero viver, eu renasço na política”, disse Lula.
A soma correta de 77 + 33 é 110.
O erro do presidente Lula viralizou nas redes sociais: Eis alguns ‘tuítes’:
Presidente, o senhor está parecendo a personagem Magda, q fez tanto sucesso na televisão. Ela só dizia tolices. E o senhor não fica atrás: “ Aos 77 anos, faltando pelo menos 33 anos pra eu completar 120 anos q eu quero viver…………”. Presidente, pelo amor de Deus e pelo respeito… https://t.co/3IeRKHdMtt
“Aos 77 anos, faltando pelo menos 33 anos pra eu completar os 120 anos que eu quero viver, eu renasço na política”, disse. O pior é essa desgraça querendo ficar vivo ate os 120 anos. pic.twitter.com/4imq3232pw
Em ofício, parlamentar citou relógio que presidente da República ganhou na França
Lula Foto: EFE / Antonio Lacerda
O deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a inclusão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no inquérito sobre a venda de presentes recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em viagens oficiais. Em ofício, o parlamentar cita um relógio da marca Piaget, avaliado em R$ 80 mil, recebido por Lula na França, em 2005, e que não está entre os presentes oficiais informados ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Em julho deste ano, Lula disse, durante a live semanal Conversa com o Presidente, produzida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que o relógio foi um presente do ex-presidente da França Jacques Chirac. O Piaget não consta em uma lista do TCU com a descrição de 568 presentes que o petista recebeu entre os anos de 2003 e 2010. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo.
No ano passado, o Partido dos Trabalhadores (PT) publicou uma foto em que Lula aparece com o relógio no pulso na comemoração dos 100 anos do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). A foto foi apagada do perfil da sigla. A imagem ainda está disponível nas redes sociais da presidente do partido, Gleisi Hoffmann.
No requerimento, Valadares afirma que o fato de o presidente não ter informado ao TCU sobre o relógio da marca Piaget faz com que o caso seja semelhante ao de Bolsonaro, o que justificaria a inclusão de Lula nas investigações.
O inquérito de Bolsonaro é sobre a venda ilegal de um relógio Rolex, presente do governo da Arábia Saudita, para enriquecimento ilícito. As tratativas para comercialização de joias e objetos de luxo por auxiliares do ex-presidente só foi interrompida após o Estadão revelar sobre a tentativa de entrada ilegal no Brasil de presentes recebidos em compromissos oficiais da Presidência.
– Nós devemos ter no nosso país uma isonomia, um julgamento justo que não olhe lado partidário nem ideologia política. Se existir problemas nas joias do Bolsonaro, deve ser investigado também se existe problemas [com as ] que o Lula recebeu – disse o parlamentar do União Brasil.
O Estadão procurou o Palácio do Planalto para comentar sobre o pedido do parlamentar, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.
O deputado estadual Binho Galinha (foto) esteve em Brasília entre os dias de terça e quarta-feira. O objetivo foi buscar recursos para os municípios onde foi votado em 2022. Teve encontro com os deputados federais Paulo Magalhães e Gabriel Nunes, do PSD, João Bacelar (PL) e no gabinete do deputado federal Otto Filho (PSD). De positivo a garantia de ter um campo de futebol com gramado sintético, um trator e cisternas para o homem do campo. “Vou fazer de minhas idas a Brasília uma rotina. O povo quer apoio e Brasília é onde tem o dinheiro”, disse Binho Galinha.