O ex-presidenteJair Bolsonaro(PL) afirmou na 6ª feira (27.out.2023) que só tem “incompetentes e bandidos”no PT, partido do presidenteLuiz Inácio Lula da Silva. Deu a declaração ao comentar do projeto da reforma tributária, emanáliseno Senado, durante evento em Goiânia (GO). Segundo ele, em qualquer proposta que o PT encaminhar o voto pelo sim, o ideal é ser contrário.
“Tudo que vem do PT você tem que desconfiar. Só tem incompetente e bandido. Você pode esperar o que dessa turma?”,indagou Bolsonaro duranteo 1º Congresso Nacional do Instituto Harpia Brasil,evento realizadoem Goiânia.
Aaprovaçãoda reforma tributária na Câmara foi motivo dedesgasteentre Bolsonaro eo governador de São Paulo,Tarcísio de Freitas(Republicanos). Ochefe do Executivo paulista declarou ser“95%” a favor do textoapresentado pelo governo Lula.
Assista à declaração de Bolsonaro (41s):
Evento em Goiânia
O evento em que Bolsonaro participou é uma iniciativa doex-deputadoMajor Vitor Hugo(PL-GO). Diversos políticos de direita participaram do congresso, como os deputadosGustavo Gayer(PL-GO),Bia Kicis(PL-DF),Luciano Zucco(Republicanos-RS).
Em seu discurso, Bolsonaro tambémafirmouque orelatórioda CPI do 8 de Janeiro apresentado pela relatoraEliziane Gama(PSD-MA)“é tão desqualificado quanto a senadora”.O ex-chefe do Executivo criticou a proximidade de Elizianecom o ministro da Justiça eSegurançaPública,Flávio Dino.
“Golpe? Desde quando assumi me acusavam de querer dar um golpe. Uma CPI cujo relatório é tão desqualificado quanto a senadora relatora daquela CPI, a serviço do ministro da Justiça”,afirmou Bolsonaro depois de criticar as prisões de extremistas pelos atos contra as sedes dos Três Poderes no 8 de Janeiro.
Elizianeapresentouo relatório da CPI em 17 de outubro de 2023. Pediu oindiciamento de Bolsonaro, do ex-ministro Braga Netto, do tenente-coronel Mauro Cid e de militares. No documento (PDF –íntegra– 25 MB), a relatora afirma que o8 de Janeiro foi“obra do bolsonarismo”e que os atos não foram“um movimento espontâneo ou desorganizado”.
Em resposta às declarações de Bolsonaro, Eliziane disse que o ex-chefe do Executivo foi“o pior presidente da história do Brasil”e que suaspalavras“não valem nada”.Segundo a senadora, Bolsonaro tentou liderar um golpe.
Foto: Lula acumula 1.150 presentes até agosto deste ano
Lula acumula 1.150 presentes até agosto deste ano
A Casa Civil não respeitou a Lei de Acesso à Informação ao não tornar públicas as agendas da primeira-dama no Palácio da Alvorada. A explicação dada foi que ela não tem uma função ou cargo público. No entanto, não foi esclarecido o motivo pelo qual Janja tem um escritório no Palácio do Planalto e está envolvida nas decisões do governo.
Além disso, os gastos de Janja em viagens internacionais também não são informados, sob a justificativa de que “não é possível individualizar os gastos”.
Os anfitriões costumam ser muito generosos durante as viagens presidenciais, e Lula recebeu um total de 1.150 presentes até agosto deste ano, o que é bastante impressionante.
As opções de presentes são diversas, contando com cachaça (é claro), broches (3), brincos, braceletes (2), colares (12), pulseiras (2) e relógios, provenientes de lugares como Finlândia e Emirados Árabes.
Além disso, a lista de presentes inclui uma quantidade significativa de objetos religiosos, como 13 terços e 12 imagens de devoção.
Até o café da manhã do presidente Lula com jornalistas em Brasília nesta sexta-feira (27), o time liderado por Fernando Haddad vinha comemorando pequenos avanços na agenda de reformas e se fortalecendo para batalhas seguintes no Congresso Nacional.
Segundo relatos feitos à CNN por fontes próximas à equipe econômica, o segundo semestre caminhava com aprovações importantes que podem garantir arrecadação maior ao governo federal em 2024.
Ao dizer que a meta fiscal no ano que vem não precisa ser zero e que não quer ser obrigado a fazer cortes bilionários, o presidente da República desarticulou a força-tarefa que vinha sendo tocada pelo ministro Fernando Haddad e seus auxiliares.
Uma fonte que acompanha trabalho do governo no Congresso disse à CNN que o compromisso assumido por Haddad foi ousado, mas por isso mesmo precisava ser defendido por todo governo para poder avançar.
Mais cedo, durante apresentação do resultado das contas do governo central, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, ponderou que nem tudo são flores para a agenda econômica.
Ceron citou a aprovação da desoneração da folha de pagamentos e a transferência bilionária feita a estados e municípios para compensar perdas de arrecadação como fator preocupante para o resultado primário da União. O secretário avaliou que a piora do cenário externo não muda a busca pelo déficit zero no ano que vem.
Depois do susto com as declarações do presidente, o clima entre membros da equipe de Haddad era de desânimo. Eles já estavam acostumados a receber fogo amigo de ministros e de lideranças do PT, mas contavam com apoio que Lula tinha dado à Haddad para decidir a meta fiscal, a meta de inflação, entre outros embates do ministro da economia.
Havia até um certo clima de alívio pelos resultados recentes da atividade econômica, do mercado de trabalho, da desinflação e da expectativa pela queda dos juros. Até o encontro de Lula com Roberto Campos Neto, presidente do BC, foi considerado uma vitória da gestão de Fernando Haddad.
A unidade na condução da agenda econômica contava com aprovação do mercado financeiro, que passou a dar mais credibilidade ao ministro.
Mesmo sem acreditar no cumprimento da meta fiscal e com a pressão por mais gastos públicos, executivos e economistas deram benefício da dúvida ao aval de Lula. A melhora dos ativos domésticos, com descolamento da volatilidade negativa do exterior, corroborava essa percepção.
Durante o café da manhã com jornalistas em Brasília, Lula acusou o mercado financeiro de ser “ganancioso demais” ao cobrar a meta fiscal do governo, sabendo que “ela não será cumprida”.
A reação do mercado foi imediata e intensa logo depois que as declarações do petista foram publicadas. Bolsa de valores caiu, dólar subiu e os juros futuros negociados na B3 dispararam em toda extensão da curva. Este último movimento é o mais preocupante porque reflete uma piora na percepção de risco sobre a condução da política monetária pelo Banco Central diante de um descontrole maior das contas públicas.
Lula mirou no mercado e acertou em Haddad
Para Carlos Kawall, sócio-fundador da Oriz Partners e ex-secretário do Tesouro Nacional, o presidente mira no mercado, mas acerta seu próprio ministro, enfraquecendo e isolando Fernando Haddad. O economista ressalta a diferença dos momentos de bravatas de Lula. No inicio do ano, quando o petista atacava o BC e a política fiscal, o mundo estava caminhando para a normalidade econômica.
“Não estamos mais no momento de falar bobagem. Agora tem uma crise lá fora, no início do ano, quando Lula fazia bravatas contra Campos Neto e o fiscal, não tínhamos esse quadro externo. O presidente acha que pode retomar uma retórica beligerante, mas o que vemos é que Lula atira no mercado e acerta em Haddad”, disse Kawall à CNN.
Para Matheus Pizzani, economista da CM Capital, mesmo com todo ruído provocado pelo presidente da República não se deve tirar atenção do que diz a equipe econômica de Fernando Haddad. “Eles que estão fazendo a gestão, colocando as coisas em prática. E é importante seguir colocando peso no que disserem os integrantes da equipe econômica”, disse.
Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral suspendeu os direitos políticos de Bolsonaro, por 8 anos – 22/06/2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Benedito Gonçalves, votou, nesta quinta-feira, 26, pela condenação de Jair Bolsonaro, em novas ações contra o ex-presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A sessão continuará na próxima semana, informou o TSE.
Acompanhou Gonçalves o ministro Floriano Marques, indicado pelo presidente Lula para compor o TSE. Por ora, Raul Araújo é o único magistrado da Corte a abrir divergência.
A senadora Soraya Thronicke em discurso no plenário do Senado | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Hoje, o TSE julgou ações que acusam Bolsonaro de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação, durante o 7 de Setembro.
Conforme noticiou Oeste, o TSE está analisando três ações: duas movidas pela senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS), eleita na esteira do bolsonarismo em 2018, e uma do PDT.
O que acontece se o TSE condenar Bolsonaro novamente
Se a Corte acolher os pedidos, Bolsonaro continuará inelegível, até 2030, em virtude de uma primeira condenação. O que há de novo, porém, é a possibilidade de pagamento de multa. Relator dos processos, Gonçalves estipulou R$ 425 mil.
Candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, o ex-ministro Braga Netto pode ter de desembolsar quase R$ 215 mil para pagar a possível penalidade.
Um levantamento realizado pela Paraná Pesquisas trouxe novas informações sobre a possível situação eleitoral para o Senado no estado do Paraná. Segundo a pesquisa estimulada, caso o senador Sérgio Moro seja cassado, a suplência não assumiria automaticamente, sendo necessária uma nova eleição para preencher a vaga deixada pelo senador. Nesse contexto, a pesquisa apresentou um nome surpreendente na liderança: Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente Bolsonaro.
A pesquisa foi realizada no Estado do Paraná, abrangendo 1556 eleitores, e ocorreu entre os dias 19 a 23 de outubro de 2023. Para garantir a representatividade da amostra, a pesquisa foi estratificada de acordo com gênero, faixa etária, grau de escolaridade e nível econômico dos eleitores. Foi utilizado o método de amostragem estratificada proporcional, considerando as 10 mesorregiões homogêneas do estado de acordo com o IBGE.
No cenário estimulado apresentado pela pesquisa, os eleitores foram questionados sobre sua intenção de voto caso as eleições para o Senado no Paraná ocorressem naquele momento. No primeiro cenário, Michelle Bolsonaro se destacou, obtendo 39,3% das intenções de voto. Em seguida, Alvaro Dias ficou com 26% dos votos, seguido por Gleisi Hoffmann com 16,5%.
No segundo cenário, Michelle Bolsonaro manteve a liderança com 44,3% das intenções de voto, enquanto Gleisi Hoffmann assumiu a segunda posição com 21,8% dos votos. Ricardo Barros e Sergio Sousa também foram citados na pesquisa, com 11,5% e 2,6% das intenções de voto, respectivamente.
A pesquisa mostrou que a possibilidade de uma nova eleição para o Senado no paraná, em caso de cassação do senador Sérgio Moro, traria um cenário político bastante disputado. Michelle Bolsonaro, mesmo sem experiência política prévia, obteve uma significativa vantagem sobre os outros possíveis candidatos.
Vale ressaltar que a pesquisa apresenta uma fotografia do momento atual e as intenções de voto podem mudar ao longo do processo eleitoral. Ainda assim, os resultados da pesquisa são uma importante ferramenta para analisar o cenário eleitoral e compreender as preferências dos eleitores no estado do Paraná.
É importante ressaltar que essa pesquisa é apenas um retrato do momento atual e que as intenções de voto podem mudar ao longo do tempo e com a proximidade das eleições. Ela serve como um indicativo das preferências dos eleitores paranaenses. As eleições para o Senado são de extrema importância, pois os senadores têm um papel fundamental na representação dos interesses do estado no Legislativo Federal.
“Neste primeiro ano, o governador Jerônimo Rodrigues só fez de concreto aumentar imposto na Bahia”, afirma o presidente estadual do PL, João Roma. “Na área cultural, vários eventos tradicionais foram cancelados. Agora o setor rural é prejudicado com a não realização da Fenagro”.
O ex-ministro da Cidadania critica a suspensão do maior evento agropecuário do Norte e Nordeste. “A expectativa era de que a Fenagro movimentasse mais de R$ 150 milhões em negócios. Em vez de incentivar o setor produtivo que representa 30% do PIB baiano, o governo do PT joga um balde de água fria”.
Para Roma, dessa forma o governador Jerônimo Rodrigues só empobrece a Bahia, que hoje já tem mais habitantes dependentes do Bolsa Família do que com carteira assinada. Na avaliação do líder do PL, o cancelamento da Fenagro atesta que não há uma política para dinamizar a economia e estimular a livre iniciativa do cidadão baiano.
“O governador Jerônimo iniciou sua gestão com aumento de imposto e agora já pensa em elevar ainda mais o ICMS, variando a alíquota para 19%. Será que ele nunca ouviu falar na curva de Laffer. Ela indica que o exagero na cobrança de tributos reduz em vez de aumentar a receita”, observa João Roma. “O PT quer condenar a Bahia ao atraso”.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) usou suas redes sociais, nesta quarta-feira (25), para criticar o governo Lula por uma questão que assola todo o país: a falta de segurança pública.
Apesar de seu partido compor a base do governo, o presidente nacional da legenda não poupou o chefe do Executivo e, por consequência, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.
Ciro declarou que a crescente onda de violência que acomete o Brasil “é a pandemia do Lula 3”, em referência ao terceiro mandato de Lula como presidente, que vigora desde janeiro deste ano.
– As pessoas sendo mortas e assaltadas em todas as cidades brasileiras em um caos causado pela falta de ação do governo federal, que ainda tenta despistar falando em 8 de janeiro. A Violência é a pandemia do Lula 3 – disparou o senador na rede social X, antigo Twitter.
Eleito defendendo as bandeiras da igualdade e diversidade, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já demitiu três mulheres do alto comando a fim de substitui-las por homens indicados pelo Centrão. A mais recente troca ocorreu nesta quarta-feira (25), quando o petista retirou Rita Serrano da liderança da Caixa Econômica para nomear Carlos Antônio Vieira Fernandes, apoiado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
Rita Serrano se junta às ex-ministras Daniela Carneiro, do Turismo, e Ana Moser, do Esporte. Carneiro deixou seu posto em julho para que o deputado federal Celso Sabino (União-PA) o ocupasse. Sabino também é contato próximo de Lira.
Já Ana Moser foi exonerada em setembro a fim de abrir espaço para o deputado federal André Fufuca (PP-MA), mais um dos pupilos de chefe da Câmara. A ideia da gestão Lula é fortalecer seu apoio Congresso.
Em nota oficial sobre a troca na presidência da Caixa, o governo disse que “Serrano cumpriu na sua gestão uma missão importante de recuperação da gestão e cultura interna” da instituição, e que Fernandes dará “continuidade” ao trabalho “na oferta de crédito na nossa economia e na execução de políticas públicas em diversas áreas sociais, culturais e esportivas”.
A primeira-dama, Janja Lula da Silva, participou nesta 4ª feira. (25.out.2023) da cerimônia de lançamento da iniciativa Brasil sem Misoginia, do Ministério das Mulheres. Disse ter ficado contente ao ver que empresas como Google e Facebook assinaram a proposta. Segundo ela, é no ambiente digital que ocorrem “as maiores violências”, quando se fala de ataque às mulheres. Por isso, afirmou que as empresas serão cobradas para que tais ataques sejam criminalizados e as contas sejam excluídas.
“Eu sei muito bem o que eu tenho sofrido nesses meses de governo, com os ataques nas redes sociais, com a exposição do meu corpo, com fotos falsas, com agressões. Então fico muito feliz que são duas mulheres que estão representando aqui o Google e o Facebook. E a gente vai cobrar vocês. A gente vai cobrar vocês para que esse ataques nas redes sociais sejam criminalizados e essas contas sejam excluídas”, disse.
Em discurso, Janja disse ainda que “queria estar fazendo outras coisas” em vez de estar incessantemente pedindo o fim da misoginia. Fez um apelo para que homens estejam ao lado das mulheres na luta contra a violência de gênero.
“Temos muitas outras coisas para fazer pelo governo, mas isso é importante e é por isso que a gente está aqui”, disse. “A gente quer que os homens estejam com a gente nessa caminhada, eles também precisam falar sobre isso. É impossível que hoje, no século 21, a gente ainda tenha que ficar falando sobre isso, tenha que olhar no rosto de um homem e dizer ‘cara, se toque. Não faça violência, não agrida. Não vai na rede social compartilhar foto que não é verdadeira de uma mulher’”.
Brasil sem Misoginia
Segundo o Ministério das Mulheres, Brasil Sem Misoginia é um projeto de mobilização com o objetivo de enfrentar todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres.
Órgãos, instituições, empresas públicas e privadas e organizações sociais podem aderir formalmente à iniciativa. Para este ano, a mobilização incentiva a produção de campanhas de informação e ações próprias durante os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, que começa em 20 de novembro.
O presidente estadual do PL, Joao Roma, diz que não passa de especulação o divulgado de que a oficialização do apoio ao prefeito Bruno Reis dependa da cessão de cargos titulares na secretarias municipais da Educação ou da Fazenda.
“Nos reunimos com o prefeito esta semana, apresentamos um estudo com propostas para dinamizar a economia de Salvador, que foi bem recebido. Admitimos até a sinalização de uma possível aliança no ano que vem. Mas nenhum martelo foi batido. Muito menos fazer barganha por secretarias”, ressalta Roma.
O ex-ministro da Cidadania estranha a prática da ficção na imprensa. “Sempre soube que o jornalismo trabalha com fatos, busca a verdade. Vale o que se vê e se comprova. Não o que se imagina. Querer influenciar a opinião pública com elocubrações não é uma boa prática de jornalismo”, assinala.