Diante de uma pequena audiência, após a debandada ostensiva de delegações do plenário, Benjamin Netanyahu encarou o mais difícil de seus 14 discursos já proferidos na ONU como premiê israelense. O ambiente de hostilidade e profundo isolamento mundial às ações de seu governo em Gaza não pareceu intimidá-lo.
Ao contrário, o primeiro-ministro traçou uma linha desafiadora aos aliados tradicionais que lhe deram as costas, ao reconhecerem em conjunto a Palestina como Estado, durante esta 80ª Assembleia-Geral da ONU, descartando com veemência esta solução.
“Os israelenses não cometerão suicídio nacional ao criar um Estado palestino. Não permitiremos que nos enfiem um Estado terrorista goela abaixo. É pura loucura, é insano e não faremos isso”, vaticinou. Exímio orador em inglês fluente, Netanyahu incrementou o tom dramático e apocalíptico de discursos anteriores à ONU e lançou mão dos corriqueiros recursos visuais, como gráficos e até um teste de múltipla escolha à audiência. Ostentou um vistoso broche na lapela com um QR Code que permitiria aos ouvintes obterem mais informações sobre o massacre do 7 de Outubro.
Apesar da resistência do Exército israelense, desta vez o premiê ordenou que sua mensagem à ONU fosse transmitida por alto-falantes em toda a Faixa de Gaza, para alcançar os 28 reféns que ainda estão vivos e também os combatentes do Hamas. A eles, vislumbrou a sua hipotética solução para o fim da guerra, somente após a devolução de todos os reféns.
“Se o Hamas concordar com nossas exigências, a guerra pode acabar agora mesmo. Gaza seria desmilitarizada. Israel manteria o controle de segurança. E uma autoridade civil pacífica seria estabelecida por moradores de Gaza e outros comprometidos com a paz com Israel.” O discurso de Netanyahu tinha um viés eleitoral destinado ao seu público interno, ressaltando as ações de seu governo para erradicar grupos terroristas e minar a ação do Irã durante o último ano. Mas ele dedicou também boa parte do tempo para mandar repetidas mensagens aos aliados ocidentais — líderes que, nas suas palavras, são fracos por cederem às pressões de “uma mídia tendenciosa, de grupos islâmicos radicais e de multidões antissemitas.”
“Dar um Estado palestino a uma milha de Israel é como dar um Estado à al-Qaeda ao lado de Nova York”. No cenário externo, Netanyahu parece estar pendurado apenas em Donald Trump, que elogiou por diversas vezes durante os 47 minutos em que esteve no pódio da ONU. Nesta segunda-feira, o premiê se encontrará pela quarta vez com o presidente americano desde o seu retorno à Casa Branca.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (25) novastarifas, que irão impactar parceiros comerciais do país. Uma taxa de 100% sobre produtos farmacêuticos, além de tarifas sobre caminhões pesados e alguns tipos de móveis passarão a valer em 1º de outubro.
Em uma das suas postagens na rede social Truth Social, Trump informou que aplicará uma tarifa de 100% sobre importações de produtos farmacêuticos de marca ou patenteados. Segundo ele, a taxa será aplicada, a menos que a empresa farmacêutica esteja construindo uma fábrica nos EUA.
Veja as novas tarifas que passarão a valer no próximo mês.
Os Estados Unidos vão impor uma tarifa de 100% sobre a importações de produtos farmacêuticos, de marca ou patenteados, com exceção de empresas farmacêuticas que estejam construindo uma fábrica nos EUA.
“Não haverá, portanto, nenhuma tarifa sobre esses produtos farmacêuticos se a construção já tiver começado”, informou Trump no Truth Social.
O anúncio da taxa, que passará a valer a partir de 1º de outubro, impactou as ações do setor farmacêutico ao redor do mundo.
Trump também anunciou que irá tarifar em 25% as importações de todos os caminhões pesados.
Segundo ele, os fabricantes nos EUA destes caminhões sofrem uma concorrência externa desleal.
Armário de cozinha, móveis de banheiro e estofados
Os EUA também irão aplicar uma tarifa de 50% sobre as importações de todos os armários de cozinha, móveis de banheiro e produtos associados a partir de 1º de outubro, segundo Trump. Além disso, os móveis estofados irão sofrer uma tarifa de 30%.
Segundo o republicano, o objetivo é proteger o processo de fabricação dos Estados Unidos, pois há uma “’inundação’ em larga escala desses produtos”.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou a advertência feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil durante o discurso na 80ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em publicação no X nesta terça-feira (23), a secretária de imprensa destacou o alerta de que o país sul-americano “falhará” caso opte por se afastar da potência norte-americana.
– Trump alerta que Brasil vai falhar sem a parceria com os EUA – escreveu, junto de uma imagem que mostra as bandeiras dos EUA e Brasil entrelaçadas em uma ilustração feita em um muro de tijolos.
A fala de Leavitt diz respeito ao momento do discurso de Trump em que ele insta o Brasil a se alinhar novamente aos EUA.
– No passado, o Brasil tarifou nosso país de uma forma muito injusta. E por causa dessas tarifas, nós pusemos tarifas de volta, e também como presidente, eu defendo a soberania e direitos de cidadãos americanos. Eu lamento dizer que o Brasil está indo mal, e que vai continuar indo mal. E eles só irão bem se trabalharem conosco. Sem a gente, eles vão falhar como outros falharam – afirmou o presidente norte-americano.
Em outro momento, Trump declarou que o Brasil “enfrenta tarifas massivas em resposta por seus esforços sem precedentes para interferir nos direitos e liberdades dos nossos cidadãos norte-americanos e outros”, aplicando “censura, repressão, corrupção judicial e perseguição a críticos políticos nos Estados Unidos”.
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Durante discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que teve uma breve conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que os dois concordaram em se reunir na próxima semana.
A declaração ocorreu no contexto em que Trump comentava as tarifas de 50% impostas ao Brasil e mencionou como um dos motivos a resposta ao processo judicial que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.
Trump defendeu o uso de tarifas como forma de “mecanismo de defesa”, ao alegar que, por muitos anos, os EUA foram alvo de práticas comerciais descontroladas. “Estamos aplicando tarifas para nos defender”, disse, reforçando que o Brasil só poderá se beneficiar economicamente quando “trabalhar conosco”.
Ao citar Lula diretamente, Trump destacou que a conversa entre os dois foi positiva e que ambos concordaram em aprofundar o diálogo.
Os ministérios da Defesa e dos Portos e Aeroportos do governo Lula (PT) deverão prestar esclarecimentos ao Congresso Nacional sobre a entrada em território brasileiro de uma aeronave militar dos Estados Unidos, que fez pousos em Porto Alegre (RS) e em Guarulhos (SP) nesta terça-feira (19). O pedido foi feito por três parlamentares do PSOL.
De acordo com o requerimento, assinado pelo deputado Glauber Braga (RJ) e pelas deputadas Fernanda Melchionna (RS) e Sâmia Bomfim (SP), a gestão federal deverá informar detalhes sobre a operação e a finalidade da missão. O avião em questão é um Boeing 757 utilizado pela Força Aérea dos EUA e que costuma transportar autoridades americanas, incluindo integrantes da Agência Central de Inteligência, a CIA.
Os parlamentares querem saber se o governo americano fez um pedido formal para a operação, quais termos foram estabelecidos, quem estava a bordo da aeronave e se houve desembarque de equipamentos ou carga. Também questionam se a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi comunicada previamente, se houve apresentação de plano de voo e se toda a documentação exigida pela legislação brasileira foi cumprida.
No requerimento, os deputados afirmam que a presença de um avião militar estrangeiro em solo brasileiro, sem informações claras e públicas sobre sua missão, “levanta preocupações relevantes que merecem ser sanadas”. Caso os ministérios optem por classificar algum dado como sigiloso, terão que justificar a decisão formalmente.
SOBRE O POUSO O Boeing C-32B, que é uma versão militar do Boeing 757-200, despertou curiosidade justamente pelo fato de não ter qualquer identificação e pela ausência de divulgação oficial de informações sobre o motivo de sua missão, pousou primeiramente em Porto Alegre (RS) e horas depois seguiu para Guarulhos (SP).
Segundo registros do site FlightRadar, o avião partiu de uma base aérea em Wrightstown, em Nova Jérsei, na última segunda (18), e seguiu para Tampa, na Flórida; depois para San Juan, em Porto Rico; e, de lá, voou até Porto Alegre, onde pousou por volta das 17h13 desta terça. A decolagem seguinte ocorreu às 20h03, com destino a Guarulhos, onde o avião chegou às 21h48 e permanecia até a manhã desta quarta (20).
A operação foi confirmada pelas concessionárias que administram os dois aeroportos brasileiros. Em nota, a Fraport, responsável pelo terminal gaúcho, confirmou o pouso e disse que a aeronave seguiu para Guarulhos. Já a GRU Airport, responsável pelo terminal da cidade paulista, reforçou que a chegada da aeronave contou com autorização do Ministério da Defesa do Brasil.
Fontes da Polícia Federal ouvidas pela CNN Brasil afirmaram que o avião transportava diplomatas norte-americanos destinados ao Consulado dos EUA em Porto Alegre. O Ministério da Defesa brasileiro também confirmou à emissora que a aeronave estava regular e que possuía plano de voo.
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O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, informou que mobilizará 4,5 milhões de milicianos armados como resposta aos Estados Unidos, que elevaram para 50 milhões de dólares (R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à captura do chavista e reforçaram a presença militar no Caribe e na América Latina.
– Vou ativar nesta semana um plano especial para garantir a cobertura, com mais de 4,5 milhões de milicianos, de todo o território nacional, milícias preparadas, ativadas e armadas – disse ele, em anúncio transmitido pela TV.
Criada pelo ex-líder venezuelano Hugo Cháves com o objetivo de “defender a nação”, a Milícia Bolivariana conta com 5 milhões de reservistas e é uma das cinco integrantes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB). No pronunciamento desta segunda-feira (18), Maduro prometeu expandir a milícia para várias áreas da sociedade.
– Seguirei avançando no plano de ativação das milícias camponesas e das milícias operárias, em todas as fábricas e centros de trabalho de todo o país. Nenhum império vai tocar a terra sagrada da Venezuela. (…) Fuzis e mísseis para a força camponesa! Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela. Mísseis e fuzis para a classe operária, para que defenda a nossa pátria! – adicionou Maduro, durante seu pronunciamento.
As falas do chavista ocorrem após os Estados Unidos endurecerem o cerco ao regime venezuelano. Além de aumentar a recompensa por Maduro – o valor fixado pelo ex-presidente Joe Biden era de 25 milhões de dólares (R$ 136 milhões) -, a administração Trump disse que o líder da Venezuela é um dos “maiores narcotraficantes do mundo” e representa uma ameaça à segurança nacional norte-americana.
O senador estadunidense, Bernie Moreno, por sua vez, previu que Maduro não estará no comando da Venezuela em dezembro.
– Não toleraremos um narcoterrorista que inflige danos aos Estados Unidos. Trataremos os terroristas como os EUA os trataram no passado. Não o vejo no cargo além do final deste ano – declarou no 10° Congresso Empresarial Colombiano.
Os EUA ainda decidiram deslocar mais de 4 mil fuzileiros navais e marinheiros para o mar do Caribe, além de um submarino de ataque com propulsão nuclear, destróieres, cruzador lança-mísseis e aeronaves de reconhecimento P-8 Poseidon. O objetivo, segundo o país, é fazer uma operação contra cartéis de drogas.
Presidente dos EUA disse que busca um pacto de paz duradouro
Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr
A concessão de territórios da Ucrânia para a Rússia é um dos pontos para encerrar a guerra entre os dois países, informou o jornal norte-americano The New York Times, na sexta-feira 15, depois da reunião entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, no Alasca.
A proposta, já comunicada a Volodymyr Zelensky, prevê que Kiev ceda as regiões de Donetsk e Lugansk à Rússia.
O conselho de Donald Trump a Zelensky
Trump, ao comentar o assunto à emissora Fox News, aconselhou Zelensky a aceitar a proposta ao justificar que “a Rússia é uma grande potência e os ucranianos, não”.
“Faça o acordo”, afirmou o republicano. “Você precisa fazer o acordo.”
O presidente dos EUA também disse que busca um pacto de paz duradouro e afastou a prioridade em um cessar-fogo imediato, posição que defendia anteriormente.
Reação internacional e detalhes da proposta russa
A União Europeia, em resposta à continuidade do conflito, informou neste sábado, 16, que vai reforçar as sanções econômicas contra Moscou. O objetivo é pressionar pela paz. O bloco reiterou que não aceita mudanças forçadas no território ucraniano.
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky | Foto: Reprodução/Flickr/The Pursuit Room
“Continuaremos a intensificar as sanções e medidas econômicas para pressionar a Rússia até que a paz seja alcançada”, diz o comunicado europeu. “As fronteiras internacionais não devem ser alteradas à força.”
De acordo com veículos de imprensa dos EUA, a oferta de Moscou inclui a retirada russa de outras áreas invadidas da Ucrânia, desde que Donetsk e Lugansk sejam incorporadas à Rússia.
As duas regiões formam o Donbass, fronteira com o sudoeste russo, tradicional foco de movimentos separatistas pró-Rússia. Putin já reivindicava o Donbass. Três dias antes do começo da invasão, em 2022, o líder da Rússia reconheceu oficialmente a independência dessas áreas.
A reunião bilateral entre os presidentes da Rússia e dos EUA
O encontro entre Putin e Trump, que se estendeu por três horas, terminou sem consenso para um cessar-fogo. Essa foi a primeira reunião bilateral entre os líderes desde 2018 e o primeiro diálogo de alto nível entre EUA e Rússia desde o começo do conflito, em fevereiro de 2022.
O presidente americano argumenta que as mudanças são parte de uma revisão mais ampla da presença do país em organismos internacionais
Foto: reprodução/CNN Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou as tratativas para retirar o país mais uma vez da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) — agência cultural e educacional da Organização das Nações Unidas (ONU) — em um movimento semelhante ao que fez em 2017, quando ocupava a Casa Branca pela primeira vez. As informações são de dois diplomatas europeus ouvidos pela agência britânica Reuters.
Segundo matéria do InfoMoney, o jornal americano The New York Times também confirmou a retirada do país, com respaldo de um representante do governo americano. A Casa Branca, no entanto, não comentou – ou confirmou – a decisão até o momento.
Esta não é a primeira vez que Trump retira os EUA da Unesco. Em seu primeiro mandato, o republicano anunciou a saída do país alegando que a agência mantinha uma agenda antiamericana e possuía problemas de gestão financeira. Na época, o país contribuía com cerca de 20% do orçamento da organização. Após o retorno a Unesco em 2023, durante o governo de Joe Biden, a participação americana passou a representar cerca de 8% do financiamento da entidade.
Além da Unesco, Trump já retirou os Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e anunciou um corte de financiamento à agência da ONU para refugiados palestinos (UNRWA). O presidente americano argumenta que as mudanças são parte de uma revisão mais ampla da presença do país em organismos internacionais. O resultado dessa avaliação está previsto para agosto.
Trump também não é o primeiro presidente americano a retirar o país da agência. Em 1984, o então presidente Ronald Reagen retirou os EUA da Unesco pela primeira vez. A decisão só seria revertida em 2003, quando o país era comandado pelo presidente George W. Bush. A atual decisão marca, então, o terceiro desligamento do país da agência.
Criada após a Segunda Guerra Mundial com o objetivo de promover a paz por meio da cooperação internacional nas áreas de educação, ciência e cultura, a Unesco tem sede em Paris e é mais conhecida por sua atribuição do título de Patrimônio Mundial para locais, monumentos, prédios, entre outros.
Aliados de Bolsonaro foram informados das medidas, que serão anunciadas a partir da segunda-feira 21
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante a cerimônia de posse do enviado especial Steve Witkoff, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC – 6/5/2025 | Foto: Kent Nishimura/Reuters
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro receberam sinalização do Departamento de Estado dos Estados Unidos de que novas sanções ao Brasil devem ser anunciadas depois do dia 21, informou o jornal Folha de S.Paulo.
A revogação dos vistos de entrada para o ministro Alexandre de Moraes e outros magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo as autoridades americanas, representa apenas a primeira etapa das medidas planejadas.
“O Brasil terá uma longa semana a partir do dia 21”, afirmou um integrante do governo americano, segundo a Folha.
O presidente Donald Trump declarou que “todas as opções estão na mesa” e avaliou a decisão de Moraes, que autorizou uma ação contra Bolsonaro na sexta-feira 18, como sendo comparável a uma declaração de guerra contra ele e os Estados Unidos.
As sanções em análise pelos Estados Unidos
Entre as sanções em análise, constam o aumento de tarifas de 50% para 100% e medidas punitivas em concordância com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Além disso, Moraes e outros ministros do STF podem ser enquadrados na Lei Magnitsky, que impede operações financeiras e prevê outras restrições.
Trump critica operação contra Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro, durante jugamento no STF – 10/6/2025 | Foto: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo
Na sexta-feira 18, Donald Trump, por meio da equipe de comunicação da Casa Branca, criticou a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra Jair Bolsonaro.
“O presidente Trump acredita que Bolsonaro e seus apoiadores estão sob ataque de um sistema judicial armado”, afirmou a Casa Branca, em nota enviada pela vice-secretária de imprensa Anna Kelly à emissora CNN. “Esta é uma caça às bruxas que não deveria estar acontecendo.”
Na ocasião, agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados a Bolsonaro. A operação ocorreu a partir da determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Empresário que fez parte do governo disse que o America Party foi criado na tentativa de “resgatar a liberdade”
Elon Musk deixou governo de Donald Trump | Foto: Clauber Cléber Caetano/PR
Elon Musk anunciou neste sábado, 5, por meio de sua conta na rede social X, a criação de um novo partido político nos Estados Unidos (EUA): o America Party (Partido América).
A decisão veio depois de enquete publicada pelo empresário na sexta-feira 4, feriado da independência norte-americana, conforme informa a Reuters.
Na pesquisa, Musk perguntou aos seguidores se eles apoiavam a fundação de uma nova sigla. A maioria respondeu afirmativamente, 65% votaram pelo sim.
“Hoje, o Partido América é formado para devolver a vocês a liberdade”, escreveu o Musk. Em outra postagem, ele declarou: “Por uma margem de dois para um, vocês pediram um novo partido e vão tê-lo.”
A iniciativa surge depois de o ex-presidente Donald Trump sancionar, na sexta-feira, uma lei que reduz impostos, mas amplia os gastos públicos, o que aumentará a dívida.
A medida foi duramente criticada por Musk, que já havia sinalizado a intenção de investir recursos contra parlamentares que apoiassem o pacote.
Musk quer o protagonismo
Embora tenha doado centenas de milhões de dólares à campanha de reeleição de Trump e chefiado o Departamento de Eficiência de Governamental durante sua gestão, Musk rompeu com o ex-presidente. O estopim foi o projeto sancionado. Ele o considerou um retrocesso nas contas públicas.
Em reação, Trump ameaçou cortar os bilhões de dólares em subsídios federais que beneficiam empresas de Musk, como a Tesla e a SpaceX. A disputa pública entre os dois passou a preocupar lideranças do Partido Republicano, que temem prejuízos nas eleições legislativas de 2026.
A fundação do novo partido, batizado por Musk como uma tentativa de “resgatar a liberdade”, marca mais um afastamento dele em relação ao que chama de núcleo político tradicional dos EUA. E reforça sua intenção de buscar o protagonismo na reorganização da direita norte-americana.