Darrell Issa protocolou um projeto de lei para proibir a entrada nos Estados Unidos de juízes que censuram
O deputado norte-americano Darrell Issa afirmou que os Estados Unidos se esforçam para exportar a liberdade de expressão há mais de 200 anos | Foto: Reprodução/X/@RonDeSNews
O deputado norte-americano Darrell Issa mandou um recado aos juízes que censuram cidadãos de seus países nas redes sociais. Em postagem no X, nesta quarta-feira, 26, o parlamentar afirmou que se algum desses magistrados censurar um cidadão norte-americano, não será bem-vindo nos EUA.
Nesta quarta-feira, a Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes dos EUA (equivalente à Comissão de Constituição e Justiça do Brasil) aprovou um projeto do deputado Darrell Issa.
Batizada de No Censors on Our Shores Act (Sem Censores em Nosso Território), a proposta visa a proibir a entrada ou permitir a deportação de autoridades estrangeiras acusadas de censurar cidadãos norte-americanos. Caso sancionada, a nova legislação poderá afetar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em discurso na Câmara dos Representantes, Darrell Issa afirmou que os EUA se unem quando algum país escolhe censurar um cidadão norte-americano.
De acordo com o deputado, seu país se esforça para exportar a liberdade de expressão há mais de 200 anos. No entanto, segundo Darrell Issa, é difícil acreditar que os EUA podem regredir nesse sentido.
Dos EUA, Darrell Issa citou o Brasil
O deputado também citou o Brasil. Issa afirmou que o X foi “sistematicamente censurado” em território brasileiro. Isso significa, segundo Darrell Issa, que a liberdade de expressão defendida pelos EUA está sendo cerceada.
“O meu projeto de lei procura dizer: vá em frente, ignore a Primeira Emenda em seu próprio país”, disse Darrell Issa. “É seu direito. Mas, se você derrubar o X, não espere viajar para os EUA. Não espere isso se, de fato, você é o autor da extinção da liberdade de expressão.”
Presidente dos EUA alerta que taxas atingirão todos os setores
Trump discursa, depois de uma reunião com republicanos no Congresso, no edifício do Capitólio dos EUA, em Washington – 8/1/2025 | Foto: Jeenah Moon/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a União Europeia e ameaçou impor tarifas de 25% sobre as importações do bloco. Segundo ele, a UE “foi criada para prejudicar os EUA”.
As declarações foram feitas durante a primeira reunião de gabinete do segundo mandato de Trump nesta quarta-feira, 26. “Tomamos uma decisão e anunciaremos muito em breve”, disse o presidente quando perguntado sobre seus planos para as tarifas à UE.
“Será de 25%, de modo geral, e isso se aplicará a carros e a todos os outros produtos”, disse o presidente. Os comentários de Trump elevam o risco de uma guerra comercial entre EUA e Europa, o que poderia impactar ambas as economias e afetar as relações diplomáticas entre elas.
A investida de Trump contra a UE ocorre apenas dois dias depois de sua reunião com Emmanuel Macron, presidente da França, na Casa Branca. A pauta do encontro incluía discussões sobre comércio internacional e negociações pela paz na Ucrânia.
“Eles realmente se aproveitaram de nós de uma maneira diferente”, disse Trump, que não detalhou as tarifas que pretende implementar. “Eles não aceitam nossos carros, eles não aceitam essencialmente nossos produtos agrícolas, eles usam todos os tipos de razões para não aceitar.”
“Vamos ser honestos, a União Europeia foi criada para prejudicar os Estados Unidos, esse é o propósito dela e eles fizeram um bom trabalho nisso”, acusou.
Desde que reassumiu a Presidência, Trump impôs uma tarifa adicional de 10% sobre todas as importações da China, sob a alegação de que o país asiático falhou em conter — e até mesmo contribui para — o tráfico de fentanil.
Trump também se prepara para implementar tarifas de 25% sobre Canadá e México. Segundo o presidente norte-americano, as taxas contra os países vizinhos entrarão em vigor a partir do dia 2 de abril.
Madeira e produtos florestais devem enfrentar tarifas de Trump
Em conversa com jornalistas nesta semana, Trump revelou a inclusão de madeira e produtos florestais na lista de itens que enfrentarão taxas de importação. Segundo ele, a porcentagem prevista é de 25%.
Essas tarifas se somam às já planejadas para carros importados, semicondutores, chips e produtos farmacêuticos. A ideia de Trump é dar tempo para que os produtores instalem suas fábricas nos EUA, a fim de que evitem as tarifas.
O presidente já havia emitido uma ordem executiva para que atletas transexuais, transicionados do sexo masculino para o feminino
Foto: White House Archived
Por determinação do presidente Donald Trump, o Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou, nesta segunda-feira (24), que autoridades dos consulados neguem entrada de atletas transexuais que tentam entrar nos EUA para atividades esportivas.
A decisão de Trump determina ainda que os consulados emitam proibições permanentes de visto para aqueles que tentam “deturpar” o sexo de nascimento nas solicitações de vistos americanos.
Os agentes responsáveis pela permissão do visto devem aplicar a seção 212(a)(6)(C)(i) da Lei de Imigração e Nacionalidade, no que diz que a “barreira permanente de fraude” contra o requerente de pessoas trans. “Nos casos em que os requerentes são suspeitos de deturpar o propósito da viagem ou sexo, você deve considerar se essa deturpação é material a ponto de apoiar uma conclusão de inelegibilidade”, explicou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Trump também ordenou que Rúbio dissesse ao Comitê Olímpico Internacional que a república americana não ficará parada “assistindo homens espancarem e agredirem atletas femininas”.
O presidente já havia emitido uma ordem executiva para que atletas transexuais, transicionados do sexo masculino para o feminino, fossem proibidos de competir em esportes para mulheres. A ordem dada a Kristi Noem, secretária de segurança interna, é negar visto a “homens tentando entrar fraudulentamente nos Estados Unidos enquanto se identificam como atletas mulheres”, para as Olimpíadas de 2028 de Los Angeles.
O partido AfD, liderado por Alice Weidel, que ficou em segundo lugar
Friedrich Merz Foto: EFE/EPA/ANDREAS GORA / POOL
Neste domingo (23), após os resultados da pesquisa de boca de urna, o candidato Friedrich Merz, da União Democrática Cristã (CDU), partido conservador tradicional, se declarou vencedor das eleições legislativas da Alemanha. Segundo a boca de urna, a legenda teve 29% dos votos, seguida pelo partido também de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), liderado por Alice Weidel, que ficou com 19,5%. É o melhor resultado para a direita alemã desde a Segunda Guerra Mundial. O Partido Social-Democrata (SPD), do atual chanceler Olaf Scholz, ficou em terceiro lugar, com 16%.
Tradicionalmente, o candidato do partido que obtém o maior número de votos se torna o novo chanceler, mas essa definição só ocorrerá após as negociações para a formação de uma coalizão, que devem acontecer nas próximas semanas. Após os resultados das eleições, os principais partidos tentarão formar uma aliança estável para governar, já que é difícil que um partido consiga 50% dos votos, o que garantiria o controle do Bundestag.
Todos os grandes partidos do sistema político da Alemanha se recusaram a trabalhar com o AfD, uma estratégia criada desde o fim da 2ª Guerra para impedir o retorno de extremistas ao poder após a derrota do nazismo.
Merz, vencedor pela boca de urna e que se autodenomina um conservador social e liberal econômico, levou os democratas-cristãos mais para a direita, principalmente em relação à imigração, desde que sucedeu a ex-chanceler Angela Merkel como líder do partido em 2021. Merkel criticou abertamente Merz no mês passado por ter contado com o apoio da direita para aprovar uma moção não vinculante sobre migração no parlamento.
Merz deve ter um caminho difícil para formar um governo na Alemanha, mas prometeu iniciar rapidamente as conversas com o intuito de restaurar a liderança alemã na Europa.
– O mundo exterior não está esperando por nós – disse ele aos apoiadores.
– E também não está à espera de longas conversas e negociações de coligação. Agora devemos ser capazes de agir rapidamente novamente para que possamos fazer a coisa certa.
O chanceler Olaf Scholz também reconheceu a derrota de seu partido em um discurso na sede da legenda.
– É um sentimento amargo – discursou Scholz diante de uma multidão.
COALIZÃO É incerto se Merz terá maioria para formar uma coalizão com o partido de Scholz ou se precisará de um terceiro partido para formar governo. O líder conservador disse que “o mais importante é restabelecer um governo viável na Alemanha o mais rápido possível”.
– Estou ciente da responsabilidade – disse Merz.
– Também estou ciente da escala da tarefa que temos pela frente. Abordo isso com o maior respeito e sei que não será fácil.
A líder do AfD, Alice Weidel, afirmou que a legenda está “aberta a negociações de coligação” com o partido de Merz. Mas o líder do CDU não deseja formar uma coalizão com a AfD.
TRUMP PARABENIZA MERZ O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou o resultado da União Democrática Cristã (CDU), o partido conservador tradicional. O republicano apontou que este domingo, 23, é “um grande dia para a Alemanha e para os Estados Unidos”.
– Assim como nos Estados Unidos, as pessoas na Alemanha se cansaram da agenda sem bom senso, especialmente em energia e imigração, que permaneceu por tantos anos – disse Trump em uma publicação escrita em maiúsculas em sua plataforma Truth Social.
Professor relata para Oeste pontos que unem os dois conflitos e que podem transformar o cenário com o fim do apoio norte-americano ao governo ucraniano
Donald Trump afirmou que negocia o fim da guerra na Ucrânia | Foto: RS/Fotos Públicas
A aliança entre Rússia e Irã no Oriente Médio é um fator determinante que entrelaça a Guerra da Ucrânia aos combates entre Israel e grupos terroristas na região. Ambas as guerras reverberam implicações geopolíticas significativas entre si.
O bloco de interesses, afinal, envolve, de um lado, os da Rússia na busca de aliados e, de outro, os dos Estados Unidos (EUA). Ambos construíram eixos de apoio que vão desde a região do Dnipro, na Ucrânia, a Rafah, em Gaza.
“Oriente Médio e Ucrânia mostram claramente como conflitos possuem múltiplos interesses e níveis de ação acontecendo simultaneamente”, afirma a Oeste Mário Machado da Silva filho, professor e consultor em Relações Internacionais do Instituto Monitor da Democracia.
Principalmente a partir da Guerra Civil do Líbano (1975-1990) a Rússia fortaleceu aliança com a Síria, a fim de ampliar sua influência na região.
Com o início da Guerra da Síria (2011), a Rússia penetrou com ênfase no país e, com tropas, ajudou a sustentar por mais de 13 anos o regime do ditador Bashar al-Assad.
A Síria abriga a base naval de Tartus, a única instalação militar russa no Mar Mediterrâneo. Tal base é estratégica para a Rússia, ao fornecer acesso ao Mediterrâneo e servir como ponto de apoio para operações navais e projeção de poder na região.
No auge também de ataques terroristas em território sírio (durante a Guerra Síria), o Estado Islâmico e outras facções poderiam municiar insurgências na Chechênia, que luta pela independência em relação à Rússia. O governo russo, com isso, viu mais um motivo para intervir na Síria e combater tais grupos terroristas.
Ao apoiar o governo de Assad, Moscou buscava eliminar essas ameaças que poderiam afetar a segurança nacional russa e a estabilidade regional. Esta postura levou o governo russo a se aproximar do Irã, em função também da presença iraniana na região.
“Pode-se observar o jogo das grandes potenciais EUA e Organização Tratado Atlântico Norte (Otan) buscando conter e dificultar a ação Russa e ao mesmo tempo uma estratégia russa de oferecer assistência e suporte a atores que trabalham para dificultar interesses dos EUA e seus aliados europeus”, observa Silva Filho.
O país persa, para garantir um mínimo de suporte em sua luta pela influência na região, passou, em troca, a ajudar a Rússia na guerra contra a Ucrânia, na outra ponta desta aliança. O Irã teria fornecido 200 ou mais mísseis balísticos de curto alcance para a Rússia, de acordo com a mídia internacional.
O Irã também, ao mesmo tempo, ajudava na manutenção do governo de Assad, com o objetivo de se colocar próximo à fronteira com Israel. Além disso, armou o grupo terrorista Hezbollah para atuar no Líbano como um de seus representantes.
A preocupação dos EUA era justamente a de evitar que a influência destes países opositores prevaleçam.
Desta maneira, mantêm alianças com Israel, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, para não se enfraquecer na região. Ao entrar na guerra síria, buscou também combater grupos terroristas locais.
Mas, sobretudo, a presença dos EUA na Síria permitiria influenciar o equilíbrio de poder, especialmente em relação a Rússia e Irã.
O apoio à Ucrânia, portanto, se tornou, talvez por acaso, uma maneira de minar as forças da Rússia e provocar o enfraquecimento de seus aliados em outras regiões como o Oriente Médio.
Isso acabou ocorrendo de fato, com a ausência de ajuda da Rússia, sobrecarregada em sua frente local, na proteção do governo de Assad na Síria.
Com o Irã também enfraquecido, devido às respostas de Israel aos seus ataques de 2024, os rebeldes sírios derrubaram a ditadura em 8 de dezembro último.
Desgaste russo na Ucrânia
Com a chegada de Donald Trump ao poder nos EUA, a ideia é justamente desfazer este laço. Trump não quer mais dar apoio à Ucrânia, abrindo o caminho para uma solução satisfatória para a Rússia.
Na campanha à presidência, Trump criticou os fundos norte-americanos direcionados à resistência da Ucrânia. Na última quarta-feira 12, depois de conversar com Putin por telefone, anunciou negociações para o fim da guerra. E garantiu que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky não ficará de fora das conversas.
“A resistência ucraniana alimentada pelo apoio financeiro e de materiais vindos da Europa e EUA tem se mostrado um desafio logístico para a Rússia, fazendo que esse país se valha de materiais bélicos iranianos e da Coreia do Norte”, diz o professor.
Laços fortes no Oriente Médio, porém, parecem não ser a prioridade atual dos russos. Prova disso foi o abandono da defesa de Assad na Síria. E uma postura neutra diante das ameaças de Trump, que já acelerou a libertação de reféns em Gaza, ao grupo terrorista Hamas.
A presença de Trump, em uma relação pragmática com o presidente Vladimir Putin, é bem-vinda para o governo russo neste momento.
Se o conflito com a Ucrânia acabar, de um lado, a Rússia ficaria mais livre para atuar no Oriente Médio. No entanto, a obrigaria a repensar suas ambições. Mais comprometida com os EUA, pensaria duas vezes em desfazer este equilíbrio, para evitar que um novo conflito com a Ucrânia volte a desgastá-la militarmente. Pelo menos neste momento.
A ordem de reter o dinheiro para essas instituições de ensino cumpre uma promessa de campanha do republicano
Trump dizia com frequência que ‘não daria um centavo a qualquer escola que tenha obrigatoriedade de vacinação’ | Foto: Divulgação/RS/Via Fotos Públicas
As escolas e universidades norte-americanas que exigem a vacinação contra covid-19 correm o risco de perder financiamento do governo federal. É o que indica o decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira, 14.
A ordem de reter o dinheiro para essas instituições de ensino cumpre uma promessa de campanha do republicano, mas seu impacto tende a ter limitações. Nenhum Estado norte-americano obriga a vacinação contra o coronavírus para os alunos do ensino fundamento e médio.
Entre as universidades, apenas 15 ainda exigiam a imunização até o fim do ano passado, de acordo com o grupo ativista No College Mandates.
O decreto orienta o Departamento de Educação e o Departamento de Saúde a criar um plano para acabar com a obrigatoriedade da vacinação contra a covid. Não está claro, contudo, quais fundos serviriam como alavanca para isso, pois a maior parte do financiamento federal para educação é o Congresso dos EUA quem determina.
A ordem de Trump mira especificamente as vacinas contra a covid, que foram exigidas em alguns distritos, especialmente os mais “progressistas”, para estudantes que participassem de esportes ou para visitantes, incluindo pais.
A decisão não atinge as políticas estaduais que obrigam a vacinação das crianças em idade escolar contra outras doenças, como sarampo, caxumba, poliomielite, tétano, coqueluche e catapora. Essas exigências não se aplicam às crianças que, por razões médicas, não podem receber imunização.
Trump dá guinada em posição sobre vacinas contra covid
Donald Trump voltou a ser o presidente dos EUA no dia 20 de janeiro de 2025 | Foto: Reprodução/X
O decreto, embora tenha impacto limitado, reflete a guinada de Donald Trump na posição sobre as vacinas contra a covid. O republicano, que presidia os Estados Unidos no começo da pandemia, defendeu os imunizantes, contrariando os mais radicais da própria base.
Já na campanha para voltar à Casa Branca, Trump dizia com frequência que “não daria um centavo a qualquer escola que tenha obrigatoriedade de vacinação”.
Logo depois de assumir a Presidência dos EUA, o republicano anunciou que reintegraria cerca de 8 mil soldados dispensados por se recusarem a tomar a vacina contra a covid.
Para chefiar o Departamento de Saúde do segundo governo, Donald Trump escolheu Robert F. Kennedy. O Senado norte-americano aprovou a nomeação, mas com a promessa de que ele não iria interferir nas políticas de vacinação.
Revista Oeste, com informações da Agência Estado e de agências internacionais de notícias
O BRICS passou a ter dez membros plenos, com a inclusão de Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos
Foto: White House Archived
Em declaração dada nesta quinta-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os países do BRICS podem ser alvo de tarifas de 100% dos EUA caso avancem em iniciativas para reduzir a dependência do dólar.
“Se alguma negociação for concretizada, será uma tarifa de 100%, pelo menos”, afirmou ele ao ser questionado sobre os planos do bloco — que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — de estabelecer uma moeda própria.
O BRICS passou a ter dez membros plenos, com a inclusão de Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos. O grupo avalia a chamada desdolarização, que busca reduzir a influência da moeda norte-americana nas transações internacionais.
Os países argumentam que a padronização do uso do dólar dá aos EUA um poder excessivo sobre negócios globais, mesmo quando não são parte direta das negociações. Durante a Cúpula do BRICS realizada este ano em Kazan, na Rússia, a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff, criticou o que chamou de “uso do dólar como arma”.
Sem evidências e em tom conspiracionista, declaração de bilionário e assessor do governo Trump foi feita na rede social X
Foto: X/@elonmusk
Elon Musk, dono da Tesla e SpaceX e assessor do governo de Donald Trump, do presidente dos Estados Unidos, acusou o governo Joe Biden de financiar a vitória de Lula contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022. Ele fez a publicação em sua conta no X, rede social da qual é o maior acionista. Segundo o jornal O Globo, o post foi uma resposta ao senador republicano Mike Lee (Utah), que se reuniu nesta quarta-feira (13) com o deputado federal brasileiro Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
“Se o governo dos EUA tivesse financiado a derrota de Bolsonaro por Lula, isso te incomodaria? Eu ficaria lívido. Quem está comigo nessa?”, publicou Lee em seu perfil pessoal em resposta a uma página argentina de direita bloqueada pela Justiça brasileira que reproduziu, sem evidências, a informação de que Biden financiou a “fraude eleitoral contra Bolsonaro no Brasil a partir da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAid), em referência à agência americana de ajuda estrangeira na mira de Trump e Musk.
Musk então respondeu o senador: “Bem, o ‘deep state’ dos EUA fez exatamente isso”, em referência à expressão “Estado profundo”, comumente usada entre conspiracionistas para se referir à existência de um braço paralelo do governo americano que operaria à revelia dos governantes eleitos.
O posicionamento de Elon Musk, que chefia o Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês), ocorre dois dias após Eduardo Bolsonaro aterrissar em Washington D.C. para se reunir com congressistas aliados de Trump, incluindo Lee, em busca de informações que corroborem a narrativa bolsonarista de que os EUA interviram a favor de Lula em 2022.
Parceria dos EUA com Ibama era voltada para prevenir incêndios florestais
Donald Trump, presidente dos EUA Foto: EFE/EPA/Melina Mara / POOL
O governo dos Estados Unidos suspendeu uma parceria com o Brasil para a prevenção de incêndios florestais. A medida foi tomada após o decreto assinado pelo presidente americano Donald Trump suspender as atividades de assistência internacional.
O Serviço Florestal dos Estados Unidos executava no Brasil o Programa de Manejo Florestal e Prevenção de Incêndios para treinamento de brigadistas. A iniciativa era financiada pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), que tem sido alvo de uma ofensiva de Trump pelo seu fechamento.
Na última sexta-feira (7), um juiz federal bloqueou a tentativa de Donald Trump de desmantelar a Usaid. O presidente americano acusou a agência de corrupção e fraude. E escreveu “Feche isso” em suas redes sociais.
– O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) esclarece que recebeu email informando que, devido a um decreto federal, nesse período de transição do governo dos EUA, as atividades de assistência internacional estariam suspensas por 90 dias – afirmou o Ibama, em nota.
Diante da interrupção da cooperação internacional, as atividades estão sendo reprogramadas pelo Ibama, pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), outro órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, pela Funai, vinculada à pasta dos Povos Originários. Os órgãos brasileiros farão uma análise para definir se manterão as reuniões previstas mesmo sem participação dos Estados Unidos ou se elas serão remarcadas.
O Ibama destaca que não há prejuízo direto na interrupção do programa, uma vez que as ações de prevenção e combate a incêndios são realizadas com recursos do orçamento da União, sem dependência de fontes externas.
– A paralisação das atividades da Usaid não gera impacto direto no combate aos incêndios florestais no Brasil. O prejuízo envolve aspectos técnicos, em virtude da interrupção de algumas ações que poderiam contribuir para a reestruturação das instituições brasileiras, particularmente em termos de capacitação de profissionais – explica o Ibama.
A prevenção e o combate aos incêndios florestais é um dos principais desafios do governo brasileiro. Desde que assumiu, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem acumulado problemas nas respostas à crise das queimadas no Brasil. O número de focos em 2024 aumentou 146,4% em comparação com o ano anterior – a Amazônia registrou recorde no número de focos de fogo. Apesar da seca recorde e das mudanças climáticas, que intensificaram o quadro, especialistas apontaram na época que o governo falhou na prevenção.
Presidente dos EUA disse ter bom relacionamento com Kim Jong-un
Encontro entre Donald Trump e Kim Jong-un, em 2019 Foto: EFE/ARCHIVO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (7) sua intenção de construir “relações” com a Coreia do Norte e o líder do país asiático, Kim Jong-un, com quem já teve um bom relacionamento durante seu primeiro mandato.
– Teremos relações com a Coreia do Norte e com Kim Jong-un. Eu me dei muito bem com ele. Acho que evitei uma guerra – disse Trump em uma entrevista coletiva na Casa Branca ao lado do primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba.
O republicano disse que se dá bem com Kim.
– Acho que é uma grande vantagem para todos o fato de eu ter me dado bem com ele. Eu gosto dele, quero dizer, eu me dou bem com ele, ele se dá bem comigo. E isso é uma coisa boa, não é uma coisa ruim – acrescentou Trump, citando o primeiro período em que governou os EUA (entre 2017 e 2021), no qual teve reuniões com Kim.
Ele também garantiu que “o Japão gosta da ideia, porque a relação não é muito boa” com Kim Jong-un, e os Estados Unidos poderiam mediá-la.
– Acho que isso é um tremendo trunfo para o mundo, não apenas para os Estados Unidos – acrescentou.
Por sua vez, o primeiro-ministro japonês respondeu que o relacionamento entre Washington e Pyongyang deve ser “determinado pelos Estados Unidos” e que isso não é algo que o Japão “pediria” a Trump para fazer.
Ishiba acrescentou que as reuniões de Trump com Kim Jong-un no Vietnã e em Singapura foram “muito positivas”. Ele também destacou que “seria ótimo” se Trump pudesse “avançar na resolução dos problemas com a Coreia do Norte”, incluindo a desnuclearização.
Durante seu primeiro mandato, Trump seguiu uma estratégia de aproximação com o ditador norte-coreano, com quem disse ter trocado “cartas de amor”. Os dois tiveram três encontros históricos entre 2018 e 2019 – em Singapura, Vietnã e na Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias.
No entanto, as negociações foram paralisadas e não resultaram em um progresso significativo na desnuclearização da Coreia do Norte.