Fala ocorre depois de países da União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido e Canadá aumentarem sanções contra o país

Nicolás Maduro assumiu um novo mandato na Venezuela | Foto: Fausto Torrealba/Reuters
Nicolás Maduro assumiu um novo mandato na Venezuela | Foto: Fausto Torrealba/Reuters

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que o país está se preparando, com Cuba e com a Nicarágua, para “pegar em armas” para se defender. A declaração foi dada no último sábado, 11, um dia depois de o político tomar posse para o seu terceiro mandato

Em discurso no encerramento do Festival Mundial Antifascista, em Caracas, o ditador venezuelano afirmou que é preciso ter capacidade de “derrotar pacificamente o “fascismo”, mas, “se for o caso”, poder “enfrentá-lo com armas na mão e a luta armada legítima da humanidade”.

“A Venezuela vai se preparando junto com Cuba, com a Nicarágua, com nossos irmãos maiores do mundo, para se um dia tivermos que pegar em armas para defender o direito à paz, à soberania e os direitos históricos de nossa pátria”, afirmou Maduro. “Batalhar na luta armada e voltar a ganhar.”

A fala ocorre depois que países da União Europeia, Estados Unidos, Reino Unido e Canadá ampliaram as sanções contra a Venezuela. Além disso, o ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pediu uma intervenção militar internacional, “preferencialmente apoiada pela Organização das Nações Unidas”, para tirar o regime do poder e organizar eleições livres.

General do regime de Maduro diz que “pátria se defende”

Na última sexta-feira, 10, pouco antes da posse de Maduro, o comandante estratégico operativo das Forças Armadas da Venezuela, general Domingo Hernández Larez, postou um vídeo nas redes sociais em que aponta mísseis para o céu. Ele afirmou que “a pátria se defende”.

O país também fechou as fronteiras e o espaço aéreo depois de o líder da oposição, Edmundo González, afirmar que iria ao país para tomar posse.

Atas publicadas pela oposição revelam que o ex-candidato teria ganhado as eleições presidenciais de julho. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país, alinhado ao chavismo, atribuiu a vitória a Maduro.

Informações Revista Oeste


Integrante do Partido Republicano norte-americano vai reassumir o comando da Casa Branca no dia 20 de janeiro

Trump
Donald Trump deve adotar medidas para reforçar as fronteiras dos EUA | Foto: Cheney Orr/Reuters 

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, está preparando mais de cem ordens executivas a partir do primeiro dia na Casa Branca, em uma campanha de choque nas políticas de segurança de fronteiras e deportações, entre outras prioridades do novo governo.

Trump informou os senadores republicanos sobre o que está por vir durante reunião privada no Capitólio. Muitas dessas ações devem ser lançadas no dia da posse, em 20 de janeiro. O principal assessor de Trump, Stephen Miller, apresentou aos senadores do partido as medidas de segurança de fronteiras e aplicação de leis de imigração que provavelmente serão implementadas com maior rapidez. O portal Axios foi o primeiro a noticiar a apresentação de Trump e sua equipe.

“Haverá um número substancial”, disse o senador John Hoeven, republicano da Dakota do Norte.

Aliados do presidente eleito estão preparando uma pilha de ordens executivas que Trump poderá assinar rapidamente, abrangendo uma ampla gama de tópicos — desde o fortalecimento da fronteira entre os EUA e o México até o desenvolvimento energético, regras da força de trabalho federal, políticas de gênero nas escolas e obrigatoriedade de vacinas, entre outras promessas de campanha para o primeiro dia.

Embora ações executivas sejam comuns no primeiro dia de uma nova administração, à medida que o novo presidente define suas prioridades, o que Trump e sua equipe estão planejando é sem precedentes nos tempos modernos. Ele se prepara para usar o poder de maneiras pouco testadas, contornando a máquina legislativa do Congresso.

Algumas ações podem ter grande impacto, enquanto outras podem enviar mensagens mais simbólicas sobre a direção do novo governo.

Senadores informados por Trump e sua equipe em uma longa sessão no Capitólio na semana passada esperam que a nova administração revogue muitas ordens executivas do governo Joe Biden enquanto implementa as próprias propostas.

Algumas das prioridades de Trump

Trump será o novo presidente dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Twitter/X
Trump voltará a ser o presidente dos Estados Unidos a partir de 20 de janeiro | Foto: Reprodução/Twitter/X

Entre as prioridades estão finalizar o muro na fronteira EUA–México, criar instalações de detenção para migrantes enquanto aguardam deportação e outras propostas, que somam cerca de US$ 100 bilhões. A administração Trump e o Congresso republicano estão trabalhando para incluir essas medidas na lei orçamentária.

Os senadores esperam que Trump volte a adotar muitas das mesmas medidas de controle da fronteira EUA–México implementadas durante seu primeiro mandato — incluindo exigir que migrantes solicitem asilo em outros países ou permaneçam no México enquanto seus pedidos são processados. Além disso, planeja ações maciças para deportar aqueles que estão atualmente nos EUA sem autorização legal.

O senador James Lankford, republicano de Oklahoma, que liderou negociações sobre segurança de fronteiras e imigração no Congresso, disse esperar que a equipe de Trump inicialmente se concentre em cerca de 1 milhão de migrantes que, segundo ele, entraram recentemente no país, foram condenados por crimes ou que os tribunais determinaram que não têm direito de permanecer nos EUA.

“Essa é a fruta mais fácil de colher”, disse Lankford. “Pessoas que cruzaram recentemente, pessoas que estavam legalmente e cometeram outros crimes, pessoas que o tribunal ordenou que fossem removidas — isso dá bem mais de 1 milhão de pessoas. Comece trabalhando nisso.”

Trump, durante a campanha presidencial, chegou a cogitar ter uma “pequena mesa” no Capitólio no Dia da Posse, onde ele assinaria rapidamente suas ordens executivas.

Embora não haja sinais públicos de que ele esteja considerando isso, os senadores republicanos planejam recebê-lo no prédio depois de ele prestar o juramento de posse. Normalmente, o novo presidente dos EUA assina os documentos necessários para nomeações formais de seu gabinete e indicações para cargos administrativos.

Muitas das escolhas de Trump para os principais cargos administrativos passarão por audiências de confirmação no Senado na próxima semana. Tradicionalmente, o Senado começa a votar nos indicados do presidente assim que ele tomar posse, com confirmação de alguns no próprio dia.

“Isso seria bom”, disse o líder da maioria no Senado, John Thune, que afirmou que os senadores ainda aguardam verificações de antecedentes e outros documentos para muitos dos indicados de Trump. “Vamos ver.”

Revista Oestecom informações da Agência Estado e da Associated Press


González afirma que venceu as eleições contra o regime chavista

Edmundo González pode ser preso por ditadura de Maduro nesta sexta-feira, 30; Venezuela
Edmundo González afirma que venceu as eleições presidenciais na Venezuela, em 28 de julho | Foto: Reprodução/Twitter/X

Edmundo González, ex-diplomata e reconhecido por parte do Ocidente como o presidente eleito da Venezuela, fez sua declaração mais contundente desde as eleições realizadas em 28 de julho. Em um vídeo divulgado nesta sexta-feira, 10, ele enviou uma mensagem direta às Forças Armadas.

“Como comandante das Forças Armadas, ordeno aos comandantes militares que não reconheçam ordens ilegais dadas por aqueles que tomam o poder e que preparem as minhas condições de segurança para assumir o cargo de presidente da República”, disse González.

De acordo com a Constituição venezuelana, o presidente também ocupa o posto de comandante supremo das Forças Armadas. González afirma que venceu as eleições, consideradas fraudulentas pelo regime de Nicolás Maduro, com mais de 60% dos votos. Sua coalizão, liderada por María Corina Machado, sustenta esse resultado. Projetos internacionais de checagem também confirmaram essa posição.

A mensagem de González foi divulgada poucas horas depois da posse de Maduro, realizada em Caracas. A cerimônia teve baixa adesão internacional, mas contou com forte presença das forças de segurança. Essas mesmas forças foram convocadas por González a se rebelarem contra o regime. 

González chegou a planejar ir para a Venezuela assumir a presidência

O opositor planejava estar na Venezuela para assumir a presidência. No entanto, afirmou que o fechamento das fronteiras e a mobilização de aviões militares colocaram sua segurança em risco. Ele ainda acusou o governo de tentar repetir com ele o ocorrido com María Corina Machado no dia anterior.

Na quinta-feira 9, Machado teria sido detida e liberada logo depois. O regime negou o episódio, mas a ex-deputada relatou ter sido arrancada de sua moto por agentes de segurança.

González continua em busca apoio internacional. Ele mencionou os Estados Unidos, Argentina e Israel como aliados que o reconhecem como presidente legítimo. O chanceler israelense Gideon Sa’ar reforçou a posição de seu país e destacou que os resultados eleitorais não foram respeitados. Ele também pediu que Maduro honrasse a vontade do povo.

Apesar das declarações de González, não há indícios de ruptura nas Forças Armadas. Essas forças continuam sendo um dos principais pilares do regime chavista.

Informações Revista Oeste


Ditador já preparou sua cerimônia de posse para o meio-diabo

Maduro, durante reunião em Caracas - 14/12/2024 | Foto: Leonardo Fernández Viloria/Reuters
Ditador Nicolás Maduro, durante reunião em Caracas – 14/12/2024 | Foto: Leonardo Fernández Viloria/Reuters

Caracas amanheceu sob tensão nesta sexta-feira, 10, diante da promessa do ditador Nicolás Maduro de tomar posse da Presidência da Venezuela por mais seis anos, a partir de hoje. Enquanto isso, o representante da oposição, Raimundo González, garantiu que deixaria a República Dominicana para ocupar o cargo que, legitimamente, venceu.

Jorge Rodríguez, presidente do Legislativo e figura importante da ditadura no país, anunciou que a cerimônia de posse de Maduro ocorreria ao meio-dia. Mesmo sem o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) jamais ter apresentado nenhuma ata eleitoral que comprovasse a sua vitória, o líder ao regime garantiu que vai permanecer no poder. 

Maduro deve cumprir seu terceiro mandato, apesar do reconhecimento do êxito de González nas urnas pelo Parlamento Europeu e pelos 35 países que compõem a Organização dos Estados Americanos (OEA), principal fórum governamental político, jurídico e social do Hemisfério. 

Tais organizações já declararam que as eleições na Venezuela foram fraudulentas. Por isso, a presença internacional na tomada de poder terá somente os representantes de países mais alinhados ideologicamente ao regime. 

A China vai enviar Wang Dongming, e a Rússia, Viacheslav Volodin. Brasil, Colômbia e México optaram por mandar apenas embaixadores, refletindo um crescente isolamento diplomático na Venezuela.

Esperança de apoio externo à oposição na Venezuela

Edmundo González e Joe Bidem durante encontro nesta segunda-feira, 6, na Casa Branca | Foto: Reprodução/Twitter/X
Edmundo González e Joe Bidem durante encontro nesta segunda-feira, 6, na Casa Branca | Foto: Reprodução/Twitter/X

Internamente, a oposição continua a apelar às Forças Armadas para romperem com Maduro, mas enfrenta a lealdade militar ao regime. Phil Gunson, analista da Crisis Group, disse à Folha de S.Paulo que “as mensagens de González aos militares e à polícia para que fiquem do seu lado são contraproducentes, porque os une mais em torno do regime.”

Externamente, a oposição já se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em busca de apoio, na segunda-feira 6. Agora, aguarda o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA, na esperança de uma postura mais rígida contra a ditadura. 

Depois da detenção da oposicionista María Corina Machado, nesta quinta-feira, 9, Trump expressou apoio à líder, mas não detalhou sua possível futura estratégia. 

Maduro instalou um colapso político e econômico sem precedentes na Venezuela e promoveu uma onda de repressão que levou 1,8 mil prisioneiros políticos à prisão. A crise generalizada motivou o êxodo de venezuelanos, e quase 8 milhões de cidadãos já deixaram o país.

Informações Revista Oeste


Informação foi publicada pelo partido da oposicionista

venezuela
Foto oficial da ex-deputada e líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado | Foto: Reprodução/Instagram/María Corina

O partido de María Corina Machado informou, nesta quinta-feira, 9, que a ex-deputada já foi liberta.

Há poucas horas, homens encapuzados, e com armas de fogo, sequestraram María Corina, durante uma manifestação na cidade de Chacao.

“Durante o período do sequestro, ela foi obrigada a gravar vários vídeos e, posteriormente, foi libertada”, comunicou a sigla, ao mencionar que a oposicionista do ditador Nicolás Maduro fará um pronunciamento para explicar o que aconteceu.

O substituto de María Corina na eleição de 2024, Edmundo González, se manifestou nas redes sociais, em virtude do sumiço. “Às forças de segurança que a sequestraram eu digo: não brinquem com fogo”, escreveu o ex-diplomata, no Twitter/X.

Posse de substituto de María Corina Machado

maría corina machado
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro (esq), e o presidente Lula (dir), durante recepção ao chavista, no Palácio do Planalto – 29/5/2023 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

Ao fazer um giro por países sul-americanos a fim de obter o reconhecimento deles à sua eleição, González prometeu voltar à Venezuela para assumir um mandato. No entanto, o ex-diplomata não revelou como fará isso.

Conforme o Centro Carter, González venceu Maduro, com mais de 67% dos votos. O chavista teve apenas 31%.

A instituição consultou as atas eleitorais emitidas pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela.

A oposição obteve cópias dos documentos e os apresentou à entidade. Um de seus representantes veio ao Brasil e se encontrou com membros da direita. Parlamentares conservadores garantiram a ele apoio no que diz respeito à eleição na Venezuela.

Informações Revista Oeste


Republicano pressiona grupo terrorista e defende domínio estratégico dos EUA

Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, responde perguntas da imprensa
Donald Trump também defendeu maior controle dos EUA sobre o Canal do Panamá | Foto: Isac Nóbrega/PR 

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 7, que “o inferno vai se instalar no Oriente Médio” se o grupo terrorista Hamas não libertar os reféns que mantém na Faixa de Gaza. Ele disse que isso deve ocorrer antes de sua posse, marcada para o dia 20 de janeiro. O republicano deu a declaração durante coletiva de imprensa em Mar-a-Lago, na Flórida.

“Não será bom para o Hamas e não será bom, francamente, para ninguém”, disse Trump. “O inferno vai explodir. Isso é exatamente o que eu quis dizer. Se os reféns não forem libertados até eu assumir o cargo, haverá um inferno. Eles precisam ser liberados agora.”

Negociações para libertação de reféns avançam

Mais de cem reféns seguem em poder do Hamas em Gaza, depois de os ataques de 7 de outubro de 2023, que deixaram 1,2 mil mortos. O investidor Steve Witkoff, escolhido por Trump para ser o enviado especial ao Oriente Médio, afirmou que as negociações para libertá-los estão avançando.

Na mesma entrevista, Witkoff disse que a expectativa é anunciar o acordo antes da posse. “Estamos realmente esperançosos de que teremos boas notícias para o presidente.”

emirados árabes
Donald Trump, em seu primeiro governo à frente dos EUA, mantinha boas relações com o então primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu | Foto: Haim Zach/GPO/Flickr

Propostas de Trump sobre o Canal do Panamá

Ainda na coletiva de imprensa, Trump defendeu maior controle dos EUA sobre o Canal do Panamá e a Groenlândia. 

“O Canal do Panamá é vital para a nossa segurança econômica e a construção se deu para nossos militares”, disse o presidente eleito ao responder uma pergunta sobre descartar medidas militares ou econômicas para assumir as áreas. “Ele está sendo abusado pela China.”

Trump destacou que ambas as regiões são estratégicas para os interesses econômicos e militares norte-americanos. Ele sugeriu uma possível guinada na política externa nos próximos meses.

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Edmundo González saiu da Venezuela em setembro para se exilar na Espanha. — Foto: Reuters via BBC

Edmundo González saiu da Venezuela em setembro para se exilar na Espanha. — Foto: Reuters via BBC 

O líder da oposição venezuelana, Edmundo González, afirmou neste sábado que seu objetivo é viajar para a Venezuela para tomar posse na próxima semana. Ele garante que contou com o apoio maioritário dos cidadãos nas eleições presidenciais de julho passado. 

De Buenos Aires, onde se encontrou com o presidente da Argentina, González afirmou que tem “toda intenção de chegar à Venezuela” no dia 10 de janeiro, data da mudança de governo. 

“Minha intenção é ir à Venezuela simplesmente para tomar posse do mandato que os venezuelanos me deram quando me elegeram com 7 milhões de votos para servir como presidente”, declarou González à imprensa, após se reunir com o presidente Javier Milei.

Conforme estabelece a Constituição da Venezuela, a mudança de governo deve ocorrer no dia 10 de janeiro. Nas eleições de 28 de julho do ano passado, o presidente Nicolás Maduro e Edmundo González se enfrentaram. 

Javier Milei e Edmundo González acenam para venezuelanos em Buenos Aires. — Foto: Getty Images via BBC

Javier Milei e Edmundo González acenam para venezuelanos em Buenos Aires. — Foto: Getty Images via BBC 

Milhares de venezuelanos foram à Praça de Maio, em frente à Casa Rosada. — Foto: Getty Images via BBC

Milhares de venezuelanos foram à Praça de Maio, em frente à Casa Rosada. — Foto: Getty Images via BBC 

Questionado sobre como entraria na Venezuela, González disse que deveria reservar os detalhes: “Não posso dizer nada porque as circunstâncias hoje são muito complicadas”, afirmou. 

O político e antigo embaixador, de 75 anos, deixou a Venezuela para se exilar em Espanha em setembro do ano passado, depois de um juiz ter emitido um mandado de detenção contra ele relacionado com o dia das eleições de 28 de julho. 

Na quinta-feira, o governo de Maduro ofereceu uma recompensa de 100 mil dólares por informações que levassem à captura do líder da oposição. 

"Estamos prestes a terminar", disse González aos seus seguidores. — Foto: Getty Images via BBC

“Estamos prestes a terminar”, disse González aos seus seguidores. — Foto: Getty Images via BBC 

Pela manhã, González teve uma reunião privada com o presidente argentino, Javier Milei, na Casa Rosada. Conversaram sobre as estratégias econômicas que Milei tem implementado em seu país e como poderiam ser implementadas na Venezuela, segundo explicou González. 

Após a reunião, os dois líderes políticos saíram à varanda do palácio presidencial para cumprimentar milhares de venezuelanos que se reuniram na Praça de Maio. 

“Muito animado com a receptividade dos venezuelanos na Praça de Maio pela manhã. Uma grande concentração. Agradeço o reconhecimento que o presidente Milei me fez, como presidente eleito da Venezuela. Hoje, mais do que nunca, me sinto mais próximo geográfica e emocionalmente para cumprir o mandato que os venezuelanos nos deram nas eleições de julho passado”, disse González. 

A oposição garante ter as atas que validam a sua vitória, enquanto o partido no poder apoiou a declaração do Conselho Nacional Eleitoral. — Foto: Getty Images via BBC

A oposição garante ter as atas que validam a sua vitória, enquanto o partido no poder apoiou a declaração do Conselho Nacional Eleitoral. — Foto: Getty Images via BBC 

O líder da oposição venezuelana completou assim a primeira etapa da sua viagem pelo continente americano. Na noite deste sábado ele estará em Montevidéu para se reunir com o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou. Depois ele viajará para os Estados Unidos. 

Em sua agenda, garantiu González, está uma conversa com o presidente Joe Biden, bem como um encontro com líderes do Congresso. Sobre um possível encontro com o presidente eleito Donald Trump, o venezuelano disse que nada está finalizado ainda. 

“Aguardamos definições das novas autoridades que ainda não foram definidas”, explicou. 

González pediu a liberdade dos presos políticos na Venezuela. — Foto: Getty Images via BBC

González pediu a liberdade dos presos políticos na Venezuela. — Foto: Getty Images via BBC 

Em uma mensagem final aos venezuelanos que o apoiam, González disse que o projeto político que lidera juntamente com María Corina Machado está próximo de virar realidade. 

“Não percam a fé, porque esta é uma campanha muito longa, muito difícil, que desenvolvemos há muito tempo e que estamos prestes a terminar”, expressou.

Informações G1


Equipe de segurança de Yoon Suk-yeol obstruiu atuação das autoridades que pretendiam prender o político

Yoon Suk Yeol foi destituído do cargo de presidente da Coreia do Sul Foto: EFE/EPA/South Korea Presidential Office

As autoridades da Coreia do Sul suspenderam nesta sexta-feira (3) uma operação para prender o presidente afastado, Yoon Suk-yeol, e interrogá-lo sobre sua declaração de lei marcial em dezembro, devido à obstrução de sua equipe de segurança em sua residência em Seul.

Um porta-voz do Gabinete para Investigações de Corrupção de Funcionários de Alto Escalão (CIO) disse à imprensa que a operação foi cancelada por volta das 13h30 (horário local, 1h30 de Brasília), depois que 30 agentes deste órgão e 50 policiais foram barrados por três ou quatro horas pelo serviço de segurança presidencial, que se recusou a conceder acesso ao interior da casa.

Segundo relatou um funcionário do CIO à agência de notícias Yonhap, o serviço de segurança presidencial formou vários perímetros com cerca de 200 agentes que pararam os investigadores a cerca de 200 metros da residência.

Embora nenhuma prisão tenha sido feita, o chefe do serviço de segurança presidencial, Park Jong-joon, foi convocado para testemunhar amanhã sobre uma possível acusação de obstrução de trabalho oficial.

– Em relação à execução do mandado de prisão hoje, dado o impasse contínuo, determinamos que era virtualmente impossível executar o mandado e estávamos preocupados com a segurança das pessoas no local devido à obstrução para executá-lo – explicou o porta-voz em declarações divulgadas pela Yonhap.

O porta-voz disse ainda que novas medidas serão consideradas e acrescentou que “lamenta profundamente a atitude do suspeito, que não cumpriu os procedimentos legais”.

CONTINGENTE POLICIAL
A polícia mobilizou um grande contingente, incluindo 2.700 agentes, no local próximo à residência presidencial no distrito de Hannam, em Seul, para evitar qualquer distúrbio. No entanto, representantes sindicais convocaram um protesto na área em apoio à prisão de Yoon, aumentando o temor por confrontos.

Os advogados de Yoon solicitaram uma ordem judicial para anular o mandado de prisão, argumentando que somente o Ministério Público pode solicitar tal prisão, e insistiram que este é “ilegal” após saberem que as autoridades estavam dentro do complexo.

Caso consigam prendê-lo posteriormente, a equipe conjunta formada pelo CIO, pela polícia e pelo Ministério da Defesa Nacional terá 48 horas para interrogar Yoon e até mesmo solicitar uma ordem para estender sua detenção, se considerarem necessário.

Yoon, que foi proibido de deixar o país, foi destituído pelo Parlamento no dia 14 de dezembro e aguarda uma decisão do Tribunal Constitucional até junho para saber se deve ser reconduzido ao cargo ou afastado de forma permanente.

*AE


Primeiro-ministro israelense foi operado no último domingo, 29

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel | Foto: Reprodução/Redes sociais

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, passou por uma cirurgia “bem-sucedida” no último domingo, 29, para remover sua próstata, disseram autoridades do hospital. O procedimento ocorreu em meio à guerra contra o Hamas, iniciada há um ano, com o ataque terrorista contra Israel. Netanyahu também enfrenta um julgamento por corrupção.

“O primeiro-ministro acordou da anestesia e está bem. Ele foi transferido para a unidade de recuperação e permanecerá sob observação nos próximos dias”, disse o hospital Hadassah Medical Center de Jerusalém. 

O ministro da Justiça, Yariv Levin, atuou como primeiro-ministro interino durante a operação. Netanyahu deve permanecer hospitalizado por vários dias.

No sábado 28, o gabinete de Netanyahu anunciou que o premiê israelense foi diagnosticado na quarta-feira com uma infecção urinária causada por uma hipertrofia benigna da próstata. 

Netanyahu tem 75 anos e apresentou uma série de problemas de saúde nos últimos anos: ele foi submetido a uma cirurgia para tratar uma hérnia em março e a outro procedimento em julho de 2023, quando recebeu um marca-passo.

A condição mais recente de Netanyahu é comum em homens mais velhos, mas o procedimento teve algumas consequências. Os juízes que supervisionam seu julgamento aceitaram um pedido de seu advogado no domingo para cancelar três dias de depoimentos agendados para esta semana. O advogado Amit Hadad argumentou que o primeiro-ministro seria totalmente sedado para o procedimento e hospitalizado por “vários dias”.

Redação Oestecom informações da Agência Estado


Em mais um capítulo da crise, Parlamento aprovou a retirada do primeiro-ministro da França, Michel Barnier, nomeado por Macron em setembro

Imagem colorida de Emanuel Macron, presidente da França -- Metrópoles

O presidente da França, Emmanuel Macron,prometeu ficar no cargo até o fim de seu mandato, que termina em 2027, mesmo em meio à crise política que afeta o país nos últimos meses. O pronunciamento do presidente francês aconteceu nesta quinta-feira (5/12), um dia após o Parlamento aprovar a retirada do primeiro-ministro Michel Barnier do poder.

Apesar de reconhecer seu papel na atual situação do país, o presidente da França partiu para cima dos parlamentares que aprovaram, na quarta-feira (5/12), uma moção de censura que derrubou o premiê nomeado no início de setembro.

“Eu nunca vou assumir a responsabilidade dos outros. E, em particular, de parlamentares que escolheram, de forma consciente, derrubar o orçamento e o governo da França”, disse o presidente francês durante pronunciamento.

Mesmo em meio ao caos e a incerteza sobre o futuro político do país, Macron garantiu que continua presidente da França até maio de 2027, quando seu mandato se encerra.

“O mandato que você me confiou democraticamente é um mandato de cinco anos, e vou exerce-lo totalmente até o fim”, declarou o mandatário francês.

Desde julho, a França enfrenta um turbilhão político após Macron dissolver o Parlamento e convocar novas eleições legislativas no país. A decisão do presidente francês surgiu após a vitória do partido de Marine Le Pen no pleito para o Parlamento Europeu.

As novas eleições para o legislativo francês, no entanto, não foram vencidas pela ultradireita de Le Pen ou a centro-direita de Macron. Em julho, a coalizão de esquerda Nova Frente Popular (NFP) conquistou o maior número de cadeiras na Assembleia Nacional da França.

A NFP ficou com 182 assentos dos 577 do Parlamento francês, mas não alcançou as 289 cadeiras necessárias para formar maioria e indicar – e obrigar Macron a aceitar a escolha – o novo primeiro-ministro do país. O nome de Barnier surgiu após diversas negociações, e de uma certa demora do presidente da França em aceitar o nome indicado pela Assembleia Nacional da França.

Informação Metrópoles