Porta-voz do Departamento de Defesa anunciou medida em um comunicado

Pentágono, nos EUA Foto: Pixabay

Na última sexta-feira (31), a administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), mandou quatro veículos de imprensa se retirem da área da imprensa do Pentágono. O ordem foi feita para que outros meios de comunicação ocupem seus lugares.

Em um comunicado, John Ullyot, porta-voz do Departamento de Defesa, disse que o New York Times, a NPR, NBC News e o Politico devem desocupar seus espaços até 14 de fevereiro para dar lugar a outros que não tiveram a “oportunidade de reportar como membros residentes do corpo de imprensa do Pentágono”.

De acordo com Ullyot, o New York Post deverá substituir o New York Times como veículo impresso. Já a rádio NPR e o canal televisivo NBC dariam lugar ao Breibart News e One América News, que são considerados de direita. Além disso, o site HuffPost, da empresa de mídia Buzzfeed, substituiria o Politico.

O porta-voz apontou que as mudanças integram o“novo programa anual de rotação de mídia” . Segundo ele, os veículos removidos ainda poderiam participar de coletivas e permaneceriam como membros do corpo de imprensa do Pentágono. As informações são do Poder360.

– A única mudança será abrir mão de seus espaços de trabalho físicos no prédio para permitir que novos veículos tenham a oportunidade de se tornar membros residentes do corpo de imprensa do Pentágono – diz o comunicado.

Informações Pleno News


Antes da sua posse, o presidente norte-americano expressou o desejo de cessar-fogo

Donald J. Trump tomou posse no dia 20 de janeiro | Foto: Reprodução/Twitter/X/@NewsLiberdade Estados Unidos
Donald J. Trump tomou posse no dia 20 de janeiro | Foto: Reprodução/Twitter/X/@NewsLiberdade

A primeira fase do cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas mediado por Donald Trump segue em curso. Apesar da desconfiança de ambas as partes e de claras violações, a frágil trégua aliviou momentaneamente o sofrimento de israelenses e palestinos, imersos em uma guerra que já dura 15 meses. O desafio agora é avançar para a segunda fase do acordo.

Netanyahu é o primeiro líder estrangeiro a se reunir com Trump na Casa Branca neste segundo mandato

A discussão ocorrerá nesta terça-feira, 4, durante a reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, na Casa Branca.

Netanyahu é o primeiro líder estrangeiro a se reunir com Trump na Casa Branca neste segundo mandato. Antes de embarcar para Washington, o primeiro-ministro ressaltou a intenção de alcançar uma “era de paz” no Oriente Médio. 

Trump, por sua vez, manifestou em diversos momentos o desejo de encerrar a guerra na Faixa de Gaza e garantiu um acordo de cessar-fogo antes do início de sua administração. Ontem, no entanto, afirmou não ter garantia de que a trégua será mantida.

A segunda fase da trégua promete ser mais complexa. É necessário que os israelenses deixem Gaza e que se estabeleça um plano para a reconstrução e a governabilidade do território. Para Netanyahu, um acordo para o fim da guerra pode significar a queda de seu governo, sustentado pelo apoio de partidos de direita.

A manutenção do acordo revelou o desafio dos negociadores. Nas últimas semanas, mediadores precisaram intervir diversas vezes para sustentar o cessar-fogo. Não há garantias de que o conflito não será retomado. No domingo 2, um avião israelense atacou um carro em Gaza que se deslocava para o norte do território em uma rota não autorizada.

Na primeira etapa do cessar-fogo, que dura 42 dias, forças israelenses se retiraram dos centros populacionais de Gaza. Palestinos receberam permissão para retornar ao norte do enclave. Até o momento, 13 reféns foram libertados. 

O acordo prevê a liberação de mais 20 nas próximas semanas, embora nem todos estejam vivos. Em troca, Israel libertará mais de 1,5 mil prisioneiros palestinos e permitirá a entrada de cerca de 600 caminhões de ajuda humanitária no enclave.

Se um novo acordo for firmado, o Hamas libertará os reféns restantes, em sua maioria soldados, em troca de mais prisioneiros

O comprometimento de Israel com a próxima fase permanece incerto. Se um novo acordo for firmado, o Hamas libertará os reféns restantes, em sua maioria soldados, em troca de mais prisioneiros e da retirada completa das forças israelenses de Gaza. O grupo terrorista deixou claro que não libertará os reféns sem o fim da guerra e a retirada total de Israel. Por outro lado, Netanyahu prometeu encerrar a guerra somente depois de destruir as capacidades militares do Hamas.

Em uma possível terceira fase, os corpos dos reféns restantes seriam devolvidos. Um plano de reconstrução de três a cinco anos seria implementado em Gaza sob supervisão internacional.

Em Israel, negociações para o fim da guerra podem levar ao colapso do governo Netanyahu. Itamar Ben-Gvir, líder do Partido do Poder Judaico, de direita, deixou a coalizão depois do acordo de cessar-fogo. Bezalel Smotrich, ministro da Economia e membro do Partido Religioso Sionista, ainda integra o governo. Ambos defendem a continuação dos combates em Gaza e apoiam assentamentos israelenses no enclave palestino.

Se Smotrich abandonar o governo, a coalizão de Netanyahu desmorona. O líder da oposição, Yair Lapid, declarou que poderia integrar o governo para garantir a segunda fase do acordo. Entretanto, não há certeza de que Netanyahu aceitaria a proposta.

Para encerrar a guerra, Israel precisaria admitir que não conseguiu destruir completamente a capacidade militar nem governamental do Hamas. Netanyahu estabeleceu essa meta depois dos ataques terroristas de 7 de outubro de 2023, que deixaram 1,2 mil mortos e resultaram em 250 sequestros.

Durante a libertação dos reféns, o Hamas tentou demonstrar que ainda controla Gaza. Seus combatentes exibiram veículos novos, câmeras sofisticadas e armamento moderno. Dados da inteligência norte-americana revelam que o Hamas recrutou 15 mil novos combatentes desde o início da guerra.

Antes da sua posse, Trump expressou o desejo de cessar-fogo

O grupo terrorista afirmou estar comprometido com a trégua e disposto a negociar a segunda fase do cessar-fogo. Para Hussein Ibish, mudanças no cenário político do Oriente Médio levaram o Hamas a buscar o fim da guerra.

Trump reiterou seu desejo de alcançar um acordo de cessar-fogo antes de sua posse, em 20 de janeiro. Steve Witkoff, enviado especial do republicano para o Oriente Médio, esteve envolvido nas negociações e pressionou Netanyahu a aceitar o acordo.

Informações Revista Oeste


Primeiro-ministro canadense se compromete em reforçar segurança na fronteira, e Trump adia taxação por 30 dias

Donald Trump e Justin Trudeau: EUA e Canadá chegam a um acordo que promete intensificar a vigilância na fronteira contra o crime organizado | Foto: Reprodução/Redes sociais
Donald Trump e Justin Trudeau: EUA e Canadá chegam a um acordo que promete intensificar a vigilância na fronteira contra o crime organizado | Foto: Reprodução/Redes sociais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no final da tarde desta segunda-feira, 3, que fechou um acordo com o Canadá. Conforme o republicano, seu país suspendeu por 30 dias a cobrança de uma tarifa de 25% sobre os produtos importados do país vizinho. 

Trump fez o anúncio oficial em seu perfil na rede Truth Social. O presidente norte-americano escreveu que “o Canadá concordou em garantir que tenhamos uma fronteira norte segura e, finalmente, acabar com o flagelo mortal de drogas como o fentanil que têm sido derramadas no nosso país”.

Acordo prevê US$ 1,3 bi de investimentos

Conforme o comunicado de Trump, o governo canadense, segundo o primeiro-ministro Justin Trudeau, assumiu o compromisso de principalmente investir US$ 1,3 bilhão. O dinheiro irá “reforçar a fronteira com novos helicópteros, tecnologia e pessoal, maior coordenação com os nossos parceiros americanos e maiores recursos para parar o fluxo de fentanil”, informou Trump.

Trump e sua mensagem na rede Truth Social: acordo em favor do combate ao crime organizado | Foto: Reprodução/Truth Social
Trump e sua mensagem na rede Truth Social: acordo em favor do combate ao crime organizado | Foto: Reprodução/Truth Social

O líder norte-americano acrescentou que “10 mil funcionários da linha de frente estão e continuarão trabalhando na proteção da fronteira”. Além disso, escreveu Trump, Canadá e Estados Unidos vão lançar em conjunto uma frente de combate ao tráfico de drogas. “Vamos listar os cartéis como terroristas”

O republicano disse que haverá vigilância 24 horas por dia para sobretudo enfrentar o crime organizado. “Estou muito satisfeito com este resultado inicial. As tarifas que anunciamos no sábado serão pausadas por um período de 30 dias para tentar um acordo econômico final com o Canadá. Justiça para todos”.

O acordo acabou esvaziando por completo uma retaliação à norte-americana Starlink. Antes das tratativas entre Trump e Trudeau, o governo canadente anunciou que iria suspender um contrato de US$ 100 milhões com a empresa de Elon Musk, auxiliar de Trump e um de seus principais apoiadores durante a campanha presidencial. 

Em seu perfil no Twitter/X, Trudeau confirmou a conversa e o acordo com os EUA. Pouco tempo depois, as redes sociais já publicavam diversos memes. Em um deles, Trudeau aparece engraxando os sapatos de Trump, que diz: “Justin [Trudeau], quero poder ver [nos sapatos] meu reflexo quando você terminar”.

Informações Revista Oeste


Em resposta à invasão do opioide fentanil, presidente também analisa tarifa de importação sobre produtos da China

'Não precisamos dos produtos que eles têm', diz Trump, sobre o risco de tarifas desestabilizarem o preço do petróleo nos EUA | Foto: Reprodução/Twitter/X
‘Não precisamos dos produtos que eles têm’, diz Trump, sobre o risco de tarifas desestabilizarem o preço do petróleo nos EUA | Foto: Reprodução/Twitter/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 30, que os produtos procedentes do México e do Canadá pagarão 25% de taxa de importação. A tributação começa neste sábado, 1º de fevereiro. Ele também disse que os EUA tendem a aplicar tarifas à China.

“[A China] precisa parar de enviar fentanil (um opioide) para o nosso país e matar nosso povo.” A afirmação se deu dez dias depois de o republicano tomar posse na Casa Branca. De acordo com o presidente, esse será o motivo para que os Estados Unidos apliquem em breve as tarifas sobre a China.

Trump analisa o futuro do petróleo

Depois do anúncio da medida, o dólar nos mercados globais ganhou impulso. Em entrevista no Salão Oval, em Washington, Trump acrescentou que ainda analisa a possibilidade de rever sobretudo as taxações ao ingresso de petróleo desses países. “Podemos ou não.”

Trump disse principalmente que a sua decisão se baseará no fato de o preço do petróleo cobrado pelos dois parceiros comerciais ser justo. Suas ameaças sobre tarifas, no entanto, têm mais relação com fim da imigração ilegal e o contrabando de produtos químicos usados para o fentanil.

Os Estados Unidos importaram quase 4,6 milhões de barris de petróleo diariamente do Canadá em outubro e 563 mil barris do México. Os dados são da Administração de Informações sobre Energia. A produção diária dos EUA durante esse mês foi, em média, de quase 13,5 milhões de barris por dia. 

Trump não demonstrou preocupação sobre a possibilidade de as taxas de importação causarem impacto negativo sobretudo na economia norte-americana. “Não precisamos dos produtos que eles têm. Temos todo o petróleo de que vocês precisam. Temos todas as árvores de que vocês precisam.”

Informações Revista Oeste


É a primeira vez que a nova administração dos EUA se manifesta sobre a liberdade de expressão no Brasil

Governo Trump, sobre audiência da AGU: ‘vamos combater a manipulação de informações estrangeiras com a verdade’
Marco Rubio, secretário do Departamento de Estado dos EUA | Foto: Reprodução/U.S. Department of State

Departamento de Estado dos Estados Unidoscomentou, nesta quarta-feira, 29, a audiência pública realizada pela Advocacia-Geral da União (AGU) a respeito da regulação de conteúdo nas redes sociais. O evento aconteceu no dia 22 e foi marcado pela ausência de representantes da Meta, X, Google e TikTok.

É a primeira vez que a administração Trump se manifesta sobre assuntos referentes à liberdade de expressão no Brasil. “O Departamento de Estado apoia e defende o direito fundamental dos americanos à liberdade de expressão e vai combater a manipulação de informações estrangeiras com a verdade”, disse um porta-voz do departamento, que é chefiado por Marco Rubio.

Ainda no contexto da audiência pública da AGU, o Metrópoles também questionou o governo norte-americano sobre como equilibrar o combate à desinformação com a proteção da liberdade de expressão. Em resposta, o porta-voz reforçou que “o Departamento de Estado apoia e defende o direito fundamental dos americanos à liberdade de expressão”.

Além disso, o representante dos EUA afirmou que o Departamento “combaterá propaganda inimiga genuína e a manipulação de informações estrangeiras com a verdade fundamental de que a América é um país grande e justo, cujo povo é generoso e cujos líderes agora priorizam os interesses centrais dos americanos, respeitando os direitos e interesses de outras nações”.

Representantes das redes sociais faltaram à audiência da AGU

Na audiência do dia 22, a AGU debateu “a política de conduta de ódio das plataformas digitais”, diante das novas políticas de moderação de conteúdo adotadas pela Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. O evento abordou medidas para “mitigação da circulação de conteúdos criminosos e ilícitos nas plataformas digitais”, entre outros temas. 

Indagado por Oeste sobre a ausência de representantes das big techs no evento, o ministro da AGU, Jorge Messias, preferiu não dar explicações. “Eu não fiquei questionando a razão”, disse. “Não é nosso papel.”

Informações Revista Oeste


Presidente dos EUA listou Brasil após citar China e Índia. Republicano diz que “dinheiro vai entrar em nossos cofres”

Presidente Donald Trump assina ordens executivas no Salão Oval em Washington, DC. Trump toma posse para seu segundo mandato como 47º presidente dos Estados Unidos - Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (27/1), que o Brasil é um “tremendo criador de tarifas”. No discurso, feito em um encontro com republicanos na Flórida, Trump fala sobre a necessidade de imputar tarifas em outros países que, segundo ele, querem prejudicar os EUA.

“Vamos colocar tarifas em outros países e pessoas de fora que realmente querem nos prejudicar. Eles querem nos prejudicar, mas eles basicamente querem tornar seu país bom. Olhem o que os outros fazem. A China é um tremendo criador de tarifas e a Índia e o Brasil, tantos países”, listou Trump.

No discurso, Trump diz que a necessidade de criar tarifas para outros países é uma maneira de “sempre colocar a América em primeiro lugar”. “Vamos estabelecer um sistema muito justo em que o dinheiro vai entrar em nossos cofres, e a América vai ser muito rica novamente. E vai acontecer muito rapidamente”, ameaçou.

Trump ainda disse que a política econômica externa do governo dele vai retornar ao passado, quando o país era mais rico. “É hora de os Estados Unidos voltarem para o sistema que nos tornou mais ricos e mais poderosos do que nunca. Você sabe, os Estados Unidos entre 1870 e 1913 taxavam tudo. E esse foi o período mais rico da história dos Estados Unidos”, frisou.

Veja trecho do discurso de Trump:

Após ser reeleito, Trump ameaçou, em dezembro de 2024, taxar os produtos brasileiros. “A Índia taxa muito, o Brasil nos taxa muito. Se eles querem nos taxar, tudo bem, mas vamos taxá-los da mesma forma”, declarou ele à época.

Havia expectativa de que, logo ao assumir o governo, Trump iniciasse a emissão de ordens para taxar os parceiros comerciais. No entanto, pelo menos em um primeiro momento, isso não aconteceu. A conjuntura levou a uma queda do dólar, que voltou a operar abaixo dos R$ 6.

Há expectativa de que as medidas possam começar a ser colocadas em prática, mas a partir de fevereiro. Técnicos estariam estudando os registros estatísticos para sua elaboração.

Informações Metrópoles


Governo republicano acredita que a preservação da ‘realidade biológica do sexo’ é essencial para garantir a dignidade e segurança das mulheres

Trump, no discurso da vitória nas eleições deste ano – 6/11/2024 | Foto: Carlos Barria/Reuters
Trump, no discurso da vitória nas eleições deste ano – 6/11/2024 | Foto: Carlos Barria/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva que exige que prisões federais aloquem mulheres trans em unidades masculinas e interrompam tratamentos médicos relacionados à transição de gênero. 

Tal medida faz parte de uma ação mais ampla que visa a restringir o reconhecimento governamental de gênero ao sexo atribuído no nascimento.

A diretiva também se estende a detentos de imigração, sendo uma das partes mais concretas da ordem. 

Durante sua administração anterior, Trump já havia imposto restrições, mas as novas diretrizes são mais abrangentes. O grupo Women’s Liberation Front, que defende prisões unissex, celebrou a decisão como “uma grande vitória”.

Ordem de Trump impede que presos escolham alojamento com base em ‘identidade de gênero’

Ordem de Trump impede que detentos escolham alojamentos com base em 'identidade de gênero' | Foto: Reprodução/Unsplash
Grupo de defesa de direitos das mulheres e gestão Trump têm opiniões similares sobre trans em prisões femininas | Foto: Reprodução/Unsplash

O grupo está contestando uma lei da Califórnia que permite que presos escolham o alojamento com base em sua identidade de gênero, alegando que isso infringe os direitos das detentas não trans. 

A ordem de Trump endossa essa visão, afirmando que a “realidade biológica do sexo” é essencial para a dignidade e segurança das mulheres.

Defensores dos direitos trans e prisioneiros criticaram a medida, afirmando que aumentará o risco de violência. “Haverá estupros e agressões físicas por causa dessa política”, afirmou o advogado Shannon Minter, do National Center for Lesbian Rights. 

Ele também alega que a retirada dos tratamentos médicos também afetará os funcionários das prisões.

Possíveis desafios legais 

Especialistas jurídicos consultados pelo jornal norte-americano The New York Times afirmam que a ordem pode ser contestada judicialmente, já que sistemas prisionais devem proteger “prisioneiros vulneráveis”. 

Em 1994, a Suprema Corte decidiu no caso Farmer v. Brennan que o governo tem a obrigação de proteger prisioneiros da violência.

Dados coletados ao longo do governo do ex-presidente Joe Biden mostraram que prisioneiros trans têm dez vezes mais probabilidade de relatar violência sexual. 

A American Medical Association alega que tratamentos hormonais e cirúrgicos são essenciais para tratar a disforia de gênero, e interrompê-los pode causar depressão.

Aproximadamente 1,5 mil prisioneiros federais identificam-se como mulheres trans, representando 15% das prisioneiras femininas.

Estudos sugerem que a presença desproporcional de pessoas trans nas prisões federais está relacionada à maior exposição à polícia e dificuldades econômicas. Transgêneros representam menos de 1% dos adultos nos EUA, segundo o Williams Institute.

Informações Revista Oeste


Presidente argentino admite possibilidade de rompimento e volta a criticar sistema de tarifas que inibe exportações

Donald Trump e Javier Milei: livre-comércio entre Argentina e Estados Unidos ameaça enfraquecer o já fragilizado Mercosul | Foto: Reprodução/Twitter/X
Donald Trump e Javier Milei: livre-comércio entre Argentina e Estados Unidos ameaça enfraquecer o já fragilizado Mercosul | Foto: Reprodução/Twitter/X

O presidente da Argentina, Javier Milei, disse que o país pode deixar o Mercosul caso essa seja uma condição para fechar o acordo de livre-comércio com os Estados Unidos. Em entrevista nesta quarta-feira, 22, a agência de notícias Bloomberg questionou o líder sul-americano principalmente sobre como ele avaliava essa possibilidade. Milei disse “sim”.

Suas declarações ocorreram durante um evento da agência, à margem do Fórum Econômico Mundial, que ocorre nesta semana na cidade suíça de Davos. O presidente afirmou que tem “trabalhado muito duro” para alcançar o acordo comercial com os EUA. Em razão disso, debateu a possibilidade com Donald Trump e sua equipe em sua passagem por Washington para acompanhar a posse do presidente dos EUA.

Argentina estuda saída alternativa

O líder liberal argentino anunciou em dezembro que pretende impulsionar um tratado de livre-comércio com Washington este ano. “Mas há mecanismos que podemos usar até mesmo dentro do Mercosul sem necessariamente ter que sair. Portanto, acreditamos que é possível alcançar esse objetivo sem ter que abandonar o que já se tem no âmbito do Mercosul”.

O presidente argentino garantiu que está trabalhando com os países do bloco “para que isso não seja um impedimento para avançar em direção ao livre-comércio”. Milei não explicou se pretende negociar esse acordo de forma independente ou em conjunto com os parceiros do Mercosul. O bloco proíbe principalmente negociações bilaterais sem o consentimento dos outros membros da organização.

Em momentos anteriores, os dirigentes já se opuseram a acordos individuais dos países-membros com outras nações. Milei critica o sistema de tarifa comum que rege o bloco e pede maior abertura. “O Mercosul, que nasceu com a ideia de aprofundar laços comerciais, tornou-se uma prisão que não permite aos países membros aproveitar seus potenciais exportadores”.

Informações Revista Oeste


O novo presidente dos EUA também revogou ao menos 78 ordens executivas do antecessor, Joe Biden

Trump assina decretos para retirar os EUA do Acordo de Paris e anistiar os presos pelo 6 de janeiro | Foto: GPO/Fotos Públicas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na segunda-feira 20 — seu primeiro dia no cargo — cerca de cem decretos e medidas que dão o tom do novo governo. 

O republicano revogou ações e regulamentações da administração Joe Biden, congelou contratações federais, exigiu que servidores públicos retomem ao trabalho presencial, retirou os EUA do Acordo de Paris e da Organização Mundial de Saúde e perdoou acusados pelo ataque ao Capitólio. (Veja a lista abaixo.)

Na lista de decretos da era Biden anulados de imediato por Trump estão ações sobre a imigração. Na política externa, ele revogou a ordem de Biden que retirava Cuba da lista de Estados designados como patrocinadores do terrorismo e nas sanções contra colonos judeus na Cisjordânia.

Cerimônia no Capitólio

Trump assinou os primeiros decretos no palco da Capital One Arena, lotada de apoiadores que esperavam para ver o 47º presidente dos Estados Unidos. Com o frio extremo que atinge Washington, a posse foi celebrada dentro do Capitólio, e a tradicional parada foi movida para o ginásio, com capacidade para cerca de 20 mil pessoas.

O presidente chegou por volta das 19:30 (horário de Brasília) para assistir ao desfile, acompanhado da primeira-dama Melania Trump. Uma pequena mesa com a pilha de decretos o esperava no palco, do lado oposto ao púlpito.

Em discurso, Trump antecipou os primeiros decretos, destacando que revogaria dezenas de ações “destrutivas e radicais” do governo Joe Biden, descrito por ele como o “pior da história”.

Trump se encontra com eleitores na Capital One Arena, em Washington – 20/1/2025 | Foto: GPO/Fotos Públicas

“Em seguida, para obter controle imediato da vasta burocracia federal fora de controle, implementarei um congelamento imediato da regulamentação, o que impedirá que os burocratas de Biden continuem a regulamentar”, declarou. “A maioria desses burocratas está sendo demitida. Eles vão embora.”

Trump confirmou ainda que assinaria perdões para envolvidos no ataque ao Capitólio. “Nesta noite, vou assinar os perdões aos reféns do J6 (abreviação para 6 de janeiro) para libertá-los”, disse ele ladeado por familiares de pessoas sequestradas pelo Hamas no ataque terrorista de 7 de outubro.

As primeiras medidas assinadas por Trump na Casa Branca

Da arena, o presidente seguiu para a Casa Branca, onde assinou perdão total para cerca de 1,5 mil réus acusados pelo ataque ao Capitólio. Trump disse ainda que comutou as penas de outros seis acusados, sem dizer quem são.

Mais cedo, Trump havia assinado os primeiros documentos, com as nomeações para o seu gabinete e a ordem de erguer as bandeiras no dia da posse. 

A enxurrada de decretos anunciada para os primeiros dias de governo é parte do esforço para reverter as políticas do democrata Joe Biden ao mesmo tempo em que o republicano avança para cumprir suas promessas de campanha. 

Isso inclui parar com a invasão de imigrantes na fronteira, reduzir os custos de vida para os norte-americanos e ampliar a produção de petróleo, ideia sintetizada no slogan “drill, baby, drill” ou “perfure, baby, perfure”.

Em seu gabinete, na Casa Branca, Trump assina os primeiros de seu governo | Foto: RS/Fotos Públicas

Trump anunciou que assinou quase cem decretos depois de tomar posse, sem deixar claro se as medidas viriam todas de uma vez nesta segunda-feira ou aos poucos, ao longo dos próximos dias. Algumas das ordens executivas são simbólicas, outras podem enfrentar questionamentos da Justiça.

Uma das primeiras medidas do novo governo foi acabar com o CBP One, aplicativo que permitiu a entrada de quase 1 milhão de imigrantes em liberdade condicional, com direito de trabalhar enquanto esperam o processamento dos pedidos de asilo. A ordem foi publicada no site da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA logo depois do juramento de posse, enquanto Trump ainda discursava no Capitólio.

Decretos assinados por Trump

Confira as principais medidas de Trump oficializadas por decreto até agora:

  • Suspensão de 78 ações executivas da era Biden;
  • Congelamento de regulamentações, impedindo que os burocratas emitam regulamentações até que o governo Trump tenha controle total do governo;
  • Congelamento de todas as contratações federais, exceto para militares e algumas outras áreas essenciais;
  • Exigência de que os funcionários federais retornem ao trabalho presencial em tempo integral;
  • Uma diretriz para todos os departamentos e as agências para lidar com a crise do custo de vida;
  • Retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris;
  • Retirada dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde;
  • Ordem governamental que restaure a liberdade de expressão e impeça a censura da liberdade de expressão;
  • Fim do instrumentalização do governo contra os adversários políticos da administração anterior;
  • Indultos e comutações que, segundo Trump, abrangem cerca de 1,5 mil pessoas acusadas criminalmente no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021;
  • Revisão do programa de admissão de refugiados para melhor alinhamento com os princípios e interesses norte-americanos;
  • Declara uma “emergência nacional” na fronteira entre os EUA e o México;
  • Designa os cartéis de drogas como organizações terroristas estrangeiras;
  • Adia a proibição do Tik Tok, embora reste dúvida se Trump tem poder para anular a lei federal que entrou em vigor no fim de semana.

Medidas esperadas do governo Trump

Algumas medidas foram anunciadas por Trump nas últimas semanas, mas ainda não foram oficialmente adotadas. Veja quais são:

  • 1. Fechar a fronteira para migrantes em busca de asilo e acabar com o direito à cidadania das crianças que nasceram nos Estados Unidos, filhos de imigrantes que estão no país ilegalmente. Ainda não está claro, contudo, como o republicano pretende acabar com o cidadania por nascimento, prevista na 14ª Emenda, considerando que o presidente não pode alterar a Constituição norte-americana por conta própria;
  • 2. Envolver o Exército dos EUA na segurança da fronteira. Isso provocaria desafios legais imediatos por causa dos limites estritos na lei americana para como as forças armadas podem ser implantadas dentro do país;
  • 3. Declarar as travessias de migrantes ao longo da fronteira EUA–México como uma emergência nacional, o que permitiria que Trump desbloqueasse o financiamento para a construção do muro da fronteira, sem aprovação do Congresso;
  • 4. Designar cartéis de drogas como “terroristas globais”;
  • 5. Estabelecer definições de sexo biológico para trabalhadores federais. Trump diz que não reconhecerá mais transgêneros no serviço público: “A partir de hoje, será a política oficial do governo dos Estados Unidos que existam apenas dois gêneros, masculino e feminino”, disse em seu discurso de posse;
  • 6. Remover proteções para pessoas transgênero em prisões federais;
  • 7. Remover proteções para migrantes transgênero sob custódia dos EUA;
  • 8. Direcionar agências federais a iniciar uma investigação sobre práticas comerciais, incluindo déficits comerciais, práticas cambiais injustas, bens falsificados e uma isenção especial que permite a entrada nos Estados Unidos de bens de baixo valor isentos de tarifas;
  • 9. Avaliar a conformidade da China com um acordo comercial que Trump assinou em 2020, bem como o Acordo Estados Unidos–México–Canadá, que Trump assinou em 2020 para substituir o Acordo de Livre Comércio da América do Norte;
  • 10. Ordenar que o governo avalie a viabilidade de criar um “Serviço de Receita Externa” para coletar tarifas e impostos;
  • 11. Declarar uma emergência nacional de energia, o que poderia permitir que ele desbloqueasse poderes para acelerar a permissão para oleodutos e usinas;
  • 12. Ordenar que o governo federal revogue regulamentações que impedem a produção doméstica de energia.
  • 13. Sinalizar uma intenção de afrouxar os limites de poluição de escapamentos e padrões de economia de combustível;
  • 14. Revogar regulamentações de eficiência energética para lava-louças, chuveiros e fogões a gás;
  • 15. Abrir a área selvagem do Alasca para mais perfurações de petróleo e gás;
  • 16. Eliminar programas de justiça ambiental em todo o governo, que visam a proteger comunidades pobres contra poluição excessiva.

Redação Oestecom informações da Agência Estado


Presidente dos EUA prometeu enviar tropas para reforçar a segurança fronteiriça

Durante a cerimônia de posse, Donald Trump fez alguns anúncios de medidas que serão adotadas em seu governo | Foto: Reprodução/Youtube
Durante a cerimônia de posse, Donald Trump fez alguns anúncios de medidas que serão adotadas em seu governo | Foto: Reprodução/Youtube

Donald Trump tomou posse como presidente dos Estados Unidos nesta segunda-feira, 20. Durante a cerimônia, o republicano fez alguns anúncios de medidas que serão adotadas em seu governo.

Uma delas é a instauração de uma emergência nacional na fronteira sul dos EUA. Ele afirmou que o país sofre com uma invasão de imigrantes ilegais, facilitada pelo governo de Joe Biden.

Trump prometeu implantar política de deportação em massa

Em setembro do ano passado, Trump disse que promoveria uma política de deportação em massa de imigrantes ilegais.

“Temos uma imigração ilegal desenfreada”, disse Trump, ao observar que os norte-americanos nativos estão perdendo espaço no mercado de trabalho para estrangeiros que chegam aos país ilegalmente.

Outra medida, anunciada por Trump, é a intenção de classificar os cartéis de drogas mexicanos como organizações terroristas internacionais. 

Ele disse que vai utilizar o Alien Enemies Act para permitir que autoridades norte-americanas detenham e deportem imigrantes durante períodos de guerra declarada.

Alien Enemies Act é uma lei norte-americana de 1798. O documento permite ao presidente dos EUA deportar os cidadãos de uma nação inimiga.

 “Vou orientar nosso governo a usar todo o imenso poder de aplicação da lei federal e estadual para eliminar a presença de todas as gangues estrangeiras e redes criminosas que trazem crimes devastadores para o solo dos EUA”, afirmou Trump.

Medidas comerciais

Além disso, o presidente destacou a revogação de medidas ambientais do governo anterior. Ele prometeu, por exemplo, estimular a exploração de combustíveis fósseis. O republicano também declarou uma emergência energética nacional ao referir-se à exploração das vastas reservas de petróleo e gás dos EUA. 

Trump atribuiu a crise inflacionária aos altos preços de energia e prometeu derrubar políticas de combate às supostas “mudanças climáticas”. “Voltaremos a ser o país da indústria e temos algo que nenhum país jamais terá: as maiores reservas de gás e petróleo do mundo — e vamos usá-las”, disse.

Eleito em 2024, Donald Trump toma posse como 47º presidente dos Estados Unidos nesta segunda-feira, 20
Eleito em 2024, Donald Trump toma posse como 47º presidente dos Estados Unidos nesta segunda-feira, 20 | Foto: Reprodução/Twitter/X

No campo comercial, Trump enfatizou a necessidade de revisar o sistema comercial dos EUA. Ele propôs impor tarifas a produtos de outros países para proteger a indústria e os trabalhadores norte-americanos. 

Também criticou o governo do Panamá por não cumprir promessas e aplicar tarifas excessivas a embarcações norte-americanas no Canal do Panamá. 

“Navios norte-americanos são severamente sobrecarregados e não tratados de forma justa de nenhuma maneira”, afirmou Trump. “Isso inclui a Marinha dos Estados Unidos.”

Ações sobre liberdade de expressão

Trump também anunciou uma ordem executiva para “acabar imediatamente com toda a censura governamental e trazer de volta a liberdade de expressão à América”. O presidente mencionou os esforços do governo Biden para restringir essa liberdade. “Nunca mais o imenso poder do Estado será usado como arma para perseguir oponentes políticos.”

Outra medida envolve o reconhecimento de gênero. De acordo com Trump, seu governo reconhecerá apenas os gêneros masculino e feminino.

Foto de Donald Trump
Trump ainda anunciou a reintegração de militares que foram expulsos das Forças Armadas por se opor à exigência de vacina contra a covid-19 | Foto: Divulgação

Ele prometeu realizar cortes em programas de diversidade, equidade e inclusão. Também afirmou que não financiará procedimentos médicos de transição de gênero. 

“Nessa semana, também encerrarei a política governamental de tentar engenhar socialmente raça e gênero em todos os aspectos da vida pública e privada”, disse Trump. “Forjaremos uma sociedade que não vê cor e é baseada no mérito.”

Trump ainda anunciou a reintegração de militares que foram expulsos das Forças Armadas por se opor à exigência de vacina contra a covid-19.

Finalmente, o republicano anunciou que os EUA deixarão o Acordo de Paris — tratado internacional para reduzir a emissão de gases poluentes. Em 2021, o ex-presidente Joe Biden prometeu combater as supostas mudanças climáticas. Ele tinha o plano de zerar as emissões de gases até 2050.

Informações Revista Oeste