O escândalo também motivou a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Investigação para investigar o caso.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) deflagra nesta quinta-feira (9) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação tem o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos 66 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos seguintes estados: São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco e Bahia, além do Distrito Federal.
“A ação de hoje tem o objetivo de aprofundar as investigações e esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, informou a PF no comunicado.
Entenda
Em abril, a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sem Desconto com objetivo de combater um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
O escândalo também motivou a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Investigação para investigar o caso.
O cálculo é que entidades investigadas tenham descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. À época, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções.
À época, a PF informou que as investigações identificaram a existência de irregularidades relacionadas aos descontos de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo INSS.
Ação simultânea ocorre em todos os estados e conta com a participação das Polícias Civis de 16 unidades da federação.
Foto: Divulgação PF
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (08/10), a Operação Nacional Proteção Integral III, em ação conjunta com as Polícias Civis de 16 estados brasileiros, com o objetivo de identificar e prender criminosos envolvidos em crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes praticados, principalmente, pela internet.
A operação visa o cumprimento simultâneo de 182 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva em todo o país, resultando em 40 prisões em flagrante, duas apreensões de menores e 2 vítimas resgatadas (número em atualização). Participaram da ação 617 policiais federais de todos os estados e 273 policiais civis de 16 estados (AL, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MS, PA, PB, PE, PI, RJ, RS, SC, SP).
Coordenada pela PF, a operação integra os esforços nacionais de combate aos crimes cibernéticos que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes.
A ação reforça a integração entre forças policiais federais e estaduais e demonstra o compromisso conjunto de defesa da infância e da adolescência. A Operação Proteção Integral III dá continuidade às edições anteriores, deflagradas em março e maio de 2025, evidenciando o trabalho permanente da Polícia Federal nessa frente de combate.
Somente em 2025, entre janeiro e setembro, a Polícia Federal já cumpriu mais de 1.630 mandados de prisão de foragidos condenados por crimes sexuais, demonstrando o empenho da instituição em proteger crianças e adolescentes e responsabilizar autores de crimes dessa natureza.
A Polícia Federal alerta pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar e orientar o uso da internet por crianças e adolescentes, conversando abertamente sobre riscos e ensinando como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais. A prevenção e a informação são as ferramentas mais eficazes para garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes.
📊 Resumo da Operação Nacional Proteção Integral III
• Mandados de busca e apreensão: 182 • Prisões em flagrante: 40 (em andamento) • Vítimas resgatadas: 2 (em andamento) • Policiais envolvidos: 617 federais e 273 civis
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O vereador e presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais da Bahia (SINPRF-BA), Silvio Dias, se manifestou sobre o caso da inspetora, presa em flagrante no domingo (5) sob suspeita de injúria racial contra um capitão da Polícia Militar durante uma partida de futebol infantil, em Feira de Santana.
Silvio classificou o episódio como “um fato lamentável” e afirmou que o sindicato está acompanhando de perto o caso, oferecendo assistência jurídica à servidora.
“O que ocorreu foi uma confusão generalizada durante um jogo infantil. Nossa colega PRF Michele, que é daqui de Feira de Santana, acabou sendo surpreendida ao ser autuada por injúria racial quando, na verdade, há vídeos que mostram ela tentando apartar a briga”, relatou.
O dirigente sindical destacou que, na audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (6), o Ministério Público manifestou-se pelo relaxamento da prisão, o que foi acolhido pela juíza do caso.
“Agora, Michele está em liberdade e vai responder o processo em conformidade com o devido processo legal. Ela é uma profissional exemplar, mãe de família e cidadã de conduta ilibada. Não há nada que desabone sua carreira ou seu comportamento”, defendeu.
Silvio reforçou que o sindicato repudia qualquer ato de racismo, mas pede que as investigações ocorram com equilíbrio.
“Somos uma entidade que atua sempre dentro da legalidade. Não aceitamos nenhuma ação discriminatória, mas precisamos garantir o direito à ampla defesa e à presunção de inocência. Ao final, acreditamos que a verdade prevalecerá”, afirmou.
Ele também relatou ter conversado diretamente com a inspetora após a audiência. “Ela está muito abalada, com sua imagem exposta e o psicológico fragilizado. Segundo o que me relatou, passou de vítima a acusada, o que é algo extremamente doloroso”, completou.
O caso
A confusão ocorreu por volta das 10h de domingo (5), na quadra do Sesi, no bairro Jardim Cruzeiro, durante a final de um torneio de futebol promovido por uma escola particular.
De acordo com o capitão da PM, ele assistia ao jogo do filho quando a inspetora reclamou de que ele estaria atrapalhando sua visão. As reclamações teriam se repetido, até que, segundo o oficial, ela o teria ofendido com a expressão “isso é coisa de preto” e, em seguida, o filho dela desferiu um soco em suas costas, iniciando uma luta corporal.
A inspetora Michele Alencar, por sua vez, nega ter feito qualquer ofensa de cunho racial. Ela afirma que apenas pediu ao capitão que se sentasse para conseguir assistir à partida, admitindo que se exaltou durante a discussão. A PRF diz ainda que, após a troca de palavras, o capitão teria se aproximado de forma ameaçadora e o filho da servidora tentou intervir, o que acabou gerando a briga.
Em nota, a Polícia Rodoviária Federal declarou que acompanha a investigação das autoridades competentes e que adotará as medidas cabíveis para esclarecer o caso.
“A PRF acompanha a situação, bem como a investigação das autoridades competentes, e adotará as medidas cabíveis para apurar os fatos”, diz o comunicado oficial.
O ex-vereador Paulão do Caldeirão foi preso em flagrante na noite deste domingo (6) em Feira de Santana, acusado de homicídio culposo, embriaguez ao volante e porte ilegal de arma de fogo. O caso ocorreu por volta das 21h, na Rua Cariva, bairro Santo Antônio dos Prazeres, nas imediações do Solar Sim.
De acordo com informações da Polícia Militar, o veículo conduzido por Paulão — um Toyota Corolla de placa PJZ-8729 — teria atingido uma motocicleta com duas pessoas. Após o impacto, o motorista deixou o local sem prestar socorro às vítimas.
Um major da PM que se encontrava próximo à área foi informado do acidente e iniciou a perseguição ao carro. O condutor foi interceptado pouco depois e, segundo relato dos policiais, apresentava sinais visíveis de embriaguez. O militar, mesmo fora de serviço, acionou reforço de uma equipe da Rondesp Leste, que realizou a prisão em flagrante do ex-parlamentar.
A colisão resultou na morte de uma das vítimas, cujo corpo foi removido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) após o levantamento cadavérico. A segunda pessoa ferida foi socorrida e encaminhada para uma unidade hospitalar da cidade.
Na delegacia, além dos crimes de trânsito, foi constatado que Paulão portava arma de fogo de uso restrito, o que agravou a situação penal. Ele foi autuado pelos crimes de:
Homicídio culposo na direção de veículo automotor;
Lesão corporal culposa;
Condução de veículo sob efeito de álcool;
Porte ilegal de arma de uso restrito.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que irá apurar as circunstâncias do acidente e ouvir testemunhas.
O médico Cláudio Birolini explicou que o ex-presidente Jair Bolsonaro sofre crises recorrentes de soluços que podem provocar reflexos de vômito. Ele acompanha Bolsonaro desde a última cirurgia abdominal, realizada em abril deste ano.
– Ele persiste com crises de soluços, mais intensas quando se exalta ou fala muito. O vômito ocorre de forma reflexa quando as crises ficam muito fortes, e auxilia na interrupção dos soluços. Estamos insistindo em tratamento medicamentoso para controle e profilaxia dessas crises. Não tem uma causa definida – explicou Birolini ao jornal O Globo.
Pessoas próximas relataram que Bolsonaro tem se mostrado abatido nos últimos dias. A família chegou a cogitar internação na segunda-feira (30), após pelo menos quatro episódios seguidos de vômito. Birolini passou a noite em sua casa e descartou hospitalização imediata.
No dia seguinte, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse que os soluços haviam dado uma “trégua” e agradeceu pelas orações recebidas.
Apesar da fragilidade, Bolsonaro tem recebido aliados em sua residência no Jardim Botânico. Entre os que já o visitaram estão Tarcísio de Freitas, Caroline de Toni, Esperidião Amin, Magno Malta e Delegado Caveira.
Além dessas visitas, a defesa pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para que Bolsonaro receba também Valdemar Costa Neto, Sóstenes Cavalcante, Márcio Bittar e Gilson Machado Neto. A decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes.
O deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, foi preso nesta sexta-feira, dia 3, ao se entregar ao Ministério Público da Bahia em Feira de Santana. Ele estava foragido desde a deflragração da ‘Operação Estado Anômico’ no último dia 1°.
Uma equipe de 20 agentes policiais e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPBA cumpriram o mandado de prisão preventiva e escoltou o parlamentar até Salvador, onde ele ficará custodeado.
Binho Galinha é apontado como líder de organização criminosa, que inclusive adota práticas milicianas, com atuação principalmente na região de Feira. Segundo investigações das operações ‘El Patrón’ e ‘Estado Anômico’, o grupo criminoso é responsável por delitos como lavagem de dinheiro, obstrução da justiça, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas, usurpação de função pública, embaraço a investigações e tráfico de drogas.
O parlamentar já responde a duas ações penais, denunciado em fevereiro deste ano e em dezembro de 2023 pelo MPBA, em decorrência da ‘Operação El Patrón’, por lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem e receptação qualificada.
A ‘Operação Estado Anômico’ teve o objetivo de aprofundar as investigações da ‘El Patrón’ sobre a organização criminosa, que possui uma estrutura complexa, com divisão de tarefas entre seus membros, incluindo policiais militares.
No total, dez pessoas foram presas, entre elas João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano, filho do deputado, e Mayana Cerqueira da Silva, sua esposa, também já denunciados pelo MPBA. Como desdobramento da ‘El Patrón’, até o momento 15 pessoas já foram denunciadas pelo MP por envolvimento com o grupo criminoso liderado pelo deputado.
Com informações da assessoria de Comunicação do MPBA
A Polícia Federal deflagrou, na última quarta-feira (1º), a operação Persona, que mirou um grupo suspeito de aplicar fraudes em empréstimos consignados contra aposentados e pensionistas do INSS em diferentes estados, principalmente da Bahia e no
Distrito Federal.
A investigação, iniciada na Delegacia da PF em Juazeiro, foi conduzida por cerca de um ano e meio, após um caso ocorrido na cidade de Morro do Chapéu. Com o desenvolvimento da investigação, verificou-se que os suspeitos utilizavam meios eletrônicos para captar dados de vítimas, abrir contas ou contratar empréstimos em nome de terceiros e desviar valores, com foco em idosos.
Por decisão judicial, equipes da PF cumpriram dois mandados de busca e apreensão, em endereços ligados aos investigados, e deram cumprimento a duas prisões preventivas. Durante uma das buscas, também houve uma prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Todas as ações ocorreram em Brasília/DF, local de residência dos alvos.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores e impôs restrições à atividade financeira dos investigados, proibindo que operem empréstimos e outros atos do gênero.
Os materiais apreendidos (celulares, computadores e documentos) serão submetidos à perícia para aferição dos prejuízos e identificação de eventuais envolvidos adicionais.
A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU/BA), deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a operação FALSACOOP, com o objetivo de apurar supostos ilícitos relacionados à contratação de uma cooperativa, pelo município de Feira de Santana/BA, para prestação de serviços de locação de mão de obra destinada a unidades de assistência social.
Há indícios de que a entidade operou como cooperativa de fachada, em mera intermediação de mão de obra, e executou contratos mediante superfaturamento, em prejuízo do Fundo Nacional de Assistência Social e dos fundos municipais de Saúde e de Educação de Feira de Santana, entre os anos de 2015 e 2021. Também foram detectadas evidências de fraudes em licitação e operações financeiras voltadas à ocultação e dissimulação da origem ilícita dos valores.
Entre 2015 e 2020, a cooperativa recebeu mais de R$ 63 milhões, com estimativa de superfaturamento superior a R$ 8,5 milhões. Parte significativa desses recursos foi transferida diretamente ou por meio de interpostas pessoas a indivíduos ligados à direção da entidade, bem como a empresas controladas por esses mesmos indivíduos.
As investigações contaram com o apoio da CGU, que identificou diversas ilicitudes no processo licitatório, a partir das quais, e com o aprofundamento das investigações, descortinaram-se indícios da materialidade delitiva do crime de lavagem de ativos.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador/BA, Feira de Santana/BA, Jacobina/BA e Joinville/SC, contando ainda, como resultado das investigações, com o bloqueio de mais de R$ 8 milhões, determinado pela 17ª Vara Criminal da Seção Judiciária da Bahia.
A operação FALSACOOP visa aprofundar as investigações, identificar todos os envolvidos e responsabilizar os autores pelos crimes praticados, contribuindo para a proteção do patrimônio público e a integridade da administração pública.
A investigação sobre o feminicídio de Talita Lobo Santana, 35 anos, avançou após o depoimento do principal suspeito, preso na madrugada desta segunda-feira (15), em Feira de Santana. O delegado Gustavo Coutinho, responsável pelo caso, informou que o homem foi interrogado por mais de duas horas e acabou confessando o crime.
“No início, ele negou os fatos e apresentou versões diferentes. Mas, diante das provas reunidas, acabou confessando tudo em detalhes”, relatou o delegado.
Segundo Coutinho, o suspeito declarou ter mantido um relacionamento esporádico com Talita por cerca de dois anos e disse que uma discussão motivada por ciúmes culminou no crime. Ele afirmou que, no sábado (13), foi à casa da vítima a convite dela para entregar dinheiro e que, após ela mostrar mensagens de outros relacionamentos dele, iniciou-se a briga.
“Ele contou que ela tentou se defender com um objeto e, para contê-la, aplicou um ‘mata-leão’, acreditando que ela apenas havia desmaiado”, explicou o delegado.
Ainda conforme o depoimento, o homem fugiu levando objetos da residência e tentou despistar a polícia. Ele também é acusado de agredir uma criança que presenciou a cena. “Ele vai responder por feminicídio, tentativa de homicídio contra a criança e furto”, completou Coutinho.
Família contesta versão do suspeito
Um familiar de Talita, que preferiu não se identificar, rebateu a narrativa apresentada pelo suspeito, negando qualquer relacionamento amoroso entre ele e a vítima.
“Ela era uma pessoa ingênua, boa para todo mundo. Conheceu esse homem pelas redes sociais. Ele insistia para ir à casa dela, mas nunca teve nada com ela. Armou tudo para roubar”, declarou.
A parente contou ainda que Talita resistiu aos convites do suspeito e que, no dia anterior ao crime, ele teria pedido a localização da residência.
“Ele não frequentava a casa, foi a primeira vez. Minha prima nunca teve envolvimento com um homem desses. Foi oportunismo”, reforçou.
A criança que presenciou o crime está recebendo acompanhamento psicológico. O suspeito foi encaminhado ao presídio e permanece à disposição da Justiça.
Feira de Santana alcançou um marco histórico na segurança pública. O mês de agosto de 2025 encerrou com apenas 18 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), contra 33 casos registrados em agosto de 2024.
A redução de 15 homicídios torna este o agosto mais tranquilo dos últimos 25 anos, resultado que reflete diretamente no sentimento de segurança da população.
Esse avanço é fruto do trabalho integrado da Polícia Civil e da Polícia Militar, que atuam de forma coordenada em diversas frentes. As delegacias territoriais, especializadas e demais unidades da Polícia Civil têm desempenhado papel fundamental com investigações, prisões e operações que enfraquecem a criminalidade.
Dentro desse esforço conjunto, merece destaque o trabalho da Delegacia de Homicídios (DHPP), responsável por investigações estratégicas e operações direcionadas ao enfrentamento dos crimes contra a vida, que contribuíram de forma decisiva para a queda nos índices.
O resultado comprova que a união das forças policiais em Feira de Santana tem produzido efeitos concretos, mostrando que é possível reduzir a violência e preservar vidas.