Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.
Sem mandato na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro tem utilizado a influência política que conseguiu após anos de construção de alianças na direita internacional para tentar impulsionar a candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.
A princípio, Flávio informou ao Senado que se afastaria do Brasil em missão oficial de 18 de janeiro a 7 de fevereiro e custearia a viagem com dinheiro público. Depois, o senador postergou a volta por mais cinco dias e afirmou que pagaria suas despesas com recursos próprios.
Os irmãos já visitaram Israel e Bahrein e planejam seguir para os Emirados Árabes Unidos e para o Catar. Avaliam ainda viajar pela Europa, mas os países ainda não estão definidos. No início de janeiro, Flávio Bolsonaro também foi aos Estados Unidos, onde o irmão mora desde março de 2025.
Ainda que tenha sido cassado no final do ano por excesso de faltas, Eduardo Bolsonaro continua sendo apresentado como parlamentar em eventos, como na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada em Jerusalém.
Sem mandato e após sofrer derrotas recentes na relação com Donald Trump, que depois de diálogo com Lula diminuiu o impacto das tarifas e revogou a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Bolsonaro agora foca em apresentar o irmão a lideranças internacionais da direita com foco em sua pré-candidatura ao Planalto.
“Senhoras e senhores, eu discurso hoje não só como senador, mas como pré-candidato a presidente do Brasil”, afirmou Flávio em discurso na conferência em Israel, na última terça-feira (27). Disse ainda que os Estados Unidos ajudaram a “construir um novo modelo de cooperação internacional” e uma nova fase para a América Latina.
Em Israel, os irmãos se encontraram o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu; o presidente, Isaac Herzog; e o ministro de Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli, com quem gravaram um vídeo no qual Eduardo chama integrantes do Hamas de “selvagens”.
Os dois também estiveram com outras autoridades, como o ex-primeiro-ministro da Áustria Sebastian Kurz, o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, e o embaixador argentino Axel Wahnish. A foto que postaram com o embaixador foi compartilhada pelo presidente da Argentina, Javier Milei.
Os irmãos ainda publicaram fotos com ao menos seis deputados do Parlamento Europeu, como os espanhóis Hermann Tertsch e Jorge Buxadé, do partido Vox, o português Pedro Frazão, vice-presidente do Chega, e o polonês Dominik Tarczynski. Após o encontro, Tarczynski fez uma publicação em que defende a eleição de Flávio em 2026.
Em Bahrein, estiveram com o primeiro-ministro e príncipe herdeiro, Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa, com o príncipe Sheikh Khalid bin Hamad Al Khalifa, e com o parlamentar Hassan Ibrahim Hassan. De acordo com o senador, os compromissos são voltados “ao diálogo institucional, à cooperação internacional e à troca de experiências em temas estratégicos”.
A aproximação de Flávio Bolsonaro com as articulações internacionais de Eduardo marca uma virada na trajetória política do senador, que não participou das principais comitivas parlamentares lideradas por Eduardo desde 2024 para denunciar a suposta existência de uma “ditadura” no país e pedir por sanções contra o país.
Depois que Jair Bolsonaro (PL) deixou a Presidência, o senador fez apenas três viagens internacionais em missão oficial: foi a um seminário promovido por bolsonaristas na Espanha e a uma conferência na Itália e visitou prisões em El Salvador.
O senador não integrou, por exemplo, a comitiva bolsonarista a Washington que envolveu ao menos 15 parlamentares em abril passado. Entre eles, estiveram os deputados Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), que agora acompanham os irmãos na viagem ao Oriente Médio.
Eduardo foi denunciado em setembro passado sob a acusação de tentar intervir nos processos do ex-presidente. Em novembro, Moraes determinou o cancelamento do passaporte diplomático dele.
“A articulação internacional é central para a extrema direita e para o bolsonarismo, porque a ascensão da ultradireita é um fenômeno global”, afirma o professor de relações internacionais e coordenador do Observatório da Extrema Direita, David Magalhães.
Ele avalia que o respaldo que Flávio busca com as autoridades estrangeiras pode beneficiá-lo tanto internacionalmente, ao “reduzir o custo político” de posições radicais, quanto nacionalmente, ao construir uma “imagem de pertencimento a um campo político global” para os apoiadores mais ideológicos.
Nesse processo, o professor considera que Eduardo é essencial, em função do “capital político que ele acumulou ao longo dos últimos anos”. “O que se observa agora é uma tentativa de transferir parte desse capital político, dessas conexões e dessa legitimidade internacional para Flávio Bolsonaro, apresentando-o como herdeiro e continuidade dessa articulação internacional já consolidada”, finaliza.
Hospital Geral Clériston Andrade bate recorde estadual e reforça compromisso com a solidariedade e a saúde ocular
O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, alcançou um marco histórico em 2025 ao registrar 182 doações de córneas, liderando o ranking de captação no estado da Bahia. Os dados são do Banco de Olhos da Bahia, responsável pelo registro oficial de doações no estado.
A conquista destaca o HGCA como a unidade com maior número de doações em todo o território baiano, superando o Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié, que ficou em segundo lugar, e o Hospital Aristides Maltez, em Salvador, que ocupou a terceira posição.
De acordo com Mirela Andrade, coordenadora técnica da Organização à Procura de Córnea (OPC) de Feira de Santana e Salvador, o resultado é fruto de um trabalho contínuo e integrado de toda a equipe hospitalar. “Foi um marco histórico para o hospital. A implantação da OPC aqui, há pouco mais de um ano e meio, vem transformando a realidade da doação de córneas na região. Hoje temos uma estrutura sólida, com fluxo bem definido e profissionais capacitados para abordar as famílias com respeito e sensibilidade”, destacou.
Segundo Cristiana França, diretora-geral do HGCA o número de doações representa mais do que estatísticas. “Cada doação significa uma pessoa voltando a enxergar, significa esperança, recomeço. É o resultado de uma rede de solidariedade que começa com a decisão da família doadora e passa por uma equipe dedicada a garantir que esse gesto se concretize com dignidade e eficácia”, afirmou.
Atualmente, a Bahia possui mais de 1.600 pessoas na fila de espera por um transplante de córnea. Apesar do recorde registrado no HGCA, a demanda por doações ainda é alta. A coordenadora da OPC explica que a maior dificuldade enfrentada pelas equipes é a desinformação. “Ainda existem muitos mitos sobre a doação de córnea, especialmente por envolver o rosto. Muitas famílias têm receio de desfiguração, o que não ocorre. O procedimento é rápido, seguro e não interfere nos trâmites do funeral. Nosso maior desafio é vencer essa barreira cultural”, pontuou.
O processo de captação no HGCA é realizado em parceria com o serviço social e o setor de fiscalização do hospital, que notificam os óbitos e colaboram na abordagem às famílias. “Quanto mais segurança e clareza na comunicação, maior a chance de a família aceitar a doação. Trabalhamos para garantir um processo humanizado e transparente”, acrescentou.
Para ser doador de córnea, é necessário ter entre 2 e 75 anos. Doenças como diabetes ou histórico de cirurgia ocular não impedem a doação. A principal restrição é para casos de infecção ativa ou traumas oculares graves. “É um procedimento simples, que pode ser realizado em até 30 minutos, e que não compromete a aparência do doador nem o andamento dos trâmites funerários”, explicou a coordenadora.
Em 2026, o objetivo da equipe da OPC no Clériston Andrade é superar o número de doações do ano anterior. “Já traçamos a meta. Queremos ampliar ainda mais o alcance desse trabalho, diminuir a fila e devolver a visão a quem espera. Mas para isso precisamos que mais famílias estejam dispostas a dizer ‘sim’ à doação”, finalizou Mirela.
A população pode manifestar seu desejo de ser doadora conversando com seus familiares. A autorização para doação só é válida com o consentimento dos parentes próximos. “Doar é um ato de amor. É dar continuidade à vida de alguém”, reforça a coordenadora.
O pastor Silas Malafaia apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua defesa prévia no processo em que é acusado pelos crimes de injúria e calúnia contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva. A manifestação foi protocolada após notificação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
No documento, a defesa pede a rejeição da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ou, alternativamente, o reconhecimento da incompetência do STF para julgar o processo, com o envio do caso à primeira instância.
A denúncia teve origem em discurso feito por Malafaia durante uma manifestação realizada em 6 de abril de 2025, na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, o pastor criticou integrantes do Alto Comando do Exército após a prisão do general Walter Braga Netto, utilizando expressões como “frouxos”, “covardes” e “omissos”.
– Cadê esses generais de quatro estrelas do alto comando do Exército? Cambada de frouxos. Cambada de covardes. Cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, é para marcar posição – afirmou Malafaia no ato.
Na defesa apresentada ao Supremo, o pastor sustenta que não citou nominalmente o general Tomás Paiva nem qualquer outro oficial específico, o que afastaria, segundo os advogados, a configuração dos crimes contra a honra. O documento afirma que as declarações foram genéricas e proferidas no exercício do direito de crítica e da liberdade de expressão.
Os advogados também argumentam que o comandante do Exército não possui foro por prerrogativa de função no STF e que não há previsão constitucional para que uma pessoa sem cargo público seja processada originariamente na Corte apenas por ter como suposta vítima uma autoridade militar.
Outro ponto da manifestação é a contestação da tese da PGR de que haveria conexão entre o caso e os inquéritos das fake news e das milícias digitais, ambos relatados por Moraes. Segundo a defesa, não é possível atrair a competência do Supremo com base apenas na existência de inquéritos, sem vínculo direto entre os fatos investigados.
Malafaia também afirma que não houve imputação de crime militar ao comandante do Exército, rebatendo a acusação de calúnia. De acordo com a defesa, as falas não atribuíram condutas típicas como prevaricação ou cobardia (infração especificamente militar), previstas no Código Penal Militar, mas expressaram opinião pessoal sobre a postura de oficiais os quais ele não citou nominalmente.
No Código Penal Militar, o crime de prevaricação ocorre quando o agente deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício ou o realiza contra a lei para satisfazer interesse pessoal. Já o crime de cobardia é caracterizado quando o militar, por temor, se omite no cumprimento do dever diante de situação que exige atuação funcional.
Para a PGR, ao classificar integrantes do Alto Comando como “covardes” e “omissos” em razão da prisão de um general, Malafaia teria atribuído, ainda que de forma indireta, condutas que poderiam ser interpretadas como crimes previstos na legislação castrense.
No documento, o pastor apresenta ainda retratação formal, afirmando que não teve intenção de ofender a honra do general Tomás Paiva nem de imputar a ele qualquer prática criminosa, o que, segundo a legislação, pode afastar eventual punição antes da sentença.
*Pleno.News Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE; Foto: Reprodução/YouTube Silas Malafaia Oficial
Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (29) pelo instituto Paraná Pesquisas indicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em empate técnico tanto contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quanto contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), em projeções de segundo turno do pleito deste ano.
No cenário contra Flávio, Lula anotou 44,8% das intenções de voto, contra 42,2% do senador. Como a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, o resultado indica um empate técnico. Contra o governador de São Paulo, por sua vez, a vantagem é ainda menor, com o petista registrando 43,9%, e o chefe do Executivo paulista, 42,5%.
A pesquisa ainda avaliou o desempenho de Lula contra o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD). Nesse caso, o atual presidente teria 44,7% dos votos, contra 38,9% do concorrente, resultado acima da margem de erro.
A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2026, com 2.080 entrevistas presenciais em 160 municípios distribuídos pelos 26 estados e pelo Distrito Federal. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08254/2026.
*Pleno.News Fotos: Ricardo Stuckert/PR // Carlos Moura/Agência Senado // Pablo Jacob/Governo do Estado de São Paulo
Patrimônio Imaterial de Feira de Santana e um dos mais importantes eventos do calendário católico da Bahia, a Caminhada do Perdão 2026, promovida pela Arquidiocese de Feira de Santana, será realizada no dia 1º de março, segundo domingo da Quaresma, com expectativa de reunir cerca de 50 mil participantes.
Na manhã desta quarta-feira (28), o secretário municipal de Comunicação Social, Joilton Freitas, recebeu em seu gabinete o coordenador do evento, padre Hipólito Gramosa dos Santos, acompanhado de outros membros da comissão organizadora. Durante o encontro, o secretário garantiu o apoio da Prefeitura na divulgação institucional da Caminhada do Perdão e destacou a importância do evento para o município, tanto pelo seu valor religioso quanto pelo impacto cultural e social para a cidade.
A concentração da Caminhada ocorrerá no Santuário Santo Antônio (Capuchinhos), a partir das 7h, com a celebração da Santa Missa, presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Zanoni Demettino Castro, e concelebrada pelo arcebispo emérito, Dom Itamar Vian, além de padres e diáconos da Arquidiocese.
Com o tema “Fraternidade e Moradia Digna”, a 12ª edição da Caminhada do Perdão está em sintonia com a Campanha da Fraternidade, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A organização estima a participação de caravanas das 46 paróquias do município, além de fiéis de cidades circunvizinhas.
Percurso e significado
Uma das novidades deste ano é o percurso. Após a Celebração Eucarística, os fiéis seguirão pela Avenida Presidente Dutra, retornando à Rua JJ Seabra, com destino ao Santuário Senhor dos Passos, que volta a integrar a programação. Em seguida, o trajeto segue pela Avenida Getúlio Vargas, passando pela Rua Conselheiro Franco, até a Catedral Metropolitana de Sant’Ana, onde acontece o encerramento solene com a bênção do Santíssimo Sacramento.
O percurso, com aproximadamente quatro quilômetros, simboliza a caminhada de conversão, reconciliação e compromisso cristão, traduzindo a fé em passos concretos e em atenção às realidades sociais, conforme o espírito quaresmal.
Segundo Dom Zanoni, a Caminhada convida os fiéis à transformação pessoal e coletiva. “Caminhar significa reconciliar-se com Deus, com os irmãos, consigo mesmo, com a cidade e com a criação. Não há perdão autêntico sem justiça e sem olhar para os que sofrem”, destacou.
Reconhecimento e apoio do Poder Público
Criada em 2012, durante as celebrações dos 50 anos da Arquidiocese, a Caminhada do Perdão consolidou-se como uma das mais expressivas manifestações religiosas do interior da Bahia. O evento é reconhecido oficialmente como Patrimônio Imaterial do Município e integra o calendário oficial de eventos, por meio de lei sancionada pelo Poder Executivo.
Em todas as edições, a Prefeitura de Feira de Santana, por meio de diversas secretarias, atua de forma integrada, oferecendo apoio na logística, organização, segurança, mobilidade urbana e divulgação institucional.
Como gesto concreto de solidariedade, os fiéis podem adquirir as camisas oficiais do evento, disponíveis na Cúria Metropolitana e nas secretarias paroquiais. Parte dos recursos arrecadados será destinada às pastorais sociais e instituições que atuam na promoção da vida, da justiça e da dignidade social, especialmente junto às pessoas em situação de vulnerabilidade no município.
O vereador Pedro Américo (Cidadania) comentou a defesa da “tarifa zero” no transporte público de Feira de Santana feita pelo sindicalista David Bacelar e afirmou que o tema precisa sair do campo do slogan e avançar, com urgência, para o campo do planejamento. Para o parlamentar, discutir gratuidade é legítimo, e já ocorre em diferentes cidades brasileiras e no Congresso Nacional, mas somente com estudo de custos, desenho institucional e fontes permanentes de financiamento, para que uma pauta social não se transforme em promessa sem lastro.
Pedro ressalta que é incorreto induzir a população a concluir que a Prefeitura, de forma isolada, teria obrigação de “bancar” a tarifa zero. “O município não pode ser tratado como caixa único de um problema que é nacional. O transporte coletivo enfrenta uma crise de financiamento em todo o país, agravada no pós-pandemia. Quando a proposta não explica quanto custa, quem paga e como se sustenta, ela cria expectativa e frustração, em vez de solução”, declarou.
O vereador também pontua que Feira de Santana já assume compromissos financeiros relevantes com o sistema de transporte, incluindo gratuidades e benefícios tarifários, o que precisa ser reconhecido com transparência e apresentação de dados públicos. “Antes de vender uma ideia como se fosse simples, o mínimo é apresentar custo anual estimado, impacto na frota e na oferta de linhas, fonte de receita dedicada e divisão clara de responsabilidades entre Município, Estado e União. É assim que se constrói política pública séria”, afirmou.
Para Pedro Américo, a tarifa zero só se torna viável em cidades de médio porte quando existe cofinanciamento estruturado, previsível e contínuo. Ele observa que, no Brasil, experiências consideradas bem-sucedidas dependem, em geral, de receitas específicas, como fundos locais, royalties ou modelos robustos de subsídio, e exigem atenção permanente aos riscos de precarização do serviço quando não há custeio estável.
Nesse contexto, o parlamentar defende que Feira de Santana busque um pacto federativo para a mobilidade urbana, com participação direta do Governo do Estado e do Governo Federal. “Quando o Estado subsidia modais estruturantes na capital, fica claro que o subsídio é uma prática legítima de política pública. O debate correto é definir qual modelo de cofinanciamento é possível para Feira, com metas, contrapartidas, fiscalização e garantia de qualidade do serviço”, argumentou.
Pedro propõe que o tema avance a partir de um roteiro técnico, afastando frases de efeito: auditoria e publicação dos custos reais do sistema; simulações de cenários, tarifa zero total, parcial, por público específico ou por dias e horários; definição de fontes de financiamento, como fundo municipal de mobilidade, receitas acessórias do sistema e aportes estaduais e federais; contratos com metas de desempenho e mecanismos efetivos de controle; e implementação de projeto-piloto monitorado antes de qualquer ampliação. Segundo ele, embora o debate nacional avance no sentido de dar segurança jurídica e discutir modelos de financiamento para a tarifa zero, isso não elimina a responsabilidade local na formulação da política.
“Eu não sou contra a tarifa zero. Sou contra transformar um tema complexo em propaganda. Feira de Santana precisa de compromisso institucional, números na mesa e parceria federativa. Com recurso carimbado, governança e garantia de qualidade, a cidade pode discutir uma transição responsável. Fora disso, é discurso sem garantia de entrega”, concluiu o vereador.
A nova funcionalidade passará a ser obrigatória para bancos e demais instituições financeiras a partir do dia 2 de fevereiro, após um período de uso facultativo iniciado em 23 de novembro do ano passado.
A partir de fevereiro, entra em vigor a versão atualizada do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para possibilitar o rastreamento e a devolução de valores transferidos via Pix em situações de fraude, golpes ou coerção. A nova funcionalidade passará a ser obrigatória para bancos e demais instituições financeiras a partir do dia 2 de fevereiro, após um período de uso facultativo iniciado em 23 de novembro do ano passado.
Lançado em 2021, cerca de um ano após a criação do Pix, o MED surgiu como uma forma de acelerar a restituição de recursos a clientes prejudicados por crimes financeiros. No entanto, em 2022, o Banco Central e as instituições financeiras identificaram limitações no modelo original do sistema. Até então, o bloqueio e a tentativa de devolução dos valores aconteciam apenas na conta que recebeu inicialmente o dinheiro. Como os golpistas costumam agir rapidamente, era comum que os recursos fossem transferidos para outras contas antes que qualquer bloqueio fosse efetivado.
Com a atualização, o MED passa a acompanhar o chamado “caminho do dinheiro”, identificando possíveis rotas utilizadas após a primeira transferência. Dessa forma, o sistema consegue rastrear valores que tenham sido movimentados entre diferentes contas. Essas informações são compartilhadas entre as instituições financeiras envolvidas nas transações, ampliando as chances de recuperação dos recursos. A expectativa é que, com essa mudança, a devolução possa ocorrer em até 11 dias após a contestação feita pelo cliente.
Outra inovação associada ao MED é o chamado “botão de contestação”, disponível desde 1º de outubro. Essa funcionalidade permite que o usuário registre uma contestação diretamente no aplicativo do banco, sem a necessidade de atendimento humano, sempre que identificar uma transação realizada sob fraude, golpe ou coerção. O objetivo é tornar o processo mais rápido e eficiente, acelerando o bloqueio dos valores nas contas usadas pelos criminosos.
Segundo o Banco Central, o botão foi desenvolvido para simplificar o processo de contestação do Pix, tornando-o totalmente digital. No entanto, seu uso é restrito a casos de crimes financeiros. Ele não pode ser acionado em situações de erro no envio, como digitação incorreta da chave Pix, nem em casos de arrependimento após a transferência.
Para solicitar a devolução de um Pix, o usuário deve registrar a reclamação junto à sua instituição financeira em até 80 dias após a realização da transação. A partir disso, o banco avalia o caso. Caso entenda que há indícios de fraude, os valores disponíveis na conta do recebedor são bloqueados. A análise deve ocorrer em até sete dias. Se for concluído que não houve crime, o dinheiro é desbloqueado. Se a fraude for confirmada, a devolução ocorre em até 96 horas, de forma integral ou parcial, conforme o saldo existente na conta do fraudador.
Quando a restituição é apenas parcial, o banco do recebedor deve realizar novos bloqueios ou devoluções sempre que houver entrada de recursos na conta, até que o valor total seja devolvido ou até o limite de 90 dias a partir da data da transação original.
Nos bastidores, duas rotas seguem em disputa: a candidatura de Flávio, baseada na herança política do pai, e uma possível chapa com Tarcísio e Michelle, vista como mais agregadora por setores da direita e do Centrão.
A movimentação de Michelle Bolsonaro junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa do pedido de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro ampliou as tensões dentro da família do ex-presidente e reacendeu a disputa em torno da sucessão política para as eleições deste ano. Interlocutores apontam que a ex-primeira-dama enxerga na possibilidade de Bolsonaro deixar o regime prisional uma oportunidade para recolocar o debate eleitoral em pauta, hoje concentrado no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de reintroduzir o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como alternativa viável.
O clima de atrito se intensificou após a transferência de Bolsonaro para a Papudinha. Naquele período, Tarcísio cancelou uma visita que estava prevista ao ex-presidente, enquanto Michelle ampliava interlocuções com os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do STF. Entre aliados dos filhos de Bolsonaro, o movimento da ex-primeira-dama passou a ser interpretado como uma tentativa de se consolidar como “porta-voz institucional” do bolsonarismo, fortalecendo sua posição ao atuar como ponte política e interlocutora direta.
A estratégia adotada junto ao STF é descrita por aliados como uma ação gradual. Primeiro, a defesa busca melhorias nas condições da prisão. Em seguida, sustenta a necessidade da prisão domiciliar com base em questões de saúde. Um novo pedido já foi apresentado pela defesa de Bolsonaro e está sob análise de Alexandre de Moraes, que aguarda informações da Polícia Federal sobre a perícia médica antes de se posicionar.
Dentro da família, porém, essa articulação passou a ser vista como algo que ultrapassa a questão humanitária e impacta diretamente o desenho eleitoral. Para aliados dos filhos, o objetivo não seria apenas aliviar a situação de Bolsonaro, mas reorganizar o campo da direita visando 2026. Pessoas próximas ao ex-presidente relatam que Michelle passou a defender internamente que Flávio teria se colocado como herdeiro natural do bolsonarismo aproveitando o isolamento do pai, o que teria aberto espaço para uma disputa pela sucessão.
Nesse contexto, a possibilidade de Bolsonaro retornar ao convívio doméstico ampliaria a influência de Michelle, que poderia atuar para viabilizar Tarcísio como nome competitivo, inclusive cogitando a formação de uma chapa com ela como vice. O nome do governador voltou ao centro das discussões justamente na semana em que ele recuou da visita à Papudinha. Embora o cancelamento tenha sido atribuído oficialmente a compromissos em São Paulo, naquele dia Tarcísio cumpriu apenas despachos internos no Palácio dos Bandeirantes.
Interlocutores afirmam que o governador tenta adiar qualquer definição sobre 2026 e evitar envolvimento direto no auge da disputa familiar. Ao GLOBO, ao ser questionado sobre uma eventual candidatura, Tarcísio foi categórico: “Sou candidato à reeleição”.
Após o episódio, uma nova visita ao ex-presidente foi agendada para a próxima quinta-feira, em movimento interpretado como tentativa de afastar a leitura de distanciamento político.
A reação mais explícita às articulações de Michelle tem vindo de Carlos Bolsonaro. O ex-vereador visitou o pai e, em publicações nas redes sociais, indicou desconforto com movimentações internas. Em uma delas, mencionou ações “de forma dissimulada” para medir forças com o próprio Bolsonaro. Em outra, sugeriu sabotagem ao projeto de Flávio, o que foi interpretado por aliados como recado direto à madrasta. A assessoria de Carlos negou que Michelle fosse o alvo.
O desgaste aumentou após os filhos saberem, apenas depois de realizada, da audiência de Michelle com Alexandre de Moraes, articulada pelo deputado Altineu Côrtes (PL-RJ).
A disputa, no entanto, não é recente. Um marco ocorreu em dezembro, quando Bolsonaro divulgou uma carta manuscrita indicando Flávio como pré-candidato, documento usado para reforçar sua posição interna. Flávio sustenta: “Michelle nunca me disse que quer ser candidata. Eu sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. Tenho uma carta escrita e assinada por ele.”
Michelle, publicamente, evita confronto direto e já desejou sabedoria ao enteado. Aliados reforçam a indicação, mas admitem mudanças conforme o cenário. Marco Feliciano resume: “Seguimos as ordens do nosso capitão Bolsonaro. Ele disse que é Flávio, então é Flávio. Se houver outra ordem posteriormente, a seguiremos também.”
Nos bastidores, duas rotas seguem em disputa: a candidatura de Flávio, baseada na herança política do pai, e uma possível chapa com Tarcísio e Michelle, vista como mais agregadora por setores da direita e do Centrão.
A Rede Municipal de Ensino de Feira de Santana realiza, entre os dias 26 de janeiro e 02 de fevereiro, a sua tradicional Jornada Pedagógica, com o tema central “Alfabetização em Contexto: Equidade, Diversidade e o Direito de Aprender na Rede Municipal de Feira de Santana”. A Jornada acontece entre 26 de janeiro e 02 de fevereiro, e a abertura oficial será no dia 28 de janeiro, com a palestra central do renomado psicólogo, escritor e palestrante Alexandre Coimbra Amaral, que trará uma reflexão poderosa sobre saúde emocional, relações humanas e práticas educativas que fortalecem o direito de aprender. A Jornada Pedagógica 2026 será um encontro formativo e inspirador que reúne toda a comunidade escolar para refletir, aprender e construir juntos o futuro da educação no município. A programação tem início no dia 26 de janeiro para segmentos como serviços gerais e portaria, cuidados educacionais e equipe administrativa. Nos dias seguintes segue com equipe pedagógica, com diversas ações voltadas para profissionais da educação. Para o secretário de Educação, Pablo Roberto, nesta edição, o foco da Jornada está em um dos pilares mais essenciais da educação: a alfabetização, entendida como a base para todos os aprendizados futuros e como um direito inegociável de cada criança e jovem. “O tema escolhido expressa a importância de práticas pedagógicas que reconheçam e valorizem cada estudante em sua singularidade, trazendo à tona quatro eixos fundamentais: equidade, alfabetização, diversidade e o direito de aprender”, explica o secretário.
Programação por Segmentos – Formação para todos os Profissionais da Educação
A Jornada Pedagógica abraça e valoriza cada segmento da comunidade escolar. A partir de 26 de janeiro, começam as formações específicas para: Serviços Gerais e Portaria; Cuidados Educacionais (Cuidadores); Equipe Administrativa. Ao longo da programação (28/01 a 02/02), promoverá encontros formativos para: Professores da Educação Infantil; Professores dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental; Professores Gestores e Coordenadores; Professores de AEE (Atendimento Educacional Especializado); Professores da EJA (Educação de Jovens e Adultos); Cuidadores.
Serviço: Evento: Jornada Pedagógica da Rede Municipal de Ensino de Feira de Santana Data: 26 de janeiro a 02 de fevereiro de 2026 Tema: Alfabetização em contexto: Equidade, diversidade e o direito de aprender na Rede Municipal de Feira de Santana