O deputado estadual Carlos Geílson (PSDB) realizou hoje (11), no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), um evento para anunciar o lançamento da sua pré-candidatura. Estiveram no encontro, o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins; o vice-prefeito Fernando de Fabinho; o ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho; o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto, vereadores e outras lideranças.
Ao discursar, Geílson relembrou seu retorno à base Ronaldista e enalteceu o grupo.
“Esse grupo político é a minha casa. Estive momentaneamente afastado desses amigos, após as eleições de 2018, estava fragilizado emocionalmente, caí no conto da sereira e fui vítima do golpe do boa noite, Cinderela. Mas Deus nos permitiu que abríssemos os olhos em tempo, que retornasse para a minha casa e viesse participar de forma decisiva do pleito que consagrou a eleição de Colbert Filho, e que hoje, para a nossa alegria governa esse município”, disse.
Foto: Rafael Marques
José Ronaldo afirmou que Feira enfrenta dificuldades para administrar sem deputados eleitos na base.
“Se em algum momento houve divergência entre Pedro ou Joaquim, este é o momento de fazer tudo isso para o passado. Vamos viver o presente e o futuro. Feira de Santana precisa de um candidato de Feira para deputado federal. Eu sei o que está acontecendo hoje na administração, o sofrimento que é administrar sem ter um deputado federal do nosso lado. É muita dificuldade e muito complicado”, declarou.
Em sua fala, o prefeito Colbert Filho explanou o atual momento político que a Bahia vive, e disse que as atuais pré-candidaturas do grupo são um grande passo para o estado.
“O que estamos dando hoje é um grande passo para a Bahia, é uma grande injeção de ânimo, também. A Bahia pode mais, sim, e pode mais com ACM Neto. Só quem vence dificuldade é fé, luta e voto. Voto que precisamos ter para Carlos Geílson e ACM Neto”.
ACM Neto contou sobre a conversa que teve com Geílson, antes da realização do 2º turno nas eleições de 2020.
“Eu o recebi em minha casa e tivemos uma longa conversa e eu o disse, amigo, você para mim nunca saiu de perto da gente, você sempre esteve no meu coração. Então, Geílson, a casa é sua”, revelou Neto.
proximidade do União Brasil (UB) com alguns nomes já desperta desdobramentos políticos na estruturação das alianças para as eleições do ano que vem, tanto a nível nacional quanto nas disputas no cenário estadual, mesmo a agremiação ainda estando em processo de gestação.
Uma destas figuras é o ex-juiz da Operação Lava Jato Sergio Moro (Podemos), que cada vez mais perto da legenda que sucederá o Democratas, poderá fazer com que a base do governador Rui Costa (PT) perca o apoio do seu partido.
Moro é tido como um potencial candidato da “terceira via”, campo que reúne principalmente os partidos localizados ao centro do espectro ideológico. Nos bastidores, uma versão é ventilada: a de que, na Bahia, o apoio do partido do magistrado ao pré-candidato do UB ao Palácio de Ondina, ACM Neto, é um caminho possível.
O presidente estadual do Podemos, o deputado federal João Carlos Bacelar, não descartou a ideia, mas ponderou que há, dentro da sigla, uma tradição na liberação dos diretórios regionais. “Não tenho conhecimento de nada. Ainda é muito incipiente. Não há nada oficializado. O partido sempre liberou nos estados para que cada estado seguisse seu caminho”, esclareceu Bacelar, acrescentando que, no momento, no estado, a legenda tende a acompanhar o grupo de Rui e Jaques Wagner.
“Nacionalmente vamos seguir o que o partido determinar. Regional é o diretório regional, a questão nacional é o nacional”, pontuou o dirigente.
Questionado sobre a chegada de novos membros ao partido, ele afirmou que a divisão baiana do Podemos não se opõe aos novos correligionários. “O lema que a gente adota na Bahia é que a porta do partido está aberta para quem quer entrar ou sair. Não há impedimento. Se a gente usa isso na Bahia, tem que concordar que o nacional também use”, sugeriu.
Fotos: EFE/Luca Piergiovanni | Agência Senado/Pedro França
O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Omar Aziz (PSD-AM), ex-presidente da CPI da Covid-19, marcaram de encontrar-se pessoalmente após o dia 15 de dezembro em São Paulo, onde o petista reside. Segundo a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, os dois políticos tiveram uma conversa por telefone, no último sábado (4). – Falei com ele por telefone no sábado. Ficamos de falar pessoalmente depois do dia 15 de dezembro – declarou Aziz.
Conforme informações da coluna, Lula e Aziz também chegaram a conversar por telefone durante o andamento da CPI da Covid no Senado. Na ocasião, o ex-chefe do Executivo teria elogiado a atuação do chamado G7, o grupo majoritário do colegiado.
No telefonema, Aziz disse ao petista que seria melhor encontrarem-se pessoalmente apenas após o fim dos trabalhos da comissão, para evitar especulações políticas. A CPI da Covid encerrou sua atuação no final de outubro.
Segundo o colunista, o ex-presidente busca contato com Aziz para tratar do cenário eleitoral no Amazonas.
Feira de Santana vai sediar, neste final de semana, a terceira etapa do Campeonato Baiano de Voo Livre. O evento reúne atletas baianos e de outros estados da região Nordeste.
O presidente da Associação de Voo Livre, Danilo Leite, disse que Feira tem grande potencial para este tipo de esporte, concentrando adeptos para o evento.
“Vai ser um grande momento com a participação de mais de 50 pilotos de diversos estados”, disse. Somente em Feira de Santana já existem 50 pilotos e a associação alcançou 70 associados.
Danilo Leite explicou que as inscrições para o evento são restritas a quem possui nível II em pilotagem. O evento é aberto ao público que queira acompanhar.
Outro destaque é para a Serra de São José, em Maria Quitéria, que já é referência para o esporte no país. “Temos a estrutura de rampa e acessos por estradas, sem contar com estacionamento”, pontuou. O evento tem o apoio da Prefeitura.
Feira de Santana avança na imunização contra a Covid-19 e já superou 26 capitais brasileiras no percentual da população completamente vacinada com as duas doses ou dose única.
No ranking, o município ocupa a segunda colocação com 84,38% e está à frente das principais capitais do país, a exemplo de São Paulo (75,6%), Rio de Janeiro (78,5%) e Florianópolis (77,9%). O município só fica atrás, por uma pequena margem, de Fortaleza com 85,8%.
O levantamento tem como parâmetro os registros de vacinação nos sistemas oficiais do Ministério da Saúde e das estimativas populacionais mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar de uma sutil divergência nos números do sistema do Ministério da Saúde, causada por atrasos em notificações, as diferenças são pouco expressivas e não alteram a ordem do ranking.
META A SER ALCANÇADA
De acordo com os dados, nove capitais ainda não haviam alcançado os 90% da população adulta vacinada com, ao menos, uma dose (Maceió, Brasília, Palmas, Goiânia, Porto Velho, Boa Vista, Salvador, Rio Branco e Macapá).
Oito capitais não alcançaram os 60%, são elas: Manaus, Goiânia, Maceió, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, Boa Vista e Macapá.
A Polícia Federal prendeu em flagrante um homem que comprava cédulas falsas na última terça-feira (7), na cidade de Campo Formoso, no interior da Bahia. O flagrante delito foi lavrado na Delegacia de Polícia Federal em Juazeiro.
Segundo a PF, o homem, de 24 anos confessou a compra da moeda falsa e disse que a compra foi realizada por meio de aplicativos de conversa. Foram apreendidas vinte cédulas falsas de R$ 50,00, totalizando R$ 1.000,00.
O autuado foi indiciado pelo crime de moeda falsa, previsto no Código Penal, e poderá ser condenado a até 12 anos de reclusão.
Em cerimônia no Planalto do Dia Internacional de Combate à Corrupção, o presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um minipacote de medidas para transparência e criticou o ex-juiz da Lava Jato e adversário na disputa de 2022, Sergio Moro.
“Mesmo com toda a liberdade, nunca mostrou serviço [à frente do Ministério da Justiça] a não ser desde o começo do mandato fazer intrigas”, disse o chefe do Executivo, sem mencioná-lo diretamente.
Nas últimas semanas, desde que Moro passou a se destacar como uma possibilidade mais viável de terceira via nas pesquisas de intenção de voto, Bolsonaro tem criticado o ex-ministro sempre que possível.
Em entrevista na noite de quarta-feira (8), afirmou que o ex-aliado não tinha coração, gratidão, “zero”, “só interesse pessoal”.
Bolsonaro contou ainda, para a plateia de ministros, parlamentares e aliados, que chamou o então ministro da Justiça para prestar esclarecimentos sobre inquérito da Polícia Federal (PF) contra um parlamentar, em referência a Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), que era seu ministro do Turismo.
O parlamentar era pivô do caso que ficou conhecido como “laranjal do PSL”, publicado pela Folha.
O mandatário contou ter questionado seu então ministro da Justiça sobre o porquê outros deputados, em situações similares, não eram também investigados.
Moro deixou o governo em abril de 2020, sob acusação de interferência na PF pelo presidente. Bolsonaro, por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), é investigado a respeito dessas declarações.
O evento em que o presidente disparou contra Moro foi a respeito do Dia Internacional da Corrupção, tema sobre o qual o Ministério da Justiça tem participação.
O governo também apresentou um minipacote com três medidas para combater o crime: projeto de lei para regulamentar o lobby, decreto para aumentar transparência de agenda pública; e outro para aprimorar a proteção ao servidor que denunciar irregularidades.
O projeto de lei chega ao Congresso um ano depois de o governo ter prometido enviá-lo, no final de 2020, quando apresentou também um Plano Anticorrupção.
De acordo com o Palácio do Planalto, as medidas “visam tornar mais clara a representação privada de interesses, possibilitando, com isso, maior efetividade na repressão às condutas reprováveis”. O texto ainda não foi divulgado na íntegra.
Dentre as mudanças, segundo o governo, o texto que regulamenta o lobby prevê “normas sobre audiência com lobistas, citando a obrigação de haver mais de um agente público; divulgação de agenda, inclusive em reuniões na internet; a vedação de recebimento de presentes e a regulação das hipóteses, nas quais podem ser recebidos brindes pelo agente público; e hospitalidade, este último, nos casos em que agente público viaja representando o ente público em evento de particulares.”.
A discussão já é antiga no Congresso. Parlamentares alegam que, ao tornar o processo mais transparente, reduz a possibilidade de corrupção.
Já o decreto sobre e-Agendas diz respeito à “divulgação da agenda de compromissos públicos e a participação de agentes públicos, no âmbito do Poder Executivo federal, em audiências e sobre a concessão de hospitalidades por agente privado”.
Entretanto, este não é um hábito comum no próprio Planalto. A agenda do presidente não é divulgada na íntegra ou com detalhes, sobre, por exemplo, quem esteve presente. Muitos encontros, descobre-se que ocorreram, por publicações em redes sociais.
No segundo decreto, o governo destaca a forma de ampliar a proteção ao sigilo do denunciante e garante maior gestão da CGU (Controladoria-Geral da União) para garantir alteração do local de trabalho do denunciante, para evitar retaliações.
Neste ano, o servidor Luis Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, denunciou suspeitas de irregularidade e pressão para a compra e importação da vacina Covaxin.
Irmão do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), ele levou o caso acompanhado do parlamentar ao presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o deputado, Bolsonaro perguntou se o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), estava envolvido na compra do imunizante. O presidente teria se comprometido a pedir investigação da Polícia Federal.
Bolsonaro reconheceu o encontro, mas disse que pediu ao general Eduardo Pazuello, então ministro da Saúde, apurar as suspeitas. O militar afirma que nada de irregular foi encontrado.
O caso foi alvo de investigação pela CPI da Covid no Senado e da CGU. O servidor está hoje nos Estados Unidos.
presidente Jair Bolsonaro (PL) xingou nesta quinta-feira (9) o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), por sua decisão de adotar o passaporte da vacina no estado a partir de 15 de dezembro, caso o governo federal não o faça antes disso. Apesar de receber apoio de sanitaristas, a promessa de Doria pode esbarrar em questões jurídicas, já que o Executivo federal é o responsável por fiscalizar as fronteiras. Isso impediria o tucano de cobrar o passaporte da vacina, por exemplo, no pouso de passageiros no aeroporto internacional de Guarulhos.
Antes de disparar contra Doria, Bolsonaro disse que o governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), vai sancionar lei que proíbe a cobrança do comprovante de imunização.
– Já um governador aqui, da região Sudeste, quer fazer o contrário e ameaça: “Ninguém vai entrar no meu estado”. Teu estado é o cac, po! – gritou o presidente.
A declaração ocorreu em cerimônia alusiva ao Dia Internacional contra a Corrupção, no Palácio do Planalto, na presença de ministros e parlamentares.
– Tem que lutar, poxa – clamou, em protesto contra as restrições.
Bolsonaro ainda disse que não poderia aceitar a obrigação do cartão vacinal no país, já que ele mesmo não se imunizou.
Nesta quinta-feira, o governo publicou portaria em que estabelece quarentena de cinco dias para quem entrar em território nacional por via aérea sem ter se vacinado. Os imunizados estão livres de quarentena. As regras valem a partir de sábado.
Os deputados federais votados de Humildes vão ter um relatório sobre o que obtiveram de recursos para aquele distrito, ao longo deste 2021, promete o vereador Zé Curuca (DEM), um dos principais representantes políticos locais. O objetivo, segundo ele, é “demonstrar o que trouxe cada um, inclusive aquele que apoiei, o deputado federal José Nunes”. Afirma que não que ser polêmico, na Casa Legislativa, mas ser “homem de trabalho, para ao final do ano, poder expor os benefícios que busquei e consegui para as comunidades”.
Este diagnóstico, diz o vereador, vai revelar o que cada parlamentar tem feito pelo distrito, ajudando aos eleitores no sentido de valorizar aqueles que corresponderam às suas expectativas e, do outro lado, constatar os que se encontram em dívida com a população. Humildes é o maior distrito de Feira de Santana e tem porte de cidade, sendo maior, em população, que dezenas de municípios da Bahia. “É um local muito visado pelos políticos, mas que precisa receber deles a devida atenção”, avalia.
Imagem ilustrativa | Foto: Marcelo Camargo / Arquivo Agência Brasil
A Receita Federal, em ação integrada com a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União, deflagrou nesta quinta-feira (9) a Operação STRIKE, com o objetivo de desarticular uma organização responsável por desviar milhões de reais da verba da saúde. Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Salvador, Camaçari e Lauro de Freitas. Em Salvador, os mandados são cumpridos na sede da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e no IGH (Instituto de Gestão e Humanização).
Foram expedidos pela 2ª Vara Especializada Criminal da Seção Judiciária da Bahia 14 mandados de busca e apreensão em residências e em empresas ligadas ao esquema. A Justiça Federal também decretou o sequestro de bens e o bloqueio de recursos financeiros dos envolvidos. Participam da operação 15 Auditores-Fiscais da Receita Federal, 5 Analistas Tributários, 16 Auditores da CGU e 50 Policiais Federais.
As investigações identificaram indícios da prática de crimes contra a ordem tributária, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e fraude à licitação. Estima-se um lançamento tributário de meio bilhão de reais apenas para os anos 2017 e 2018.
Durante as fiscalizações, os Auditores-Fiscais da Receita Federal demonstraram que um instituto estava se utilizando de interpostas pessoas físicas e jurídicas (“laranjas”) para disfarçar o repasse de dinheiro em benefício de seus dirigentes, o que resultou na representação pela suspensão de sua imunidade tributária no período fiscalizado.
As empresas pagavam financiamentos de imóveis e veículos, mensalidades de faculdade e escolas, salários de empregados e outras contas vinculadas aos dirigentes. O nome da operação se deve ao fato de terem sido identificadas, de uma vez só, várias empresas em nome de interpostas pessoas utilizadas pela organização investigada para transferência disfarçada de recursos.