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Ofensiva terrestre pode complicar a entrega de suprimentos na região

Evacuação Rafah
Evacuação em massa ocorre entre civis palestinos de Khan Younis | Foto: Reprodução/| Reprodução/@jewishWarrior13

Israel ordenou, nesta segunda-feira, 1º, a evacuação em massa de civis palestinos de Khan Younis, a segunda maior cidade da Faixa de Gaza. A ordem veio depois de relatos de disparos de foguetes na área, o que sugere que a cidade pode ser o próximo alvo das operações contra terroristas do Hamas.

A evacuação afetou uma área que inclui uma linha de água instalada por Israel e o cruzamento de Kerem Shalom, principal ponto de entrada de ajuda humanitária para o sul de Gaza. 

A potencial ofensiva terrestre pode complicar ainda mais a entrega de suprimentos na região, apesar das promessas de Israel de proteger a rota de ajuda humanitária.

Preocupações da ONU com a crise humanitária

O escritório de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) na Palestina expressou preocupação com a ordem de evacuação e alertou sobre os impactos no deslocamento e no acesso a recursos pelos palestinos. 

“A população já enfrenta escassez de alimentos, água, abrigo e outras necessidades básicas, o que pode ser agravado pela evacuação em massa”, destacou a agência.

A crise humanitária se agrava na Faixa de Gaza conforme as tensões entre Israel e o Hamas se intensificam. A comunidade internacional observa com apreensão e busca formas de mitigar os efeitos sobre os civis palestinos.

Informações Revista Oeste


Agentes israelenses intensificam operações em Rafah e Shejaiya

Soldado israelense se ajoelha com sua arma | Foto: Reprodução/FDI
Soldado israelense se ajoelha com sua arma | Foto: Reprodução/FDI

As Forças de Defesa de Israel (FDI) eliminaram dezenas de alvos terroristas na Faixa de Gaza, de acordo com informações publicadas nesta segunda-feira, 1°. Segundo o comunicado das FDI, o ataque dos soldados israelenses se deu em via aérea.

Os combates continuam em Rafah, ao sul, e em Shejaiya, no centro de Gaza. 

https://twitter.com/i24NEWS_EN/status/1807720919327969693?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1807720919327969693%7Ctwgr%5Ea7c37ca9b010ce62edba0da921f4e0ef836ef528%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Fmundo%2Fsoldados-de-israel-eliminam-dezenas-de-terroristas-na-faixa-de-gaza%2F

A 98ª Divisão das Forças de Israel eliminou terroristas em confrontos de curta distância e confiscou diversas armas em operações em Shejaiya.

Além dos ataques aéreos contra os terroristas do Hamas, os soldados de Israel destruíram vários locais usados para produção e armazenamento de armas.

Confrontos e operações militares de Israel

Paralelamente, a Brigada Nachal, sob a 162ª Divisão, identificou um terrorista que lançou um míssil antitanque contra suas tropas. 

Ao sobrevoar a área, um avião eliminou um terrorista. Em um incidente semelhante, forças da 99ª Divisão identificaram um extremista que disparou contra os israelenses no centro de Gaza. Não houve baixas, e um avião alvejou e eliminou o agressor.

Benjamin Netanyahu indica fim da guerra contra o Hamas e possível foco no Hezbollah

Apesar da contraofensiva israelense, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou, no fim de junho, que a “fase intensa da guerra com o Hamas na Faixa de Gaza está prestes a terminar”. 

Ele revelou que o foco militar pode se deslocar para a fronteira norte com o Líbano, onde os combates com os terroristas do Hezbollah, apoiados pelo Irã, têm se intensificado nas últimas semanas.

Benjamin Netanyahu garantiu que Israel vai continuar suas operações em Gaza até que o Hamas seja eliminado. 

“Isso não significa que a guerra vai acabar, mas a guerra na sua fase atual vai acabar em Rafah, isto é verdade”, disse Netanyahu ao Canal 14 de Televisão. “Continuaremos a cortar a grama mais tarde”, acrescentou.

Informações Revista Oeste


(Imagem: REUTERS/Gonzalo Fuentes)

Durante participação em programa da Globo News, o consultor e analista internacional Amauri Chamorro afirmou que Elon Musk teria financiado o golpe ocorrido na Bolívia em 2019.

Recentemente, o bilionário Elon Musk compartilhou uma imagem de um falcão em sua conta no antigo Twitter (agora chamado de X), desencadeando uma série de especulações e teorias conspiratórias nas redes sociais. Alguns usuários e blogs de extrema-esquerda começaram a sugerir que Musk estaria apoiando um golpe de Estado na Bolívia, embora essa teoria seja totalmente infundada, ganhando tração entre os mais propensos a acreditar em conspirações.

A confusão teve início quando, poucas horas após a postagem de Musk, uma suposta tentativa de golpe ocorreu em La Paz. Militares liderados pelo general Juan José Zúñiga tomaram o controle da Plaza Murillo e do Palácio Quemado, sede do governo, em uma ação rapidamente controlada e descrita pelo presidente Luis Arce como uma tentativa de golpe.

Teóricos da conspiração nas redes sociais conectaram os pontos, sugerindo que a imagem do falcão postada por Musk era um sinal de apoio ou até mesmo uma espécie de coordenação para o golpe. Vale lembrar que Musk já havia feito declarações controversas sobre golpes de Estado no passado.

Em 2020, durante uma discussão sobre política nos Estados Unidos, Musk afirmou em um tweet: “vamos dar golpe em quem quisermos! Lide com isso”. Essa declaração se referia à Bolívia e à queda do então presidente Evo Morales em 2019, associada ao suposto interesse de Musk nos vastos recursos de lítio do país. Embora o tweet tenha sido posteriormente apagado, sua repercussão deixou uma marca indelével que ressurgiu agora com a postagem do falcão.

No entanto, a verdade é bem menos dramática. A imagem compartilhada por Musk era, na realidade, uma referência bem-humorada ao meme viral “Hawk Tuah”. Esse meme surgiu de uma entrevista de rua na qual uma jovem chamada Hailey Welch, conhecida como “Hawk Tuah Girl”, ao ser questionada sobre o que deixava um homem louco na cama, respondeu: “você tem que dar aquele ‘hawk tuah’ e cuspir naquilo!”. A expressão rapidamente se tornou um fenômeno nas redes sociais, gerando inúmeros memes e produtos relacionados.

Musk, conhecido por seu humor peculiar e afinidade com memes e a cultura da internet, aproveitou a semelhança sonora entre “Hawk Tuah” e “Hawk” (falcão) para fazer a piada. A postagem do falcão não tinha qualquer relação com eventos políticos ou com a situação na Bolívia; era apenas mais uma das ironias características do bilionário.

Enquanto alguns usuários das redes sociais preferiram acreditar em uma conspiração envolvendo Musk e um golpe de Estado, a realidade era muito mais simples e despretensiosa. A postagem tratava-se apenas de uma brincadeira relacionada a um meme viral, sem qualquer conexão com a política boliviana.



Informações TBN


Segundo Juan José Zúñiga, Luis Arce pediu ao Exército que colocasse blindados nas ruas

Zúñiga cercou o palácio presidencial por várias horas, com tropas e veículos blindados | Foto: Divulgação/Exército da Bolívia
Zúñiga cercou o palácio presidencial por várias horas, com tropas e veículos blindados | Foto: Divulgação/Exército da Bolívia

O general Juan José Zúñiga, líder da tentativa de golpe de Estado na Bolívia, foi preso na noite desta quarta-feira, 26. Ao ser detido, o militar acusou o presidente do país, Luis Arce, de orquestrar a trama.

Zúñiga cercou o palácio presidencial por várias horas, com tropas e veículos blindados. Durante o cerco, declarou que o objetivo era expressar seu descontentamento e exigiu uma troca ministerial. Também afirmou que libertaria prisioneiros políticos, incluindo a ex-presidente Jeanine Áñez, condenada a dez anos de prisão em junho de 2022 por supostamente tentar um golpe contra Evo Morales em 2019.

O general se encontrou com Luis Arce durante a invasão da sede do Poder Executivo. Na véspera, o presidente o havia demitido do Exército.

Ao fim da tentativa de golpe, Luis Arce demitiu os chefes das Forças Armadas e nomeou substitutos. Os militares rebeldes deixaram a Praça Murillo, onde fica o Palácio da Presidência, horas depois do início da revolta.

A crise política na Bolívia

Evo e Arce, antigos aliados, agora são rivais políticos e devem se enfrentar nas eleições de 2025. Em entrevista no dia 24, Zúñiga disse que o ex-presidente não pode mais governar a Bolívia e prometeu impedir que Evo Morales “pisoteie” a Constituição. Evo respondeu que tais ameaças não têm precedente na democracia e pressionou o governo de Luis Arce a desautorizar a declaração de Zúñiga.

Segundo o jornal El Deber, Zúñiga afirmou que conversou com Arce no domingo 23, antes do golpe. “O presidente me disse que a situação está muito crítica, que era preciso algo para levantar sua popularidade”, disse. Ele perguntou, então, ao presidente: “Colocamos os blindados na rua?”, ao que Luis Arce teria respondido: “Coloque”. O general não apresentou provas e foi levado por policiais antes de continuar a entrevista.

Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de suposta tentativa de golpe – 26/06/2024 | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares fecham praça em La Paz, na Bolívia, em tentativa de golpe
Militares fecham praça em La Paz, na Bolívia, em tentativa de golpe | Foto: Reprodução/Redes sociais
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Militares deixaram a Praça Murillo horas depois da tentativa de golpe | Foto: Claudia Morales/Reuters
Um membro da Polícia Militar caminha nas proximidades da sede do Poder Executivo, em La Paz - 26/6/2024 | Foto: Claudia Morales/Reuters
Um membro da Polícia Militar caminha nas proximidades da sede do Poder Executivo, em La Paz – 26/6/2024 | Foto: Claudia Morales/Reuters
Um soldado sentado em um veículo militar enquanto o presidente da Bolívia, Luis Arce, 'denunciava a mobilização irregular' de algumas unidades do exército do país, em La Paz, Bolívia, nesta quarta-feira, 26 | Reuters/Claudia Morales TPX imagens do dia
Um soldado sentado em um veículo militar enquanto o presidente da Bolívia, Luis Arce, ‘denunciava a mobilização irregular’ de algumas unidades do exército do país, em La Paz, Bolívia, nesta quarta-feira, 26 | Reuters/Claudia Morales TPX imagens do dia

Depois de a polícia recuperar o controle da Praça Murillo, Luis Arce declarou aos apoiadores que “ninguém pode nos tirar a democracia que conquistamos”.

Informações Revista Oeste


foto: reprodução 

Durante uma visita aos Estados Unidos, Yoav Gallant afirma que, embora Tel Aviv não deseje guerra com o Hezbollah, as Forças Armadas de Israel têm capacidade para fazer o Líbano “voltar à Idade da Pedra” em uma eventual guerra contra o grupo. Ele fez essa declaração nesta quarta-feira (26).

Em conversa com repórteres, Gallant também mencionou que discutiu com autoridades americanas suas propostas para a governança da Faixa de Gaza após o conflito com o Hamas, que incluiriam a participação de palestinos, parceiros regionais e os EUA. Ele destacou que essa proposta seria “um processo longo e complexo”.

Além disso, o ministro tratou com Washington sobre o fornecimento militar dos EUA a Israel, uma questão que tem sido alvo de críticas devido aos avanços militares israelenses em Gaza e às tensões entre os governos de Joe Biden e Binyamin Netanyahu. Gallant afirmou que as reuniões resultaram em “progressos significativos” e que “obstáculos foram removidos e gargalos foram discutidos” no que diz respeito ao fornecimento de munição.

No domingo (23), Netanyahu criticou a Casa Branca e pediu aceleração na entrega de armas. Em uma reunião ministerial, ele expressou grande apreço pelo apoio do presidente Joe Biden e do governo dos EUA a Israel, mas destacou uma queda dramática no fornecimento de munições nos últimos quatro meses e solicitou que os americanos acelerassem as entregas.

Netanyahu justificou a divulgação de um vídeo na terça-feira (18), onde criticou a aparente lentidão de Washington em enviar mais armamentos e munições para Tel Aviv. Seus comentários causaram desentendimento com o governo Biden, que expressou “decepção profunda” com o líder israelense. A Casa Branca negou qualquer alteração no ritmo da entrega de equipamentos militares a Tel Aviv. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, afirmou na quinta-feira (20) que a ideia de que os EUA pararam de ajudar Israel em suas necessidades de autodefesa não é verdadeira.

Em maio, por exemplo, a Casa Branca suspendeu o envio de 3.500 bombas para Israel, ante a iminente invasão da cidade de Rafah, que agora está amplamente tomada pelo Exército israelense e era o último refúgio de centenas de milhares de deslocados internos pelo conflito na Faixa de Gaza.

Informações TBN


Medida é uma retaliação à proibição imposta pela União Europeia contra órgãos da imprensa russa

Putin
Presidente da Rússia, Vladmir Putin | Foto: Alexei Nikolsky/ Serviço de imprensa presidencial russo/TASS

A Rússia, comandada por Vladimir Putin, anunciou na terça-feira 25 que vai bloquear o acesso a 81 veículos de comunicação de países da União Europeia (UE), como parte das medidas de retaliação às restrições impostas à mídia russa.

“O lado russo alertou repetidamente que as repressões politicamente motivadas contra jornalistas russos e as proibições infundadas da mídia russa na União Europeia não vão ficar sem resposta”, disse o ministério das Relações Exteriores da Rússia, em comunicado.

Na lista publicada órgão estão veículos da imprensa espanhola. como El Mundo e El País, a revista alemã Der Spiegel, a rede italiana RAI e jornais franceses como Le MondeLibération e a agência de notícias AFP.

Em maio, a UE decidiu bloquear a transmissão de quatro veículos de comunicação russos controlados pelo Kremlin — Voice of Europe, Ria Novosti, Izvestia e Rossiyskaya Gazeta — acusados de serem um “instrumento” de apoio à ofensiva de Moscou na Ucrânia.

“Serão impostas medidas de represália para o acesso, a partir do território russo, aos veículos de comunicação dos Estados-membros da UE”, indicou o ministério russo de Relações Exteriores.

Estados Unidos reagem à decisão da Rússia

O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Matthew Miller, reagiu à decisão da Rússia. “Este é mais um sinal do assédio à imprensa por parte do governo da Rússia, porque teme que seu próprio povo conheça a verdade sobre suas ações.” 

O governo de Vladimir Putin afirmou que “revisará” as restrições se as sanções contra a mídia russa forem levantadas.

Há mais de dois anos, a UE também vetou a difusão em sua jurisdição de vários veículos de comunicação russos ou pró-russos, incluindo o canal Russia Today (RT), ao acusar Moscou de usar essas plataformas para “espalhar sua propaganda e realizar campanhas de desinformação”. 


Redação Oestecom informações da Agência Estado


Daniel Bartolomé/Câmara Municipal de Barcelona/Via Revista Time Out

O prefeito de Barcelona, Jaume Collboni, anunciou que a cidade pretende banir a autorização para aluguéis turísticos de curta temporada nos próximos cinco anos. A medida afetará os cerca de 10,1 mil apartamentos e casas atualmente alugados por meio de plataformas como Airbnb e Homeaway.

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Segundo informações do Estadão e AFP, Collboni explicou que essas unidades serão destinadas aos moradores locais, o que equivale à construção de mais de 10 mil novas residências. O prefeito justificou a medida como uma resposta à escassez habitacional na cidade e aos altos preços dos imóveis.

“A cidade não pode permitir o uso tão elevado de apartamentos para atividades turísticas em um momento de dificuldade no acesso à habitação e quando são evidentes os efeitos negativos da superlotação turística”, afirmou Collboni.

Barcelona, uma das cidades mais visitadas da Europa, segue o exemplo de outras metrópoles como Berlim e Paris, que também têm enfrentado críticas e tentativas de regulamentação dos aluguéis turísticos devido aos impactos no mercado habitacional. Nos Estados Unidos, grandes cidades também têm implementado restrições semelhantes.

O prefeito destacou que os apartamentos turísticos contribuíram para aumentos significativos nos preços dos aluguéis (68%) e na compra de imóveis (38%) na cidade.

Anteriormente, na gestão de Ada Colau, antecessora de Collboni, Barcelona já havia suspendido a concessão de novas licenças para apartamentos turísticos e proibido a abertura de novos hotéis nas áreas mais populares da cidade.

Informações TBN


Um ano depois do desastre do submarino Titan, Guillermo Söhnlein organiza expedição ao Dean’s Blue Hole, nas Bahamas

Dean’s Blue Hole é o novo destino do cofundador da OceanGate, Guillermo Söhnlein
Guillermo Söhnlein classifica o buraco como ‘escuro, desconhecido, imprevisível e de pressão extrema’ | Foto: Flickr/Lucas Vimpere

Um ano depois da implosão do submarino Titan, em viagem aos destroços do Titanic, o cofundador da OceanGate Guillermo Söhnlein avisou que fará viagem ao terceiro buraco mais fundo da Terra, o Dean’s Blue Hole, nas Bahamas. Ele fez o anúncio nesta sexta-feira, 21.

Söhnlein, no entanto, organiza a expedição pela empresa Blue Marble Exploration, da qual também é fundador. Ele deixou a OceanGate em 2013, apenas quatro anos depois de tê-la criado junto com Stockton Rush. Esse segundo morreu no desastre do ano passado. 

O Dean’s Blue Hole (Buraco Azul de Dean, em tradução livre) tem profundidade de 202 metros e fica com o posto de terceiro maior buraco do planeta. À frente dele, estão apenas o Buraco do Dragão (300,89 m), no Mar da China Meridional, e o Taam Ja’ Blue Hole (420 m), a sudeste do México, no Caribe. 

A empresa de Söhnlein descreve o buraco como sendo apenas “virtualmente explorado”. Ou seja, a expedição ao local é inédita. Ainda segundo a Blue Marble Exploration, quem participar da viagem pode “esperar o inesperado”. 

“Os moradores locais acreditam que Dean’s é um portal para o inferno e que o próprio Diabo se esconde nas profundezas negras”, informa o site da empresa. “Todos os anos, várias pessoas se afogam no Dean’s devido a diversos infortúnios. Esperamos encontrar restos humanos e nos preparar para lidar com essas situações com o devido respeito pelas famílias.”

Não se sabe o tipo de submarino que a empresa vai usar na viagem. O que a Blue Marble Exploration lista como desafios são águas desconhecidas, correntes imprevisíveis, pressão extrema, escuridão quase total e localização remota. 

Relembre o desastre: a implosão do submarino da OceanGate

Titanic - titan - submarino da OceanGate
O submarino para cinco pessoas, Titan, que implodiu no Oceano Atlântico em junho do ano passado | Foto: Reprodução/OceanGate 

Em 18 de junho de 2023, a OceanGate informou que o submarino que tinha como destino os destroços do navio Titanic estava desaparecido. Depois de dias de procura e teorias, em 22 de junho, a Guarda-Costeira dos Estados Unidos confirmou a implosão do veículo e a morte dos cinco tripulantes

As sete falhas do submarino Titan

Em 2018, o então diretor de operações da OceanGate, David Lochridge, disse que a escotilha do submarino só suportaria, sem problemas, pressão de até 1,3 mil metros de profundidade (os destroços do Titanic estão a quase 4 mil metros de profundidade). O executivo acabou deixando a empresa.

O Titan tinha falhas na parte de comunicação. Repórter da emissora norte-americana CBS News, David Pogue realizou, em 2022, a expedição até os destroços do Titanic. Ele registrou que o veículo não contava com sistema de GPS e era guiado por mensagens de texto enviadas a partir de um barco que ficava na superfície.

Ao realizar a expedição, o jornalista também informou que o submarino era guiado por um controle de videogame. O que era verdade. Os comandos do Titan eram feitos com um modelo adaptado do Logitech F710, que se assemelha ao modelo de joystick do PlayStation.

Carta assinada por 38 empresários, oceanógrafos e pesquisadores de águas profundas alertou a direção da OceanGate sobre “resultados negativos (de menores a catastróficos) com sérias consequências para todos” do Titan. A empresa fabricante do submarino ignorou o material, enviado em 2018. 

O repórter Pogue também relatou que o Titan apresentava problemas técnicos, isso na viagem que ele fez no ano passado. De acordo com o jornalista, o submarino ficou mais de duas horas sem comunicação, “perdido” no Oceano Atlântico Norte.

Apesar de a OceanGate ser de origem norte-americana, os Estados Unidos não têm devida regulamentação do Titan. Por causa disso, a empresa lançava o submarino longe do litoral norte-americano, já em águas internacionais, sem ter de seguir as normas da Guarda-Costeira do país.

O Titan era, oficialmente, um veículo subaquático de caráter “experimental”. É o que mostrou o repórter da CBS News a respeito do documento que teve de assinar para poder realizar a expedição aos destroços do Titanic. No material, também constava a informação de que o submarino não tinha sido “aprovado nem homologado por nenhum órgão regulador e a viagem poderia resultar em ferimentos, trauma emocional ou morte.”

Informações Revista Oeste


Foto: Ministério da Defesa da Rússia

Submarinos nucleares russos realizaram lançamentos de mísseis contra alvos no Mar de Barents durante exercícios militares, conforme informaram agências de notícias do país nesta quarta-feira (19). Os alvos simulavam navios de um fictício inimigo.

O Mar de Barents está localizado no Oceano Ártico e abrange a costa norte da Rússia e da Noruega. Ambos os países possuem áreas territoriais marítimas na região. No entanto, o teste foi realizado em águas russas.

A Frota do Norte da Rússia lançou mísseis de cruzeiro durante os exercícios. Dois submarinos foram utilizados para lançar os artefatos contra alvos situados a uma distância de 170 km.

“De acordo com dados objetivos de controle, o exercício de combate foi concluído com sucesso”, afirmou a agência Interfax, com base em um comunicado das forças russas.

A Rússia fechou o espaço aéreo e marítimo onde os testes foram realizados com antecedência, garantindo que não houvesse aeronaves ou navios comerciais na região durante os exercícios.

O anúncio dos testes ocorre enquanto o presidente da Rússia, Vladimir Putin, visita a Coreia do Norte. Nos últimos anos, os dois países têm fortalecido seus laços, inclusive no âmbito militar.

Informações TBN


O presidente da Rússia está em visita oficial à Coreia do Norte — a primeira em 24 anos

Vladimir Putin visita Kim Jong-un
Vladimir Putin e Kim Jong-un assinaram um acordo histórico de assistência mútua | Foto: Reprodução/YouTube

O líder russo, Vladimir Putin, anunciou nesta quarta-feira, 19, durante encontro com o ditador Kim Jong-un um novo tratado de parceria estratégica com a Coreia do Norte. Este pacto inclui assistência mútua em caso de agressão e representa, portanto, uma mensagem direta às potências ocidentais.

“O tratado de parceria abrangente assinado hoje prevê, entre outras coisas, a assistência mútua em caso de agressão contra uma parte do tratado”, afirmou Putin em Pyongyang. Ele está em visita oficial à Coreia do Norte, a primeira em 24 anos.

Putin descreveu o acordo como “um documento verdadeiramente revolucionário” e destacou que a Rússia “não descarta a cooperação técnico-militar” com a Coreia do Norte.

Putin e Kim Jong-un defendem ‘frente unida’ contra o Ocidente

O ditador norte-coreano, por sua vez, prometeu apoio total à guerra da Rússia na Ucrânia. O objetivo é expandir a cooperação econômica e militar e apresentar uma frente unida contra o bloco liderado pelos Estados Unidos.

Antes de uma reunião privada, Putin agradeceu a Kim pelo apoio na Ucrânia e declarou que os dois países assinariam um acordo para fortalecer sua parceria, enquanto ambos “lutam contra as políticas hegemônicas imperialistas dos EUA e seus satélites contra a Federação Russa”.

Putin destacou que um novo documento fundamental foi elaborado, que estabelece as bases para relações de longo prazo entre os dois países. Ele mencionou que “grandes progressos” foram feitos no fortalecimento dos laços bilaterais e convidou Kim para visitar Moscou.

A visita de Putin ocorre em meio a preocupações sobre um possível acordo de armas, no qual a Coreia do Norte forneceria munições à Rússia para a guerra na Ucrânia, em troca de assistência econômica e transferências de tecnologia. Isso poderia aumentar a ameaça representada pelo programa de armas nucleares e mísseis de Kim.

Sanções e histórico de cooperação

A Coreia do Norte enfrenta pesadas sanções do Conselho de Segurança da ONU devido ao seu programa de armas, enquanto a Rússia também é alvo de sanções dos EUA e seus parceiros ocidentais pela agressão na Ucrânia. Putin deve partir para o Vietnã na noite de quarta-feira.

Putin destacou os laços históricos que remontam ao apoio soviético a Pyongyang durante a Guerra da Coreia e a Segunda Guerra Mundial. Kim afirmou que as relações entre Moscou e Pyongyang estão mais próximas do que nos tempos soviéticos e chamou a visita de Putin de uma oportunidade para solidificar a “amizade ardente”.

Acusações de fornecimento de armas

Autoridades norte-americanas e sul-coreanas acusam a Coreia do Norte de fornecer à Rússia artilharia, mísseis e outros equipamentos militares para uso na Ucrânia, possivelmente em troca de tecnologias militares importantes e ajuda. Moscou e Pyongyang negam as acusações, que violariam sanções do Conselho de Segurança da ONU, previamente endossadas pela Rússia.

Com o apoio da China, a Rússia tem dado cobertura política aos esforços contínuos de Kim para avançar com seu arsenal nuclear, bloqueando repetidamente os esforços liderados pelos EUA para impor novas sanções da ONU ao Norte pelos seus testes de armas.

Informações Revista Oeste

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