Promotores acusam suspeitos de roubar milhões de euros da Santa Sé
Praça de São Pedro, no Vaticano Foto: Reprodução
O tribunal criminal do Vaticano indiciou, neste sábado (3), nove pessoas e quatro empresas por acusações que incluem extorsão, abuso de poder e fraude em conexão com um investimento de 350 milhões de euros da Secretaria de Estado em um empreendimento imobiliário em Londres.
O presidente do tribunal, o juiz Giuseppe Pignatone, definiu 27 de julho como a data do julgamento, de acordo com um comunicado do Vaticano.
Quatro ex-funcionários do Vaticano, incluindo dois da Secretaria de Estado, foram indiciados, assim como empresários italianos que administraram o investimento em Londres. Também indiciado por supostas acusações de peculato, estava um especialista em inteligência italiano.
Os promotores do Vaticano acusam os suspeitos de roubar milhões de euros da Santa Sé em taxas e outras perdas relacionadas a outras negociações financeiras. Os suspeitos negaram as irregularidades.
No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado anualmente em 28 de junho, a dúvida de muita gente se concentra na “sopa de letrinhas” que não para de crescer.
A evolução da sigla para designar diversas minorias sexuais e de gênero é uma resposta ao tamanho do espectro e das demandas da comunidade composta por lésbicas, gays, bissexuais, travestis, trans, queers, pansexuais, agêneros, pessoas não binárias e intersexo por mais visibilidade.
O movimento se constituiu na Revolta de Stonewall, em Nova York, em 1969. Gays, lésbicas e travestis colocaram fim às agressões que sofriam em batidas policiais ocorridas naquele ano em um bar da cidade, o Stonewall Inn. O grupo resistiu por três dias, e o ato virou um marco por mais igualdade de direitos.
Na primeira sigla, GLS, o “S” representava os simpatizantes, pessoas aliadas à causa LGBTQIA+. Mas logo o acrônimo se mostrou ultrapassado e excludente porque deixava de fora as demais identidades.
A grande mudança na sigla ocorreu, depois, com o “L” passando a encabeçar a sequência de letras para dar mais visibilidade às demandas de mulheres lésbicas. A abreviação também ganhou o “B”, para bissexuais.
O “Q” (“questionando”, para uns; “queer”, termo genérico antes pejorativo, para outros) também surgiu, e o amontoado de letras continua a crescer.
Atitudes continuam a mudar, e a linguagem para orientação sexual e identidade de gênero também.
Eis, abaixo, um glossário incompleto.
Gay e lésbica
Quando “homossexual” passou a soar clínico e pejorativo, no fim dos anos 1960, “gay” virou o termo para pessoas atraídas por parceiros do mesmo sexo. Com o tempo, “gays e lésbicas” se popularizou para frisar questões distintas das mulheres, e “gay” hoje é mais usado para homens
Bissexual
Alguém atraído por pessoas de seu gênero e de outros. Estereótipos de que seria uma transição ou camuflagem para promiscuidade são alvo de debate nos círculos LGBTQIA+. Defensores criticam o questionamento da identidade bissexual, mas há pessoas que veem no prefixo “bi” o reforço do binômio masculino/feminino
Pansexual
Quem sente atração por gente de todas as identidades de gênero ou pelas qualidades de alguém independentemente da identidade de gênero. Antes termo acadêmico, ganhou aderência com visibilidade de celebridades como Miley Cyrus
Assexual
Alguém que sente pouca ou nenhuma atração sexual. Não equivale à falta de atração romântica (os “arromânticos”)
Cisgênero
Alguém cuja identidade de gênero se equipara ao sexo que lhe foi designado ao nascer
Transgênero
Termo amplo para pessoas cuja identidade ou expressão de gênero difere do sexo biológico designado ao nascer
Não conformidade de gênero
Quem expressa o gênero fora das normas convencionais de masculinidade ou feminilidade. Nem todos são transgênero, e alguns transgêneros se expressam da forma convencional masculina/feminina
Não binário
Pessoa que não se identifica como homem nem mulher e se vê fora do binômio de gênero, como o personagem Taylor Mason, da série “Billions”
Genderqueer
Outro termo para quem não se vê no binômio feminino/masculino e exibe características de um, de ambos ou nenhum
Fluidez de gênero
Termo usado por pessoas cuja identidade muda ou flutua. Às vezes podem se expressar como mais masculinas em um dia e mais femininas em outro
Neutralidade de gênero
Alguém que não se descreve por um gênero específico e opta pelo uso de pronomes neutros [em português, prevalece o uso de “x” ou “e” no lugar de “a” e “o”, como “elx”]
Intersexual
Pessoa com características sexuais biológicas não associadas tradicionalmente a corpos femininos ou masculinos
+
O sinal denota tudo no espectro do gênero e sexualidade que as letras não descrevem.
Mulher afirma que ainda não conseguiu ‘devolver’ o dinheiro ao banco
Julia Yonkowski foi surpreendida com saldo de R$ 5 bilhões Foto: Reprodução
Uma mulher foi surpreendida, neste fim de semana, ao acessar sua conta bancária para sacar 20 dólares (cerca de R$ 100) e descobrir que havia um “pequeno” depósito de 1 bilhão de dólares (R$ 5 bilhões) na conta. O caso aconteceu na Flórida, nos Estados Unidos.
De acordo com Julia Yonkowski, ela havia ido ao caixa eletrônico para sacar uma pequena quantia de dinheiro. Então, foi informada pela máquina que receberia o valor mediante a cobrança de uma taxa extra, como se ela estivesse tentando sacar uma quantia acima do que tinha na conta.
– Quando eu solicitei os US$ 20, a máquina voltou e disse “nós daremos a você os US$ 20, mas isso será um saque a descoberto, e você será cobrada”; e eu disse: “Ah, esqueça” – recordou.
Neste momento, Julia puxou o extrato bancário e não acreditou na quantia exorbitante que havia em sua conta.
– Sei que a maioria das pessoas pensaria que ganhou na loteria, mas fiquei horrorizada, porque não era meu dinheiro – disse a idosa.
Ainda segundo Julia, ela dividia a conta com o marido, que morreu recentemente. Ela disse ainda que desconhece a origem do dinheiro e que não mexerá na conta enquanto não resolver a situação.
– Eu li histórias sobre pessoas que pegaram o dinheiro ou tiraram dinheiro, e então tiveram que reembolsar, e eu não faria isso de qualquer maneira porque não é meu dinheiro – explicou ela.
Julia ainda não conseguiu resolver a questão com o banco pelo telefone e afirmou que irá a uma agência física, para devolver o valor.
– Simplesmente não consigo falar com o banco. Fico presa ao sistema automatizado deles e não consigo encontrar uma pessoa para ajudar – afirmou ela.
Decisão sobre presença de torcedores nos eventos sairá na segunda (21)
Foto: Reuters/ Issei Kato/ Direitos Reservados
Especialistas médicos do Japão disseram nesta sexta-feira (18) que proibir espectadores na Olimpíada é a opção menos arriscada para se realizar os Jogos, apesar de parecerem resignados com a possibilidade da presença de torcedores nos locais de competição em plena pandemia de covid-19.
Há meses o governo e os organizadores da Tóquio 2020 postergam uma decisão sobre a permissão para espectadores locais – os torcedores estrangeiros já estão proibidos -, sublinhando seu desejo de salvar o evento em meio a uma oposição pública profunda.
O Japão tem evitado o tipo de surtos de coronavírus explosivos que abalaram muitos outros países, mas a distribuição de vacinas está lenta e o sistema médico está no limite em partes do país.
A insistência do governo em sediar os Jogos é criticada por hospitais e por sindicatos de médicos.
“Existe um risco de a movimentação das pessoas e as oportunidades de interagir durante a Olimpíada disseminarem infecções e pressionarem o sistema médico”, disseram os especialistas, liderados pelo principal conselheiro de saúde, Shigeru Omi, em um relatório divulgado nesta sexta-feira (18).
Eles disseram que realizar os Jogos sem espectadores é a opção “menos arriscada” e a desejável.
Mas os especialistas de Omi já aventam a possibilidade de os locais de competição receberem até 10 mil torcedores em áreas nas quais medidas de “quase-emergência”, como horários reduzidos de funcionamento de restaurantes, foram suspensas – o que aumentou a percepção de que a Olimpíada pode muito bem acontecer com público.
A decisão final é esperada após uma reunião entre organizadores, como a Tóquio 2020 e o Comitê Olímpico Internacional (COI), e representantes dos governos nacional e de Tóquio marcada para segunda-feira (21).
A presidente da Tóquio 2020, Seiko Hashimoto, disse que, embora admita que a Olimpíada seria mais segura sem espectadores, os organizadores continuam procurando maneiras de receber torcedores com segurança nos locais de competição, assim como em outros eventos.
“Dado que outros eventos esportivos estão sendo realizados com espectadores, acho que também é trabalho da Tóquio 2020 continuar procurando maneiras de entender e diminuir os riscos de infecções na Olimpíada até termos esgotado todas as possibilidades”, disse ela em uma coletiva de imprensa após a divulgação do relatório de Omi.
Os Jogos foram adiados no ano passado por causa da pandemia. Um cancelamento definitivo custaria caro aos organizadores, ao governo de Tóquio, a patrocinadores e seguradoras.
Canal italiano divulgou as imagens pela primeira vez
Queda de teleférico na Itália causou a morte de 14 pessoas Foto: Reprodução/Twitter
Nesta quarta-feira (16), o canal italiano TG3 divulgou pela primeira um vídeo em que mostra o teleférico que caiu no norte da Itália, no último dia 23 de maio, matando 14 pessoas. O único sobrevivente foi uma criança de 5 anos, que perdeu toda a família no acidente.
Nas imagens, o trajeto já estava sendo finalizado, com a cabine próxima ao desembarque. Como o sistema de trava de emergência estava desativado, a cabine desceu muito rapidamente com o rompimento de um cabo.
As imagens também mostram o desespero do funcionário que trabalhava no local no momento da tragédia.
Al Tg3 un documento esclusivo della cabina della funivia del Mottarone, prima della caduta, agli atti dell'inchiesta sul disastro costato la vita a 14 persone. Le immagini per il loro contenuto potrebbero urtare la sensibilità di alcuni pic.twitter.com/en6MHCfS00
Três responsáveis pelo teleférico chegaram a ser presos preventivamente, mas dois deles, Enrico Perocchi e Luigi Nerini, foram soltos pouco depois, enquanto o terceiro, Gabriele Tadini, foi colocado em detenção domiciliar.
Os investigadores estão analisando quem dera a ordem e os motivos para a medida ter sido adotada.
Investigadores acreditam que restos mortais seriam de pelo menos 17 vítimas mortas por assassino em série
Investigação encontrou quase 4 mil pedaços de ossos Foto: Reprodução
A polícia do México afirmou ter encontrado 3.787 pedaços de ossos humanos, no último sábado (12), embaixo da casa de um homem acusado de ser um assassino em série. De acordo com a agência de notícias Associated Press, a suspeita é de que o homem, que supostamente pratica canibalismo, teria guardado os restos mortais de pelo menos 17 vítimas.
Os investigadores estavam escavando o chão da casa do suspeito desde o último dia 17 de maio. Além dos pedaços pequenos de ossos, os agentes afirmam ter encontrado sapatos femininos, maquiagens, oito telefones celulares, uma lista de nomes e gravações de áudio e vídeo, sugerindo que ele pode ter gravado suas vítimas.
O homem de 72 anos, que é açougueiro aposentado, já foi condenado pelo assassinato da mulher de um policial em serviço. Questionado, o homem chegou a dizer em um tribunal que arrancou a pele do rosto de uma mulher pois a achava “muito bonita”.
Não há informações de homens que teriam sido vítimas do suposto assassino em série. Por outro lado, os policiais dizem ter encontrado carteiras de identidade de mulheres desaparecidas há anos durante as investigações na casa dele.
Os promotores do caso trabalham com a possibilidade de o açougueiro ter matado suas vítimas em parte de um ritual para comê-las. Apesar dos milhares de fragmentos de ossos encontrados, a polícia ainda não investigou a casa inteira do suspeito. Por conta disso, não há uma estimativa do total de vítimas que ele teria assassinado.
Presidente americano disse que seu país responderá a ‘ações danosas’
Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden Foto: EFE/Chris Kleponis
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta segunda-feira (14), que “não quer conflito” com a Rússia, mas garantiu que seu país responderá, caso Moscou mantenha “ações danosas”. Durante entrevista coletiva, ele disse que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) defenderá a “integridade territorial” da Ucrânia, reafirmando seu apoio “à soberania” desse país.
Biden se reúne nesta semana com o presidente russo, Vladimir Putin. A Rússia ocupou a Crimeia e agora controla a península no sul ucraniano.
O presidente americano disse que a cúpula da Otan realizada nesta segunda discutiu as “ameaças da Rússia”. Ele disse que “deixará claro” a Putin que há áreas em que é possível cooperar, como Putin já fez no passado, em questões de cibersegurança e “algumas outras atividades”. Biden ainda afirmou que deixará claro o que ele considera os limites que não podem ser cruzados, no comportamento russo.
O presidente americano afirmou que vários líderes de países da Otan elogiaram o fato de que ele pretende falar com Putin. Ainda na política externa, Biden afirmou estar confiante de que ainda será possível fazer “avanços reais” na relação com a Turquia. Ele revelou ter tido mais cedo conversas “positivas e produtivas” com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
Questionado se a Ucrânia poderia entrar na Otan, Biden disse que isso poderá ocorrer no futuro, mas que o país precisa antes atender a requisitos do grupo, como enfrentar a corrupção interna.
Durante sua fala, Biden ainda voltou a insistir para que os americanos se vacinem contra a Covid-19. Segundo ele, a média atual de mortes nos EUA está em 370. O presidente americano lembrou que isso é bem inferior aos picos do país, mas considerou que “ainda é uma tragédia”, pedindo que os não vacinados se apressem para conseguir se imunizar.
Compromisso consta em documento final da reunião de líderes do grupo
Foto: Raquel Portugal/FioCruz
Os líderes do G7, grupo de países que reúne sete das maiores economias do planeta, oficializaram neste domingo (13) a promessa de doar um total de 2 bilhões de doses de vacina contra a covid-19 para países pobres e em desenvolvimento, sendo 1 bilhão distribuídas até o final de 2022.
O compromisso consta na declaração finaldo encontro de cúpula, ocorrido na Baía de Carbis, na Cornualha, sudoeste do Reino Unido. O G7 é formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. A reunião do G7 começou na última sexta-feira (11) e terminou hoje.
“Tenho o prazer de anunciar que os líderes do G7 prometeram mais de 1 bilhão de doses para os países mais pobres do mundo – outro grande passo para vacinar o mundo”, afirmou o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, anfitrião do encontro, em postagem nas redes sociais.
“Os compromissos totais do G7 desde o início da pandemia preveem um total de mais de 2 bilhões de doses de vacina, com os compromissos desde nosso último encontro em fevereiro de 2021, incluindo aqui na Baía de Carbis, prevendo 1 bilhão de doses no decorrer do próximo ano”, diz o documento oficial da reunião. Ainda não há detalhes sobre quais países serão beneficiados pela doação das vacinas.
Além do esforço da doação de vacinas, o documento final do G7 aponta metas para fortalecer ações coletivas de defesa global na área da saúde, incluindo aumento da capacidade de fabricação de vacinas em todos os continentes, melhora dos sistemas de alerta precoce e suporte à ciência na tarefa de encurtar para até 100 dias o ciclo de desenvolvimento de vacinas seguras e eficazes, tratamentos e testes.
Meio ambiente
Tema central do encontro, ao lado da pandemia, a questão ambiental também foi abordada no documento final do G7. Pelo texto, os países falam em apoiar uma “revolução verde que crie empregos, reduza as emissões com vistas a limitar o aumento das temperaturas globais em 1,5 graus [Celsius]”.
Entre os compromissos, está o de zerar as emissões até 2050, reduzindo pela metade as emissões coletivas até 2030. O documento menciona a necessidade de melhorar o financiamento do clima até 2025 para conservar e proteger pelos menos 30% das terras e oceanos até o final da década.
Comércio
Em relação à economia, o G7 aponta a necessidade de uma reforma do sistema global de comércio, que torne a economia “mais resiliente”, incluindo um novo sistema tributário mundial. Essa proposta, encabeçada principalmente pelos Estados Unidos, tem o objetivo de criar uma alíquota global mínima que as maiores multinacionais, com atuação global, deverão pagar. O objetivo é romper com a lógica de concessões tributárias que essas empresas gozam ao longo de décadas para atuar em determinados países.
Passo histórico encerra governo do primeiro-ministro que ficou mais tempo no comando do país. Nova frente inclui grupos políticos muito diversos. Naftali Bennett é o novo premiê.
Naftali Bennet na sessão do Knesset em que foi confirmado como novo premiê de Israel — Foto: Reuters/Ronen Zvulun
Israel inicia, neste domingo (13), uma nova etapa de sua história depois que uma votação no Parlamento ratificou uma “coalizão de mudança” no poder, derrubando o premiê Benjamin Netanyahu.
O Knesset se reuniu numa sessão especial para que o líder da oposição, o centrista Yair Lapid, e o chefe da direita radical Naftali Bennett apresentassem a equipe do novo governo, que em seguida foi ratificada em votação. Bennet é o novo premiê.
A coalizão é bastante heterogênea, pois inclui:
dois partidos de esquerda;
dois partidos de centro;
três partidos de direita ;
um partido árabe, pela primeira vez num governo de Israel.
A frente foi formada com o principal objetivo de remover Netanyahu e conseguiu uma apertada maioria necessária 60 votos a favor, 59 votos contra e uma abstenção.
Netanyahu, de 71 anos, está sendo julgado há um ano por suspeita de corrupção. Protestos pedindo sua renúncia ocorrem há meses. O último deles foi na noite de sábado.
Em frente à sua residência oficial em Jerusalém, os manifestantes não esperaram a votação no Parlamento para celebrar a “queda” do “rei Bibi”, o apelido de Netanyahu, que foi chefe de governo de 1996 a 1999 e, depois, de 2009 a 2021.
“A única coisa que Netanyahu queria era nos dividir, uma parte da sociedade contra a outra, mas amanhã estaremos unidos, direita, esquerda, judeus, árabes”, disse Ofir Robinsky, um manifestante.
Benjamin Netanyahu na sessão do parlamento em que sua saída do cargo de premiê foi confirmada — Foto: Reuters/Ronen Zvulun
A nova coalizão será liderada por Bennett, chefe do partido de direita Yamina, pelos primeiros dois anos, e depois por Yair Lapid por um período equivalente.
O partido Likud de Netanyahu se comprometeu com uma “transição pacífica de poder” após mais de dois anos de crise política com quatro eleições, cujos resultados não permitiram a formação de um governo ou levaram a uma união nacional que durou apenas alguns meses.
Depois das últimas eleições legislativas em março, a oposição se uniu contra Netanyahu e surpreendeu ao conquistar o apoio do partido árabe-israelense Raam, do líder moderado Manssur Abbas.
“O governo trabalhará para toda a população, religiosa, laica, ultraortodoxa, árabe, sem exceção”, prometeu Bennett.
Rastros de luz do sistema anti-míssil Israel enquanto ele intercepta foguetes lançados da Faixa de Gaza, vistos de Ashkelon — Foto: Reuters/Amir Cohen
“A população merece um governo responsável e eficaz que coloque o bem do país em primeiro lugar em suas prioridades”, acrescentou Lapid, que deve se tornar ministro das Relações Exteriores.
Mas também visa fortalecer a presença israelense na área C da Cisjordânia, ou seja, sobre a qual Israel tem total controle militar e civil e que representa cerca de 60% do território palestino ocupado desde 1967.
O governo, que inclui pela primeira vez um partido que representa a minoria árabe, que corresponde a 21% da população israelense, planeja amplamente evitar mudanças drásticas em questões internacionais polêmicas como a política em relação aos palestinos, para se focar em reformas domésticas.
Com poucas perspectivas de progresso em relação à resolução do longo conflito com Israel, muitos palestinos provavelmente continuam impassíveis com a mudança de governo, dizendo que Bennett irá provavelmente seguir a mesma agenda de Netanyahu.
Isso parece provável em relação à principal preocupação de segurança de Israel, o Irã. Um porta-voz de Bennett disse que ele promete “oposição vigorosa” a qualquer volta dos Estados Unidos ao acordo nuclear de 2015 com o Irã, mas que buscaria cooperar com o governo do presidente norte-americano Joe Biden.
Não faltarão desafios para o novo governo, como uma marcha planejada na terça-feira pela extrema direita israelense em Jerusalém Oriental, um setor palestino ocupado por Israel.
O movimento islâmico Hamas, no poder em Gaza, um enclave palestino sob bloqueio israelense, ameaçou retaliar se essa marcha acontecer perto da Esplanada das Mesquitas, em um contexto de extrema tensão em relação à colonização israelense em Jerusalém.
Em 10 de maio, o Hamas disparou uma salva de foguetes contra Israel em “solidariedade” aos palestinos feridos em confrontos com a polícia israelense em Jerusalém, levando a um conflito de 11 dias com o exército israelense.
O confronto terminou graças a um cessar-fogo promovido pelo Egito, mas as negociações para chegar a uma trégua sustentável falharam. Resolver essa situação será outro desafio do executivo.
Informações Público estimado do evento, que acontecerá no Central Park, é de 60 mil participantes
Foto: Ed Reed / Mayoral Photography Office
A vacinação avançada em Nova York, nos Estados Unidos, dará à população um presente além da imunidade contra a Covid-19.
O prefeito Bill de Blasio organiza uma grande apresentação no Central Park para celebrar a retomada da normalidade na cidade em agosto.
De acordo com o New York Times, o projeto será liderado por Clive Davis, produtor musical de 89 anos, reconhecido por seu trabalho na indústria.
O espetáculo ainda não tem data definida para acontecer, mas promete ser um show de três horas para 60 mil participantes além de uma audiência televisiva.
“Este show será uma oportunidade única na vida. Vai ser uma escalação incrível. A semana inteira será diferente de tudo que você já viu antes em Nova York”, disse de Blasio.