O paulista Daniel Dias conquistou na madrugada desta quinta-feira (26) a sua 26ª medalha medalha paralímpica no Jogos de Tóquio (Japão), com um bronze na prova de 100 metros livre da classe S5 (deficiência físico-motora), com o tempo de tempo de 1min10s80. É o segundo bronze do multicampeão na Tóquio 2020: na manhã de ontem (25), Daniel faturou a primeira medalha ao completar os 200 metros livre em terceiro lugar. As competições de natação estão sendo disputadas no Centro Aquático de Tóquio, na capital japonesa.
Quem levou a medalha de ouro foi o italiano Francesco Bocciardo, com a marca de 1min09s56. Já a prata foi para a China, com Lichao Wang, com o tempo de 1min10s45.
Outros resultados
Nos 100 metros livre S5 (deficiência físico-motora), a potiguar Joana Neves, a Joaninha, terminou a disputa na oitava colocação, com o tempo de 1min27s62.
Já nos 200 metros livre da classe SM6 (deficiência físico-motora), o catarinense Talisson Glock, de 26 anos, ficou na sexta posição, com a marca de 2 min45s17.
Por fim, o catarinense Matheus Rheine ficou em quinto lugar nos 400 metros livre da classe S11 (cegueira). Ele obteve o tempo de 4 min33s64.
CBF diz que criou protocolo conjunto com governo de São Paulo
Foto: Lucas Figueiredo/ CBF
O clássico entre Brasil e Argentina, programado para acontecer no dia 5 de setembro na Neo Química Arena, em São Paulo e válido pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2022 (Catar), terá um público de até 12 mil torcedores, anunciou a CBF na última terça-feira (24).
A partida será o primeiro evento teste com presença de torcedores no Estado de São Paulo. A CBF informou que criou um protocolo conjunto com o Governo paulista.
“O jogo seguirá as normas estabelecidas pelo Protocolo de Recomendações para Retorno do Público aos Estádios, da Comissão Médica Especial, com a supervisão das autoridades sanitárias estaduais e municipais, que têm sido importantes aliadas para garantir a presença segura dos torcedores no estádio. A decisão foi tomada em reuniões entre a CBF, o Governo de São Paulo e a Federação Paulista de Futebol”, diz o comunicado da CBF.
A seleção brasileira é a atual líder das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2022 (Catar), com seis vitórias em seis jogos.
O Brasil conquistou uma posição no ranking de seleções da Fifa, que foi divulgado nesta quinta-feira (12) e que tem a Bélgica (1.822 pontos) como líder. A seleção brasileira aparece em segundo lugar.
O time comandado pelo técnico Tite aparece com 1.798 pontos na relação, após terminar a última edição da Copa América na segunda posição. A Argentina, que ficou com o título da principal competição de seleções da América do Sul, assumiu a sexta posição no ranking, com 1.714 pontos.
Quem também ganhou importantes posições na lista foi a Itália, que levou para casa o troféu da última Eurocopa. A Squadra Azzura se tornou a quinta colocada com 1.745 pontos. Completando os cinco primeiros colocados, a França é a terceira, com 1.762 pontos, e a Inglaterra, a quarta, com 1.753.
Na última segunda-feira (9), o presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto do clube-empresa, que regulamenta a transformação de clubes brasileiros, que funcionam como associações sem fins lucrativos, em organizações que poderão emitir títulos de dívida e lançar ações na bolsa de valores. Para muitos, essa será uma grande novidade. No caso do Esporte Clube Bahia, é a lembrança de uma parceria que se mostrava promissora, mas que se tornou um problema que até hoje assola os tricolores.
Oito anos após ser campeão brasileiro no Beira-Rio, em 1997, o Bahia amargou o seu primeiro rebaixamento para a Série B com um insosso 0 a 0 com o Juventude na antiga Fonte Nova. A queda gerou crise e muitas mudanças, a principal delas na presidência, com a saída de Antônio Pithon para a entrada de Marcelo Guimarães. Em fevereiro de 1998, com a aprovação da Lei Pelé, que exigia que todos os clube se tornassem empresas, criou-se a expectativa de um ano melhor, com mais investimentos e grandes contratações. Ali nasceu a parceria com o Banco Opportunity, do banqueiro baiano Daniel Dantas.
A união fez o Esporte Clube Bahia se tornar o Bahia S/A. Essa sociedade era dividida com 51% para a Liga Futebol (empresa do Opportunity) e 49% para o Bahia. Como detentora da maior parte das ações, a Liga Futebol fez um aporte e colocaram diretores no clube, com a exceção do futebol, que seguiu comandado por Marcelo Guimarães. Esse contrato foi assinado com validade de 25 anos.
Após três anos de jejum, o Bahia foi campeão baiano de 1998. A taça estadual conquistada diante do Vitória em pleno Barradão aumentava ainda mais a esperança de sucesso, mas a disputa da Série B se tornou frustração com a eliminação na primeira fase. De seis equipes, quatro se classificavam para a fase seguinte e o Tricolor só foi o quinto.
Em 1999, uma campanha melhor, mas ainda assim de tristeza. O Bahia terminou se mantendo na Segunda Divisão ao não fazer uma boa campanha no quadrangular final contra Goiás, Santa Cruz e Vila Nova. Apenas os dois primeiros conseguiram o acesso. Em 2000, o Bahia foi convidado para disputar a Copa João Havelange.
Após se manter com campanhas regulares, o Bahia acabou mais uma vez rebaixado em 2003 com uma estrondosa goleada de 7 a 0 diante do Cruzeiro. No ano seguinte, mais uma frustração ao não conseguir o acesso no quadrangular final de 2004 e em 2005 veio a grande tragédia: a queda para a Série C.
Para o torcedor, pior ainda foi ser presa fácil dos adversários e não conseguir voltar para a B em 2006. A parceria já não era vista da mesma forma e dava sinais de um fim melancólico.
Em 2006, o Bahia procurou o Opportunity para dar fim ao trato. Para isso, o clube assumiria toda a dívida (cerca de R$ 40 milhões) e repassaria percentuais de vendas de atletas, sendo 10% em 2007, 20% em 2008 e 30% de 2009 até 2023. A parceria teve fim em 2008. O banco, porém, não foi pago em nenhum momento. Por isso, a Justiça foi acionada pela instituição bancária, que cobra R$ 100 milhões. Após decisões favoráveis para os dois lados, o caso está no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.
Em contato com o Bahia Notícias, o advogado Fernando Orotavo Neto, que representa o clube no caso, explicou a argumentação do Esquadrão de Aço para se ver livre deste problema.
“O Bahia alega várias teses defensivas, dentre elas, a existência de prescrição, a ausência de comutatividade do contrato, uma vez que o que fizeram os antigos administradores foi entregar ao Opportunity quase R$ 60 milhões em direitos federativos em troca de um empréstimo de aproximadamente R$ 4 milhões. Entregaram os direitos sobre os atletas de mão beijada. A defesa alega também que a FIFA proíbe que sejam cedidos direitos federativos de atletas a associações não desportivas (vedação da Third Party Ownership)”, explicou Orotavo Neto, que apontou a expectativa de que seja reconhecida a invalidade da transação celebrada com o Opportunity.
“Ao distratar o instrumento particular de transação, o Oportunnity devolveu o controle do Bahia S/A ao Esporte Clube Bahia com mais de R$ 50 milhões em dívidas fiscais, ou seja, ao tempo em que administrou o Bahia S/A, o Opportunity deixou de pagar os impostos devidos. Presente de grego, sem querer ofender os gregos!”, destacou.
A reportagem do BN também procurou o banco Opportunity, que se limitou a dizer que “não comenta casos em apreciação na Justiça”. Uma decisão sobre o caso pode sair a qualquer momento.
Apresentado nesta quarta-feira, 11, em Paris, o craque argentino Lionel Messi descartou qualquer possibilidade de pegar mais leve nos anos finais de sua carreira. Ele estabeleceu como meta levar o PSG à conquista do inédito título da Liga dos Campeões, após o clube ter batido na trave nos dois anos anteriores.
“É por isso que estou aqui (para conquistar troféus). Este é um clube ambicioso”, disse Messi, que usará a camisa 30, seu primeiro número ao estrear no futebol profissional no Barcelona em 2006, durante coletiva de imprensa.”Dá para ver que eles estão prontos para lutar por tudo”, afirmou. “Meu sonho é conquistar outra Liga dos Campeões, e acho que este é o lugar ideal para estar para fazer isso”.
Mesmo com toda a empolgação em cima de seu nome, ainda não se sabe ao certo quando Messi poderá fazer sua estreia pelo clube parisiense. Ele estava de férias do Barcelona desde o fim da temporada passada e a última vez que esteve em campo foi pela seleção argentina, pela final da Copa América, no início de julho.
“Estou voltando da folga. Preciso de um pouco de pré-temporada e de ritmo. Espero que a estreia seja logo, mas não posso dar uma data a vocês. Depende da comissão técnica”, explicou o craque argentino.
O desembarque em Paris se deu após uma longa novela envolvendo a tentativa de extensão de vínculo entre Messi e Barcelona, que teve início em meados do ano passado. O atacante de 34 anos havia concordado em ficar na Espanha depois que seu contrato vencesse, no final de junho deste ano, entretanto, o clube admitiu posteriormente que não podia bancá-lo, devido as regras financeiras impostas pela principal liga do país.
Ele assinou um contrato de dois anos com o PSG, mas com a opção de uma terceira temporada. Em seu novo clube, Messi se juntará a Neymar, amigo pessoal e ex-colega de Barcelona, além de grandes astros como Mbappé, Di Maria, Sérgio Ramos, Marquinhos e Verrati, entre outros.
Durante sua coletiva, o craque argentino comentou a expectativa em formar trio de ataque com Neymar e Mbappé. “Poder jogar com gente da categoria de Neymar e Mbappé é insano. Eles (o PSG) fizeram muitas contratações boas, estou muito feliz e não vejo a hora de começar”, acrescentou.
Maior clube da França, o PSG acumula a grande maioria dos títulos domésticos desde a chegada do investimento de seus proprietários multimilionários, Qatar Sports Investment, em 2011. No entanto, nunca conquistou a Liga dos Campeões, tendo batido na trave nas duas edições anteriores. Enquanto isso, Lionel Messi venceu a competição quatro vezes pelo Barcelona, a mais recente delas em 2015.
Time de Paris firmou contrato de dois anos com o argentino
Foto: Divulgação/PSG
O PSG (França) anunciou oficialmente a contratação de Lionel Messi. Segundo comunicado divulgado pela equipe de Paris no final da tarde desta terça-feira (10), o craque argentino acertou um vínculo de dois anos, com a opção de um ano adicional.
“Estou impaciente para começar um novo capítulo da minha carreira em Paris”, declarou Messi após a assinatura do contrato. No time francês o argentino usará a camisa 30, número que usava no início de sua carreira.
“O clube e a sua visão estão em perfeita harmonia com as minhas ambições. Eu sei o quão talentosos os jogadores e a equipe são aqui. Estou decidido a construir, ao lado deles, algo grande para o clube e para os torcedores. Mal posso esperar para chegar ao gramado do Parque dos Príncipes”, afirmou o atacante, que acaba de deixar o Barcelona (Espanha), equipe que defendeu por mais de 20 anos.
“Estou muito satisfeito por Lionel Messi ter escolhido defender o PSG e estamos orgulhosos de recebê-lo em Paris, com sua família”, disse o presidente do PSG, Nasser Al-Khelaïfi.
Cereja do bolo
Messi é a cereja do bolo do pacote de contratações da equipe francesa na atual janela de transferências. Além do argentino, o time de Paris já havia acertado com nomes como o zagueiro espanhol Sergio Ramos, o goleiro italiano Gianluigi Donnarumma, o volante holandês Georgino Wijnaldum e o lateral marroquino Achraf Hakimi. O grande objetivo, com a chegada destes reforços, é alcançar o inédito título da Liga dos Campeões da Europa.
Além disso, com a ida para o time de Paris, o argentino reencontra um grande parceiro no futebol, o brasileiro Neymar, com o qual formou, também ao lado do uruguaio Luis Suarez, um dos grandes trios de ataque da história do futebol mundial, o MSN, que encantou torcedores do mundo todo.
Lionel Messi confirmou, em meio às lágrimas neste domingo (8), que está deixando o Barcelona após o clube afirmar que não consegue mais pagar os altos salários do craque argentino, acrescentando que está em negociações com o PSG (França) sobre uma possível transferência.
O jornal francês L´Equipe informou neste domingo que o argentino viaja para a capital francesa neste domingo ou na segunda-feira para realizar exames médicos e finalizar seu contrato com o clube de propriedade da Qatar Sports Investment.
Embora Messi não tenha confirmado que irá definitivamente para o clube parisiense, ele afirmou que pretende continuar jogando enquanto for possível, acrescentando que ainda tem a ambição de conquistar outra Liga dos Campeões.
“Enquanto eu for competitivo e enquanto meu corpo responder [continuarei jogando]”, disse em entrevista coletiva. “Enquanto puder, continuarei competindo”, afirmou.
“Tentei agir com humildade e respeito, e espero que isso seja o que ficará de mim quando deixar o clube”, declarou Messi emocionado enquanto centenas de torcedores, muitos usando sua camisa de número 10, reuniam-se do lado de fora do estádio Camp Nou para dar adeus ao jogador.
“Parece que um balde de água fria foi jogado em mim e ainda estou tentando aceitar isso”, disse em meio às lágrimas.
Foi amplamente divulgado pela imprensa local que Messi permaneceria no Camp Nou, com o jogador admitindo que concordou com um contrato de cinco anos e redução de 50% no salário.
O Barça, cujas dívidas totalizam bem mais de 1 bilhão de euros, não conseguiu fazer o acordo se encaixar nas regras financeiras da liga espanhola, o que provocou o inesperado anúncio na última quinta-feira (5).
A campanha brasileira na Olimpíada de Tóquio terminou com a melhor performance do país em uma edição de Jogos Olímpicos. Por diversas óticas, o resultado no Japão representou um marco, um avanço cinco anos após sediar o evento.
O quadro de medalhas mostrou o Brasil em 12º lugar, melhor classificação na história. Em 2016, a posição final do país foi 13º.
Segundo o critério de distribuição de medalhas de acordo com o naipe, o Brasil também superou a campanha em casa, até então a melhor em Jogos Olímpicos. A delegação conquistou exatamente a mesma quantidade de ouros e pratas que há cinco anos (sete ouros e seis pratas), mas obteve dois bronzes a mais (oito a seis).
Estes dois bronzes foram a diferença também para registrar o maior número total de pódios do país em uma edição olímpica. Foram 21, contra 19 no Rio.
Agência Brasil
A campanha brasileira na Olimpíada de Tóquio terminou com a melhor performance do país em uma edição de Jogos Olímpicos. Por diversas óticas, o resultado no Japão representou um marco, um avanço cinco anos após sediar o evento.
O quadro de medalhas mostrou o Brasil em 12º lugar, melhor classificação na história. Em 2016, a posição final do país foi 13º.
Segundo o critério de distribuição de medalhas de acordo com o naipe, o Brasil também superou a campanha em casa, até então a melhor em Jogos Olímpicos. A delegação conquistou exatamente a mesma quantidade de ouros e pratas que há cinco anos (sete ouros e seis pratas), mas obteve dois bronzes a mais (oito a seis).
Estes dois bronzes foram a diferença também para registrar o maior número total de pódios do país em uma edição olímpica. Foram 21, contra 19 no Rio.
Seleção quebra regra e cria atrito com patrocinador do COB Foto: EFE/Alberto Estévez
Ao subirem no pódio para receber a medalha de ouro neste sábado (7) com os agasalhos amarrados na cintura e vestindo a camisa de jogo, os atletas da seleção brasileira masculina de futebol descumpriram regras da missão do Time Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio e também um termo que os próprios jogadores assinaram ao fazer parte da delegação olímpica no Japão.
Isso porque o Comitê Olímpico do Brasil (COB) tem contrato com uma empresa de material esportivo, a Peak. Já a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) possui acordo com a Nike. O acerto era de que todos os atletas que estão nos Jogos de Tóquio, independentemente da modalidade, usem o material da Peak no momento do pódio e cerimônias oficiais. Durante as disputas das provas e jogos em si, não há essa exigência.
Neste sábado, foi possível observar, no túnel que dá acesso ao gramado do Estádio Internacional de Yokohama, oficiais da organização da Olimpíada pedindo para que os atletas vestissem os seus agasalhos. Além de ignorar a recomendação, teve jogador que chegou a ironizar o pedido. As seleções da Espanha (vice-campeã) e do México (medalha de bronze) subiram ao pódio ao lado do time brasileiro vestindo agasalhos dos seus respectivos comitês nacionais.
O descumprimento das regras da missão e do termo assinado pelo jogadores foi confirmado pelo COB ao Estadão. O Brasil conquistou até este sábado 19 medalhas (7 de ouro, 4 de prata e oito de bronze) em Tóquio. O time de futebol masculino foi o primeiro a não usar o agasalho da patrocinadora do COB.
Além do atrito entre o comitê e a CBF, há temor de que o ato dos atletas do futebol possa acabar na Justiça. Em 2016, quando o Brasil também conquistou o ouro no futebol, as duas entidades tinham o mesmo fornecedor de material esportivo, no caso a Nike, e os jogadores subiram ao pódio vestindo agasalho.
Esta é a primeira medalha olímpica da equipe feminina de vôlei do Brasil
Seleção feminina de vôlei não conseguiu fazer frente à superioridade dos EUA Foto: EFE/How Hwee Young
A Seleção feminina de vôlei fez história ao conquistar sua primeira medalha de prata da história Jogos Olímpicos, na madrugada deste domingo (8), em Tóquio, no Japão. Apesar de ter perdido a disputa do ouro com os Estados Unidos, a Seleção, que chegou como equipe desacreditada por muitos, se tornou a vice-campeã olímpica.
Mesmo resistente, a equipe não conseguiu fazer frente aos Estados Unidos na decisão na Ariake Arena e perdeu por 3 sets a 0 (parciais 25/21, 25/20 e 25/14).
Antes, o Brasil havia conquistado dois bronzes em Atlanta-1996 e Sydney-2000 e dois ouros em Pequim-2008 e Londres-2012.
BOXE COM BIA FERREIRA A boxeadora Beatriz Ferreira ficou com a medalha de prata na Olimpíada de Tóquio, ao perder, neste domingo, a final da categoria dos pesos leves (até 60 kg) para a irlandesa Kellie Harrington, em decisão unânime dos cinco jurados: 29 a 28 para três deles e 30 a 27 para dois.
Além da prata conquistada por Bia, o boxe brasileiro soma mais sete medalhas em olimpíadas. Servílio de Oliveira foi bronze no México-1968, depois Esquiva Falcão, Yamaguchi Falcão e Adriana Araújo subiram no pódio em Londres-2012. Robson Conceição foi campeão na Rio-2016, enquanto Abner Teixeira ficou com o bronze entre os pesados e Hebert Conceição foi ouro em Tóquio.
Boxeadora Beatriz Ferreira conquistou a prata Foto: EFE/Valdrin Xhemaj
Ao contrário das outras lutas na capital japonesa, Beatriz não teve a mesma eficiência nos golpes, muito por causa da boa movimentação de Harrington. A irlandesa teve sucesso na tática de não confrontar o ataque da brasileira e acertou bons contra-ataques desde o início.
No segundo assalto, Bia tentou ser mais agressiva, mas na troca de golpes, o último e mais contundente sempre foi da lutadora europeia, que ampliou ainda mais sua vantagem no terceiro e decisivo assalto.
Aos 28 anos, Beatriz Ferreira soma os títulos sul-americano, pan-americano e mundial. Em Tóquio, se tornou a primeira boxeadora sul-americana a alcançar a final olímpica. O boxe feminino passou a ser disputado em Londres-2012.