O prefeito de Jequié, Zé Cocá, afirmou nesta quinta-feira (26) que aceitou o convite para ser pré-candidato a vice-governador da Bahia na chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. O convite foi feito durante agenda em Jequié.

Ao comentar a decisão, o gestor destacou a confiança no projeto político apresentado por Neto e disse acreditar na possibilidade de mudança no estado.

“Com projeto de governo, não de poder, é o que Neto sonha aqui. Com certeza a Bahia será transformada, melhorará, e quando vi nos olhos de Neto, senti que podemos ajudar, melhorar e fazer com que a Bahia melhore”, afirmou.

Zé Cocá também ressaltou a relação de confiança pessoal ao justificar a aceitação do convite.

“Meu pai me dizia que o homem a gente conhece no olhar e palavra de homem vale mais do que qualquer coisa. Acredito no fio do bigode. Quando Neto me convidou, eu senti em Neto a palavra do fio do bigode. Meu pai dizia: homem pela palavra e boi pela venta”, completou.


Um levantamento Genial/Quaest divulgado nesta terça-feira (17) indica que 56% dos brasileiros afirmam já ter escolhido em quem votar para presidente, enquanto 43% dizem que ainda podem trocar de candidato.

Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 67% consideram a escolha definitiva, enquanto 31% admitem a possibilidade de mudança e 2% não souberam responder. Já entre os que dizem apoiar o senador Flávio Bolsonaro, 63% afirmam que não pretendem alterar o voto, 36% ainda podem rever a decisão e 1% não respondeu.

Entre os entrevistados que apoiam o governador Ratinho Jr. (PSD), 41% dizem que o voto está definido e 56% ainda podem mudar de candidato. Para o governador Romeu Zema (Novo-MG), 33% estão definidos e 67% ainda podem alterar o voto.

Por região, o Nordeste se destaca com a maior porcentagem de votos definidos com 64% dos entrevistados. Em seguida o Sul com 55%, o Centro-Oeste/Norte com 53% e por último, o Sudeste com 51%.

O recorte por gênero mostra diferenças: entre as mulheres, há um equilíbrio, com 49% dizendo ter o voto definido e o mesmo percentual admitindo mudança. Entre os homens, 62% afirmam já ter escolhido o candidato, enquanto 37% ainda consideram trocar de opção.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

*Metro1
Foto: Ricardo Stuckert / PR/Edilson Rodrigues/Agência Senado


Texto inicial permitiria a circulação de publicações patrocinadas negativas sobre governos nas redes sociais

Público e autoridades sentados no plenário do Tribunal Superior Eleitoral durante sessão de julgamento, em ambiente formal e institucional.
O TSE é responsável por garantir a lisura e a legalidade das eleições no Brasil | Foto: Agência Brasil/Divulgação.

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirou da versão final das normas que regerão as eleições de 2026 um dispositivo que permitiria o impulsionamento pago de críticas a governos no período pré-eleitoral. A previsão constava de uma minuta inicial elaborada pela Corte para atualizar as regras eleitorais, mas acabou excluída do texto aprovado nesta semana.

A proposta divulgada no início do ano estabelecia que críticas ao desempenho da administração pública feitas por pessoas físicas não configurariam propaganda eleitoral antecipada negativa, mesmo quando impulsionadas nas redes sociais, desde que não houvesse elementos ligados diretamente à disputa eleitoral. Esse trecho, porém, não foi mantido na resolução final.

Depois da fase de consultas e audiências, o texto foi analisado pelo vice-presidente do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques, antes de ser submetido ao plenário. A versão final das regras foi divulgada nesta quarta-feira, 4.

Ministro Kassio Nunes Marques, do STF | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil bets
Ministro Kassio Nunes Marques irá presidir o TSE em julho de 2026 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

PT atuou para impedir nova regra do TSE

O ponto gerou preocupação entre integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores (PT), que passaram a atuar para que a previsão fosse retirada. 

Segundo aliados do Planalto, a possibilidade de impulsionar críticas sem que isso fosse considerado propaganda antecipada poderia provocar desequilíbrio na disputa, já que Lula é o atual presidente e deve buscar a reeleição.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi uma das vozes críticas à proposta. Em fevereiro, depois de participar de evento em comemoração ao aniversário do PT, ela disse a jornalistas que a possibilidade era “muito preocupante”. No mesmo contexto, dirigentes do partido também se reuniram com representantes da Meta para discutir o tema.

Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Na última terça-feira, 3, o PT acionou o TSE contra políticos que pagaram para impulsionar publicações críticas ao presidente depois do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula. A iniciativa teve como base um levantamento elaborado pelo próprio partido, que identifica quem financiou as publicações. 

Integrantes do governo avaliam que o alcance dessas postagens pode desgastar a imagem do presidente e enxergam nelas um movimento antecipado da oposição.

Ao todo, o TSE aprovou 14 resoluções que disciplinam o processo eleitoral deste ano. As normas tratam de temas como propaganda, pesquisas eleitorais, fiscalização, auditoria e prestação de contas, além de orientar a atuação de partidos, coligações, federações, candidatos e eleitores.

modelo de urna eletrônica - eleições suplementares - direita x esquerda
Modelo de urna eletrônica usada no sistema eleitoral brasileiro | Foto: Reprodução/TSE 

Durante as audiências públicas promovidas pela Corte, o dispositivo sobre impulsionamento foi alvo de divergências. Representante do PT, o advogado Miguel Novaes argumentou que permitir a prática comprometeria a igualdade na disputa. 

“A totalização de críticas contra um único pretenso candidato à reeleição pode, certamente, causar um desequilíbrio eleitoral”, afirmou.

Já o Partido Liberal (PL) defendeu a manutenção da regra. O advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa sugeriu que a norma fosse alterada para permitir manifestações mesmo em contexto eleitoral, restringindo apenas pedidos explícitos de voto ou de não voto.


Turnos das eleições deste ano acontecerão nos dias 4 e 25 de outubro

Prédio do TSE Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, nesta segunda-feira (2), a resolução que fixa o calendário oficial das eleições deste ano. O documento reúne as principais datas do processo eleitoral, incluindo prazos para partidos, candidatos e eleitores, além dos dias de votação em primeiro e eventual segundo turno.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. Neste pleito, estarão em disputa os cargos de presidente e vice-presidente da República, 27 governadores e seus respectivos vices, 54 vagas no Senado, 513 cadeiras na Câmara dos Deputados, 1.035 vagas nas assembleias legislativas e 24 assentos na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Entre os principais marcos do calendário estão os prazos de desincompatibilização, que variam de três a seis meses antes do primeiro turno, a depender do cargo ocupado. Para diversas funções públicas, o afastamento deve ocorrer até o início de abril.

Também até o começo de abril, partidos e federações que pretendem lançar candidatos precisam estar com seus estatutos devidamente registrados no TSE. O mesmo período marca o limite para definição de domicílio eleitoral por quem deseja concorrer, além do prazo final para que presidente, governadores e prefeitos renunciem aos cargos caso queiram disputar outras funções.

O prazo para emissão do primeiro título de eleitor, transferência de domicílio ou regularização da situação eleitoral vai até 6 de maio. As convenções partidárias, ou seja, o momento em que as legendas oficializam seus candidatos, ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto. Já o registro das candidaturas deve ser feito até 15 de agosto.

A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto, inclusive na internet e nas ruas. No rádio e na televisão, o horário eleitoral gratuito terá início 35 dias antes da antevéspera da votação, ou seja, no dia 28 de agosto. Pedido explícito de voto antes do prazo legal pode resultar em multa.

Por fim, a diplomação dos eleitos deverá ocorrer até 19 de dezembro, nos tribunais regionais eleitorais e no próprio TSE, a depender da função, encerrando formalmente o processo eleitoral.

Informações Pleno News


Eleitores devem ter 16 anos completos até o dia 4 de outubro

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira (26) sete resoluções normativas que vão orientar as condutas de eleitores, candidatos e partidos que vão disputar as eleições de outubro, quando serão escolhidos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

As regras aprovadas tratam sobre divulgação de pesquisas eleitorais, transporte de eleitores, arrecadação de recursos, prestação de contas, além de alterações no cadastro de eleitores.

A principal resolução trata dos atos preparatórios para a eleição. Para votar, os eleitores devem ter completado 16 anos até 4 de outubro de 2026, dia do primeiro turno.

Os indígenas e quilombolas deverão ser consultados previamente pela Justiça Eleitoral sobre mudanças de seções eleitorais localizadas em seus territórios.

Violência contra candidatas

Com a aprovação das novas regras, o TSE vai permitir a realização de gastos para contratação de segurança para candidatas que sofrerem ameaças durante a campanha. A medida visa combater a violência política de gênero.

Pessoas negras

O TSE manteve as regras para distribuição de recursos para candidaturas de pessoas negras. Os partidos deverão aplicar 30% dos recursos, sem acrescentar outros gastos que não estão previstos.

Pessoas com deficiência

O TSE implantará o Programa Seu Voto Importa para garantir que pessoas com deficiência possam votar.

O transporte especial poderá ser solicitado com até 20 dias de antecedência aos tribunais regionais eleitorais (TREs). O serviço prevê o deslocamento gratuito de ida e volta entre a casa do eleitor e o local de votação.

Novas resoluções 

Na próxima segunda-feira (2), o TSE pretende aprovar mais sete resoluções, que também foram debatidas em audiências públicas antes de serem levadas à votação.

As regras aprovadas serão publicadas até o dia 5 de março, quando passarão a ter validade e deverão ser aplicadas pela Justiça Eleitoral em todo o país.

Informações Bahia.ba