O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro (PL), por 90 dias. A decisão se dá após uma carta escrita a mão pelo ex-presidente e lida publicamente por Flávio no último sábado (11).
Moraes estabeleceu o prazo de 48 horas para que a defesa do líder conservador explique a divulgação da carta. O ministro diz que Flávio pode ter cometido crime eleitoral.
No texto, o ex-presidente reforçou que Flávio é o seu porta-voz e escolhido para a disputa presidencial deste pleito.
– O que ele está dizendo aqui na carta é muito simples. Eu quero agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam aí falas conflituosas ou direções diferentes. Que porventura alguém possa estar seguindo, além e em paralelo, a nossa pré-campanha – disse Flávio, durante uma transmissão por vídeo, ao vivo.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) não perdeu tempo e logo protocolou no STF um pedido para que Jair Bolsonaro perca o benefício da prisão domiciliar e retorne ao regime fechado. Segundo Lindbergh, a divulgação do documento viola as medidas cautelares impostas pelo STF, que proíbem Bolsonaro de utilizar redes sociais, seja diretamente ou por intermédio de terceiros.
Além de pedir a revogação da prisão domiciliar e a regressão ao regime fechado, o deputado também solicitou ao STF a aplicação de multa de R$ 100 mil contra Flávio por sua participação na divulgação da carta.
A suposta violação de medidas cautelares – se assim Moraes considerar – pode prejudicar a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro.
*Pleno.News Fotos: André Coelho e Andre Borges/EFE
Javier Milei afirmou que se reunirá com Flávio Bolsonaro no dia 25, em São Paulo, durante o lançamento da pré-candidatura do senador à Presidência, e que também pretende visitar Jair Bolsonaro em Brasília
Após receber uma visita de Flávio Bolsonaro no final de junho, o presidente da Argentina, Javier Milei, vai retribuir o gesto com um encontro no Brasil com o pré-candidato à Presidência do PL, segundo afirmou o próprio ultraliberal nesta sexta-feira (10).
Em entrevista à Radio Now, Milei disse que a reunião será no próximo dia 25 em São Paulo, data e local do lançamento da candidatura de Flávio. “Também farei uma parada em Brasília para cumprimentar Jair Bolsonaro”, afirmou o argentino sobre o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar em sua casa na capital.
Ele não mencionou nenhuma visita ao presidente Lula (PT), com quem tem uma relação delicada devido ao seu histórico de ataques ao petista. Os dois líderes tampouco se encontraram na cúpula do Mercosul em Assunção, no final do mês passado, já que o argentino desisitiu de ir à reunião anual do bloco de última hora.
Eventual visita ao ex-presidente Bolsonaro dependeria de aval do STF (Supremo Tribunal Federal). O ex-mandatário, em prisão domiciliar por questões de saúde, está com restrição para receber visitantes. Conforme ordem do ministro Alexandre de Moraes, são autorizados apenas familiares, médicos, advogados e a equipe de saúde.
A visita de Milei ao Brasil ocorrerá menos de um mês após o presidenciável do PL se reunir com ele na residência oficial do mandatário, a Quinta de Olivos. “A onda azul está chegando ao Brasil pelas mãos de Flávio Bolsonaro”, afirmou o argentino ao compartilhar em rede social uma foto dos dois após a reunião.
“Onda azul” é como vem sendo chamada a sequência de vitória da direita na América do sul, em contraposição à “onda rosa” do início dos anos 2000 que colocou diversos líderes de esquerda no poder. A populista de direita Keiko Fujimori no Peru e o ultradireitista Abelardo de la Espriella na Colômbia foram os últimos a se juntarem a maré, que abarca Bolívia, Chile, Equador e Paraguai, além da própria Argentina.
Na véspera, Flávio também havia citado a tendência em um salão de eventos de um hotel de luxo em Buenos Aires. “Enquanto nossos vizinhos, um a um, escolhem a liberdade e a ordem, o Brasil ainda está preso ao passado. Somos a peça que falta nesse mapa. E estou aqui para dizer, sem rodeios: em outubro, isso muda”, disse, em referência às próximas eleições.
Nas semanas posteriores, Milei pretende viajar para esses outros países que elegeram líderes conservadores.
No dia 28 de julho, ele estará em Lima para a posse de Keiko, a quem cumprimentou tão logo a contagem chegou ao 100%. “Parabenizo Keiko Fujimori por sua vitória histórica no Peru. O povo peruano se une à Colômbia e enviou uma mensagem clara: a região quer retornar ao caminho da liberdade e da segurança”, afirmou no final do mês passado.
Bogotá é o destino do início de agosto, quando ocorrerá a posse de Espriella. “O Leão e o Tigre rugem na América Latina”, afirmou quando o aliado ganhou a votação, usando os apelidos que o argenino e o colombiano se deram. “Parabenizo de todo o coração Abelardo de la Espriella por sua vitória histórica na Colômbia.”
De lá, deve voar para o Equador para encontrar o presidente Daniel Noboa, que em junho decretou um novo estado de exceção sob a justificativa de combater a violência no país, que nos últimos anos viu índices de criminalidade se multiplicarem com o aumento do tráfico de cocaína e o fortalecimento de grupos armados.
O tour indica uma mudança de posicionamento na diplomacia internacional. De acordo com levantamento do jornal argentino La Nación, Milei priorizou a relação com os Estados Unidos desde que chegou ao poder -foram 16 visitas ao longo de seu mandato até agora, em contraste com três viagens ao Brasil, três ao Paraguai, duas ao Chile e uma à Bolívia.
Em outubro passado, o presidente argentino teve ajuda de Donald Trump antes da surpreendente vitória nas eleições legislativas. Milei apelou aos EUA para evitar uma crise cambial às vésperas do pleito, e o governo americano ofereceu um pacote de resgate financeiro para ajudar o aliado antes do pleito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem empatados nas intenções de voto em São Paulo em um cenário de primeiro turno para a disputa presidencial, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (8). Apesar do equilíbrio, o petista registra rejeição maior entre os eleitores paulistas.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula e Flávio têm 35% das intenções de voto cada um. Na sequência, aparecem o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o influenciador Renan Santos (Missão), ambos com 3%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), a ativista Samara Martins (UP) e o presidente do PSDB, Aécio Neves, marcam 2% cada.
O psiquiatra Augusto Cury (Avante), o pastor Cabo Daciolo (Mobiliza), o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) registram 1% cada. Os ativistas Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram.
O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro também aparece no segundo turno. Nesse cenário, o senador marca 46% das intenções de voto, ante 43% do presidente.
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 3 de julho, com 1 608 entrevistas em São Paulo, distribuídas em 71 municípios, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.
O instituto também testou confrontos de Lula contra outros pré-candidatos. Contra Caiado, o petista tem 42%, ante 43% do ex-governador de Goiás. Já contra Zema, Lula marca 41%, enquanto o ex-governador mineiro aparece com 44%. Nos dois casos, há empate técnico dentro da margem de erro.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 24% das intenções de voto, contra 18% de Flávio Bolsonaro. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar, é citado por 3% dos eleitores.
Renan Santos, Caiado e “candidato do PT” foram mencionados por 1% cada. Outras respostas somam 7%. Eleitores que disseram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato representam 8%, enquanto 37% não souberam responder.
Apesar do empate nas intenções de voto, Lula lidera a rejeição no estado. Segundo o levantamento, 51% dos paulistas dizem que não votariam de jeito nenhum no presidente. Flávio aparece em seguida, com 43%.
Entre os demais nomes testados, Aécio Neves é o único a superar a marca de 20% de rejeição. Zema e Caiado registram 13% cada. Cabo Daciolo aparece com 12%, enquanto Rui Costa Pimenta e Renan Santos têm 10% cada.
*AE Fotos: Sebastiao Moreira/EFE e Edilson Dantas/Agência O Globo
A comentarista da TV Globo, Ana Thais Matos, foi alvo de críticas nas redes sociais após ironizar o meia Neymar Jr. durante a transmissão de Brasil x Noruega no canal. O camisa 10 entrou em campo aos 23 minutos da segunda etapa e marcou o único gol da equipe, de pênalti, já nos acréscimos da derrota por 2 a 1.
Ana Thais criticou o atleta em um lance no qual ele se desentendeu com jogadores noruegueses instantes antes da penalidade convertida por ele. Os comentários foram feitos na penúltima postagem no Instagram da jornalista. Após as críticas, ela acabou limitando os comentários em seu perfil.
— Bela participação do Neymar no jogo. Para quem esperava que ele fosse decidir a Copa do Mundo para o Brasil, está aí arrumando briga na reta final da partida — disse.
Internautas inundaram o perfil da jornalista e criticaram a postura dela como profissional, além de valorizarem a carreira do jogador brasileiro de 34 anos que, segundo ele, disputou sua última Copa do Mundo.
— Grande desserviço seu comentário. Falar de Neymar, diante de tudo que ele representa e significa para nossa nação — disse um torcedor.
Em outra participação, um torcedor sugeriu que a profissional pedisse desculpas ao atleta.
— Queremos ver você pedir desculpas ao Neymar da mesma forma que criticou — afirmou outro.
Outro perfil seguiu a linha da ironia para criticar a jornalista.
— Quem é você pra falar do Neymar? Ganhou o quê? Ele fez gol, você fez? — questionou outro internauta.
Apesar da quantidade elevada de opiniões contrárias ao que disse a cronista, outros internautas saíram em defesa da global.
— Estou vendo um pessoal reclamar que ela falou do Ney. Poxa, galera, ela só estava comentando aquilo porque o Ney estava se metendo em briga. E isso não é legal mesmo não. Tem que mostrar é no jogo! Tanto que ela torceu para ele acertar o pênalti, poxa. Não sejam tão duros na hora de interpretar os comentários da narração — disse.
O meia-atacante também discutiu com o goleiro adversário, Nyland, enquanto estava posicionado para fazer a cobrança do pênalti. Após converter a penalidade, o jogador foi até o defensor e provocou o adversário, que debochou do brasileiro, tendo em vista que havia pouco tempo para uma reviravolta no placar.
Os jogadores da Seleção foram liberados após a eliminação. O voo oficial fretado pela CBF retornará ao Brasil nesta terça-feira (7), mas nem todos os atletas devem retornar ao país, já que boa parte deles mora no exterior. O horário da decolagem ainda não foi divulgado pela federação.
A identificação dos brasileiros com a direita superou a da esquerda pela primeira vez desde 2014, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (3). O levantamento, feito sob a gestão Lula (PT), aponta 44% dos brasileiros classificados à direita ou centro-direita, ante 39% à esquerda ou centro-esquerda – diferença de cinco pontos percentuais, fora da margem de erro de dois pontos.
A classificação resulta de questionário com questões sobre valores sociais, culturais e econômicos – dez de comportamento, envolvendo temas como armas, pobreza, criminalidade, homossexualidade e religião, e seis de economia, sobre impostos, leis trabalhistas e atuação do Estado.
Em 2014, quando sob a Presidência de Dilma Rousseff (PT), a direita reunia 45% de identificação, contra 35% da esquerda – uma diferença ainda maior do que a registrada agora. De lá para cá, houve um empate técnico, em 2017, com 40% à direita e 41% à esquerda.
Já em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, a esquerda somava 49%, e a direita, 34%.
Naquele ano, direita e esquerda estavam tecnicamente empatadas no eixo comportamental, com 39% e 42%, respectivamente. A mudança em relação à 2022 se concentra justamente nesse eixo: agora a direita soma 52%, ante 29% da esquerda e 20% do centro.
MUDANÇA A maior alteração entre as perguntas comportamentais ocorreu na visão sobre pobreza. Em 2022, 76% atribuíam a pobreza à falta de oportunidades iguais, ante 22% que a associavam à preguiça de quem não quer trabalhar. Atualmente, a parcela que aponta a preguiça como causa quase dobrou, para 40%, enquanto a que credita a pobreza à falta de oportunidades caiu para 58%.
Houve também deslocamentos em temas de segurança e costumes. Em 2022, 63% defendiam a proibição da posse de armas e 35% apoiavam o direito de possuir arma legalizada. Agora, esses percentuais são de 55% e 41%, respectivamente.
Na divisão em cinco grupos, 15% dos entrevistados foram classificados à direita, 29% na centro-direita, 17% no centro, 26% na centro-esquerda e 13% à esquerda. Em 2022, os percentuais eram, na mesma ordem, 9%, 24%, 17%, 32% e 17%. Ou seja, houve crescimento tanto na direita (de 9% para 15%) quanto na centro-direita (de 24% para 29%), enquanto a centro-esquerda recuou de 32% para 26% e a esquerda, de 17% para 13%. O centro permaneceu estável, em 17%.
A pesquisa foi realizada de forma presencial nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios. A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95% – as margens são maiores nos recortes da população. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), manteve a liderança nas intenções de voto para o Senado Federal pela Bahia para as eleições de 2026. Dados do levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, sob encomenda do Bahia Notícias, apontaram que Rui ocupa a primeira posição com 50,6% das intenções de voto na pesquisa estimulada.
Ele é seguido pelo senador Jaques Wagner (PT), com 36,7%, e João Roma (PL), com 23,2%. Neste cenário, os entrevistados podiam citar até dois candidatos. Rui também aparece na liderança com 5,7% das citações, seguido por Jaques Wagner com 4,3%, na pesquisa espontânea.
O ex-ministro de Lula manteve a liderança e oscilou positivamente em um crescimento em relação à pesquisa de maio de 2026, quando registrava 48,8% na modalidade estimulada. Angelo Coronel apareceu com 22,4%, Marcelo Santtana com 5,3% e Delliana Ribeiro com 3,9%, no cenário estimulado. Nenhum/Branco/Nulo apareceu com 14,9% e Não sabe/Não opinou: 6,1%
Na Pesquisa Espontânea, divulgada nesta quarta-feira (1º), os outros candidatos, além de Wagner e Rui registraram:
João Roma: 3,7%
Angelo Coronel: 1,9%
Otto Alencar: 0,3%
No índice de rejeição eleitoral ao Senado, quando questionados em quais candidatos não votariam de jeito nenhum, os resultados foram:
Jaques Wagner: 30,7% (rejeição subiu em relação aos 26,2% de maio).
Rui Costa: 23,5% (rejeição caiu em relação aos 25,0% de maio).
Angelo Coronel: 22,3%.
João Roma: 20,7%.
Delliana Ribeiro: 15,0%.
Marcelo Santtana: 14,5%.
Além disso, 15,2% dos entrevistados afirmaram que poderiam votar em todos os candidatos e 13,0% não souberam ou não opinaram sobre a rejeição.
Os dados comparativos de intenção de voto e rejeição para os demais candidatos ao Senado entre maio e julho de 2026 alcançaram diferentes resultados. O candidato do PL, João Roma em intenção de voto no contexto estimulada apresentou uma oscilação negativa, passando de 24,8% em maio para 23,2% em julho. A rejeição dele diminuiu levemente de 21,3% em maio para 20,7% em julho. Já Angelo Coronel (Republicanos) obteve em intenção de votos estimulados uma oscilação negativa de 23,2% em maio para 22,4% em julho.
A rejeição do senador também apresentou queda, saindo de 23,4% em maio para 22,3% em julho. Delliana Ribeiro (PSOL) em intenções de voto estimulada teve uma redução em seu índice, caindo de 5,7% em maio para 3,9% em julho. A rejeição dela sofreu um pequeno aumento, subindo de 14,2% em maio para 15,0% em julho. Marcelo Santtana alcançou em intenção de voto não obteve dados na comparação de maio, aparecendo no levantamento de julho com 5,3%. A rejeição dele alcançou um índice de 14,5% em julho.
O número de eleitores que não sabem ou não opinaram sobre o voto no Senado caiu de 7,7% para 6,1%, enquanto os votos em nenhum, branco ou nulo oscilaram de 14,1% para 14,9%. O percentual de eleitores que afirmam que poderiam votar em todos os candidatos ao Senado subiu de 15,0% para 15,2%
JAQUES WAGNER REGISTRA QUEDA NAS INTENÇÕES DE VOTO
Jaques Wagner registrou uma queda nas intenções de voto para o Senado entre os meses de maio e julho de 2026. De acordo com os dados comparativos da pesquisa estimulada para o cargo de Senador, em maio de 2026 ele possuía 40,6% das intenções de voto. Já Julho de 2026 seu índice caiu para 36,7%.
Essa redução de 3,9 pontos percentuais ultrapassou a margem de erro da pesquisa, que é de aproximadamente 2,6 pontos percentuais.
Essa redução de 3,9 pontos percentuais ultrapassou a margem de erro da pesquisa, que é de aproximadamente 2,6 pontos percentuais.
Além da queda na intenção de votos, Wagner também apresentou um aumento em sua rejeição eleitoral. Em maio, 26,2% dos eleitores afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum, número que subiu para 30,7% em julho, tornando-o o candidato com o maior índice de rejeição entre os nomes apresentados para o Senado.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob números BA-03619/2026 e BA-04848/2026. A pesquisa entrevistou presencialmente 1.500 baianos entre os dias 27 e 30 de junho em 64 municípios. A margem de erro estimada para os resultados gerais da pesquisa é de aproximadamente 2,6 pontos percentuais. O estudo tem grau de confiança de 95,0%
Dados do levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, sob encomenda do Bahia Notícias, mostram que ACM Neto (União) oscilou positivamente em intenções de voto para o Governo da Bahia, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) oscilou negativamente em um espaço de dois meses. As variações aconteceram dentro a margem de erro de 2,6 pontos percentuais. A comparação é entre pesquisas realizadas em maio e junho de 2026, registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob números BA-03619/2026 e BA-04848/2026.
O ex-prefeito de Salvador aparece agora como opção para 49,2%, enquanto o governador ficou com 37,5%. No levantamento de maio, ACM Neto tinha 47,8% e Jerônimo aparecia com 38,7%. O outro candidato, Ronaldo Mansur (PSOL), tinha 1,7% e chegou a 1,9%.
No cenário estimulado, quando são apresentados os nomes dos candidatos, nenhum, brancos ou nulos chegaram a 6,9% e não sabem ou não opinaram marcaram 4,5% – um decréscimo, dentro da margem de erro, de 0,4% na comparação com o levantamento anterior.
ESPONTÂNEA A pesquisa ouviu presencialmente 1.500 baianos entre os dias 27 e 30 de junho em 64 municípios. Quando os eleitores eram questionados sobre em quem votariam para governador, sem a apresentação dos números, o ex-prefeito de Salvador também aparece à frente da corrida eleitoral. ACM Neto foi citado por 26,1% dos entrevistados, frente aos 19,3% que falaram o nome de Jerônimo Rodrigues.
O ex-governador e candidato ao Senado Rui Costa apareceu com 0,9% das possibilidades de voto e Ronaldo Mansur com 0,1%. Outros nomes, juntos, somaram 0,8%. Não souberam ou não responderam 46,5%, o que mostra um cenário de possibilidades de crescimento para os candidatos.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), participou, nesta sexta-feira (29), das comemorações pelos 146 anos de emancipação política de Santo Antônio de Jesus e de São Felipe, ambos os municípios no Recôncavo baiano. A visita às duas cidades marcou o início de uma extensa agenda pelo interior do estado que será cumprida ao longo deste final de semana.
Em Santo Antônio de Jesus, Neto foi recebido pelo prefeito Genival Deolino (PSDB), por integrantes do grupo político local e apoiadores. Durante a passagem pelo município, Neto destacou a relação construída com a cidade ao longo de quase três décadas. Ele foi acompanhado do pré-candidato a vice-governador Zé Cocá (PP) e do presidente estadual do PL e pré-candidato a senador João Roma.
“É muito importante, e desses 146 anos eu já tenho por aqui 28 anos dos 146. Eu fico super feliz de ver a cidade fazer aniversário e poder comemorar, porque às vezes você faz aniversário e não pode comemorar. Aqui, graças a Deus, a gente pode comemorar, sobretudo pelo trabalho que é feito pelo prefeito Genival, por esse grupo político tão importante que a gente tem aqui em Santo Antônio de Jesus. Eu estou muito feliz, fiz questão de hoje vir ao Recôncavo para trazer o meu abraço pessoal”, disse.
Em seguida, a comitiva foi para São Felipe, onde foi recepcionada por diversas lideranças locais. A agenda teve ainda a presença dos prefeitos de Santo Amaro, Flaviano Bomfim, e de Dom Macedo Costa, Tote Fróes.
“São Felipe é uma cidade que mora em meu coração. Temos uma história que vem lá do tempo de ACM, depois quando comecei minha vida pública para o deputado federal. Nesse período, na minha trajetória, sempre tive fortes amizades na cidade. Estou muito feliz de estar aqui nesse dia de festa, de celebração da vida do povo de São Felipe, para trazer aqui, pessoalmente, o meu abraço e, é claro, renovar o nosso compromisso com o futuro de São Felipe e da Bahia”, afirmou.
Na cidade, Neto conversou com as pessoas que curtiam a festa de aniversário do município. Ao longo da caminhada pelo centro da cidade, Neto foi parado por diversas pessoas, que deram palavras de apoio e aproveitaram para tirar fotos com o ex-prefeito de Salvador. Ele ainda ouviu sugestões e demandas da população local.
Agenda A presença nas cidades de Santo Antônio de Jesus e São Felipe abriu a maratona de compromissos de ACM Neto pelo interior baiano. No sábado (30), o ex-prefeito segue para o oeste da Bahia. Em Formosa do Rio Preto, Neto participa da 40ª Vaquejada do município, evento tradicional da região.
A agenda será encerrada no domingo (31), com compromissos em duas cidades. Pela manhã, em Feira de Santana, ACM Neto participa do lançamento da pré-candidatura do vereador Lulinha a deputado estadual. À noite, às 19h, o ex-prefeito visita Riachão do Jacuípe, onde participa da inauguração da Praça da Barra ao lado do prefeito Carlinhos Matos (União Brasil), parlamentares e lideranças locais.
A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) aponta um cenário de equilíbrio em um eventual segundo turno da disputa presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o levantamento, Lula aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 41%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
O estudo mostra ainda que Lula mantém vantagem mais consolidada no Nordeste, entre mulheres, católicos, eleitores acima de 60 anos e beneficiários do Bolsa Família. Já Flávio Bolsonaro apresenta desempenho superior entre homens, evangélicos e moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste/Norte. No recorte regional do cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista lidera amplamente no Nordeste, onde alcança 61% contra 28% do senador.
Em contrapartida, Flávio aparece à frente no Sul, com 49% diante de 30% de Lula, além de vantagem no Centro-Oeste/Norte, por 50% a 36%. No Sudeste, os dois aparecem tecnicamente empatados. A pesquisa também indica melhora na avaliação do governo federal. De acordo com o levantamento, 46% dos entrevistados aprovam a gestão Lula, enquanto 49% desaprovam. No levantamento anterior, realizado em abril, os índices eram de 43% de aprovação e 52% de desaprovação.
O levantamento ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio de 2026, em entrevistas presenciais realizadas em 120 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) supera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas simulações de segundo turno com eleitores de cinco estados, enquanto o petista vence o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em quatro, aponta levantamento da Genial/Quaest sobre o cenário eleitoral nos estados divulgado nesta quarta-feira, 6.
Segundo a pesquisa, dos dez estados avaliados, só houve empate técnico em Minas Gerais. Entre os mineiros, Lula registrou 39% de preferência, e Flávio, 36%, com 20% de votos em branco e nulos e 5% de indecisos. Apesar da vantagem numérica do presidente, há empate técnico dentro da margem de erro, de três pontos porcentuais. Minas Gerais é conhecido por ter resultados locais convergentes com os nacionais nas eleições presidenciais desde a redemocratização.
Com exceção de Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país, Flávio Bolsonaro vence Lula nos principais palanques estaduais, São Paulo e Rio de Janeiro. Já Lula lidera contra o senador do PL em estados da região Nordeste e no Pará.
A Genial/Quaest ouviu 11.646 eleitores distribuídos por dez estados do país. A margem de erro entre os eleitores de São Paulo é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Para os demais estados, a margem de erro é de três pontos porcentuais O nível de confiança da pesquisa é de 95%.
A maior vantagem de Flávio Bolsonaro é entre eleitores do Rio Grande do Sul. Entre os gaúchos, o filho de Jair Bolsonaro tem 26 pontos porcentuais de vantagem na simulação de segundo turno. A segunda maior vantagem do senador também é num estado na região Sul, o Paraná, onde Flávio Bolsonaro registra 50% de preferência contra 30% de Lula em um eventual segundo turno, com 12% de brancos e nulos e 8% de indecisos.
Em São Paulo, o senador tem 47%, e Lula, 35%, com 4% de indecisos e 14% de brancos e nulos. Já a maior vantagem do presidente é no eleitorado da Bahia, onde o petista registrou 55% de preferência, e o pré-candidato do PL, 22%, com 15% de votos brancos e nulos e 8% de indecisos.
As pesquisas foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR-01368/2026, BR-01347/2026, BR-06915/2026, BR-08703/2026, BR-09928/2026, BR-03473/2026, BR-00430/2026, BR-01656/2026, BR-01755/2026 e BR-06207/2026.
*AE Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Andre Borges/EFE