Segundo o professor Rodrigo Gurgel, um dos principais críticos literários do Brasil, o “gênero neutro” é uma violência contra a língua portuguesa. “A língua está em constante mudança naturalmente, ela muda por si mesma de acordo com o tempo, com a cultura, com a História, com os acontecimentos sociais”, explicou, em entrevista.
“Esse é o desenvolvimento natural de qualquer língua. Mas o que estão tentando fazer é uma imposição ideológica e inaceitável, porque fere a lógica da língua portuguesa, fere os fundamentos do idioma, fere, inclusive, a própria origem da língua. Estão, portanto, descaracterizando o idioma em nome não do seu aperfeiçoamento, mas, mais uma vez, de satisfazer essa sanha, essa fome desses grupos sociais que se pretendem donos da verdade. O que não deixa de ser uma forma de censura, sem dúvida; censura sobre o nosso discurso.”
Quem tiver o pedido negado pode entrar com recurso até sexta-feira (12). Inscrições do Enem (para isentos e não isentos) ficarão abertas 5 a 16 de junho.
Resultados dos pedidos de isenção do Enem 2023 estão disponíveis — Foto: Reprodução/Inep
Os resultados dos pedidos de isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 foram divulgados nesta segunda-feira (8), segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Tire suas dúvidas abaixo.
🙏Como saber se o pedido foi aprovado? O aluno deve entrar na Página do Participante (enem.inep.gov.br/participante/#! /) e digitar os dados de login.
☹️ O que fazer se o pedido for negado? É possível entrar com recurso até sexta-feira (12), também na Página do Participante. O candidato deve anexar documentos que comprovem seu direito à isenção.
🗓️ Quando saem os resultados dos recursos? Em 19 de maio.
💰 Quem tem direito à isenção?
Participantes que estão no último ano do ensino médio de escolas públicas;
alunos que estudaram durante todo o ensino médio na rede pública ou comobolsistas integrais da rede privada,desde que tenham renda familiar per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo (R$ 1.980);
cidadãos em vulnerabilidade social, com inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
🗂️ E quem estava isento no Enem 2022, mas não fez a prova? Nesse caso, é necessário entrar na Página do Participante, clicar na parte de “recurso” e justificar a ausência (anexando um atestado médico ou um boletim de ocorrência, por exemplo). Caso contrário, perderá o direito à isenção.
📝 Quem conseguir a isenção precisa se inscrever no Enem? Sim. Todos, isentos ou não, deverão fazer a inscrição entre 5 e 16 de junho. As provas serão aplicadas em 5 e 12 de novembro.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, através do Departamento de Educação Ambiental, segue realizando palestras em escolas das redes pública e privada de Feira de Santana. A iniciativa tem o objetivo de fomentar a importância da preservação ambiental, tornando as crianças e adolescentes multiplicadores de informações em suas comunidades.
As palestras são ministradas pela diretora do Departamento de Educação Ambiental, Janaína Oliveira; por Elisabeth Monteiro, graduada em pedagogia e especialista em administração, educação e perícia ambiental; e Lívia Araújo, fiscal de Serviços Públicos.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, através do Departamento de Educação Ambiental, segue realizando palestras em escolas das redes pública e privada de Feira de Santana. A iniciativa tem o objetivo de fomentar a importância da preservação ambiental, tornando as crianças e adolescentes multiplicadores de informações em suas comunidades.
As palestras são ministradas pela diretora do Departamento de Educação Ambiental, Janaína Oliveira; por Elisabeth Monteiro, graduada em pedagogia e especialista em administração, educação e perícia ambiental; e Lívia Araújo, fiscal de Serviços Públicos.
Para levar as palestras às escolas ou até mesmo empresas, basta solicitar via e-mail: educacaoambiental.semmam@pmfs.ba.gov.br, por telefone (75) 3322-9302 ou por ofício que deve ser entregue diretamente na SEMMAM – Rua Pilar do Sul, n° 840, bairro Brasília. Devem conter identificação, endereço, contato do responsável pela instituição, o tema que deseja abordar e a faixa etária das crianças.
Para levar as palestras às escolas ou até mesmo empresas, basta solicitar via e-mail: educacaoambiental.semmam@pmfs.ba.gov.br, por telefone (75) 3322-9302 ou por ofício que deve ser entregue diretamente na SEMMAM – Rua Pilar do Sul, n° 840, bairro Brasília. Devem conter identificação, endereço, contato do responsável pela instituição, o tema que deseja abordar e a faixa etária das crianças.
Estão abertas as inscrições do curso DNA Empreendedoras, voltado para mulheres que desejam aperfeiçoar os negócios e potencializar a carreira. O curso é ofertado gratuitamente pela Prefeitura de Feira, através de parceria com o Centro POETA Casa dos Sete/The Trust for the Americas, POETA Digispark e Microsoft.
As aulas vão abordar sobre os seguintes temas: Empreendedorismo Feminino e Habilidades Pessoais para empreender; Como Vender no Whatsapp; Como vender nas Redes Sociais; Excel para seu negócio.
O treinamento será nos dias 24 e 25 de maio, por meio de videoconferência pela plataforma Zoom, das 16h30 às 19h30. O curso oferece certificado de carga horária (10h) – 6h de aula online e 4h de exercícios práticos.
Um espaço reformulado, cheio de ludicidade, diversidade de títulos, tranquilidade e uma boa estrutura para incentivar ainda mais o hábito da leitura para os estudantes da Escola Municipal Valdemira Alves de Brito, no Tomba. O “Cantinho da Leitura” será inaugurado nesta quinta-feira (4), às 9h.
A previsão é de que o local atenda 590 alunos da escola na faixa etária entre 6 e 14 anos. Para aproximar ainda mais os alunos ao mundo dos livros, a biblioteca da escola foi totalmente reformada para implementação do projeto social da BW Incentiva, por meio da Lei de Incentivo do Ministério da Cultura, com patrocínio da Belgo Arames e o apoio da Fundação ArcelorMittal, em parceria com a Prefeitura Municipal de Feira de Santana.
O ‘cantinho’ recebeu a doação de 1.200 novos livros – incluindo títulos em braile, brinquedos educativos, corredor da leitura ao ar livre, fantasias e mobiliário. Além de nova pintura, ar-condicionado, ventiladores, iluminação e itens para ambientação da unidade.
Pesquisa comparou ritmo de aprendizagem pré, pós e durante pandemia
Foto: Arquivo Agência Brasil
Crianças que frequentaram o segundo ano da pré-escola em 2020, com nove meses de atividades remotas devido à pandemia de covid-19, tiveram perda de 6 a 7 meses de aprendizagem em linguagem e matemática se comparadas àquelas que vivenciaram o mesmo período da pré-escola em 2019, com ensino presencial.
O dado sobre o ritmo de aprendizagem das crianças antes, durante e depois da pandemia mostra ainda que aquelas que frequentaram o segundo ano da pré-escola em 2022, com a volta das atividades presenciais, tiveram ganho de 1 a 2 meses, na comparação com os alunos do mesmo período letivo em 2019.
As informações são do estudo Recomposição das aprendizagens e desigualdades educacionais após a pandemia covid-19: um estudo em Sobral/CE, produzido por pesquisadores do Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LaPOpE).
Embora os dois grupos de crianças (2020 e 2022) tenham vivido ao menos parte da pré-escola com ensino remoto, os resultados sugerem que as ações realizadas pela rede de ensino para mitigar os impactos da pandemia surtiram efeito nas crianças que concluíram a etapa em 2022.
Apoiada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, a pesquisa estimou os efeitos da pandemia no curto e médio prazo e traz evidências inéditas sobre a recuperação do aprendizado, com destaque para a qualidade da educação ofertada.
Para chegar aos resultados, o estudo acompanhou o desenvolvimento de 1.364 crianças matriculadas na rede pública municipal de Sobral (CE), que frequentaram o segundo ano da pré-escola entre 2019 e 2022.
A pesquisa observou que o grupo de crianças que vivenciou o segundo ano da pré-escola em 2020 – com maior período remotamente – aprendeu o equivalente a 39% em linguagem e 48% em matemática, se comparado àquele que frequentou esta etapa em 2019, de modo presencial. Já o grupo que terminou a pré-escola em 2022 aprendeu o equivalente a 111% em linguagem e 115% em matemática, na comparação com o grupo que frequentou o segundo ano da etapa em 2019.
De acordo com os pesquisadores, os resultados mostram os efeitos da reabertura das escolas sobre os ritmos de aprendizagem. As crianças do grupo de 2020, por exemplo, que vivenciaram o primeiro ano da pré-escola presencialmente, sofreram com a interrupção das atividades presenciais e a oferta remota na conclusão da etapa educacional.
Segundo Mariane Koslinski, pesquisadora do LaPOpE e uma das responsáveis pelo estudo, as incertezas da pandemia, as interrupções nas atividades, presenciais ou não, e todo o período de adaptação ao modelo remoto impactaram diretamente no ritmo de aprendizagem dessas crianças, que tiveram aprendizagem aquém daquelas que concluíram a etapa em 2019.
A pesquisadora destacou, no entanto, que a recuperação do ritmo de aprendizagem das crianças que concluíram a educação infantil em 2022 chama ainda mais atenção. “É curioso porque, como as crianças do grupo de 2020, as do ano passado também viveram parte da etapa no regime remoto”, disse Mariane, em nota.
“O que os resultados indicam é que, provavelmente, as ações da rede de educação de Sobral foram importantes para mitigar os efeitos da pandemia e acelerar o ritmo de desenvolvimento dessas crianças”, completou.
Entre as ações, a pesquisadora destacou programas de busca ativa, ampliação da oferta de tempo integral e a implementação de novo currículo para a Educação Infantil alinhado àBase Nacional Comum Curricular (BNCC).
Os pesquisadores reforçam ainda que os resultados do estudo não devem ser interpretados como um retrato do que aconteceu no resto do país. “A ausência de coordenação nacional nos anos de pandemia gerou um cenário extremamente desafiador para os gestores municipais e as respostas para os desafios da pandemia foram muito desiguais e inconsistentes quando comparamos estados e municípios pelo país”.
Para a gerente de Conhecimento Aplicado e especialista em educação infantil da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Beatriz Abuchaim, o desafio neste momento ultrapassa as esferas educacionais. “Diversas evidências mostram que a pandemia afetou desigualmente as famílias em questão de renda, acesso a serviços e a redes de apoio. Tudo isso trouxe impactos para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças”, afirmou Beatriz, em nota.
“Nesse sentido, as ações devem ser integradas e contemplar diversas esferas e níveis de governo. A responsabilidade por montar essa estratégia não pode ser só da área de educação”, acrescentou.
Recomendações
Os pesquisadores apresentam uma série de recomendações para os gestores de diferentes níveis a fim de mitigar os problemas apontados. Para o Ministério da Educação é recomendado que haja um protagonismo na elaboração de um plano nacional de recuperação de aprendizagem com aporte de recursos e apoio técnico para guiar as ações das secretarias estaduais e municipais de educação.
Já as secretarias estaduais de educação devem, entre outros pontos, oferecer apoio técnico e financeiro para que os municípios elaborem e implementem suas estratégias. As secretarias municipais de educação, por sua vez, devem implementar programas de busca ativa de crianças com foco na educação infantil e elaborar diagnósticos sobre os efeitos da pandemia no desenvolvimento das crianças e nas taxas de abandono e evasão escolar.
Os diretores e professores podem promover maior integração entre famílias e escolas incorporando estratégias bem-sucedidas de comunicação com famílias utilizadas durante a pandemia.
_A carência de docentes tem deixados estudantes aflitos e sem previsão de aulas_
A escalada de cobranças por professores efetivos voltou a movimentar os estudantes da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) em alerta ao governador Jerônimo Rodrigues sobre a situação caótica enfrentada nos campi da maior instituição estadual de ensino superior do estado.
“Professores já, queremos formar!” estiveram entre as palavras de ordem durante o ato organizado ontem, 27, pelo Centro Acadêmico de História (CA).
“Jerônimo, cadê nossos professores. Quase um ano e o concurso empatado sem professores nos campi da UNEB”, protestou Ester de Souza Pires, estudante do curso de História da UNEB, em Itaberaba.
Segundo a discente, o movimento estudantil está lutando por direitos e pela própria universidade pública. “Não adianta universidade sem professores efetivos”, ecoavam os gritos de protesto no portão de acesso do campus XIII.
A carência de docentes tem deixados os alunos aflitos e atrasado a formatura pela falta da oferta de disciplinas obrigatórias.
*CONCURSO 2022*
Francisco de Paulo, professor aprovado e convocado no último concurso da UNEB para uma das vagas reservadas para cotistas no campus IX, em Barreiras, relata o drama vivido ainda no ônibus ao ser informado da suspensão do concurso pela Justiça, logo após ter passado por perícia médica em Salvador e no retorno para a cidade onde reside.
“Viajei mais de1.500 quilômetros, deixei outros trabalhos que tinha por exigência legal para ser nomeado, mudei três filhos de escola para levá-los à cidade onde efetivamente seria docente da UNEB”, conta.
Ele ainda questiona a postura do Ministério Público da Bahia (MP/BA) no pedido de anulação através da Ação Civil Pública (ACP). “Quando observamos a composição das bancas e a possível relação com candidatos fica claro que não aconteceu. Tenho experiência em outros concursos e a UNEB seguiu [os trâmites] assim como outras instituições, de forma transparente”, pontua.
*IMPASSE*
O concurso do edital 034/2022 segue suspenso desde setembro do ano passado a pedido do Ministério Público da Bahia por meio de uma Ação Civil Pública. Com isso, a indefinição das 134 vagas para professores auxiliares nível “A” vem comprometendo o cronograma de aulas em todos os campi da UNEB.
À época, em visita a Guanambi, a reitora da Uneb, professora Adriana Marmori Lima, afirmou que confiava na lisura do concurso. “Foi um concurso feito dentro de um cronograma que cumpriu todos os prazos legais, de período de recurso, de tudo. Estamos tranquilos em relação à lisura do processo”, disse.
Ela reiterou ainda que a eventual suspensão geraria prejuízo enorme para a sociedade baiana. “São 22 mil estudantes matriculados na nossa universidade que esperam por estes 134 professores aprovados”, ressaltou.
Nos dias atuais, ter conhecimentos mínimos em informática é essencial para sobreviver em diferentes áreas da vida, como trabalho, estudos e entretenimento. Diante dessa realidade, o Instituto Nobre está iniciando uma nova turma para o Curso de Informática Básica, que visa proporcionar aos participantes o acesso a conhecimentos essenciais para a era digital em que vivemos. Além disso, o Instituto disponibilizou bolsas de estudo com o objetivo de promover a inclusão digital e o desenvolvimento de habilidades importantes para o mercado de trabalho e para a vida pessoal dos participantes. Dessa vez, serão oferecidas 20 bolsas de estudo para membros da comunidade. A iniciativa reforça o compromisso social do Instituto Nobre e reafirma sua missão de contribuir para o crescimento da comunidade. Para se inscrever é muito simples, basta ligar para o número 75 2102-9501, informar seu nome completo, endereço e número de telefone. É necessário ter mais de 18 anos de idade. Com essa oportunidade, os participantes terão acesso a conteúdos importantes para aprender a utilizar o computador, navegar na internet, utilizar as principais redes sociais e ferramentas de produtividade, além de noções de segurança digital. Esses conhecimentos são fundamentais para quem quer se atualizar e se desenvolver pessoal e profissionalmente. O curso está previsto para iniciar no dia 06 de maio, com dois meses de duração, sendo 16 horas na modalidade presencial e outras 04 remotas, tendo matriz curricular atualizada e professores extremamente qualificados. As aulas ocorrem aos sábados, nas dependências da UNEF, das 08h às 10h, vale ressaltar que, ao final do curso o aluno recebe o certificado de concluinte.
_Discentes pedem ao Ministério Público e ao Governo do Estado agilidade no andamento do último concurso_
Estudantes da UNEB (Universidade do Estado da Bahia) realizaram uma manifestação durante todo o dia de hoje, 19, cobrando a convocação imediata dos professores aprovados no último concurso realizado em 2022. Os discentes alegaram estão prejudicados diante da falta de professores na instituição.
“O nosso curso está prestes a parar pela falta de professor e a primeira turma nem tem perspectiva de formar. Precisamos de uma solução tanto da reitora quanto do Governo do Estado e do Ministério Público. Até o momento, nada foi feito”_, lamentou a estudante Mariana Santos Campos do curso de Medicina Veterinária, campus IX.
Outra manifestante destacou que situação semelhante enfrentam os discentes dos campi de Paulo Afonso, Caetité e Seabra, onde a carência de professores tem afetado diretamente o cronograma de aulas.
_“O Ministério Público não dá informações pra gente e a reitora [Adriana Marmori] só tem respostas vagas, deixando sempre os alunos, os próprios professores que fizeram o concurso e os coordenadores de cursos sem saber o que está acontecendo”_, revelou revoltada considerando uma atitude falta de respeito.
Estudantes fazem ato na Paulista pela manhã desta quarta (15) pela revogação do novo ensino médio — Foto: Abraão Cruz/TV Globo
Governo suspendeu – temporariamente – o cronograma da reforma iniciada em 2017, na gestão Temer. Alunos já estão desde 2022 tendo aulas com novos conteúdos, mas ainda não se sabe quando eles serão cobrados no Enem.
O Ministério da Educação (MEC) suspendeu por 60 dias as mudanças previstas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2024. Com isso, até segunda ordem, a prova será aplicada – no ano que vem – no formato atual.
Mas como fica a vida dos alunos que hoje estudam seguindo as diretrizes do Novo Ensino Médio, mas farão o Enem tradicional? As redes de ensino vão dar algum reforço extra para compensar as brechas no conteúdo?
Confira abaixo os cenários possíveis, a partir das seguintes perguntas:
Como fica a vida do estudante no ensino médio?
Qual o objetivo do MEC com a suspensão temporária do cronograma?
Quais eram as mudanças previstas para o novo Enem?
Qual o impacto na preparação dos alunos do Novo Ensino Médio?
Como é o currículo do Novo Ensino Médio?
Como o Novo Ensino Médio pode impactar no desempenho no Enem tradicional?
As redes de ensino vão oferecer reforço aos alunos?
O que dizem as entidades sobre a suspensão?
1 – Como fica a vida do estudante no ensino médio?
Na sala de aula: por enquanto, nada muda. As escolas continuarão tendo que seguir as diretrizes do Novo Ensino Médio, com a oferta de itinerários formativos e projeto de vida.
No Enem 2024: em princípio, o exame no ano que vem será no formato atual. A decisão de suspender a mudança na prova é temporária. Deverá haver uma definição daqui a cerca de 60 dias, quando o grupo de trabalho que discute o tema concluir seus trabalhos.
Se a suspensão for mantida, o novo formato do Enem só será aplicado nos anos seguintes. Caso seja derrubada, o exame terá mudanças a partir de 2024.
2 – Qual o objetivo do MEC com a suspensão temporária do cronograma?
O ministério busca sinalizar que está atento às críticas que o Novo Ensino Médio recebe de alunos, professores e entidades. Mas ao mesmo tempo quer aguardar as conclusões de um grupo de trabalho, criado no mês passado diante das críticas ao formato, para resolver o que fazer com a reforma.
Se a conclusão for no sentido de que é preciso fazer ajustes no modelo – ou revogá-lo – será preciso aprovar um novo texto no Congresso Nacional.
“Nós vamos apenas suspender as questões que vão definir um novo Enem em 2024 por 60 dias. E vamos ampliar a discussão. O ideal é que, num processo democrático, a gente possa escutar a todos. Principalmente, quem está lá na ponta, que são os alunos, os professores e aqueles que executam a política, que são os estados”, disse o ministro.
3 – Quais eram as mudanças previstas para o novo Enem?
Como ficaria: O novo exame teria questões seguindo as diretrizes do Novo Ensino Médio (com partes específicas no exame conforme a escolha do estudante), além de uma redação.
As questões do exame seriam divididas em duas etapas: a primeira interdisciplinar, igual e obrigatória para todos. A segunda com provas de quatro áreas, em que o candidato selecionaria apenas uma delas para fazer:
Linguagens, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas;
Matemática, Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
Matemática, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas; e
Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.
Como é hoje: atualmente, a prova é igual para todo mundo e cobra todas as áreas do conhecimento (ciências humanas; ciências da natureza; linguagens e matemática), além de uma redação.
4 – Qual o impacto na preparação dos alunos do Novo Ensino Médio?
A turma de estudantes que fará o Enem no ano que vem será a primeira que terá feito os três anos do ensino médio seguindo as novas diretrizes.
Se o Enem ocorrer no formato tradicional, os alunos poderão ser cobrados por conteúdos que não necessariamente foram tratados na escola, ou que até foram objeto de aula, mas sobre os quais não se aprofundaram por causa da redução da carga horária das matérias “convencionais”.
5 – Como é o currículo do Novo Ensino Médio?
O Novo Ensino Médio prevê o aumento progressivo da carga horária total, que deverá chegar a 3 mil horas ao final dos três anos, com a seguinte divisão no conteúdo:
1,8 mil horas de ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e matemática – para todos os alunos.
1,2 mil horas de conteúdos eletivos focados nos objetivos pessoais e profissionais dos alunos.
6 – Como o Novo Ensino Médio pode impactar no desempenho no Enem tradicional?
Algumas das críticas apontadas por especialistas estão:
O programa atravessa diferentes níveis de implementação, variando de estado para estado.
As disciplinas clássicas têm menos prioridade na grade com a entrada das novas ofertas. Em alguns casos, estudantes relatam ter ficado com apenas duas aulas na semana de português e matemática.
7 – As redes de ensino vão oferecer reforço aos alunos?
Ainda não há nada definido.
O presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Bruno Eizerik, criticou a suspensão do calendário por entender que pode trazer prejuízos aos alunos e às instituições. Ele não detalhou, porém, se haverá a orientação para oferecer algum reforço aos estudantes.
Amábile Pacios, diretora do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, lembra que não se sabe o que estava previsto para o Exame Nacional do Ensino Médio de 2024, já que o Inep não divulgou a matriz para o novo modelo. Para ela, qualquer reorganização das escolas além do modelo clássico do exame só seria possível após conhecerem a matriz do exame.
“Uma forma de não prejudicar o aluno seria manter o Enem centrado naquilo que é a base comum, a BNCC. Então, o Enem não deveria sair desse quadrado da base comum que [no novo ensino médio] tem 1800 horas. Qualquer coisa além disso vai trazer muita insegurança, incerteza e desinteresse dos alunos pelo Enem”.
8 – O que dizem as entidades sobre a suspensão?
UNE: A União Nacional dos Estudantes se mostra a favor da suspensão da implementação do Novo Ensino Médio.
Campanha Nacional pelo Direito à Educação:Para o professor Daniel Cara, dirigente da entidade, “é extremamente positiva a suspensão”. Ele defende que a definição sobre o Enem 2024 leve em conta o que for discutido na consulta pública em andamento. Crítico ao Novo Ensino Médio, ele considera a reforma “uma violência” contra os alunos da rede pública, porque as escolas não conseguem oferecer todos os itinerários formativos, obrigando o estudante a fazer o que tiver disponível.
Todos Pela Educação: Para Gabriel Côrrea, diretor de políticas públicas, “suspender o cronograma sem anunciar qual vai ser o novo cronograma pode gerar ainda mais confusão entre os estados, porque pode acontecer de alguns estados continuarem fazendo o que já estão fazendo– porque as normativas, a lei, as diretrizes curriculares do novo ensino médio seguem em vigor –, mas podem ter estados que decidam voltar atrás em algumas etapas”.