Folhapress – O ministro da Economia Paulo Guedes afirmou aos parlamentares na manhã desta terça-feira (30) acreditar que o país não precisa emitir mais moeda para enfrentar a crise do novo coronavírus. Para ele, isso só seria necessário caso o país estivesse em depressão econômica.
Em audiência pública com a comissão mista de acompanhamento das ações de combate à Covid-19, Guedes afirmou que a possibilidade do Banco Central emitir moeda e dívida para superar a crise ainda é distante.
Na avaliação do ministro, a medida só seria necessária caso o país estivesse se aproximando de uma depressão econômica.
Guedes já tinha dito algo semelhante durante a reunião da comissão em abril, ao responder as perguntas de parlamentares.
Ele voltou a citar que em uma situação em que a inflação estiver praticamente em zero e os juros desabarem, o país cairia em uma “armadilha da liquidez”.
Isso significa que a queda da taxa de juros em tentativa de injetar dinheiro na economia não surtiria mais efeito.
Em vez de emprestar dinheiro a taxas prefixadas ou comprar títulos públicos, os bancos manteriam o dinheiro na tesouraria. A medida tentaria evitar perdas quando os juros subirem.
Entretanto, Guedes afirmou à comissão acreditar que o país não está nesta situação ainda.
O governo federal confirmou hoje (30) a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais, autônomos, desempregados e microempreendedores individuais (MEIs), cuja renda foi reduzida durante as medidas de isolamento social para tentar conter a transmissão do coronavírus. Serão liberados mais R$ 1.200 nos próximos dois meses.
O governo vinha sendo pressionado pelo Congresso a prorrogar o benefício, apesar do custo do programa emergencial. A estratégia adotada nesta terça foi estender o auxílio com o mesmo valor atual (R$ 600), sem precisar enviar um novo projeto para o Congresso.
A decisão de manter o valor por mais dois meses é diferente daquela anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro Paulo Guedes (Economia) na última quinta-feira (25). Eles informaram em live que deveria haver uma prorrogação do auxílio por mais três meses em parcelas de R$ 500, R$ 400 e R$ 300.
Agência Brasil – A Caixa inicia nesta terça (30) o pagamento do abono salarial referente ao calendário 2020/2021 para trabalhadores nascidos de julho a dezembro. São mais de 5,9 milhões de trabalhadores que terão o crédito em conta antecipado, totalizando R$ 4,5 bilhões em recursos injetados na economia.
O valor do Abono Salarial varia de R$ 88 a R$ 1.045, de acordo com a quantidade de dias trabalhados durante o ano base 2019. O trabalhador pode consultar o valor do benefício no Aplicativo Caixa Trabalhador, no site da Caixa ou pelo telefone 0800 726 0207.
Ao todo serão disponibilizados cerca de R$ 15,8 bilhões para mais de 20,5 milhões de beneficiários até o final do calendário do exercício 2020/2021. O Abono Salarial ficará disponível para saque até 30 de junho de 2021.
Os trabalhadores com direito a receber o benefício no calendário 2019/2020 que não realizaram o saque até o dia 29 de maio de 2020 terão uma nova oportunidade de sacar os valores. O Abono Salarial referente àquele exercício será liberado novamente no calendário 2020/2021. O saque pode ser realizado a partir do dia 16/07/2020 e vai até o dia 30/06/2021 nos canais de atendimento com cartão e senha cidadão, ou nas agências da Caixa.
Agência Brasil – Em um dia de divulgação de indicadores econômicos no Brasil e de alívio no mercado internacional, o dólar caiu pela primeira vez em três sessões, e a bolsa de valores teve forte alta. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (29) vendido a R$ 5,425, com queda de R$ 0,04 (-0,73%).
A divisa operou em queda durante quase toda a sessão. Na máxima do dia, por volta das 12h30, aproximou-se de R$ 5,47, e teve uma pequena alta. Ao longo da tarde, no entanto, a cotação voltou a cair até se estabilizar pouco abaixo de R$ 5,43. O dólar comercial acumula alta de 35,2% em 2020.
Um dos fatores que contribuíram para o desempenho do dólar foi a divulgação do resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mede o mercado formal de trabalho. Embora maio tenha registrado o fechamento de 331,9 mil postos com carteira assinada, a perda de empregos foi bastante inferior à registrada em abril (-860,5 mil vagas), indicando o início de retomada econômica.
Agência Brasil – O programa que prevê a suspensão de contrato de trabalho ou a redução de jornada em troca da manutenção do emprego será prorrogado, de acordo com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco. Segundo o governo, o Benefício Emergencial (BEm) preservou 11,7 milhões de postos de trabalho durante a pandemia do novo coronavírus.
De acordo com Bianco, a suspensão de contrato deverá ser prorrogada por mais dois meses. A redução de jornada deverá ser estendida em um mês. O presidente Jair Bolsonaro deve editar, nos próximos dias, um decreto com a renovação do BEm depois de sancionar a Medida Provisória 936, que criou o programa.
O texto da MP previa a possibilidade de edição do decreto. Bianco explicou que, para o trabalhador, a prorrogação não será automática. Será necessário que empregador e empregado fechem um novo acordo. Ele explicou ainda que a renovação exige a manutenção do emprego pelo mesmo tempo do acordo.
Atualmente, o BEm prevê a suspensão do contrato de trabalho por até dois meses e a redução de jornada por até três meses. Com a prorrogação, os dois benefícios vigorariam por quatro meses. Dessa forma, o empregador que usar o mecanismo pelo tempo total não poderá demitir nos quatro meses seguintes ao fim da vigência do acordo.
Segundo Bianco, as empresas com acordos de suspensão de contratos de dois meses prestes a encerrar podem fechar um novo acordo de mais um mês de redução de jornada, antes que a prorrogação perca a validade. “Aquelas [empresas] com os contratos de suspensão se encerrando ainda têm um mês remanescente de redução de jornada a ser utilizada. No entanto, ainda teremos nos próximos dias o decreto de prorrogação”, explicou.
Mais cedo, o Ministério da Economia divulgou que os acordos de redução de jornada e de suspensão de contratos haviam preservado 11.698.243 empregos até a última sexta-feira (26). O governo desembolsará R$ 17,4 bilhões para complementar a renda desses trabalhadores com uma parcela do seguro-desemprego a que teriam direito se fossem demitidos.
O secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, informou que o fechamento de acordos de suspensão de contrato caiu em relação ao início do programa, em abril. Para ele, isso indica reação no mercado de trabalho e que a fase mais aguda da crise econômica parece ter passado.
A Caixa Econômica Federal inicia nesta segunda-feira (29), a liberação dos novos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) disponibilizados em virtude da pandemia do novo coronavírus. Nesta primeira data, 4,9 milhões de trabalhadores, nascidos em janeiro, vão receber os valores que totalizam R$ 3,1 bilhões.
Segundo as regras divulgadas pelo banco estatal, os pagamentos serão feitos em poupança social digital da Caixa e, em um primeiro momento, os valores estarão disponíveis apenas para pagamentos e compras por meio de cartão de débito virtual. Posteriormente, de acordo com um calendário, os recursos serão liberados para saque.
Podem sacar o novo valor os trabalhadores que tenham contas ativas (do emprego atual) ou inativas (de empregos anteriores) do FGTS. Cada trabalhador terá disponível até R$ 1.045. Caso o atendido tenha mais de uma conta de FGTS, o saque será feito primeiro das contas de contratos de trabalho extintos (inativas), iniciando pela conta que tiver o menor saldo.
O banco lembra que, independente da quantidade de contas que o trabalhador possua, o valor não pode passar de R$ 1.045. Assim, ninguém poderá tirar mais do que esse valor. A previsão é que toda a liberação movimentará cerca de R$ 37,8 bilhões para aproximadamente 60 milhões de trabalhadores.
Para consultar o valor do saque, o trabalhador pode acessar o site fgts.caixa.gov.br, o internet banking da Caixa ou ligar na Central de Atendimento CAIXA 111, na opção 2. Há ainda a disponibilidade de informações pelo App FGTS, disponível para Android e iOS. Confira abaixo os calendários com as datas de crédito e liberação para saques e transferência dos valores.
CRÉDITO DOS VALORES EM POUPANÇA DIGITAL PARA OS NASCIDOS EM:
Janeiro: 29 de junho Fevereiro: 6 de julho Março: 13 de julho Abril: 20 de julho Maio: 27 de julho Junho: 3 de agosto Julho: 10 de agosto Agosto: 24 de agosto Setembro: 31 de agosto Outubro: 8 de setembro Novembro: 14 de setembro Dezembro: 21 de setembro
AUTORIZAÇÃO DE SAQUES E TRANSFERÊNCIA PARA OS NASCIDOS EM:
Janeiro: 25 de julho Fevereiro: 8 de agosto Março: 22 de agosto Abril: 5 de setembro Maio: 19 de setembro Junho: 3 de outubro Julho: 17 de outubro Agosto: 17 de outubro Setembro: 31 de outubro Outubro: 31 de outubro Novembro: 14 de novembro Dezembro: 14 de novembro
Agência Brasil – Os índices de Confiança do Comércio e da Construção registraram altas em junho e recuperaram parte das perdas de março e abril, ocorridas em razão da pandemia da covid-19. O índice do comércio cresceu 17 pontos na passagem de maio para junho e chegou a 84,4 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. A pesquisa foi feita em todo o país pela Fundação Getulio Vargas – FGV.
Somando o resultado de junho com o obtido em maio, quando também houve alta da confiança, o indicador recuperou 60% da perda ocorrida entre março e abril, quando começaram as medidas de isolamento social provocadas pela pandemia.
A alta de junho da confiança do comércio foi puxada pelo Índice de Expectativas, que mede a percepção do empresariado sobre o futuro e que cresceu 20,6 pontos, passando para 87,5. O Índice da Situação Atual, que mede a satisfação com o presente subiu 12,7 pontos e passou para 82 pontos.
Bolsonaro – A prisão do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz não provocou danos à taxa de aprovação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O chefe do Executivo é aprovado por 32% dos eleitores, o mesmo índice registrado pela pesquisa no fim de maio (33%), considerando a margem de erro.
Da mesma forma, a taxa de rejeição do governo é de 44% — na rodada anterior, o registro foi de 43%. Já o grupo que avalia o governo como regular oscilou de 22%, em maio, para 23%.
O instituto Datafolha verificou esse resultado, que é similar ao registrado pelo DataPoder360 pós entrevistar 2.016 pessoas por telefone na terça (23) e na quarta-feira (24). A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.
Apesar disso, o jornal Folha de S. Paulo indica que o caso Queiroz tem potencial destrutivo, pois a aprovação do presidente cai para 15% entre aqueles que acham que ele sabia onde Queiroz estava escondido. O ex-assessor, que é implicado junto com o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), no processo que apura rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), estava abrigado em um imóvel que pertence ao agora ex-advogado de Flávio, Frederick Wassef.
Outros detalhes do levantamento indicam que Bolsonaro mantém o perfil de aprovação. Os que mais o rejeitam são jovens de 16 a 24 anos (54%), pessoas com nível superior (53%) e pessoas com renda acima de 10 salários mínimos (52%).
Por outro lado, pessoas de 35 a 44 anos (37%), empresários (51%) e os que sempre confiam em Bolsonaro (92%) aprovam a gestão. Para 42% dos moradores da região Sul, o governo é ótimo ou bom.
No quesito confiança, 46% dizem que nunca confiam no presidente, 20% sempre confiam e 32% dizem que acreditam nele às vezes. O Nordeste se mantém como a região onde ele é mais rejeitado: 52% avaliam o governo como ruim ou péssimo e 53% nunca confiam nele.
Em transmissão nas redes sociais ontem (22), o governador Rui Costa comentou o fato do número de curados da Covid-19 ter ultrapassado o de casos ativos, na Bahia, como indicativo de que o estado está perto de chegar a uma fase de números decrescentes de notificações. O boletim epidemiológico desta segunda, da Secretaria da Saúde estadual (Sesab), traz a confirmação e evolução positiva dos números divulgados no domingo: são 23.305 pessoas recuperadas da doença, enquanto 22.340 encontram-se como casos ativos.
“A notícia boa é que o número de curados ultrapassou o número de casos ativos. Isso significa que estamos curando mais pessoas nos últimos cinco dias, do que pessoas ficando contaminadas. Esses números são positivos em relação à estabilização da curva de crescimento na Bahia. Os dados sinalizam que estamos caminhando para o controle. E logo, vamos dar essa notícia aqui”, ressaltou o governador, que lembrou o preocupante número de 50 mortos nas últimas 24 horas. “Mas não podemos baixar a guarda, pois o número de óbitos ainda é alto”.
Já o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) fez um apelo e pediu a reabertura do comércio a governadores e prefeitos do país. Segundo ele, há exagero na forma como a pandemia de coronavírus foi tratada pelos gestores. Ainda de acordo com o presidente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades mundiais também exageraram.
Bolsonaro não se pronunciou sobre a marca dos 50 mil mortos pela Covid-19, atingida pelo Brasil no último final de semana. Na segunda-feira, o Brasil chegou a 1.111.348 pessoas infectadas com coronavírus e um total de 51.407 óbitos, segundo dados compilados pelo consórcio entre Folha, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo, G1 e UOL através de relatórios das Secretarias de Saúde dos estados.
O auxílio emergencial, benefício concedido a milhões de brasileiros por causa da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus foi negado à uma faxineira em Teixeira de Freitas, no extremo sul, porque o sistema da Caixa Econômica Federal (CEF) apontou que ela tinha sido eleita como vereadora da cidade. No entanto, Cleidiana Alves Mendes, de 33 anos, declarou que não se elegeu em 2016 e durante a pandemia trabalha como faxineira. Ela conta que fez o cadastro logo no início do programa, mas o aplicativo da Caixa negou o benefício.
Mendes ainda tentou se cadastrar novamente para receber o benefício de maio, mas não conseguiu. Tentou também o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) da região, mas nenhuma solução foi encontrada. Em nota, a Caixa Econômica Federal disse que atua como agente pagador do auxílio emergencial, mas não participa no processo de avaliação dos critérios de elegibilidade.
A CEF disse que a Dataprev, conforme portaria do Ministério da Cidadania, é quem regulamenta os procedimentos sobre o auxílio. Em busca do benefício, a mulher busca um advogado para ajudá-la a obter o auxílio. Enquanto não consegue, ela segue sem trabalhar.
Agência Brasil – O Brasil voltou a figurar na lista dos 25 países mais confiáveis para o investimento estrangeiro direto (IED), segundo indicador produzido pela consultoria norte-americana A.T. Kearney, divulgado nesta terça-feira (16).
Após ficar de fora da lista no ano passado, o país é a única nação da América Latina a compor a lista no ranking de 2020. Pelo oitavo ano consecutivo, os Estados Unidos lideram como país mais atrativo para investimentos estrangeiros, seguido por Canadá, Alemanha, Japão e França. Completam a lista dos dez primeiros colocados, pela ordem: Reino Unido (6º), Austrália (7º), China (8º), Itália (9º) e Suíça (10º). O Índice de Confiança do Investimento Estrangeiro Direto (IED) da Kearney é uma pesquisa anual feita com executivos das 500 maiores empresas do mundo, desde 1998. As classificações são calculadas com base em perguntas sobre a probabilidade de as empresas dos entrevistados fazerem um investimento direto em um mercado nos próximos três anos. A pontuação varia em uma escala de 1 a 3. No caso do Brasil, a pontuação apurada foi de 1,65.
A consultoria define investimento estrangeiro direto como aplicação de capital por uma empresa estrangeira em uma empresa em um país diferente. É o mesmo conceito definido pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.