Levantamento do Ministério da Saúde aponta que 1,5 milhão de brasileiros não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 no prazo estabelecido pelos laboratórios. O intervalo entre as duas doses da vacina da AstraZeneca é de 84 dias e de 28 para a Coronavac. De acordo com o ministério, as pessoas não compareceram às unidades de saúde dentro do período para garantir a imunização completa, embora houvesse imunizante à disposição.
Agora, segundo a coordenadora do programa nacional de imunizações, Francieli Fontana, a pasta prepara uma lista para enviar aos estados e municípios com a relação de pessoas que não retornaram para se vacinar. “Vamos emitir uma lista com essa situação e discutir uma forma para buscar essas pessoas a fim de se imunizar.” A orientação, para quem perdeu o prazo, é que procure o quanto antes os postos de vacinação.
Segundo dados do Ministério da Saúde, São Paulo é o estado com maior número de defasagem com 343.925 mil pessoas. Em seguida vem a Bahia onde 148.877 pessoas não retornaram para tomar a segunda dose. O Rio de Janeiro está em terceiro lugar nesta lista com 143.015 que ainda não tomaram a dose no intervalo certo.
Um estudo para o desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19 pelo Instituto René Rachou (Fiocruz Minas) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) concluiu, com “resultados bastante animadores”, a etapa de prova de conceito, informou ontem (12) a Agência Fiocruz. Tal etapa faz parte dos estudos pré-clínicos, em laboratório, e indica se a vacina tem potencial para produzir resposta imune e proteção contra a doença.
Cientistas do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Vacinas (INCTV) da Fiocruz Minas e do Centro de Tecnologia em Vacinas da UFMG trabalham no desenvolvimento deste imunizante, desde março de 2020. Segundo os pesquisadores, a vacina não apenas protegeu os camundongos usados na prova de conceito, como também evitou qualquer manifestação clínica da doença.
A pesquisa agora seguirá nos estudos pré-clínicos, com testes em macacos, considerados fundamentais para que se possa avançar em direção aos testes clínicos, em humanos. Nos primatas não-humanos, os pesquisadores vão investigar se a resposta imune causada pela vacina tem capacidade de produzir anticorpos contra o novo coronavírus.
O início dos testes em humanos pode ocorrer ainda neste ano, segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo. Porém, essa etapa requer a produção de um lote piloto da vacina dentro de rigorosos critérios de boas práticas e controle de qualidade, o que exigirá maior volume de recursos financeiros.
O pesquisador Ricardo Gazzinelli, coordenador do INCTV, explica que a plataforma tecnológica usada na vacina consiste na combinação de duas proteínas, entre elas a proteína S, utilizada pelo novo coronavírus para invadir as células do hospedeiro. Essas proteínas são combinadas em uma proteína “quimera”, que obteve os resultados positivos na prova de conceito.
A Prefeitura de Salvador informou que recebeu cerca de 21.400 frascos da vacina Coronavac com rendimento inferior ao descrito no rótulo. Foram identificados frascos com rendimento de até seis doses.
Foto: Divulgação
O Instituto Butantan anunciou que vai revisar a bula da vacina CoronaVac após prefeituras de cidades de 12 estados relatarem receber menos doses do que a quantidade indicada nos frascos.
O instituto afirma que pode haver perda de doses no processo de aspiração do líquido dentro do frasco, e o uso de seringas e agulhas não recomendadas também potencializam a perda do imunizante.
“A gente vai fazer uma revisão da bula orientando a seringa correta na utilização, além da técnica de aspiração correta, para orientar de forma mais rápida todos os profissionais de saúde. Os fatos levam a essa hipótese mais provável”, explicou o gerente de qualidade do instituto, Arthur Nunes.
Os fracos são envasados, atualmente, com 5,7 ml de vacina. O profissional de saúde usa 0,5 ml para vacinar uma pessoa, o que deveria levar a uma sobra de 0,7 ml, o equivalente a uma dose extra.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse em nota que “observou um aumento de queixas técnicas relacionadas à redução de volume nas ampolas da vacina” e que “estes relatos estão sendo investigados com prioridade pela área de fiscalização”.
A orientação do Ministério da Saúde é que todos os municípios que identificarem o problema registrem uma queixa técnica no site da Anvisa.
“Hoje, todas as vacinas saem com volume excedente e é testado lote a lote. Em grande parte desses lotes, a gente consegue tirar até 11 doses. A gente envasa o frasco com 5,7 ml e é para ter as 10 doses”, esclarece Nunes.
Existe uma padronização para o uso de seringas e agulhas, assim como a técnica de aspiração da vacina, conforme explica Nunes. Caso esse padrão seja descumprido, a perda de líquido pode ocorrer durante a vacinação.
“A gente entende que tem uma dificuldade de aquisição desses materiais por causa da pandemia e, basicamente, as salas de aplicação usam o que tem”, esclarece o gerente do Butantan.
Em muitas vezes, segundo Nunes, as salas de vacinação usam seringa de maior volume para aspirar meio mililitro de vacina e isso agrega perda no processo.
“O instituto entende que precisa dar uma atenção e avaliar esses casos dessa não padronização das salas de aplicações”, pontua Nunes.
A Prefeitura de Salvador informou que recebeu cerca de 21.400 frascos da vacina Coronavac com rendimento inferior ao descrito no rótulo. Foram identificados frascos com rendimento de até seis doses.
A Eslováquia recomendou não aplicar a vacina russa Sputnik-V no país porque as doses recebidas são diferentes das utilizadas nos estudos do The Lancet. A agência reguladora do país indicou que o lote é distinto daquele utilizado pela Agência Europeia de Medicamentos para determinar a autorização do inoculante. A Rússia, por sua vez, exigiu que Bratislava devolvesse o carregamento e acusou a entidade de cometer “um ato de sabotagem”.
Em um relatório, as autoridades de saúde eslovacas recomendaram não administrar as doses recebidas da vacina Sputnik-V contra a COVID-19, indicando que as informações recebidas estão erradas ou incompletas.
O órgão regulador eslovaco argumentou que o material fornecido não era idêntico ao descrito na revista médica The Lancet, que confirmou uma eficácia de 91,6% para a Sputnik V. Em 8 de abril, indicou que não era idêntico ao imunizante fornecido à Agência Europeia de Medicamentos, encarregada por avaliar a possibilidade de autorizar a sua aplicação na União Europeia. A Eslováquia recebeu as vacinas em 1º de março, mas evitou iniciá-las devido às discrepâncias mencionadas.
Consequentemente, a Rússia ordenou ao governo eslovaco que devolvesse as doses recebidas – atualmente 200.000 – “para que possam ser utilizadas em outros países” e alegou que Bratislava cometeu “violações do contrato”.
Em carta enviada em 6 de abril, o Fundo Russo de Investimento Direto considerou que houve um “ato de sabotagem” do regulador eslovaco, que acusa de lançar uma “campanha de desinformação” com “notícias falsas”.
“Todos os lotes da Sputnik V têm a mesma qualidade e passam por um exaustivo controle de qualidade no Instituto Gamaleya. A qualidade da Sputnik V foi confirmada por órgãos reguladores de 59 países”, diz a nota publicada nas redes sociais.
Cerca de 14,1 milhões de doses da vacina contra Covid-19 da Pfizer e da BioNTech foram alocadas para 47 países para serem entregues no segundo trimestre deste ano, disse a Aliança de Vacinas Gavi nesta segunda-feira (12).
Brasil, Colômbia, México, Filipinas, África do Sul e Ucrânia devem estar entre os principais beneficiários da vacina da Pfizer entre abril e junho, de acordo com a Gavi, que colidera o programa Covax com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros parceiros.
O Covax oferece uma tábua de salvação em particular a países de baixa renda, já que lhes permite inocular profissionais de saúde e outros sob risco grande mesmo que seus governos não tenham conseguido garantir vacinas dos fabricantes.
Austrália, Reino Unido, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos devem receber suas primeiras vacinas via Covax com as doses da Pfizer, com “base no conhecimento atual da disponibilidade de suprimento de vacina contra Covid-19”, disse a Gavi em um comunicado.
O programa já entregou quase 38,4 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 a 102 países em seis continentes seis semanas após começar a distribuir suprimentos, informou a aliança na quinta-feira.
A entrega de vacinas da AstraZeneca a 142 participantes nos termos de uma rodada anunciada previamente está em andamento, “com alguns atrasos” que podem estender as remessas além de maio, disse a Gavi nesta segunda-feira.
A disponibilidade reduzida atrasou algumas entregas em março e abril, e grande parte da produção do Instituto Serum da Índia, que fabrica a vacina da AstraZeneca, está sendo mantida na própria Índia, onde o número diário de infecções está disparando.
O executivo-chefe da Gavi, Seth Berkley, disse na sexta-feira que o Covax almeja entregar um terço de um bilhão de doses de vacinas contra Covid-19 até meados do ano e mais de dois bilhões em 2021.
O Ministério da Saúde lançou hoje (12) a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe influenza. A previsão é de que a campanha seja realizada em três etapas e termine em 9 de julho, tendo vacinado cerca de 80 milhões de pessoas dos grupos prioritários, definidos segundo critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Durante o lançamento, o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, lembrou que a vacina é segura e efetiva para a prevenção da gripe influenza, e que é por meio dela que se consegue reduzir complicações, internações e mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da influenza.
Segundo Medeiros, foi investido R$ 1,2 bilhão para a compra dos imunizantes, a um custo de R$ 15 a dose. “A escolha dos grupos prioritários a receberem essa vacina segue recomendação da OMS. Esses grupos fazem um quantitativo de cerca de 80 milhões de pessoas. Para chegarmos a ele, dividimos a campanha em três etapas”, disse o secretário referindo-se à campanha cuja peça publicitária terá o slogan Eu Vou!.
Datas e grupos prioritários
A primeira etapa, entre os dias 12 de abril e 10 de maio, abrange cerca de 25 milhões de pessoas. “Nela teremos como foco crianças com idade entre 6 meses e 6 anos; gestantes e mulheres no período até 45 dias após o parto [puérperas]; povos indígenas; e trabalhadores da saúde”, informou o secretário.
A segunda etapa ocorrerá entre os dias 11 de maio e 8 de junho tendo como público-alvo idosos com mais de 60 anos e professores. Nela, cerca de 33 milhões de pessoas deverão ser imunizadas.
A terceira fase, entre 9 de junho e 9 de julho, abrangerá cerca de 22 milhões de pessoas. Compõem esse público-alvo integrantes das Forças Armadas, de segurança e de salvamento; pessoas com comorbidades, condições clínicas especiais ou com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário; trabalhadores portuários; funcionários do sistema de privação de liberdade; população privada de liberdade; e adolescentes em medidas socioeducativas.
O ministério informa que 7,3 milhões de doses foram entregues em 1° de abril, e que há previsão de uma nova entrega a partir do dia 14 de abril. “Esta versão protege contra as três cepas de vírus que mais circularam no hemisfério sul”, informou o secretário.
Medeiros destacou que, em 2020, a cobertura vacinal contra a influenza obteve sucesso e só não atingiu a meta de vacinar 90% das pessoas nos grupos compostos por crianças com idade entre 6 meses e 6 anos e puérperas.
Vacinação e covid-19
De acordo com o secretário, as pessoas devem dar preferência à vacina contra a covid-19, caso estejam no grupo prioritário estabelecido para as duas vacinas. “É importante que se respeite o intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas”, disse Medeiros.
Além disso, a recomendação é que pessoas com quadro que sugerem infecção por covid-19 devem adiar a vacinação contra a influenza. Como a piora clínica pode ocorrer até duas semanas após a infecção pelo novo coronavírus, o ideal é que a vacinação seja adiada até a recuperação clínica total do quadro de covid-19 e, pelo menos, quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a do resultado positivo por PCR em pessoas assintomáticas.
Continua o agendamento da vacinação contra a Covid para idosos de 62 anos ou mais. Agora somente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Feira de Santana.
O agendamento permanece de acordo com a data de nascimento. Quem nasceu entre 1º de janeiro a 30 de junho devem fazer o agendamento pela manhã. Os nascidos de 1º de julho a 31 de dezembro, no turno da tarde. É necessário apresentar documento de identidade com foto e comprovante de residência. Não é preciso a presença do idoso para a marcação.
A doses estão distribuídas em todas as Unidades Básicas de Saúde. São 475 destinadas à primeira dose nos trabalhadores da Saúde, somente nas UBS do Cassa, Jardim Cruzeiro e CSU. O restante das doses estão destinados para a segunda aplicação nos idosos e trabalhadores da Saúde nas demais UBS.
É importante destacar que as Unidades de Saúde da Família estarão vacinando apenas contra a gripe a partir desta segunda-feira, 12.
No primeiro dia de vacinação contra a gripe, nesta segunda-feira, 12, o prefeito Colbert Filho enfatizou, em coletiva, a importância de idosos participarem do cronograma de imunização por conta do risco de pessoas nesta faixa etária serem mais vulneráveis às complicações da doença, a exemplo de uma pneumonia.
Além de idosos, crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes e puérperas, povos indígenas e trabalhadores de saúde fazem parte desta primeira etapa.
O prefeito explicou que a vacinação começa em unidades de saúde distintas a fim de organizar e imunizar ao máximo a comunidade.
Aqueles que se enquadram no público alvo da vacinação contra a influenza devem receber a dose exclusivamente nas Unidades de Saúde da Família (USF). Já os que desejam receber a dose contra a Covid, somente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Nos distritos a dinâmica será de outra forma. Terão dias específicos para cada vacinação – segunda, quarta e sexta a aplicação será exclusiva contra a influenza. Terça e quinta vacinação somente contra a Covid-19.
Vale ressaltar que o agendamento da vacinação contra a Covid-19 somente é, de acordo com a data de nascimento.
Quem nasceu entre 1º de janeiro a 30 de junho devem fazer o agendamento pela manhã. Os nascidos de 1º de julho a 31 de dezembro, no turno da tarde
Diretor médico da instituição disse que “existem grandes preocupações sobre como melhorar a duração da resposta imune”
Aplicação da CoronaVac pode ser ampliada para 3ª dose Foto: Reprodução
A possibilidade de ampliar a aplicação da CoronaVac numa terceira dose já está sendo analisada pelo Instituto Butantan, de acordo com o diretor médico de pesquisa clínica da instituição, Ricardo Palacios. Em uma entrevista concedida à rede CNN Brasil, o especialista afirmou que “existem grandes preocupações sobre como melhorar a duração da resposta imune” da vacina.
– Uma das alternativas que tem sido considerada é uma dose de reforço, seja com a própria Coronavac, seja com outros imunizantes – disse Palacios.
De acordo com Palacios, além do estudo de uma eventual terceira dose de reforço da Coronavac, também é estudada a possibilidade de uma combinação de imunizantes com a própria ButanVac, vacina em desenvolvimento pela instituição que aguarda a aprovação da Anvisa para realizar testes em humanos.
– Possivelmente a combinação dessas vacinas conseguirá melhorar a duração da resposta imune, dar um reforço adicional – declarou.
O diretor médico do Instituto Butantan ainda reforçou a recomendação médica aos serviços de saúde sobre o intervalo de 28 dias entre as doses da Coronavac, que, de acordo com um novo estudo clínico, provavelmente garanta uma maior eficácia do imunizante. Antes, o intervalo recomendado entre as doses era de 14 dias.
Diretor de centro de controle de vacina da China admite que eficácia de imunizantes é baixaDa Redação 0 Comentários
País considera misturar vacinas para aumentar eficácia contra Covid-19
FOTO: Reprodução/ Getty Images
A autoridade máxima do Controle de Doenças da China, Gao Fu, admitiu em uma conferência de imprensa em Chendgu, que as vacinas chinesas contra a Covid-19 “não têm taxas de proteção muito elevadas”.
“Está agora formalmente em análise se devemos usar diferentes vacinas de diferentes linhas técnicas no processo de imunização”, indicou Gao.
Gao, porém, não detalhou sobre as possíveis mudanças na estratégia, mas apontou que deve usar a tecnologia RNA mensageiro (mRNA), uma técnica experimental já usada pelos fabricantes ocidentais que misturam as vacinas.
“Todos devem considerar os benefícios que as vacinas mRNA podem trazer para a humanidade”, assumiu Gao. “Devemos seguir isto com cuidado e não ignorar só por já termos vários tipos de vacinas”.